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Landmannalaugar
🇮🇸 Islândia · Costa sul

Landmannalaugar

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📍Região
Terras Altas (Highlands) do sul da Islândia, dentro da Reserva Natural de Fjallabak, no sistema vulcânico de Torfajökull. Embora seja associado à costa sul porque o acesso é por lá, na verdade fica no interior montanhoso e desabitado do país, a cerca de 600 metros de altitude. É o ponto de partida do famoso trekking Laugavegur.
📌Melhor época
Só no verão. As estradas de montanha que chegam a Landmannalaugar (estradas F) abrem aproximadamente do fim de junho a meados de setembro, dependendo de como estiver a neve naquele ano; no resto do tempo ficam fechadas. Julho e agosto são os meses garantidos. Fora dessa janela não dá para chegar por estrada (a não ser em tours especiais de superjipe). Confira sempre a abertura em umferdin.is antes de ir.
📌Dias sugeridos
Um dia basta para ir, fazer uma das trilhas curtas (Laugahraun, Brennisteinsalda ou Bláhnjúkur), entrar na fonte termal e voltar, mas o trajeto é longo e lento. O ideal é dormir uma noite no refúgio ou no camping para aproveitar sem pressa. Se você fizer o trekking Laugavegur completo até Þórsmörk, são 3 a 4 dias de caminhada.
📌Como chegar
ATENÇÃO: só se chega por estradas F (mountain roads), que por lei exigem veículo 4x4 e implicam atravessar rios sem ponte. Um carro comum NÃO pode nem deve ir, e o seguro dele não cobre essas estradas. A alternativa confortável e segura é o ônibus de montanha (highland bus) saindo de Reykjavik, operado pela Reykjavik Excursions e pela Trex no verão. Não há trens na Islândia.
📌Como se locomover
No local tudo é a pé: o refúgio, o camping, a fonte termal e as trilhas saem do mesmo ponto. Não há vilarejo, nem lojas, nem posto de gasolina: é natureza pura. Leve tudo o que precisar (água, comida, agasalho, botas). Para percorrer os morros coloridos há várias trilhas sinalizadas de diferentes níveis de dificuldade.
🗣️Idioma e moeda
Idioma: islandês; o inglês é falado no turismo. Moeda: coroa islandesa (ISK, kr), NÃO euro. A Islândia é caríssima, e nas Terras Altas tudo custa ainda mais por ser remoto. Quase tudo se paga com cartão (o ônibus, o refúgio, o pequeno quiosque), mas é bom ter alguma margem porque o sinal pode falhar. Como referência, em julho de 2026 a cotação gira em torno de 140-150 ISK por euro.
💱 USD exchange rate
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🌤️ Weather in Landmannalaugar
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Landmannalaugar é um daqueles lugares que parecem de outro planeta: um anfiteatro de morros de riolito pintados de amarelo, ocre, rosa, verde e preto, cortado por campos de lava, colunas de vapor saindo do chão e uma fonte de água quente natural onde dá para entrar e boiar cercado de montanhas. Fica no coração das Terras Altas islandesas, o interior desabitado e vulcânico do país, e é o ponto de partida do Laugavegur, considerado uma das melhores trilhas de trekking do mundo.

Mas chegar lá tem suas letras miúdas, e é importante entendê-las antes de se empolgar: Landmannalaugar fica nas Highlands e só se chega por estradas F, aquelas rotas de montanha sem asfalto que por lei obrigam a dirigir um 4x4 e que incluem atravessar rios sem ponte. Os seguros dos carros comuns não cobrem nem as estradas F nem a travessia de água. Alugar um carro pequeno e ir mesmo assim é, literalmente, o jeito como muitos turistas destroem o veículo e ficam sem cobertura. Felizmente há uma solução simples: os ônibus de montanha que sobem de Reykjavik no verão.

Este guia explica sem rodeios como chegar de verdade (ônibus de montanha ou 4x4 dos grandes, com o seguro adequado), quando a estrada abre, que caminhadas fazer entre os morros coloridos, como funcionam a fonte termal e o refúgio do clube de montanhismo, e que precauções tomar com um clima que muda em minutos. Com dados verificados e preços reais em coroas, para a aventura dar certo.

📖 História de Landmannalaugar

As cores incríveis de Landmannalaugar vêm da sua geologia: o lugar fica sobre o vulcão Torfajökull, cuja grande erupção de 1477 formou o campo de lava de Laugahraun e deixou a maior extensão de rocha riolítica da Islândia, essa pedra silicosa que pinta os morros de amarelos, rosas e verdes. Durante séculos, a região foi terra de pastoreio: os fazendeiros levavam as ovelhas para os pastos de montanha no verão e desciam no outono no réttir, o recolhimento tradicional do rebanho. A fonte termal já era um lugar onde as pessoas e os pastores tomavam banho. Em 1927 foi fundado o Ferðafélag Íslands (o clube de montanhismo da Islândia), que construiu refúgios na região, e com os anos nasceu o trekking Laugavegur rumo a Þórsmörk, oficializado como rota em 1978. Toda a história, com datas e nomes, está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Landmannalaugar fica em South coast

The strip where ice and fire touch: farms planted at the foot of glacier-capped volcanoes, the sudden floods known as jökulhlaup, the retreat of Vatnajökull and the Jökulsárlón lagoon, the village of Vík in the shadow of the fearsome Katla, and the highlands of Landmannalaugar.

Ler a história de South coast →

🗺️ O que ver

Passeios por perto, em Vik

Saem de Vik, a 63 km daqui. Se você reservar por este link ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais.

1
Os morros coloridos de riolito
A paisagem estrela: montanhas de riolito tingidas de amarelo, rosa, verde, ocre e preto.
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O que torna Landmannalaugar único são seus morros coloridos. A região fica sobre o sistema vulcânico de Torfajökull e sua rocha dominante é o riolito, uma pedra vulcânica rica em sílica que, dependendo dos minerais que contém e de como foi alterada pelo calor geotérmico, ganha tons amarelos, rosados, avermelhados, esverdeados, ocres e até quase brancos. Somados aos campos de lava preta e às manchas de musgo verde, formam uma paisagem com uma paleta de cores que quase não se vê em nenhum outro lugar do mundo. As melhores cores são apreciadas caminhando entre os morros e subindo a algum mirante. A luz muda tudo: com sol os tons explodem, e com céu nublado ou chuva ficam um pouco apagados. Muitos caminhantes concordam que as últimas horas da tarde, com luz rasante, são as mais bonitas. Depois da chuva, as cores às vezes parecem mais intensas por causa da umidade. O acesso à região é gratuito; você paga só o transporte para chegar, e a hospedagem ou o camping se for ficar. Há trilhas sinalizadas de diferentes níveis de dificuldade que percorrem os morros. Vale usar calçado resistente e não sair das trilhas marcadas: o musgo e a vegetação de altitude levam décadas para se recuperar se forem pisados.
ℹ️ Distância: Na própria área de Landmannalaugar; trilhas que saem do refúgio e do camping · Melhor época: Verão (fim de junho a meados de setembro), única temporada de acesso; fim de tarde para a melhor luz · Entrada: Grátis para percorrer a área; paga-se o transporte e, se for ficar, o camping/refúgio · Duração: De umas duas horas a um dia inteiro de caminhadas
2
A fonte termal natural (banho quente)
Um riacho de água geotermal quente ao ar livre onde dá para entrar e boiar entre as montanhas.
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O nome já diz: 'Landmannalaugar' significa algo como 'as piscinas/banhos do povo da região'. Bem ao lado do refúgio há uma fonte termal natural, um riacho onde a água quente geotermal se mistura com a água fria de outro curso, criando um trecho de água morna perfeita para entrar, cercado de campos de lava e morros coloridos. É um dos banhos termais naturais mais famosos e autênticos da Islândia, e entrar ali depois de uma caminhada é uma experiência inesquecível. Diferente da Lagoa Azul, aqui não há instalações de luxo: é natureza. Há uma passarela de madeira para deixar a roupa e entrar (o fundo do riacho tem lama e algas, então muita gente usa sandálias de água). A água é mais quente perto da nascente e mais fria à medida que você se afasta, então cada um procura seu ponto ideal. O contraste entre a água quente e o ar frio da montanha faz parte do encanto. O banho é gratuito e de acesso livre. Leve roupa de banho, toalha, e fique de olho nas mudanças de tempo: não é raro tomar banho com chuva ou vento. Como em toda a Islândia, pede-se respeito pelo lugar: não usar sabonete nem xampu na fonte natural, e levar todo o lixo embora.
ℹ️ Distância: Ao lado do refúgio e do camping de Landmannalaugar (a pé) · Melhor época: Verão, depois de uma caminhada; ideal ao entardecer · Entrada: Grátis; leve roupa de banho, toalha e sandálias de água · Duração: O tempo que você quiser ficar boiando
3
Trilha de Laugahraun e Brennisteinsalda
Caminhada pelo campo de lava de 1477 até o morro 'onda de enxofre', um dos mais coloridos.
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Um dos passeios curtos mais populares atravessa o Laugahraun, o campo de lava preta e retorcida que se formou na erupção de aproximadamente 1477 e que chega até a borda do refúgio. Caminhar entre esses blocos de obsidiana e lava escura, com os morros coloridos ao fundo, já vale a viagem. A trilha sobe suavemente até a Brennisteinsalda ('a onda de enxofre'), considerada uma das montanhas mais coloridas da Islândia: suas encostas combinam amarelos do enxofre, vermelhos e verdes, com fumarolas que soltam vapor e cheiro de enxofre. É uma caminhada de dificuldade moderada que pode ser feita em umas 2 a 3 horas ida e volta, dependendo de até onde você for. Não exige equipamento técnico, mas sim bom calçado e agasalho, porque o tempo muda rápido. Do alto da Brennisteinsalda há vistas magníficas de toda a área geotermal. A trilha é sinalizada e gratuita. É fundamental não sair do caminho marcado: atravessam-se áreas geotermais onde o solo pode estar quente ou frágil, e além disso a vegetação de altitude é delicadíssima. Este trecho, aliás, coincide com o começo do grande trekking Laugavegur.
ℹ️ Distância: Sai do refúgio de Landmannalaugar; percorre o campo de lava Laugahraun · Melhor época: Verão; a trilha abre com a temporada de montanha · Entrada: Grátis (trilha livre e sinalizada) · Duração: 2 a 3 horas ida e volta
4
Bláhnjúkur (a 'montanha azul')
Subida a um cone vulcânico de encostas escuras com vistas panorâmicas de toda a paisagem colorida.
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O Bláhnjúkur, cujo nome significa 'pico azul' pelo tom azulado e escuro de sua cinza vulcânica, é uma montanha que se ergue logo acima de Landmannalaugar e oferece uma das melhores panorâmicas de toda a região. Do cume se veem, em 360 graus, os morros coloridos de riolito, os campos de lava e, em dias claros, até geleiras distantes. É a caminhada 'com recompensa' por excelência do lugar. A subida é mais puxada que as trilhas do vale: tem inclinação acentuada e chão solto de cinza e pedra, e costuma levar cerca de 1 hora a 1 hora e meia para subir (um pouco menos para descer), num circuito de umas 2 a 3 horas no total. Não é técnica, mas é preciso estar em forma razoável e tomar cuidado com o vento forte no cume, que na Islândia pode ser perigoso. Com tempo ruim ou neblina, melhor não subir. É grátis e não precisa de guia, mas sim de bom calçado, agasalho, corta-vento e água. Como sempre em Landmannalaugar, é preciso ficar na trilha marcada. É uma das caminhadas favoritas de quem passa a noite na região e quer uma vista completa da paisagem.
ℹ️ Distância: Sobe direto de Landmannalaugar · Melhor época: Verão, com tempo bom (não subir com neblina ou vento forte) · Entrada: Grátis; exige bom calçado e condicionamento físico razoável · Duração: 2 a 3 horas o circuito
5
O começo do trekking Laugavegur
A trilha de longa distância mais famosa da Islândia começa aqui: 55 km até Þórsmörk.
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Landmannalaugar é o ponto de partida (o extremo norte) do Laugavegur, o trekking de vários dias mais famoso da Islândia e uma das trilhas mais valorizadas do mundo (a National Geographic o colocou entre as vinte melhores do planeta em 2012). Ele percorre uns 54-55 km até o vale glacial de Þórsmörk, atravessando uma variedade incrível de paisagens: morros coloridos, campos de lava, áreas geotermais fumegantes, lagos, geleiras, cânions e desertos de areia preta. Normalmente é feito em 3 ou 4 dias, de norte a sul, dormindo nos refúgios de montanha que há pelo caminho: Hrafntinnusker (o ponto mais alto, a cerca de 1.050 metros), Álftavatn, Emstrur/Botnar e finalmente Þórsmörk. Os refúgios e campings são administrados principalmente pelo Ferðafélag Íslands (o clube de montanhismo da Islândia), e na alta temporada é preciso reservar vaga com muitíssima antecedência. Todo ano dezenas de milhares de pessoas o percorrem. Não é um passeio: é um trekking de montanha sério, com desníveis, rios que precisam ser atravessados a pé e um clima que pode passar do sol à neve em pleno verão. É preciso ir preparado, com equipamento adequado, ou fazê-lo com uma agência guiada. Muitos que só visitam Landmannalaugar por um dia caminham o primeiro trecho (rumo a Hrafntinnusker) e voltam, para experimentar um pedacinho da rota.
ℹ️ Distância: Começa em Landmannalaugar; 54-55 km até Þórsmörk · Melhor época: Julho ao início de setembro (refúgios abertos, rios mais fáceis de atravessar) · Entrada: Caminhar é grátis; noite em refúgio da FÍ aprox. 12.000-15.000 ISK por pessoa, camping aprox. 2.500-3.000 ISK (2026, fi.is); verificado julho 2026 · Duração: 3 a 4 dias o trek completo; primeiro trecho, algumas horas
6
Ljótipollur e os lagos de cratera
Uma cratera vulcânica com uma lagoa vermelha e azul, a pouca distância de Landmannalaugar.
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Nos arredores de Landmannalaugar há várias crateras e lagos vulcânicos que surpreendem. Um dos mais impressionantes é o Ljótipollur, cujo nome ironicamente significa 'poça feia', embora seja exatamente o contrário: uma cratera vulcânica com encostas de um vermelho intenso que cercam uma lagoa de água azul profunda. O contraste entre o vermelho da terra e o azul da água é espetacular, e dá para chegar caminhando (umas 4 horas ida e volta) ou de 4x4 por estradas de montanha. Outro imperdível da região mais ampla é a área de Frostastaðavatn, um lago próximo cercado de campos de lava e morros coloridos, com trilhas que o contornam. Toda essa área faz parte da Reserva Natural de Fjallabak, um território protegido das Terras Altas onde a atividade vulcânica e geotermal moldou uma paisagem única. Esses cantos são gratuitos e de acesso livre, mas muitos ficam longe do ponto principal e exigem caminhada longa ou 4x4 apto para estradas F. Para quem passa um ou dois dias em Landmannalaugar, são passeios extras que valem a pena se o tempo ajudar. Como sempre, é preciso respeitar as trilhas e não danificar o terreno frágil.
ℹ️ Distância: Ljótipollur, a umas 4 h de caminhada (ou de 4x4); Frostastaðavatn, perto por estrada de montanha · Melhor época: Verão, com a reserva de Fjallabak aberta · Entrada: Grátis; acesso a pé ou de 4x4 apto para estradas F · Duração: Meio dia para um passeio a Ljótipollur
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Acceso a la zona y a los senderosGrátis (percurso livre); verificado julho 2026
Fuente termal natural (baño caliente)Grátis; leve roupa de banho e toalha (verificado julho 2026)
Camping en Landmannalaugar (FÍ)Aprox. 2.500-3.000 ISK por pessoa/noite (€ 17-20 / US$ 19-22, 2026, fi.is; verificado julho 2026)
Noche en cabaña de montaña (FÍ) en Landmannalaugar o en el LaugavegurAprox. 12.000-15.000 ISK por pessoa/noite (€ 80-100, 2026, fi.is; reserva antecipada obrigatória; verificado julho 2026)
Ducha en el campingPago à parte, algumas centenas de ISK por alguns minutos (paga-se com cartão; verificado julho 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
Ônibus de montanha (highland bus) ida e volta saindo de ReykjavikAprox. 22.000-26.000 ISK ida e volta (€ 150-175, 2026; ~11.000-13.000 ISK cada trecho)Cerca de 3 h 30 a 4 h por trechoReykjavik Excursions (re.is/icelandia.com) e Trex (trex.is), só no verão
Banho na fonte termal naturalGrátis1-2 hAcesso livre em Landmannalaugar
Caminhada Laugahraun–BrennisteinsaldaGrátis2-3 hTrilha sinalizada (por conta própria)
Subida ao BláhnjúkurGrátis2-3 hTrilha sinalizada (por conta própria)
Trekking Laugavegur completo (Landmannalaugar–Þórsmörk)Por conta própria (refúgios/camping); guiado com agência a partir de várias centenas de US$3-4 diasFerðafélag Íslands (refúgios) e agências de trekking
Excursão guiada de dia inteiro saindo de Reykjavik em superjipe/4x4A partir de US$ 150-250 por pessoa (2026)Dia inteiro (10-12 h)Agências de Reykjavik (inclui a direção pelas estradas F)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

Ônibus de montanha (highland bus) saindo de Reykjavik
PreçoAprox. 11.000-13.000 ISK cada trecho (€ 75-88; ~US$ 82-92, 2026)
DuraçãoCerca de 3 h 30 a 4 h
Observações
A forma recomendada de chegar sem dirigir por estradas F. Operado pela Reykjavik Excursions e pela Trex, só no verão (aprox. fim de junho ao início de setembro). Paga-se com cartão e vale reservar. Não há trens na Islândia
4x4 próprio ou alugado pelas estradas F (F208, F225)
PreçoAluguel de 4x4 a partir de US$ 120-200+/dia + combustível (2026)
DuraçãoAprox. 3 h 30 a 4 h saindo de Reykjavik (cerca de 180-200 km)
Observações
SÓ com 4x4 de verdade (obrigatório por lei nas estradas F) e sabendo atravessar rios a vau. O seguro padrão NÃO cobre estradas F nem a travessia de rios. Um carro pequeno não pode ir: ele quebra e você perde o seguro. Veja o aviso abaixo
Passeio guiado em superjipe saindo de Reykjavík
PreçoA partir de US$ 150-250 por pessoa (2026)
DuraçãoDia inteiro (10-12 h)
Observações
Confortável e seguro: o guia dirige o 4x4 grande e atravessa os rios. Ideal se você não quer arriscar seu carro nem dirigir em condições difíceis
A pé pela região
Grátis
DuraçãoVariável
Observações
Tudo (cabana, camping, fonte termal, trilhas) fica junto e dá para percorrer a pé. Não há vilarejo nem serviços: leve água, comida e agasalho
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

RotaCompanhias aéreas / empresasPreço médioDuração
Reykjavík → Landmannalaugar de ônibus de montanha (highland bus)Reykjavik Excursions (icelandia.com), Trex (trex.is)Aprox. 11.000-13.000 ISK cada trecho (US$ 82-92, 2026)Cerca de 3 h 30 a 4 h; só no verão
Reykjavík → Landmannalaugar de 4x4 pelas estradas F (F208/F225)Aluguel de 4x4 (obrigatório); carro comum NÃOAluguel de 4x4 a partir de US$ 120-200+/dia + combustívelAprox. 3 h 30 a 4 h (180-200 km); só no verão, com rios para atravessar a vau
Reykjavík → Landmannalaugar em passeio guiado (superjipe)Agências de ReykjavíkA partir de US$ 150-250 por pessoa (2026)Dia inteiro (10-12 h)
Da costa sul (Hella / região da Rodovia 1) pela F225/F2084x4 próprio ou alugadoSó combustível (com 4x4)Várias horas por estrada de montanha; só no verão
Chegando pela trilha Laugavegur (a pé desde Þórsmörk)A pé (ou ônibus desde Þórsmörk)Por conta própria3-4 dias de trekking
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Cabana de montanha da Ferðafélag Íslands (FÍ)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Aprox. 12.000-15.000 ISK por pessoa/noite (US$ 90-110); a cabana do clube de excursionismo em Landmannalaugar, com beliches em dormitório compartilhado, cozinha comunitária e banheiros. É a única opção 'com teto' do lugar. Reserva antecipada obrigatória no verão: lota. Não é um hotel, é um refúgio.
Camping em Landmannalaugar
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Aprox. 2.500-3.000 ISK por pessoa/noite (US$ 19-22); o camping ao lado da cabana, com banheiros e chuveiros pagos. A opção mais barata e a mais escolhida por trekkers e viajantes de motorhome (embora as estradas F exijam do mesmo jeito um veículo apto). É preciso levar barraca e equipamento para frio e vento.
Hospedagem na costa sul / borda das Terras Altas
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 120-250 a noite; hotéis e guesthouses em vilarejos como Hella ou Hvolsvöllur, na Rodovia 1, para dormir com mais conforto e fazer Landmannalaugar como bate-volta. Prático se você não quer dormir em refúgio nem em camping.
Hotéis das Terras Altas (highland hotels)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 200-350 a noite; alguns poucos hotéis remotos na região das Highlands (como os do caminho para Hekla ou Landmannahellir), com quartos básicos no meio do nada. Caros por serem remotos; é preciso reservar e chegar com veículo apto.

🍴 Onde comer

Kiosco/tienda de la cabaña (el 'Mountain Mall')
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Variável; em Landmannalaugar há uma pequena barraca (às vezes montada em velhos ônibus verdes) que vende snacks, sopa, café, cachorro-quente e alguma comida básica a preços altos por ser tão remoto. Não conte com mais do que isso: não há restaurantes.
Comida que traés vos (autoabastecimiento)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Variável; o normal é levar toda a comida de Reykjavík ou de um supermercado da costa sul (Bónus, Krónan em Hella/Hvolsvöllur) e cozinhar na cozinha comunitária da cabana ou do camping. Num país tão caro e num lugar tão remoto, é a opção sensata.
Restaurantes en la costa sur (antes de subir)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 20-40 por prato; em Hella e Hvolsvöllur, na Rodovia 1, há restaurantes e cafés para comer bem antes ou depois do passeio. A última chance de comida 'de verdade' antes de entrar nas Terras Altas.
Sopa de cordero y platos caseros de refugio
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 15-25 a tigela; alguns refúgios e o quiosque servem a clássica kjötsúpa (sopa de cordeiro islandesa), reconfortante depois de uma caminhada no frio. Simples, mas perfeita para o lugar.

📖 História de Landmannalaugar

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Um vulcão que pinta as montanhas

Quando a gente vê pela primeira vez os morros de Landmannalaugar —amarelos, rosados, verdes, ocres, quase como se alguém os tivesse pintado com aquarela— a pergunta inevitável é: por que eles têm essas cores? A resposta está debaixo dos pés, em um dos sistemas vulcânicos mais singulares da Islândia: o Torfajökull.

O Torfajökull não é um vulcão em forma de cone, e sim um enorme sistema com uma grande caldeira de uns 18 por 12 quilômetros, cujo centro vulcânico se formou há pelo menos 384.000 anos. Sua característica mais extraordinária é ter produzido a maior extensão de rocha riolítica de toda a Islândia: cerca de 450 km² de riolito exposto. O riolito é uma rocha vulcânica rica em sílica, e aí está o segredo das cores. Ao contrário do basalto preto que domina quase toda a Islândia, o riolito pode ter tons claros, e quando se combina com a alteração geotermal —o vapor quente e os gases que sobem do subsolo transformam os minerais— surgem os amarelos do enxofre, os vermelhos e ocres do ferro, os verdes e os rosados. Cada morro é, no fundo, um mapa químico do que aconteceu debaixo da terra.

O Torfajökull abriga ainda o maior sistema geotérmico da Islândia, com uns 150 km², e temperaturas que nas zonas mais ativas passam de 340 °C em profundidade. É essa energia que aquece a famosa fonte termal onde hoje os visitantes tomam banho, e que mantém fumegantes as encostas de morros como o Brennisteinsalda, a 'onda de enxofre'. Landmannalaugar não é só um lugar bonito: é a superfície visível de uma gigantesca caldeira ainda viva.

en.wikipedia.org · Torfajökullperlan.is · Torfajokull volcano iceland

1477: a erupção que deixou os campos de lava

A paisagem atual de Landmannalaugar leva a assinatura de uma erupção específica: a de aproximadamente 1477. Foi um dos maiores episódios eruptivos silícicos da história recente da Islândia. De uma fissura que se estendia por muitos quilômetros ao norte da caldeira do Torfajökull brotaram fluxos de lava que continuam lá até hoje, pretos e retorcidos, formando os campos que cercam o lugar.

O mais famoso desses fluxos é o Laugahraun, o campo de lava que chega até a beirada de onde hoje fica o refúgio. 'Laugahraun' significa 'lava das fontes termais', e caminhar sobre ele é uma experiência curiosa: blocos de lava escura e obsidiana (o vidro vulcânico preto e brilhante que se forma quando a lava rica em sílica esfria muito rápido) espalhados ao pé dos morros coloridos. Outros fluxos da mesma erupção, como o Námshraun e o Stútshraun, completam esse mar de pedra vulcânica.

Essa erupção explica por que o contraste de Landmannalaugar é tão impressionante: a lava preta recente ao lado do riolito multicolorido muito mais antigo, com o vapor das fumarolas escapando no meio. É geologia em estado quase puro, praticamente sem vegetação para cobri-la, porque nas Terras Altas o clima é tão duro que as plantas mal conseguem se fixar.

O Torfajökull não voltou a entrar em erupção com essa força desde então, mas não é um vulcão extinto: suas últimas grandes erupções foram separadas por intervalos de uns 900 anos, e o sistema continua geotermicamente muito ativo. Cada coluna de vapor que se vê em Landmannalaugar lembra que o fogo está apenas adormecido debaixo dessas cores.

en.wikipedia.org · Torfajökullen.wikipedia.org · Landmannalaugar

Ovelhas, tropeadas e banhos: a vida nas Terras Altas

Antes de ser um destino de trekking mundial, Landmannalaugar foi, durante séculos, um lugar de trabalho para os fazendeiros islandeses. O próprio nome conta isso: 'Landmannalaugar' significa algo como 'os banhos do povo da região de Land' (Landmenn), a região agrícola ao sul, nas terras baixas. Ou seja, as fontes termais do povo de Land.

Na Islândia, a tradição pecuária consistia em soltar as ovelhas no verão para que pastassem livres nos campos das terras altas, longe das fazendas. Os animais passavam os meses quentes soltos pela montanha, engordando com o capim de altitude. Landmannalaugar, com seus vales e sua água, era uma dessas áreas de pastagem de verão, e também um ponto de encontro e descanso: os tropeiros que subiam para vigiar o rebanho aproveitavam a fonte de água quente para tomar banho, exatamente como os turistas fazem hoje. O banho termal não é uma invenção moderna para visitantes: é um uso antiquíssimo do lugar.

Todo outono chegava o momento mais importante do calendário rural: o réttir, a grande tropeada em que as ovelhas eram trazidas de volta da montanha. Cavaleiros e cães percorriam as Terras Altas durante dias reunindo os animais dispersos e levando-os até os currais (as réttir propriamente ditas), onde cada fazendeiro separava suas ovelhas das dos vizinhos pelas marcas nas orelhas. O réttir era, e continua sendo em muitas regiões da Islândia, uma celebração comunitária, com trabalho pesado, reencontros e tradição. Essa vida pastoril foi, por gerações, o único motivo pelo qual as pessoas subiam a um lugar tão remoto e inóspito quanto Landmannalaugar.

en.wikipedia.org · Landmannalaugarfi.is

O clube de caminhada e os primeiros refúgios

A passagem de terra de pastagem a meca das trilhas tem um protagonista claro: o Ferðafélag Íslands, o Clube de Caminhada da Islândia, fundado em 1927. Numa época em que a Islândia ainda era um país pobre e com estradas péssimas, um grupo de apaixonados por montanha decidiu abrir o interior do país a quem quisesse percorrê-lo a pé, construindo refúgios e sinalizando trilhas em áreas onde não havia absolutamente nada.

O Ferðafélag Íslands (que os islandeses abreviam como FÍ) foi erguendo uma rede de refúgios de montanha pelas Terras Altas, entre eles o de Landmannalaugar. Esses refúgios, simples mas vitais, permitiam que os caminhantes passassem a noite abrigados num ambiente onde o clima pode matar: cabanas com beliches, cozinha compartilhada e pouco mais, mas o suficiente para tornar possível a travessia de regiões remotas. Até hoje é o FÍ que administra a maioria dos refúgios e campings de Landmannalaugar e do trekking Laugavegur, com um sistema de guardiões de refúgio no verão.

Com o passar das décadas, e sobretudo com a melhoria dos acessos e o boom do turismo de natureza, Landmannalaugar deixou de ser um segredo dos caminhantes islandeses para se tornar um destino conhecido no mundo inteiro. Hoje está protegido dentro da Reserva Natural de Fjallabak, uma categoria de proteção que busca preservar esse território vulcânico único das Terras Altas diante da pressão do turismo. A fragilidade do lugar é real: o musgo e a vegetação de altitude levam décadas para se recuperar de uma simples pisada fora da trilha, e por isso se insiste tanto em não sair dos caminhos sinalizados.

fi.isen.wikipedia.org · Landmannalaugar

O nascimento do Laugavegur, uma trilha de fama mundial

O grande salto de Landmannalaugar para a fama internacional veio através de uma trilha: o Laugavegur, a travessia de uns 54-55 quilômetros que liga Landmannalaugar ao vale glacial de Þórsmörk. A rota foi oficializada como trilha sinalizada em 1978, quando o Ferðafélag Íslands terminou de conectar e sinalizar o percurso entre seus refúgios de Landmannalaugar, Hrafntinnusker, Álftavatn e Emstrur (Botnar), até descer a Þórsmörk.

O atrativo do Laugavegur é a variedade incrível de paisagens que ele atravessa em poucos dias: começa entre os morros coloridos de riolito e os campos de lava de Landmannalaugar, sobe até o ponto mais alto em Hrafntinnusker (a uns 1.050 metros, entre neve e áreas geotermais fumegantes), passa por lagos como o Álftavatn, cruza rios glaciais e desertos de areia preta e termina no oásis verde de Þórsmörk, cercado de geleiras. Poucas trilhas no mundo oferecem tamanha diversidade em tão pouca distância.

Essa singularidade não passou despercebida: em 2012, a revista National Geographic incluiu o Laugavegur entre as vinte melhores trilhas do planeta. Hoje ele é percorrido a cada verão por dezenas de milhares de pessoas —as estimativas falam de 75.000 a 100.000 por ano no conjunto da rota—, o que faz dele o trekking mais popular da Islândia. Costuma ser feito em três ou quatro dias, de norte a sul, dormindo nos refúgios do FÍ, que na alta temporada são reservados com muitíssima antecedência.

Assim, em menos de um século, Landmannalaugar completou uma transformação notável: de banho termal de tropeiros de ovelhas e ponto de pastagem remoto a porta de entrada de uma das trilhas mais admiradas do mundo. E, mesmo assim, boa parte da sua magia continua sendo a mesma de séculos atrás: entrar na fonte de água quente, com o frio da montanha no rosto e os morros coloridos ao redor, depois de um longo dia de caminhada.

fi.is · Laugaveguren.wikipedia.org · Laugavegur

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (EN) — «Landmannalaugar»: https://en.wikipedia.org/wiki/Landmannalaugar
  • Wikipedia (EN) — «Torfajökull»: https://en.wikipedia.org/wiki/Torfaj%C3%B6kull
  • Wikipedia (EN) — «Laugavegur (hiking trail)»: https://en.wikipedia.org/wiki/Laugavegur
  • Ferðafélag Íslands (Icelandic Touring Association, oficial): https://www.fi.is/en
  • Ferðafélag Íslands — trekking Laugavegur (oficial): https://www.fi.is/en/hiking-trails/trails/view/laugavegur
  • Perlan — «Torfajökull Volcano, Iceland»: https://perlan.is/articles/torfajokull-volcano-iceland
  • Lavashow — «Torfajökull Volcano»: https://www.lavashow.com/blog/lava-academy/torfajokull-volcano
  • Adventures.is — «Landmannalaugar Travel Guide»: https://adventures.is/iceland/attractions/landmannalaugar/
  • Umhverfisstofnun (Agência Ambiental da Islândia) — Reserva de Fjallabak: https://ust.is/english/
  • Northbound — «The Ultimate Guide to Landmannalaugar»: https://www.northbound.is/blog/284/the-ultimate-guide-to-landmannalaugar

❓ Perguntas frequentes

Posso ir a Landmannalaugar com um carro comum alugado?+
Não. Landmannalaugar fica nas Terras Altas e só se chega pelas estradas F (F208, F225), que por lei exigem um 4x4 de verdade e incluem atravessar rios sem ponte. O seguro de um carro comum NÃO cobre as estradas F nem os danos por atravessar rios: se você for com um carro pequeno, o mais provável é quebrá-lo e ficar sem cobertura (e sem socorro, no meio do nada). Se você não tem um 4x4 apto e experiência, a opção certa é o ônibus de montanha ou um passeio guiado.
Como chego sem dirigir nas estradas F?+
Com o ônibus de montanha (highland bus), que no verão sai de Reykjavík pelas empresas Reykjavik Excursions e Trex. Custa cerca de 11.000-13.000 ISK por trecho (US$ 82-92, 2026) e leva umas 3 h 30 a 4 h. É confortável, seguro e vai pelas mesmas estradas, mas com motoristas experientes em ônibus altos que atravessam os rios. Também há passeios guiados de dia inteiro em superjipe saindo de Reykjavík. Reserve com antecedência na temporada.
Quando abre a estrada para Landmannalaugar?+
Só no verão. As estradas F que chegam a Landmannalaugar abrem aproximadamente do fim de junho a meados de setembro, dependendo de como está a neve a cada ano. No resto do tempo ficam fechadas e não dá para chegar por estrada. Os meses garantidos são julho e agosto. Antes de ir, confira a abertura das estradas em umferdin.is (Vegagerðin) e a situação dos rios e trilhas em safetravel.is.
Vale a pena ir no bate-volta ou é melhor dormir lá?+
Dá para ir e voltar no mesmo dia (de ônibus de montanha ou passeio guiado), e é suficiente para tomar banho na fonte termal e fazer uma caminhada curta como Laugahraun–Brennisteinsalda. Mas o trajeto é longo, então dormir uma noite na cabana ou no camping permite aproveitar muito mais, ver as cores com a luz do fim da tarde e fazer mais trilhas. Se você quer o trekking Laugavegur completo até Þórsmörk, são 3 a 4 dias.
Que cuidados tomar com o clima e a natureza?+
O clima das Terras Altas muda em minutos: pode passar do sol para chuva, neblina, vento forte ou até neve em pleno verão. Confira sempre a previsão em vedur.is e a situação das estradas e trilhas em safetravel.is antes de sair. Cuidado com as tempestades de areia e o vento, que na Islândia pode arrancar a porta do carro (por isso existe um seguro específico para portas). Não saia das trilhas: o musgo e a vegetação de altitude levam décadas para se recuperar. Leve agasalho, corta-vento, capa de chuva, botas e comida.
É caro e preciso de dinheiro em espécie?+
A Islândia é caríssima, e nas Terras Altas tudo custa ainda mais por ser remoto (o ônibus, a cabana, o quiosque). Quase tudo se paga com cartão, até o chuveiro do camping ou um café no quiosque, então você praticamente não precisa de dinheiro em espécie. Para economizar, o melhor é levar sua própria comida de Reykjavík ou de um supermercado da costa sul (Bónus, Krónan) e cozinhar na cozinha comunitária. A água da torneira e dos riachos limpos é potável e grátis.

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