Viajá con Gus
Início › Bélgica › Mons
Mons
🇧🇪 Bélgica · Valônia e as Ardenas

Mons

🪪 Que documentos eu preciso para entrar em Bélgica?Escolha sua cidadania: a gente diz o visto, os dias e os trâmites, com a fonte oficial.

Ao deixar seu e-mail e sua cidadania você aceita receber a documentação que pediu e novidades de viagem toda semana. Você pode cancelar quando quiser. Como cuidamos dos seus dados.
Pule para o que você procura
📍Região
Mons (Bergen em neerlandês) é a capital da província de Hainaut, no oeste da Valônia, a Bélgica francófona, perto da fronteira com a França. Construída sobre uma colina (seu nome vem do latim 'mons', monte), tem um elegante centro histórico coroado por um espetacular campanário barroco, único na Bélgica e Patrimônio da Unesco. É sede de uma universidade, abriga nas proximidades um quartel-general da OTAN (SHAPE) e foi Capital Europeia da Cultura em 2015, o que deu impulso ao seu patrimônio e aos seus museus. Fica a uns 65 km a sudoeste de Bruxelas.
📌Melhor época
A primavera e o verão (de maio a setembro) são ideais para passear pelo centro histórico e aproveitar as mesas ao ar livre da Grand-Place. O grande acontecimento é a Ducasse de Mons, ou 'Doudou', celebrada no fim de semana da Santíssima Trindade (fim de maio ou junho), uma das festas mais espetaculares da Bélgica e Patrimônio Imaterial da Unesco. O outono é agradável e menos movimentado. O inverno é frio, mas animado, com mercados de Natal. Mons vale a visita o ano todo.
📌Dias sugeridos
Com 1 dia dá para ver o essencial: a Grand-Place, a colegiada de Santa Waudru, o campanário (subindo até o alto) e algum museu. Com 2 dias você aproveita com calma os museus renovados para a Capital da Cultura 2015 (o BAM, o Mundaneum, o Museu do Doudou), pode visitar o sítio de mineração do Grand-Hornu ou Bois-du-Luc e os lugares ligados a Van Gogh no Borinage. Mons é um passeio cultural rico e menos turístico que as cidades flamengas.
📌Como chegar
De trem, a SNCB/NMBS (ferrovias belgas) liga Mons a Bruxelas em aproximadamente 50-60 minutos (trens IC frequentes), a Charleroi em uns 40-50 min e a Tournai em uns 40-55 min. Mons também fica perto da fronteira francesa e é bem servida por rodovias. A estação de Mons, renovada, fica a poucos minutos a pé do centro histórico. De carro, chega-se pelas rodovias E19/E42 a partir de Bruxelas e da França. O aeroporto internacional de referência é o de Bruxelas (Zaventem); o aeroporto de Charleroi fica mais perto.
📌Como se locomover
O centro histórico de Mons é compacto, mas tem ladeiras (a cidade fica sobre uma colina), e se percorre a pé: a Grand-Place, a colegiada e o campanário ficam na parte alta. Para o resto da cidade e os arredores (sítios de mineração, SHAPE, vilarejos do Borinage) há ônibus da rede TEC, a operadora de transporte público da Valônia (passagens no app TEC, a bordo ou em pontos de venda). Também há bicicletas de aluguel. Não há metrô nem bonde; para os sítios de patrimônio industrial dos arredores, o ideal é ir de carro.
🗣️Idioma e moeda
O idioma é o francês, já que Mons fica na Valônia. Por causa da presença da OTAN (SHAPE), há uma comunidade internacional considerável e o inglês funciona bem em alguns ambientes. A moeda é o euro (€). Dá para pagar com cartão por aproximação em quase todo lugar, inclusive nos ônibus da TEC.
💱 USD exchange rate
Loading rate…
🌤️ Weather in Mons
Loading weather…

Mons é uma cidade que sabe brilhar. Capital de Hainaut, empoleirada em sua colina no oeste da Valônia, tem um centro histórico elegante coroado por um campanário barroco tão singular que é o único do gênero na Bélgica e figura, junto com os demais campanários do país, no Patrimônio Mundial da Unesco. Mas Mons não vive só de pedra antiga: foi Capital Europeia da Cultura em 2015, e aquele marco transformou a cidade, renovando seus museus, seus espaços e sua ambição cultural.

É uma cidade de contrastes fascinantes. Abriga a colorida e lotada Ducasse, ou 'Doudou', uma festa popular com séculos de história — com o combate de São Jorge contra o dragão e a procissão do carro de ouro de Santa Waudru — que é Patrimônio Imaterial da Humanidade. Ao mesmo tempo, é sede de uma universidade, do quartel-general militar da OTAN na Europa (o SHAPE fica bem perto) e de instituições culturais de vanguarda como o Mundaneum, esse impressionante 'Google de papel' do começo do século XX. E nos arredores fica o Borinage mineiro, onde um jovem Vincent van Gogh viveu e decidiu ser pintor.

Este guia percorre Mons com um olhar prático e caloroso: o que ver na Grand-Place e no centro histórico, a colegiada de Santa Waudru, a subida ao campanário, os museus renovados, a festa do Doudou e os sítios de mineração e ligados a Van Gogh nos arredores, além de como chegar de Bruxelas e como se locomover por esta cidade cheia de ladeiras. Culta, festiva e autêntica, Mons é um dos passeios mais interessantes e menos previsíveis da Bélgica.

📖 História de Mons

Mons nasceu de um mosteiro fundado no século VII por Santa Waudru (Waltrude) sobre uma colina, ao redor do qual cresceu a cidade, cujo nome vem do latim 'mons' (monte). Capital do poderoso condado de Hainaut na Idade Média, foi uma praça-forte estratégica, disputada e fortificada durante séculos por borgonheses, espanhóis, franceses, holandeses e austríacos, e sitiada várias vezes (Luís XIV, Vauban). Em 1914 e 1918 foi palco de combates da Primeira Guerra Mundial: a batalha de Mons, de agosto de 1914, foi o primeiro confronto do exército britânico na guerra, e a região foi libertada por tropas canadenses em 11 de novembro de 1918. Van Gogh viveu em sua bacia mineira do Borinage. Foi Capital Europeia da Cultura em 2015. Tudo isso está contado na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Mons fica em Wallonia and the Ardennes

French-speaking Belgium in the south: the old prince-bishopric of Liège, Merovingian Tournai, fortified Namur, the forests of the Ardennes and the industrial heartland of coal and steel, cradle of Walloon folklore and of Adolphe Sax.

Ler a história de Wallonia and the Ardennes →

🗺️ O que ver

Passeios por perto, em Bruselas

Um guia que mora no lugar conta em meia hora o que nenhuma placa explica. Nós buscamos na Civitatis: com guia em espanhol e reserva online sem complicação. Em Bruselas eles têm 18 passeios. E aqui tem free tours: você reserva sem pagar nada e no final dá ao guia o que achar justo, então experimentar não custa nada. Aqui embaixo deixo três para você ver do que se trata: toque em qualquer uma e abrem todas.

Saem de Bruselas, a 52 km daqui. Se você reservar por este link ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais.

1
Campanário de Mons (Beffroi)
O único campanário barroco da Bélgica, Patrimônio da Unesco, no alto da colina.
Leer más ↓
O Campanário de Mons (Beffroi) é o monumento mais emblemático da cidade e uma raridade: é o único campanário de estilo barroco da Bélgica, o que o diferencia dos demais beffrois (góticos ou de outras épocas) do país. Construído no século XVII, ergue-se no ponto mais alto da colina, onde ficava o antigo castelo, e com seus mais de 80 metros, suas cúpulas bulbosas e seus arremates barrocos domina toda a cidade e os arredores. Está inscrito, junto com os demais campanários da Bélgica e da França, no Patrimônio Mundial da Unesco. Os moradores o chamam carinhosamente de 'le Château' (o castelo). É possível visitá-lo e subir (de elevador e escadas) até o alto, onde um mirante oferece uma vista magnífica de Mons, de Hainaut e, em dias claros, de um vasto horizonte. No caminho há uma exposição sobre a história do campanário e da cidade, e dá para ver os sinos do carrilhão. Ao redor se estende um parque agradável no topo da colina. Como chegar: no alto do centro histórico, subindo a pé a partir da Grand-Place. Melhor época: qualquer dia; dias de céu limpo para a vista. Dicas: combine a subida com o parque da colina; confira os horários; é o melhor mirante da cidade.
ℹ️ Distância: No alto da colina do centro histórico; a pé a partir da Grand-Place · Melhor época: Qualquer dia; dias de céu limpo para a vista · Entrada: Aprox. €9-12 adulto (verificar tarifa e horários, verificado julho 2026) · Duração: 1 hora
2
Colegiada de Santa Waudru (Sainte-Waudru)
A grande igreja gótica que guarda o carro de ouro do Doudou e obras de Jacques Du Broeucq.
Leer más ↓
A Colegiada de Santa Waudru (Collégiale Sainte-Waudru) é o grande templo de Mons, uma imponente igreja gótica de estilo brabantino construída a partir do século XV em homenagem à santa fundadora da cidade. Seu interior, amplo e luminoso, guarda um rico patrimônio artístico: destacam-se as esculturas renascentistas do mestre Jacques Du Broeucq (século XVI), consideradas obras-primas, além dos vitrais e das capelas. Mas, para os moradores de Mons, a colegiada é sobretudo a casa de dois símbolos da Ducasse (o Doudou): a relíquia de Santa Waudru e o 'Car d'Or' (o Carro de Ouro), uma espetacular carruagem dourada do século XVIII que todo ano, durante a festa, leva as relíquias da santa em procissão pela cidade, num momento culminante em que os fiéis empurram o carro ladeira acima. O carro fica guardado na colegiada e pode ser visto. Como chegar: no centro histórico, bem perto da Grand-Place, a pé. Melhor época: qualquer dia. Dicas: não deixe de ver o Car d'Or nem as esculturas de Du Broeucq; em certas datas é possível subir à torre (verificar).
ℹ️ Distância: Centro histórico, perto da Grand-Place; a pé · Melhor época: Qualquer dia · Entrada: Igreja grátis (doação); tesouro/torre com entrada conforme a visita (verificar, verificado julho 2026) · Duração: 45 min a 1 hora
3
Grand-Place e a prefeitura
A bela praça principal com a prefeitura gótica e o macaco da sorte.
Leer más ↓
A Grand-Place de Mons é o coração da vida da cidade: uma praça ampla cercada de fachadas de diferentes épocas, com mesas ao ar livre, cafés e restaurantes, dominada pela elegante prefeitura (Hôtel de Ville) gótica do século XV, com sua fachada de pedra e sua torre. É o lugar para sentar, tomar alguma coisa e curtir o clima, principalmente na primavera e no verão. Junto à porta da prefeitura fica um dos amuletos mais queridos de Mons: 'le Singe du Grand-Garde', uma pequena figura de macaco de ferro fundido, bem polida de tanto ser tocada, cuja cabeça, segundo a tradição, deve ser acariciada com a mão esquerda para dar sorte. Atrás da prefeitura há um bonito jardim (o Jardin du Mayeur) com esculturas. Como chegar: é o centro do centro histórico, a pé. Melhor época: qualquer dia; mesas ao ar livre na primavera e no verão. Dicas: acaricie a cabeça do macaco para ter sorte; entre no pátio e no jardim atrás da prefeitura.
ℹ️ Distância: Centro do centro histórico; a pé · Melhor época: Qualquer dia; mesas ao ar livre na primavera e no verão · Entrada: Grátis (praça; a prefeitura pode ser visitada em algumas ocasiões) · Duração: 30-45 minutos
4
Museu do Doudou e a Ducasse (Doudou)
O museu que explica a grande festa de Mons, Patrimônio Imaterial da Unesco.
Leer más ↓
A Ducasse de Mons, popularmente chamada de 'Doudou', é uma das festas mais importantes e espetaculares da Bélgica, inscrita pela Unesco na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Acontece todo ano no fim de semana da Santíssima Trindade (fim de maio ou junho) e combina dois atos: a procissão do Car d'Or com as relíquias de Santa Waudru e o 'Lumeçon', um combate ritual e lotado na Grand-Place entre São Jorge (a cavalo) e um dragão, cercado de personagens populares, em que a multidão tenta arrancar pelos do rabo do dragão para ter sorte. Para entender essa tradição fora das datas da festa, o Museu do Doudou (num prédio ao lado do campanário) explica de forma moderna e interativa a origem, os personagens e o significado da Ducasse, com audiovisuais e objetos. É uma visita muito recomendada para captar a alma festiva da cidade. Como chegar: no centro histórico, perto do campanário, a pé. Melhor época: qualquer dia; a festa em si é no fim de semana da Santíssima Trindade. Dicas: se você for viajar nas datas do Doudou, reserve a hospedagem com muita antecedência e espere multidões; no resto do ano, o museu explica tudo muito bem.
ℹ️ Distância: Centro histórico, perto do campanário; a pé · Melhor época: Qualquer dia (festa: fim de semana da Santíssima Trindade) · Entrada: Aprox. €9-12 adulto (verificar tarifa, verificado julho 2026) · Duração: 1 hora
5
O Mundaneum
O impressionante 'Google de papel' do começo do século XX, um arquivo utópico do saber universal.
Leer más ↓
O Mundaneum é uma das visitas mais fascinantes e singulares de Mons. É um centro de arquivos que conserva o legado de um projeto utópico e visionário: no começo do século XX, dois belgas, Paul Otlet e Henri La Fontaine (este último Prêmio Nobel da Paz), tiveram a ideia de reunir e classificar todo o conhecimento do mundo num gigantesco repertório universal de fichas, conectadas entre si, que qualquer pessoa pudesse acessar. Criaram um sistema de classificação (a Classificação Decimal Universal) e milhões de fichas bibliográficas, no que hoje é considerado um impressionante antecedente conceitual da internet e dos buscadores: por isso é chamado de 'o Google de papel'. O museu, instalado em Mons num prédio Art Déco, expõe parte daquele arquivo colossal de fichas, mapas e documentos, e explica de forma muito agradável a visão pioneira de Otlet e La Fontaine sobre a informação, o conhecimento e a paz mundial. É uma joia para curiosos e para quem gosta de história das ideias e da tecnologia. Como chegar: no centro de Mons, a pé. Melhor época: qualquer dia; ideal para dias de tempo ruim. Dicas: é uma visita que surpreende todo mundo; confira os horários e as exposições temporárias.
ℹ️ Distância: Centro de Mons; a pé · Melhor época: Qualquer dia; ideal se o tempo estiver ruim · Entrada: Aprox. €6-8 adulto (verificar tarifa, verificado julho 2026) · Duração: 1 hora
6
Museus de Mons (BAM, Museu de Van Gogh e outros)
A rede de museus renovada para a Capital da Cultura 2015, com arte e o legado de Van Gogh.
Leer más ↓
A escolha de Mons como Capital Europeia da Cultura em 2015 deixou para a cidade uma rede de museus renovados e de grande qualidade. O BAM (Beaux-Arts Mons) é o espaço de exposições de arte de referência, que recebe grandes mostras temporárias. A cidade conta ainda com museus de história, arqueologia, cerâmica e ciências, muitos reunidos sob a marca 'Pôle muséal de Mons'. Um marco especial é a relação da cidade com Vincent van Gogh: o jovem pintor viveu entre 1878 e 1880 no vizinho Borinage, a bacia mineira a oeste de Mons, onde atuou como pregador entre os mineiros e onde, comovido com a dureza daquela vida, decidiu se tornar artista. A casa onde ele morou em Cuesmes (nos arredores de Mons) é preservada como a 'Maison Van Gogh', um lugar de peregrinação para admiradores do pintor que mostra as origens de sua vocação. Como chegar: os museus, no centro; a Maison Van Gogh, em Cuesmes, nos arredores (de ônibus TEC ou carro). Melhor época: qualquer dia; verificar as exposições do BAM. Dicas: confira qual grande exposição está no BAM; os fãs de Van Gogh não podem deixar de ir a Cuesmes.
ℹ️ Distância: Museus no centro; Maison Van Gogh em Cuesmes, nos arredores (ônibus TEC ou carro) · Melhor época: Qualquer dia; verificar exposições do BAM · Entrada: BAM e museus aprox. €6-12 conforme a mostra; Maison Van Gogh aprox. €5-6 (verificar, verificado julho 2026) · Duração: 1 a 2 horas cada um
7
Sítios de mineração Patrimônio da Unesco (Grand-Hornu, Bois-du-Luc)
Antigas minas de carvão e complexos industriais do século XIX, Patrimônio da Unesco.
Leer más ↓
A região de Mons foi durante dois séculos uma das grandes bacias carboníferas da Europa, e esse passado industrial deixou um patrimônio excepcional, reconhecido pela Unesco. Os 'Principais sítios de mineração da Valônia' incluem vários complexos próximos a Mons. O mais espetacular é o Grand-Hornu, um impressionante conjunto industrial e operário do começo do século XIX, de harmoniosa arquitetura neoclássica (com a mina, as oficinas e uma cidade-jardim para os operários), hoje transformado em centro de arte e design contemporâneo (abriga o MAC's, museu de arte contemporânea). Outro sítio notável é Bois-du-Luc, um dos complexos de mineração mais antigos e completos preservados, com seu poço, suas oficinas e seu coron (bairro operário) intactos, que funciona como museu da mina e da vida operária. Esses lugares ajudam a entender a epopeia industrial e social da região e são visitas muito interessantes para quem quer ir além do centro histórico. Como chegar: nos arredores de Mons; melhor de carro ou com transporte organizado (ônibus TEC limitado). Melhor época: qualquer dia. Dicas: o Grand-Hornu combina patrimônio industrial e arte contemporânea; confira horários e exposições.
ℹ️ Distância: Nos arredores de Mons; melhor de carro (ônibus TEC limitado) · Melhor época: Qualquer dia · Entrada: Grand-Hornu/MAC's aprox. €8-12; Bois-du-Luc aprox. €8-10 adulto (verificar, verificado julho 2026) · Duração: 2 a 3 horas cada um
📶Em nenhuma viagem fiquei sem internet. Chego e meu celular se conecta à rede mais forte do país que estou visitando: já posso avisar que cheguei, organizar o transporte, reservar passeios e seguir publicando conteúdo por um preço muito conveniente (barato mesmo!). Sempre uso o eSIM da Maya Mobile, confira os planos clicando no banner.Ver planos →Maya Mobile eSIM — esqueça o roaming, dados ilimitados
O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Campanario (Beffroi)Aprox. €9-12 adulto (verificado julho 2026)
Colegiata de Santa WaudruGrátis (doação); tesouro/torre com entrada conforme a visita (verificado julho 2026)
Museo del DoudouAprox. €9-12 adulto (verificado julho 2026)
MundaneumAprox. €6-8 adulto (verificado julho 2026)
BAM (Beaux-Arts Mons)Aprox. €6-12 conforme a exposição (verificado julho 2026)
Grand-Hornu (MAC's) / Bois-du-LucAprox. €8-12 adulto (verificado julho 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
Subir ao campanário barroco (Beffroi)Aprox. €9-12 adulto (verificado julho 2026)1 horaBeffroi de Mons / Pôle muséal
Visita guiada pelo centro históricoA partir de uns €8-12 por pessoa (conforme a operadora, verificado julho 2026)1,5 a 2 horasVisit Mons (escritório de turismo)
Visita à Maison Van Gogh em CuesmesAprox. €5-6 adulto (verificado julho 2026)1 horaMaison Van Gogh (Cuesmes)
Passeio ao sítio de mineração do Grand-HornuAprox. €8-12 adulto (verificado julho 2026)2 a 3 horasGrand-Hornu / MAC's
Bate-volta de trem a BruxelasPassagem SNCB só de ida a partir de uns €10-14 (verificado julho 2026)Dia inteiroSNCB/NMBS
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

A pé
Grátis
DuraçãoVariável
Observações
O centro histórico é compacto, mas cheio de ladeiras (a cidade fica sobre uma colina); a Grand-Place, a colegiada e o campanário ficam na parte alta
Ônibus urbano (TEC)
PreçoPassagem simples a partir de uns €2-2,60 (TEC, verificado julho 2026)
DuraçãoVariável
Observações
A rede TEC é o transporte público da Valônia; útil para a estação, os bairros, Cuesmes (Van Gogh) e arredores. Pagamento pelo app TEC, a bordo ou por aproximação (contactless)
Carro (próprio ou alugado)
Variável
DuraçãoVariável
Observações
Recomendável para os sítios de mineração Patrimônio da Unesco (Grand-Hornu, Bois-du-Luc) e as cidadezinhas do Borinage, mal atendidas por ônibus
Bicicleta
PreçoAluguel a partir de uns €10-15 por dia (verificado julho 2026)
DuraçãoVariável
Observações
Opção para as áreas planas e os ravel (vias verdes) dos arredores; o centro histórico tem ladeiras
Trem (SNCB/NMBS)
PreçoTrajetos variáveis (verificado julho 2026)
DuraçãoVariável
Observações
Conexões com Bruxelas (50-60 min), Charleroi e Tournai; a estação, reformada, fica a poucos minutos a pé do centro
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

RotaCompanhias aéreas / empresasPreço médioDuração
Bruxelas → Mons de tremSNCB/NMBS (IC direto)Passagem a partir de uns €12-16 (SNCB, verificado julho 2026)Aproximadamente 50 a 60 minutos
Charleroi → Mons de tremSNCB/NMBSPassagem a partir de uns €7-11 (verificado julho 2026)Cerca de 40 a 50 minutos
Tournai → Mons de tremSNCB/NMBSPassagem a partir de uns €7-11 (verificado julho 2026)Cerca de 40 a 55 minutos
Lille (França) → Mons de tremSNCB/NMBS e SNCF (com baldeação)Variável (verificado julho 2026)Cerca de 1 h a 1 h 30 min
Aeroporto de Bruxelas (Zaventem) → MonsSNCB/NMBS (trem, com baldeação em Bruxelas)Variável (verificado julho 2026)Cerca de 1 h 20 min a 1 h 40 min
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Com charme / 4 estrelas
Preço$$$$$
Opções recomendadas
A partir de uns €110-190 a diária; hotéis charmosos no centro histórico, alguns em prédios senhoriais perto da Grand-Place
Intermediário bem localizado
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Aprox. €80-140 a diária; hotéis de categoria média no centro e perto da estação, práticos para explorar a cidade e os sítios de mineração
Econômico / B&B e hostels
Preço$$$$$
Opções recomendadas
A partir de uns €55-90 a diária; B&Bs, pensões e hospedagens simples; nas datas do Doudou (Santíssima Trindade) tudo lota e os preços sobem, então é preciso reservar com muita antecedência

🍴 Onde comer

Cocina valona y del Henao
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€15-30 por prato; brasseries com pratos regionais, carbonade na cerveja e especialidades locais, na Grand-Place e no centro
Terrazas de la Grand-Place
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€10-20 por prato; cafés e restaurantes com mesas ao ar livre na praça principal, ideais para comer ou tomar algo ao lado da prefeitura gótica
Cervecerías y producto local
Preço$$$$$
Opções / prato típico
€6-14 por consumação; cervejas belgas e da região de Hainaut, com tábuas de frios e queijos; Mons tem uma vida noturna animada graças à universidade
Cocina internacional y de autor
Preço$$$$$
Opções / prato típico
A partir de €50-110+ por pessoa (menus); restaurantes gastronômicos e cozinha internacional, reflexo de uma cidade universitária e com comunidade internacional (SHAPE/OTAN)

📖 História de Mons

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Santa Waudru e o mosteiro da colina

Mons deve seu nome a uma colina (do latim 'mons', monte) e sua origem a uma santa. No século VII, em pleno período merovíngio, uma nobre chamada Waudru (Waltrude na forma latinizada), esposa de um senhor da região e mãe de vários filhos que também foram venerados como santos, fundou nesta colina uma comunidade religiosa. Ao redor daquele mosteiro e das relíquias de Waudru, que virou santa padroeira, começou a crescer um povoado.

O lugar tinha vantagens: uma colina no meio de uma região de planícies e áreas pantanosas, fácil de defender e visível de longe. A devoção a Santa Waudru atraía peregrinos, e a proteção do mosteiro dava segurança. Aos poucos, o lugarejo que se espremia na encosta virou uma vila, e a vila virou uma cidade, que sempre guardaria no coração a figura da sua santa fundadora. Até hoje, a grande colegiada de Sainte-Waudru guarda suas relíquias, e a festa do Doudou, com a procissão da carruagem de ouro, gira em torno dela: mil e trezentos anos depois, a santa da colina continua sendo a alma de Mons.

Nos séculos seguintes, Mons ganhou importância até se tornar a capital do condado de Hainaut, um dos principados feudais que fragmentavam o mapa da atual Bélgica e do norte da França. Como capital do condado, a cidade ganhou muralhas, instituições e um castelo no alto da colina (onde hoje fica o campanário) e se tornou uma praça de certo peso, sede do poder dos condes de Hainaut e encruzilhada da região.

en.wikipedia.org · Monsen.wikipedia.org · Waltrude

Capital do condado de Hainaut

Durante a Idade Média, Mons floresceu como capital do condado de Hainaut, um território próspero governado por uma dinastia de condes que, por meio de casamentos e heranças, se aparentou com as grandes casas da Europa e às vezes uniu Hainaut à Holanda e à Zelândia. A cidade, sede da corte e da administração do condado, se beneficiou desse status: foram construídas igrejas, foi erguida a grande prefeitura gótica que ainda domina a Grand-Place e, a partir do século XV, começou a construção da imponente colegiada de Sainte-Waudru, no elegante estilo gótico brabantino.

Como tantos territórios da região, Hainaut (e com ele Mons) acabou absorvido pelo poder crescente dos duques da Borgonha no século XV e depois, por herança, passou à Casa de Áustria e ao ramo espanhol dos Habsburgo, integrando-se ao conjunto dos Países Baixos. Sob esses soberanos, Mons continuou sendo uma cidade importante dos Países Baixos do Sul, com sua vida religiosa, suas corporações de ofício e seu comércio.

Dessa época de ouro ficaram seus grandes monumentos e também suas tradições. A Ducasse, o Doudou, com sua procissão das relíquias de Santa Waudru e o combate de São Jorge contra o dragão (o Lumeçon), tem raízes nas devoções e nas festas cívicas medievais e chegou, transformando-se, até os dias de hoje. Mas a posição estratégica de Mons, numa região de passagem entre a França e os Países Baixos, ia fazer dela, como de tantas cidades da área, um alvo militar e um campo de batalha recorrente.

en.wikipedia.org · Monsen.wikipedia.org · County of Hainaut

Uma praça-forte disputada pelas potências

Entre os séculos XVI e XVIII, Mons viveu no ritmo das guerras que devastaram os Países Baixos do Sul. Sua posição na fronteira com a França e seu valor estratégico fizeram dela uma praça-forte muito cobiçada, fortificada e sitiada várias vezes. Durante a Guerra dos Oitenta Anos, nas lutas das províncias contra a coroa espanhola, Mons foi palco de episódios como a breve tomada da cidade pelos rebeldes em 1572, seguida de um duro cerco e de represálias.

Mais tarde, as guerras de Luís XIV levaram os exércitos franceses à região: Mons foi sitiada e tomada pela França, suas fortificações foram modernizadas pelos engenheiros militares da época, e a cidade passou de mão em mão entre franceses, espanhóis, holandeses e austríacos conforme os tratados que encerravam cada conflito. Em 1691, um célebre cerco comandado pelos franceses colocou Mons de novo no centro da política europeia. Cada guerra deixava destruição, reconstrução e novas muralhas.

Esse passado militar deu a Mons um cinturão de fortificações que, como em outras cidades, acabou sendo desmontado em épocas mais pacíficas para permitir o crescimento urbano. Mas a vocação de encruzilhada estratégica da cidade não desapareceu: no século XX, Mons voltaria a estar na linha de frente das duas guerras mundiais e hoje, paradoxalmente, abriga nos seus arredores o principal quartel-general militar da Aliança Atlântica na Europa. A colina de Santa Waudru nunca deixou totalmente de ser uma posição cobiçada.

en.wikipedia.org · Monsen.wikipedia.org · Siege of Mons (1691)

Carvão, Van Gogh e as guerras mundiais

O século XIX transformou a região de Mons. Sob o seu solo e o das regiões vizinhas se estendia uma das maiores bacias carboníferas da Europa, e a sua exploração transformou o Borinage (a zona mineira a oeste da cidade) numa paisagem de poços, montes de rejeitos e bairros operários, com uma classe trabalhadora numerosa e uma vida duríssima. Mons era a capital administrativa dessa bacia industrial e mineira, motor da economia valã, mas também cenário de uma grande pobreza operária.

Nesse Borinage mineiro viveu, entre 1878 e 1880, um jovem holandês que tinha chegado como pregador evangélico para atender os mineiros: Vincent van Gogh. Profundamente tocado pela miséria e pela dignidade daqueles homens e mulheres, Van Gogh compartilhou suas condições, desenhou seus rostos e seu trabalho e, em meio a uma profunda crise pessoal, tomou a decisão que mudaria a história da arte: deixar a pregação e se tornar pintor. Seus anos no Borinage foram a origem humilde e dolorosa da sua vocação, e a casa onde ele morou em Cuesmes, nos arredores de Mons, é preservada hoje como lugar de memória.

O século XX trouxe também as guerras. Em agosto de 1914, logo no início da Primeira Guerra Mundial, a batalha de Mons foi o primeiro confronto do Exército Britânico (a Força Expedicionária Britânica, BEF) contra os alemães na guerra: os britânicos resistiram e depois recuaram numa retirada difícil. Quatro anos depois, num simbólico fechamento de ciclo, Mons foi libertada por tropas canadenses em 11 de novembro de 1918, exatamente no dia do armistício que pôs fim à guerra. A cidade conserva memoriais daqueles acontecimentos e voltou a sofrer ocupação e combates na Segunda Guerra Mundial.

en.wikipedia.org · Battle of Monsen.wikipedia.org · Vincent van Gogh

Mons hoje: Capital da Cultura e cidade de contrastes

A segunda metade do século XX foi dura para a região: o fechamento das minas de carvão, a partir dos anos 50 e 60, mergulhou o Borinage e toda a bacia numa longa crise de desindustrialização, com desemprego e reconversão. Mons, capital da província de Hainaut, teve que se reinventar, apostando nos serviços, na administração, na universidade e, de forma decisiva, na cultura.

A virada veio em 2015, quando Mons foi escolhida Capital Europeia da Cultura. Aquele ano transformou a cidade: museus foram renovados e criados (o BAM de belas-artes, o Museu do Doudou, o fascinante Mundaneum, aquele 'Google de papel' sonhado no começo do século XX por Paul Otlet e pelo Nobel da Paz Henri La Fontaine), a estação e o espaço público foram revitalizados, e Mons se projetou para o mundo como uma cidade culta e criativa. Nos arredores, os antigos complexos mineiros como o Grand-Hornu e o Bois-du-Luc, reconhecidos pela Unesco, renasceram como centros de arte e de memória industrial.

A Mons de hoje, com cerca de 95.000 habitantes, é uma cidade de contrastes que a tornam única. Conserva seu centro histórico coroado pelo único campanário barroco da Bélgica, Patrimônio da Unesco, e celebra todo ano o seu antigo e lotado Doudou, também Patrimônio Imaterial da Humanidade. É cidade universitária e jovem; abriga nos arredores o SHAPE, o quartel-general militar da OTAN na Europa, com sua comunidade internacional; e guarda a memória de Van Gogh, do carvão e das guerras. Da colina de Santa Waudru à Capital Europeia da Cultura, Mons soube transformar sua longuíssima e acidentada história numa identidade cultural viva e orgulhosa.

en.wikipedia.org · Monsvisitmons.be

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (EN) — «Mons»: https://en.wikipedia.org/wiki/Mons
  • Wikipedia (ES) — «Mons (Bélgica)»: https://es.wikipedia.org/wiki/Mons_(B%C3%A9lgica)
  • Wikipedia (EN) — «Waltrude» (Santa Waudru): https://en.wikipedia.org/wiki/Waltrude
  • Wikipedia (EN) — «County of Hainaut»: https://en.wikipedia.org/wiki/County_of_Hainaut
  • Wikipedia (EN) — «Battle of Mons» (1914): https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Mons
  • Wikipedia (EN) — «Vincent van Gogh»: https://en.wikipedia.org/wiki/Vincent_van_Gogh
  • Wikipedia (EN) — «Ducasse de Mons» (Doudou): https://en.wikipedia.org/wiki/Ducasse_de_Mons
  • Wikipedia (EN) — «Mundaneum»: https://en.wikipedia.org/wiki/Mundaneum
  • UNESCO — «Major Mining Sites of Wallonia»: https://whc.unesco.org/en/list/1344/
  • Visit Mons (turismo oficial): https://www.visitmons.be/en

❓ Perguntas frequentes

Quantos dias preciso para conhecer Mons?+
Com 1 dia dá para ver o essencial: a Grand-Place, a colegiada de Santa Waudru, o campanário barroco (subindo até o alto) e algum museu. Com 2 dias você aproveita com calma os museus reformados para a Capital Europeia da Cultura 2015 (o BAM, o Mundaneum, o Museu do Doudou) e pode visitar algum sítio de mineração Patrimônio da Unesco (Grand-Hornu, Bois-du-Luc) ou os lugares de Van Gogh no Borinage. É um passeio cultural rico e menos turístico que as cidades flamengas.
Como chego a Mons?+
De trem da SNCB/NMBS: de Bruxelas em aproximadamente 50-60 minutos (IC frequente), de Charleroi em uns 40-50 min e de Tournai em uns 40-55 min. A estação, reformada, fica a poucos minutos a pé do centro histórico. De carro, chega-se pelas rodovias E19/E42. O aeroporto de referência é o de Bruxelas (Zaventem), a 1 h 20 min-1 h 40 min de trem com baldeação; Charleroi fica mais perto.
O que é o Doudou de Mons e quando acontece?+
O Doudou (oficialmente a Ducasse de Mons) é a grande festa popular da cidade, Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco, celebrada no fim de semana da Santíssima Trindade (final de maio ou junho). Reúne a procissão do Car d'Or (a carruagem dourada com as relíquias de Santa Waudru) e o 'Lumeçon', um combate ritual na Grand-Place entre São Jorge e um dragão, em meio a uma multidão que tenta arrancar pelos do rabo do dragão para dar sorte. Se você for viajar nessas datas, reserve a hospedagem com muita antecedência.
O que o campanário de Mons tem de especial?+
Ele é o único campanário de estilo barroco da Bélgica, o que o torna único entre todos os beffrois do país (a maioria góticos). Construído no século XVII, ergue-se no alto da colina e, com suas cúpulas bulbosas e mais de 80 metros, domina a cidade; os moradores o chamam de 'le Château'. Está inscrito, junto com os demais campanários da Bélgica e da França, no Patrimônio Mundial da Unesco. Dá para subir, e lá de cima se tem a melhor vista panorâmica de Mons e de Hainaut.
Qual é a relação de Mons com Van Gogh?+
O jovem Vincent van Gogh morou entre 1878 e 1880 no Borinage, a bacia mineira a oeste de Mons, onde atuou como pregador entre os mineiros. Comovido com a dureza da vida deles, foi ali que decidiu deixar a pregação e se tornar pintor: foram seus anos de vocação artística. A casa onde viveu em Cuesmes, nos arredores de Mons, é preservada como a 'Maison Van Gogh' e é um lugar de peregrinação para os admiradores do pintor.
Vale a pena visitar os sítios de mineração dos arredores?+
Muito, se você se interessa por patrimônio industrial. A região de Mons foi uma grande bacia carbonífera, e vários complexos de mineração estão inscritos no Patrimônio da Unesco como 'Principais sítios de mineração da Valônia'. O Grand-Hornu é um espetacular conjunto industrial e operário neoclássico do século XIX, hoje centro de arte e design contemporâneo (MAC's); e Bois-du-Luc conserva uma mina e seu bairro operário intactos. É melhor visitá-los de carro, e eles ajudam a entender a epopeia industrial e social da região.

Outros destinos de Bélgica

NamurOstendeTournaiWaterlooYpres (Ieper)Amberes
Ver todos os destinos de Bélgica →A história de Bélgica →
Fontes consultadas (8)
Continua planejando?
Explore mais destinos de Bélgica
Ver todos os destinos →