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Windsor
🇬🇧 Reino Unido · Londres e o sudeste da Inglaterra

Windsor

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📌Condado
Windsor é uma cidade histórica do condado de Berkshire, no sudeste da Inglaterra (Reino Unido), às margens do rio Tâmisa e a pouco mais de 30 km a oeste de Londres. Faz parte do distrito de Windsor and Maidenhead e, bem em frente, do outro lado do rio, fica a cidadezinha de Eton, famosa por seu colégio. Windsor é conhecida no mundo todo por abrigar o Castelo de Windsor, a residência real habitada mais antiga e maior do mundo, residência oficial da monarquia britânica há mais de 900 anos. A população gira em torno de 30.000 habitantes, mas a cidade recebe milhões de visitantes por ano.
📌Cidade de apoio
Windsor funciona muito bem como bate e volta a partir de Londres, mas também tem sua própria infraestrutura turística. São duas estações de trem bem no centro: Windsor & Eton Central (com trens saindo de London Paddington, via Slough) e Windsor & Eton Riverside (com trens diretos saindo de London Waterloo). Fica pertinho do aeroporto de Heathrow (LHR), o principal de Londres, o que a torna prática como primeira ou última parada de uma viagem. Tem hotéis, restaurantes, pubs tradicionais, centros de informação turística, lojas e todos os serviços. A poucos quilômetros fica também o parque de diversões Legoland Windsor.
📌Melhor época
Windsor pode ser visitada o ano todo, mas vale levar em conta o clima britânico. A primavera e o verão (de maio a setembro) têm os dias mais longos, amenos e iluminados, ideais para caminhar pelo Long Walk do Great Park, navegar pelo Tâmisa e aproveitar os jardins; é a alta temporada, com mais gente. O outono traz as cores douradas do parque e menos multidões. O inverno é frio e úmido, com dias curtos, mas o castelo iluminado e o clima de Natal têm seu charme. Leve sempre guarda-chuva ou capa de chuva: na Inglaterra o tempo muda rápido.
📌Dias sugeridos
Com meio dia (a opção mais comum como passeio a partir de Londres) dá para ver o essencial: o Castelo de Windsor com os State Apartments e a Capela de São Jorge, e uma volta pela cidade velha e pela rua de pedestres. Com um dia inteiro, dá para somar a troca da guarda (nos dias em que acontece), uma caminhada pelo Long Walk do Windsor Great Park, uma visita a Eton do outro lado do rio e talvez um passeio de barco pelo Tâmisa. Para quem viaja com crianças, a Legoland pode ocupar mais um dia inteiro. Windsor também combina muito bem com Oxford ou com o Vale do Tâmisa.
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Poucos passeios a partir de Londres são tão redondos quanto Windsor. A pouco mais de meia hora da capital, essa charmosa cidade de Berkshire é dominada por uma silhueta imponente: a do Castelo de Windsor, o castelo habitado mais antigo e maior do mundo, residência dos reis e rainhas da Inglaterra desde a época de Guilherme, o Conquistador, há mais de nove séculos. Vê-lo recortado sobre o rio Tâmisa, com suas torres e muralhas, é uma daquelas imagens que resumem a história britânica num só olhar.

Mas Windsor é muito mais do que o castelo. É uma cidade de ruas de paralelepípedo e casas georgianas, de pubs antiquíssimos e lojinhas charmosas, cortada pelo majestoso Long Walk, uma avenida arborizada de quase cinco quilômetros que liga o castelo ao Windsor Great Park. Do outro lado do rio, uma ponte de pedestres leva a Eton, lar do célebre Eton College, onde estudaram primeiros-ministros e príncipes. E, para as famílias, a Legoland Windsor transforma a visita numa aventura para os pequenos.

Este guia percorre Windsor com um olhar prático e acolhedor: como chegar a partir de Londres e de Heathrow, o que ver dentro e fora do castelo, quando acontece a troca da guarda, como aproveitar o Great Park e o Tâmisa, e onde comer e dormir. Seja como escapada de meio dia, seja como parada tranquila numa viagem mais longa pela Inglaterra, Windsor oferece uma dose concentrada de história real, elegância e interior inglês.

📖 História de Windsor

A história de Windsor está ligada de forma indissociável ao seu castelo. Por volta de 1070, pouco depois da conquista normanda da Inglaterra, Guilherme, o Conquistador, escolheu uma colina sobre o Tâmisa para erguer uma das fortalezas com que cercava e protegia Londres: assim nasceu o Castelo de Windsor, no início uma construção de madeira com o clássico desenho normando de motte and bailey. Ao longo dos séculos, sucessivos monarcas o reconstruíram em pedra e o ampliaram: Henrique II ergueu a Torre Redonda, Eduardo III o transformou num palácio gótico e fundou ali a Ordem da Jarreteira (a ordem de cavalaria mais antiga do país), e Eduardo IV deu início à esplêndida Capela de São Jorge. O núcleo urbano de 'New Windsor' cresceu ao pé da fortaleza, enquanto a aldeia original ('Old Windsor') ficou um pouco mais ao sul. No século XIX, a rainha Vitória e o príncipe Albert fizeram de Windsor seu lar preferido, e o lugar ficou associado para sempre à monarquia: a própria Casa Real britânica adotou o nome 'Windsor' em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, para soar mais inglesa e menos alemã. O castelo já foi cenário de casamentos reais, funerais de Estado e da vida cotidiana da família real, e continua sendo uma residência oficial em pleno uso. A história completa está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Windsor fica em London and Southeast England

The political, economic and cultural heart of the country: London, from Roman Londinium to global capital, with Westminster and the Tower; Windsor Castle, a royal residence; and Oxford and Cambridge, the two oldest universities in the English-speaking world.

Ler a história de London and Southeast England →

🗺️ O que ver

Passeios que dá para reservar

Se você reservar por aqui ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais. Preços e disponibilidade são da Civitatis.

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Castelo de Windsor
A residência real habitada mais antiga e maior do mundo, com mais de 900 anos de história sobre o Tâmisa.
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O Castelo de Windsor é o grande motivo para visitar a cidade e uma das atrações mais impressionantes de todo o Reino Unido. É a residência real habitada mais antiga e mais extensa do mundo: fundado por Guilherme, o Conquistador, por volta de 1070 como fortaleza normanda, foi o lar dos monarcas ingleses durante quase mil anos, o que faz dele um testemunho vivo da história britânica. Ocupa cerca de 13 hectares, e sua silhueta de torres e muralhas domina a cidade inteira. A visita inclui vários conjuntos imperdíveis. Os State Apartments (Salões de Estado) são uma sequência de salas suntuosas, decoradas com obras-primas da Royal Collection: quadros de Rembrandt, Rubens, Van Dyck e Canaletto, móveis, armaduras e tapeçarias. Imperdível também é a famosa Casa de Bonecas da Rainha Mary, uma mansão em miniatura de detalhes extraordinários, com eletricidade e água encanada de verdade em escala. A Capela de São Jorge, joia do gótico perpendicular, é o local de descanso de vários monarcas e cenário de casamentos reais recentes. Dentro do complexo dá para assistir, nos dias programados, à troca da guarda, uma das cerimônias militares mais vistosas da Grã-Bretanha. Vale reservar o ingresso com antecedência pelo site oficial do Royal Collection Trust (rct.uk), conferir se o castelo está aberto naquele dia (às vezes fecha por eventos oficiais) e reservar umas três horas para percorrê-lo com calma. O audioguia está incluído e ajuda muito. É um dos lugares onde melhor se sente a história da monarquia britânica.
ℹ️ Distância: Bem no centro de Windsor, a poucos passos das duas estações de trem · Melhor época: O ano todo; logo cedo para evitar multidões. Confira se está aberto no dia · Entrada: £32 adulto online antecipado, £36 comprado no mesmo dia na bilheteria (2026); menores de 18 £16 antecipado / £18 na porta; menores de 5 grátis. Inclui audioguia. rct.uk · Duração: 2 a 3 horas
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Capela de São Jorge (St George's Chapel)
Uma das joias do gótico inglês, panteão de reis e sede da Ordem da Jarreteira.
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A Capela de São Jorge, dentro do complexo do Castelo de Windsor, é uma das obras-primas da arquitetura gótica perpendicular da Inglaterra. Sua construção começou em 1475, sob Eduardo IV, e foi concluída no século XVI; o teto abobadado em leque, os vitrais e o coro entalhado de tirar o fôlego. É a capela da Ordem da Jarreteira, a ordem de cavalaria mais antiga e prestigiosa do país, fundada por Eduardo III em 1348. A capela também é um panteão real: nela repousam vários monarcas britânicos, entre eles Henrique VIII (ao lado de sua terceira esposa, Jane Seymour), Carlos I, Eduardo IV, Jorge VI, a rainha-mãe e a rainha Elizabeth II. Percorrer suas naves é, em boa medida, percorrer a história da coroa inglesa. Sobre os assentos do coro pendem os estandartes e emblemas dos cavaleiros da Jarreteira. Nos últimos anos, a Capela de São Jorge ganhou fama mundial como cenário de casamentos reais, entre eles o do príncipe Harry com Meghan Markle, em 2018. A visita está incluída no ingresso do castelo, mas a capela costuma fechar para turistas aos domingos, dia dedicado aos serviços religiosos (dos quais é possível participar). Vale confirmar os horários ao planejar a visita e respeitar o silêncio e a regra de não fotografar o interior.
ℹ️ Distância: Dentro do complexo do Castelo de Windsor · Melhor época: Dias de semana (costuma fechar para turistas aos domingos por causa dos serviços) · Entrada: Incluída no ingresso do castelo (£32 antecipado / £36 na porta, 2026) · Duração: 30 a 45 minutos
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Troca da guarda
A vistosa cerimônia militar, com banda de música, em frente ao castelo.
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A troca da guarda em Windsor é uma das cerimônias militares mais coloridas e tradicionais do Reino Unido, e a grande vantagem é que costuma ser menos lotada que a equivalente no Palácio de Buckingham, em Londres. Os soldados da Guarda, com suas inconfundíveis casacas vermelhas e altos chapéus de pele de urso (bearskins), marcham pelas ruas da cidade acompanhados por uma banda de música até o pátio inferior do castelo (Lower Ward), onde acontece a substituição formal das sentinelas. A cerimônia acontece vários dias por semana, mas o calendário varia conforme a época do ano, o clima e os eventos oficiais: por isso é fundamental consultar a programação atualizada no site oficial da Household Division ou da Royal Collection antes de ir, já que pode ser cancelada por chuva ou mudar sem aviso. Normalmente começa no meio da manhã. Para ver bem, chegue com antecedência e fique na região de Castle Hill ou ao longo do trajeto que os guardas fazem pelas ruas da cidade. Quem já tem ingresso para o castelo pode assistir à troca de dentro do complexo, o que garante uma vista privilegiada. É um espetáculo gratuito para quem assiste da rua, ótimo para combinar com a visita ao castelo, e uma daquelas experiências bem britânicas que valem a pena.
ℹ️ Distância: Ruas do centro de Windsor e pátio do castelo · Melhor época: Dias programados (calendário variável); consulte a programação oficial antes de ir · Entrada: Grátis da rua; com vista privilegiada de dentro do castelo (com ingresso pago) · Duração: 30 a 45 minutos
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The Long Walk e Windsor Great Park
A majestosa avenida arborizada de quase 5 km e o imenso parque real de cervos e jardins.
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O Long Walk é um dos passeios mais emblemáticos de Windsor: uma avenida reta e arborizada de quase cinco quilômetros (cerca de 2,65 milhas) que se estende em linha perfeita do portão sul do castelo até o alto de Snow Hill, onde fica a estátua equestre de Jorge III conhecida como 'The Copper Horse'. Caminhar pelo Long Walk, com o castelo recortado às suas costas e o parque se abrindo à frente, é uma experiência gratuita e marcante, especialmente no fim da tarde ou no outono, quando as árvores ficam douradas. O Long Walk é a porta de entrada natural para o Windsor Great Park, um imenso parque real de cerca de 2.000 hectares que antigamente era área de caça da realeza. Hoje é um espaço aberto ao público, com bosques, campos, lagos, jardins e uma manada de cervos-vermelhos que dá para ver pastando. É um lugar perfeito para caminhar, pedalar ou fazer um piquenique, longe do agito da cidade. Dentro do Great Park há cantos de destaque como o The Savill Garden, um magnífico jardim ornamental com plantas do mundo inteiro (com entrada paga), e o Virginia Water, um grande lago artificial cercado de trilhas, cascatas e até umas ruínas romanas levadas para lá. O acesso ao parque e ao Long Walk é gratuito; alguns jardins e estacionamentos cobram. É a melhor forma de combinar história real com natureza e o interior inglês numa mesma visita.
ℹ️ Distância: O Long Walk começa no portão sul do castelo; o parque se estende ao sul · Melhor época: Primavera, verão e outono; no fim da tarde para a melhor luz · Entrada: Long Walk e parque grátis; The Savill Garden aprox. £14–16 adulto conforme a temporada (peak: 28 mar–2 nov; confira ao visitar, 2025) · Duração: 1 a 3 horas, dependendo do percurso
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Eton e o Eton College
A cidadezinha do outro lado do rio e o famoso colégio onde estudaram primeiros-ministros e príncipes.
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Atravessando a ponte de pedestres sobre o Tâmisa a partir de Windsor, chega-se a Eton, uma cidadezinha pequena e elegante, famosa no mundo todo por seu colégio. O Eton College é um dos internatos mais prestigiosos e antigos do Reino Unido: foi fundado em 1440 pelo rei Henrique VI como escola para alunos bolsistas. Ao longo dos séculos, de suas salas de aula saíram vários primeiros-ministros britânicos (cerca de vinte), além de escritores, cientistas e membros da realeza, entre eles os príncipes William e Harry. A Eton High Street é uma rua encantadora, em boa parte de pedestres, com casas antigas, antiquários, livrarias, galerias de arte, pubs e cafés. Passear por ela, com suas fachadas históricas e seu clima tranquilo, é um complemento perfeito à visita a Windsor, à qual está ligada pela Windsor Bridge. O Eton College limita as visitas turísticas, e os horários de abertura ao público são restritos e variáveis (em boa parte do ano não é possível visitar por dentro, já que é uma instituição de ensino em funcionamento), então vale consultar o site oficial do colégio antes de planejar uma visita ao interior. Mesmo sem entrar, dá para admirar a arquitetura da capela e dos prédios históricos por fora e aproveitar a cidadezinha. O conjunto Windsor-Eton, dos dois lados do rio, é uma das paisagens mais bonitas do vale do Tâmisa.
ℹ️ Distância: Do outro lado do Tâmisa, atravessando a ponte de pedestres a partir de Windsor (a pé) · Melhor época: O ano todo para a cidadezinha; visitas ao colégio só em datas restritas (confira) · Entrada: Passear por Eton é grátis; visitas guiadas ao colégio, quando disponíveis, aprox. £10–15 (confira em etoncollege.com) · Duração: 1 a 2 horas
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Passeio de barco pelo Tâmisa
Um cruzeiro fluvial tranquilo para ver Windsor, Eton e o interior a partir da água.
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Uma das formas mais gostosas de curtir Windsor é a partir da água. O rio Tâmisa, que separa Windsor de Eton, oferece passeios de barco tranquilos que saem do píer ao lado da ponte (Windsor Promenade). Empresas locais, como a French Brothers, operam cruzeiros de várias durações: desde passeios curtos de uns 40 minutos que contornam a região do castelo e de Eton até saídas mais longas que vão até Maidenhead ou outros trechos do rio. Do barco se têm outras vistas do castelo e dos campos verdes que margeiam o Tâmisa, com cisnes, casas ribeirinhas e embarcações tradicionais. É um programa bem britânico e relaxado, ideal para uma tarde de sol, para descansar as pernas depois de percorrer o castelo ou para quem viaja em família. Alguns cruzeiros oferecem chá da tarde ou refeições a bordo. Os passeios funcionam principalmente na temporada quente (da primavera ao outono), com horários mais reduzidos no inverno. Vale consultar os horários e comprar o bilhete no píer ou pelo site da operadora. A margem do rio junto ao Windsor Promenade também é um lugar agradável para caminhar, tomar algo num terraço ou simplesmente sentar e ver os barcos passarem. É o complemento perfeito para a dose de história do castelo.
ℹ️ Distância: Píer no Windsor Promenade, ao lado da ponte do Tâmisa · Melhor época: Primavera ao outono (serviço reduzido no inverno); tardes de sol · Entrada: French Brothers: 40 min £11,90–13,50 adulto (online/porta); 2 h £19,40–22 adulto (2026) · Duração: 40 minutos a 2 horas, dependendo do percurso
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Legoland Windsor
O grande parque temático da LEGO, perfeito para viajar em família com crianças.
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A poucos quilômetros do centro de Windsor fica o Legoland Windsor Resort, um dos parques temáticos mais populares do Reino Unido e programa obrigatório para quem viaja com crianças. Inaugurado em 1996 no terreno do antigo Windsor Safari Park, é inteiramente dedicado ao universo dos famosos blocos de montar LEGO, com atrações, shows e áreas temáticas pensadas principalmente para crianças de 2 a 12 anos. O parque combina montanhas-russas e atrações aquáticas leves com experiências interativas: oficinas de montagem, uma área onde as crianças aprendem a dirigir 'carrinhos LEGO', castelos, piratas e mundos de fantasia. Uma das joias é a Miniland, uma coleção de maquetes em escala de cidades e monumentos icônicos do mundo, construídos inteiramente com milhões de peças de LEGO. O complexo também tem um hotel temático para quem quiser esticar a estadia. A Legoland funciona por temporadas (costuma abrir da primavera ao outono e em algumas datas especiais, fechando boa parte do inverno), então é indispensável conferir o calendário e os horários no site oficial antes de ir. Vale comprar os ingressos online com antecedência, onde costumam sair mais baratos que na porta. Há um ônibus de traslado (shuttle) que liga o parque às estações de trem de Windsor. É um dia inteiro de diversão que tem pouco a ver com a história do castelo, mas que faz a alegria das famílias.
ℹ️ Distância: A cerca de 3 km do centro de Windsor; shuttle a partir das estações de trem · Melhor época: Primavera ao outono (fecha parte do inverno); confira o calendário oficial · Entrada: A partir de £34–36 comprado online com antecedência (dias de baixa); até £68 comprado na porta no mesmo dia (2026, legoland.co.uk) · Duração: Um dia inteiro
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Castillo de Windsor (incluye State Apartments, Casa de Muñecas y Capilla de San Jorge)£32 adulto online antecipado, £36 na bilheteria no mesmo dia (2026); menores de 18: £16/£18; menores de 5 grátis. rct.uk, audioguia incluído
Cambio de guardia (desde la calle)Grátis (consulte o calendário dos dias em que acontece)
The Long Walk y Windsor Great Park (acceso general)Grátis (acesso livre)
The Savill Garden (en el Great Park)Aprox. £14–16 adulto na alta temporada (28 mar–2 nov 2025); um pouco menos fora de temporada. Confira em windsorgreatpark.co.uk
Eton (pasear por el pueblo)Grátis; visitas guiadas ao Eton College, quando disponíveis, aprox. £10–15 (confira em etoncollege.com)
Paseo en barco por el Támesis (French Brothers)40 min: £11,90 online / £13,50 na porta; 2 h: £19,40 online / £22 na porta (adulto, 2026)
Legoland Windsor ResortA partir de £34–36 comprado online com antecedência em dias de baixa; até £68 na porta no mesmo dia (2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
Excursão guiada de um dia a partir de Londres (Windsor + às vezes Stonehenge e Bath)US$ 90–160 por pessoa, conforme a operadora e os lugares incluídos (2025; confira ao reservar)Dia inteiroAgências de day tours a partir de Londres (Golden Tours e similares)
Visita autoguiada ao Castelo de Windsor com audioguia£32 antecipado / £36 na porta (adulto, 2026, incluído no ingresso)2-3 hRoyal Collection Trust (oficial)
Cruzeiro pelo Tâmisa (Windsor e Eton)£11,90–22 adulto, conforme a duração (2026)40 min a 2 hFrench Brothers
Caminhada pelo Long Walk até The Copper Horse (Snow Hill)Grátis2-3 h ida e voltaPor conta própria (Windsor Great Park)
Dia em família na Legoland WindsorDe £34–36 online (dias de baixa) até £68 na porta (2026)Um diaLegoland Windsor Resort (oficial)
Passeio de bicicleta pelo Windsor Great Park e Virginia WaterAprox. £15–25 por meio dia de aluguel (2025; confira ao visitar)Meio diaAluguéis locais (verificar em windsorgreatpark.co.uk)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

A pé pelo centro de Windsor
Grátis
DuraçãoVariável
Observações
O centro histórico, o castelo, as duas estações de trem, a rua de pedestres e a ponte para Eton ficam todos a poucos minutos de caminhada. É a melhor forma de se locomover
Ônibus local (incl. shuttle para a Legoland)
DuraçãoVariável
Preço
Aprox. £2–5 por trecho no ônibus urbano; o shuttle para a Legoland costuma estar incluído no ingresso do parque (2025)
Observações
Há ônibus urbanos e intermunicipais; o shuttle liga as estações de trem à Legoland. Útil para chegar a pontos do Great Park
Táxi e apps
DuraçãoVariável
Preço
Aprox. £15–25 dentro de Windsor e arredores; £25–40 até Heathrow (2025)
Observações
Práticos para chegar à Legoland, ao aeroporto de Heathrow ou a pontos do parque. Há pontos de táxi ao lado das estações
Bicicleta
PreçoAprox. £15–25 por meio dia de aluguel (2025)
DuraçãoVariável
Observações
Ideal para percorrer o Windsor Great Park, o Long Walk e Virginia Water. Há rotas sinalizadas e aluguéis locais
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

Londres Paddington → Windsor & Eton Central (com baldeação em Slough)
Companhias aéreas / empresasGreat Western Railway (GWR)
DuraçãoCerca de 30-40 min com a troca em Slough
Preço médio
A partir de £10–14 com antecedência (off-peak); até £20–24 comprando no mesmo dia, sem antecedência (2025-2026)
Londres Waterloo → Windsor & Eton Riverside (direto)
Companhias aéreas / empresasSouth Western Railway (SWR)
DuraçãoAprox. 55 min a 1 h, direto
Preço médio
A partir de £12–16 com antecedência; até £22–26 na tarifa flexível (2025-2026)
Aeroporto de Heathrow (LHR) → Windsor
Companhias aéreas / empresasÔnibus local/shuttle, táxi ou app
Duração20 a 30 min de táxi (fica bem perto)
Preço médio
Táxi/app aprox. £25–40; ônibus/trem combinados bem mais baratos (£8–15), mas com baldeações (2025)
Londres → Windsor de carro (M4 / M3)
Companhias aéreas / empresasCarro próprio ou alugado
DuraçãoAprox. 1 h, dependendo do trânsito
Preço médio
Sem pedágio nesta rota; estacionamento em Windsor aprox. £3–6 por hora ou £15–20 o dia (2025)
Excursão organizada de um dia saindo de Londres
Companhias aéreas / empresasAgências de turismo (Golden Tours e similares)
Preço médioUS$ 90–160 por pessoa, conforme o roteiro (2025)
DuraçãoDia inteiro (costuma combinar com outros lugares)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Luxo / histórico em frente ao castelo
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 250–450 a diária; ex. Sir Christopher Wren Hotel & Spa (4-5 estrelas, à beira do Tâmisa, com vista para o castelo), com tarifas a partir de aprox. £150-230 (2025-2026)
Intermediário no centro de Windsor
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 110–180 a diária; hotéis de rede (Mercure, Ibis, Holiday Inn Express) perto das estações de trem, práticos para fazer tudo a pé
Charme em Eton e no vale do Tâmisa
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 150–260 a diária; pequenos hotéis boutique, pousadas e B&Bs charmosos em Eton e nas vilas à beira do Tâmisa
Econômico / B&B e guesthouses
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 70–120 a diária; bed & breakfasts e guesthouses em Windsor e arredores, boa opção para orçamento apertado ou para uma noite só

🍴 Onde comer

Pubs tradicionales ingleses
Preço$$$$$
Opções / prato típico
£15–28 por prato principal (Sunday roast, fish and chips, pies); ex. The Two Brewers, Carpenters Arms, ao lado do Long Walk e no centro
Té de la tarde (afternoon tea)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
£35–55 por pessoa; scones com clotted cream e geleia, sanduíches e docinhos, servidos em hotéis e casas de chá do centro, como o Sir Christopher Wren
Restaurantes internacionales y de río
Preço$$$$$
Opções / prato típico
£18–35 por prato; cozinha italiana, indiana e internacional, e lugares com terraço à beira do Tâmisa com vista para o rio
Cafés, panaderías y comida rápida
Preço$$$$$
Opções / prato típico
£6–15 por um almoço rápido ou um café com algo doce; cafeterias e padarias na rua de pedestres e perto das estações

📖 História de Windsor

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Guilherme, o Conquistador, e a fortaleza normanda (por volta de 1070)

A história de Windsor começa com a conquista normanda da Inglaterra. Depois de vencer a batalha de Hastings em 1066, Guilherme, o Conquistador, precisava garantir o controle sobre o novo reino e, principalmente, proteger Londres. Para isso, mandou construir um anel de fortalezas ao redor da capital, a um dia de viagem umas das outras. Por volta de 1070, escolheu uma colina de giz sobre o rio Tâmisa, num ponto estratégico que dominava o rio e a rota para o oeste, para erguer o que viria a ser o Castelo de Windsor.

A primeira construção seguia o modelo normando clássico de motte and bailey: um monte artificial de terra (a motte) coroado por uma torre de madeira, cercado por pátios murados (os baileys). Sua função era puramente militar e defensiva. O castelo foi pensado para vigiar o acesso fluvial a Londres e servir de refúgio e base de operações da nova nobreza normanda numa terra recém-conquistada e ainda não totalmente pacificada.

A escolha do local foi tão acertada que o castelo nunca deixou de ser usado. O nome 'Windsor' vem do antigo povoado saxão de Windlesora (interpretado como 'margem do cabrestante' ou 'margem com cais'), situado um pouco mais ao sul, onde hoje fica Old Windsor. Quando o castelo e o núcleo urbano cresceram ao lado da fortaleza, essa nova povoação passou a se chamar New Windsor, enquanto a aldeia original manteve o nome de Old Windsor. Assim, sobre aquela primitiva fortaleza de madeira do século XI está o castelo habitado mais antigo do mundo.

O anel de castelos ao redor de Londres
Os historiadores concordam que Guilherme, o Conquistador, escolheu o local de Windsor como parte de um sistema de fortalezas erguidas ao redor de Londres, a aproximadamente um dia de marcha umas das outras, para controlar os acessos à capital. A localização sobre o Tâmisa combinava valor defensivo e proximidade de bons terrenos de caça.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Windsor_Castle
A origem do nome 'Windsor'
O nome vem do inglês antigo 'Windlesora' ou 'Windles-ore', ligado a um povoado saxão à beira do rio. As traduções variam ('margem com cabrestante', 'margem com atracadouro ou cais'), então é melhor considerá-las aproximações etimológicas.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Windsor,_Berkshire

De fortaleza a palácio real: Henrique II, Eduardo III e a Ordem da Jarreteira

Durante os séculos XII e XIII, os reis ingleses foram transformando a fortaleza de madeira num castelo de pedra. Henrique II, no fim do século XII, reconstruiu as muralhas em pedra e ergueu sobre a motte central a Torre Redonda (Round Tower), que continua sendo o coração e a imagem mais conhecida do castelo. O conjunto ficou organizado em três grandes pátios ou 'wards' (superior, médio e inferior), que até hoje estruturam a visita. O castelo resistiu a cercos, como o dos barões rebeldes durante o reinado do rei João, na época da Magna Carta (1215).

O grande salto de fortaleza para residência palaciana veio com Eduardo III, no século XIV. Nascido no próprio castelo, esse monarca empreendeu uma das obras mais caras da Inglaterra medieval, transformando Windsor num suntuoso palácio gótico digno da corte. Mas sua contribuição mais duradoura foi de outra natureza: em 1348, fundou ali a Ordem da Jarreteira (Order of the Garter), a ordem de cavalaria mais antiga e prestigiosa do Reino Unido, inspirada nas lendas do rei Artur e dos cavaleiros da Távola Redonda.

A Ordem da Jarreteira, com seu famoso lema em francês 'Honi soit qui mal y pense' ('Envergonhado seja quem pensar mal disso'), ligou para sempre o castelo à cavalaria e ao esplendor da coroa. Windsor virou palco de torneios, cerimônias e celebrações reais. Mais tarde, Eduardo IV iniciaria a construção da magnífica Capela de São Jorge, sede espiritual da ordem, concluída por seus sucessores já em pleno gótico perpendicular: um dos pontos altos da arquitetura inglesa.

A fundação da Ordem da Jarreteira (1348)
A tradição situa a fundação da Ordem da Jarreteira em 1348, por Eduardo III. A lenda sobre a origem do nome — a liga (garter) caída de uma dama que o rei recolheu, pronunciando a frase que virou lema — é muito popular, mas sua veracidade histórica é discutida; os historiadores a consideram provavelmente apócrifa.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Order_of_the_Garter
O reinado mais caro da Idade Média inglesa
As obras de Eduardo III para transformar Windsor num palácio gótico estão entre os projetos de construção mais caros de toda a Inglaterra medieval, o que mostra a importância simbólica que a coroa dava ao castelo como sede da cavalaria.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Windsor_Castle

Guerra civil, a execução de um rei e a reconstrução barroca

O século XVII trouxe a Windsor episódios dramáticos da história britânica. Durante a guerra civil inglesa (1642-1651), que opôs os partidários do rei aos do Parlamento, o castelo foi tomado pelas forças parlamentares e usado como quartel-general e também como prisão. O próprio rei Carlos I ficou confinado em Windsor antes de seu julgamento e, depois de sua execução em 1649, seu corpo foi levado em segredo e sepultado na Capela de São Jorge, sem a pompa que caberia a um monarca.

Com a restauração da monarquia em 1660, o rei Carlos II quis devolver a Windsor seu esplendor e rivalizar com os grandes palácios europeus, especialmente com o Versalhes de Luís XIV. Encomendou uma ambiciosa reforma dos apartamentos de Estado em estilo barroco, com tetos pintados por artistas como Antonio Verrio e entalhes do célebre Grinling Gibbons. Também traçou o majestoso Long Walk, a avenida arborizada de quase cinco quilômetros que se estende do castelo até o Great Park, concebida como uma grande perspectiva cerimonial.

Nos séculos seguintes, o castelo continuou evoluindo. Jorge III e, sobretudo, Jorge IV, no início do século XIX, encomendaram ao arquiteto Jeffry Wyatville uma transformação profunda que deu ao castelo boa parte de seu aspecto romântico e 'medievalizante' atual: a Torre Redonda foi elevada para ficar mais imponente, as fachadas foram unificadas e reforçou-se essa imagem de castelo de conto de fadas que hoje domina a cidade. Windsor passava assim de fortaleza medieval e palácio barroco a símbolo monumental da monarquia britânica.

Windsor na guerra civil inglesa
Durante a guerra civil, Windsor serviu de quartel e prisão parlamentar. Carlos I ficou preso ali e foi enterrado na Capela de São Jorge depois de sua execução em 1649. Os detalhes do enterro, feito de forma discreta e sem cerimônia oficial, aparecem documentados nas crônicas da época.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Windsor_Castle
A reforma romântica de Wyatville
A reconstrução dirigida por Jeffry Wyatville sob Jorge IV (década de 1820) buscou dar ao castelo uma imagem mais alta, uniforme e pitoresca, de acordo com o gosto romântico pelo medieval. A essa intervenção se deve em grande parte a silhueta atual, incluindo a altura aumentada da Torre Redonda.
Fonte: https://www.rct.uk/visit/windsor-castle

A rainha Vitória e Windsor como lar real (século XIX)

Se houve um reinado que ligou emocionalmente a monarquia a Windsor, foi o da rainha Vitória (1837-1901). Ao lado do marido, o príncipe Alberto, Vitória transformou o castelo num de seus lares preferidos, onde passava longas temporadas e recebia as grandes personalidades da época. Windsor foi palco da vida familiar do casal real e da educação de seus muitos filhos, num momento em que a monarquia britânica reforçava sua imagem como modelo de vida familiar.

A morte do príncipe Alberto, em 1861, marcou profundamente esse vínculo. Arrasada pela perda, Vitória entrou num luto rigoroso e prolongado que a manteve afastada da vida pública por anos, boa parte deles recolhida em Windsor, o que lhe rendeu o apelido de 'a viúva de Windsor'. Em homenagem ao marido, foram erguidos na região monumentos como o Royal Mausoleum de Frogmore, nos terrenos do castelo, onde os dois estão enterrados juntos.

Durante a era vitoriana, além disso, a chegada da ferrovia aproximou Windsor de Londres e do resto do país: em 1849 foram inauguradas as linhas que ligavam a cidade à capital, o que facilitou tanto os deslocamentos da corte quanto, com o tempo, a chegada de visitantes. Windsor se consolidou assim, já no século XIX, como residência real emblemática e como destino turístico, uma dupla condição que mantém até hoje.

'A viúva de Windsor'
Depois da morte do príncipe Alberto em 1861, a rainha Vitória se afastou por muito tempo da vida pública e passou longos períodos em Windsor, daí o apelido de 'a viúva de Windsor'. Seu luto prolongado é um episódio amplamente documentado do reinado vitoriano.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Queen_Victoria

O nascimento da Casa de Windsor (1917) e o século XX

Um dos episódios mais curiosos e reveladores da história de Windsor aconteceu em plena Primeira Guerra Mundial. A família real britânica pertencia, pela linha paterna, à dinastia de Saxe-Coburgo-Gota, de clara origem alemã. Em meio à guerra contra a Alemanha, esse sobrenome germânico era politicamente insustentável e alimentava um sentimento antimonárquico. Por isso, em 1917, o rei Jorge V decidiu mudar o nome da Casa real e adotar um inequivocamente inglês: pegou o do castelo mais emblemático da coroa e proclamou o nascimento da Casa de Windsor.

Desde então, 'Windsor' não designa apenas a cidade e o castelo, mas a própria dinastia reinante no Reino Unido. É um dos poucos casos em que uma cidade deu nome a toda uma casa real. Ao longo do século XX, o castelo continuou sendo residência e refúgio: durante a Segunda Guerra Mundial, as então princesas Elizabeth e Margaret passaram boa parte do conflito em Windsor, a salvo dos bombardeios sobre Londres.

O século XX também trouxe um episódio dramático: em 20 de novembro de 1992, um grande incêndio devastou parte do castelo, danificando seriamente várias salas históricas. A restauração, que durou cinco anos e terminou em 1997, foi uma obra gigantesca que devolveu o esplendor aos apartamentos atingidos. Já no século XXI, Windsor foi palco de casamentos reais de enorme repercussão, como o do príncipe Harry com Meghan Markle na Capela de São Jorge em 2018, e virou local de descanso da rainha Elizabeth II, falecida em 2022, que repousa junto à família na mesma capela. Quase mil anos depois de Guilherme, o Conquistador, Windsor continua sendo o coração vivo da monarquia britânica.

A mudança de nome da dinastia em 1917
Em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, Jorge V trocou o nome da casa real de Saxe-Coburgo-Gota por Windsor, tirado do castelo, para eliminar as conotações alemãs em plena guerra contra a Alemanha. É a origem do nome atual da dinastia britânica.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/House_of_Windsor
O incêndio de 1992 e a restauração
O incêndio de 20 de novembro de 1992 danificou gravemente uma parte do castelo. A restauração se estendeu até 1997 e reabriu debates públicos sobre quem deveria pagar as obras, o que levou à abertura ao público dos State Apartments do Palácio de Buckingham para arrecadar fundos.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Windsor_Castle

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (EN) — «Windsor Castle»: https://en.wikipedia.org/wiki/Windsor_Castle
  • Wikipedia (ES) — «Castillo de Windsor»: https://es.wikipedia.org/wiki/Castillo_de_Windsor
  • Wikipedia (EN) — «Windsor, Berkshire»: https://en.wikipedia.org/wiki/Windsor,_Berkshire
  • Wikipedia (EN) — «Order of the Garter»: https://en.wikipedia.org/wiki/Order_of_the_Garter
  • Wikipedia (EN) — «House of Windsor»: https://en.wikipedia.org/wiki/House_of_Windsor
  • Wikipedia (EN) — «Queen Victoria»: https://en.wikipedia.org/wiki/Queen_Victoria
  • Royal Collection Trust — «Windsor Castle» (oficial): https://www.rct.uk/visit/windsor-castle
  • VisitBritain — «Windsor»: https://www.visitbritain.com/en/destinations/windsor

❓ Perguntas frequentes

Vale a pena ir a Windsor num bate e volta saindo de Londres?+
Com certeza. Windsor é um dos bate e voltas mais populares e completos saindo de Londres: fica a pouco mais de meia hora de trem, o castelo é espetacular e a cidade é linda e fácil de percorrer a pé. Com meio dia dá para ver o essencial, e com um dia inteiro dá para incluir o Great Park, Eton e um passeio de barco. Muitas excursões organizadas combinam Windsor com Stonehenge e Bath.
Como chego a Windsor saindo de Londres?+
Há dois trens principais. De London Waterloo, a South Western Railway vai direto até a estação Windsor & Eton Riverside (cerca de 55 minutos, a partir de £12-16 com antecedência). De London Paddington, a Great Western Railway chega a Windsor & Eton Central com uma baldeação em Slough (uns 30-40 minutos no total, a partir de £10-14 com antecedência). As duas estações ficam bem no centro, a poucos passos do castelo. De carro, chega-se pela M4 ou pela M3 em cerca de uma hora.
Quanto custa e como se compra o ingresso para o castelo?+
Em 2026, o ingresso para o Castelo de Windsor custa £32 por adulto comprado com antecedência no site oficial do Royal Collection Trust (rct.uk), ou £36 se comprado no mesmo dia na bilheteria. Menores de 18 anos pagam £16 (antecipado) ou £18 (na porta), e menores de 5 anos não pagam. Inclui os State Apartments, a Casa de Bonecas da Rainha Mary, a Capela de São Jorge e um audioguia. É importante conferir se o castelo estará aberto no dia, já que às vezes ele fecha por eventos oficiais, e verificar a tarifa vigente na época da viagem.
Quando acontece a troca da guarda em Windsor?+
A troca da guarda acontece vários dias por semana, mas o calendário é variável e depende da época do ano e do clima (pode ser cancelada por chuva). Costuma começar no meio da manhã. É fundamental consultar a programação atualizada no site oficial antes de ir. Dá para assistir de graça da rua, e quem tem ingresso para o castelo vê de dentro, com uma perspectiva melhor.
Dá para visitar o Eton College?+
O acesso turístico ao interior do Eton College é bem limitado e depende do calendário escolar: durante boa parte do ano não é possível visitá-lo por dentro. Em certas datas são oferecidas visitas guiadas pagas (aprox. £10-15), que é preciso verificar no site oficial do colégio. De qualquer forma, passear pela vila de Eton e admirar a arquitetura por fora é gratuito e muito recomendável; chega-se atravessando a pé a ponte sobre o Tâmisa.
Quantas horas preciso para conhecer Windsor?+
Para o castelo, vale reservar entre 2 e 3 horas. Com meio dia dá para ver o castelo e dar uma volta pela cidade. Com um dia inteiro dá para incluir o Long Walk e o Great Park, uma visita a Eton, um passeio de barco pelo Tâmisa e tempo para comer com calma. Se você estiver viajando com crianças e quiser ir à Legoland, isso ocupa outro dia inteiro à parte.
Windsor é bom para viajar com crianças?+
Muito bom. Além do castelo (com audioguia adaptado e a fascinante Casa de Bonecas), a Legoland Windsor fica a poucos quilômetros: é um dos melhores parques temáticos do Reino Unido para crianças, com ingressos a partir de £34-36 comprando online com antecedência. O Windsor Great Park é ideal para correr e fazer piquenique, e o passeio de barco pelo Tâmisa (a partir de £11,90) costuma encantar os pequenos. É um destino muito familiar.

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