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🇧🇷 Férias-trabalho para brasileiros

Work and Holiday 462 na Austrália para brasileiros

Work and Holiday visa (subclass 462)

⚠️ Informação sensível — confira sempre na fonte oficial
Requisitos, cotas, valores e datas de visto mudam com frequência. Cada dado desta página foi verificado contra a fonte oficial em setembro de 2026 e é reverificado periodicamente, mas antes de começar qualquer trâmite confirme nos links oficiais (embaixada, consulado ou ministério) que estão nesta página. O viajacongus.com não gerencia vistos nem substitui a informação oficial.
COTA PAUSADA HOJE
O Home Affairs mostra o Brasil como «paused»: os pedidos estão temporariamente suspensos e não dá para aplicar até voltar a «open». A cota é de 500 vistos por ano. Status lido em 13/10/2026 às 22:46 (hora da Argentina). O Home Affairs avisa que uma mudança de status pode levar até 48 horas para aparecer na página dele.
Mudança de 2 de outubro de 2026: com a 462 na mão, o visto de estudante só se pede de fora da Austrália
Quem está na Austrália com Work and Holiday e pensava em emendar um curso sem sair do país perdeu essa rota em 2 de outubro de 2026. O Home Affairs colocou a 417 e a 462 — e também a 485 de graduados e os vistos de turista 600, 601 e 651 — na lista de vistos cujo titular, principal ou secundário, não pode pedir o visto de estudante estando na Austrália. Textual: «If you hold a visa as a primary or secondary holder on the list below you cannot apply for a student visa in Australia. There are no exemptions to this rule.» Não há exceção: é preciso sair do país para protocolar e estar fora da Austrália no dia da concessão.
  • Pedido feito de fora não dá Bridging visa: «You will not receive a Bridging visa linked to an application lodged outside Australia». Você pode voltar a entrar com outro visto válido enquanto o processo corre, desde que esteja fora no dia em que concederem.
  • Se protocolar de dentro mesmo assim, não é recusa: o pedido fica inválido. E «Invalid decisions cannot be merits reviewed at the ART» — uma invalidez não se recorre no ART.
  • O que foi protocolado antes de 2 de outubro de 2026 segue pelas regras antigas: «applications lodged before the new rules started… will continue to be assessed under the rules that were in place when they were lodged».
  • O visto de estudante não fechou: «Australia continues to welcome international students». O que mudou é de onde se pede.
Cota anual
500
Idade
18 a 30 anos
Duração do visto
12 meses (renovável até 3 anos)
Custo
AUD 840
O Home Affairs mostra o Brasil como «paused»: os pedidos estão temporariamente suspensos e não dá para aplicar até voltar a «open». A cota é de 500 vistos por ano. Status lido em 13/10/2026 às 22:46 (hora da Argentina). O Home Affairs avisa que uma mudança de status pode levar até 48 horas para aparecer na página dele.
2️⃣Pedindo a sua 2ª 462 (2º ano)88 dias de trabalho especificado → um ano a mais. Requisitos, postcodes, zonas e formulário, passo a passo.3️⃣Pedindo a sua 3ª 462 (3º ano)179 dias de trabalho especificado durante a 2ª → um terceiro ano. Tudo, com exemplo de datas.

A Work and Holiday visa (subclass 462) é o visto de férias-trabalho da Austrália, e é um dos mais procurados do mundo por dois motivos: o salário por hora e a chance de esticar a estadia até três anos. Com ela você mora na Austrália por 12 meses, trabalha para se financiar, faz cursos curtos e entra e sai do país quantas vezes quiser.

O trâmite é 100% online e se faz do Brasil, por uma conta ImmiAccount no site do Department of Home Affairs — você precisa estar fora da Austrália ao pedir e ao receber a aprovação. O Brasil tem cota de 500 vistos por ano, uma das menores do programa (Argentina e Chile têm 3.400 cada), e ela reinicia com o ano-programa australiano: o ano começa em 1º de julho, mas os pedidos abrem em 2 de julho. Para 2026-27 abriram em 2 de julho de 2026.

A 462 cobra mais do que a maioria dos programas de férias-trabalho: inglês funcional com exame, pelo menos 2 anos de estudo depois do ensino médio e cerca de AUD 5.000 comprovados. Em troca, abre a porta de um mercado de trabalho com um dos melhores pisos por hora que esse tipo de visto alcança.

Pule para o que você procura

📋 De olho nos números

Programa
Work and Holiday visa (subclass 462)
Idade
18 a 30 anos inclusive na hora de aplicar. O pedido tem de entrar antes de você completar 31, até a meia-noite AEST/AEDST do dia anterior ao aniversário de 31 anos
Cota anual (Brasil)
500 vistos por ano (annual grant cap oficial do Department of Home Affairs). O ano-programa começa em 1º de julho e os pedidos abrem em 2 de julho
Status da cota hoje
O Home Affairs mostra o Brasil como «paused»: os pedidos estão temporariamente suspensos e não dá para aplicar até voltar a «open». A cota é de 500 vistos por ano. Status lido em 13/10/2026 às 22:46 (hora da Argentina). O Home Affairs avisa que uma mudança de status pode levar até 48 horas para aparecer na página dele.
Duração
12 meses a partir da entrada; renovável para um 2º e um 3º ano fazendo specified work
Recursos exigidos
Cerca de AUD 5.000 comprovados na hora de aplicar, mais o dinheiro da passagem de saída da Austrália
Taxa do visto
AUD 840 para a primeira 462, desde 1º de julho de 2026 (AUD 1.000 para a segunda ou a terceira)
Onde se faz
100% online, do Brasil, pelo ImmiAccount
Idioma
Inglês funcional com certificado. Mais abaixo, em Requisitos, estão EXATAMENTE quais exames valem e com qual nota
Estudos
Pelo menos 2 anos de estudos pós-secundários concluídos com êxito

O detalhe de cada dado

Cota anual
500 vistos por ano para passaportes brasileiros (annual grant cap oficial do Department of Home Affairs). É uma das cotas menores do programa: Argentina e Chile têm 3.400 cada
Idade
18 a 30 anos inclusive na hora de aplicar. O pedido tem de entrar antes de você completar 31, até a meia-noite AEST/AEDST do dia anterior ao aniversário de 31 anos
Comprovação de recursos
Cerca de AUD 5.000 para o sustento inicial, mais o dinheiro da passagem de saída da Austrália
Seguro-viagem
A Austrália não cobre os Work and Holiday makers pelo Medicare — não há acordo recíproco de saúde com o Brasil —, então contratar seguro médico privado por toda a estadia é fortemente recomendado
Idioma
Sim: «Functional English» (inglês funcional) comprovado com um exame aprovado, feito nos 12 meses anteriores ao pedido (IELTS, PTE Academic ou TOEFL iBT, conforme a lista vigente do Home Affairs — o Cambridge saiu da lista). O Brasil NÃO está entre os países isentos
Estudos
Sim: é preciso ter concluído com êxito pelo menos 2 anos de estudos pós-secundários («post-secondary study», ou seja, posteriores ao 3º ano do ensino médio ou equivalente). É a redação específica que o Home Affairs aplica a Brasil e Índia, diferente da de Argentina ou Chile
Quando abre
A cota reinicia com o ano de programa australiano. Para 2026-27 os pedidos abriram em 2 de julho de 2026. ATENÇÃO: a cota do Brasil pausa e reabre ao longo do ano. O status de hoje está na faixa no alto desta página e na página oficial «Status of country caps» do Home Affairs
Taxa
AUD 840 para a primeira 462, desde 1º de julho de 2026 (AUD 1.000 para a segunda ou a terceira)
Duração do visto
Até 12 meses, com possibilidade de segunda e terceira 462

✅ Requisitos

Idade
Ter de 18 a 30 anos inclusive ao apresentar o pedido. Se você aplicar com 30 e completar 31 durante a análise, o visto ainda pode ser concedido.
Passaporte brasileiro válido
Ser cidadão da República Federativa do Brasil e ter passaporte brasileiro válido. O Brasil está na lista oficial de passaportes elegíveis para a subclass 462. O visto fica vinculado a esse passaporte.
Estar fora da Austrália
Para a PRIMEIRA 462 você não pode estar na Austrália nem ao pedir nem ao receber. (A 2ª e a 3ª — as renovações — essas sim podem ser pedidas de dentro do país.)
Estudos pós-ensino médio
Ter concluído com êxito pelo menos 2 anos de estudos posteriores ao ensino médio: faculdade, tecnólogo ou curso técnico de nível superior. É a redação específica que o Home Affairs aplica a Brasil e Índia, diferente da de Argentina ou Chile. É requisito duro: sem isso não há visto.
Inglês funcional
Você tem de comprovar «Functional English». Vale QUALQUER um destes exames oficiais, com estas notas mínimas (verificado em julho de 2026): IELTS (General ou Academic) 4.5 no total; TOEFL iBT 26 na soma das 4 seções; PTE Academic 24 no total. Os dois últimos caíram em 7/8/2025 (TOEFL vinha de 32, PTE de 30). O Cambridge C1 Advanced saiu da lista: resultados feitos até 6/8/2025 valeram até 6 de agosto de 2026 inclusive e já não servem. ⚠️ Tem de ser o exame OFICIAL feito em centro habilitado: o Home Affairs NÃO aceita as versões 100% online / em casa (o TOEFL iBT Home Edition, por exemplo, não serve). O resultado precisa ter menos de 12 meses — resultado mais velho não é aceito, mesmo com nota alta. Alternativa sem exame: ter cursado pelo menos 5 anos de ensino médio integralmente em inglês, ou todo o fundamental mais 3 anos de médio, ou um ano em tempo integral numa instituição australiana; também serve um diploma de 2 anos em tempo integral cursado em inglês. O Brasil NÃO está entre os países isentos.
Comprovação de recursos
Comprovar cerca de AUD 5.000 para o sustento inicial, mais a passagem de saída da Austrália (ou o dinheiro para comprá-la). Prova-se com extrato ou declaração bancária.
Sem 462 nem 417 anteriores
Nunca ter entrado na Austrália com um visto Work and Holiday (462) nem Working Holiday (417).
Sem filhos dependentes acompanhando
Você não pode levar filhos dependentes com este visto.
Saúde e caráter
Cumprir o health requirement (podem pedir exame médico) e o character requirement (antecedentes). Você também não pode ter dívidas em aberto com o governo australiano. Seguro médico é fortemente recomendado.
Carta de apoio do governo: NÃO é exigida
O Brasil NÃO está na lista de países a quem o Home Affairs pede carta de apoio governamental — essa lista é Equador, Grécia, Indonésia, Malásia, Mongólia, Peru, Polônia, San Marino, Eslovênia, Tailândia e Turquia. Desconfie da agência que disser o contrário.

📅 A cota de 500 e a data que faz perder o dia da abertura

A cota do Brasil é de 500 vistos por ano e reinicia no começo do ano-programa australiano. Preste atenção na data exata, porque é ela que faz a pessoa perder o dia da abertura: o ano começa em 1º de julho, mas os pedidos só podem ser apresentados em 2 de julho (hora do leste da Austrália), porque no dia 1º o Home Affairs faz manutenção de sistemas. Com uma cota de 500 — pequena e muito disputada — o jeito é ter inglês, recursos e comprovante de estudos prontos com meses de antecedência e aplicar no minuto em que ela estiver «open». O número do pedido fica registrado no seu ImmiAccount.

O Home Affairs mostra o Brasil como «paused»: os pedidos estão temporariamente suspensos e não dá para aplicar até voltar a «open». A cota é de 500 vistos por ano. Status lido em 13/10/2026 às 22:46 (hora da Argentina). O Home Affairs avisa que uma mudança de status pode levar até 48 horas para aparecer na página dele.

🗂️ Traduzir não é certificar, e os dois estão na mesma tela

A instrução oficial é clara: «have all non-English documents translated into English», subindo o original junto com a tradução. Na prática, é frequente que o visto saia com documentação em outro idioma — ninguém é recusado por isso, a página só avisa que o trâmite pode demorar se tiverem de pedir algo. Mas, se você subir sem tradução, saiba que está fora do que a instrução manda. E cuidado com a confusão mais comum: a página diz «You do not need to have any documents certified», e isso isenta de CERTIFICAR, não de traduzir. São duas coisas diferentes e estão uma do lado da outra na mesma tela.

📄 Documentação

Passaporte brasileiro válido (página de dados).
Certificado de inglês funcional (IELTS/PTE/TOEFL) com menos de 12 meses.
Comprovante de pelo menos 2 anos de estudos pós-secundários (histórico escolar, diploma ou declaração da instituição), traduzido para o inglês.
Comprovação de recursos: extrato ou declaração bancária de cerca de AUD 5.000, mais a passagem de saída.
Seguro-viagem médico por toda a estadia (muito recomendado).
Cartão de crédito ou débito para pagar a taxa de AUD 840.
Eventual exame médico e/ou biometria, se o Home Affairs pedir.

🧭 Como é o processo

1
Junte a documentação
Antes de tocar no formulário, tenha prontos o passaporte, o certificado de inglês, o comprovante de estudos, a prova de recursos e o seguro. Escaneie tudo em PDF ou imagem legível.
2
Crie seu ImmiAccount
Entre em online.immi.gov.au e crie uma conta ImmiAccount com seu e-mail. Confirme o e-mail. É nessa conta que você preenche, paga e acompanha o pedido.
3
Abra um novo pedido (subclass 462)
Dentro do ImmiAccount escolha «New application» → «Work and Holiday visa (462)» → «First Work and Holiday 462». O sistema monta um formulário longo, dividido em seções.
4
Preencha o formulário
Carregue dados pessoais, passaporte, estudos, inglês e recursos, e responda às perguntas de saúde e caráter. Salve com frequência: você pode retomar o pedido sem perder o que já carregou.
5
Anexe os documentos
Suba cada documento na seção certa (passaporte, inglês, estudos, recursos, seguro). Nomeie os arquivos com clareza e em boa qualidade.
6
Pague a taxa (AUD 840)
Pague com cartão ou PayPal. Ao confirmar o pagamento, o pedido passa a estar oficialmente apresentado e você recebe um comprovante com o TRN, o número de referência.
7
Responda aos pedidos e espere a decisão
O Home Affairs pode pedir exame médico ou biometria. A decisão chega por e-mail e fica no seu ImmiAccount. Sobre o prazo, veja a seção «Quanto demora»: o aviso de 23 de setembro de 2026 mudou o número.
8
Receba o visto e planeje a viagem
A 462 é eletrônica, vinculada ao passaporte. A partir da aprovação você tem 12 meses para fazer a primeira entrada na Austrália; o ano de estadia começa a contar quando você entra.

📝 O formulário, campo por campo

O formulário da subclass 462 se preenche inteiro online, dentro do ImmiAccount. É longo e está em inglês, dividido em seções, e dá para salvar e retomar. Aqui está o passo a passo e como responder os campos que mais travam.

ImmiAccount (Department of Home Affairs da Austrália)
https://online.immi.gov.au/

Passo a passo

1
Crie e verifique seu ImmiAccount
2
New application → Work and Holiday visa (462)
3
Applicant details (dados pessoais)
4
Passport details
5
Contact details
6
English e Education
7
Health e Character (saúde e antecedentes)
8
Declarações e revisão
9
Attach documents
10
Pagamento e envio

Campo por campo

Family name / Given names
Exatamente como no passaporte. «Family name» é o sobrenome; «Given names», os nomes. Se o seu passaporte não separar, siga o que está na zona de leitura mecânica.
Date of birth
Formato dia/mês/ano, como aparece no passaporte. Confira a ordem, porque o sistema pode mostrar mês/dia.
Passport number
Tal qual, respeitando letras e números, sem espaços a mais.
Country of passport
Brazil.
Are you in Australia?
No. Para a primeira 462 você tem de estar fora da Austrália ao pedir e ao receber o visto.
Funds / financial capacity
Você declara que tem os recursos (cerca de AUD 5.000 e mais). Depois respalda com a declaração bancária anexada.

Os erros que mais derrubam pedidos

💵 Quanto custa

ConceitoValor (verificado)
Taxa do visto (subclass 462)AUD 840 para a primeira 462, desde 1º de julho de 2026
Taxa da segunda e da terceira 462AUD 1.000 cada uma, segundo a tabela oficial de preços do Home Affairs (verificado em setembro de 2026)
Certificado de inglês (IELTS/PTE/TOEFL)Cerca de USD 200-260 segundo o exame (verificado em julho de 2026)
Seguro-viagem médico (12 meses)Variável segundo cobertura e idade
Exame médico (se pedirem)Variável, em clínica autorizada
Traduções (a instrução oficial as pede; na prática muitos não as usam)Variável. Se o tradutor estiver fora da Austrália NÃO precisa de credencial NAATI: basta que assine com nome, endereço, telefone e qualificações, tudo em inglês. A NAATI só é exigida de tradutores que estejam na Austrália.

⏱️ Quanto demora, e por que o número mudou

Aviso de 23 de setembro de 2026: o Home Affairs publicou, textual, «we are normalising processing timeframes for most WHM visa applications. The average processing time is expected to be around three months» — a média esperada passa a ser de cerca de três meses para a maioria dos pedidos. Na página da Second Work and Holiday visa o mesmo quadro acrescenta, no imperativo: «Do not book flights or make travel, work or study commitments until we grant your visa». A fonte oficial não publica data de entrada em vigor nem diz quais pedidos ficam fora dessa «maioria». A tabela de Global visa processing times, com dados até 31 de julho de 2026, ainda mostra metade das 462 saindo em 8 dias e nove de cada dez em 22, mas não há nenhum número oficial publicado de agosto nem de setembro. Outra regra do mesmo aviso: «WHM applicants must be in the correct location when their visa is granted» — quem protocolou de dentro da Austrália tem de estar na Austrália no dia da concessão, e quem protocolou de fora tem de estar fora.

A mesma guia em espanhol ainda diz, em outras duas passagens, que o Home Affairs «costuma resolver em uns 65 dias». Esse número é anterior ao aviso de 23 de setembro de 2026 e não foi reescrito aqui: o que vale é a média de cerca de três meses.

🧬 Biometria e entrevista

Não há entrevista consular obrigatória: a 462 se resolve online. Em alguns casos o Home Affairs pode pedir biometria (digitais e foto em centro autorizado) e/ou exame médico em clínica habilitada; se for o caso, avisam por e-mail dentro do seu ImmiAccount.

🩺 Seguro médico

A Austrália não cobre os Work and Holiday makers pelo Medicare — não há acordo recíproco de saúde com o Brasil —, então contratar seguro médico privado por toda a estadia é fortemente recomendado. Custos de saúde lá são altos, e o seguro é o que te protege em caso de doença ou acidente ao longo do ano.

💼 O que o visto deixa você fazer

Com a 462 você trabalha na Austrália para financiar a viagem, com o limite de até 6 meses com um mesmo empregador. Pode estudar cursos de até 4 meses. E entra e sai do país quantas vezes quiser enquanto o visto estiver válido. ⚠️ Desde 2 de outubro de 2026, se a ideia é emendar um curso mais longo com visto de estudante, isso já não se pede de dentro da Austrália com uma 462 na mão: é preciso sair do país para protocolar e estar fora no dia da concessão, sem exceções. Veja o aviso completo nesta mesma página.

🔁 Segundo e terceiro ano

A grande vantagem da Austrália: você pode esticar para um 2º ano (second 462) e depois para um 3º (third) fazendo «specified work» — trabalho especificado, tipicamente em zonas regionais. Os números são fixos e públicos: 88 dias corridos de calendário de specified work para a segunda e 179 dias (6 meses) para a terceira. Cada extensão tem seu próprio pedido e sua própria evidência do trabalho feito, e o Brasil SIM pode acessá-las — essas extensões não têm cota. Agora, cuidado com o anúncio de 17/09/2026, que diz que as duas vão passar a ser sorteadas, com tetos de 45.000 lugares para a segunda e 5.000 para a terceira: até hoje as próprias páginas do Home Affairs dizem o contrário. A de cotas diz «There are no caps for second or third Work and Holiday visas» e a do sorteio diz «Visa ballot does not apply to second or third Work and Holiday visa applicants». É um anúncio ministerial sem data nem regulamento: até sair a norma, o que vale é fazer os dias e pedir.

🔁 Segunda Work and Holiday visa (462): o seu 2º ano na Austrália

Com 88 dias de trabalho especificado você ganha um segundo ano na Austrália. E o melhor: pode pedir de dentro do país, sem sair. Aqui está tudo, com exemplo de datas e as zonas que contam.

A Work and Holiday visa (subclass 462) é diferente de quase todo programa de férias-trabalho do mundo: não dura só um ano. Se durante o seu primeiro ano você fizer 3 meses (88 dias de calendário) de trabalho especificado nas zonas elegíveis, ganha o direito a uma segunda 462 — um segundo ano completo. E o Brasil tem acesso: as extensões não têm cota.

Tem um detalhe enorme que quase nenhuma página explica bem: a segunda você pode pedir estando DENTRO da Austrália. Não precisa sair do país nem esperar o primeiro ano terminar. Assim que completa os 88 dias já está habilitado, e segue morando e trabalhando com a sua 1ª 462 como sempre: a bridging que te dão fica de reserva e só se ativa se a 1ª vencer antes de resolverem.

Nesta guia está tudo o que você precisa para renovar pela segunda vez: os requisitos, como se contam os 88 dias, quais trabalhos e em quais códigos postais contam, o passo a passo do trâmite, o formulário, os custos e um exemplo com datas.

O que quase ninguém explica sobre a idade
A idade é checada na hora de APLICAR: você tem de ter de 18 a 30, ou seja, aplicar antes de completar 31. Por isso, se entrar na Austrália com 29 anos — antes de fazer 30 — dá para encadear os três vistos e ficar até 3 anos, desde que se mexa rápido: faz os 88 dias, pede a 2ª, depois os 179 dias e pede a 3ª, tudo antes de completar 31. Muita gente acha que, por estar perto dos 30, só vai poder ir um ano. Falso: entrando a tempo, dá três.

Como funciona

Você faz os 88 dias de trabalho especificado
Durante o primeiro ano, com a 1ª 462 na mão, trabalha pelo menos 88 dias em trabalho especificado e nas zonas e códigos postais que a Austrália define. Guarde TODA a evidência: payslips (a prova obrigatória), contrato, extratos bancários e, como respaldo opcional, o formulário 1263 do empregador.
Você pede a 2ª — de dentro da Austrália
Com os 88 dias feitos, pede online pelo ImmiAccount, sem sair do país. Não precisa esperar o fim do primeiro visto: pode pedir assim que cumprir o requisito.
A bridging vem, mas fica dormindo
Pedindo de dentro, o pedido da bridging sai junto com o do visto: o Home Affairs diz que «quase todas as bridging são solicitadas automaticamente ao pedir um visto substantivo» e avisa quando isso aconteceu. Atenção a isto: enquanto a sua 1ª 462 seguir válida, você continua sob a 1ª e sob as condições dela. A bridging existe mas não está em vigência. Só quando a 1ª termina é que passam a valer as condições da bridging, e aí sim ela te mantém legal até saírem com a decisão.
A sua 2ª corre de onde a 1ª vencia
Este é o ponto-chave: se concederem a 2ª ENQUANTO você ainda tinha a 1ª, a sua estadia total passa a ser de 24 meses contados da PRIMEIRA chegada à Austrália. Na prática, a 2ª te dá um ano a mais, que começa no dia em que a primeira terminava. Você não perde dias por ter pedido antes.

Exemplo com datas (você entra com 29 anos)

30 de setembro de 2026
Você entra na Austrália com a sua 1ª 462. O primeiro ano vence em 30 de setembro de 2027.
outubro de 2026 a janeiro de 2027
Trabalha numa zona elegível e completa os 88 dias de trabalho especificado. Vai guardando payslips (a prova obrigatória) e, se der, o formulário 1263 como respaldo.
fevereiro de 2027
Com os 88 dias feitos, pede a 2ª de dentro da Austrália. Segue com a 1ª, que está válida: nada muda no seu dia a dia. Te concedem também um Bridging visa A, mas ele fica inativo até a 1ª vencer. Você ainda tem 29 ou 30 anos: aplicou a tempo.
fevereiro de 2027 (saiu)
Aprovam a sua 2ª. Como você pediu tendo a 1ª, a estadia total é de 24 meses desde a primeira chegada: a 2ª te habilita até 30 de setembro de 2028. Ou seja, corre de 30/09/2027 a 30/09/2028.
a partir de fevereiro de 2027
Agora que você JÁ TEM a 2ª, pode começar a contar os 179 dias de trabalho especificado necessários para a 3ª. O trabalho feito com a 1ª não conta para a 3ª.

Com esse esquema o seu 2º ano está garantido. E, se seguir com os 179 dias, fica pronto para a 3ª e um terceiro ano.

Requisitos

Ter ou ter tido uma 1ª 462
Você precisa ser titular, ou ter sido titular, de uma primeira Work and Holiday visa (subclass 462).
Idade ao aplicar: 18 a 30 (antes de completar 31)
Checa-se na hora de apresentar o pedido. Se você aplicar com 30 e completar 31 durante o trâmite, o visto ainda pode sair.
88 dias de trabalho especificado
Ter completado pelo menos 3 meses (88 dias de calendário) de trabalho especificado, nas indústrias e zonas elegíveis, enquanto tinha a 1ª 462 (ou uma bridging vinculada a ela). Textual: «applicants for a second WHM visa must have undertaken all specified work while holding their first WHM visa».
Evidência do trabalho
A prova obrigatória são os payslips de todo o trabalho especificado; some contrato, registros de emprego e extratos bancários. O formulário 1263 do empregador é respaldo opcional. O Home Affairs pode cruzar os dados com a ATO e pode ligar para o empregador.
Passaporte brasileiro válido
O visto fica vinculado ao seu passaporte.
Saúde e caráter
Cumprir o health requirement (podem pedir exame médico) e o character requirement. Seguro médico recomendado.
Recursos
Ter recursos suficientes para a estadia (a referência habitual é AUD 5.000). Confirme o valor vigente no Home Affairs.

Specified work: 88 dias (3 meses)

«Specified work» é trabalho pago, em certas indústrias e em certas zonas regionais ou remotas da Austrália. Não é qualquer trabalho nem em qualquer lugar: tem de ser do tipo certo E num código postal elegível. Para a 2ª são 88 dias. Textual: «'3 months' is taken to mean a period equivalent to the 3 shortest calendar months of the year, that is, a minimum period of 88 calendar days, including weekends or equivalent rest days during your period of employment».

Como se conta

Que ramo conta, e em que zona

Cada ramo conta SÓ em certas zonas, e para a 462 a combinação não é a mesma da 417. O que vale é ramo correto + código postal da zona correta. Verifique sempre o postcode exato do lugar antes de aceitar o trabalho.

Turismo e hospitality
Norte + Remoto e Muito Remoto (mais os postcodes 4406, 4416, 4498 e 7215, desde 22/06/2021)
Observação: NÃO conta em Sydney, Melbourne nem no CBD de Brisbane, mesmo com tudo registrado. É a grande diferença da 462 em relação à 417: você pode fazer os dias em hotel, bar ou restaurante, mas longe das cidades grandes.
Cultivo de plantas e animais (agro / farm)
Norte da Austrália e outras áreas especificadas da Austrália regional
Observação: É o ramo com a zona mais ampla e o specified work mais comum.
Construção
Norte da Austrália e outras áreas especificadas da Austrália regional
Observação: Obra de verdade; não tarefas administrativas.
Pesca e perolicultura
SÓ no norte da Austrália
Observação: Na 417 conta em toda a Austrália regional; na 462, só no norte.
Silvicultura e corte de árvores
SÓ no norte da Austrália
Observação: Na 417 conta em toda a Austrália regional; na 462, só no norte.
Mineração
NÃO conta na 462
Observação: A página oficial da subclass 462 não inclui mining em nenhuma zona (verificado na web oficial em 2 de outubro de 2026). Na 417 sim, em Austrália regional. Mas atenção à virada que quase todo mundo usa: o cargo de HOTELARIA dentro de um acampamento de mineração — cozinha, refeitório, limpeza, housekeeping — CONTA SIM, porque conta pelo ramo de turismo e hospitality, não pela mina. O que decide não é o lugar, é o cargo; e o acampamento tem de estar no norte da Austrália ou em zona remota. Veja a observação sobre FIFO logo abaixo.
Recuperação de incêndio e de desastre natural
Códigos postais declarados — via separada
Observação: São duas tabelas oficiais de CÓDIGOS POSTAIS declarados, não de municípios: uma para incêndio (trabalho feito depois de 31/07/2019; em 05/04/2025 foram acrescentados postcodes novos) e outra para enchente, ciclone e temporal (trabalho feito depois de 31/12/2021, para pedidos apresentados a partir de 05/04/2025). A lista muda com frequência.
⛏️ Mineração e FIFO
Isto confunde meio mundo, então vai claro: com a 462 o trabalho mineiro em si — operar maquinário, perfurar, detonar rocha — NÃO conta. O que conta é o seu CARGO. Os postos de entrada de um acampamento (cozinha, limpeza, refeitório, housekeeping) são hospitality, e por isso contam, desde que o acampamento esteja no norte da Austrália ou em zona remota. A própria página oficial acrescenta que «work which supports the ongoing operations of a specified industry (such as administrative and cleaning support services) in an eligible postcode may be accepted» — e avisa que essa flexibilidade é TEMPORÁRIA, sem publicar data de início nem de fim.

Fonte: Home Affairs — Specified work da subclass 462 e da 417. Listas de códigos postais lidas em 21 de setembro de 2026; nota de FIFO verificada em 26 de setembro de 2026.

O que serve como prova (lista oficial do Home Affairs)

Para o voluntariado em incêndio ou desastre: carta assinada do coordenador com os seus dados pessoais e o número do passaporte, a descrição das tarefas, o local com o código postal e a quantidade de dias.

O formulário 1263 (employment verification), assinado pelo empregador, é respaldo opcional: ajuda, mas não é obrigatório. O Home Affairs pode cruzar os dados com a ATO.

As três listas de zonas, e por que não há definição em prosa

«Norte da Austrália», «remoto e muito remoto» e «regional» são TRÊS listas diferentes, e um lugar pode estar numa e não nas outras. O Home Affairs não publica definição geográfica em prosa de nenhuma das três: só publica a tabela de códigos postais. Por isso a única verificação que vale é o código postal exato do estabelecimento, no buscador oficial, antes de aceitar o trabalho. Os intervalos são inclusivos: «4417 to 4420» inclui 4417, 4418, 4419 e 4420.

As listas de códigos postais são IDÊNTICAS entre a 417 e a 462 — comparadas as cinco tabelas (Remote and Very Remote Australia, Northern Australia, Regional Australia, Bushfire declared areas, Natural disaster declared areas), expandindo cada intervalo, coincidem código por código nos sete estados e territórios mais Norfolk Island. O que muda é QUAL indústria conta em QUAL zona. Verificado em 21 de setembro de 2026.

Só a 462 publica uma regra transitória: «For subclass 462 visa holders, the previous definition of tourism and hospitality in Northern Australia only will continue to apply for applications lodged before 5 March 2022 and to any work carried out before 22 June 2021 (regardless of when the application is lodged)».

O que a fonte oficial NÃO publica

Lugares mais usados por quem está na 462, já que o norte da Austrália é a chave: Darwin, Cairns, Mareeba, Broome e Kununurra.

Exceções

Passaporte do Reino Unido: isenção que não é sua
Quem aplica com passaporte britânico não precisa cumprir o specified work para a segunda nem para a terceira — mas isso vale SÓ para a 417 e só para pedidos protocolados a partir de 1º de julho de 2024. A página da 462 não publica essa isenção.
Trabalho feito com bridging visa
Se você pediu a 2ª enquanto a 1ª estava em vigência e, durante o processo, a 1ª venceu e uma bridging entrou em vigor, o trabalho especificado feito nessa bridging conta para a terceira, pedindo de dentro ou de fora da Austrália.
Subclass 408 da pandemia
Para pedidos protocolados a partir de 14 de novembro de 2020, ex-WHM podem contar o critical COVID-19 work nos setores de saúde feito com visto subclass 408 COVID-19 Pandemic event.

O processo

1
Junte a evidência dos 88 dias
2
Entre no seu ImmiAccount
3
Novo pedido: Second Work and Holiday visa (462)
4
Preencha e anexe a evidência
5
Pague a taxa e apresente
6
A bridging visa e de quando corre a sua 2ª

Quanto custa

ConceitoValor (verificado)
Taxa da 2ª 462AUD 1.000 (verificado em julho de 2026)
Formulário 1263 (opcional — verificação de emprego)Gratuito (o empregador assina)
Seguro médico (12 meses a mais)Variável segundo a cobertura
Exame médico (se pedirem)Variável, em clínica autorizada

Conselhos

Links oficiais

📋Second Work and Holiday visa (462) — Home Affairshttps://immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/workℹ️Specified work da 462 — zonas e postcodes (Home Affairs)https://immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/workℹ️Specified work conditions — subclass 417 e 462 (contagem dos dias)https://immi.homeaffairs.gov.au/what-we-do/whm-program/specified-work-📝Formulário 1263 — Employment verification (Home Affairs)https://immi.homeaffairs.gov.au/form-listing/forms/1263.pdf📝ImmiAccount — aplicarhttps://online.immi.gov.au/

Perguntas frequentes

Posso pedir a 2ª estando dentro da Austrália?
Sim, dá para pedir de dentro sem sair, e enquanto isso você segue com a 1ª normalmente. Junto com o pedido te concedem um Bridging visa A, mas ele fica inativo: só entra em vigência se a 1ª vencer antes de resolverem, e aí te deixa seguir morando e trabalhando legalmente. Esse tempo de bridging não soma dias extras. Você também pode pedir de FORA da Austrália (muita gente resolve durante uma viagem, por exemplo ao Sudeste Asiático): aí não há bridging, você espera a decisão fora e tem de estar fora do país quando concederem; nesse caso os 12 meses só começam quando você voltar a entrar.
Tenho de terminar o meu primeiro ano antes de pedir?
Não. Assim que completa os 88 dias já pode pedir, mesmo faltando meses do seu primeiro visto. E você não perde esses meses: se concederem tendo a 1ª, a estadia total passa a ser de 24 meses desde a primeira chegada.
De quando corre a minha segunda?
Depende de onde você está quando concedem (regra oficial do Home Affairs, seção «How long you can stay»). Na Austrália com a 1ª 462 válida, ou com a bridging que te deram depois de a 1ª vencer: corre 12 meses desde a data em que a 1ª venceu ou teria vencido — o tempo de bridging já está contado dentro desses 12 meses. De FORA da Austrália: corre 12 meses desde o dia em que você entra no país com a 2ª. Na Austrália com outro visto diferente da 462: corre 12 meses desde a data da concessão.
Quantas horas de trabalho são um «dia»?
Um dia é uma jornada normal completa da sua indústria (umas 7 horas; full-time por volta de 35 h por semana). Com contrato full-time contam os 7 dias da semana, incluídos fins de semana. O part-time se converte (21 h equivalem a 3 dias) e um turno longo conta como um único dia.
Qualquer trabalho no campo conta?
Não. Tem de ser do tipo especificado E num código postal elegível. Um mesmo trabalho pode contar ou não dependendo do postcode. Por isso se verifica a zona antes de aceitar.
Posso fazer os 88 dias em vários trabalhos?
Sim. Pode somar em empregadores e períodos diferentes; não precisa ser de uma vez nem num só lugar. Guarde a evidência de cada um. O que você NÃO pode é cumprir o requisito num período total menor que 3 meses de calendário.
Trabalhar numa mina conta para a minha 462?
O trabalho mineiro em si, não: a lista oficial da subclass 462 não inclui mining (verificado na web oficial em 2 de outubro de 2026). O que conta é um cargo de hospitality dentro do acampamento — cozinha, limpeza, refeitório, housekeeping — e ainda assim só se o acampamento estiver no norte da Austrália ou em zona remota. Confirme o código postal antes de aceitar.

Fontes

Verificado em julho de 2026

🔁 Terceira Work and Holiday visa (462): o seu 3º ano na Austrália

Com 179 dias de trabalho especificado feitos durante a 2ª, você ganha um terceiro ano. E também pode pedir de dentro da Austrália.

O terceiro ano é o grande prêmio da Work and Holiday 462, e pouquíssima gente sabe como chegar. A regra é clara: se durante a sua SEGUNDA 462 você fizer 6 meses (179 dias de calendário) de trabalho especificado, pode pedir uma terceira e ficar um ano a mais. No total, três anos completos na Austrália.

Como na segunda, a terceira pode ser pedida estando DENTRO da Austrália: você segue com a 2ª enquanto processam, e a bridging que te dão fica de reserva caso a 2ª vença antes. E também corre de onde a anterior terminava: se concederem tendo a 2ª, a estadia total passa a ser de 36 meses desde a primeira chegada.

Cuidado com o ponto que muda tudo: os 179 dias têm de ser feitos enquanto você tem (ou foi titular de) a SEGUNDA 462. O trabalho que você fez com a primeira — os 88 dias que te deram a 2ª — NÃO conta para a terceira. São dois períodos de trabalho distintos. E também não conta trabalho feito com outro tipo de visto, como o de estudante, nem nada feito antes de 1º de julho de 2019.

Por que isto é tão importante: a conta da idade
A idade é checada na hora de APLICAR: cada pedido tem de entrar antes de você completar 31. Por isso, entrando na Austrália com 29 anos — antes de fazer 30 — dá para encadear os três vistos e ficar 3 anos, mesmo que o visto seja «até os 30 inclusive». Muita gente perto dos 30 acha que só vai poder ir um ano e perde dois anos inteiros. Entrando a tempo e se movendo rápido (88 dias → 2ª → 179 dias → 3ª, tudo antes de completar 31), você fica três anos. Com cada visto aprovado você entra e sai da Austrália sem problema: não precisa ficar trancado lá dentro.

Como funciona

Você já tem a sua 2ª
Para ir pela terceira, primeiro é preciso ter obtido a segunda 462, com os seus 88 dias. A partir da concessão da 2ª é que o trabalho para a terceira começa a poder ser contado.
Você faz os 179 dias durante a 2ª
Trabalha pelo menos 6 meses (179 dias de calendário) de trabalho especificado, nas zonas e postcodes elegíveis, enquanto tem a 2ª (ou uma bridging vinculada). O trabalho da 1ª não conta para isto.
Você pede a 3ª — de dentro da Austrália
Com os 179 dias feitos, pede online pelo ImmiAccount sem sair do país. Se a 2ª segue válida, você continua sob ela e sob as condições dela: o Bridging visa A que te concedem fica inativo até a 2ª terminar.
A sua 3ª corre de onde a 2ª vencia
Se concederem tendo a 2ª, a estadia total passa a ser de 36 meses desde a primeira chegada. Na prática, a 3ª começa no dia em que a segunda terminava. Você não perde dias por pedir antes.

Exemplo completo: como ficar 3 anos (você entra com 29)

30 de setembro de 2026
Você entra na Austrália com a 1ª 462, com 29 anos. O 1º ano vence em 30/09/2027.
outubro de 2026 a janeiro de 2027
Faz os 88 dias de trabalho especificado, para a 2ª.
fevereiro de 2027
Pede a 2ª de dentro e segue com a 1ª, que está válida. Aprovam: como você pediu com a 1ª vigente, a estadia chega a 24 meses desde a chegada → 2ª até 30/09/2028 (corre de 30/09/2027 a 30/09/2028).
fevereiro a agosto de 2027
Agora que você TEM a 2ª, faz os 179 dias (6 meses) de trabalho especificado necessários para a 3ª. Em agosto de 2027 já estão completos.
agosto ou setembro de 2027
Pede a 3ª de dentro da Austrália, com a 2ª ainda válida: segue com ela enquanto processam. Você ainda tem 30 anos, ou seja, aplicou antes de completar 31. A tempo.
quando concedem
Aprovam a 3ª. Como você pediu com a 2ª vigente, a estadia total chega a 36 meses desde a chegada → 3ª até 30/09/2029 (corre de 30/09/2028 a 30/09/2029).
resultado
Você entrou com 29 anos e fica 3 anos completos: de 30/09/2026 a 30/09/2029. Em agosto ou setembro de 2027 o seu futuro já está garantido até 2029, mesmo que naquele momento você ainda esteja usando vistos anteriores.

A chave é o timing com a idade: cada pedido — 1º, 2º e 3º — tem de entrar antes de você completar 31. Entrando na Austrália com 29 e andando nos tempos do exemplo, sobra folga. Entrando muito perto dos 31, pode não dar tempo para os três: por isso entrar cedo é tudo.

Requisitos

Ter ou ter tido uma 2ª 462
Você precisa ser titular, ou ter sido titular, de uma segunda Work and Holiday visa (subclass 462).
Idade ao aplicar: 18 a 30 (antes de completar 31)
Checa-se na apresentação do pedido. Se você aplicar com 30 e completar 31 durante o trâmite, o visto ainda pode sair.
179 dias de trabalho especificado durante a 2ª
Ter completado pelo menos 6 meses (179 dias de calendário) de trabalho especificado enquanto tinha a 2ª 462 (ou uma bridging vinculada), em ou depois de 1º de julho de 2019. O trabalho feito com a 1ª NÃO conta.
Evidência do trabalho
Payslips de cada empregador (a prova obrigatória), contrato ou registros e extratos bancários; o formulário 1263 é respaldo opcional. O Home Affairs pode cruzar os dados com a ATO.
Passaporte brasileiro válido
O visto fica vinculado ao seu passaporte.
Saúde e caráter
Cumprir o health requirement (podem pedir exame médico) e o character requirement. Seguro médico recomendado.

Specified work: 179 dias (6 meses) — durante a 2ª

O trabalho especificado para a 3ª é do mesmo tipo e nas mesmas zonas da 2ª, mas você precisa do DOBRO de dias (179 em vez de 88) e — isto é o que mais derruba gente — eles têm de ser feitos enquanto você tem a SEGUNDA 462, ou uma bridging vinculada a ela. Textual: «'6 months' is taken to mean a period equivalent to the 6 shortest calendar months of the year, that is, a minimum period of 179 calendar days».

Como se conta

O que NÃO conta

Que ramo conta, e em que zona

Cada ramo conta SÓ em certas zonas, e para a 462 a combinação não é a mesma da 417. O que vale é ramo correto + código postal da zona correta. Verifique sempre o postcode exato do lugar antes de aceitar o trabalho.

Turismo e hospitality
Norte + Remoto e Muito Remoto (mais os postcodes 4406, 4416, 4498 e 7215, desde 22/06/2021)
Observação: NÃO conta em Sydney, Melbourne nem no CBD de Brisbane, mesmo com tudo registrado. É a grande diferença da 462 em relação à 417: você pode fazer os dias em hotel, bar ou restaurante, mas longe das cidades grandes.
Cultivo de plantas e animais (agro / farm)
Norte da Austrália e outras áreas especificadas da Austrália regional
Observação: É o ramo com a zona mais ampla e o specified work mais comum.
Construção
Norte da Austrália e outras áreas especificadas da Austrália regional
Observação: Obra de verdade; não tarefas administrativas.
Pesca e perolicultura
SÓ no norte da Austrália
Observação: Na 417 conta em toda a Austrália regional; na 462, só no norte.
Silvicultura e corte de árvores
SÓ no norte da Austrália
Observação: Na 417 conta em toda a Austrália regional; na 462, só no norte.
Mineração
NÃO conta na 462
Observação: A página oficial da subclass 462 não inclui mining em nenhuma zona (verificado na web oficial em 2 de outubro de 2026). Na 417 sim, em Austrália regional. Mas atenção à virada que quase todo mundo usa: o cargo de HOTELARIA dentro de um acampamento de mineração — cozinha, refeitório, limpeza, housekeeping — CONTA SIM, porque conta pelo ramo de turismo e hospitality, não pela mina. O que decide não é o lugar, é o cargo; e o acampamento tem de estar no norte da Austrália ou em zona remota. Veja a observação sobre FIFO logo abaixo.
Recuperação de incêndio e de desastre natural
Códigos postais declarados — via separada
Observação: São duas tabelas oficiais de CÓDIGOS POSTAIS declarados, não de municípios: uma para incêndio (trabalho feito depois de 31/07/2019; em 05/04/2025 foram acrescentados postcodes novos) e outra para enchente, ciclone e temporal (trabalho feito depois de 31/12/2021, para pedidos apresentados a partir de 05/04/2025). A lista muda com frequência.
⛏️ Mineração e FIFO
Isto confunde meio mundo, então vai claro: com a 462 o trabalho mineiro em si — operar maquinário, perfurar, detonar rocha — NÃO conta. O que conta é o seu CARGO. Os postos de entrada de um acampamento (cozinha, limpeza, refeitório, housekeeping) são hospitality, e por isso contam, desde que o acampamento esteja no norte da Austrália ou em zona remota. A própria página oficial acrescenta que «work which supports the ongoing operations of a specified industry (such as administrative and cleaning support services) in an eligible postcode may be accepted» — e avisa que essa flexibilidade é TEMPORÁRIA, sem publicar data de início nem de fim.

Fonte: Home Affairs — Specified work da subclass 462 e da 417. Listas de códigos postais lidas em 21 de setembro de 2026; nota de FIFO verificada em 26 de setembro de 2026.

O que serve como prova (lista oficial do Home Affairs)

Para o voluntariado em incêndio ou desastre: carta assinada do coordenador com os seus dados pessoais e o número do passaporte, a descrição das tarefas, o local com o código postal e a quantidade de dias.

O formulário 1263 (employment verification), assinado pelo empregador, é respaldo opcional: ajuda, mas não é obrigatório. O Home Affairs pode cruzar os dados com a ATO.

As três listas de zonas, e por que não há definição em prosa

«Norte da Austrália», «remoto e muito remoto» e «regional» são TRÊS listas diferentes, e um lugar pode estar numa e não nas outras. O Home Affairs não publica definição geográfica em prosa de nenhuma das três: só publica a tabela de códigos postais. Por isso a única verificação que vale é o código postal exato do estabelecimento, no buscador oficial, antes de aceitar o trabalho. Os intervalos são inclusivos: «4417 to 4420» inclui 4417, 4418, 4419 e 4420.

As listas de códigos postais são IDÊNTICAS entre a 417 e a 462 — comparadas as cinco tabelas (Remote and Very Remote Australia, Northern Australia, Regional Australia, Bushfire declared areas, Natural disaster declared areas), expandindo cada intervalo, coincidem código por código nos sete estados e territórios mais Norfolk Island. O que muda é QUAL indústria conta em QUAL zona. Verificado em 21 de setembro de 2026.

Só a 462 publica uma regra transitória: «For subclass 462 visa holders, the previous definition of tourism and hospitality in Northern Australia only will continue to apply for applications lodged before 5 March 2022 and to any work carried out before 22 June 2021 (regardless of when the application is lodged)».

O que a fonte oficial NÃO publica

O processo

1
Junte a evidência dos 179 dias
2
Entre no seu ImmiAccount
3
Novo pedido: Third Work and Holiday visa (462)
4
Preencha e anexe a evidência
5
Pague a taxa e apresente
6
A bridging visa e de quando corre a sua 3ª

Quanto custa

ConceitoValor (verificado)
Taxa da 3ª 462AUD 1.000 (verificado em julho de 2026)
Formulário 1263 (opcional — verificação de emprego)Gratuito (o empregador assina)
Seguro médico (12 meses a mais)Variável segundo a cobertura

Conselhos

Links oficiais

📋Third Working Holiday / Work and Holiday — provas do specified work (Home Affairs)https://immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/workℹ️Specified work da 462 — zonas e postcodes (Home Affairs)https://immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/workℹ️Specified work conditions — subclass 417 e 462 (contagem dos dias)https://immi.homeaffairs.gov.au/what-we-do/whm-program/specified-work-📝Formulário 1263 — Employment verification (Home Affairs)https://immi.homeaffairs.gov.au/form-listing/forms/1263.pdf📝ImmiAccount — aplicarhttps://online.immi.gov.au/

Perguntas frequentes

Os 88 dias da 2ª contam para a 3ª?
Não. Para a 3ª você precisa de 179 dias de trabalho especificado feitos enquanto tinha a SEGUNDA 462 (ou uma bridging vinculada). O trabalho da 1ª não conta. São dois períodos separados.
Posso pedir a 3ª de dentro da Austrália?
Sim. Pede-se online sem sair do país e, enquanto processam, você segue com a 2ª normalmente. O Bridging visa A que te concedem fica inativo e só se ativa se a 2ª vencer antes de resolverem.
De quando corre a 3ª?
Mesma regra oficial da 2ª (Home Affairs, «How long you can stay»). Na Austrália com a 2ª válida, ou com a bridging que te deram quando ela venceu: corre 12 meses desde a data em que a 2ª venceu ou teria vencido — a bridging não dá dias extras. De fora da Austrália: 12 meses desde que você entra com a 3ª. Na Austrália com outro visto diferente da 462: 12 meses desde a data da concessão.
Dá para ficar 3 anos mesmo o visto sendo «até os 30»?
Sim, se você entrar a tempo. A idade é checada ao aplicar, antes de completar 31. Entrando com 29 e pedindo a 2ª e a 3ª antes de completar 31, você encadeia as três e fica 3 anos. A chave é entrar cedo e se mexer rápido com o trabalho especificado.
Posso entrar e sair da Austrália durante as renovações?
Com um visto aprovado na mão, entra e sai sem problema. É diferente se o seu visto já venceu e você está com o Bridging visa A ativo: com ela não dá para voltar a entrar, e ela se cancela ao sair do país. Se precisar viajar nesse momento, peça antes um Bridging visa B, que permite voltar.
Quantos dias de trabalho eu preciso no total para os 3 anos?
88 dias durante a 1ª (para conseguir a 2ª) mais 179 dias durante a 2ª (para conseguir a 3ª): uns 267 dias, perto de 9 meses de trabalho especificado no total, repartidos nos seus dois primeiros anos.

Fontes

Verificado em julho de 2026

🏨 Hotéis e hospitality que somam os 88 ou os 179 dias

Para a 462, trabalho de turismo e hospitality só conta como specified work se for no norte da Austrália ou em certos códigos postais especiais. A lista desta página traz hotéis, resorts e lodges concretos em zonas VERIFICADAS como elegíveis por código postal, com o e-mail público de contato para você mandar o CV. É uma base para começar a busca: confirme SEMPRE o postcode exato e que o seu cargo seja realmente de tourism/hospitality antes de aceitar. Não inclui hostels nem motéis. São e-mails públicos: use com critério e profissionalismo.

Esta é a parte de hospitality: hotéis, resorts, lodges e caravan parks. O campo está na página de temporadas e a mineração na de FIFO. Serve igual para os 88 dias da segunda e para os 179 da terceira, e para as duas subclasses, a 417 e a 462 — com uma diferença: na 462 hospitality só conta no norte e em zona remota.

As indústrias que o Home Affairs aceita

Estas são as indústrias que o Home Affairs aceita como specified work, com a citação oficial do que cada uma inclui. As citações vão em inglês de propósito: é o texto que você vai ter de reconhecer na tela e é o que permite checar na fonte. Lido em 21 de setembro de 2026.

Tourism and hospitality
Hospedagem: hotéis, motéis, bed and breakfasts e hostels de mochileiro; caravan parks e campings; serviços comerciais de housekeeping; pensões, guesthouses e centros de recepção. Comida e bebida: cafés e restaurantes, comida para levar, catering, pubs, tavernas e bares, clubes. Serviços prestados diretamente ao turista: guias e operadores, instrutores de atividade ou aventura ao ar livre, motoristas de transporte turístico, pessoal e curadores de galeria ou museu, agências de viagem e informação turística, pessoal de eventos e casas de espetáculo.
Zona (462): Norte da Austrália, zonas remotas e muito remotas, mais os códigos postais 4406, 4416, 4498 e 7215, desde 22 de junho de 2021.
Exemplos oficiais: a chef in a restaurant; a guest service agent in a hotel; a dive instructor; a tour bus driver
Não inclui: Não publicado: a fonte não publica lista de exclusões para turismo e hospitality, só limita a zona geográfica.
Plant and animal cultivation
O clássico farm work: colher (picking), empacotar e controlar qualidade (packing), podar (pruning), plantar, ralear (thinning), capinar (weeding), dirigir trator e colheitadeira, irrigação, ordenha (dairy), tosquia, gado, vinhedo, silvicultura de plantio, avicultura e manutenção de campo (cercas, solda, reparos).
Zona (462): Norte da Austrália e outras áreas especificadas da Austrália regional.
Não inclui: Não publicado.
Fishing and pearling
Pesca e perolicultura.
Zona (462): SÓ no norte da Austrália. (Na 417 conta em toda a Austrália regional.)
Não inclui: Não publicado.
Tree farming and felling
Silvicultura de plantio e corte de árvores.
Zona (462): SÓ no norte da Austrália. (Na 417 conta em toda a Austrália regional.)
Não inclui: Não publicado.
Construction
Obra de verdade, não tarefas administrativas.
Zona (462): Norte da Austrália e outras áreas especificadas da Austrália regional.
Não inclui: Não publicado.
Mining
Na 417: trabalho mineiro propriamente dito.
Zona (462): NÃO conta na 462 como mineração: a página oficial da subclass 462 não inclui mining em nenhuma zona (verificado na web oficial em 2 de outubro de 2026). Na 417 conta em Austrália regional. Mas atenção à virada que quase todo mundo usa: o cargo de HOTELARIA dentro de um acampamento de mineração — cozinha, refeitório, limpeza, housekeeping — CONTA SIM, porque conta pelo ramo de turismo e hospitality, não pela mina. O que decide não é o lugar, é o cargo; e o acampamento tem de estar no norte da Austrália ou em zona remota.
Não inclui: Não publicado.
Bushfire recovery e natural disaster recovery
Trabalho de recuperação depois de incêndio, enchente ou ciclone nas áreas declaradas. O voluntariado conta por dia de calendário.
Zona (462): Códigos postais declarados, em duas tabelas oficiais separadas. Incêndios declarados depois de 31/07/2019 (em 05/04/2025 foram acrescentados postcodes novos); enchentes, ciclones e temporais depois de 31/12/2021, para pedidos apresentados a partir de 05/04/2025.
Não inclui: Não publicado.
Critical COVID-19 work (healthcare and medical sectors)
Trabalho crítico de COVID-19 nos setores de saúde e médico.
Zona (462): Via específica, ligada ao visto subclass 408 COVID-19 Pandemic event, para pedidos protocolados a partir de 14 de novembro de 2020.
Não inclui: Não publicado.
A flexibilidade que ninguém sabe que existe (e é temporária)
O Home Affairs declarou uma flexibilidade que pesa mais a INDÚSTRIA do que a tarefa, textual: «the department is temporarily applying flexibility to the specified work requirement, giving greater weight to the specified work industry. This means that work which supports the ongoing operations of a specified industry (such as administrative and cleaning support services) in an eligible postcode may be accepted». É isso que faz um posto de limpeza ou de apoio administrativo dentro de uma indústria elegível poder ser aceito. A própria fonte diz que é TEMPORÁRIA e não publica data de início nem de fim.

Trabalho agrícola (farms)

Para a 2ª e a 3ª 462, o trabalho agrícola — cultivo de plantas e animais: colheita, poda, empacotamento — conta como specified work SÓ se for feito num código postal elegível. Em vez de listar fazendas soltas, que raramente publicam e-mail e mudam a cada temporada, a página traz as REGIÕES agrícolas chave por cultivo e temporada, com o código postal verificado contra os intervalos elegíveis, mais os recursos OFICIAIS para conseguir o trabalho. Verifique SEMPRE o código postal exato da fazenda antes de aceitar.

🔗Workforce Australia — buscador de emprego do governohttps://www.workforceaustralia.gov.au/individuals/jobs🔗Help Harvest NSW (Governo de Nova Gales do Sul)https://www.nsw.gov.au/employment/help-harvest-nsw🔗Home Affairs — Specified work 462 e buscador de códigos postaishttps://immi.homeaffairs.gov.au/visas/getting-a-visa/visa-listing/work🔗Fair Work Ombudsman — Horticulture Showcasehttps://horticulture.fairwork.gov.au/working-the-harvest-trail🔗PALM scheme (Pacific Australia Labour Mobility)https://www.palmscheme.gov.au/🔗Boards de mochileiro (não oficiais)https://www.backpackerjobboard.com.au/
Workforce Australia — buscador de emprego do governo
Busque por cidade e por palavra (harvest, picker, packer, farm hand). É o buscador oficial: o antigo Harvest Trail, com sua guia nacional de colheita, foi desativado e suas páginas hoje redirecionam para cá (verificado em 15 de setembro de 2026).
Help Harvest NSW (Governo de Nova Gales do Sul)
Página oficial de NSW com as bolsas de trabalho de temporada do estado.
Home Affairs — Specified work 462 e buscador de códigos postais
Fonte OFICIAL e definitiva de quais códigos postais e tipos de trabalho contam para a 2ª e a 3ª 462. Inclui a ferramenta para verificar um postcode. Confira SEMPRE antes de aceitar um trabalho.
Fair Work Ombudsman — Horticulture Showcase
Órgão OFICIAL de direitos trabalhistas. Explica salário mínimo, piece rates (pagamento por peça), os seus direitos e como denunciar exploração.
PALM scheme (Pacific Australia Labour Mobility)
Programa oficial que traz trabalhadores do Pacífico e de Timor-Leste para fazendas australianas. NÃO se aplica à Work and Holiday, mas vale conhecer: muitas fazendas grandes cobrem a mão de obra por PALM, então a demanda por mochileiro varia conforme a região.
Boards de mochileiro (não oficiais)
Backpacker Job Board, Gumtree e grupos regionais de Facebook têm muitas vagas de fazenda e de working hostel. Úteis mas NÃO oficiais: verifique o postcode no Home Affairs e desconfie de quem cobra por «conseguir» o visto ou os dias.

Conselhos para não perder os dias

Verificado em setembro de 2026

Fonte: Base geográfica fechada contra a lista oficial de Northern Australia e os códigos postais especiais do Home Affairs (specified-462-work). Lista comunitária verificada, última correção em julho de 2026.

🔎 O diretório de hotéis, resorts e caravan parks com o código postal já verificado, com o e-mail de cada um, está em nossa página de hospitality (em espanhol): são nomes, e-mails e códigos postais, dados que não mudam com o idioma.

✈️ FIFO sem experiência de mineração: por onde se entra de verdade

FIFO quer dizer fly-in fly-out: a empresa te leva de avião para uma mina ou um acampamento no meio do nada, você trabalha duas ou três semanas seguidas com alojamento e comida pagos, e volta para a cidade com uma ou duas semanas livres. O salário é dos mais altos que alguém com férias-trabalho consegue. O que quase ninguém explica é que a mina não contrata você: ela contrata as empresas que limpam, cozinham e mantêm o acampamento, e essas empresas sim pegam gente sem experiência. A porta está ali.

⚠️
Conseguir trabalho FIFO não custa dinheiro. Nem a inscrição, nem uma «vaga reservada», nem a entrevista, nem um curso que «só a agência vende». Qualquer uma dessas quatro coisas cobrada adiantado é golpe, por mais profissional que o site pareça.
Sodexo
Cuida da cozinha, da limpeza, do refeitório, do bar e da manutenção de acampamentos de mineração em todo o país. É a que mais contrata gente sem experiência.
Por que ela: Publica as vagas de FIFO numa página própria e procura perfis de entrada: service attendant, utility, kitchen hand, housekeeping. Não precisa nunca ter pisado numa mina.

Como se candidatar

  • Leia primeiro a página de FIFO para entender os cargos: o nome do posto que você vai buscar depois é «service attendant» ou «utility», não «limpeza» nem «cozinha».
  • No buscador, filtre por Austrália e por essas palavras. Cada vaga diz o roster (por exemplo 2:1, duas semanas trabalhando e uma livre) e o estado; descarte as que não servem antes de aplicar.
  • Veja quais tickets a vaga exige. Se pedir White Card e você não tem, tire antes de mandar o CV; as vagas que pedem experiência de mineração ainda não são para você.
  • Aplique com o CV em PDF e anote a data: a Sodexo responde por e-mail e às vezes demora semanas.
🔗https://au.sodexo.com/careers/fifo-opportuntieshttps://au.sodexo.com/careers/fifo-opportunties🔗https://au.sodexo.com/careers/service-attendants-at-sodexohttps://au.sodexo.com/careers/service-attendants-at-sodexo🔗https://www.sodexo.com/working-at-sodexo/find-a-jobhttps://www.sodexo.com/working-at-sodexo/find-a-job
Evolve Talent
Recrutadora que preenche postos para mineradoras e também os serviços do acampamento: catering, limpeza, utilities, cozinha.
Por que ela: Trabalha as duas pontas. Os postos de serviço são os realistas para começar, e, já dentro, é mais fácil passar para os de mineração com a mesma agência.

Como se candidatar

  • Procure vagas de acampamento (utility, cleaner, kitchen, camp services) e aplique a cada uma separadamente: a agência designa um recrutador por vaga.
  • À parte, cadastre o CV na base de candidatos. Em agência, boa parte das contratações sai dessa base quando entra um pedido urgente, sem que haja vaga publicada.
  • Se um recrutador ligar, pergunte pelo roster e pela data de início antes de perguntar pelo salário: são os dois dados que definem se você pode aceitar.
🔗https://evolvetalent.com.au/jobshttps://evolvetalent.com.au/jobs🔗https://evolvetalent.com.au/mining-facilities-managementhttps://evolvetalent.com.au/mining-facilities-management🔗https://evolvetalent.com.au/mining-facilities-managementhttps://evolvetalent.com.au/mining-facilities-management🔗https://evolvetalent.com.au/registerhttps://evolvetalent.com.au/register
Aroha Services
Empresa pequena de pessoal para acampamentos FIFO e hospitality em locais remotos.
Por que ela: Recebe muito menos candidatura que a Sodexo por vaga. Para quem não tem experiência, competir com vinte é melhor que competir com quinhentos.

Como se candidatar

  • O site não sempre tem vaga publicada: veja quais cargos eles cobrem e escreva pelo contato, com o CV anexo e o estado onde você está.
  • Olhe também os portais de emprego (Seek, Indeed) escrevendo o nome da empresa entre aspas: agência pequena publica ali o que não chega a pôr no próprio site.
⚠️ Atenção
Escreve-se Aroha, com erre. Existe uma «Aloha Services», que é uma empresa de reformas em Cairns; o domínio aloha resolve e confunde, e não tem nada a ver com mineração.
🔗https://www.arohaservices.com.au/fifo-facilities-management/https://www.arohaservices.com.au/fifo-facilities-management/🔗https://www.arohaservices.com.au/https://www.arohaservices.com.au/
PK Workforce
Agência de labour hire para mineração, construção, transporte e depósitos.
Por que ela: Monta equipe para saídas pontuais e guarda os perfis cadastrados. É das que ligam de um dia para o outro quando precisam completar uma turma.

Como se candidatar

  • Cadastre-se como candidato mesmo sem ver uma vaga que encaixe: aqui o cadastro vale mais que a candidatura.
  • Na página de mineração você vê que tipo de posto eles cobrem para as mineradoras; serve para saber o que pôr no CV (disponibilidade para FIFO, carteira de motorista, tickets).
🔗https://pkworkforce.com.au/work-with-us/https://pkworkforce.com.au/work-with-us/🔗https://pkworkforce.com.au/employers/mining/https://pkworkforce.com.au/employers/mining/
HJ Recruitment
Agência de ofícios e perfis operacionais com uma área dedicada a FIFO.
Por que ela: Ter uma página própria de FIFO significa que têm clientes de mineração ativos e que sabem ler o CV de alguém recém-chegado.

Como se candidatar

  • Leia os perfis que eles descrevem na página de FIFO. Como não têm buscador de vagas, o contato é uma mensagem pelo formulário com uma linha clara: qual posto de entrada você quer, desde quando e em que estado está.
  • Se você tem LinkedIn montado, anexe: agência de ofícios usa para verificar que você existe.
🔗https://www.hjrecruitment.com.au/fifo-recruitmenthttps://www.hjrecruitment.com.au/fifo-recruitment🔗https://www.hjrecruitment.com.au/contacthttps://www.hjrecruitment.com.au/contact
Compass Group Australia (ESS)
Junto com a Sodexo, é a outra gigante do catering e dos serviços de acampamento de mineração na Austrália. A marca ESS é a que opera nos locais remotos.
Por que ela: O buscador de emprego publica vagas de FIFO, village, housekeeping, chef, kitchen hand e cleaner. São exatamente os postos de entrada, e há muitos abertos ao mesmo tempo.

Como se candidatar

  • Entre no buscador e tente «village», «utility», «housekeeping» e «kitchen hand». Não busque «limpeza» nem «cozinha»: as vagas estão em inglês e com esses nomes.
  • Cada anúncio diz o roster e o estado. Confira se o local está em zona elegível, caso você também queira que esses dias contem para a segunda.
  • A Compass tem contrato com várias mineradoras ao mesmo tempo: se uma vaga fecha, em um mês há outra parecida. Vale olhar toda semana.
🔗https://careers.compass-group.com.au/jobs/searchhttps://careers.compass-group.com.au/jobs/search🔗https://www.compass-group.com.au/https://www.compass-group.com.au/
Civeo Australia
Não é mineradora nem agência: é a empresa que OPERA os acampamentos. Os villages onde os mineiros dormem são dela, e todo o pessoal de hospitality desses villages é contratado por ela.
Por que ela: É a empregadora direta do ramo que serve para você. Na página da Austrália aparecem os postos de village, housekeeping, catering e food service.

Como se candidatar

  • Entre na página de empregos da Austrália e olhe os postos de village e de food service: é o que um recém-chegado consegue.
  • Se não houver vaga aberta hoje, volte: como opera os acampamentos de forma permanente, a reposição é constante.
🔗https://civeo.com/careers/australia/https://civeo.com/careers/australia/🔗https://civeo.com/careers/https://civeo.com/careers/

A página lista mais oito: Mining People International, Cater Care, ISS Facility Services Australia, TCLH, Iconic Catering, Chandler Macleod, Mineral Resources (MinRes) e Catering Industries, cada uma com o que faz, por que vale e como se candidatar. [FALTA: a versão em pt-BR do texto dessas oito empresas — não foi escrita nesta rodada para não dobrar o tamanho do arquivo; os links e nomes já estão no arquivo em espanhol]

Circulam listas de «agências FIFO» por redes sociais com nomes mal escritos e empresas que não fazem FIFO. Uma que aparece sempre é a West Recruitment: é real, mas trabalha Sydney, Parramatta e Newcastle, e nenhuma das páginas de emprego dela menciona mineração nem locais remotos. Serve se você busca trabalho em Nova Gales do Sul; para FIFO, não.

Como se candidatar para que te respondam

O FIFO serve para a segunda e a terceira? Sim, e funciona assim
É a dúvida que mais trava gente, e a resposta curta é sim: muitíssima gente faz os dias numa mina. O que decide não é o lugar, é o CARGO. Com a 417, «mining» está na lista oficial como indústria: ali conta o trabalho mineiro em si. Com a 462 a lista não cita mineração, mas cithospitality no norte e em zonas remotas. E acontece que os postos em que alguém sem experiência entra — cozinha, limpeza, refeitório, housekeeping do acampamento — são exatamente isso. Por isso contam. A própria página oficial acrescenta que o trabalho que sustenta a operação de uma indústria habilitada, por exemplo serviços administrativos e de limpeza, num código postal elegível, pode ser aceito. O que NÃO conta com a 462 é o trabalho mineiro propriamente dito: operar maquinário, perfurar, detonar rocha. E nas duas subclasses o acampamento tem de estar em zona elegível: confirme o código postal antes de aceitar.

Fonte: Home Affairs, «Specified work» da subclass 462 e da 417. Verificado em 26 de setembro de 2026.

«Dizem que é impossível entrar». Por que não é, e o que muda de verdade

É a primeira coisa que aparece em qualquer grupo: que no FIFO se entra por indicação, que sem experiência ninguém te olha, que é um círculo fechado. A confusão nasce de um mal-entendido de base sobre quem contrata.

A mina não contrata: contratam os fornecedores dela
Esse é o ponto que muda tudo. Você não manda o CV para a mineradora. O acampamento é operado por outra empresa — catering, limpeza, housekeeping — e ESSA é a que pega gente. Por isso a busca não é «trabalho em mina»: é o nome das empresas de serviço, uma por uma, no portal de emprego de cada uma.
Aplique também nas pequenas, não só nas grandes
A Sodexo é a que mais contrata gente sem experiência e também a que recebe centenas de candidaturas por vaga. Empresa pequena recebe muito menos. Competir com vinte é melhor que competir com quinhentos, e o posto de entrada é o mesmo.
Em agência, cadastrar vale mais que se candidatar
Várias montam turmas para saídas pontuais e ligam de um dia para o outro quando precisam completar uma. Elas guardam os perfis cadastrados. Cadastre-se mesmo sem ver hoje uma vaga que encaixe: quando aparecer, vão à base antes de publicar anúncio.
Disponibilidade imediata é meia entrevista
As substituições saem com dias de aviso. Se você pode dizer que está no país, com os tickets em ordem e livre para viajar, passa na frente de alguém com mais experiência que só pode sair daqui a um mês.
O primeiro contrato é a porta, não o destino
Lá dentro tudo se move diferente: com a mesma agência é mais fácil passar para outro posto, e há empresas que dizem expressamente que servem para o segundo contrato e não para o primeiro. Aceite o posto de entrada mesmo que não seja o que você quer.
Os tickets se tiram ANTES de aplicar
Sem White Card você não entra num site. Muitos anúncios pedem também teste de álcool e drogas e exame médico, e alguns somam carteira australiana completa, National Police Check de menos de seis meses e primeiros socorros válidos. Se o anúncio pede e você não tem, ninguém vai te esperar.
Candidate-se ao posto, não à indústria
Busque «service attendant», «utility», «kitchen hand» ou «housekeeping». Se você buscar «limpeza» ou «cozinha» em português, ou «mining jobs» seco, não vai achar as vagas em que pode entrar.
É um funil, e isso aparece no volume
Você vai aplicar a dezenas e poucas vão responder, quase sempre por e-mail e às vezes semanas depois. Não é sinal de que você não serve: é como o ramo funciona. Mantenha a planilha e siga aplicando enquanto espera.

Nada disso precisa de contato lá dentro. Precisa do nome correto do posto, dos tickets em ordem e de aguentar o volume de candidaturas. E, se alguém cobra para te conseguir a entrevista ou para «reservar uma vaga», é golpe.

Verificado em 26 de setembro de 2026

🌾 Trabalho de temporada em fazendas: o que se colhe em cada mês e quem contrata

Trabalho de temporada na Austrália não se consegue mandando currículo para «as fazendas»: consegue-se aplicando, empresa por empresa, no portal de emprego de cada uma, e escolhendo a cidade por duas coisas ao mesmo tempo — que tenha vaga aberta e que o código postal sirva para a sua segunda 462. Esta página tem o diretório por cultivo, com o site e o contato de cada empresa, o calendário de cada região e o passo a passo para se candidatar.

Como se candidatar, passo a passo

Empresa grande não contrata por WhatsApp nem por Instagram: você tem de entrar no portal dela, escolher a cidade e preencher o formulário. Depois vêm alguns dias de silêncio, e quando te pegam vem o papelório online e os vídeos de indução.

1
Escolha primeiro a zona, cruzando duas coisas: o que se colhe naqueles meses e se o código postal serve para a segunda 462. Se você errar a cidade, trabalha igual mas não soma.
2
Entre no portal de emprego de cada empresa e procure a lista de sites ou cidades com vaga aberta. Quem publica vaga por cidade está dizendo onde falta gente hoje.
3
Veja no próprio anúncio se há alojamento incluído ou subsidiado. Nas cidades pequenas de colheita não há onde alugar, e esse dado muda por completo quanto sobra no seu bolso.
4
Monte o CV australiano: uma ou duas páginas, sem foto, sem documento e sem data de nascimento. No alto, o seu visto e desde quando você está disponível; depois a experiência em trabalho físico, os tickets que você tem e as referências com telefone e e-mail.
5
Aplique no mesmo dia a várias empresas da mesma região, não a uma só. Anote numa planilha empresa, data, posto, link e se chegou confirmação: elas se misturam na hora.
6
Espere com paciência: costumam demorar dias para responder, e a primeira resposta muitas vezes é um e-mail automático pedindo documentação.
7
Quando te pegam, chega o pacote online: contrato, dados bancários, superannuation, Tax File Number e vídeos de indução sobre segurança e sobre a tarefa. Faça antes de viajar.
8
Confirme por escrito a data de início, a cidade exata, o alojamento e como chegar. Só então compre a passagem.
9
Leve a roupa de trabalho: camiseta de alta visibilidade, bota de segurança, chapéu, protetor solar e garrafa grande de água. Em muitas empresas, sem isso você não entra no site.
10
Desde o primeiro dia guarde os payslips e anote os dias trabalhados com o nome e o ABN do empregador: é a prova dos 88 dias para a segunda 462.

O que ter pronto

Cuidado com isto

🌾 Colheita de grãos (harvest): silos e pontos de recepção
A colheita de grãos (trigo, cevada, canola, aveia, lentilha) começa na Austrália Ocidental (WA) e em Queensland em setembro e outubro, segue por NSW e pelo norte de Victoria em outubro e novembro, e termina no sul de Victoria e na Austrália do Sul (SA) entre novembro e janeiro. As grandes manuseadoras de grão (bulk handlers), os terminais portuários e os empreiteiros de colheita contratam milhares de «harvest casuals» e operadores de máquina por 4 a 12 semanas para receber, pesar, amostrar, transportar e armazenar o grão: não pedem experiência, dão treinamento pago e normalmente pagam acima do convênio (Grain Handling Award). Além do trabalho fixo em silo, bunker ou terminal, existem os empreiteiros de colheita (header driver, chaser bin), que se movem de lavoura em lavoura seguindo a janela de colheita de norte a sul.
🧵 Beneficiamento de algodão (ginning) e safra de cana (crushing)
O algodão se colhe entre março e agosto nos vales de NSW e QLD, e de lá passa para as usinas de beneficiamento (gins), que trabalham 24 horas em turnos longos — até 12 horas, até 6 a 8 dias seguidos — por vários meses: a Southern Cotton, no sul de NSW, publica explicitamente maio a setembro como a sua temporada de ginning. A cana-de-açúcar se colhe e se moe (crushing) em QLD e no norte de NSW entre junho e novembro, como confirmam nos próprios sites a Wilmar Sugar and Renewables e a Tully Sugar; nesses meses as usinas somam pessoal temporário na fábrica, na via férrea da cana e no laboratório. A paga costuma ser boa por causa das horas extras, mas o trabalho é exigente e quase sempre fica em cidades pequenas do interior.
🥦 Hortaliças e packing sheds
É o setor com mais volume de bico para quem tem WHM: colheita e empacotamento de verduras (brócolis, milho doce, feijão, alface, cebola, abóbora, tomate, pimenta, salsão) em Queensland, Victoria, Austrália do Sul e Tasmânia. Muitas fazendas produzem o ano todo girando de região conforme o clima, e por isso várias operam em dois ou três estados ao mesmo tempo; o trabalho vai da colheita manual às linhas de empacotamento (packing shed) e ao manejo de maquinário. Quase nenhuma empresa publica os meses exatos nem se há alojamento: isso se pergunta na hora de aplicar.
🫐 Colheita de berries e morango
A colheita de berries (mirtilo, framboesa, amora) e morango se faz em dois grandes blocos: Nova Gales do Sul e Tasmânia (Northern Rivers, Corindi, Coffs Harbour, Northern Tasmania), com temporada aproximada de outubro ou novembro a maio, e Queensland (Caboolture, Wamuran, Bundaberg, Stanthorpe), onde o morango se dá no inverno, com pico entre agosto e setembro. É trabalho intensivo de colheita manual, muitas vezes pago por rendimento (piece rate) somado a um mínimo por hora garantido pelo Horticulture Award. Várias empresas grandes (Costa, Piñata, Tasmanian Berries) são habilitadas como empregadoras do Seasonal Worker Programme e muitas aceitam explicitamente quem tem Working Holiday.
🍊 Cítricos e uva de mesa / vindima
Os cítricos se colhem e se empacotam quase todo o ano, conforme a região e a variedade (Riverland, Sunraysia, Riverina e Central Queensland), mas nenhuma das empresas revisadas publicou no site oficial um calendário exato de meses. A vindima (grape harvest / vintage) é mais previsível: concentra-se entre janeiro e abril ou maio, com o recrutamento de casuais começando vários meses antes (agosto a outubro) e cargos típicos como cellar hand, weighbridge clerk e laboratory assistant. Nenhuma das 12 empresas desta lista publicou valor de pagamento por hora no próprio site.
🍑 Temporada de caroço (pêssego, ameixa, cereja) e de pomáceas (maçã, pera)
A colheita de pomáceas (maçã e pera) e de caroço (pêssego, ameixa, damasco, cereja) se concentra entre novembro e maio conforme a região e a fruta: as cerejas da Tasmânia e de Young (NSW) saem entre dezembro e fevereiro, o caroço de Victoria entre dezembro e março, e maçã e pera entre fevereiro e maio — em Stanthorpe, QLD, a coisa começa em setembro com o morango e segue com maçã e pera em fevereiro. As principais zonas são Goulburn Valley e Shepparton (VIC), Batlow e Orange (NSW), Stanthorpe/Granite Belt (QLD), Perth Hills e Manjimup (WA), Adelaide Hills e Riverland (SA) e Huon Valley/Tamar (TAS). A maioria pega trabalhador casual sob o Horticulture Award, com jornadas que começam cedo, entre 5h e 6h, na temporada alta.
🥑 Temporada de abacate, manga e fruta tropical
O abacate se colhe quase todo o ano se você somar as regiões: no sudoeste de WA (Busselton, Manjimup, Pemberton, Carabooda) vai de julho a março, e em Queensland (Childers, Bundaberg, Atherton Tableland) de fevereiro a agosto, o que dá às grandes empacadoras como a Costa Group fornecimento quase nos doze meses. A manga se concentra no Top End: no Território do Norte (Katherine, Darwin, Acacia Hills, Noonamah) a colheita vai de agosto ou setembro a novembro ou dezembro conforme a variedade (Kensington Pride primeiro, R2E2 e Rosa depois); em Kununurra (WA) de setembro a novembro, em Carnarvon (WA) de dezembro a fevereiro e em Queensland (Mareeba, Wamuran) de novembro a março com a Honey Gold. A maioria paga pelo Horticulture Award (diária por hora) ou por peça (piece rate) nas variedades de manga. Não encontramos nenhuma empresa deste setor com dados de salário publicados oficialmente no site.
🐄 Carne, feedlot e estações de gado (station work)
É trabalho pesado e muitas vezes em zona remota, com dois ramos bem distintos. De um lado, os frigoríficos e os feedlots (confinamento) de Queensland, NSW e SA, que precisam de processadores de carne (boning, slicing, slaughter) e de pessoal de feedlot (pen rider, feed mill) todo o ano, sem temporada fixa publicada. Do outro, as estações de gado (cattle stations) do interior de QLD, NT e WA, que buscam jackaroos e jillaroos e station hands para mustering, manejo de rebanho e manutenção; aí sim há estacionalidade marcada pela estação seca, de abril a novembro ou dezembro, que é quando se faz a maior parte do mustering e as estradas do outback estão transitáveis. Nenhuma das páginas oficiais consultadas menciona explicitamente Working Holiday como requisito ou benefício, nem a favor nem contra; várias publicam que dão alojamento e comida nas estações remotas.
🤝 Agências de labour hire agrícola e portais oficiais de emprego de temporada
Além de se candidatar direto a uma fazenda ou packhouse, na Austrália dá para conseguir trabalho de colheita por agências de labour hire: empresas que recrutam, empregam e às vezes alojam e transportam o trabalhador, que depois é «emprestado» a diferentes fazendas clientes conforme a temporada. Em Queensland, Victoria e, desde 2026, na South Australia, essas agências precisam de licença estadual obrigatória para operar legalmente; Western Australia e NSW não têm esse esquema. O pagamento mínimo em horticultura é fixado pelo Horticulture Award do Fair Work, e qualquer abuso — retenção de documentos, cobrança pelo trabalho, pagamento sem registro, alojamento forçado e descontado além da conta — pode ser denunciado anonimamente ao Fair Work Ombudsman.
Cada empresa foi cruzada contra a Tabela 4 «Regional Australia» do Home Affairs, lida em 21/09/2026. South Australia, Tasmânia e Northern Territory aparecem como «ALL»: o estado inteiro conta. Em NSW, Victoria, Queensland e Western Australia a tabela exclui as áreas metropolitanas, então se olhou região por região. «Parcial» quer dizer que a empresa tem sites elegíveis e outros que não: quem decide é o site para onde te mandarem.
Flavorite
Ravenhall (VIC 3023) é Melbourne e não está na tabela de Victoria
Avowest Avocados
Carabooda (WA 6033) não está nos intervalos elegíveis de Western Australia

Verificado em 27 de setembro de 2026

🚜 As 123 fichas de empresa (site, portal de emprego, e-mail, telefone e regiões) e o calendário das 32 regiões estão em nosso diretório de temporada (em espanhol).

Verificado em 26 de setembro de 2026

🎫 Tickets para trabalhar na Austrália: o que cada trabalho pede, quanto custa e onde vale

Na Austrália, «ticket» é o certificado curto que a lei exige para você fazer um trabalho: entrar numa obra, servir álcool, dirigir uma empilhadeira, cuidar de criança. A maioria se tira em um dia e custa entre cem e algumas centenas de dólares, então a pergunta que decide se esse dinheiro está bem gasto não é quanto custa o curso, e sim duas outras: se aquele trabalho pede o ticket de verdade e se o certificado te acompanha quando você muda de estado. Esta página traz cada um com o custo, a validade, o passo a passo e o link do órgão que emite.

O que decidir antes do primeiro curso

🧾 O que você precisa antes de qualquer ticket (e como não ser enganado)
Antes de se inscrever num White Card, num RSA ou em qualquer curso, há trâmites de base que são de graça, obrigatórios e que a maioria descobre tarde ou errado. Não são certificados de um ramo: são a infraestrutura de identidade e de papelada que vão te pedir em TODOS os cursos e trabalhos. O primeiro a tirar, nesta ordem, é o USI (sem ele ninguém pode te emitir certificado nacional) e o TFN (sem ele te retêm imposto na alíquota mais alta). Depois monte a sua pasta de identidade de 100 pontos, aprenda a checar em dois minutos se o centro onde você vai pagar é um RTO de verdade, e guarde os verificadores de licença para quando um empregador pedir prova de que o seu ticket é válido. Fecha com o que fazer se você perder um certificado, quanto dá para deduzir de imposto por um curso e os golpes mais comuns com RTO falso.
🏗️ Construção e trabalho de alto risco
Esta família cobre os tickets que pedem na obra: do White Card (obrigatório para pisar em qualquer canteiro) às licenças de alto risco (HRWL) para dirigir empilhadeira, montar andaime, operar grua ou plataforma elevatória, mais os cursos de altura, espaço confinado, amianto, trânsito e primeiros socorros. Para um recém-chegado com 462 ou 417 e sem ofício, a ordem lógica é: White Card primeiro (é rapidíssimo e sem ele você não entra em nenhum site), depois Working at Heights se você vai fazer telhado ou fachada, e só então as HRWL específicas conforme o trabalho que conseguir — forklift e dogging são as mais pedidas e as que se pagam mais rápido. Quase todas as HRWL são licenças nacionais sob um padrão único da Safe Work Australia, mas cada regulador estadual emite e cobra em separado, então o trâmite e o preço mudam conforme o estado onde você tira. Controle de tráfego é o ramo onde tudo muda mais de estado para estado: ali não há reciprocidade automática e você tem de refazer o trâmite, às vezes até o curso, cada vez que cruza uma fronteira estadual.
🍺 Hospitality, álcool, jogo e comida
Este é o ramo onde mais entra gente com Work and Holiday: bares, restaurantes, hotéis, cafés, cassinos e eventos. Quase tudo passa por um só trâmite pequeno e barato, o RSA, mas é também o que mais complica se você muda de estado, porque cada jurisdição tem a sua lei de bebidas e não todas se reconhecem entre si. Se você vai servir álcool em algum lugar, tire o RSA do estado onde vai trabalhar primeiro; se também vai mexer com máquina caça-níquel, some o RCG/RSG. O resto — manipulação de alimentos, primeiros socorros, White Card se o catering é numa obra — depende do trabalho pontual.
🌾 Campo, colheita, mineração e trabalho remoto
Esta família junta o que pedem para trabalhar no campo (fazenda, colheita, gado), numa mina ou num posto remoto em geral. É a mais fragmentada por estado: mineração em particular NÃO tem um ticket único para todo o país, cada estado tem o seu e eles não se reconhecem entre si. Se você vem de outro ramo, o primeiro e mais barato para começar no campo é o ChemCert (se vai mexer com agroquímico) e algum ticket de maquinário (quadriciclo, trator, motosserra, forklift) conforme a tarefa oferecida; para mineração, comece pela indução do ESTADO onde está a mina (Standard 11 em QLD, Generic Induction em NSW, indução de site em WA) e pelo Coal Board Medical se for carvão. Quase tudo do agro conta como specified work para a segunda 462 se o trabalho for em área elegível; transporte de carga em geral e tickets de porto (MSIC) NÃO somam por si sós, a menos que sejam parte de uma tarefa agro. ⚠️ Atenção ao que mudou: com a 462 a mineração em si não está na lista oficial de specified work (verificado na web oficial em 2 de outubro de 2026) — o que conta ali é o cargo de hospitality dentro do acampamento.
🧹 Cuidado de pessoas, trabalho com crianças, segurança e limpeza
Esta família junta os certificados que pedem para trabalhar perto de crianças, de idosos ou de pessoas com deficiência, e os que habilitam segurança privada e limpeza. São, em geral, os tickets MAIS travados para quem tem visto temporário: vários simplesmente não se tiram com 417 ou 462 — a licença de segurança em NSW, por exemplo, exclui esses vistos por lei desde 2023 —, e os que se tiram quase sempre valem em um só estado. Se você vai cuidar de criança ou de idoso, o primeiro é o Working with Children Check do SEU estado e o National Police Check; se também trabalha para um prestador NDIS, soma o NDIS Worker Screening Check. Para segurança, confira a exclusão por visto ANTES de pagar o curso; para limpeza em residência ou instituição, primeiro infection control e manejo de produtos químicos.

Os tickets para entrar num acampamento de mineração (FIFO)

Estes são os certificados que vão te pedir para os postos de entrada de um acampamento: service attendant, utility, kitchen hand e housekeeping. Não são os mesmos que pedem a um mineiro, e esse é justamente o ponto: nesses postos se entra sem experiência de mineração, mas não sem papel.

Antes de gastar um centavo, olhe que visto você tem. Com a 417, a mineração está na lista de indústrias habilitadas e os dias contam. Com a 462, NÃO: a lista oficial da subclass 462 não inclui mining (verificado em 21/09/2026). Com a 462 os seus dias contam só se o seu cargo for de hospitality — cozinha, limpeza, refeitório, housekeeping — e o acampamento estiver no norte da Austrália ou em zona remota. O ticket não muda isso: o que decide é o cargo e o código postal.
Os que vão te pedir quase com certeza
Saem baratos e servem para muito mais que o FIFO. Tire antes de aplicar: os anúncios não esperam.
Tickets: White Card (General Construction Induction Training) · National Police Check / National Police Certificate · Provide First Aid · Provide Cardiopulmonary Resuscitation (CPR)
Conforme o estado e o tipo de mina
A indução de site não é opcional e muda conforme onde está o acampamento. A de Queensland é o mais caro de todos os tickets desta página: pergunte à empresa quem paga antes de tirar por conta própria.
Tickets: Standard 11 (S11) — indução de mineração de Queensland · Generic Induction (GI / GUI) — NSW, mineração de carvão · Indução de site de mineração — Western Australia · Coal Board Medical / Coal Mine Workers' Health Scheme (QLD) e Order 45 (NSW)
Conforme o posto que te couber
Se você vai para a cozinha ou para o refeitório, estes dois te abrem vagas que sem eles nem aparecem.
Tickets: Food Safety Supervisor (manipulação de alimentos) · RSA (Responsible Service of Alcohol)
Não são tickets, mas sem isso você não arranca
🎟️ As 77 fichas de ticket (nome oficial em inglês, preço, validade e o órgão emissor de cada estado) estão em nossa página de tickets (em espanhol).

Verificado em 18 de setembro de 2026

💼 Em que se trabalha: ramo por ramo

Quase todo o trabalho de Working Holiday se concentra em seis ramos, e cada um tem o seu convênio (award), o seu certificado obrigatório e as suas armadilhas. O piso legal é sempre o mesmo — AUD 26,44 por hora, AUD 33,05 se você é casual, desde 1º de julho de 2026 —, mas quase todos os awards pagam acima disso, então, antes de aceitar um salário, calcule na ferramenta oficial do Fair Work: é de graça e dá o número exato conforme o seu ramo, a sua idade e o dia que você trabalha.

🧮 Como saber quanto é o seu de verdade
O Fair Work tem uma calculadora oficial onde você põe o ramo, o tipo de contrato e a idade, e ela diz o mínimo legal por hora, incluídos os adicionais de sábado, domingo e feriado. É a única forma de não depender do que o empregador diz. Se o que te oferecem está abaixo disso, é ilegal, não importa que você tenha assinado algo ou que seja «o que se paga aqui».
https://calculate.fairwork.gov.au/ ↗

🍓 Fazendas e colheita

📍 O que é
Colher (picking), empacotar (packing), podar (pruning) e plantar. É o ramo mais associado à Working Holiday porque o trabalho agrícola em zona regional é o que habilita os 88 dias para a segunda 462, e por isso mesmo é o que recebe mais gente sem experiência.
💰 Quanto se paga
Rege-se pelo Horticulture Award. A mudança mais importante para quem colhe é de abril de 2022: desde então, mesmo que te paguem por peça (piece rate, por caixa ou por quilo), o empregador é obrigado a te garantir no mínimo a tarifa horária do award por cada hora trabalhada, não importa quanto você colheu. Antes disso, se o dia viesse ruim ou a fruta estivesse mal, você ganhava uma miséria e era legal. Hoje não: se te oferecem trabalhar só por caixa, sem nenhum piso por hora, isso é ilegal e você pode reclamar.
🎫 Que certificado pedem
Em geral não exigem nenhum certificado para colher. A licença de empilhadeira (forklift, classe LF) é a que mais muda a paga se você quiser sair do campo para o galpão de empacotamento, e algumas fazendas pedem primeiros socorros ou um curso curto de manipulação de produtos químicos.
📅 Quando há trabalho
Muda por região e por cultivo, e é essa a lógica do percurso: sobe-se ao norte no inverno e desce-se ao sul no verão. Queensland concentra o trabalho entre maio e outubro, e Victoria, Tasmânia e o sul da Austrália Ocidental entre novembro e abril. Vale chegar no começo da temporada da zona, e não no meio, que é quando já está tudo tomado.
🔎 Como se consegue
O serviço telefônico e informativo do Harvest Trail, que aparece em um monte de guias velhas, deixou de funcionar em 30 de junho de 2024: hoje a busca oficial se faz na bolsa de trabalho do Workforce Australia.

Verificado em julho de 2026

🗺️ Os 88 dias, estado por estado

As quatro perguntas que todo mundo que busca os 88 dias se faz — em que ramos eu posso estender, quais códigos postais contam, o que se colhe e quando, e quando há mais trabalho de hospitality — respondidas estado por estado, com a fonte oficial de cada dado.

NSW
Nova Gales do Sul
VIC
Victoria
QLD
Queensland
WA
Austrália Ocidental
SA
Austrália do Sul
TAS
Tasmânia
NT
Território do Norte
ACT
Território da Capital Australiana
O índice de hospitality sai da série trimestral de viagens com pernoite da Tourism Research Australia (Austrade), fazendo a média de 2019, 2023 e 2024 e descartando 2020 e 2021 pela pandemia. 100 é a média anual daquele mesmo estado: 117 significa 17% mais movimento que a própria média dele, e 85 significa 15% menos. Serve para comparar meses dentro de um estado, não para comparar um estado com outro.
📈 O índice trimestral de hospitality, o calendário de colheita por região e os códigos postais de cada estado estão em nossa página estado por estado (em espanhol): são séries numéricas e nomes de lugar.

Verificado em 23 de setembro de 2026

☀️ Clima e melhor época

A Austrália está no hemisfério sul. Verão de dezembro a fevereiro (quente, ideal para o sul e as praias), outono de março a maio, inverno de junho a agosto (fresco em Melbourne e Sydney, quente no norte) e primavera de setembro a novembro. O norte (Cairns, Darwin) é tropical, com temporada de chuva entre novembro e abril. A colheita depende da fruta e da região, então há farm work quase todo o ano se você se mover de zona. Boa época para chegar: a primavera (setembro a novembro), quando começa a temporada de verão e explode o trabalho em gastronomia e turismo.

🛒 Quanto custa viver lá

A Austrália é cara, sobretudo para alugar, mas os salários altos compensam e dão para poupar. Tudo se maneja em dólares australianos (AUD); 1 AUD rondava os 0,66 USD em julho de 2026.

ConceitoValor (verificado)
Aluguel (quarto em casa compartilhada)AUD 250-380 por semana (cerca de USD 165-250) em Sydney; AUD 220-350 por semana em Melbourne. Paga-se por semana, não por mês (verificado em julho de 2026)
Comida (mercado, por mês)AUD 400-600 por mês (cerca de USD 265-395) cozinhando em casa; Coles, Woolworths e Aldi são os mais baratos (verificado em julho de 2026)
Transporte público (por mês)AUD 120-200 por mês (cerca de USD 80-130). Em Sydney o teto semanal do Opal é AUD 50; em Melbourne o Myki está pela metade do preço até janeiro de 2027 (verificado em julho de 2026)
Celular + internetAUD 30-45 por mês (cerca de USD 20-30) num plano pré-pago com dados generosos; o wifi normalmente vem incluído no aluguel (verificado em julho de 2026)
Comer fora / caféCafé AUD 5-6; almoço simples AUD 18-28; jantar com algo para beber AUD 35-55 (cerca de USD 23-36) (verificado em julho de 2026)

Uma pessoa morando em casa compartilhada gasta AUD 2.200-3.200 por mês (cerca de USD 1.450-2.100). Com um trabalho full-time no salário mínimo isso se cobre com folga e ainda sobra para poupar (verificado em julho de 2026)

🏢 O mercado de trabalho

O salário mínimo nacional subiu para AUD 26,44 por hora em 1º de julho de 2026 (cerca de USD 17,50). Quase todo trabalho de Working Holiday é «casual», que soma 25% de adicional: o piso real fica em torno de AUD 33 por hora. Paga-se por semana ou quinzena, por depósito bancário. Os WHM pagam imposto fixo de 15% sobre os primeiros AUD 45.000 (você não tem a faixa isenta dos residentes). Os adicionais de fim de semana são fixados pelo award de cada ramo e não são iguais em todos: em hospitality e varejo, por exemplo, o sábado vai a 125% e o domingo a 150% se você é full time, ou 150% e 175% se é casual. O feriado é o mais alto de todos. Antes de aceitar um turno de domingo, olhe o seu award na calculadora oficial do Fair Work. Em full-time dá para juntar AUD 1.000-1.300 líquidos por semana (verificado em julho de 2026).

Hospitality e gastronomia
O caminho mais comum: garçom, barista, bartender, runner, kitchen hand, limpeza de hotel. Há trabalho todo o ano nas cidades grandes e nas zonas turísticas; eles treinam você, e as gorjetas mais o adicional de casual fazem render. Tirar o RSA (para servir álcool) e o Food Handling conta pontos.
Agro / farm / colheita
Colheita e empacotamento de fruta, poda, vinhedos, fazendas e gado em zonas regionais. É o trabalho que habilita o 2º e o 3º ano de visto (88 dias de specified work). Sob o Horticulture Award o piso de casual ronda AUD 30 por hora; cuidado com empreiteiro que paga «por caixa» e fica abaixo do mínimo. Costuma ser por temporada e obriga a se mudar para cidades pequenas.
Varejo / limpeza / construção / au pair
Reposição e caixa em lojas, limpeza de casas e escritórios (bem paga e flexível), construção e labouring (vale ter o cartão de segurança White Card), au pair e cuidado de crianças com cama e comida incluídas. Boas opções para começar enquanto você melhora o inglês e monta rede de contatos.

🌍 Em que cidade se instalar

Sydney
A maior e com mais oferta de trabalho, sobretudo em gastronomia, turismo e limpeza. É a mais cara para alugar, mas os salários e a quantidade de vagas compensam. Praias (Bondi, Coogee), vida internacional e muita comunidade brasileira e latina. Ideal se você quer oferta máxima e o custo não te assusta.
Melbourne
A favorita de muita gente pela cena cultural, os cafés, a música e a arte. Aluguel um pouco mais barato que Sydney e transporte pela metade do preço até 2027. Clima mais variável (frio no inverno). Muito boa para gastronomia e varejo, e para quem busca cidade com cara europeia e comunidade grande.
Brisbane / Gold Coast
Clima quente quase todo o ano e custo de vida menor que Sydney e Melbourne. A Gold Coast vive de turismo (hotéis, bares, parques) e é forte na temporada. Brisbane cresce rápido e tem bom mercado de trabalho. Perfeitas se a prioridade é sol, praia e gastar menos. Cairns, mais ao norte e tropical, é base clássica para conseguir farm work e mergulho na Grande Barreira.

📌 Dados úteis

🌄 A vida do dia a dia

O dia a dia é tranquilo e muito organizado. Vive-se bastante ao ar livre: praia, parques, barbies (churrascos) e esporte. O inglês é o idioma de tudo, com sotaque australiano fechado e muito slang («arvo» para tarde, «mate», «no worries»); no começo o ouvido sofre, mas a adaptação é rápida. Dirige-se pela esquerda. Quase tudo se paga com cartão ou celular — dinheiro em espécie quase não se usa. Os horários são adiantados: janta-se cedo e muito comércio fecha entre 17h e 18h. É um país multicultural, onde ninguém te olha torto por ser estrangeiro.

🤝 A comunidade brasileira

A rede brasileira é a maior desta guia: há grupo de WhatsApp de brasileiros em vinte e nove cidades, incluindo cidades de temporada como Jindabyne e Margaret River. No Facebook, «Brasileiros na Austrália» tem 92.900 membros e é um dos maiores grupos de qualquer comunidade no país; «Brasileiros em Sydney» tem 27.200 e «Brasileiros em Melbourne», 11.800. O Consulado-Geral do Brasil em Sydney atende passaportes, documentos e assistência em português. Se o grupo da sua cidade estiver parado, vá ao grupo de latinos daquela cidade: tem mais gente e mais avisos todos os dias. Todos os links estão na página de comunidades. Verificado em 13 de setembro de 2026.

🤝 Grupos de WhatsApp e Facebook para viver na Austrália

Cada nacionalidade que tem Working Holiday com a Austrália montou a sua rede: um grupo de WhatsApp para todo o país, um por cidade, grupos de Facebook e um consulado que atende em português ou em espanhol. Procure a sua bandeira, entre no grupo da cidade para onde você vai e salve o consulado. Testamos cada link antes de publicar.

Estes grupos são de graça. Se alguém te cobra para entrar, para reservar um quarto que você não viu ou para «te passar» um trabalho, é golpe — mesmo que escreva de um grupo do seu próprio país.

Quase todos os grupos de WhatsApp por cidade são mantidos pela mesma rede, latinosocial.media, que tem um por nacionalidade em cada cidade grande da Austrália. Além das perguntas do dia a dia, eles publicam eventos e promoções próprias: silencie o grupo e use para perguntar.

🇧🇷 Brasil

É a rede com mais grupos desta página, e em português: há grupo de brasileiros em vinte e nove cidades, incluídas cidades de temporada como Jindabyne e Margaret River. Se o grupo da sua cidade estiver parado, vá ao grupo de latinos daquela cidade: tem mais gente e mais avisos todos os dias.

https://chat.whatsapp.com/ELhHlr7SpowC2MJwjL3Psu
MelbourneBrisbaneGold CoastPerthAdelaideCanberraHobartDarwinCairnsByron BayNoosaSunshine CoastAirlie BeachAlice SpringsBallaratBendigoCentral CoastCoffs HarbourFremantleGawlerGeelongJindabyneLauncestonMackayMargaret RiverMount GambierNewcastlePort DouglasPort Macquarie
Brasileiros na Austrália
O grupo nacional, um dos maiores de qualquer comunidade na Austrália.
Membros: 92.900
Privacidade: privado
Link: https://www.facebook.com/groups/BrasileirosAustralia/
Brasileiros em Sydney
Quartos, trabalho e compra e venda em Sydney.
Membros: 27.200
Privacidade: público
Link: https://www.facebook.com/groups/BrasileirosEmSydneyAustralia/
Brasileiros em Melbourne
O mesmo para Melbourne.
Membros: 11.800
Privacidade: público
Link: https://www.facebook.com/groups/BrasileirosEmMelbourneAUS/
🔗Consulado-Geral do Brasil em Sydneyhttps://www.gov.br/mre/pt-br/consulado-sydney

Passaportes, documentos e assistência em português.

A rede latina

Quando o grupo da sua nacionalidade é pequeno ou não responde, vá ao de latinos da sua cidade. Têm mais gente e mais avisos, e não importa de que país você é. Há grupo em trinta cidades, de Sydney a cidades pequenas do interior.

https://chat.whatsapp.com/JLvKGA5rsSK24CbUZRiUgn
SydneyMelbourneBrisbaneGold CoastPerthAdelaideCanberraHobartDarwinCairnsByron BayNoosaSunshine CoastAirlie BeachAlice SpringsBallaratBendigoCentral CoastCoffs HarbourFremantleGawlerGeelongJindabyneLauncestonMackayMargaret RiverMount GambierNewcastlePort DouglasPort Macquarie
Latinos en Australia
O grupo latino com mais movimento de todo o país.
Membros: 46.800
Privacidade: público
Link: https://www.facebook.com/groups/268094483226218/
Españoles & Latinos en Gold Coast
Membros: 17.300
Privacidade: privado
Link: https://www.facebook.com/groups/1406717492961204/
Españoles & Latinos en Brisbane
Membros: 5.600
Privacidade: privado
Link: https://www.facebook.com/groups/370566620022966/
Españoles & Latinos en Perth
Membros: 5.600
Privacidade: privado
Link: https://www.facebook.com/groups/123118085071472/
Españoles & Latinos en Sydney
Membros: 3.700
Privacidade: privado
Link: https://www.facebook.com/groups/1118118991697662/
Españoles & Latinos en Melbourne
Membros: 3.400
Privacidade: privado
Link: https://www.facebook.com/groups/1965902703648000/

A página também traz Argentina (cota de 3.400, duas redes de WhatsApp e treze cidades), Chile (treze cidades), Uruguai, Peru, Equador e Espanha, cada uma com os seus grupos e o seu consulado. Os links estão todos em _extra/australia_comunidades.json. [FALTA: a versão em pt-BR dos textos dessas seis nacionalidades — não entraram nesta rodada porque a página em português prioriza o bloco brasileiro e o de latinos]

Trabalho, para qualquer passaporte

Os anúncios de trabalho para mochileiro são publicados em inglês e se concentram em dois grupos de Facebook. Ganha quem responde primeiro: mande mensagem privada assim que vê o anúncio, com o seu visto e o dia em que pode começar.

Backpacker Jobs in Australia
O maior: fazendas com alojamento, hostels, cozinha e temporada.
Membros: 387.000
Privacidade: privado
Link: https://www.facebook.com/groups/backpackerjobsaustralia/
Backpacker Job Board: Australia Group
Menor e mais organizado, com data de início em cada anúncio.
Membros: 31.800
Privacidade: privado
Link: https://www.facebook.com/groups/backpackerjobboard/

Quartos em casa compartilhada

Na Austrália o aluguel é cotado por semana. Leia se o preço inclui contas («bills included») e quanta gente mora na casa. Para Melbourne, Brisbane e Perth não linkamos grupo porque há vários com o mesmo nome e não conseguimos confirmar qual está ativo: busque «rooms for rent» mais a cidade e fique com o que tem anúncios desta semana.

Sydney Rooms For Rent
Quartos e casas compartilhadas em Sydney, muitas vezes publicados pelo inquilino que está saindo.
Membros: 167.900
Privacidade: público
Link: https://www.facebook.com/groups/sydneyflatsharesbyroompik/

Se você viaja sozinha

Duas redes de mulheres: uma latina, em espanhol, com grupo de WhatsApp em sete cidades, e a Working Holiday Girls, em inglês, com saídas organizadas e comunidade em sete cidades.

Working Holiday Girls
O site da rede, com o WhatsApp de contato e as comunidades por cidade.
Link: https://www.workingholidaygirls.com.au/
@workingholidaygirls
Link: https://www.instagram.com/workingholidaygirls/
Melbourne Working Holiday Girls
Membros: 17.100
Privacidade: privado
Link: https://www.facebook.com/groups/1265714660737761/

Três regras para um grupo te servir

O que não fazer

Verificado em 13 de setembro de 2026

📊 O Censo australiano e a sua Working Holiday: o que você tem de fazer

É obrigatório para qualquer pessoa que estivesse na Austrália naquela noite, não importa o visto. Aqui está o que a ABS diz, com as citações textuais, e a resposta às duas perguntas que mais travam um migrante: se o dado chega à Imigração e o que acontece se você não preencher.

A noite do censo foi na terça, 11 de agosto de 2026 — e você ainda está em tempo
Se você não preencheu naquela noite, não perdeu o prazo: a ABS publicou no mesmo dia que dá para seguir preenchendo. Se a carta com as instruções não chegou, entre em census.abs.gov.au, peça um Census number e faça online. Não há data-limite fixa publicada: o que existe é um processo de lembretes, e só muito depois o risco de multa. Quanto antes você fizer, melhor.

✅ Você tem de fazer estando com Working Holiday?

Sim. A ABS não distingue por tipo de visto: a obrigação alcança todo mundo que estava na Austrália naquela noite.

É obrigatório por lei, e cita você explicitamente
A obrigação vem da Census and Statistics Act 1905. E a ABS não deixa isso em aberto: na página sobre viajantes diz, com todas as letras, que alcança estudantes internacionais, titulares de visto e visitantes estrangeiros. Com uma 417 ou uma 462 você está dentro.
“The Census is compulsory for everyone in Australia on Tuesday 11 August 2026, including international students, visa holders and international visitors.”ABS — «Completing the Census where you are · Travelling», consultado em 11/08/2026
A única exceção é ter estado fora do país
Se naquela noite você estava fora da Austrália, não precisa preencher. É a única exceção que a ABS publica.
“If you're overseas on Census night, you don't need to complete the Census.”ABS — mesma página, consultado em 11/08/2026
Você não é caso raro: são mais de um milhão e meio
No censo de 2021 havia 1.639.000 titulares de visto temporário na Austrália na noite do censo. Não é um trâmite pensado só para residentes: contar você faz parte do objetivo.

🔒 A pergunta que importa de verdade: isso chega à Imigração?

É o primeiro pensamento de qualquer pessoa com visto temporário, então vai com a citação textual e não parafraseada.

A ABS diz que não compartilha dados identificáveis com outros órgãos
Está na declaração de privacidade do censo 2026. E repare na exceção, porque é a parte importante: a única fiscalização possível é por infração à lei do censo em si — ou seja, por não preencher ou por mentir nele. Não pela sua situação migratória.
“The ABS does not share information from your Census form that could identify you or anyone else in your household with other government departments or with direct marketing companies. Census information is not used for compliance or enforcement activities, except in relation to offences under the Census and Statistics Act 1905.”ABS — «2026 Census Privacy Statement», consultado em 11/08/2026
O que sustenta isso, além da boa vontade
Duas leis: a Census and Statistics Act 1905 e a Australian Bureau of Statistics Act 1975. Elas obrigam a ABS a usar os dados só para estatística, proíbem que a informação identificável saia do órgão e impõem a todo o seu pessoal obrigação de sigilo por toda a vida. Quebrar o sigilo é crime.
E agora a parte incômoda, que preferimos contar de todo jeito
Existe um projeto oficial chamado ACTEID que SIM cruza dados do censo com dados de titulares de visto temporário do Department of Home Affairs. Antes de você se assustar: é um cruzamento estatístico e de-identificado, para estudar como vai o conjunto dos migrantes temporários em moradia, renda e emprego. Não identifica pessoas nem habilita ação individual, e está sob as mesmas obrigações de sigilo. Contamos porque dizer «nunca se cruza com nada» seria mentira, e porque é melhor você saber por aqui do que por um rumor.
Quanto tempo guardam o seu nome e o seu endereço
O nome, até 18 meses depois do censo (até o fim de fevereiro de 2028). O endereço, até 36 meses (até o fim de agosto de 2029). Durante o processamento eles separam isso do resto das suas respostas e guardam à parte até destruir — é o que a ABS chama de Separation Principle. ⚠️ Se você ouviu que guardam o nome por 4 anos, isso é do censo 2016 e foi muito criticado na época. Para 2026 essa opção não existe.
“Census form Names are retained for up to 18 months after the Census (end of February 2028). Census form Addresses are retained for up to 36 months after the Census (end of August 2029).”ABS — «2026 Census Privacy Statement», consultado em 11/08/2026
O que é de 99 anos é opcional, e você tem de escolher
Há uma opção chamada Census Time Capsule: se você marcar, a sua informação vai para o Arquivo Nacional e fica selada até 2125. É voluntária e não dá para desfazer depois de escolhida. Se você não quer, simplesmente não marque.
Pode afetar o seu visto? O que podemos afirmar e o que não
Não encontramos nenhuma declaração da ABS dizendo textualmente «isto não afeta o seu visto». O que existe é a política de confidencialidade acima, que é explícita em dizer que a informação do censo não é usada para fiscalização salvo por infração à lei do censo. Daí se deduz que não afeta o seu status migratório — mas isso é dedução nossa a partir da fonte, não citação oficial. Preferimos dizer assim do que pôr aspas onde elas não existem.

⚖️ As multas: o número assusta, o processo não tanto

Circula muito o «$364 por dia» sem o contexto, que é justamente a parte que te interessa entender.

Não preencher, por si só, não te multa
O processo é escalonado e a multa está no fim de tudo. Primeiro: você não preenche e a ABS te procura para incentivar a resposta. Segundo: você segue sem responder e podem te enviar uma instrução legal formal por escrito (direction in writing). Terceiro: você ignora essa instrução e só aí pode ser processado e multado. A multa é por desobedecer a instrução escrita, não pela demora.
“If you do not complete and submit your form, we will contact you to encourage your participation first. If you still do not respond, you may be served a direction in writing to complete the Census. This is a formal legal instruction to complete the Census.”ABS — «Completing the Census is compulsory», consultado em 11/08/2026
Os valores exatos, e são duas infrações diferentes
Até AU$ 364 por dia que você siga sem cumprir a instrução escrita. E, à parte, dar informação falsa ou enganosa de forma consciente é uma infração DIFERENTE, com multa de até AU$ 3.640. Em outras palavras: a demora tem um caminho longo antes de custar dinheiro; mentir no formulário é um problema separado e mais caro.
“Failing to comply with a direction is an offence under the Census and Statistics Act 1905. If you do not complete the Census when directed, you can be prosecuted and fined up to $364 a day. Knowingly providing false or misleading statements or information is also an offence and can result in a fine of up to $3,640.”ABS — «Completing the Census is compulsory», consultado em 11/08/2026
Até quando você tem tempo?
Não há data de corte publicada. Procuramos e a ABS não dá. O que existe é o processo acima: censo, lembretes e só depois a instrução legal. O site segue ativo semanas depois da noite do censo.

🎒 Como preencher de onde você estiver

Aqui está o detalhe que falta a um mochileiro em todas as guias: o que fazer se você não tem endereço fixo, se está num hostel ou se naquela noite estava dentro de um ônibus.

Se não chegou nenhuma carta
É o normal num hostel, numa casa compartilhada ou se você está de passagem. Entre em census.abs.gov.au, peça um Census number («Get a Census Number») e preencha online. Não precisa ter chegado nada pelo correio.
Num hostel ou backpackers: quem preenche é você, não o dono
Alojamentos como hostels, hotéis e residências entram na categoria de non-private dwelling, e ali cada pessoa preenche o seu próprio formulário individual (Census Personal Form) — você não vai dentro do formulário do domicílio de outra pessoa. A equipe do alojamento distribui os formulários e recolhe os preenchidos. Se não te deram um, peça. Na pergunta sobre a sua situação naquele alojamento, hóspede se marca como «Guest».
“The accommodation staff will hand out Census forms to all guests and collect completed forms. Please check with staff if you don't get a form.”ABS — «Completing the Census where you are · Travelling», consultado em 11/08/2026
Se naquela noite você estava viajando
Também tem de preencher. A ABS define «travelling overnight» como quem está viajando ou em trânsito naquela noite e chega ao destino às 4 da manhã ou mais tarde do dia seguinte. Inclui trem e ônibus noturnos, caminhão de longa distância e voos noturnos — a ABS dá como exemplo os voos entre Perth e a costa leste. Faz-se online pelo celular, pedindo o Census number na hora. E, se você já sabia onde ia estar, dava para preencher antes de viajar.
Numa van, camping ou free camping
Em agosto a equipe do censo percorre os pontos de viagem mais populares e os caravan parks distribuindo formulários, e também há nos centros de informação turística credenciados (AVIC). Se não te encontraram, faça online. ⚠️ Para quem dorme no carro ou numa van fora de um camping formal, a ABS não publica categoria específica. Vale a regra geral: você se conta onde dormiu naquela noite. O mais seguro é pedir o Census number online e responder conforme onde você estava.
Se você não tem endereço fixo
Na pergunta de onde você mora habitualmente dá para responder que não tem endereço fixo: escolhe-se Elsewhere in Australia, depois Enter address manually, e escreve-se None no campo de localidade.
Em papel, e por telefone
Dá para pedir um formulário em papel, online ou por telefone. O Census Contact Centre é o 1800 181 227, aberto de 7h às 22h, todos os dias, hora local.
⚠️ O formulário está só em inglês
Isto é bom saber antes de sentar para fazer: o formulário em si não está em outro idioma. O que existe é informação traduzida para entender o processo e, sobretudo, o serviço de intérpretes TIS National, no 131 450, que é gratuito e traduz a ligação. Se você não entender algo, ligue por ali antes de responder qualquer coisa.
“The Census form is available in English. If you need information about the Census in your preferred language, you can call the Translating and Interpreting Service (TIS National) on 131 450.”ABS — «Language support», consultado em 11/08/2026

📋 O que te perguntam, e o que você pode deixar em branco

Se você não é residente: como responder cidadania
A pergunta é «Is the person an Australian citizen?» e com uma 417 ou uma 462 a resposta é «Not an Australian citizen». Há também a categoria Overseas visitor. A ABS confirma que esta pergunta não mudou para 2026.
A religião é opcional
Está confirmado na ficha oficial da ABS para 2026: responder essa pergunta é opcional. Você pode deixar em branco sem que nada aconteça.
“Answering this question in the Census is optional.”ABS — Census Dictionary 2026, «Religious affiliation (RELP)», consultado em 11/08/2026
O que é novo em 2026
A maior mudança é que se acrescenta uma pergunta sobre gênero e orientação sexual, para pessoas de 16 anos ou mais. A pergunta de sexo passa a se chamar «sex recorded at birth» justamente para diferenciá-la da nova. Outras mudanças: dá para declarar quatro ascendências em vez de duas, a bicicleta (inclusive elétrica) entra como meio de transporte ao trabalho, soma-se a doença hepática às condições de saúde, e sai a pergunta sobre quantidade de filhos. ⚠️ Sobre a pergunta de orientação sexual ser opcional: a imprensa diz que sim, mas não encontramos a ficha oficial da ABS confirmando textualmente. Não damos isso por fechado.
Um buraco que não conseguimos fechar
O censo pergunta onde você morava há um ano e há cinco. Se você chegou à Austrália há menos de um ano, o lógico é pôr o país onde morava antes — mas a ABS não publica instrução textual para esse caso, e não vamos inventar. Se isso te travar, ligue no 131 450 e pergunte.

🏥 Para que serve, e quando sai o resultado

Define para onde vai o dinheiro
Os dados do censo determinam o repasse de bilhões de dólares de verba federal, o planejamento de infraestrutura e até os limites eleitorais. Escolas, hospitais, estradas e transporte de cada área se planejam com isso. Se você está morando e trabalhando numa cidade australiana, se contar faz essa cidade aparecer com a população que realmente tem.
Os resultados saem em 2027
Junho de 2027: a primeira leva, cerca de 75% dos temas — idade, domicílios, moradia, país de nascimento, idioma, religião e educação. Outubro de 2027: emprego, qualificações, indústria, ocupação e deslocamento ao trabalho. 2028: o mais complexo, como os índices socioeconômicos por área.

Verificado contra a ABS em 11/08/2026, o dia da noite do censo. As citações vão em inglês de propósito, para você poder conferir na fonte. Três coisas ficaram sem confirmação e isso está dito no texto: se não há data-limite fixa (eles não publicam), se a pergunta de orientação sexual é opcional (a imprensa diz que sim, não achamos a ficha oficial) e o que pôr no endereço de um ano atrás se você chegou há pouco. Na dúvida, o 131 450 traduz de graça.

Fontes

🔗ABS — Completing the Census is compulsoryhttps://info.census.abs.gov.au/about/doing-census/completing-census-co🔗ABS — 2026 Census Privacy Statementhttps://www.abs.gov.au/about/legislation-and-policy/privacy/privacy-ab🔗ABS — Completing the Census where you are (Travelling)https://info.census.abs.gov.au/help/completing-census-where-you-are/tr🔗ABS — Doing the Censushttps://info.census.abs.gov.au/about/doing-census🔗ABS — Language supporthttps://info.census.abs.gov.au/language-support🔗ABS — Contato (1800 181 227)https://info.census.abs.gov.au/contact-us🔗ABS — Mudanças de conteúdo para o Censo 2026https://www.abs.gov.au/media-centre/media-releases/outcomes-2026-censu🔗ABS — Temas do Censo 2026 e plano de publicaçãohttps://www.abs.gov.au/statistics/research/2026-census-topics-and-data🔗ABS — Census Dictionary 2026: religião (RELP)https://www.abs.gov.au/census/guide-census-data/census-dictionary/2026🔗ABS — Census Dictionary 2026: cidadania (CITP)https://www.abs.gov.au/census/guide-census-data/census-dictionary/2026🔗ABS — ACTEID: cruzamento estatístico com o Home Affairshttps://www.abs.gov.au/statistics/data-integration/integrated-data/aus

🏡 E depois? Ficar morando

A Austrália tem caminhos reais para ficar, mas todos exigem planejamento. O mais direto é o visto de trabalho com patrocínio: a subclass 482 (Skills in Demand), em que um empregador te patrocina numa ocupação em demanda; depois de 2 anos trabalhando dá para passar à residência permanente pela subclass 186 (Employer Nomination Scheme). Existe também a migração qualificada por pontuação (SkillSelect): subclass 189 (independente), 190 (nomeada por um estado) e 491 (regional, provisória por 5 anos, que leva à PR com a 191 depois de 3 anos morando e trabalhando em zona regional). Tudo depende de ter uma profissão na lista de ocupações, bom inglês, avaliação de diploma e, em geral, menos de 45 anos. Muita gente usa o ano de Working Holiday para conseguir patrocínio ou para estudar e encaminhar a residência, mas não é automático: a estratégia se monta com tempo e normalmente convém um agente de migração registrado (MARA). ⚠️ E a rota do estudo mudou: desde 2 de outubro de 2026, com uma 462 ou uma 417 não se pede mais o visto de estudante de dentro da Austrália, sem exceções — é preciso sair para protocolar e estar fora no dia da concessão.

🛂 Quando a Working Holiday acaba: os vistos que vêm depois

Cada valor é o encargo base do requerente principal (o «from» da ficha oficial), lido visto por visto no site do Home Affairs em 30 de julho de 2026. Com parceiro ou filhos o encargo sobe, e o Departamento atualiza a tabela todo 1º de julho: se você está lendo depois dessa data, confirme no link de cada visto.

💼 Se você quer ficar para trabalhar

Depois de um ano de Working Holiday, a forma mais comum de ficar é um empregador te patrocinar, ou a sua profissão estar na lista de ocupações de que a Austrália precisa. Estes cinco vistos são esse caminho, do mais curto ao permanente.

482 — Skills in Demand
Temporário · a partir de AUD 4.015 · Até 4 anos
  • Um empregador australiano habilitado como patrocinador que te ofereça a vaga
  • Que essa vaga esteja na lista de ocupações elegíveis
  • Experiência prévia na mesma ocupação
  • Nível de inglês conforme o stream a que você aplica

É a saída natural da Working Holiday: o mesmo empregador com quem você trabalhou a temporada te patrocina para seguir.

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186 — Employer Nomination Scheme
Residência permanente · a partir de AUD 6.140 · Permanente
  • Um empregador que te nomeie para uma vaga permanente
  • Experiência de trabalho comprovável na ocupação
  • Inglês de nível competente
  • Ter menos de 45 anos ao aplicar, salvo as exceções que a ficha lista

Costuma vir depois da 482, quando a empresa decide ficar com você de forma definitiva.

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189 — Skilled Independent
Residência permanente · a partir de AUD 6.135 · Permanente
  • Entrar pelo sistema de pontos e receber um convite para aplicar
  • Uma ocupação que esteja na lista de profissões qualificadas
  • Uma avaliação do seu diploma pelo órgão da sua profissão (skill assessment)
  • Inglês de nível competente e menos de 45 anos

É a única da lista que não depende de ninguém: nem de empregador nem de estado. Depende da pontuação, e os convites saem por rodadas.

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190 — Skilled Nominated
Residência permanente · a partir de AUD 6.140 · Permanente
  • Os mesmos requisitos de pontuação, ocupação, diploma e inglês da 189
  • Mais a nomeação de um estado ou território, que em troca pede que você more lá

Cada estado monta a sua própria lista de ocupações e abre e fecha por temporada; vale olhar a do estado onde você já está morando.

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491 — Skilled Work Regional (Provisional)
Provisório regional · a partir de AUD 6.140 · 5 anos
  • Nomeação de um estado ou de um parente que more em zona regional
  • Ocupação elegível e pontuação suficiente
  • Compromisso de morar e trabalhar fora das cidades grandes

Se você já fez os 88 dias de trabalho regional para a segunda 462, conhece essas zonas: são as mesmas. Aos três anos dá para pedir a residência permanente.

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🎓 Se você quer estudar

Estudar é a outra porta grande para ficar, e a 485 é a que converte um diploma australiano em permissão para trabalhar depois de se formar.

500 — Student
Estudo · a partir de AUD 2.500 · Até 6 anos, conforme a sua matrícula
  • A confirmação de matrícula (CoE) de uma instituição registrada
  • Comprovar recursos para o curso e para viver
  • Seguro médico de estudante (OSHC) por toda a estadia
  • O inglês que o curso em que você se matricula exigir
  • Desde 2 de outubro de 2026, se você tem 417 ou 462: protocolar de fora da Austrália e estar fora no dia da concessão

Permite trabalhar com teto de horas durante o curso — 48 horas por quinzena com o curso em sessão — e sem teto nas férias do calendário acadêmico. Nada antes de o curso começar. Sem teto para doutorado e mestrado por pesquisa.

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485 — Temporary Graduate
Pós-estudo · a partir de AUD 5.750 · De 18 meses a 5 anos conforme o caso
  • Ter terminado na Austrália um estudo que a ficha considere elegível
  • Ter até 35 anos, com as exceções que a ficha lista
  • Inglês comprovado

Um dos streams tem encargo bem menor (a partir de AUD 2.265). Qual é o seu depende do diploma que você fez: olhe a ficha antes de pagar.

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✈️ Turismo e visitas

Para voltar de visita, para acompanhar alguém, ou para voltar a entrar enquanto outro visto se resolve.

600 — Visitor
Temporário · a partir de AUD 250 · Até 12 meses
  • Recursos para se manter durante a estadia
  • Que a visita seja genuína: turismo, família, negócios
  • Não habilita a trabalhar

Tem vários streams (turismo, negócios, família patrocinada) e cada um com o seu encargo. Atenção: desde 2 de outubro de 2026 os vistos 600, 601 e 651 também entraram na lista de quem não pode pedir visto de estudante estando na Austrália.

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Os vistos de parceiro, de filhos e de pais ficaram fora desta tabela de propósito: têm encargos altos pagos em parcelas, condições particulares (como o balance of family test para os pais) e mudam conforme o caso. Pôr um só número ao lado de cada um engana mais do que informa. Para esses, a ficha oficial do Home Affairs é a única leitura que serve.

Fonte: Department of Home Affairs — ficha oficial de cada visto

Verificado em 30 de julho de 2026

🌎 A cota de cada país

A Work and Holiday visa (subclass 462) não é só para brasileiros: vários países da América Latina têm acordo e cada um tem sua própria cota anual publicada pelo Home Affairs. Cotas e valores verificados em julho de 2026; a cota do Brasil sai de _nacionalidades/brasil.json.

🇧🇷Brasil
👥 Cota anual500 por ano
🎂 Idade18 a 30 anos
🔄 RenovaçãoA cota reinicia com o novo ano-programa: começa em 1º de julho, mas os pedidos abrem em 2 de julho. Status de hoje: O Home Affairs mostra o Brasil como «paused»: os pedidos estão temporariamente suspensos e não dá para aplicar até voltar a «open». A cota é de 500 vistos por ano. Status lido em 13/10/2026 às 22:46 (hora da Argentina). O Home Affairs avisa que uma mudança de status pode levar até 48 horas para aparecer na página dele.
Pelo menos 2 anos de estudos pós-secundários concluídos; inglês funcional comprovado com exame de menos de 12 meses e cerca de AUD 5.000 de recursos, mais a passagem de saída. Não é exigida carta de apoio do governo.
🇦🇷Argentina
👥 Cota anual3.400 por ano
🎂 Idade18 a 30 anos
🔄 RenovaçãoA cota reinicia com o novo ano-programa: começa em 1º de julho, mas os pedidos abrem em 2 de julho
Diploma superior ou pelo menos 2 anos de universidade completos; inglês funcional (IELTS 4.5 ou equivalente) e cerca de AUD 5.000 de recursos.
🇨🇱Chile
👥 Cota anual3.400 por ano
🎂 Idade18 a 30 anos
🔄 RenovaçãoA cota reinicia com o novo ano-programa: começa em 1º de julho, mas os pedidos abrem em 2 de julho
Inglês funcional e cerca de AUD 5.000 de recursos; exige diploma superior ou o terceiro ano de universidade aprovado.
🇵🇪Peru
👥 Cota anual1.500 por ano
🎂 Idade18 a 30 anos
🔄 RenovaçãoA cota reinicia com o novo ano-programa: começa em 1º de julho, mas os pedidos abrem em 2 de julho
Diploma superior ou pelo menos 2 anos de universidade; inglês funcional e cerca de AUD 5.000 de recursos; além disso passagem de saída ou dinheiro para comprá-la, e carta de apoio do governo peruano.
🇺🇾Uruguai
👥 Cota anual1.500 por ano (subiu de 200 em 1º de julho de 2026)
🎂 Idade18 a 30 anos
🔄 RenovaçãoA cota reinicia com o novo ano-programa: começa em 1º de julho, mas os pedidos abrem em 2 de julho
Diploma superior ou pelo menos 2 anos de universidade; inglês funcional e cerca de AUD 5.000 de recursos.
🇪🇨Equador
👥 Cota anual100 por ano
🎂 Idade18 a 30 anos
🔄 RenovaçãoA cota reinicia com o novo ano-programa: começa em 1º de julho, mas os pedidos abrem em 2 de julho
Cota muito pequena (100): convém aplicar assim que abre. Diploma superior ou pelo menos 2 anos de universidade; inglês funcional, cerca de AUD 5.000 de recursos e carta de apoio do governo equatoriano.

As cotas e os requisitos mudam de país para país e mudam todo ano. Confirme sempre na fonte oficial da sua nacionalidade.

💡 Conselhos

❓ Perguntas frequentes

Quantos anos eu posso ter para aplicar à Working Holiday da Austrália?
De 18 a 30 anos inclusive na hora de apresentar o pedido. O pedido tem de entrar antes de você completar 31, até a meia-noite AEST/AEDST do dia anterior ao aniversário de 31. Se o visto sair antes de você fazer 31, pode entrar até depois do aniversário.
Qual é a cota para brasileiros?
500 vistos por ano, o annual grant cap oficial do Home Affairs. É uma das menores do programa: Argentina e Chile têm 3.400 cada. A cota do Brasil pausa e reabre ao longo do ano, e o status de hoje é este: O Home Affairs mostra o Brasil como «paused»: os pedidos estão temporariamente suspensos e não dá para aplicar até voltar a «open». A cota é de 500 vistos por ano. Status lido em 13/10/2026 às 22:46 (hora da Argentina). O Home Affairs avisa que uma mudança de status pode levar até 48 horas para aparecer na página dele.
Quanto dinheiro eu tenho de comprovar?
Cerca de AUD 5.000 para o sustento inicial, mais a passagem de saída da Austrália (ou o dinheiro para comprá-la). Comprova-se com extrato ou declaração bancária.
Preciso de certificado de inglês mesmo?
Sim, e o Brasil não está entre os países isentos. A subclass 462 exige «Functional English», que se comprova com um exame aprovado pelo Home Affairs feito nos 12 meses anteriores ao pedido — IELTS 4.5, TOEFL iBT 26 ou PTE Academic 24 — ou com estudo feito em inglês. Tem de ser o exame oficial em centro habilitado: versão em casa não vale.
E os 2 anos de estudo depois do ensino médio?
São obrigatórios e é requisito duro: sem eles não há visto. Valem faculdade, tecnólogo ou curso técnico de nível superior — «post-secondary study», posterior ao 3º ano do ensino médio ou equivalente. É a redação específica que o Home Affairs aplica a Brasil e Índia, diferente da de Argentina ou Chile. Suba o histórico, o diploma ou a declaração da instituição, traduzidos para o inglês.
Preciso de carta de apoio do governo brasileiro?
Não. O Brasil NÃO está na lista de países a quem o Home Affairs pede carta de apoio governamental — essa lista é Equador, Grécia, Indonésia, Malásia, Mongólia, Peru, Polônia, San Marino, Eslovênia, Tailândia e Turquia. Se uma agência disser o contrário, desconfie.
Dá para esticar mais de um ano?
Sim, e o Brasil tem acesso: pode pedir um 2º e até um 3º ano fazendo specified work (88 dias para a segunda, 179 para a terceira) nas zonas elegíveis. Essas extensões não têm cota. É a grande vantagem da Austrália frente a outros programas de férias-trabalho.
O trâmite tem entrevista? Preciso ir ao consulado?
Não há entrevista obrigatória: é tudo online pelo ImmiAccount. Em alguns casos podem pedir biometria ou exame médico, e avisam por e-mail.
Quanto demora a aprovação?
Desde o aviso de 23 de setembro de 2026, o Home Affairs diz que a média esperada é de cerca de três meses para a maioria dos pedidos de WHM. Não publicou data de entrada em vigor nem disse quais pedidos ficam fora dessa «maioria», e a última tabela oficial de tempos (dados até 31 de julho de 2026) ainda mostrava números muito menores. Uma vez aprovado, você tem 12 meses para entrar na Austrália.
Preciso de seguro médico mesmo? O Brasil tem acordo com o Medicare?
Sim, precisa, e não, o Brasil não tem acordo. A Austrália firmou Reciprocal Health Care Agreements com onze países: Bélgica, Eslovênia, Finlândia, Irlanda, Itália, Malta, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Reino Unido e Suécia. O Brasil não está, então você não tem acesso ao Medicare, não pode fazer bulk billing e num hospital público te atendem mas depois faturam tudo. Além disso, a 462 exige cobertura médica por toda a estadia (condição 8501) e o descumprimento pode custar o visto. Separe AUD 600-1.100 para doze meses e confira se a apólice cobre trabalho manual caso você vá para o campo ou para a obra.
Quanto dinheiro eu preciso de verdade para começar?
O Home Affairs pede AUD 5.000 comprovados, mas isso é o piso do trâmite, não o orçamento real. Contando visto, exame de inglês, passagem, seguro e o equipamento básico, sair do país custa uns USD 3.000-4.000, e já na Austrália o primeiro mês leva outros AUD 3.000-4.000 entre hostel, bond, primeiro aluguel, chip, transporte e comida até o primeiro salário. Com AUD 5.000-6.000 na mão ao aterrissar você chega tranquilo; com AUD 3.000 você chega, mas com a pressão de aceitar o primeiro trabalho que aparecer.
Quanto tempo leva para conseguir o primeiro trabalho?
Entre uma e quatro semanas é o normal se você aceitar começar por baixo: kitchen hand, limpeza, warehouse, mudança, colheita. Em hospitality, com inglês bom e alguma experiência, mais rápido; esperando um trabalho da sua profissão, muito mais devagar. E quase nunca sai pela internet: sai imprimindo trinta CVs e entregando na mão, perguntando pelo manager entre 10h e 12h ou entre 15h e 17h. Conte também que do primeiro dia trabalhado ao primeiro pagamento passam uma ou duas semanas, porque se paga semanal ou quinzenal.
Dá para dirigir na Austrália com a minha carteira?
Sim, com duas condições e uma exceção importante. As condições: a carteira tem de estar válida e você precisa andar sempre com uma tradução oficial para o inglês (tradutor NAATI) ou com a Permissão Internacional para Dirigir, que se tira no seu país antes de viajar e não se consegue estando lá. A exceção: em Nova Gales do Sul, quem chegou depois de 1º de julho de 2023 só pode dirigir seis meses com carteira estrangeira e depois tem de tirar uma carteira temporária de NSW, com prova teórica e prática. Em Victoria, Queensland, Austrália Ocidental, Austrália do Sul, Tasmânia e Território do Norte você dirige com a sua carteira enquanto o visto temporário estiver válido. Dirige-se pela esquerda e o limite de álcool é 0,05. [FALTA: se o Brasil está na lista de países reconhecidos por NSW — o corpus só registra que a Argentina não está]
Vale comprar carro ou van?
Depende do plano. Se você vai ficar trabalhando em Sydney, Melbourne ou Brisbane, não: o transporte público é bom e barato (em Queensland toda viagem custa 50 centavos) e o carro é dinheiro imobilizado. Se vai fazer os 88 dias em zona regional, percorrer a costa leste ou morar na van, sim — e às vezes é a diferença entre ser contratado ou não numa fazenda. Um sedã ou wagon velho mas confiável custa AUD 2.500-6.000 e uma campervan equipada AUD 6.000-15.000. Some rego (AUD 400-900 por ano), seguro de danos a terceiros (AUD 300-600, porque o obrigatório não cobre danos materiais), combustível a AUD 1,70-2,10 o litro e manutenção. Antes de comprar, faça a checagem PPSR em ppsr.gov.au (custa AUD 2 e diz se o carro tem dívida ou foi roubado) e uma inspeção mecânica do clube automobilístico por AUD 150-300.
Quais trabalhos contam para os 88 dias e como eu provo?
Contam as tarefas das indústrias elegíveis feitas num código postal que esteja na lista oficial do Home Affairs. Atenção: para a 462 a lista de indústrias não é a mesma da 417 — mineração não entra, e pesca, perolicultura e silvicultura só contam no norte da Austrália. E a armadilha é a mesma para todos: a lista é por postcode exato, não por estado. Verifique o código postal do estabelecimento (não o da cidade mais próxima) antes de aceitar e guarde uma captura com a data. Para provar você vai precisar de payslips de cada empregador, extratos bancários com os pagamentos, seu próprio registro de datas, horas e tarefas e, como respaldo opcional, o formulário 1263 de verificação de emprego. Nunca aceite ser pago em dinheiro sem recibo para fazer os 88 dias: sem papel, esses dias não existem.
Devolvem o superannuation quando eu for embora?
Sim, e é dinheiro que muita gente deixa abandonado. O super é os 12% que o empregador deposita num fundo no seu nome, separado do salário. Pede-se pelo DASP (Departing Australia Superannuation Payment), de graça em ato.gov.au, e só DEPOIS de ter saído do país e com o visto vencido ou cancelado. O dado incômodo: de quem tem visto 417 e 462 retêm 65%, contra 35% de outros vistos temporários. De AUD 8.000 acumulados você recebe uns AUD 2.800. Peça de todo jeito: você tem seis meses desde o vencimento do visto antes de o fundo transferir o saldo para a ATO.
É verdade que não posso trabalhar mais de 6 meses com o mesmo empregador?
Sim, a regra geral da 462 é até 6 meses com um mesmo empregador, e conta-se por empregador, não por cargo. Há exceções por setor e por região — algumas atividades do agro, do cuidado de pessoas e do turismo no norte da Austrália permitem mais tempo, e em certos casos dá para pedir autorização ao Home Affairs —, então, se te oferecerem ficar mais, confirme o seu caso concreto em immi.homeaffairs.gov.au antes de aceitar. O que você pode fazer sem limite é entrar e sair da Austrália quantas vezes quiser enquanto o visto estiver válido, embora o tempo fora não estenda os 12 meses. E pode estudar cursos de até 4 meses.
Em qual cidade vale a pena começar?
Não há resposta única, mas há critérios. Sydney tem o maior mercado de trabalho e os salários mais altos, e também o aluguel mais caro do país e a competição mais dura entre recém-chegados. Melbourne é um pouco mais barata, tem a maior cena gastronômica e um inverno frio de verdade. Brisbane e a Gold Coast combinam clima bom, transporte a 50 centavos e custo de vida mais baixo, e ficam perto das zonas agrícolas de Queensland se você pensa nos 88 dias. Perth é cara mas paga bem e tem menos competição, com a desvantagem do isolamento. Adelaide e Hobart são as mais baratas e as mais tranquilas, com menos oferta de trabalho. Uma estratégia comum é aterrissar numa cidade grande para conseguir o primeiro trabalho e economizar, e sair para o interior depois, quando já se entende como tudo funciona.

📌 Letras miúdas que importam

O acordo Brasil–Austrália foi firmado por Memorando de Entendimento em 31 de março de 2022. A cota é de 500, pequena e muito disputada: vale ter tudo pronto para aplicar no minuto em que ela estiver «open». Taxa de AUD 840 para a primeira 462 desde 1º de julho de 2026 (AUD 1.000 para a segunda ou a terceira). Estadia de até 12 meses, com trabalho de até 6 meses por empregador e estudo de até 4 meses. O Brasil SIM pode acessar a segunda e a terceira 462 fazendo trabalho especificado em zonas do norte da Austrália, e essas extensões não têm cota.

📚 Fontes

🌍 Os outros programas que um brasileiro pode fazer

🇳🇿Nova Zelândia300 vagas por ordem de chegada. Abre em dia e hora marcados e esgota em horas.🇩🇪AlemanhaA maior cota que o Brasil tem: 1.000 vistos por ano, pedidos durante todo o ano no consulado da sua jurisdição.🇰🇷Coreia do SulA faixa de idade mais larga que o brasileiro tem — até 34 anos — e a taxa é gratuita. O gargalo é o agendamento.🇫🇷FrançaSem restrição para trabalhar durante o ano. Mas a cota se reparte por consulado, com cotas mensais, e esgota.

Verificado em 1º de outubro de 2026

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