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Reykjavík
🇮🇸 Islândia · Reykjavík e sudoeste

Reykjavík

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📌Localização
Reykjavík é a capital da Islândia e a capital mais setentrional do mundo, situada na costa sudoeste do país, na baía de Faxaflói, de frente para o Atlântico Norte. Fica a pouco mais de 250 km ao sul do Círculo Polar Ártico. Com cerca de 140.000 habitantes na cidade (e mais de 230.000 na região metropolitana), concentra quase dois terços de toda a população islandesa: é o coração político, cultural e econômico da ilha, e a base quase obrigatória de qualquer viagem.
📌Aeroporto
A grande maioria dos voos internacionais chega ao Aeroporto Internacional de Keflavík (KEF), a cerca de 50 km a sudoeste da cidade, na península de Reykjanes (perto da Lagoa Azul). De lá saem ônibus de traslado (Flybus, Airport Direct) e carros de aluguel até o centro, em uns 45-50 minutos. Reykjavík também tem um aeroporto doméstico próprio (RKV), praticamente no centro, de onde partem os voos para Akureyri, Ísafjörður, Egilsstaðir e outros pontos do interior e da Groenlândia.
📌Melhor época
Depende do que você procura. O verão (junho a agosto) traz o famoso sol da meia-noite, com dias longuíssimos, clima mais ameno e todas as estradas abertas: é a alta temporada, ideal para percorrer o país. O inverno (outubro a março) é a temporada das auroras boreais, com dias curtíssimos, frio e a cidade iluminada e aconchegante, perfeita para combinar com banhos termais. A primavera e o outono são temporadas intermediárias, com menos gente e bons preços. O clima islandês muda muito o ano todo: há um ditado local que diz que, se você não gosta do tempo, é só esperar cinco minutos.
📌Dias sugeridos
Para a cidade em si, 1 ou 2 dias bastam para conhecer o essencial: a igreja Hallgrímskirkja, o centro histórico com suas casas coloridas, a sala de concertos Harpa, o porto antigo, os museus e a vida de cafés e bares. Mas Reykjavík é, acima de tudo, a base perfeita para passeios: o Círculo Dourado, a Lagoa Azul, a costa sul, as penínsulas de Reykjanes e Snæfellsnes e a caça às auroras são feitos em bate-volta a partir daqui. O mais comum é dedicar 2 ou 3 dias à cidade e arredores dentro de uma viagem mais longa pela ilha.
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🌤️ Weather in Reykjavík
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Reykjavík é uma daquelas capitais que surpreendem pela escala humana: apesar de ser o centro de um país inteiro, parece uma cidade pequena, colorida e tranquila, debruçada sobre o gélido Atlântico Norte e cercada de montanhas que muitas vezes amanhecem nevadas. É a capital mais ao norte do mundo, uma cidade onde no verão o sol quase não se põe e no inverno as auroras boreais podem aparecer sobre os telhados. Caminhar por ela é um prazer: as ruas do centro estão cheias de casinhas de chapa pintadas de cores vivas, murais, cafés fumegantes, livrarias e lojas de design.

Sobre a cidade reina a silhueta inconfundível da Hallgrímskirkja, a igreja luterana cuja torre de concreto evoca as colunas de basalto da paisagem islandesa e pode ser vista de quase qualquer ponto. Lá embaixo, junto ao mar, brilha a Harpa, a espetacular sala de concertos com fachada de vidro. No meio disso pulsa uma vida cultural intensíssima para uma cidade tão pequena: museus, festivais de música, uma cena gastronômica que valoriza o cordeiro, o peixe e os produtos do Ártico, e uma noite famosa pela sua energia.

Este guia percorre o melhor de Reykjavík com um olhar prático e caloroso: o que ver na cidade, como usá-la de base para os grandes passeios da Islândia (o Círculo Dourado, a Lagoa Azul, a costa sul, as auroras), como se locomover, onde dormir e comer, e como aproveitar ao máximo uma capital pequena mas inesquecível, porta de entrada para um dos países mais impressionantes do planeta.

📖 História de Reykjavík

Segundo as sagas islandesas, Reykjavík foi o primeiro lugar povoado da Islândia: por volta do ano 874, o colono norueguês Ingólfur Arnarson teria se estabelecido nesta baía e a teria chamado de 'Reykjavík', que significa 'baía das fumaças', por causa das colunas de vapor que via subir das fontes geotermais da região. Durante séculos, não passou de um punhado de fazendas. Só no século XVIII, com o impulso do funcionário Skúli Magnússon — considerado o 'pai de Reykjavík' —, que instalou oficinas de lã para modernizar a economia, o lugar começou a crescer como vilarejo. Em 1786 recebeu o status de cidade comercial. Ao longo do século XIX, foi se tornando o centro do movimento de independência islandês frente à coroa dinamarquesa. Em 1918 a Islândia conquistou a autonomia como reino soberano em união com a Dinamarca e, em 17 de junho de 1944, em plena Segunda Guerra Mundial, foi proclamada a República da Islândia, com Reykjavík como capital. Durante a guerra, a cidade foi ocupada primeiro por tropas britânicas e depois americanas, o que acelerou enormemente sua modernização. No pós-guerra, Reykjavík cresceu até se tornar uma capital moderna; em 1986 virou notícia no mundo todo pela cúpula entre Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev, um marco da Guerra Fria. A história completa está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Reykjavík and the southwest

The corner where it all began: this is where Ingólfur Arnarson landed around 874, where the Alþingi was founded at Þingvellir in 930, where the northernmost capital in the world grew up, and where today the geothermal heat of the Blue Lagoon and the volcanoes of the Reykjanes peninsula are still boiling.

Ler a história de Reykjavík and the southwest →

🗺️ O que ver

Passeios que dá para reservar

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1
Hallgrímskirkja
A igreja mais alta e emblemática da Islândia, com uma torre inspirada nas colunas de basalto e vista de toda a cidade.
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A Hallgrímskirkja é o monumento mais reconhecível de Reykjavík e praticamente o símbolo da cidade. Esta igreja luterana, com cerca de 74,5 metros de altura, foi projetada pelo arquiteto do Estado Guðjón Samúelsson, que se inspirou nas formações de colunas de basalto que o resfriamento da lava cria nas paisagens islandesas (como as que se veem em Reynisfjara ou nas cachoeiras do país). Sua construção foi longuíssima: começou em 1945 e só foi concluída em 1986. O templo leva o nome de Hallgrímur Pétursson, poeta e clérigo do século XVII, autor de famosos hinos religiosos. O interior é sóbrio e luminoso, de linhas modernas, e abriga um enorme órgão de tubos. Mas o que mais atrai os visitantes é subir de elevador até o alto da torre, de onde se tem uma das melhores vistas panorâmicas de Reykjavík: os telhados coloridos do centro, o porto, a baía de Faxaflói e, em dias claros, as montanhas que cercam a cidade. Em frente à igreja, no alto da rua de pedestres Skólavörðustígur, fica a estátua de Leifur Eiríksson (Leif Erikson), o explorador viking que chegou à América séculos antes de Colombo; foi um presente dos Estados Unidos em 1930. A entrada na igreja é gratuita; subir na torre é pago. Vale ir cedo ou fora dos horários de pico para evitar as filas do elevador. É o ponto de partida ideal para explorar o centro a pé: daqui, a pitoresca rua Skólavörðustígur (pintada com um arco-íris no asfalto) desce até a rua comercial Laugavegur.
ℹ️ Distância: Em pleno centro, no alto da rua Skólavörðustígur (a pé de quase todo o centro) · Melhor época: Dias claros para a vista da torre; cedo para evitar filas · Entrada: Igreja grátis; torre 1.400 ISK adultos, 1.000 ISK estudantes/idosos 67+/pessoas com deficiência, 200 ISK crianças 7-16 (2025, hallgrimskirkja.is) · Duração: 45 minutos a 1 hora
2
Harpa (sala de concertos)
O espetacular auditório com fachada de vidro junto ao porto, com painéis coloridos inspirados no basalto.
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A Harpa é o edifício mais impactante da Reykjavík contemporânea: uma sala de concertos e centro de convenções inaugurado em 2011, debruçado sobre o porto, de frente para o mar. Seu grande atrativo é a fachada, uma colossal estrutura de vidro projetada pelo estúdio do artista dinamarquês-islandês Olafur Eliasson junto com o escritório Henning Larsen, composta por milhares de painéis hexagonais de vidro que lembram, mais uma vez, as colunas de basalto islandesas. Conforme a luz do dia e o horário, os vidros refletem o céu, o mar e a cidade, ou se iluminam com cores que mudam à noite. A história da Harpa também é a da resiliência islandesa: sua construção ficou quase paralisada pela crise financeira que atingiu duramente a Islândia em 2008, mas o país decidiu terminá-la mesmo assim, e ela virou um símbolo da recuperação. Hoje é a sede da Orquestra Sinfônica da Islândia e da Ópera Nacional, e recebe concertos, festivais e congressos durante o ano todo. O bom é que dá para entrar livremente e circular pelos espaços públicos: o interior, com seus jogos de luz através dos vidros coloridos, é um espetáculo à parte, sobretudo no fim de tarde. Há cafés, uma loja de design e, para quem quiser, visitas guiadas e ingressos para os concertos. Fica a poucos passos do porto antigo e do centro histórico, então é fácil combinar com um passeio pela região.
ℹ️ Distância: Junto ao porto, na borda do centro (a pé) · Melhor época: Fim de tarde e noite para ver os jogos de luz na fachada · Entrada: Acesso livre às áreas públicas; visita guiada aprox. 2.900 ISK (US$ 22, 2025); concertos a partir de US$ 30-40 conforme a programação · Duração: 30 a 45 minutos (mais se houver concerto)
3
Centro histórico e Laugavegur
O coração de Reykjavík para pedestres, com casinhas coloridas, ruas comerciais, cafés e vida boêmia.
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O centro histórico de Reykjavík é pequeno e se percorre facilmente a pé em algumas horas, mas concentra todo o charme da cidade. Sua espinha dorsal é a rua Laugavegur (literalmente 'o caminho das fontes termais', porque antigamente as mulheres passavam por ali para lavar roupa nas águas quentes), a principal via comercial, cheia de lojas de design, lã islandesa, livrarias, cafés, bares e restaurantes. Ela continua na Bankastræti e se conecta com a Skólavörðustígur, a rua do arco-íris pintado que sobe até a Hallgrímskirkja. A alma do bairro está nas casinhas baixas de madeira e chapa ondulada pintadas de cores vivas, muitas decoradas com murais e arte de rua que fazem de Reykjavík uma galeria a céu aberto. Vale a pena se perder pelas ruazinhas, descobrir o famoso 'Sun Voyager' (Sólfar), uma escultura de aço em forma de barco viking de frente para o mar, e chegar até a praça Austurvöllur, onde ficam o Alþingi (o Parlamento) e a pequena catedral, além de cafés com mesas ao sol no verão. O centro também é o coração da vida noturna islandesa: nos fins de semana, os bares da Laugavegur e arredores lotam no chamado 'rúntur', o roteiro noturno de bar em bar. De dia, por outro lado, é um prazer tranquilo: tomar um café, provar o pylsur (o famoso cachorro-quente islandês da barraca Bæjarins Beztu) e fazer compras. Tudo fica a uma curta caminhada.
ℹ️ Distância: Centro de Reykjavík (tudo a pé) · Melhor época: De dia para passear e fazer compras; fins de semana à noite para a balada (rúntur) · Entrada: Grátis (passeio livre pelas ruas) · Duração: Meio dia
4
Porto antigo e saídas para observação de baleias
O antigo porto pesqueiro, hoje área de cafés e píeres de onde partem os barcos para ver baleias e papagaios-do-mar.
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O Porto Antigo (Gamla höfnin) de Reykjavík conserva o ar da cidade pesqueira que foi, mas hoje combina barcos de pesca, restaurantes de frutos do mar, cafés, lojas e os píeres de onde partem muitos dos passeios marítimos mais populares do país. É uma área muito agradável para caminhar, observar os barcos e comer peixe fresco com vista para a água. O grande atrativo da região são as saídas para observação de baleias. A baía de Faxaflói, em frente a Reykjavík, é um dos lugares mais acessíveis da Islândia para ver cetáceos: nos meses mais quentes (sobretudo de abril a outubro) é comum avistar baleias-minke, golfinhos-de-bico-branco, botos e, com sorte, baleias-jubarte. Várias empresas (Elding, Special Tours) oferecem passeios de barco de umas 2 a 3 horas. No verão também saem passeios para a ilha de Lundey ou ilhas próximas para ver colônias de papagaios-do-mar (puffins), aquelas aves de bico colorido que são um dos ícones da fauna islandesa. No porto também fica o Whales of Iceland, um museu com réplicas em tamanho real das baleias que vivem nas águas islandesas, ideal para dias de tempo ruim ou para ir com crianças. Vale reservar os passeios com antecedência na alta temporada e se agasalhar muito bem: em alto-mar, mesmo no verão, faz frio e venta. As saídas dependem do clima, então é bom ter flexibilidade.
ℹ️ Distância: Borda norte do centro, junto à Harpa (a pé) · Melhor época: Abril a outubro para baleias e papagaios-do-mar; verão para os puffins · Entrada: Passear é grátis; passeio de observação de baleias a partir de 8.300-14.500 ISK adultos (US$ 62-108, 2025, Elding/Special Tours) · Duração: 2 a 3 horas um passeio de baleias
5
Perlan
O mirante com cúpula de vidro sobre a cidade, com museu da natureza islandesa e uma caverna de gelo artificial.
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Perlan ('a pérola') é um edifício singular situado no alto da colina Öskjuhlíð, cercado de bosque, a pouca distância do centro. Originalmente foi construído sobre um conjunto de enormes tanques de água quente geotérmica da cidade, coroados por uma grande cúpula de vidro. Hoje funciona como um dos principais centros de exposição de Reykjavík, dedicado às maravilhas naturais da Islândia. O grande atrativo da Perlan é duplo. De um lado, sua plataforma de observação de 360 graus ao ar livre, que oferece uma vista panorâmica espetacular de toda Reykjavík, da baía, das montanhas e, em dias claros, até da geleira Snæfellsjökull ao longe. De outro, suas exposições interativas sobre a natureza islandesa: há um planetário que exibe um espetáculo sobre auroras boreais, exposições sobre vulcões, geleiras e geotermia, e uma caverna de gelo artificial de mais de 100 metros, feita com neve de verdade, que recria o interior de uma geleira e pode ser percorrida (algo muito útil para quem não consegue fazer um passeio numa geleira real). É um programa ideal para um dia de tempo ruim ou para entender melhor a geologia única do país antes de sair para explorá-lo. Fica um pouco afastado do centro, mas é fácil chegar de carro, de ônibus urbano ou até caminhando pelo bosque de Öskjuhlíð. A plataforma de observação externa costuma ter acesso livre, enquanto as exposições internas são pagas.
ℹ️ Distância: Colina Öskjuhlíð, a poucos km do centro (carro, ônibus urbano ou caminhada) · Melhor época: Dias claros para a vista; ideal para dias de tempo ruim pelas exposições · Entrada: Mirante externo de acesso livre; exposições completas (Wonders of Iceland + caverna de gelo) aprox. 5.990-6.990 ISK adultos (US$ 45-52, 2025, perlan.is) · Duração: 1 a 2 horas
6
Piscinas geotermais (Laugardalslaug, Sundhöllin)
As piscinas públicas de água quente natural, o verdadeiro ritual social dos islandeses.
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Se tem algo que define o dia a dia islandês, são as piscinas geotermais públicas. Em Reykjavík, ir à piscina (sundlaug) não é só tomar banho, mas um ritual social em que as pessoas relaxam, conversam nos 'hot pots' (banheiras quentes em diferentes temperaturas) e colocam o papo em dia, faça chuva, neve ou frio. É uma experiência muito mais autêntica e econômica do que a famosa Lagoa Azul, e a melhor forma de entender a cultura local. A maior e mais completa é a Laugardalslaug, no vale de Laugardalur, com uma grande piscina ao ar livre, hot pots de várias temperaturas, sauna, hidromassagem e tobogã: ideal para ir em família. Outra muito querida é a Sundhöllin, a piscina pública mais antiga da cidade (projetada pelo mesmo arquiteto da Hallgrímskirkja), que tem uma bela piscina coberta histórica e, na reforma, ganhou piscinas e hot pots ao ar livre no terraço, com vista. Há muitas outras espalhadas pela cidade. Uma regra importante: por higiene, na Islândia é obrigatório tomar banho pelado e com sabonete antes de entrar na água, em chuveiros coletivos separados por sexo. Pode surpreender alguns visitantes, mas faz parte da cultura e é seguido à risca. A água das piscinas é naturalmente quente, aquecida pela energia geotérmica do subsolo. Leve roupa de banho e toalha (ou alugue lá). É um programa barato, saudável e profundamente islandês, perfeito para qualquer momento da viagem.
ℹ️ Distância: Várias pela cidade; Laugardalslaug no vale de Laugardalur, Sundhöllin no centro · Melhor época: O ano todo (são ao ar livre e de água quente, ótimas no inverno) · Entrada: Aprox. 1.000-1.430 ISK adultos (US$ 7-11, 2025, reykjavik.is). Muito mais barata que a Lagoa Azul · Duração: 1 a 2 horas
7
Museus de Reykjavík (Nacional, 871±2, Saga)
Os museus que contam a história dos vikings, do assentamento original e da cultura da Islândia.
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Para entender a Islândia, os museus do centro de Reykjavík são uma parada muito recomendável, sobretudo em dias de tempo ruim. O Museu Nacional da Islândia (Þjóðminjasafn Íslands) percorre toda a história do país, desde a chegada dos primeiros colonos vikings até hoje, por meio de objetos, joias, ferramentas, arte religiosa medieval e registros da vida cotidiana. É a melhor introdução à identidade islandesa. Muito original é a Settlement Exhibition (Landnámssýningin), também chamada 'Reykjavík 871±2': um museu construído ao redor dos restos arqueológicos reais de uma casa comunal viking (uma 'longhouse'), descoberta sob o centro da cidade. A data do nome (871, com margem de dois anos) vem da datação por camadas de cinza vulcânica que permitiu situar o assentamento mais antigo de Reykjavík. As exposições interativas recriam como era a vida naquele primeiro assentamento. Para uma experiência mais teatral, há o Saga Museum, que recria com figuras de cera hiper-realistas as cenas e personagens-chave das sagas islandesas e da história do país. Também vale a pena o Whales of Iceland (no porto, com réplicas de baleias em tamanho real) e, para os amantes de arte, os museus dedicados a artistas islandeses. Vale conferir os horários e, se for visitar vários, dar uma olhada no City Card de Reykjavík, que inclui entradas e transporte.
ℹ️ Distância: Quase todos no centro ou perto (a pé); o Museu Nacional junto à universidade · Melhor época: O ano todo; ideais para dias de chuva, vento ou frio · Entrada: Museu Nacional 2.500 ISK adultos, 1.250 ISK idosos 67+ (2025); Settlement Exhibition 2.900 ISK adultos, grátis para menores de 18 e com City Card · Duração: 1 a 2 horas cada museu
8
Auroras boreais a partir de Reykjavík
A caça às luzes do norte nos meses escuros, da cidade ou em passeios para áreas sem poluição luminosa.
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Ver uma aurora boreal é um dos grandes sonhos de quem viaja para a Islândia, e Reykjavík é uma excelente base para tentar. As auroras (as 'luzes do norte') acontecem quando partículas carregadas do Sol se chocam com a atmosfera terrestre perto dos polos, gerando aquelas cortinas dançantes de luz verde, rosa e violeta no céu noturno. Na Islândia dá para vê-las, com sorte e céu limpo, mais ou menos entre o fim de agosto e meados de abril, quando as noites são longas e escuras o suficiente. Para vê-las são necessárias três coisas: escuridão (por isso não aparecem no verão do sol da meia-noite), céu limpo e atividade solar suficiente. Existem previsões de auroras (como a do serviço meteorológico islandês, que combina atividade geomagnética e nebulosidade) muito úteis para planejar. Da própria Reykjavík é possível vê-las em noites de boa atividade, afastando-se das luzes fortes (por exemplo, no farol de Grótta, na costa, ou no parque Klambratún), mas a poluição luminosa da cidade reduz as chances. O mais eficaz é fazer um passeio de caça às auroras: saem de Reykjavík de ônibus ou van rumo a áreas escuras do interior, guiados por especialistas que perseguem as aberturas no céu. Muitos oferecem levar você de novo, de graça, em outra noite se elas não aparecerem. É preciso ter paciência e se agasalhar muito, porque envolve esperar ao ar livre no frio. Não há nenhuma garantia — são um fenômeno natural imprevisível —, mas quando aparecem, são um espetáculo inesquecível.
ℹ️ Distância: De Reykjavík ou em passeios para áreas escuras do interior (Grótta, costa, interior) · Melhor época: Do fim de agosto a meados de abril, com noites escuras e céu limpo · Entrada: Ver é grátis; passeios guiados de ônibus a partir de 8.000-12.000 ISK adultos (US$ 60-90, 2025), muitos com nova tentativa grátis se não houver auroras · Duração: Uma noite (os passeios, 3 a 4 horas)
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Hallgrímskirkja (torre)1.400 ISK adultos, 1.000 ISK estudantes/idosos, 200 ISK crianças 7-16 (2025, hallgrimskirkja.is); a igreja é grátis
Harpa (áreas públicas)Grátis; visita guiada aprox. 2.900 ISK (2025)
Casco antiguo y calles (Laugavegur, Skólavörðustígur)Grátis (passeio livre)
Perlan (exhibiciones y planetario)5.990-6.990 ISK adultos (US$ 45-52, 2025, perlan.is); o mirante externo é livre
Piscinas geotermales públicas (Laugardalslaug, Sundhöllin)1.000-1.430 ISK adultos (2025, reykjavik.is)
Museo Nacional de Islandia2.500 ISK adultos, 1.250 ISK idosos 67+ (2025)
Settlement Exhibition (Reikiavik 871±2)2.900 ISK adultos (US$ 21, 2025); grátis para menores de 18
Tour de avistaje de ballenas (puerto viejo)8.300-14.500 ISK adultos (US$ 62-108, 2025, Elding/Special Tours)
Excursión de caza de auroras boreales8.000-12.000 ISK adultos (US$ 60-90, 2025)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
City tour a pé pelo centro histórico e pelo centroFree tour com gorjeta (sugerido 2.000-3.000 ISK) ou tour pago a partir de US$ 25-35 (2025)2-3 hCityWalk Reykjavik e outras agências locais
Observação de baleias na baía de Faxaflói8.300-14.500 ISK (US$ 62-108, 2025)2-3 hElding, Special Tours (porto velho)
Passeio de caça à aurora boreal8.000-12.000 ISK (US$ 60-90, 2025)Uma noite (3-4 h)Reykjavik Excursions e agências de Reykjavík
Passeio pelo Círculo Dourado (dia inteiro)US$ 80-130 por pessoa (2025)Dia inteiroReykjavik Excursions, Gray Line
Traslado e entrada na Lagoa AzulA partir de 11.990 ISK a entrada + 4.395-7.999 ISK o traslado (2025)Meio diaBlue Lagoon e agências de traslado
Passeio para ver papagaios-do-mar (puffins) no verão6.000-9.000 ISK (US$ 45-67, 2025)1-2 hElding e outras empresas do porto velho
Banho em uma piscina geotermal pública1.000-1.430 ISK (US$ 7-11, 2025)1-2 hPiscinas municipais (Laugardalslaug, Sundhöllin)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

A pé
Grátis
DuraçãoVariável
Observações
O centro de Reykjavík é pequeno e dá para percorrê-lo tranquilamente a pé: a Hallgrímskirkja, a Laugavegur, o porto e a Harpa ficam todos perto
Ônibus urbano (Strætó, ônibus amarelos)
DuraçãoVariável
Preço
690 ISK adulto por viagem de 75 min (2026); passe mensal 11.600 ISK (2026, straeto.is)
Observações
A rede de transporte público da cidade e da região metropolitana. Só dá para pagar com o app Klapp ou cartão por aproximação (não aceita dinheiro desde 2025). Útil para ir ao Perlan, à Laugardalslaug ou a bairros mais afastados
Táxi
PreçoBandeirada de aprox. 900-1.100 ISK + tarifa por km (2025)
DuraçãoVariável
Observações
Tem, mas é caro, como quase tudo na Islândia. Apps tipo Uber não são tão difundidos; dá para chamar por telefone, pelo app Hopp/BSR ou nos pontos de táxi
Carro alugado
US$ 40-90 por dia (compacto, 2025)
DuraçãoVariável
Observações
Indispensável para rodar o país por conta própria. Na cidade, é preciso pagar parquímetro no centro (aprox. 200-400 ISK/h); vale mais a pena deixar o carro e andar a pé
Bicicleta
PreçoAluguel a partir de 3.000-5.000 ISK por dia (2025)
DuraçãoVariável
Observações
Há ciclovias e aluguel de bikes; é gostoso no verão e mais puxado com frio e vento
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

RotaCompanhias aéreas / empresasPreço médioDuração
Aeroporto de Keflavík (KEF) → Reykjavík de ônibus shuttleFlybus, Airport Direct3.999 ISK adultos (US$ 29, 2025)45 a 50 min (uns 50 km)
Aeroporto de Keflavík (KEF) → Reykjavík de carro alugadoLocadoras no aeroportoUS$ 40-90/dia + combustívelUns 45 min pela rodovia 41
Aeroporto de Keflavík (KEF) → Reykjavík de táxi/traslado privadoTáxis e traslados privadosAprox. US$ 130-170 (2025); caroUns 45 min
Voos domésticos para Akureyri, Ísafjörður, Egilsstaðir (aeroporto RKV)Icelandair / companhias aéreas domésticasA partir de US$ 80-150, conforme o destino e a antecedência (2025)Conforme o destino (Akureyri, uns 45 min)
Chegada pela Ring Road (Rodovia 1) vindo de outras partes do paísCarro próprio ou alugado; alguns ônibus de longa distânciaSó o combustível, com carro próprioConforme a origem
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Hotéis de design e de alto padrão no centro
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 280-450 a diária; hotéis de design nórdico e redes de alto padrão no centro de Reykjavík e perto da Harpa, com spa, boa gastronomia e localização ótima, a poucos passos da Laugavegur e do porto.
Hotéis e apart-hotéis intermediários
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 140-230 a diária; ampla oferta de hotéis de padrão médio e apartamentos no centro e arredores, práticos para conhecer a cidade a pé e sair para os passeios. Os apartamentos com cozinha ajudam a economizar na comida, que na Islândia é cara.
Guesthouses e pousadas
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 100-170 a diária; as clássicas guesthouses islandesas, às vezes com banheiro compartilhado e café da manhã caseiro, têm um atendimento mais próximo e costumam sair mais em conta que os hotéis. Estão por toda Reykjavík e pelo país inteiro.
Hostels e hospedagem econômica
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 40-60 a cama em hostel; hostels (vários da rede HI e redes locais) e opções econômicas para mochileiros e viajantes com orçamento apertado, com cozinha compartilhada. A Islândia é cara, então essas opções e os campings ajudam muito o bolso.

🍴 Onde comer

Pescado y mariscos del Atlántico Norte
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 30-55 por prato; o carro-chefe da Islândia: bacalhau, hadoque, salmão, lagostins e a famosa sopa de lagosta (humar, aprox. US$ 25-30 a tigela). Restaurantes do porto velho (como o Sægreifinn) e do centro servem peixe fresco do dia.
Cordero islandés y cocina tradicional
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 30-50 por prato; o cordeiro islandês, criado solto na natureza, é macio e muito valorizado. Dá para provar assado ou em ensopados como a kjötsúpa (sopa de cordeiro, US$ 15-20). Alguns lugares oferecem pratos tradicionais mais ousados (tubarão fermentado, o hákarl) para os mais curiosos.
Pylsur (el pancho islandés) y comida rápida
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 5-8 a unidade; o clássico imperdível e barato: o pylsur, cachorro-quente de cordeiro, porco e boi com cebola crocante e molhos, famoso na barraca Bæjarins Beztu Pylsur, no centro. Uma instituição barata num país caro.
Cafés, brunch y panaderías
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 8-20 por consumo; Reykjavík tem uma cultura de café muito acolhedora: lugares aconchegantes para fugir do frio com um café, um brunch, sopa com pão ou doces como as kleinur. Perfeitos para os dias de tempo ruim na Laugavegur e no centro.

📖 História de Reykjavík

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Ingólfur Arnarson e a 'baía das fumaças' (por volta de 874)

A história de Reykjavík começa, segundo a tradição islandesa, com o primeiro assentamento permanente de toda a ilha. O Landnámabók ('Livro do assentamento'), uma crônica medieval sobre a colonização da Islândia, conta que por volta do ano 874 o chefe norueguês Ingólfur Arnarson se estabeleceu nesta baía e se tornou o primeiro colono nórdico permanente do país. Ele fugia, como muitos outros, dos conflitos e do poder crescente do rei Harald da Noruega.

A lenda acrescenta um detalhe bonito: ao avistar terra, Ingólfur teria jogado ao mar os pilares de madeira do seu 'assento elevado' (os öndvegissúlur, símbolos sagrados do lar), jurando se estabelecer onde as ondas os levassem. Depois de procurá-los por um tempo, seus escravos os encontraram encalhados em uma baía onde subiam colunas de vapor das fontes geotermais. Por causa dessas 'fumaças' — que na verdade eram o vapor das águas quentes do subsolo —, Ingólfur chamou o lugar de Reykjavík: literalmente, 'a baía das fumaças' (de reykur, 'fumaça' ou 'vapor', e vík, 'baía').

Por muitíssimo tempo, porém, Reykjavík não foi uma cidade nem nada parecido, mas apenas um conjunto de fazendas espalhadas. Escavações arqueológicas em pleno centro moderno (hoje visíveis no museu do assentamento, 'Reykjavík 871±2') confirmaram a existência de uma casa comunal viking daquela época, datada com notável precisão graças às camadas de cinza vulcânica do subsolo. O grande desenvolvimento urbano levaria quase mil anos para chegar.

O significado de 'Reykjavík'
A interpretação mais aceita é que o nome significa 'baía das fumaças' ou 'baía fumegante', em referência ao vapor das fontes geotermais que Ingólfur teria visto ao chegar. É uma etimologia transparente: reykur ('fumaça/vapor') mais vík ('baía'). O vapor geotermal continua fazendo parte da identidade da região.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Reykjav%C3%ADk
Historicidade da lenda dos pilares
O relato de Ingólfur jogando os pilares do assento elevado vem do Landnámabók, uma fonte medieval escrita séculos depois dos fatos, por isso mistura história e tradição lendária. O que as escavações de fato confirmam é a presença de um assentamento viking no local por volta do fim do século IX.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Reikiavik

Skúli Magnússon e o nascimento do povoado (século XVIII)

Durante quase novecentos anos, o lugar onde hoje se estende Reykjavík não passou de um punhado de fazendas ao redor da antiga propriedade de Ingólfur. A Islândia, na época sob domínio dinamarquês, era um país rural e pobre, sem cidades de verdade. A mudança chegou no século XVIII pelas mãos de uma figura-chave: Skúli Magnússon, alto funcionário do tesouro real, considerado hoje o 'pai de Reykjavík'.

Por volta de 1750, Skúli Magnússon impulsionou a criação das chamadas Innréttingar, uma série de oficinas e indústrias — sobretudo de beneficiamento de lã — pensadas para modernizar a atrasada economia islandesa e dar ao país uma base manufatureira. Essas oficinas se instalaram justamente em Reykjavík, ao redor da atual praça Aðalstræti, e atraíram trabalhadores e população fixa. Foi o embrião do primeiro núcleo urbano da Islândia. Algumas das construções mais antigas que ainda sobrevivem no centro datam dessa época pioneira.

O reconhecimento formal veio pouco depois: em 1786, a coroa dinamarquesa concedeu a Reykjavík o status de cidade mercantil (kaupstaður), liberalizando em parte o comércio que até então era monopolizado por mercadores dinamarqueses. Essa data é considerada o nascimento oficial de Reykjavík como cidade, embora na época ela tivesse apenas umas duas centenas de habitantes. A partir daí, aos poucos, o pequeno povoado começaria a concentrar instituições e a crescer.

Skúli Magnússon como 'pai da cidade'
As fontes concordam em atribuir a Skúli Magnússon e às suas oficinas Innréttingar, por volta de meados do século XVIII, a origem do núcleo urbano de Reykjavík. Seu impulso industrial concentrou população ao redor de Aðalstræti e lançou as bases do que seria a futura capital.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Reykjav%C3%ADk

Capital do movimento de independência (século XIX)

Ao longo do século XIX, Reykjavík foi crescendo pouco a pouco e, sobretudo, ganhando um novo peso simbólico: virou o coração do despertar nacional islandês e da luta por autonomia em relação à Dinamarca. A pequena cidade passou a concentrar as instituições que davam forma a uma identidade nacional, numa época em que toda a Europa vivia o auge dos nacionalismos românticos.

Um marco decisivo foi o restabelecimento do Alþingi em Reykjavík. O Alþingi, fundado lá pelo ano 930 em Þingvellir, é um dos parlamentos mais antigos do mundo, mas tinha sido dissolvido no início do século XIX. Em 1845 foi restabelecido como assembleia consultiva, com sede em Reykjavík, o que reforçou o papel da cidade como centro político do país. O prédio do Alþingi, na praça Austurvöllur, continua sendo hoje a sede do Parlamento.

A figura que encarnou essa etapa foi Jón Sigurðsson, líder do movimento de independência islandês, cuja estátua domina hoje a praça Austurvöllur, em frente ao Parlamento. Sob sua liderança, a Islândia foi arrancando concessões da coroa dinamarquesa, como uma primeira constituição e maior autonomia nos assuntos internos por volta de 1874, quando se completou o milênio do assentamento. À medida que cresciam suas funções de governo, educação e cultura, Reykjavík se consolidava como a capital natural de uma nação que reivindicava governar a si mesma.

O Alþingi e a centralidade de Reykjavík
O restabelecimento do Alþingi em Reykjavík em 1845 é apontado pelas fontes como um passo fundamental na consolidação da cidade como centro político da Islândia. O parlamento islandês, com raízes no ano 930, deu a Reykjavík um papel institucional decisivo no caminho rumo à autonomia.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Althing

A Segunda Guerra Mundial e a República da Islândia (1940-1944)

A primeira metade do século XX trouxe dois grandes saltos para a Islândia e sua capital. O primeiro foi político: em 1918, depois de décadas de reivindicações, a Islândia conseguiu o reconhecimento como Reino da Islândia, um Estado soberano em união pessoal com a Dinamarca (ou seja, os dois compartilhavam o rei, mas a Islândia se governava sozinha). Reykjavík já era a capital indiscutível desse reino.

O segundo salto veio com a Segunda Guerra Mundial. Em 1940, quando a Alemanha nazista ocupou a Dinamarca, a Islândia ficou isolada da coroa dinamarquesa. Por sua posição estratégica no Atlântico Norte, tropas britânicas ocuparam a ilha pacificamente em maio de 1940 para evitar que ela caísse nas mãos dos alemães; no ano seguinte, tropas americanas assumiram o lugar. Embora a ocupação tenha acontecido à revelia dos islandeses, ela transformou Reykjavík numa velocidade inédita: a construção de bases, aeródromos (entre eles o atual aeroporto doméstico) e infraestrutura, junto com o emprego e o dinheiro que as tropas trouxeram, modernizou e enriqueceu a cidade e tirou a Islândia do atraso econômico.

Com a Dinamarca ocupada e a união rompida na prática, os islandeses deram o passo final. Em 17 de junho de 1944 — data escolhida por ser o aniversário de Jón Sigurðsson —, em Þingvellir, o local histórico do antigo Alþingi, foi proclamada solenemente a República da Islândia, plenamente independente, com Reykjavík como capital. Sveinn Björnsson foi o primeiro presidente. Aquele dia, celebrado debaixo de chuva por uma multidão, marcou o nascimento do país moderno.

O impacto modernizador da ocupação
Os historiadores concordam que a ocupação aliada (britânica a partir de 1940, americana a partir de 1941) acelerou drasticamente a modernização econômica de Reykjavík e da Islândia, com construção de infraestrutura, empregos e entrada de divisas, tirando o país de uma economia majoritariamente rural.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Iceland_in_World_War_II
O simbolismo de Þingvellir e do 17 de junho
A proclamação da república em Þingvellir em 17 de junho de 1944 foi carregada de simbolismo: escolheu-se o local do antigo Alþingi medieval e a data de nascimento de Jón Sigurðsson, ligando a nova república às raízes históricas da nação islandesa.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_Iceland

A capital moderna e a cúpula Reagan-Gorbachev (1986)

Depois da independência, Reykjavík cresceu rápido até se tornar uma capital moderna, que hoje concentra, junto com sua região metropolitana, cerca de dois terços da população do país. A economia islandesa, tradicionalmente baseada na pesca, se diversificou: o aproveitamento em grande escala da energia geotérmica e hidrelétrica — que aquece as casas e as piscinas e fornece eletricidade limpa — transformou a qualidade de vida e deu a Reykjavík seu perfil de cidade limpa e com pouca poluição, apesar do clima rigoroso.

A cidade ganhou um destaque mundial inesperado em outubro de 1986, quando sediou a histórica cúpula entre o presidente americano Ronald Reagan e o líder soviético Mikhail Gorbachev. O encontro, realizado na casa Höfði, uma elegante casa de madeira de frente para o mar, não produziu um acordo imediato, mas é considerado por muitos um ponto de virada que abriu caminho para os tratados de desarmamento nuclear e para o fim da Guerra Fria. A discreta e neutra Reykjavík entrou assim para a grande história do século XX.

As últimas décadas trouxeram altos e baixos. A Islândia viveu um boom financeiro no início do século XXI que terminou em um colapso bancário espetacular durante a crise global de 2008, que atingiu Reykjavík em cheio (a sala Harpa, então inacabada, ficou como símbolo daqueles anos). Mas o país se recuperou com notável rapidez, em boa parte graças a uma explosão do turismo: a imagem da Islândia como destino de natureza selvagem, geleiras, vulcões e auroras transformou Reykjavík na porta de entrada de milhões de viajantes. Hoje é uma capital cosmopolita, criativa e voltada para o design, a música e a cultura, que mantém sua escala pequena e seu caráter inconfundível.

A importância da cúpula de 1986
A cúpula de Reykjavík de outubro de 1986 entre Reagan e Gorbachev costuma ser descrita como um encontro que, embora não tenha fechado um acordo na hora, lançou as bases dos tratados posteriores de redução de armas nucleares e é visto como um marco no degelo da Guerra Fria.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Reykjav%C3%ADk_Summit
O turismo e a recuperação depois de 2008
Depois do colapso financeiro de 2008, a Islândia teve uma forte recuperação impulsionada em grande parte pelo boom do turismo de natureza. Algumas análises apontam tanto os benefícios econômicos quanto as tensões (pressão sobre a infraestrutura e os preços) que esse crescimento turístico gerou em Reykjavík.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Tourism_in_Iceland

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (EN) — «Reykjavík»: https://en.wikipedia.org/wiki/Reykjav%C3%ADk
  • Wikipedia (ES) — «Reikiavik»: https://es.wikipedia.org/wiki/Reikiavik
  • Wikipedia (EN) — «History of Iceland»: https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_Iceland
  • Wikipedia (ES) — «Islandia»: https://es.wikipedia.org/wiki/Islandia
  • Wikipedia (EN) — «Ingólfr Arnarson»: https://en.wikipedia.org/wiki/Ing%C3%B3lfr_Arnarson
  • Wikipedia (EN) — «Iceland in World War II»: https://en.wikipedia.org/wiki/Iceland_in_World_War_II
  • Wikipedia (EN) — «Reykjavík Summit»: https://en.wikipedia.org/wiki/Reykjav%C3%ADk_Summit
  • Wikipedia (EN) — «Althing»: https://en.wikipedia.org/wiki/Althing

❓ Perguntas frequentes

Quantos dias vale a pena ficar em Reykjavík?+
Para a cidade em si, 1 ou 2 dias bastam para ver a Hallgrímskirkja, a Harpa, o centro histórico, os museus e tomar banho numa piscina geotermal. Mas Reykjavík é a base ideal para passeios: o Círculo Dourado, a Lagoa Azul, a costa sul, as penínsulas de Reykjanes e Snæfellsnes e a caça à aurora saem daqui. O normal é reservar 2 ou 3 dias para ela dentro de uma viagem mais longa pela ilha.
Dá para ver a aurora boreal em Reykjavík?+
Sim, com sorte, entre o fim de agosto e meados de abril, quando as noites são escuras. É preciso céu limpo e atividade solar suficiente. Na cidade, dá para vê-la se você se afastar das luzes (farol de Grótta, parques), mas a poluição luminosa diminui as chances: o mais eficaz é fazer um passeio para áreas escuras no interior (a partir de 8.000 ISK, muitos com nova tentativa grátis). Não há garantia: é um fenômeno natural imprevisível.
Reykjavík é muito cara?+
Sim, a Islândia está entre os países mais caros da Europa, principalmente em comida, bebida e hospedagem. Para economizar, vale cozinhar (apartamentos com cozinha, supermercados como Bónus ou Krónan), aproveitar o pylsur (US$ 5-8) e as sopas com pão à vontade, levar garrafinha de água (a água da torneira é excelente e de graça) e usar as piscinas públicas (1.000-1.430 ISK) em vez de spas caros. A Lagoa Azul é um luxo; as piscinas municipais, uma pechincha.
Vale mais a pena alugar carro ou ir de passeio organizado?+
Depende da viagem. Na cidade, não precisa de carro: dá para fazer o centro a pé. Para rodar o país por conta própria (costa sul, Snæfellsnes, a volta completa), o carro alugado (US$ 40-90/dia) dá liberdade total. Se você só quer fazer os passeios clássicos (Círculo Dourado, Lagoa Azul, aurora) sem dirigir em condições difíceis, os passeios guiados saindo de Reykjavík são muito práticos, principalmente no inverno.
Que roupa levar?+
Roupa de frio e, acima de tudo, impermeável e corta-vento, em qualquer época do ano: o clima islandês muda muito e costuma ventar. O segredo é se vestir em camadas (segunda pele, agasalho, impermeável), levar gorro, luvas e calçado à prova d'água. No verão precisa de menos agasalho, mas mesmo assim é bom estar preparado para frio e chuva. Para as piscinas, roupa de banho e toalha.
Preciso de dinheiro vivo na Islândia?+
Praticamente não. A Islândia é uma sociedade quase sem dinheiro em espécie: tudo se paga com cartão, até valores pequenos, bombas de gasolina e barraquinhas. O ônibus urbano Strætó nem aceita mais dinheiro desde 2025. Vale avisar o banco que você vai usar o cartão no exterior e levar um cartão com boa taxa de câmbio. A moeda é a coroa islandesa (ISK).
Reykjavík é segura?+
A Islândia é um dos países mais seguros do mundo, com índices de criminalidade muito baixos, e Reykjavík é uma capital muito tranquila. Os principais cuidados não são com crimes, e sim com o clima e a natureza: ventos fortes, estradas congeladas no inverno, mar e cachoeiras (não chegue perto das bordas). À noite, no centro, o principal risco são os excessos típicos da balada de fim de semana.

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