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Pafos
🇨🇾 Chipre · O oeste (Pafos, Akamas)

Pafos

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📍Região
Pafos (em grego, Páfos) fica no sudoeste de Chipre, à beira-mar, e é a capital do distrito de mesmo nome. A cidade se divide em duas: Ktima (Pano Pafos), a cidade alta e comercial, e Kato Pafos, a parte baixa junto ao porto, onde está o grande parque arqueológico. É Patrimônio da Humanidade da Unesco desde 1980 por seus mosaicos romanos e pelas Tumbas dos Reis, e foi Capital Europeia da Cultura em 2017. É a melhor base para conhecer a península de Akamas e os Banhos de Afrodite.
📌Melhor época
Primavera (abril a junho) e outono (setembro a novembro): clima ideal para combinar arqueologia, praia e trilhas em Akamas, com temperaturas agradáveis. O verão é quente e muito turístico, mas a brisa do mar deixa tudo mais suportável do que no interior da ilha; visite os sítios arqueológicos cedo ou no fim da tarde. O inverno é ameno e tranquilo, um dos mais amenos da Europa, bom para passeios culturais sem multidões.
📌Dias sugeridos
2 a 3 dias. Um dia para o Parque Arqueológico de Kato Pafos (os mosaicos), as Tumbas dos Reis e o porto com seu castelo; um segundo dia para a parte alta (Ktima), a igreja de Agia Kyriaki e os museus; e um terceiro para um passeio pela península de Akamas, os Banhos de Afrodite e a Lagoa Azul, ou pelas vilas e mosteiros do interior (Agios Neophytos).
📌Como chegar
Pafos tem seu próprio aeroporto internacional (PFO), a uns 15 km do centro, com voos de baixo custo vindos de boa parte da Europa. Do aeroporto até a cidade, há os ônibus urbanos 612 e 613 (OSYPA), por cerca de €1,50 o trecho (verificado em julho de 2026). De Larnaca (LCA), o principal aeroporto, dá para chegar de ônibus intermunicipal (InterCity Buses) ou de transfer. Também há ônibus intermunicipais frequentes saindo de Limassol e Nicósia.
📌Como se locomover
Dá para percorrer a pé os dois núcleos da cidade (Kato Pafos, junto ao porto, e Ktima, lá em cima), ligados pelo ônibus urbano 610 e por uma ladeira. A rede urbana é operada pela OSYPA (Pafos Buses), com passagem avulsa por volta de €1,50 e passe diário perto de €5 (verificado em julho de 2026). Para Akamas, Coral Bay ou as vilas do interior, o melhor é alugar um carro; em Chipre, a mão é inglesa (dirige-se pela esquerda). Não há trem em toda a ilha.
🗣️Idioma e moeda
Você está na República de Chipre (União Europeia): fala-se grego e muito inglês (Pafos tem uma grande comunidade britânica), e a moeda é o euro (€). Os ingressos dos sítios arqueológicos estatais são baratos e gratuitos para maiores de 65 anos e estudantes.
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🌤️ Weather in Pafos
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Pafos é a cidade onde mitologia, arqueologia e mar andam de mãos dadas. Foi aqui, segundo a lenda, que Afrodite saiu das águas, e foi aqui, de verdade, que os romanos deixaram um dos conjuntos de mosaicos mais espetaculares do Mediterrâneo. Passear pelo Parque Arqueológico de Kato Pafos — com suas casas romanas cobertas de pisos de tesselas que contam histórias de deuses e heróis — é como abrir um livro ilustrado da Antiguidade ao ar livre. Não é à toa que a cidade inteira é Patrimônio da Humanidade desde 1980.

Mas Pafos é muito mais do que ruínas. É um porto pesqueiro coroado por um castelo medieval, uma parte alta com ruas comerciais e praças, as impressionantes Tumbas dos Reis escavadas na rocha, igrejas bizantinas e mosteiros nas colinas, e uma base perfeita para explorar um dos últimos cantos intocados da ilha: a península de Akamas, com suas enseadas escondidas, suas trilhas e os míticos Banhos de Afrodite. Em 2017, foi Capital Europeia da Cultura, um impulso que revitalizou seu centro histórico.

Este guia percorre Pafos com um olhar prático e acolhedor: o que ver no parque arqueológico e quanto custa, como visitar as Tumbas dos Reis, como circular entre a cidade baixa e a alta, onde dormir e comer, e como organizar o passeio a Akamas. Ideal para quem quer combinar cultura, praia e natureza num mesmo destino, com o clima mais ameno de Chipre e uma história que remonta aos tempos dos deuses.

📖 História de Pafos

Pafos tem duas almas históricas. A antiga Palaipaphos (hoje Kouklia), com seu célebre santuário de Afrodite, foi por mais de mil anos um dos maiores centros de culto do mundo grego. E Nea Pafos, a cidade nova à beira-mar fundada por volta do século IV a.C., que nas épocas helenística e romana chegou a ser a capital de Chipre: desses séculos de esplendor são os extraordinários mosaicos das casas romanas e as Tumbas dos Reis. São Paulo pregou aqui no século I. Terremotos, incursões árabes e a transferência da capital fizeram a cidade decair, mas ela renasceu com os Lusignan, os venezianos e os otomanos, e sobretudo na era moderna, como destino turístico e cultural. A história completa está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Pafos fica em the west (Paphos, Akamas)

The west of the island, heart of the age-old cult of Aphrodite and capital of Roman Cyprus. It has the mosaics and the Tombs of the Kings of Paphos, a World Heritage Site, and the unspoilt Akamas peninsula.

Ler a história de The west (Paphos, Akamas) →

🗺️ O que ver

Passeios que dá para reservar

Se você reservar por aqui ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais. Preços e disponibilidade são da Civitatis.

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Parque Arqueológico de Kato Pafos e os mosaicos (Casa de Dionísio)
O grande sítio arqueológico junto ao porto, com os famosos mosaicos romanos que renderam a Pafos o título de Patrimônio da Humanidade.
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O Parque Arqueológico de Kato Pafos é a joia da cidade e uma das visitas imperdíveis de Chipre. Reúne os vestígios da Nea Pafos greco-romana e inclui várias 'casas' romanas — grandes mansões — famosas por seus pisos de mosaico, entre os mais bem conservados do Mediterrâneo oriental. A estrela é a Casa de Dionísio, com mais de 500 m² de mosaicos dos séculos II-III d.C. que retratam cenas mitológicas, de caça e da vindima, com uma vivacidade e um detalhamento impressionantes. Em seguida vêm a Casa de Teseu, a Casa de Aion e a Casa de Orfeu, cada uma com seus pisos. O parque inclui ainda o Odeon romano (um pequeno teatro do século II d.C. ainda usado para concertos), a Ágora, restos de vilas, um farol e o castelo de Saranta Kolones. É uma área grande, ao ar livre e com pouca sombra: vale levar calçado confortável, água e boné, principalmente no verão. Como é a visita: a entrada fica em Kato Pafos, junto ao porto. Melhor época e horário: cedo pela manhã ou no fim da tarde; no verão, fecha mais tarde. Ingresso: cerca de €4,50 por pessoa (fonte: guias de preços de Pafos, verificado em julho de 2026), com acesso a todo o parque; grátis para maiores de 65 anos e estudantes. Dica: reserve meio dia e comece pela Casa de Dionísio.
ℹ️ Como chegar: Em Kato Pafos, junto ao porto; a pé ou de ônibus urbano · Melhor época: Cedo pela manhã ou no fim da tarde (pouca sombra) · Entrada: Aprox. €4,50 por pessoa; inclui todo o parque; grátis para maiores de 65 anos e estudantes (verificado em julho de 2026) · Duração: 2 a 3 horas
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Tumbas dos Reis (Tombs of the Kings)
Tumbas monumentais helenísticas e romanas escavadas na rocha, com pátios e colunas, à beira-mar.
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As Tumbas dos Reis são outro dos grandes sítios arqueológicos de Pafos, também dentro da área tombada como Patrimônio da Humanidade, a pouca distância do porto pela costa. Trata-se de uma necrópole dos séculos IV a.C. ao III d.C., com tumbas monumentais escavadas diretamente na rocha. Apesar do nome, ali não eram enterrados reis, e sim aristocratas e altos funcionários da Pafos ptolomaica e romana; o nome faz referência à grandiosidade das sepulturas. As mais impressionantes são verdadeiras casas subterrâneas, com pátios cercados de colunas dóricas talhadas na própria rocha, imitando a arquitetura das casas dos vivos. Percorrer suas escadas, átrios e câmaras, com o mar ao fundo, é uma experiência muito fotogênica e evocativa. É um sítio extenso e ao ar livre. Como é a visita: a pé desde Kato Pafos pela costa, ou de ônibus. Melhor época e horário: manhã ou fim de tarde; a luz dourada realça a pedra. Ingresso: aproximadamente €2,50 por pessoa (verificado em julho de 2026); grátis para maiores de 65 anos e estudantes. Dica: leve água e calçado confortável; desça até as tumbas com pátio de colunas, as mais espetaculares.
ℹ️ Como chegar: Na costa ao norte de Kato Pafos, a pé ou de ônibus urbano · Melhor época: Manhã ou fim de tarde; primavera e outono · Entrada: Aprox. €2,50 por pessoa; grátis para maiores de 65 anos e estudantes (verificado em julho de 2026) · Duração: 1 a 1,5 hora
3
O porto pesqueiro e o castelo medieval de Pafos
O pitoresco porto de Kato Pafos, dominado por um pequeno castelo medieval à beira-mar.
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O porto de Kato Pafos é o coração pulsante da cidade baixa: um cais animado, com barcos de pesca e de passeio, restaurantes de peixe, cafés e calçadão, dominado pelo castelo medieval de Pafos. Esse pequeno forte de pedra, plantado na ponta do quebra-mar, foi originalmente uma fortaleza bizantina para proteger o porto; os Lusignan o reconstruíram, os venezianos o desmantelaram e, por fim, os otomanos o reergueram no século XVI. Serviu de prisão e de depósito de sal, e hoje pode ser visitado — dá para subir até o terraço e apreciar a vista do porto e da costa. O castelo também é o cenário do festival anual de ópera 'Aphrodite Festival', com a fortaleza como pano de fundo. O passeio pelo porto ao entardecer, com o reflexo do castelo na água, é um dos programas clássicos de Pafos. Como é a visita: no porto de Kato Pafos, a pé. Melhor época e horário: fim de tarde para o passeio; o interior, de dia. Ingresso: barato, poucos euros (verificado em julho de 2026); grátis para maiores de 65 anos e estudantes. Dica: suba ao terraço do castelo e depois jante peixe em alguma taverna do cais.
ℹ️ Como chegar: No quebra-mar do porto de Kato Pafos, a pé · Melhor época: Fim de tarde para o passeio; interior de dia · Entrada: Barata, poucos euros; grátis para maiores de 65 anos e estudantes (verificado em julho de 2026) · Duração: 45 min a 1 hora
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Castelo de Saranta Kolones (Quarenta Colunas)
As ruínas de uma fortaleza medieval bizantino-lusignana dentro do parque arqueológico, perto do porto.
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Dentro do Parque Arqueológico, a pouca distância do porto, estão as ruínas do castelo de Saranta Kolones, que significa 'Quarenta Colunas' por causa do grande número de colunas de granito encontradas no local, provavelmente vindas da antiga ágora romana. Foi construído por volta do fim do século VII para defender o porto e a cidade das incursões árabes, e depois remodelado pelos Lusignan como castelo concêntrico, com uma muralha de três metros de espessura, oito torres, um fosso e uma ponte de madeira. Seu fim chegou de repente: um terremoto em 1223 o deixou em ruínas, e ele foi abandonado. Hoje é possível percorrer suas fundações, arcos, abóbadas e torres, que dão uma boa ideia da arquitetura militar medieval de Chipre. É uma visita rápida, que costuma fazer parte do roteiro pelo parque arqueológico. Como é a visita: dentro do Parque Arqueológico de Kato Pafos, a pé. Melhor época e horário: junto com o resto do parque, de manhã ou à tarde. Ingresso: incluído no do parque (aprox. €4,50) (verificado em julho de 2026). Dica: suba nos restos das torres para ver a planta do castelo e o porto.
ℹ️ Como chegar: Dentro do Parque Arqueológico de Kato Pafos, perto do porto · Melhor época: Junto com a visita ao parque; manhã ou tarde · Entrada: Incluída no ingresso do parque arqueológico (verificado em julho de 2026) · Duração: 30 minutos
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Igreja de Agia Kyriaki Chrysopolitissa e a coluna de São Paulo
Um conjunto com restos de uma grande basílica paleocristã e a coluna onde, segundo a tradição, São Paulo foi açoitado.
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Em plena Kato Pafos, entre a cidade baixa e a parte alta, fica o conjunto de Agia Kyriaki Chrysopolitissa, um dos lugares mais carregados de história cristã de Chipre. Aqui se conservam os restos de uma enorme basílica paleocristã do século IV, uma das maiores da ilha, com belos mosaicos de piso, colunas e capitéis espalhados. Sobre suas ruínas ergue-se a pequena igreja medieval de Agia Kyriaki, ainda em uso e compartilhada por várias confissões cristãs. No local fica a chamada 'Coluna de São Paulo': segundo a tradição, o apóstolo Paulo foi amarrado e açoitado em Pafos durante sua missão em Chipre, no século I, antes de converter o procônsul romano Sérgio Paulo, o primeiro governador romano a abraçar o cristianismo. Seja lenda ou história, o lugar faz de Pafos um marco do cristianismo primitivo. Como é a visita: em Kato Pafos, a pé; acesso livre à área externa. Melhor época e horário: manhã ou tarde; respeite as celebrações na igreja. Ingresso: grátis (verificado em julho de 2026). Dica: repare nos mosaicos da basílica e na coluna, junto aos painéis explicativos.
ℹ️ Como chegar: Em Kato Pafos, entre o porto e a parte alta, a pé · Melhor época: Manhã ou tarde; respeitar as celebrações · Entrada: Grátis (verificado em julho de 2026) · Duração: 30 a 45 minutos
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Mosteiro de Agios Neophytos e o interior
Um mosteiro bizantino com uma gruta-ermida escavada por um santo eremita, com afrescos do século XII, nas colinas.
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A uns 10 km ao norte de Pafos, nas colinas, fica o mosteiro de Agios Neophytos (São Neófito), um dos passeios mais especiais da região. Foi fundado no século XII por Neófito, o Recluso, um monge eremita que escavou com as próprias mãos uma série de cavernas no penhasco — a Enkleistra — para viver em solidão. Essas grutas são decoradas com extraordinários afrescos bizantinos dos séculos XII-XV, entre os melhores de Chipre, que retratam cenas da vida de Cristo e o próprio santo. Ao lado da gruta surgiu o mosteiro, ainda ativo, com sua igreja, seu claustro e um pequeno museu com ícones e manuscritos. O conjunto, num ambiente tranquilo de vinhedos e colinas, ajuda a entender a profunda tradição monástica e ortodoxa da ilha, e combina muito bem com um roteiro pelas vilas do interior de Pafos. Como chegar: de carro, uns 20 minutos a partir de Pafos. Melhor época e horário: manhã ou meio da tarde. Ingresso: barato, poucos euros para a Enkleistra e o museu (verificado em julho de 2026). Dica: não deixe de ver os afrescos da gruta, o verdadeiro tesouro do lugar.
ℹ️ Como chegar: De carro, uns 10 km ao norte de Pafos · Melhor época: Manhã ou meio da tarde · Entrada: Barata, poucos euros (Enkleistra e museu) (verificado em julho de 2026) · Duração: 1 a 1,5 hora
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A reserva natural intocada do extremo oeste, com enseadas, trilhas, a Lagoa Azul e a nascente mítica de Afrodite.
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Pafos é a base perfeita para explorar a península de Akamas, um dos últimos cantos intocados de Chipre, uma área natural protegida de costa selvagem, desfiladeiros, enseadas escondidas e água azul-turquesa. Na entrada fica a nascente dos Banhos de Afrodite (Loutra tis Afroditis), um pequeno lago à sombra onde, segundo a lenda, a deusa se banhava e conheceu seu amado Adônis; dali partem trilhas com vistas espetaculares do mar. Mais adiante chega-se à famosa Lagoa Azul (Blue Lagoon), de águas transparentes, ideais para nadar e fazer snorkel, acessível de barco a partir de Latchi ou de veículo 4x4 por estradas de terra. Akamas também é refúgio de tartarugas marinhas, que fazem ninhos em algumas de suas praias. É um programa de dia inteiro: natureza, trilhas e banho de mar numa das paisagens mais bonitas da ilha. Como chegar: de carro até a região dos Banhos de Afrodite/Latchi (uns 45 min a partir de Pafos); para a Lagoa Azul, barco ou 4x4. Melhor época e horário: primavera para as trilhas; verão para o banho de mar. Ingresso: os Banhos de Afrodite e as trilhas são grátis; passeios de barco a partir de uns €20-35 por pessoa (verificado em julho de 2026). Dica: não entre com carro alugado comum nas estradas de terra de Akamas; use 4x4 ou barco.
ℹ️ Como chegar: De carro até os Banhos de Afrodite/Latchi; Lagoa Azul de barco ou 4x4 · Melhor época: Primavera (trilhas) e verão (banho de mar) · Entrada: Banhos de Afrodite e trilhas grátis; barco para a Lagoa Azul a partir de €20-35 (verificado em julho de 2026) · Duração: Meio dia a dia inteiro
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Parque Arqueológico de Kato Pafos (mosaicos, incluye Saranta Kolones y Odeón)Aprox. €4,50 por pessoa (fonte: guias de preços de Pafos, verificado em julho de 2026); grátis para maiores de 65 anos e estudantes
Tumbas de los ReyesAprox. €2,50 por pessoa (verificado em julho de 2026); grátis para maiores de 65 anos e estudantes
Castillo medieval del puerto de PafosBarata, uns poucos euros (verificado em julho de 2026); grátis para maiores de 65 anos e estudantes
Iglesia y basílica de Agia Kyriaki ChrysopolitissaGrátis (verificado em julho de 2026)
Monasterio de Agios Neophytos (Enkleistra y museo)Barata, poucos euros (verificado em julho de 2026)
Baños de Afrodita y senderos de AkamasGrátis; estacionamento gratuito (verificado em julho de 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
Passeio de barco até a Lagoa Azul (Akamas) saindo de Latchi/Pafos€20-45 por pessoa, conforme o serviço (verificado em julho de 2026)Meio diaBarcos de Latchi e Pafos
Safári 4x4 pela península de Akamas€40-70 por pessoa (verificado em julho de 2026)Dia inteiroAgências de Pafos
Visita guiada ao Parque Arqueológico e aos mosaicosIngresso €4,50 + guia particular conforme a tarifa (verificado em julho de 2026)2-3 hGuias locais de Pafos
Rota do vinho pelas vilas de Pafos (vinícolas)€40-80 por pessoa com degustações (verificado em julho de 2026)Dia inteiroAgências e vinícolas locais
Jantar de peixe no porto de Kato Pafos€20-40 por pessoa (verificado em julho de 2026)1-2 hTavernas do porto
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

Ônibus urbano OSYPA (Pafos Buses)
DuraçãoVariável
Preço
Passagem simples aprox. €1,50; bilhete diário perto de €5 (verificado julho 2026)
Observações
Rede urbana que conecta Kato Pafos (porto), Ktima (parte alta e histórica), Coral Bay e o aeroporto (linhas 612 e 613). Paga-se ao motorista ou pelo app
A pé por Kato Pafos e pelo porto
Grátis
DuraçãoVariável
Observações
Dá para percorrer a pé o porto, o parque arqueológico e a orla. A subida até Ktima é íngreme; muita gente pega o ônibus 610
Aluguel de carro
PreçoA partir de €30-45 por dia + combustível (verificado julho 2026)
DuraçãoVariável
Observações
Muito recomendável para Akamas, Coral Bay, os vilarejos do interior e os mosteiros. Em Chipre se dirige pela esquerda
Táxi
DuraçãoVariável
Preço
Bandeirada + tarifa por km; trajetos urbanos a partir de uns €5-8 (verificado julho 2026)
Observações
Útil para ir ao aeroporto (uns 15 km) ou para chegar ao hotel com bagagem; combine o preço antes no caso de passeios
Ônibus intermunicipal (InterCity Buses)
PreçoAprox. €5 até Limassol, €7 até Nicósia (verificado julho 2026)
DuraçãoLimassol 1 h; Nicósia 2 h
ObservaçõesLiga Pafos ao resto da ilha; sai da estação de Karavella (Ktima)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

RotaCompanhias aéreas / empresasPreço médioDuração
Aeroporto de Pafos (PFO) → centro de Pafos de ônibusOSYPA linhas 612 e 613Aprox. €1,50 por trajeto (verificado julho 2026)Aprox. 30 min (uns 15 km)
Aeroporto de Larnaca (LCA) → PafosInterCity Buses / transfer privadoÔnibus aprox. €7-9; transfer conforme o serviço (verificado julho 2026)Aprox. 2 h (uns 140 km)
Limassol → Pafos de ônibus intermunicipalInterCity BusesAprox. €5 só ida, €9 ida e volta (verificado julho 2026)Aprox. 1 h
Nicósia → Pafos de ônibus intermunicipalInterCity BusesAprox. €7 só ida, €13 ida e volta (verificado julho 2026)Aprox. 2 h
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🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Luxo / resorts de frente para o mar e de golfe
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 160–400 a diária; grandes resorts 5 estrelas na orla de Kato Pafos e no caminho para Coral Bay, com spa, praia e golfe (região de Aphrodite Hills e Elea)
Intermediário / hotéis e apartamentos
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 70–150 a diária; ampla oferta de hotéis 3-4 estrelas e apartamentos em Kato Pafos e no centro, muitos perto do porto e dos sítios arqueológicos
Econômico / guesthouses e estúdios
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 35–70 a diária; estúdios, apartamentos e hotéis simples em Ktima e Kato Pafos, boa opção de base para cultura e praia

🍴 Onde comer

Pescado y marisco en el puerto
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€22–45 por pessoa; tavernas de peixe fresco e frutos do mar de frente para o mar em Kato Pafos, com vista para o castelo
Meze chipriota tradicional
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€18–32 por pessoa; meze de carne ou peixe, halloumi grelhado, souvlaki e sheftalia em tavernas do centro e dos vilarejos
Cocina internacional y cafés
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€10–20 por pessoa; muitas opções de cozinha britânica, italiana e mediterrânea por causa da grande comunidade estrangeira, além de cafés e comida de rua

📖 História de Pafos

Origem, formação e o que dizem as fontes.

A Velha Pafos: mil anos de culto a Afrodite

A história de Pafos começa no interior, onde hoje fica o vilarejo de Kouklia. Ali ficava Palaipaphos, a 'Velha Pafos'. Desde o fim da Idade do Bronze (por volta do século XII a.C.), funcionou nesse lugar um dos santuários mais famosos do mundo antigo: o Santuário de Afrodite Páfia. Durante mais de mil e quinhentos anos, peregrinos de todo o Mediterrâneo vieram até aqui para cultuar a deusa do amor e da beleza. Segundo a tradição, ela tinha nascido da espuma do mar no litoral ali perto (a atual Petra tou Romiou).

O culto tinha raízes muito antigas, anteriores à chegada dos gregos. Misturava elementos egeus e orientais e tinha parentesco com as deusas da fertilidade do Oriente Próximo. O mais curioso é que aqui Afrodite não era representada com forma humana, mas por uma grande pedra cônica de cor escura, um bétilo, que simbolizava a deusa. O santuário teve uma 'continuidade ininterrupta de culto' até o ano 391 d.C., quando o imperador romano Teodósio I proibiu todas as religiões pagãs.

Os reis de Pafos eram também sumos sacerdotes do culto, o que mostra o quanto religião e poder andavam juntos. Palaipaphos foi uma das cidades-reino de Chipre, e seu prestígio religioso se espalhava pela ilha inteira, conhecida na Antiguidade como 'a ilha de Afrodite'. Hoje suas ruínas, junto com as de Nea Pafos, fazem parte do sítio declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Nea Pafos: a capital de Chipre na Antiguidade

Por volta do ano 320 a.C., Nicocles, o último rei da Velha Pafos, fundou uma cidade nova à beira-mar: Nea Pafos ('a Nova Pafos'), onde hoje fica Kato Pafos. A cidade tinha um bom porto, e sua posição estratégica fez com que prosperasse rápido. Quando Chipre passou para as mãos dos Ptolomeus, a dinastia grega que governava o Egito depois da morte de Alexandre, o Grande, Nea Pafos virou a capital da ilha. Continuou sendo capital também durante séculos de domínio romano.

Como capital, Nea Pafos viveu um enorme esplendor. Ganhou templos, teatros, uma ágora, um odeon e, principalmente, mansões luxuosas com pisos cobertos de mosaicos de qualidade excepcional. Os que vemos hoje no parque arqueológico (a Casa de Dioniso, a de Teseu, a de Aion, a de Orfeu) são dos séculos II e III d.C. e mostram cenas mitológicas, caçadas e motivos báquicos com detalhes e cores impressionantes. Formam um dos melhores conjuntos de mosaicos romanos do Mediterrâneo oriental e são o principal motivo de Pafos ser Patrimônio da Humanidade.

Nos arredores, a aristocracia da cidade era enterrada nas monumentais Tumbas dos Reis, sepulturas escavadas na rocha com pátios cercados de colunas que imitavam as casas dos vivos. O nome engana: ali não foram enterrados reis, e sim altos funcionários e pessoas importantes da Pafos ptolomaica e romana. A grandiosidade dessas tumbas dá uma ideia da riqueza que a cidade alcançou como capital.

São Paulo e a conversão do procônsul

Pafos tem um lugar de destaque na história do cristianismo primitivo. Por volta do ano 45-46 d.C., os apóstolos Paulo e Barnabé (este último nascido em Chipre) desembarcaram na ilha durante a primeira viagem missionária de Paulo, segundo os Atos dos Apóstolos. Atravessaram Chipre de leste a oeste e chegaram a Pafos, então capital romana. Ali aconteceu um episódio decisivo: a conversão do procônsul romano Sérgio Paulo, o governador da ilha.

Segundo o relato bíblico, um mago chamado Elimas tentou impedir a pregação, e Paulo o deixou temporariamente cego. Impressionado, o procônsul abraçou a fé cristã. Por isso Sérgio Paulo é considerado o primeiro governador romano convertido ao cristianismo, o que faz de Pafos um marco na expansão da nova religião pelo Império. A tradição local acrescenta que, antes desse sucesso, Paulo foi amarrado a uma coluna e açoitado na cidade. É a chamada 'Coluna de São Paulo', que ainda pode ser vista no complexo de Agia Kyriaki Chrysopolitissa.

Desses séculos paleocristãos restam vestígios importantes em Pafos, como as ruínas da grande basílica do século IV no próprio complexo de Agia Kyriaki, com belos mosaicos no piso. A marca cristã se somou assim à pagã: a cidade de Afrodite virou também terra de apóstolos, e o culto à deusa acabou desaparecendo com as proibições do século IV.

Terremotos, ataques e Idade Média

O esplendor de Pafos não durou para sempre. Ainda na Antiguidade tardia, uma série de terremotos violentos, principalmente os do século IV d.C., destruiu boa parte da cidade, que nunca recuperou totalmente sua grandeza. A capital da ilha foi transferida primeiro para Salamina-Constantia e depois para Nicósia, no interior, e Pafos perdeu o peso político que tinha antes.

A partir do século VII, os ataques árabes que devastaram várias vezes o litoral de Chipre também atingiram Pafos. Para defender o porto, foi construído no fim desse século o castelo de Saranta Kolones ('Quarenta Colunas'). Os Lusignan, uma dinastia franca, depois o reformaram como fortaleza medieval, e um terremoto o destruiu em 1223. Nos séculos seguintes, sob o domínio dos Lusignan (1192-1489), da República de Veneza (1489-1571) e do Império Otomano (a partir de 1571), Pafos ficou reduzida a uma cidadezinha modesta, muito longe da grande capital que tinha sido.

O porto manteve seu pequeno castelo, reconstruído várias vezes, com marcas de bizantinos, Lusignan, venezianos e otomanos. Ele chegou a ser usado como prisão e depósito de sal. A cidade se recolheu na parte alta (Ktima), mais segura, enquanto a parte baixa à beira-mar (Kato Pafos) definhava. E assim ficou durante o período otomano e boa parte da administração britânica, que começou em 1878.

A Pafos moderna: renascimento turístico e cultural

Durante séculos, Pafos foi uma tranquila cidade do interior do país, que vivia da agricultura e da pesca. A grande transformação veio na época contemporânea. Chipre ficou independente em 1960. Depois de 1974, quando a invasão turca deixou as áreas turísticas de Famagusta e Kyrenia no norte, a República de Chipre passou a desenvolver o turismo no sul e no oeste da ilha. Pafos, com seu clima ameno, suas praias e seu patrimônio arqueológico extraordinário, virou um dos grandes destinos do país.

A abertura do aeroporto internacional (PFO) e a construção de resorts ao longo do litoral atraíram milhões de visitantes, principalmente britânicos. Muitos deles se mudaram para a região, e hoje Pafos tem uma comunidade estrangeira considerável. Em 1980, a Unesco declarou seus sítios arqueológicos Patrimônio da Humanidade, o que reforçou o perfil de destino cultural, para além do sol e da praia.

O grande reconhecimento veio em 2017, quando Pafos foi Capital Europeia da Cultura. O título impulsionou a restauração do centro histórico, a criação de espaços culturais e uma programação intensa de eventos. Hoje, como poucos destinos de Chipre, Pafos junta arqueologia de primeira linha, mar, a natureza intocada de Akamas e uma vida cultural animada. Conhecer a cidade é viajar do mito de Afrodite aos mosaicos romanos, dos apóstolos aos cavaleiros medievais e da pequena cidade otomana ao destino cosmopolita de hoje: camadas e mais camadas de história mediterrânea num lugar só.

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (EN) — «Paphos»: https://en.wikipedia.org/wiki/Paphos
  • Wikipedia (EN) — «Nea Paphos»: https://en.wikipedia.org/wiki/Nea_Paphos
  • Wikipedia (EN) — «Palaepaphos»: https://en.wikipedia.org/wiki/Palaepaphos
  • Wikipedia (EN) — «Tombs of the Kings (Paphos)»: https://en.wikipedia.org/wiki/Tombs_of_the_Kings_(Paphos)
  • Wikipedia (EN) — «Saranta Kolones»: https://en.wikipedia.org/wiki/Saranta_Kolones
  • Wikipedia (EN) — «Paphos Castle»: https://en.wikipedia.org/wiki/Paphos_Castle
  • Wikipedia (EN) — «Sergius Paulus»: https://en.wikipedia.org/wiki/Sergius_Paulus
  • UNESCO — «Paphos» (World Heritage Centre): https://whc.unesco.org/en/list/79/
  • Encyclopaedia Britannica — «Paphos»: https://www.britannica.com/place/Paphos
  • Visit Cyprus (oficial) — «Pafos (Paphos) Mosaics»: https://www.visitcyprus.com/discover-cyprus/culture/sites-and-monuments/pafos-paphos-mosaics/

❓ Perguntas frequentes

Quanto custa a entrada para os mosaicos de Pafos e para os Túmulos dos Reis?+
A entrada do Parque Arqueológico de Kato Pafos, onde ficam os mosaicos (Casa de Dionísio e outras), custa uns €4,50 por pessoa e inclui todo o complexo (Odeon, Ágora, Saranta Kolones). Os Túmulos dos Reis têm entrada separada, de uns €2,50 (verificado julho 2026). Nos dois casos, a entrada é gratuita para maiores de 65 anos e para estudantes de qualquer nacionalidade.
Quantos dias preciso para conhecer Pafos?+
Com 2 ou 3 dias dá para ver tudo com calma. Um dia para o parque arqueológico (os mosaicos), os Túmulos dos Reis e o porto com o castelo; um segundo dia para a parte alta da cidade (Ktima), Agia Kyriaki e os museus; e um terceiro para um passeio até a península de Akamas e os Banhos de Afrodite, ou até os mosteiros e vilarejos do interior, como Agios Neophytos.
Como chego de Pafos à península de Akamas e à Lagoa Azul?+
O mais prático é ir de carro alugado até a região dos Banhos de Afrodite e o vilarejo de Latchi (uns 45 minutos). De Latchi saem barcos para a Lagoa Azul (a partir de uns €20-35 por pessoa). Para chegar à lagoa por terra é preciso um 4x4, porque são estradas de terra: não vá com um carro comum. Também há safáris 4x4 e passeios de barco organizados saindo de Pafos.
Qual é a melhor época para visitar Pafos?+
Primavera (abril-junho) e outono (setembro-novembro) são ideais para combinar arqueologia, praia e trilhas em Akamas com clima agradável. O verão é quente e muito turístico, mas a brisa do mar ajuda; visite os sítios arqueológicos cedo ou no fim da tarde. O inverno é um dos mais amenos da Europa e bem tranquilo, perfeito para passeios culturais sem multidões.
Como chegar a Pafos saindo do aeroporto?+
Pafos tem aeroporto próprio (PFO), a uns 15 km do centro, com voos low cost de boa parte da Europa. Do aeroporto ao centro vão os ônibus urbanos 612 e 613 da OSYPA por uns €1,50 (verificado julho 2026), ou dá para pegar um táxi. Se você chegar pelo aeroporto de Larnaca (LCA), a uns 140 km, pode pegar um ônibus intermunicipal (InterCity Buses) ou um transfer privado; a viagem leva umas 2 horas.
Por que Pafos é Patrimônio da Humanidade?+
A Unesco inscreveu Pafos em 1980 por seu excepcional valor arqueológico: os mosaicos romanos das casas de Kato Pafos (Dionísio, Teseu, Aion, Orfeu), os Túmulos dos Reis e as ruínas da antiga Nea Pafos, junto com o santuário de Afrodite na vizinha Palaipaphos (Kouklia). O conjunto todo mostra a importância de Pafos na Antiguidade, quando foi capital de Chipre e um grande centro do culto a Afrodite.

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