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Salamina
🇨🇾 Chipre · O leste e o norte (Ayia Napa, Kyrenia, Famagusta)

Salamina

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📍Região
Salamina (em grego Salamís; em turco Salamis) é um extenso sítio arqueológico greco-romano à beira-mar, cerca de 6-9 km ao norte de Famagusta, no território da autoproclamada República Turca do Norte de Chipre, reconhecida apenas pela Turquia. Foi uma das grandes cidades da Antiguidade, capital da ilha durante séculos, e hoje suas ruínas — ginásio, termas, teatro, ágora e basílicas — se espalham entre dunas, eucaliptos e o mar. A visita é feita a partir do sul, cruzando a Linha Verde por um ponto de passagem.
📌Melhor época
Primavera (abril a junho) e outono (setembro e outubro): clima ameno para percorrer um sítio grande, ao ar livre e com pouca sombra. O verão é muito quente e é preciso ir cedo ou no fim da tarde, com água, chapéu e protetor solar. O inverno é ameno e tranquilo, agradável para caminhar entre as ruínas. Em qualquer época de clima temperado, combina perfeitamente com Famagusta e o mosteiro de São Barnabé, bem perto.
📌Dias sugeridos
Meio dia é suficiente para percorrer o sítio com calma. O ideal é dedicar um dia inteiro à região: Salamina de manhã, o vizinho mosteiro de São Barnabé (Apostolos Varnavas) e a cidade murada de Famagusta à tarde, para um roteiro histórico completo pelo leste do norte de Chipre. A praia ao lado das ruínas convida a um mergulho para fechar a visita.
📌Como chegar
Do sul, cruza-se a Linha Verde por um ponto de passagem. De carro, a passagem de Deryneia (perto de Ayia Napa/Protaras) é a mais prática se você vem da costa sudeste; de Nicósia, usa-se a de Agios Dometios/Metehan. Com carro alugado, é preciso contratar o seguro turco obrigatório na passagem (cerca de €20-25 para poucos dias) e avisar a locadora antes, porque muitas não permitem cruzar. Salamina fica cerca de 6-9 km ao norte de Famagusta, com sinalização. Também há excursões organizadas saindo do sul.
📌Como se locomover
O sítio é percorrido a pé, e é grande: é preciso caminhar bastante entre os diferentes monumentos, muitas vezes sobre areia e debaixo de sol, então vale usar calçado confortável e levar água. Não há transporte dentro do sítio. Para chegar a partir da passagem, e para incluir São Barnabé e Famagusta, você vai precisar de carro, táxi ou excursão. Há dolmuş (micro-ônibus) e táxis locais na região, mas são limitados.
🗣️Idioma e moeda
Você está no norte de Chipre: fala-se turco e, nas áreas turísticas, inglês. A moeda é a lira turca (TL/₺), não o euro. Na bilheteria do sítio e para pequenos gastos, é melhor levar liras, embora às vezes aceitem euros. Por causa da forte inflação turca, os preços em lira mudam muito rápido: os valores deste guia são uma referência aproximada.
💱 USD exchange rate
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🌤️ Weather in Salamina
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Poucos sítios arqueológicos do Mediterrâneo têm a magia de Salamina. Numa faixa de litoral dourado, entre dunas, eucaliptos e o barulho do mar, estendem-se as ruínas daquela que foi, durante séculos, a maior e mais importante cidade de Chipre. Caminhar entre suas colunas — o ginásio com seu pátio cercado de estátuas, as termas romanas, o grande teatro que comportava quinze mil espectadores — com o azul do Mediterrâneo ao fundo é uma das experiências mais memoráveis de toda a ilha.

Salamina já era capital de Chipre por volta do ano 1100 a.C. e, segundo a lenda, foi fundada por Teucro, herói da Guerra de Troia. Sobreviveu a assírios, egípcios, persas, gregos e romanos; viu reis como Evágoras I transformá-la num farol da cultura grega e os imperadores romanos erguerem nela monumentos colossais. São Paulo e São Barnabé pregaram o cristianismo aqui. Terremotos e as incursões árabes do século VII foram esvaziando a cidade, até que a vizinha Famagusta herdou seu papel e Salamina ficou soterrada pela areia, à espera dos arqueólogos.

Este guia percorre Salamina com um olhar prático e caloroso, e com as particularidades de visitar o norte de Chipre: como cruzar a Linha Verde a partir do sul e o seguro de que você precisa para o carro, o que ver no sítio (o ginásio, as termas, o teatro, a ágora e as basílicas), como combinar a visita com Famagusta e o mosteiro de São Barnabé e como aproveitar o clima. Salamina não é um museu com vitrines: é uma cidade antiga aberta para o mar e para o céu, para percorrer sem pressa e se deixar impressionar.

📖 História de Salamina

Salamina foi a grande cidade da Antiguidade cipriota: capital da ilha desde cerca de 1100 a.C., fundada, segundo a lenda, pelo arqueiro Teucro depois da Guerra de Troia. Uma das dez cidades-reino de Chipre, viveu seu auge cultural com o rei Evágoras I (séculos V-IV a.C.). Palco de batalhas entre gregos e persas e entre os sucessores de Alexandre, floresceu sob Roma, que a encheu de ginásios, termas e teatros; os terremotos do século IV a arruinaram e ela foi reconstruída como Constantia pelo imperador Constâncio II. São Paulo e São Barnabé (nascido em Chipre) pregaram o cristianismo aqui. As incursões árabes do século VII a despovoaram e a areia a cobriu, enquanto a vizinha Famagusta herdava seu papel. A história completa está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Salamina fica em the east and the north (Ayia Napa, Kyrenia, Famagusta)

The touristy east with its golden beaches, and the Turkish Cypriot north beyond the Green Line. Here you'll find ancient Salamis, Gothic Famagusta and its ghost quarter of Varosha, and the harbour of Kyrenia beneath its medieval castle.

Ler a história de The east and the north (Ayia Napa, Kyrenia, Famagusta) →

🗺️ O que ver

Passeios por perto, em Protaras

Saem de Protaras, a 24 km daqui. Se você reservar por este link ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais.

1
O Ginásio e seu pátio de colunas (Palestra)
O monumento mais fotogênico de Salamina: um pátio com pórtico, colunas e estátuas, coração da cidade romana.
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O Ginásio é o cartão-postal de Salamina e provavelmente o canto mais bonito do sítio. Trata-se de um grande complexo esportivo e social da época romana, reconstruído pelos imperadores Trajano e Adriano após o terremoto do século I d.C., com uma ampla palestra: um pátio retangular cercado por um pórtico de esguias colunas de mármore. Ao redor dele estão dispostas estátuas (algumas sem cabeça, decapitadas pelos iconoclastas ou pelos cristãos) que lhe dão um ar clássico inconfundível. O ginásio não servia apenas para o exercício físico: era um centro de vida social, educação e cultura, com salas, pórticos e as termas anexas. Passear entre suas colunas, com a luz do Mediterrâneo se infiltrando entre os mármores, é mergulhar de cabeça na Antiguidade. É a área mais bem conservada e mais impressionante do sítio. Como é a visita: é a primeira coisa que se vê ao entrar; percorre-se a pé. Melhor época e horário: primavera e outono; a luz dourada da tarde realça as colunas. Entrada: incluída no ingresso do sítio, em lira turca (verificado julho 2026). Dica: é o melhor lugar para fotos; reserve um tempo e repare nas estátuas do pórtico.
ℹ️ Como chegar: Na entrada do sítio de Salamina, a pé · Melhor época: Primavera e outono; luz dourada da tarde · Entrada: Incluída no ingresso do sítio, em lira turca (verificado julho 2026) · Duração: 30 a 45 minutos
2
As termas romanas
O grande complexo de banhos ao lado do ginásio, com restos de aquecimento por hipocausto, mosaicos e afrescos.
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Ao lado do ginásio ergue-se o grande complexo das termas romanas, um dos conjuntos mais notáveis do sítio. Conservam-se as salas abobadadas dos banhos — o caldarium (água quente), o tepidarium (morno) e o frigidarium (frio) —, com restos do engenhoso sistema de aquecimento por hipocausto, que fazia o ar quente circular sob os pisos e pelas paredes. Em algumas paredes e abóbadas ainda se veem fragmentos de mosaicos e afrescos, com figuras mitológicas, que dão uma ideia do luxo dessas instalações. As termas eram, junto com o ginásio, o grande centro social da cidade romana: um lugar para tomar banho, fazer exercício, conversar e fechar negócios. Sua escala monumental mostra a riqueza e a importância que Salamina teve sob o Império. A visita é feita em sequência ao ginásio. Como é a visita: coladas ao ginásio; percorrem-se a pé, com desníveis. Melhor época e horário: junto com o ginásio, de manhã ou à tarde. Entrada: incluída no ingresso do sítio (verificado julho 2026). Dica: procure os restos de mosaicos e afrescos nas abóbadas, fáceis de passar despercebidos.
ℹ️ Como chegar: Ao lado do ginásio de Salamina, a pé · Melhor época: Primavera e outono; manhã ou tarde · Entrada: Incluída no ingresso do sítio, em lira turca (verificado julho 2026) · Duração: 30 minutos
3
O teatro romano
O maior teatro antigo de Chipre, com capacidade para cerca de 15.000 espectadores, parcialmente restaurado.
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O teatro de Salamina é um dos monumentos mais impressionantes do sítio e o maior teatro antigo de Chipre. Construído na época do imperador Augusto (século I d.C.), chegou a ter umas cinquenta fileiras de arquibancada e uma capacidade estimada de até 15.000 espectadores. Diferentemente de muitos teatros gregos escavados numa encosta, este era em boa parte uma construção independente, erguida sobre suas próprias estruturas. Ficou escondido sob a areia durante séculos e só foi descoberto em 1959; hoje está parcialmente restaurado, com a orquestra semicircular, parte da arquibancada e os restos do palco. É um lugar magnífico para ter uma ideia da escala da Salamina romana e, às vezes, ainda é usado para espetáculos e shows. Como é a visita: dentro do sítio, a pé; dá para subir na arquibancada. Melhor época e horário: primavera e outono; evite o meio-dia no verão. Entrada: incluída no ingresso do sítio (verificado julho 2026). Dica: suba até o alto da arquibancada para ver o conjunto e o mar.
ℹ️ Como chegar: Dentro do sítio de Salamina, a pé · Melhor época: Primavera e outono; evite o meio-dia no verão · Entrada: Incluída no ingresso do sítio, em lira turca (verificado julho 2026) · Duração: 30 a 45 minutos
4
A ágora, a basílica e o templo de Zeus
A grande praça pública da cidade, com os restos do templo de Zeus Salamínio e uma basílica próxima.
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No sul do sítio estende-se a ágora, a enorme praça pública que era o centro comercial, político e religioso de Salamina. Foi uma das maiores praças do mundo romano, cercada de pórticos, e numa de suas extremidades ficava o templo de Zeus Salamínio, a principal divindade da cidade, do qual restam os alicerces e alguns vestígios. Perto dali também se conserva uma grande cisterna (a 'Vouta') que abastecia a população de água. Essa parte do sítio, um pouco mais afastada e menos visitada, dá uma ideia do tamanho colossal que a cidade teve em seu auge. Caminhar pela ágora, imaginando o burburinho de mercadores e cidadãos entre colunas e templos, completa a visão de uma verdadeira metrópole antiga. Como é a visita: na extremidade sul do sítio; é preciso caminhar, às vezes sobre areia. Melhor época e horário: primavera e outono, com calçado confortável. Entrada: incluída no ingresso do sítio (verificado julho 2026). Dica: se o calor apertar, priorize ginásio, termas e teatro, que ficam mais concentrados.
ℹ️ Como chegar: Extremidade sul do sítio; a pé, trechos sobre areia · Melhor época: Primavera e outono; calçado confortável · Entrada: Incluída no ingresso do sítio, em lira turca (verificado julho 2026) · Duração: 30 a 45 minutos
5
As basílicas paleocristãs (Campanopetra e Santo Epifânio)
Os restos de duas grandes igrejas do período bizantino, testemunho da Salamina cristã.
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Salamina também foi um importante centro cristão, e os restos de suas grandes basílicas paleocristãs comprovam isso. A mais monumental foi a basílica de Santo Epifânio, bispo de Salamina no século IV, que chegou a ser a igreja metropolitana (a catedral) da cidade, com seu batistério. A outra grande igreja é a basílica de Campanopetra, do século V, perto do mar, um enorme complexo de três naves com pátios e pisos de mármore, que impressiona pelo tamanho. Essas igrejas correspondem à época em que a cidade, reconstruída como Constantia após os terremotos do século IV, foi sede episcopal e capital cristã da ilha. Suas colunas caídas e seus pisos, à beira-mar, fecham o percurso cronológico do sítio: do culto pagão a Zeus ao cristianismo bizantino. Como é a visita: espalhadas pelo sítio, perto da costa; a pé. Melhor época e horário: primavera e outono. Entrada: incluída no ingresso do sítio (verificado julho 2026). Dica: a basílica de Campanopetra, à beira-mar, é especialmente evocativa ao pôr do sol.
ℹ️ Como chegar: No sítio, em direção à costa; a pé · Melhor época: Primavera e outono; pôr do sol para Campanopetra · Entrada: Incluída no ingresso do sítio, em lira turca (verificado julho 2026) · Duração: 30 minutos
6
A praia de Salamina e os eucaliptos
A faixa de areia dourada ao lado das ruínas, entre dunas e eucaliptos, ideal para um mergulho depois da visita.
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Um dos grandes encantos de Salamina é que o sítio dá direto para o mar, com uma linda praia de areia dourada margeada por dunas e um pequeno bosque de eucaliptos que perfuma o ar e oferece um pouco de sombra. É uma das combinações mais bonitas de Chipre: ruínas antigas e banho de mar mediterrâneo no mesmo lugar. Depois de percorrer as colunas e os teatros, muitos visitantes dão um mergulho nessas águas calmas e rasas. A praia costuma ser bem tranquila, sobretudo fora da alta temporada, e há uma ou outra barraca de praia sazonal nos arredores. O contraste entre a pedra milenar, a areia e o mar transforma a visita em algo mais que arqueologia: é também um programa de natureza e praia. Como é a visita: ao lado do sítio; acesso a pé. Melhor época e horário: verão para o banho; o resto do ano para passear. Entrada: a praia tem acesso livre; para as ruínas, paga-se o ingresso do sítio (verificado julho 2026). Dica: leve roupa de banho e água; combine cultura e mergulho na mesma manhã.
ℹ️ Como chegar: Ao lado do sítio de Salamina, a pé · Melhor época: Verão para o banho; o ano todo para passear · Entrada: Praia de acesso livre; ruínas com ingresso em lira turca (verificado julho 2026) · Duração: 1 hora
7
As Tumbas Reais e o mosteiro de São Barnabé (perto)
A necrópole com tumbas de reis cipriotas e o mosteiro do apóstolo Barnabé, a poucos km.
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A pouca distância do sítio, em direção ao interior, ficam dois lugares que completam a visita a Salamina. As Tumbas Reais (Royal Tombs) são uma necrópole dos séculos VIII-VII a.C. onde eram enterrados os reis e aristocratas da antiga Salamina; em algumas tumbas foram encontrados ricos enxovais funerários e até restos de carros e cavalos sacrificados, em sepultamentos que lembram os descritos por Homero. Perto dali está o cenotáfio tradicionalmente atribuído ao rei Nicocreonte. A poucos minutos fica o mosteiro de São Barnabé (Apostolos Varnavas), dedicado ao apóstolo Barnabé, nascido em Chipre e fundador da Igreja cipriota, cujo túmulo foi descoberto nas proximidades no século V. Hoje abriga museus de ícones e de arqueologia, com peças das escavações de Salamina. Juntos, necrópole e mosteiro ligam a Salamina pagã à cristã. Como chegar: de carro, a poucos km de Salamina, com sinalização. Melhor época e horário: manhã ou tarde. Entrada: modesta, em lira turca, cada lugar cobrado à parte (verificado julho 2026). Dica: combine Salamina + Tumbas Reais + São Barnabé + Famagusta num dia inteiro.
ℹ️ Como chegar: De carro, a poucos km de Salamina (Tumbas Reais e mosteiro) · Melhor época: Manhã ou tarde · Entrada: Modesta, em lira turca, cada lugar à parte (verificado julho 2026) · Duração: 1 a 1,5 hora os dois
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Entrada al yacimiento de SalaminaModesta, em lira turca; costuma equivaler a poucos euros (verificado julho 2026); por causa da inflação turca, confirme na bilheteria
Playa junto a SalaminaAcesso livre (verificado julho 2026)
Tumbas Reales (Royal Tombs)Modesta, em lira turca (verificado julho 2026)
Monasterio de San Bernabé (museo)Modesta, em lira turca (verificado julho 2026)
Seguro turco obligatorio para el auto de alquiler (en el paso)Aprox. €20-25 para poucos dias (verificado julho 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
Excursão de um dia a Salamina e Famagusta saindo do sul€45-80 por pessoa (verificado julho 2026)Dia inteiroAgências do sul (Ayia Napa, Larnaca, Nicósia)
Visita guiada ao sítioGuia local + ingresso em lira turca (verificado julho 2026)2 hGuias locais do norte
Combinado Salamina + Tumbas Reais + São Barnabé por conta própriaCarro alugado + ingressos em lira turca (verificado julho 2026)Meio dia a dia inteiroPor conta própria
Banho na praia de SalaminaGrátis (acesso livre) (verificado julho 2026)1 hPor conta própria
Refeição de meze turco-cipriota no litoral próximo€15-30 por pessoa (verificado julho 2026)1-2 hTavernas da região (Salamis, Boğaz)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

A pé pelo sítio arqueológico
Grátis (depois de pagar a entrada)
DuraçãoVariável
Observações
O sítio é grande e dá para caminhar bastante, às vezes sobre areia e sem sombra. Leve água, boné e calçado confortável
Carro alugado
DuraçãoVariável
Preço
A partir de €30-50 por dia + combustível + seguro turco €20-25 (verificado julho 2026)
Observações
Necessário para chegar a partir da passagem de fronteira e incluir as Tumbas Reais, São Barnabé e Famagusta. Contrate o seguro turco na passagem e avise a locadora antes
Táxi local
PreçoEm lira turca; combine a tarifa (verificado julho 2026)
DuraçãoVariável
Observações
Prático para circular entre Famagusta, Salamina e São Barnabé se você não estiver de carro; combine o preço antes de entrar
Dolmuş (micro-ônibus)
PreçoTrajetos curtos, poucas liras (verificado julho 2026)
DuraçãoVariável
Observações
Ligam as cidades do norte, mas são limitados para chegar exatamente ao sítio arqueológico; pouco práticos para o turista com tempo apertado
Travessia da Linha Verde (passagem de fronteira)
PreçoTravessia grátis; seguro do carro à parte (verificado julho 2026)
Duração10-30 min de trâmites
Observações
A travessia é feita com passaporte ou documento de identidade da UE pelos pontos de passagem (Deryneia, perto de Ayia Napa, ou Agios Dometios/Metehan em Nicósia). Leve a documentação em dia
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

RotaCompanhias aéreas / empresasPreço médioDuração
Ayia Napa/Protaras (sul) → Salamina pela passagem de DeryneiaCarro alugado ou excursãoSeguro turco €20-25; combustível (verificado julho 2026)45 min a 1 h (mais os trâmites da passagem)
Nicósia (sul) → Salamina atravessando a Linha VerdeCarro alugado (passagem de Agios Dometios/Metehan)Seguro turco €20-25; combustível (verificado julho 2026)Aprox. 1 h 15 min (com a passagem)
Famagusta (norte) → SalaminaCarro, táxi ou dolmuşCombustível; táxi em lira turca (verificado julho 2026)10-15 min (uns 6-9 km)
Larnaca / Aeroporto (sul) → SalaminaCarro alugado ou excursão organizadaExcursão €45-80 por pessoa (verificado julho 2026)Aprox. 1 h 30 min (com a passagem)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Resort de praia (região de Salamis e Boğaz)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 90–220 a diária; hotéis e resorts de praia no litoral perto do sítio arqueológico, com piscina e acesso ao mar; preços em liras/euros conforme o hotel
Hotéis de categoria intermediária em Famagusta
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 50–110 a diária; hotéis 3-4 estrelas em Famagusta e arredores, boa base para Salamina e a cidade murada
Base no sul (Ayia Napa, Protaras) para um bate-volta
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 40–90 a diária; muitos visitam Salamina num bate-volta a partir do litoral sudeste ou de Nicósia, sem dormir no norte

🍴 Onde comer

Meze turcochipriato y pescado (costa cercana)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€15–35 por pessoa; kebabs, halloumi grelhado, saladas, pastas e peixe fresco nas tavernas do litoral (região de Salamis e Boğaz)
Chiringuitos y cafés junto a la playa
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€8–18 por pessoa; comida simples, lanches, café turco e bebidas geladas perto do sítio arqueológico e da praia (sazonais)
Restaurantes de Famagusta
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€15–30 por pessoa; ampla oferta de meze, carnes e doces na cidade murada, a poucos km, para combinar com a visita

📖 História de Salamina

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Teucro e a fundação de uma cidade à beira-mar

A história de Salamina começa, como a de tantas cidades do mundo grego, com uma lenda heroica. Segundo o mito, a cidade foi fundada por Teucro, filho de Télamon, rei da ilha grega de Salamina (em frente a Atenas), quando ele voltava da Guerra de Troia. Teucro, o melhor arqueiro do exército grego, não pôde voltar para casa: o pai o desterrou por não ter protegido o irmão, Ájax. Então ele fundou em Chipre uma nova Salamina, que lembrava a sua. Assim, o nome da cidade cipriota se liga diretamente à epopeia homérica.

Para além do mito, a arqueologia confirma que houve um povoado aqui desde o século XI a.C. (final da Idade do Bronze), herdeiro da vizinha cidade micênica de Enkomi, que foi abandonada. Salamina cresceu junto ao melhor porto natural da costa oriental de Chipre, na foz do rio Pedieos, e por isso virou um próspero centro comercial. A riqueza da ilha em cobre (o metal que deu nome a Chipre) e sua posição de encruzilhada entre o mundo egeu e o Oriente Próximo fizeram de Salamina uma cidade próspera desde muito cedo.

Desses primeiros séculos são as espetaculares Tumbas Reais, uma necrópole dos séculos VIII-VII a.C. onde eram enterrados os reis da cidade. Nelas foram encontrados ricos objetos funerários e, sobretudo, algo impressionante: restos de carros com seus cavalos, sacrificados e enterrados junto com os donos em cerimônias que lembram de forma surpreendente os funerais heroicos descritos por Homero na Ilíada. Era como se os reis de Salamina quisessem ser enterrados do mesmo jeito que os heróis de Troia.

A lenda de Teucro
A fundação de Salamina pelo arqueiro Teucro depois da Guerra de Troia é uma tradição mítica registrada por autores gregos, não um fato documentado. Ela serve para ligar a cidade cipriota ao mundo heroico de Homero e à Salamina grega. Já a arqueologia confirma um povoado contínuo desde o século XI a.C.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Salamis,_Cyprus

Evágoras I e o esplendor da cidade-reino

Salamina foi uma das dez cidades-reino em que o Chipre antigo se organizava e, com o tempo, se tornou a mais importante de todas, a capital de fato da ilha. Seu momento de maior esplendor chegou com o rei Evágoras I (que reinou entre 411 e 374 a.C.), uma das grandes figuras da história cipriota. Evágoras fez de Salamina um farol da cultura grega num Chipre que oscilava entre a influência grega e a persa.

Evágoras promoveu a língua, a arte e os costumes gregos, manteve laços estreitos com Atenas, que lhe prestou homenagens, e chegou a sonhar em unificar toda a ilha sob seu comando e livrá-la do domínio persa. Durante anos desafiou o Império Persa numa longa guerra, com o apoio de Atenas e do Egito, até que acabou sendo derrotado, embora tenha conservado o trono. Sua figura ficou como símbolo do helenismo cipriota; o orador ateniense Isócrates lhe dedicou um célebre discurso de elogio.

Nos séculos seguintes, Chipre ficou presa nas disputas entre as grandes potências. Depois da conquista de Alexandre, o Grande, a ilha foi disputada pelos seus sucessores: em 306 a.C., diante de Salamina, travou-se uma grande batalha naval entre Demétrio Poliorcetes e Ptolomeu I do Egito. Demétrio venceu, mas no fim foram os Ptolomeus que controlaram Chipre. Sob o domínio deles, a capital administrativa foi transferida para Pafos, mas Salamina continuou sendo uma cidade rica e populosa.

A Salamina romana: ginásios, termas e teatros

Quando Roma anexou Chipre, em 58 a.C., Salamina ainda era a maior e mais populosa cidade da ilha, e sob o Império viveu uma nova era de ouro monumental. Os imperadores romanos, especialmente Trajano e Adriano no início do século II d.C., embelezaram a cidade com as grandes construções cujas ruínas admiramos hoje: o ginásio, com seu pátio de colunas e estátuas, as luxuosas termas com aquecimento por hipocausto, o grande teatro com capacidade para cerca de 15.000 espectadores (o maior de Chipre), além de um anfiteatro, um estádio, a ágora e templos.

Essas obras falam de uma cidade rica, cosmopolita e voltada para a vida pública ao estilo romano. O ginásio e as termas eram o centro da vida social; o teatro, do lazer; a ágora, do comércio e da política. Salamina era uma verdadeira metrópole mediterrânea, ligada por mar a todo o Império.

Mas a cidade ficava numa região de forte atividade sísmica, e os terremotos marcaram seu destino. Já em 76 d.C. um violento terremoto a havia danificado gravemente, o que levou à grande reconstrução de Trajano e Adriano. Séculos depois, uma série devastadora de terremotos no início do século IV d.C. (por volta de 332 e 342) arrasou Salamina quase por completo. A cidade teve que renascer mais uma vez, e renasceu com um novo nome.

Constantia cristã: São Barnabé e os bispos

Depois da destruição causada pelos terremotos do século IV, a cidade foi reconstruída pelo imperador Constâncio II (que reinou entre 337 e 361) e rebatizada de Constantia em sua homenagem. Constantia se tornou a capital de Chipre e a sede do arcebispo, coração da Igreja cipriota. A Salamina pagã de Zeus dava lugar à cidade cristã das basílicas.

A história cristã de Salamina, porém, era muito mais antiga. Segundo os Atos dos Apóstolos, foi aqui que os apóstolos Paulo e Barnabé desembarcaram e começaram a pregar em sua primeira viagem missionária, por volta de 45-46 d.C.; Barnabé era natural de Salamina e é considerado o fundador da Igreja de Chipre. Segundo a tradição, ele morreu como mártir em sua cidade, e no século V seu túmulo foi descoberto perto daqui, com uma cópia do Evangelho de São Mateus sobre o peito. A descoberta ajudou a Igreja cipriota a conquistar sua independência (autocefalia) em relação a Constantinopla. Nesse local foi erguido o mosteiro de São Barnabé, que ainda pode ser visitado.

Da Constantia cristã restam grandes basílicas, como a de Santo Epifânio (bispo de Salamina no século IV, cuja igreja foi a catedral da cidade) e a enorme basílica de Campanopetra, à beira-mar. Foi uma época de esplendor religioso, mas também o último capítulo da cidade: o fim estava próximo.

O abandono, a areia e a redescoberta

O fim de Salamina chegou no século VII. A partir de 647-648, as incursões árabes que devastaram o Mediterrâneo oriental atingiram Chipre repetidas vezes e, com especial violência, suas cidades costeiras. Salamina-Constantia foi saqueada e arrasada, e o perigo constante, somado ao assoreamento progressivo do porto pelos sedimentos do rio, levou a população a ir embora. Nos séculos seguintes, os habitantes se mudaram para a vizinha Arsinoe, que cresceria até se tornar Famagusta, a nova grande cidade da costa leste.

Abandonada, Salamina foi sendo coberta pela areia trazida pelo vento e pelo mar. Suas colunas caídas, seus teatros e suas termas desapareceram sob as dunas, e por mais de mil anos a grande metrópole antiga dormiu esquecida sob uma paisagem de eucaliptos e mato à beira da praia. Parte de suas pedras foi reaproveitada na construção de Famagusta.

A redescoberta veio com a arqueologia moderna. As escavações, iniciadas no século XIX e retomadas sobretudo em meados do século XX, trouxeram à luz o ginásio, as termas, a ágora e as basílicas. O teatro, por exemplo, só foi descoberto em 1959. As escavações foram interrompidas com a divisão da ilha em 1974, quando Salamina ficou no norte turco-cipriota. Hoje o sítio arqueológico, um dos mais impressionantes do Mediterrâneo, é visitado atravessando a Linha Verde a partir do sul: uma cidade antiga aberta para o mar, onde três mil anos de história, de Teucro aos bispos bizantinos, repousam entre colunas, areia e ondas.

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (EN) — «Salamis, Cyprus»: https://en.wikipedia.org/wiki/Salamis,_Cyprus
  • Wikipedia (ES) — «Salamina (Chipre)»: https://es.wikipedia.org/wiki/Salamina_(Chipre)
  • Wikipedia (EN) — «Evagoras»: https://en.wikipedia.org/wiki/Evagoras
  • Wikipedia (EN) — «Battle of Salamis (306 BC)»: https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Salamis_(306_BC)
  • Wikipedia (EN) — «Barnabas»: https://en.wikipedia.org/wiki/Barnabas
  • Wikipedia (EN) — «Epiphanius of Salamis»: https://en.wikipedia.org/wiki/Epiphanius_of_Salamis
  • Encyclopaedia Britannica — «Salamis (ancient city, Cyprus)»: https://www.britannica.com/place/Salamis-ancient-city-Cyprus
  • Cyprus Paradise — «Salamis Ruins»: https://www.cyprusparadise.com/articles/salamis-ruins/
  • Visit North Cyprus — «Salamis Ruins»: https://www.visitncy.com/discover/salamis-ruins/
  • What's On North Cyprus — «The Roman amphitheatre at Salamis»: http://www.whatson-northcyprus.com/interest/famagusta/salamis/theatre.htm

❓ Perguntas frequentes

Como chegar a Salamina a partir do sul de Chipre?+
Salamina fica no norte turco-cipriota, uns 6-9 km ao norte de Famagusta, então é preciso atravessar a Linha Verde por um ponto de passagem. Do litoral sudeste (Ayia Napa, Protaras), a passagem de Deryneia é a mais prática; de Nicósia, usa-se a de Agios Dometios/Metehan. A travessia é feita com passaporte ou documento de identidade da UE. De carro alugado, é preciso contratar o seguro turco obrigatório na passagem (uns €20-25) e avisar a locadora antes. Também há excursões organizadas saindo do sul.
Que moeda é usada e quanto custa a entrada?+
No norte de Chipre, incluindo Salamina, a moeda é a lira turca (TL/₺), não o euro. A entrada no sítio arqueológico é barata (o equivalente a poucos euros), mas por causa da forte inflação turca o preço em liras muda muito rápido, então vale confirmar na bilheteria e levar liras. Em áreas turísticas às vezes aceitam euros, mas não é garantido.
O que ver em Salamina e quanto tempo preciso?+
O imperdível: o ginásio com seu pátio de colunas e estátuas, as termas romanas, o grande teatro (o maior de Chipre, para cerca de 15.000 espectadores), a ágora com o templo de Zeus e as basílicas paleocristãs. Em meio dia dá para percorrer tudo com calma. O ideal é reservar um dia inteiro para a região e incluir o mosteiro de São Barnabé e a cidade murada de Famagusta, bem pertinho.
Qual é a melhor época para visitar Salamina?+
Primavera (abril-junho) e outono (setembro-outubro) são ideais: o sítio é grande, ao ar livre e com pouca sombra, então com clima ameno a visita é muito mais agradável. O verão é muito quente; vale ir cedo ou no fim da tarde, com água, chapéu e protetor solar. O inverno é ameno e tranquilo, gostoso para caminhar entre as ruínas.
Dá para combinar Salamina com praia?+
Sim, e esse é um dos seus encantos: o sítio arqueológico fica de frente para o mar, com uma linda praia de areia dourada entre dunas e eucaliptos. Muitos visitantes dão um mergulho depois de percorrer as ruínas. Leve roupa de banho e água. A praia tem acesso livre; só se paga a entrada no sítio arqueológico.
Vale a pena atravessar para o norte só para ver Salamina?+
Vale muito a pena, principalmente combinando com Famagusta e o mosteiro de São Barnabé, que ficam ao lado, para um dia histórico completo. Salamina é um dos sítios arqueológicos mais impressionantes de Chipre, com a vantagem de ter o mar logo ali. Leve em conta os trâmites da travessia e o seguro do carro, e confira sempre as condições do seu contrato de aluguel antes de passar para o norte.

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