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Mdina
🇲🇹 Malta · O centro histórico (Mdina, Rabat)

Mdina

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📍Região
Mdina, apelidada de 'a Cidade do Silêncio' (the Silent City), é a antiga capital medieval de Malta, no centro-oeste da ilha, sobre um planalto elevado que domina boa parte do território. É uma minúscula cidade murada com apenas algumas centenas de habitantes, um conjunto quase intacto de palácios nobres, igrejas e vielas de pedra dentro de suas muralhas. Foi a capital da ilha desde a Antiguidade até que a Ordem de São João transferiu o poder para o Grand Harbour no século XVI. Junto com a vizinha Rabat, forma o grande centro histórico do interior de Malta
📌Cidade de apoio
Mdina não tem aeroporto nem estação própria: chega-se de ônibus, táxi ou carro. A base logística é Valletta, a uns 13 km, ligada por várias linhas de ônibus Tallinja que param em Rabat, bem nas portas de Mdina (a cidade murada é só para pedestres, carros de visitantes não entram). O Aeroporto Internacional de Malta (MLA) fica a uns 10 km. Rabat, colada em Mdina, concentra os estacionamentos, cafés, restaurantes e serviços. Dirige-se pela esquerda
📌Melhor época
A primavera (abril a junho) e o outono (setembro a outubro) são ideais para percorrer Mdina: clima quente e agradável, e uma luz linda sobre a pedra dourada. O verão (julho e agosto) é quente, mas Mdina, com suas vielas estreitas e sombreadas, se aguenta melhor do que outros lugares e, no fim da tarde, quando os grupos vão embora, recupera seu clima silencioso e mágico. O inverno é ameno e muito tranquilo. Qualquer época ganha muito se a visita for ao entardecer ou à noite, quando a cidade fica quase vazia
📌Dias sugeridos
Mdina se percorre em meio dia tranquilo: a Porta de Mdina, a catedral de São Paulo e seu museu, o Palazzo Falson, o mirante dos bastiões sobre toda a ilha e uma caminhada sem rumo pelas vielas. O ideal é combiná-la no mesmo dia com a vizinha Rabat (catacumbas de São Paulo, Domus Romana) e, se houver mais tempo, com as Falésias de Dingli, bem perto. Vale muito a pena ficar até o entardecer para vê-la sem multidões
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Há lugares que parecem parados no tempo, e Mdina é um deles. Empoleirada sobre um planalto no centro de Malta, esta cidade murada de apenas algumas centenas de habitantes foi durante séculos a capital da ilha, a sede da nobreza e do poder. Hoje é 'a Cidade do Silêncio': um labirinto de vielas de pedra dourada, palácios senhoriais com portões enormes, igrejas barrocas e pracinhas onde o único barulho, quando os grupos de turistas vão embora, é o eco dos próprios passos. Entrar pela sua grande porta é cruzar um limiar rumo à Idade Média.

Sua história é a da própria Malta. Aqui houve um assentamento desde a Idade do Bronze; os fenícios e os romanos a muraram e a chamaram de Melite; os árabes lhe deram seu nome atual, Mdina (de 'medina', cidade), e o traçado labiríntico que ainda conserva; e a nobreza maltesa fez dela seu bastião durante séculos. A tradição conta que aqui viveu o governador romano Públio, convertido ao cristianismo por São Paulo após seu naufrágio na ilha. Quando a Ordem de São João chegou em 1530 e transferiu o poder para o porto, Mdina ficou como a 'cidade velha' dos nobres, congelada em seu esplendor aristocrático.

Este guia percorre Mdina com um olhar prático e acolhedor: como chegar e se locomover, o que ver sem perder a catedral nem os mirantes, como aproveitar a magia do entardecer, onde comer o famoso bolo de chocolate com vista e como encadeá-la com Rabat e Dingli. Pequena, silenciosa e de uma beleza intacta —tanto que serviu de cenário para séries como Game of Thrones—, Mdina recompensa o viajante que tira um tempo para se perder por suas ruas e se deixar envolver por sua quietude.

📖 História de Mdina

Mdina é a cidade mais antiga de Malta e foi sua capital durante quase toda a sua história, até o século XVI. O lugar era habitado desde a Idade do Bronze, mas foram os fenícios que fundaram aqui uma cidade por volta do século VIII a.C., que os romanos ampliaram e chamaram de Melite, muito mais extensa do que a Mdina atual. Segundo a tradição cristã, no ano 60 d.C. o apóstolo São Paulo naufragou em Malta e converteu o governador romano Públio, considerado o primeiro bispo da ilha, no que hoje é Mdina. Com a conquista árabe no século IX, a cidade foi reduzida ao seu núcleo murado, recebeu o nome de Mdina (do árabe 'medina') e ganhou seu característico traçado labiríntico de vielas estreitas. Sob domínio normando e depois dos reinos da Sicília e de Aragão, Mdina foi a sede da nobreza e do Conselho (Università) que governava Malta, e se encheu de palácios senhoriais. Quando a Ordem de São João chegou em 1530, a nobreza lhe entregou as chaves da cidade, mas os cavaleiros preferiram se instalar junto ao Grand Harbour; depois do Grande Cerco de 1565 fundaram Valletta, e Mdina ficou relegada como a 'cidade velha'. Um forte terremoto em 1693 danificou a cidade, que foi reconstruída em parte com o esplendor barroco que hoje se admira, sobretudo na época do grão-mestre Vilhena. Despojada de poder, mas cuidada como joia histórica, conservou intacto seu caráter. A história completa está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Mdina fica em the historic centre (Mdina, Rabat)

Malta's ancient interior: the old medieval capital of Mdina, Rabat with its early Christian catacombs, and the temples and cliffs at the heart of the island.

Ler a história de The historic centre (Mdina, Rabat) →

🗺️ O que ver

Passeios que dá para reservar

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1
Catedral de São Paulo e Museu da Catedral
A catedral barroca no coração de Mdina, erguida onde, segundo a tradição, São Paulo converteu o governador Públio.
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A Catedral Metropolitana de São Paulo (St Paul's Cathedral) é o principal monumento de Mdina e a catedral-mãe de Malta. Ergue-se no lugar onde, segundo a tradição, ficava a casa de Públio, o governador romano da ilha que foi convertido ao cristianismo pelo apóstolo São Paulo após seu naufrágio no ano 60 d.C.; por isso é dedicada a ele. A catedral original medieval ficou muito danificada pelo terremoto de 1693, e a que vemos hoje foi reconstruída entre 1697 e 1702 pelo arquiteto maltês Lorenzo Gafà, num elegante estilo barroco. Sua fachada de pedra dourada, com duas torres sineiras e uma cúpula, domina a praça de São Paulo. O interior é riquíssimo: piso coberto de lápides de mármore policromado com os brasões da nobreza e do clero malteses (no estilo da Concatedral de Valletta), um teto de caixotões dourado, afrescos, retábulos e capelas. Destacam-se o afresco da abside com o naufrágio de São Paulo e as obras do pintor Mattia Preti. Ao lado da catedral, o Museu da Catedral (Cathedral Museum), instalado num palácio barroco, guarda um tesouro artístico notável: uma importante coleção de gravuras de Albrecht Dürer, pinturas, moedas, objetos litúrgicos, manuscritos e arte sacra que documentam séculos de história religiosa de Malta. Dicas: o ingresso combinado costuma incluir catedral e museu. Vista-se com respeito (ombros e joelhos cobertos), como em qualquer templo. Fica bem no centro de Mdina, impossível não achar. Combina perfeitamente com a caminhada pelas vielas e pelos mirantes dos bastiões.
ℹ️ Distância: Praça de São Paulo, centro de Mdina; a pé desde a Porta de Mdina · Melhor época: Pela manhã ou no meio da tarde; verificar fechamentos por causa das missas · Entrada: €15 aprox. ingresso combinado catedral + Museu da Catedral (fonte: Mdina Metropolitan Cathedral / metropolitanchapter.com, verificado em julho de 2026) · Duração: 1 a 1,5 hora (catedral e museu)
2
Palazzo Falson
Uma casa-palácio medieval, a segunda mais antiga de Mdina, transformada em museu com coleções de arte e objetos.
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O Palazzo Falson (também conhecido como Casa do Normando, Norman House) é um dos edifícios mais antigos e bonitos de Mdina, um palácio medieval dos séculos XIII-XV que é a segunda construção mais antiga da cidade. Sua fachada de pedra, com elegantes janelas geminadas de estilo sículo-normando, é uma das imagens clássicas de Mdina e mostra como eram as residências da nobreza maltesa na Idade Média. O palácio pertenceu a famílias aristocráticas e, no século XX, foi o lar do artista e colecionador Olof Frederick Gollcher, que o encheu de tesouros. Hoje funciona como museu (Palazzo Falson Historic House Museum) e conserva o clima de casa habitada, com mais de uma dezena de salas repletas de coleções: pinturas, móveis antigos, armas e armaduras, joias, tapetes orientais, prataria, moedas e uma biblioteca notável. Percorrê-lo é espiar a vida doméstica da elite maltesa ao longo dos séculos. Um dos grandes atrativos é o terraço na cobertura, com vista para os telhados de Mdina e o campo maltês, onde costuma funcionar um café. A visita inclui audioguia, que ajuda a entender as peças mais importantes. Dicas: é uma visita tranquila e em ambiente fechado, ideal para um dia de calor ou para complementar os grandes monumentos. Fica na rua Villegaignon, a principal de Mdina. O terraço é um bom lugar para uma pausa com vista.
ℹ️ Distância: Rua Villegaignon, centro de Mdina; a pé desde a Porta de Mdina · Melhor época: Qualquer dia; visita em ambiente fechado, boa se estiver calor · Entrada: Aprox. €10 adulto, meia-entrada disponível, com audioguia (fonte: Fondazzjoni Patrimonju Malti / palazzofalson.com, verificado em julho de 2026) · Duração: 1 a 1,5 hora
3
Mirante dos Bastiões (Bastion Square)
O terraço sobre as muralhas de Mdina com vista panorâmica de meia ilha, até Valletta e o mar.
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Um dos grandes prazeres de Mdina é olhar a paisagem do alto das suas muralhas. A cidade fica no planalto mais alto do centro de Malta, então da borda dos seus bastiões se abre uma panorâmica extraordinária que abrange boa parte da ilha. O melhor ponto é a Praça dos Bastiões (Bastion Square), no extremo nordeste da cidade murada, um terraço-mirante de onde a vista se estende sobre os campos, os vilarejos do interior, a cúpula da igreja de Mosta ao longe e, em dias claros, até Valletta e o mar no horizonte. Daqui se entende num piscar de olhos por que Mdina foi a capital: sua posição elevada fazia dela uma fortaleza natural, com controle visual sobre toda a ilha e capacidade de ver chegar qualquer ameaça. As muralhas que se percorrem são em grande parte obra da Ordem e das reformas do século XVIII. O mirante é especialmente mágico ao entardecer, quando o sol desce sobre o campo maltês e a pedra da cidade se tinge de dourado e rosa. Bem ao lado fica o Fontanella Tea Garden, um café famoso pelo seu bolo de chocolate, com mesas bem na beirada das muralhas: um dos programas clássicos de Mdina é tomar alguma coisa ali contemplando a vista. Dicas: chegue ao entardecer para pegar a melhor luz e, de quebra, ver a cidade se esvaziar dos grupos. O mirante tem acesso livre. Combine a caminhada pelas muralhas com o Fontanella ou com a vizinha Fonte de Mdina.
ℹ️ Distância: Bastion Square, extremo nordeste de Mdina, sobre as muralhas · Melhor época: Entardecer, pela luz dourada e a vista mais limpa · Entrada: Grátis (mirante de acesso livre) · Duração: 30 a 45 minutos
4
A Porta de Mdina (Vilhena Gate)
A monumental porta barroca de entrada da cidade, famosa por aparecer em Game of Thrones.
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A entrada principal de Mdina é, por si só, um monumento. A Porta de Mdina, também chamada de Porta de Vilhena ou Main Gate, é um arco triunfal barroco construído em 1724 durante o governo do grão-mestre António Manoel de Vilhena, que promoveu uma grande remodelação da cidade. A porta, decorada com relevos, brasões e esculturas alegóricas, substituiu uma entrada medieval anterior e dá um acesso solene ao recinto murado, cruzando o fosso por uma ponte de pedra. Passar sob seu arco, da esplanada externa para as vielas silenciosas do interior, é um dos momentos mais fotografados de Malta. A porta ganhou fama mundial ao aparecer como uma das locações de Porto Real na primeira temporada da série 'Game of Thrones', que usou Mdina como cenário; muitos visitantes chegam justamente por isso. Logo ao cruzá-la, chega-se à praça de São Públio e ao começo da rua Villegaignon, a artéria principal, ladeada por palácios como o Palazzo Vilhena (que abriga o Museu de História Natural) e a igreja de São Roque. A área da porta e das muralhas externas, com o fosso ajardinado (os Howard Gardens), convida a uma caminhada pelo perímetro. Dicas: é o ponto de partida natural de qualquer visita. As muralhas e a porta ficam lindas também à noite, iluminadas. Os fãs de Game of Thrones podem fazer um roteiro temático pelas locações de Mdina.
ℹ️ Distância: Entrada sul de Mdina, a partir da esplanada e do fosso; ao lado de Rabat · Melhor época: Qualquer momento; iluminada à noite é muito fotogênica · Entrada: Grátis (acesso livre à cidade; os museus são à parte) · Duração: 15 a 30 minutos (mais a caminhada pelas muralhas)
5
Mdina Dungeons e a rua Villegaignon
O museu das masmorras históricas e a artéria principal de palácios e igrejas da cidade.
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Sob o Palazzo Vilhena, ao lado da porta de Mdina, escondem-se os Mdina Dungeons (Masmorras de Mdina), um museu instalado nas autênticas masmorras subterrâneas que serviram de prisão ao longo dos séculos. O percurso, meio teatral e pensado também para o público familiar, usa cenas com figuras e ambientação para mostrar os castigos, torturas e condições de confinamento de diferentes épocas da história de Malta, da Antiguidade à Inquisição. É uma visita curiosa e evocativa que mostra outra face, mais sombria, da história da 'Cidade do Silêncio'. Além das masmorras, a melhor maneira de viver Mdina é percorrer a pé sua rua principal, a Villegaignon, que atravessa a cidade de ponta a ponta, da porta até o mirante dos bastiões. Ao longo dela se sucedem os grandes palácios da nobreza maltesa —com seus portões enormes, aldravas de bronze e brasões—, a catedral de São Paulo, o convento e a igreja dos carmelitas (com sua cúpula) e pracinhas recolhidas. Perder-se pelas vielas laterais, estreitas e na penumbra, é descobrir cantinhos, nichos com santos, lampiões e sacadas que não mudaram em séculos. Dicas: os Mdina Dungeons são um programa complementar, sobretudo com crianças ou para quem gosta de história macabra. Para curtir as ruas, o melhor é o entardecer ou a noite, quando a cidade fica quase vazia e silenciosa, fiel ao apelido. Calçado confortável para o calçamento de pedra.
ℹ️ Distância: Sob o Palazzo Vilhena, ao lado da porta; rua Villegaignon, eixo central · Melhor época: Ruas ao entardecer/à noite; as masmorras, a qualquer hora (ambiente fechado) · Entrada: Mdina Dungeons aprox. €6-8 adulto (2026, referencial, confirmar na bilheteria); percorrer as ruas é grátis · Duração: Meio dia (caminhada e masmorras)
6
Palazzo de Piro e a arte de Mdina à noite
Um palácio barroco com centro cultural e terraço, e a experiência de percorrer a cidade silenciosa ao anoitecer.
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O Palazzo de Piro é um palácio barroco do final do século XVII situado junto aos bastiões de Mdina, restaurado como centro cultural e de eventos. Seus salões nobres abrigam exposições de arte, e ele conta com um bistrô-café e um terraço com vista que o transformaram num dos espaços mais agradáveis para uma pausa dentro da cidade. É um bom exemplo de como Mdina soube reaproveitar seus palácios históricos para a cultura e o turismo sem perder o caráter. Mais do que um monumento específico, a grande 'atração' de Mdina é sua atmosfera, e ela se torna inesquecível quando a noite cai. Quando os grupos de excursão vão embora e os poucos moradores se recolhem, a 'Cidade do Silêncio' faz jus ao nome: as vielas ficam iluminadas por lampiões, as fachadas de pedra projetam sombras alongadas e o silêncio é quase total. Caminhar então pela rua Villegaignon ou olhar a paisagem dos bastiões sob as estrelas é uma experiência única, quase teatral, que explica por que Mdina seduziu cineastas e escritores. Algumas propostas aproveitam esse clima, como jantares em palácios, roteiros noturnos ou o próprio chá com vista no Fontanella. Dormir em Mdina —há um par de hotéis de luxo dentro das muralhas— permite curtir a cidade vazia à noite e logo cedo, antes da chegada dos visitantes. Dicas: se você só puder dedicar algumas horas, escolha o fim da tarde e a noite. Leve um agasalho no inverno, porque no planalto venta. É um programa romântico e muito fotogênico.
ℹ️ Distância: Junto aos bastiões de Mdina, perto da Bastion Square · Melhor época: Entardecer e noite, pela atmosfera silenciosa e iluminada · Entrada: Palazzo de Piro: acesso livre ao bistrô/terraço; exposições conforme a programação. Percorrer a cidade à noite é grátis · Duração: 1 a 2 horas (caminhada noturna e pausa)
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Catedral de San Pablo + Museo de la Catedral€15 aprox. ingresso combinado (fonte: metropolitanchapter.com, verificado em julho de 2026)
Palazzo Falson (Historic House Museum)Aprox. €10 adulto, meia-entrada disponível, com audioguia (fonte: palazzofalson.com, verificado em julho de 2026)
Mdina Dungeons (calabozos)Aprox. €6-8 adulto (2026, referencial, confirmar na bilheteria)
Museo de Historia Natural (Palazzo Vilhena)€5 adulto aprox., meia-entrada (fonte: Heritage Malta, verificado em julho de 2026)
Puerta de Mdina, calles, bastiones y miradoresGrátis
Palazzo de Piro (exposiciones)Conforme a programação; acesso livre ao bistrô e ao terraço
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
Free walking tour por Mdina e RabatContribuição voluntária (gorjeta sugerida €10-15 por pessoa)2-2,5 hGuias locais em espanhol/inglês
Tour temático de Game of Thrones por Mdina€25-45 por pessoa aprox. (2026, referencial)2-3 hAgências especializadas de Malta
Passeio de charrete (karozzin) por Mdina€30-40 por charrete aprox. (2026, referencial)20-35 minCocheiros tradicionais na porta de Mdina
Chá e bolo de chocolate com vista no Fontanella€5-12 por pessoa aprox. (2026, referencial)VariávelFontanella Tea Garden (bastiões)
Bate-volta a Mdina, Rabat e Dingli€35-60 por pessoa com transporte (2026, referencial)Meio dia a dia inteiroAgências de passeios de Malta
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🚌 Como chegar e distâncias

No destino

A pé
Grátis
DuraçãoVariável
Observações
Mdina é só para pedestres (carros de visitantes não entram) e muito pequena: dá para percorrê-la inteira a pé. Calçamento de pedra e algumas ladeiras suaves; calçado confortável
Ônibus Tallinja
DuraçãoVariável
Preço
€2 no inverno / €2,50 no verão passagem simples (2 h); cartão Tallinja personalizado €25 e você viaja de graça (fonte: publictransport.com.mt, verificado em julho de 2026)
Observações
Várias linhas ligam Valletta e outras regiões a Rabat, nas portas de Mdina. É o principal meio para chegar de transporte público. Dirige-se pela esquerda
Carro alugado
DuraçãoVariável
Preço
Aluguel a partir de €20-40/dia aprox.; estacionamento em Rabat (2026, referencial)
Observações
Prático para combinar Mdina com Dingli e os templos. Não se entra de carro na cidade murada: estaciona-se em Rabat. Dirige-se pela esquerda
Charrete tradicional (karozzin)
Preço€30-40 por charrete aprox. (2026, referencial)
Duração20-35 min
Observações
Passeio turístico de charrete puxada a cavalo por dentro e ao redor de Mdina; pitoresco, negocie o preço antes
Táxi e apps (Bolt, eCabs)
DuraçãoVariável
Preço
Saindo de Valletta ou do aeroporto, cerca de €15-25 (2026, referencial)
Observações
Prático com bagagem ou à noite. Os apps costumam ser mais baratos que os táxis brancos de rua
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

RotaCompanhias aéreas / empresasPreço médioDuração
Valletta → Mdina/Rabat (ônibus Tallinja)Malta Public Transport (Tallinja)€2 no inverno / €2,50 no verão, passagem simples (2026)35-45 min
Sliema/St. Julian's → Mdina/Rabat (ônibus Tallinja)Malta Public Transport (Tallinja)€2 no inverno / €2,50 no verão, passagem simples (2026)35-50 min
Aeroporto de Malta (MLA) → Mdina/Rabat (ônibus ou táxi)Tallinja / táxi / BoltÔnibus €3; táxi/Bolt cerca de €15-25 (2026, referencial)25-40 min (uns 10 km)
De carro alugado → Rabat (estacionamento às portas de Mdina)Carro próprio ou alugadoEstacionamento em Rabat (2026, referencial)Depende da origem; uns 20-30 min saindo de Valletta
Excursão organizada → Mdina, Rabat e DingliAgências de excursões de Malta€35-60 por pessoa com transporte (2026, referencial)Meio dia a dia inteiro
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Luxo dentro das muralhas
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 250–550 a diária; um par de hotéis de luxo exclusivos em palácios históricos dentro da própria Mdina, com charme único e a experiência de ter a cidade silenciosa só para você ao anoitecer e ao amanhecer
Boutique em Rabat e arredores
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 110–200 a diária; hotéis boutique e casas de pedra maltesas restauradas em Rabat, a poucos passos de Mdina, com personalidade e preços melhores que dentro das muralhas
Intermediário e casas rurais
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 65–130 a diária; hotéis de categoria média, B&Bs e casas de campo (farmhouses) em Rabat e vilarejos próximos, ideais para quem percorre o centro da ilha de carro
Econômico / guesthouses
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 30–60 a diária; guesthouses e hospedagens econômicas em Rabat; muitos viajantes se hospedam em Valletta ou Sliema e visitam Mdina num bate e volta

🍴 Onde comer

Cocina maltesa con vistas
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€18–40 por prato; restaurantes em palácios e nos baluartes de Mdina, com pratos malteses e italianos e terraços com vista para o campo; ideais para um almoço ou jantar especial na cidade murada
Cafés y tea gardens
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€5–15 por pessoa; o clássico Fontanella Tea Garden, famoso pelo bolo de chocolate à beira das muralhas, e outros cafés com vista para uma pausa doce
Cocina maltesa tradicional en Rabat
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€12–25 por prato; restaurantes familiares na vizinha Rabat com fenkata (coelho), bragioli e pratos caseiros, a preços melhores e com clima local
Pastizzi y comida rápida local
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€0,50–3 por porção; pastizzerias e padarias em Rabat com pastizzi de ricota ou ervilha, ftira e petiscos malteses, baratíssimos

📖 História de Mdina

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Da colina pré-histórica à Melite romana

A história de Mdina remonta ao início da civilização maltesa. O planalto elevado onde ela fica, no centro da ilha, é habitado desde a Idade do Bronze. A posição dominante, com visão sobre boa parte de Malta e difícil de atacar, fez dele naturalmente um refúgio e um centro de poder. Quando os fenícios chegaram ao arquipélago, por volta do século VIII a.C., fundaram ali uma cidade. Aproveitaram essa colina fácil de defender, no interior da ilha e longe dos perigos do litoral.

Com os sucessores púnicos e depois com os romanos, a cidade cresceu até virar a capital da ilha, com o nome de Melite (de onde vem 'Malta'). A Melite romana era bem maior que a Mdina de hoje. Ocupava também boa parte da vizinha Rabat e era cercada por uma muralha de perímetro considerável. Era uma cidade próspera, com templos, fóruns e casas ricas decoradas com mosaicos, como os que ainda estão preservados na Domus Romana, no limite entre Mdina e Rabat.

Dessa época vem um dos episódios que fundaram a identidade maltesa. Segundo os Atos dos Apóstolos e a tradição cristã, por volta do ano 60 d.C. o apóstolo São Paulo naufragou em Malta a caminho de Roma e ficou três meses na ilha. Nesse período, ele teria convertido ao cristianismo Públio, o homem principal ou governador da ilha. A residência de Públio ficava em Melite, no lugar onde hoje está a catedral de Mdina. Públio é venerado como o primeiro bispo de Malta. Para a tradição, aquele naufrágio marca o nascimento do cristianismo maltês, um dos mais antigos do mundo.

Melite, a capital antiga
A arqueologia confirma que a cidade antiga de Melite, de origem fenício-púnica e depois romana, era bem maior que a Mdina medieval. Abrangia parte da atual Rabat e tinha muralhas, edifícios públicos e casas com mosaicos, como os da Domus Romana.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Mdina
O naufrágio de São Paulo e Públio
A tradição cristã, baseada nos Atos dos Apóstolos, situa por volta do ano 60 d.C. o naufrágio de São Paulo em Malta e a conversão do governador Públio, venerado como primeiro bispo da ilha. A casa dele ficaria onde hoje está a catedral de Mdina.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Mdina

Os árabes, o nome Mdina e a cidade murada

A virada decisiva na forma e no nome da cidade veio com a conquista árabe. Por volta do ano 870 d.C., muçulmanos do norte da África tomaram Malta. Eles vinham do emirado aglábida de Ifríquia, que depois passou a fazer parte do mundo árabe-siciliano. Sob o domínio árabe, a velha Melite romana mudou profundamente. Os árabes reduziram a cidade ao seu núcleo mais fácil de defender, na parte alta do planalto, e o separaram do resto com um fosso e novas muralhas. O setor que ficou do lado de fora passou a se chamar Rabat (que em árabe quer dizer 'arrabalde' ou 'subúrbio'), nome que mantém até hoje.

O próprio nome da cidade mudou: de Melite passou a Mdina, do árabe 'medina', que quer dizer simplesmente 'cidade' ou 'cidade murada'. Com os árabes chegou também o traço urbano mais marcante de Mdina: o traçado labiríntico de ruelas estreitas e sinuosas, muitas vezes sem saída, típico das medinas islâmicas. Esse desenho não era por acaso. Atrapalhava o avanço de um inimigo que conseguisse entrar, garantia sombra contra o calor e criava uma trama íntima e protegida. Até hoje, se perder pelas ruas de Mdina é caminhar por uma herança árabe de mais de mil anos.

A marca desse período foi profunda e duradoura. A língua maltesa, que ainda é falada, vem do árabe que se instalou naqueles séculos, com contribuições posteriores do siciliano, do italiano e do inglês. É a única língua semítica escrita em alfabeto latino e a única oficial da União Europeia. Com o nome árabe e a planta de medina, Mdina é o testemunho urbano mais eloquente dessa fase, que moldou para sempre a identidade de Malta.

Mdina e Rabat, cidade e arrabalde
Os historiadores atribuem ao período árabe (a partir de c. 870 d.C.) a redução da antiga Melite a um núcleo murado, Mdina (do árabe 'medina'). Um fosso separava esse núcleo do arrabalde externo, que ficou como Rabat ('subúrbio' em árabe).
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Mdina
A origem árabe do maltês
A linguística situa a origem da língua maltesa no árabe que se instalou durante o domínio muçulmano da ilha e que depois evoluiu com contribuições sículo-italianas e inglesas. É a única língua semítica escrita em alfabeto latino e a única oficial da UE.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Maltese_language

A capital medieval da nobreza (séculos XI-XVI)

Em 1091, os normandos do conde Rogério I da Sicília tomaram Malta dos muçulmanos, e a ilha entrou na órbita do reino da Sicília, ligada depois à coroa de Aragão e da Espanha. Durante toda a Idade Média, Mdina continuou sendo a capital de Malta e o centro da sua vida política e aristocrática. A cidade se encheu de palácios das famílias nobres maltesas, que formavam a elite dirigente, e de igrejas e conventos.

O governo da ilha ficava a cargo de um conselho local com sede em Mdina, a Università, formado pela nobreza e pelos notáveis. Apesar do nome, não era uma universidade de estudos, e sim o órgão de governo municipal. Daqui se administrava a justiça, se organizava a defesa contra os ataques de corsários e se representavam os malteses diante dos reis da Sicília. Os edifícios dessa época deram a Mdina seu ar senhorial: palácios de pedra com janelas geminadas em estilo sículo-normando, como a que ainda se vê no Palazzo Falson, e ruas nobres e estreitas.

Mdina também viveu momentos de perigo. O litoral de Malta sofria com piratas e corsários berberes e otomanos, e mais de uma vez a população do campo se refugiou atrás das muralhas da 'cidade velha'. A posição elevada e fortificada de Mdina, herdada de fenícios, romanos e árabes, continuou cumprindo sua função defensiva. Quando a Ordem de São João chegou, em 1530, a nobreza maltesa a recebeu em Mdina e lhe entregou simbolicamente as chaves da cidade, numa cerimônia que reconhecia a passagem do poder. Mas aquele gesto também marcaria o início do declínio político da velha capital.

O governo da Università
As fontes descrevem a Università como o conselho municipal que governou Malta durante a Idade Média a partir de Mdina. Representava a nobreza e os notáveis locais, sob a soberania dos reinos da Sicília e de Aragão.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Mdina
A entrega das chaves em 1530
A tradição histórica registra que, quando a Ordem de São João chegou a Malta em 1530, a nobreza maltesa a recebeu em Mdina e lhe entregou as chaves da cidade. O gesto simbolizava o reconhecimento do novo poder.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_Malta

A 'cidade velha' sob a Ordem e o terremoto de 1693

A chegada da Ordem de São João mudou o destino de Mdina. Os cavaleiros formavam uma ordem naval e militar e precisavam ficar perto do mar e de um grande porto, não numa cidade do interior. Por isso se instalaram em Birgu, junto ao Grand Harbour. Depois da vitória no Grande Cerco de 1565, fundaram uma capital nova, Valletta, para onde se mudou todo o poder político, econômico e religioso da ilha. Mdina ficou relegada ao papel de 'Città Vecchia', a cidade velha. Continuou como sede residual da nobreza e do cabido da catedral, mas ficou longe das decisões.

Paradoxalmente, esse relativo abandono ajudou a preservar a cidade. Sem a pressão de virar uma grande cidade moderna, Mdina manteve sua escala íntima e seu caráter aristocrático. A nobreza maltesa continuou morando nos seus palácios, apegada aos seus privilégios, e a cidade conservou o clima senhorial e um tanto melancólico. A relação entre a velha aristocracia de Mdina e os cavaleiros de Valletta nem sempre foi fácil, e houve tensões por poder e prestígio.

Em 1693, uma catástrofe natural transformou a cara da cidade. Um terremoto violento, o mesmo que devastou o leste da Sicília, danificou gravemente Mdina e derrubou boa parte da catedral medieval de São Paulo. A reconstrução, nas décadas seguintes, seguiu a linguagem do barroco. O arquiteto maltês Lorenzo Gafà ergueu a nova catedral (1697-1702). Mais tarde, nos anos 1720, o grão-mestre António Manoel de Vilhena reformou boa parte da cidade. Foram construídos a monumental Porta de Mdina, o Palazzo Vilhena e outros edifícios. Eles deram à 'cidade do silêncio' a elegante fisionomia barroca que ela mantém até hoje, sobreposta ao traçado medieval árabe.

Por que Mdina deixou de ser a capital
Os historiadores explicam que a Ordem, por ser naval, preferiu as cidades do Grand Harbour e depois Valletta, deixando Mdina como 'Città Vecchia'. Isso provocou o declínio político da cidade, mas também preservou seu caráter medieval e aristocrático.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Mdina
O terremoto de 1693 e a reconstrução barroca
As fontes documentam que o terremoto da Sicília de 1693 danificou gravemente Mdina e derrubou a catedral medieval, reconstruída por Lorenzo Gafà em estilo barroco. A reforma urbana feita sob o grão-mestre Vilhena (anos 1720) acrescentou a Porta de Mdina e outros edifícios.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/St_Paul%27s_Cathedral,_Mdina

A 'Cidade do Silêncio' hoje

Depois de séculos longe do poder, Mdina chegou à era moderna transformada no seu maior tesouro: uma cidade histórica quase intacta. É um conjunto excepcional, onde o traçado árabe medieval e a arquitetura barroca convivem quase sem interferências modernas. Durante o domínio britânico e depois na Malta independente, Mdina continuou sendo uma relíquia viva. Tem só algumas centenas de moradores, muitos de famílias nobres de linhagem antiga, e ficou protegida da expansão urbana que transformou outras partes da ilha.

O apelido 'Cidade do Silêncio' (the Silent City) nasceu justamente desse clima. A cidade não tem trânsito (é só para pedestres), tem pouca gente morando e as ruelas de pedra são tranquilas. No fim da tarde, quando os visitantes vão embora, elas mergulham num silêncio quase absoluto. Esse caráter único, bonito e um pouco fantasmagórico, atraiu artistas, escritores e cineastas. Mdina já foi cenário de vários filmes e séries, entre eles a primeira temporada de 'Game of Thrones', que a usou como parte de Porto Real. Isso multiplicou sua fama internacional.

Hoje Mdina vive principalmente do turismo cultural e do prestígio de ser uma das cidades muradas mais bem preservadas do Mediterrâneo. Seus palácios abrigam museus e centros culturais, seus bastiões oferecem algumas das melhores vistas de Malta, e suas ruas, tão tranquilas à noite, convidam a um passeio fora do tempo. Junto com Rabat e seu patrimônio paleocristão, forma o grande polo histórico do interior da ilha. Quem visita Mdina no fim da tarde, quando a pedra dourada se acende e as ruelas se esvaziam, entende por que ela é, para muita gente, o lugar mais mágico de Malta.

A origem do apelido 'Silent City'
As fontes atribuem o apelido 'Cidade do Silêncio' à população pequena, à ausência de trânsito e à tranquilidade das ruas de Mdina. Esse silêncio fica ainda mais forte no fim da tarde e à noite, quando os visitantes vão embora.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Mdina
Mdina no cinema e na televisão
A cidade já foi cenário de várias produções, entre elas a primeira temporada de 'Game of Thrones' (como parte de Porto Real), o que reforçou sua atração turística internacional.
Fonte: https://www.visitmalta.com/en/a/mdina/

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (EN) — «Mdina»: https://en.wikipedia.org/wiki/Mdina
  • Wikipedia (ES) — «Mdina»: https://es.wikipedia.org/wiki/Mdina
  • Wikipedia (EN) — «Melite (ancient city)»: https://en.wikipedia.org/wiki/Melite_(ancient_city)
  • Wikipedia (EN) — «Arab period in Malta»: https://en.wikipedia.org/wiki/Arab_period_in_Malta
  • Wikipedia (EN) — «Maltese language»: https://en.wikipedia.org/wiki/Maltese_language
  • Wikipedia (EN) — «St Paul's Cathedral, Mdina»: https://en.wikipedia.org/wiki/St_Paul%27s_Cathedral,_Mdina
  • Wikipedia (EN) — «1693 Sicily earthquake»: https://en.wikipedia.org/wiki/1693_Sicily_earthquake
  • Wikipedia (EN) — «History of Malta»: https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_Malta
  • Visit Malta — Mdina: https://www.visitmalta.com/en/a/mdina/

❓ Perguntas frequentes

Quanto tempo preciso para conhecer Mdina?+
Mdina é bem pequena e dá para percorrer em meio dia com calma: a catedral de São Paulo e seu museu, o Palazzo Falson, o mirante dos baluartes e um passeio pelas vielas. O ideal é combiná-la no mesmo dia com a vizinha Rabat (catacumbas de São Paulo, Domus Romana) e, se der tempo, com as Falésias de Dingli, que ficam bem perto. Vale a pena ficar até o pôr do sol para vê-la sem multidões.
Como chego a Mdina saindo de Valletta?+
De ônibus Tallinja: várias linhas ligam Valletta a Rabat, bem às portas de Mdina, em uns 35-45 minutos (€2 no inverno, €2,50 no verão). Também dá para ir de táxi ou Bolt (cerca de €15-25) ou de carro alugado, estacionando em Rabat, porque a cidade murada é só para pedestres e carros de visitantes não entram.
Por que Mdina é chamada de 'a Cidade do Silêncio'?+
Porque é uma cidade murada de apenas algumas centenas de moradores, quase sem trânsito (é só para pedestres) e sem barulho. Quando os grupos de turistas vão embora, sobretudo no fim da tarde e à noite, suas vielas de pedra ficam num silêncio quase total, iluminadas por lampiões. Esse clima tranquilo e parado no tempo, único em Malta, é o que lhe rendeu o apelido de 'Silent City'.
Qual é o melhor horário para visitar Mdina?+
O fim da tarde e a noite são, sem dúvida, os melhores momentos. Durante o dia chegam muitos grupos de excursão; no fim da tarde a cidade esvazia e recupera sua magia silenciosa, com a pedra dourada acesa pelo sol e depois iluminada por lampiões. Se puder, deixe para esse horário o passeio pela rua Villegaignon e pelos baluartes, e tome algo com vista no Fontanella.
Mdina é a cidade de Game of Thrones?+
Sim. Mdina foi uma das locações de Porto Real na primeira temporada de 'Game of Thrones'; seu grande portão barroco (o Portão de Mdina ou Vilhena Gate) e algumas vielas aparecem na série. Muitos visitantes vão por isso, e há tours temáticos que percorrem os cenários da série em Mdina e em outros pontos de Malta.
Vale a pena entrar na catedral de São Paulo?+
Sim. A Catedral de São Paulo é a catedral-mãe de Malta, um elegante edifício barroco reconstruído por Lorenzo Gafà após o terremoto de 1693, com um interior rico em lápides de mármore, afrescos e obras de Mattia Preti, erguido onde a tradição situa a conversão do governador Públio por São Paulo. O ingresso combinado (cerca de €15) inclui o Museu da Catedral, com gravuras de Dürer e arte sacra; é a principal visita cultural de Mdina.

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