🔴 Já abriu
A cota da Nova Zelândia para o Brasil já abriu. São 300 vagas por ordem de chegada e esgotam rápido: se você ainda não aplicou, entre agora no site oficial.
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As nove seções reais, em português, sem enviar nada. O que trava na hora não é não saber: é nunca ter visto a tela.
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⚠️ Informação sensível — confira sempre na fonte oficial
Requisitos, cotas, valores e datas de visto mudam com frequência. Cada dado desta página foi verificado contra a fonte oficial em setembro de 2026 e é reverificado periodicamente, mas antes de começar qualquer trâmite confirme nos links oficiais (embaixada, consulado ou ministério) que estão nesta página. O viajacongus.com não gerencia vistos nem substitui a informação oficial.
ABRE EM DIA E HORA MARCADOS
7 de outubro de 2026, 18:00 (horário de Brasília) — 8 de outubro, 10:00 NZDT
O Working Holiday Visa da Nova Zelândia é a autorização de férias e trabalho que a Immigration New Zealand (INZ) concede dentro de um acordo bilateral. Com o passaporte brasileiro, o esquema que vale para você é o Brazil Working Holiday Visa: viver até 12 meses no país, trabalhar em empregos temporários para financiar a viagem, estudar ou se capacitar por até 6 meses e entrar e sair do país quantas vezes quiser enquanto o visto estiver válido.
O trâmite é 100% online e em inglês, feito do Brasil por uma conta de serviços online da Immigration New Zealand (com verificação RealMe). Não é preciso ter oferta de emprego nem passar pelo consulado: você preenche o formulário, sobe os documentos, paga a taxa e espera a decisão.
O ponto crítico é a cota. São 300 vistos por ano para brasileiros, por ordem de chegada, e eles abrem em dia e hora marcados: 7 de outubro de 2026 às 18:00 no horário de Brasília, que é a abertura das 10:00 NZDT do dia 8 anunciada pela página oficial. Esgotam muito rápido. Por isso a conta precisa estar criada, os documentos digitalizados e o cartão na mão antes da hora.
Pule para o que você procura
📋 De olho nos números
Programa
Brazil Working Holiday Visa — Programa de Férias-Trabalho Brasil–Nova Zelândia
Idade
18 a 30 anos na hora de se inscrever. O Brasil NÃO tem a idade ampliada até 35 anos que Argentina, Chile e Uruguai têm (verificado em setembro de 2026)
Cota anual (Brasil)
300 vistos por ano, por ordem de chegada. Uma única abertura: 7 de outubro de 2026 às 18:00 (horário de Brasília), ou 8 de outubro às 10:00 NZDT na página oficial
Duração
Até 12 meses a partir da entrada no país. Não é reagendável nem cancelável: se você não entrar na Nova Zelândia dentro de 12 meses da emissão, o visto se perde. Prorrogar, por outro lado, dá: quem faz 3 meses de trabalho sazonal em horticultura ou viticultura dentro da Nova Zelândia pode pedir a Working Holiday Extension Work Visa e somar 3 meses (verificado na página oficial em 2 de outubro de 2026)
Comprovação de recursos
NZD 4.200 comprovados para as despesas de manutenção, MAIS a passagem de saída ou dinheiro suficiente para comprá-la: são duas coisas separadas
Custo do visto
A partir de NZD 770 (verificado em julho de 2026). A nossa ficha do esquema detalha a composição desse valor em taxa de NZD 215 + Immigration Levy de NZD 455 + International Visitor Conservation and Tourism Levy (IVL) de NZD 100, tarifas em vigor desde 1º/10/2024 (verificado em setembro de 2026)
Onde se faz
100% online, do Brasil, no site da Immigration New Zealand (conta com RealMe)
Idioma do trâmite
O formulário é preenchido em inglês. Não pedem certificado de idioma
Seguro-viagem
Obrigatório: cobertura médica integral por todo o período da estadia, com internação hospitalar
Limite por empregador
Até 3 meses com o mesmo empregador — argentinos e chilenos têm 6. Emprego permanente não é permitido
O detalhe de cada dado
Cota anual
300 vistos por ano
Comprovação de recursos
No mínimo NZD 4.200 para as despesas de manutenção, somados ao dinheiro da passagem de saída
Seguro-viagem
Seguro-viagem médico integral obrigatório por todo o período da estadia («full medical insurance»)
Idioma
Não exige certificado de idioma, mas a inscrição é feita em inglês
Quando abre
Abre às 10:00 (NZDT) de 8 de outubro de 2026, que em horário de Brasília é 7 de outubro às 18:00. Fica aberto até preencher as 300 vagas, que vão embora muito rápido
Taxa
A partir de NZD 770 (verificado em julho de 2026)
Duração do visto
Até 12 meses, sem prorrogação
✅ Requisitos
Idade
Ter de 18 a 30 anos na hora de apresentar o pedido. O Brasil não tem a idade ampliada até 35 anos que Argentina, Chile e Uruguai têm.
Cidadania e passaporte brasileiro
Ser cidadão da República Federativa do Brasil, com passaporte brasileiro válido. O visto fica vinculado a esse passaporte, e a nossa ficha do esquema recomenda que ele continue válido por pelo menos 3 meses depois do vencimento do visto.
Nunca ter tido esse visto antes
Não dá para aplicar se a Immigration New Zealand já concedeu a você um working holiday visa da Nova Zelândia, mesmo que você não tenha usado. É uma vez na vida.
Comprovação de recursos
Comprovar no mínimo NZD 4.200 para as despesas de vida durante a estadia. Comprova-se com extratos bancários, faturas de cartão, ordens de pagamento bancárias ou traveller's cheques.
Seguro-viagem por toda a estadia
Ter contratado um seguro médico integral que cubra todo o período da estadia, inclusive internação hospitalar. A INZ pode pedir o certificado da apólice ou a carta de aprovação da seguradora.
Passagem de saída ou dinheiro para comprá-la
Ter a passagem de volta ou dinheiro suficiente para comprá-la, além dos recursos de manutenção. Prova-se com a reserva da passagem ou com extratos bancários e de cartão.
Intenção genuína e plano de saída
Ter intenção genuína de visitar a Nova Zelândia e planos de ir embora quando a estadia terminar.
Boa saúde
Estar em bom estado de saúde. A INZ pode pedir radiografia de tórax, exame médico ou os dois como prova; o laudo precisa ter menos de 3 meses.
Bons antecedentes (good character)
Ser de bom caráter. Dependendo das suas respostas, a INZ pode pedir certidões de antecedentes criminais emitidas há menos de 6 meses. Uma condenação criminal ou ser considerado risco de segurança pode impedir o visto.
📅 Cotas e datas
São 300 vistos por ano para brasileiros e eles abrem em dia e hora exatos: 8 de outubro de 2026 às 10:00 NZDT, que no horário de Brasília é 7 de outubro às 18:00. Essa diferença de um dia é a que faz gente perder vaga: a data publicada pela Immigration New Zealand está sempre no fuso dela, nunca no seu, então converta antes de colocar na agenda. A distribuição é por ordem de chegada — quem preenche e paga primeiro, entra — e as inscrições ficam abertas até preencher as 300 vagas, que vão embora muito rápido. Quando a cota esgota, só resta esperar a próxima abertura anual. É por isso que chegar com a conta criada, todos os documentos digitalizados e o meio de pagamento à mão não é exagero: é a diferença entre entrar e não entrar. Uma precisão importante: o aviso de visto fechado que a Immigration New Zealand exibia em 1º de outubro de 2026 («This visa is closed for 2026») é do esquema argentino, que abriu e esgotou em setembro. Não é o do Brasil.
📄 Documentação
Passaporte brasileiro válido (página de dados e foto). A nossa ficha do esquema recomenda validade de pelo menos 3 meses depois do vencimento previsto do visto.
Comprovação de recursos de NZD 4.200 ou mais: extratos bancários, faturas de cartão de crédito, ordens de pagamento bancárias ou traveller's cheques.
Certificado do seguro médico integral (ou carta de aprovação da seguradora) cobrindo toda a estadia, com internação.
Reserva da passagem de saída ou comprovação de dinheiro suficiente para comprá-la.
Foto digital tipo passaporte, nas especificações da INZ.
Conta online da Immigration New Zealand criada com antecedência, e um e-mail que você olhe todos os dias.
Cartão de crédito ou débito internacional para pagar a taxa (a partir de NZD 770).
Se a INZ pedir: radiografia de tórax e/ou exame médico (menos de 3 meses) e certidão de antecedentes criminais (menos de 6 meses).
🧭 Como é o processo
1
Prepare tudo antes da abertura
Semanas antes de 7 de outubro, deixe prontos passaporte, comprovação de recursos (NZD 4.200), seguro-viagem e um cartão internacional. Digitalize tudo em PDF ou imagem legível. A cota esgota rápido: essa preparação é o que define se você entra.
2
Crie a sua conta na Immigration New Zealand
Entre no site da INZ e crie uma conta de serviços online com verificação RealMe. Confirme o e-mail. Faça isso dias antes: no dia da abertura você não quer estar se cadastrando.
3
Espere a abertura da cota
A abertura é às 18:00 de 7 de outubro de 2026 no horário de Brasília (10:00 NZDT do dia 8). Entre alguns minutos antes, já logado, com tudo carregado e pronto para preencher.
4
Inicie o pedido do esquema do Brasil
Dentro da sua conta, escolha o esquema de working holiday do Brasil e inicie um novo pedido. Confira que é o do Brasil e não o de outro país: cada nacionalidade tem a sua própria cota e o seu próprio formulário.
5
Preencha o formulário
Dados pessoais, passaporte e as perguntas de saúde e de caráter. Salve com frequência. Confira que nome e número de passaporte estejam exatamente como no documento.
6
Suba a documentação
Anexe a comprovação de recursos, o certificado do seguro e a foto. Se a INZ exigir, acrescente radiografia ou exame médico e antecedentes criminais.
7
Pague a taxa (a partir de NZD 770)
Pague com cartão internacional. O pedido só fica oficialmente apresentado dentro da cota quando o pagamento é confirmado. Sem pagamento não há vaga reservada.
8
Espere a decisão e viaje
A decisão chega por e-mail e fica na sua conta. Com o visto aprovado (eletrônico, vinculado ao passaporte), você tem até 12 meses de estadia a contar da entrada no país — e precisa entrar dentro de 12 meses da emissão, ou o visto caduca.
💵 Quanto custa
| Conceito | Valor (verificado) |
|---|
| Taxa do visto (working holiday) | A partir de NZD 770 (verificado em julho de 2026), já com o IVL de NZD 100 incluído |
| International Visitor Conservation and Tourism Levy (IVL) | NZD 100 (verificado em julho de 2026). Quem pede a working holiday paga, junto com o pedido, e esse valor já está dentro dos NZD 770 |
| Seguro-viagem médico (12 meses, com internação) | Variável, conforme cobertura e idade |
| Exame médico ou radiografia de tórax (se pedirem) | Variável, em clínica autorizada |
| Certidão de antecedentes criminais (se pedirem) | Variável, conforme o trâmite e as legalizações |
| Traduções para o inglês (se exigidas) | Variável, tradutor público |
⏱️ Quanto demora
O trâmite é 100% online. Aqui o corpus não é unívoco e os dois números ficam registrados: a ficha do esquema brasileiro diz que 80% dos pedidos se resolve em 3 semanas, e a ficha geral do programa diz que a Immigration New Zealand resolve 80% dos pedidos em até 2 semanas. O prazo real varia com o volume de pedidos e com a eventual exigência de documento extra (exame médico ou antecedentes). Aprovado, o visto é eletrônico e dá até 12 meses de estadia a contar da sua entrada na Nova Zelândia.
🧬 Biometria e entrevista
Não há entrevista consular obrigatória nem atendimento presencial: o visto se resolve 100% online. Em alguns casos a INZ pode pedir radiografia de tórax e/ou exame médico em clínica autorizada, e certidão de antecedentes criminais; se for o caso, avisam por e-mail e pela sua conta. Não se faz por VFS nem no consulado.
🩺 Seguro médico
O seguro médico é obrigatório: cobertura integral por todo o período da estadia, com internação hospitalar. A Immigration New Zealand pode exigir a prova de que você está coberto, com o certificado da apólice ou uma carta de aprovação da seguradora. Sem seguro por toda a estadia, o visto pode ser negado.
💼 O que o visto deixa você fazer
Com o visto você pode trabalhar em empregos temporários durante os 12 meses para financiar a viagem, com contrato de trabalho ou de serviços, para qualquer empregador — mas no máximo 3 meses com o mesmo empregador, limite próprio do esquema brasileiro (argentinos e chilenos têm 6 meses). Emprego permanente não é permitido. Estudar ou se capacitar, até 6 meses no total durante a vigência do visto. Entrar e sair do país, quantas vezes quiser enquanto ele estiver válido.
🔁 Working Holiday Extension Work Visa: os 3 meses a mais
Sim, o brasileiro pode. Verificado na página oficial em 2 de outubro de 2026: a lista de «Who can apply» da Working Holiday Extension Work Visa não restringe nacionalidade — pede estar na Nova Zelândia com uma working holiday em vigor, ter feito pelo menos 3 meses de trabalho sazonal em horticultura ou viticultura e nunca ter tido essa extensão antes. E a própria página do Brazil Working Holiday Visa manda para cá na seção «Staying longer». O que não dá é adiar ou cancelar o visto original: se você não entrar na Nova Zelândia dentro de 12 meses da emissão, ele se perde.
A working holiday da Nova Zelândia NÃO se renova nem dá um segundo ano como a da Austrália: é uma vez na vida e por até 12 meses. Mas existe uma exceção que pouca gente conhece e que pode somar três meses: a Working Holiday Extension Work Visa. Quem, estando no país, completa pelo menos 3 meses de trabalho sazonal em horticultura ou viticultura — plantar, manter, colher ou embalar cultivos — pode pedir para ficar 3 meses a mais nas mesmas condições do visto original. Não contam o trabalho em viveiros nem o processamento ou a manufatura de alimentos.
3 meses de trabalho sazonal
Horticultura ou viticultura: plantar, manter, colher ou embalar cultivos. O trabalho não precisa ser contínuo nem com o mesmo empregador.
Como se comprova
Com cartas do empregador, payslips e registros tributários. Guarde tudo desde o primeiro dia de colheita.
Uma única vez
A extensão é concedida uma só vez por pessoa.
Saúde, caráter, recursos e plano de saída
Também pedem boa saúde e bons antecedentes, recursos suficientes e intenção genuína de ir embora no vencimento.
Seguro-viagem
Um detalhe que o site esclarece: o seguro médico só é exigido para a extensão se ele era requisito da sua working holiday original.
A partir de NZD 800. A Immigration New Zealand resolve 80% dos casos em até 2 semanas (verificado em 1º de outubro de 2026).
Passados esses 3 meses, para continuar no país é preciso mudar de categoria de visto — de trabalho com empregador credenciado, de estudo ou de parceiro — cumprindo os requisitos próprios de cada uma.
💡 Conselhos
- Prepare-se para a abertura de outubro: crie a conta com RealMe e digitalize toda a documentação com semanas de antecedência.
- No dia da abertura, entre logado alguns minutos antes, com tudo carregado e o cartão à mão: as 300 vagas são por ordem de chegada e esgotam rápido.
- Coloque o alarme na hora exata do SEU fuso. Pela diferença de horário, a abertura cai na véspera da data que a página oficial anuncia.
- Tenha internet boa e, se possível, um segundo aparelho de reserva, caso o site trave com a demanda.
- Confira a validade do passaporte: a nossa ficha do esquema recomenda que ele ultrapasse em pelo menos 3 meses o vencimento do visto.
- Contrate um seguro que cubra toda a estadia com internação e deixe o certificado pronto para subir.
- Olhe o e-mail todos os dias depois de aplicar: se a INZ pedir exame médico ou antecedentes, há prazo.
- Não compre passagem definitiva antes de ter o visto aprovado.
- Peça o número de IRD na primeira semana e entregue o formulário IR330 no primeiro dia de cada trabalho: sem isso a retenção é de 45% do salário (a no-notification rate) e recuperar esse dinheiro pode levar meses.
- Planeje o ano pelo calendário das colheitas: kiwi em Bay of Plenty de março a junho, maçã em Hawke's Bay e Nelson de fevereiro a maio, uva em Marlborough e Central Otago de fevereiro a abril, poda de videira no inverno e esqui em Queenstown e Wanaka de junho a outubro. Quem se move com esse calendário não fica sem trabalho.
- Lembre-se do limite de 3 meses com o mesmo empregador: ele muda a forma de planejar o ano, porque obriga a trocar de trabalho mais vezes do que um argentino ou um chileno.
❓ Perguntas frequentes
Quantos anos preciso ter para aplicar?
De 18 a 30 anos na hora de apresentar o pedido. Atenção: o Brasil não tem a idade ampliada até 35 anos que Argentina, Chile e Uruguai têm.
Quantos vistos existem e quando abrem?
São 300 vistos por ano para brasileiros. A abertura é às 10:00 NZDT de 8 de outubro de 2026, que no horário de Brasília é 7 de outubro às 18:00, e as vagas vão por ordem de chegada — esgotam muito rápido.
Quanto dinheiro tenho que comprovar?
No mínimo NZD 4.200 para as suas despesas de vida, mais a passagem de saída ou dinheiro para comprá-la. Comprova-se com extratos bancários ou faturas de cartão.
Quanto custa o visto?
A partir de NZD 770 (verificado em julho de 2026), pagos online com cartão internacional na hora de apresentar o pedido.
Preciso de seguro-viagem?
Sim, é obrigatório. Cobertura médica integral por toda a estadia, com internação, e a INZ pode pedir o certificado ou uma carta da seguradora.
Preciso de certificado de inglês?
Não pedem certificado de idioma. Mas a inscrição inteira é em inglês, do formulário às perguntas de saúde e caráter.
Quanto tempo posso ficar com o mesmo empregador?
Até 3 meses. É um limite próprio do esquema brasileiro: argentinos e chilenos podem ficar 6 meses com o mesmo empregador. Emprego permanente não é permitido, e estudar dá até 6 meses.
O visto pode ser prorrogado ou um segundo ano?
Segundo ano como o da Austrália, não existe: a working holiday da Nova Zelândia é uma vez na vida. Mas prorrogar, dá. A Working Holiday Extension Work Visa soma 3 meses a quem já fez, dentro da Nova Zelândia, pelo menos 3 meses de trabalho sazonal em horticultura ou viticultura. Verificado na página oficial em 2 de outubro de 2026: a lista de quem pode pedir não exige nacionalidade nenhuma — pede estar na Nova Zelândia com uma working holiday em vigor, ter feito os 3 meses de trabalho sazonal e nunca ter tido essa extensão antes. A própria página brasileira da Immigration New Zealand manda para ela na seção «Staying longer». O que NÃO existe é adiar ou cancelar o visto: se você não entrar no país dentro de 12 meses da emissão, ele se perde. Veja a nossa página da extensão.
O trâmite tem entrevista ou preciso ir ao consulado?
Não. É 100% online, em inglês, com conta da Immigration New Zealand e verificação RealMe. Em alguns casos podem pedir radiografia, exame médico ou antecedentes, e avisam por e-mail.
O que é o número de IRD e o que acontece se eu começar a trabalhar sem ele?
O IRD number é a sua identificação tributária na Inland Revenue. Pede-se de graça e online no myIR (ird.govt.nz) logo que você chega, com o passaporte, o número do pedido na Immigration New Zealand e, em geral, uma conta bancária neozelandesa; costuma sair em poucos dias e chegar pelo correio dentro de 10 dias úteis. Se você começar a trabalhar sem entregar ao empregador o formulário IR330 preenchido com o seu IRD number, a lei obriga o empregador a reter a no-notification rate de 45% mais a contribuição do ACC. Esse dinheiro volta depois, mas pode demorar meses: é o erro mais caro de quem acaba de chegar.
Posso entrar no KiwiSaver com o working holiday?
Não pode, e por isso também não vale planejar com isso. O KiwiSaver é o sistema de poupança previdenciária da Nova Zelândia e só aceita cidadãos neozelandeses ou australianos e quem está habilitado a viver no país por tempo indeterminado: quem tem visto temporário de trabalho, de estudo ou de turismo não é elegível. Se um empregador inscrever você por engano, avise ele e avise a IRD para devolverem o descontado.
O que é o ACC e ele me cobre se eu me machucar?
O ACC (Accident Compensation Corporation) é o sistema estatal sem culpa que cobre acidentes de todas as pessoas que estejam na Nova Zelândia, inclusive turistas e trabalhadores temporários: se você cai esquiando, se machuca no trabalho ou sofre uma batida, o ACC financia tratamento e reabilitação sem discutir de quem foi a culpa, e se você estava trabalhando e declarando pode pagar até 80% da sua renda durante a recuperação. A contrapartida é que lá praticamente não se processa ninguém por lesão pessoal. O limite que importa: o ACC cobre acidentes, NÃO doenças, e também não paga a sua volta ao Brasil nem o tratamento depois que você volta. Por isso o seguro médico privado continua obrigatório e indispensável.
Quanto se ganha e quanto sobra na mão?
O salário mínimo adulto é de NZD 23,95 por hora desde 1º de abril de 2026 (verificado em julho de 2026) e a maioria dos trabalhos de working holiday paga entre NZD 24 e 30 por hora. Para dimensionar: com 38 horas semanais a NZD 25 dão cerca de NZD 950 brutos por semana e, depois do PAYE e da contribuição ao ACC (1,75% da renda tributável em 2026/27), sobram uns NZD 790 a 800 líquidos. Paga-se semanal ou quinzenal, por transferência e sempre em atraso: entre começar e receber o primeiro salário de verdade podem passar duas ou três semanas. Coloque isso no orçamento.
Quanto custa alugar e o que é o bond?
Na Nova Zelândia se aluga um quarto em casa compartilhada (flat) e o aluguel é anunciado e pago POR SEMANA: NZD 250 a 350 semanais em Auckland e Wellington, NZD 200 a 280 em Christchurch e NZD 350 a 500 em Queenstown (verificado em julho de 2026). O bond é o depósito de garantia: por lei o máximo é de 4 semanas de aluguel e o proprietário é obrigado a depositar o valor no Tenancy Services, não a guardar para si; devolvem no fim se não houver danos nem dívidas. Além disso, não podem exigir mais de 2 semanas de aluguel adiantado. Entre bond e adiantamento, entrar numa casa custa de uma vez o equivalente a umas 6 semanas.
É verdade que em Queenstown é mais difícil achar casa do que trabalho?
Sim, e é o aviso mais repetido por quem já passou por lá. Queenstown vive uma crise habitacional séria: aluguel altíssimo, vacância quase nula, trabalhadores de temporada dormindo em carros ou em camping e casas ocupadas por muito mais gente do que deveriam. Trabalho em hospitality e turismo você acha rápido; quarto, não necessariamente. A estratégia que funciona é procurar primeiro um empregador que ofereça staff accommodation (hotéis, lodges e estações de esqui fazem isso e descontam do salário), chegar antes de a temporada começar — abril ou maio se o plano é o esqui — e orçar NZD 8.000 a 10.000 para o arranque, em vez dos NZD 6.000 a 8.000 que bastam em outras cidades.
Devolvem imposto quando eu for embora?
Muito provavelmente sim, porque o ano fiscal vai de 1º de abril a 31 de março e quase nenhuma working holiday coincide com esse calendário: é comum ter pago a mais. No fechamento do ano fiscal a IRD faz uma liquidação automática e deposita a diferença. Se você for embora antes, apresente a declaração individual IR3 pelo período trabalhado: dá para fazer de fora, mas é melhor deixar pronto antes de ir. Duas coisas imprescindíveis antes de embarcar: deixar no myIR uma conta bancária válida para depósito e atualizar o seu e-mail. Todo o trâmite é gratuito no ird.govt.nz; existem agências que cobram de 10% a 20% da sua devolução para fazer exatamente a mesma coisa.
📌 Letras miúdas que importam
Dois limites são próprios do esquema brasileiro: o teto de 3 meses por empregador e os 6 meses de estudo. O visto é de até 12 meses e não é reagendável nem cancelável: se você não entrar na Nova Zelândia dentro de 12 meses da emissão, perde. Prorrogar sim dá: 3 meses a mais com 3 meses de trabalho sazonal em horticultura ou viticultura (Working Holiday Extension Work Visa — a lista de quem pode pedir não restringe nacionalidade, verificado na página oficial em 2 de outubro de 2026). Taxa a partir de NZD 770 (verificado em julho de 2026).
Verificado em 1 de outubro de 2026 (guia do programa) e setembro de 2026 (ficha do passaporte brasileiro)