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Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa
🇧🇴 Bolívia · Altiplano e Andes

Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa

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📍Departamento
A Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa (REA) fica na província Sud Lípez, no extremo sudoeste do departamento de Potosí, na Bolívia, colada à fronteira com o Chile e perto do limite com a Argentina. É a reserva mais visitada do país e o grande final do clássico circuito de tours em 4x4 que sai do Salar de Uyuni. Abrange cerca de 714.000 hectares de altiplano desértico entre 4.000 e quase 6.000 metros de altitude, com lagoas coloridas, gêiseres, águas termais, vulcões e enormes populações de flamingos. Foi criada em 1973 e leva o nome do herói boliviano Eduardo Avaroa, da Guerra do Pacífico
📌Localidade de serviço
Não há cidade dentro da reserva: chega-se e percorre-se a área com tours organizados de 3 dias e 2 noites que saem principalmente de Uyuni (a principal base logística, com trem, ônibus e o aeroporto Joya Andina) e também de Tupiza (entrando pelo sul, no sentido inverso). No primeiro dia percorre-se o Salar de Uyuni; no segundo, lagoas e deserto a caminho do sul; no terceiro, o coração da REA (Laguna Colorada, Sol de Mañana, termas de Polques, Laguna Verde) antes de voltar a Uyuni ou cruzar para o Chile (San Pedro de Atacama). A hospedagem é em refúgios ou albergues básicos de povoados como San Juan, Villa Mar ou perto da Laguna Colorada
📌Melhor época
A temporada seca (de maio a outubro) é a mais estável para percorrer a reserva: céu limpo, estradas firmes e melhores condições para os 4x4, embora as noites sejam glaciais (a temperatura pode cair abaixo de 20 graus negativos, sobretudo em junho e julho). A temporada de chuvas (de dezembro a março) traz o famoso efeito espelho no Salar de Uyuni, mas alguns trechos da REA podem ficar intransitáveis. Por causa da altitude extrema (sempre acima dos 4.000 m), vale a pena se aclimatar antes em Uyuni, La Paz ou Potosí e subir devagar
📌Dias sugeridos
A reserva faz parte do circuito clássico de 3 dias e 2 noites Salar de Uyuni + Sud Lípez, em que o terceiro dia é dedicado quase por completo à REA (Laguna Colorada, Sol de Mañana, Laguna Verde e Laguna Blanca). Para quem quer fazer com mais calma ou incluir caminhadas e observação de fauna, existem variantes de 4 dias. Se você cruzar para o Chile, o tour costuma terminar de madrugada no terceiro dia, na fronteira de Hito Cajón, rumo a San Pedro de Atacama
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A Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa é um desses lugares que parecem de outro planeta. No extremo sudoeste da Bolívia, onde o altiplano vira um deserto de altitude a mais de 4.000 metros, se estende uma paisagem de lagoas tingidas de vermelho, verde e branco, gêiseres fumegantes, águas termais que soltam vapor no frio da manhã, vulcões perfeitos e rochas esculpidas pelo vento. É o fecho de ouro do célebre tour do Salar de Uyuni e, para muitos viajantes, o momento mais impressionante de toda a passagem pela Bolívia.

Dentro de seus mais de 700.000 hectares convivem alguns dos ícones mais fotografados do país: a Laguna Colorada, vermelha pelas microalgas e povoada por milhares de flamingos; os gêiseres e fumarolas de Sol de Mañana; as termas de Polques, onde você toma banho a quase 5.000 metros; a Laguna Verde, aos pés do vulcão Licancabur; e a solitária Árbol de Piedra, em pleno deserto de Siloli. É também um refúgio fundamental da fauna andina: flamingos de três espécies, vicunhas, viscachas e o esquivo gato-andino.

Este guia reúne o que é prático para visitar a REA com bom senso: como e de onde se chega (quase sempre dentro do tour do salar, saindo de Uyuni ou Tupiza), o que ver, como lidar com a altitude e o frio extremo, onde dormir e o que levar em conta para aproveitar este deserto de altitude sem sobressaltos. É uma viagem exigente pelas condições, mas a recompensa visual não tem comparação.

📖 História de Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa

A região de Sud Lípez, onde hoje fica a reserva, foi percorrida desde tempos pré-hispânicos por povos pastores de camelídeos e por caravanas de lhamas que conectavam o altiplano com os oásis do deserto do Atacama e a costa do Pacífico. Muito depois, a área ficou ligada à mineração de enxofre e bórax e à criação de lhamas e vicunhas pelas comunidades quéchuas e aimarás da região. A Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa foi criada por decreto em 1973, inicialmente para proteger as populações de flamingos e vicunhas, e depois ampliada até os atuais 714.000 hectares aproximados. Leva o nome de Eduardo Avaroa, herói boliviano morto na batalha de Topáter (1879) durante a Guerra do Pacífico, na qual a Bolívia perdeu sua saída para o mar diante do Chile; a proximidade da reserva com essa fronteira lhe dá um peso simbólico particular. Hoje é a reserva mais visitada da Bolívia e um pilar do turismo do sudoeste, gerida pelo SERNAP (Serviço Nacional de Áreas Protegidas) junto com as comunidades locais. A história completa da região e de suas paisagens está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa fica em Potosí

The department of silver and of the salt flats: home of the Cerro Rico that financed the Spanish Empire and of the Casa de la Moneda, of the Salar de Uyuni —the largest salt desert in the world and one of the great lithium reserves— and of the colored lagoons of the Eduardo Avaroa Reserve, on the highest and most desolate altiplano in the country, cradle of the hero Eduardo Avaroa.

Ler a história de Potosí →

🗺️ O que ver

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A lagoa vermelha pelas microalgas, coberta de flamingos e de ilhotas de bórax branco, ícone absoluto da reserva.
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A Laguna Colorada é a grande estrela da reserva e uma das imagens mais famosas da Bolívia. É uma lagoa salgada rasa, situada a cerca de 4.300 metros de altitude, cuja água adquire uma intensa cor avermelhada (que vai do laranja ao vermelho-sangue conforme a luz e a hora) pela presença de pigmentos de microalgas e sedimentos, em contraste com as ilhas e margens de bórax de um branco ofuscante. O que termina de torná-la irreal são os flamingos: a Laguna Colorada é um dos principais locais de alimentação e reprodução de flamingos altoandinos do continente, e em suas águas convivem três espécies (o flamingo-andino, o flamingo-de-james ou parina chica, e o flamingo-chileno). Vê-los caminhar e voar sobre a água vermelha, com os vulcões ao fundo, é um espetáculo difícil de esquecer. Faz parte do coração da REA e costuma ser um dos pontos onde se pernoita ou se faz uma parada longa no circuito. Há mirantes de onde se aprecia toda a sua extensão. Melhor época e horário: a primeira hora da manhã, com boa luz, costuma presentear com as cores mais intensas; o vento da tarde pode levantar poeira. Dicas: você está acima dos 4.000 m, então se mova devagar; leve muita roupa de frio (faz muitíssimo frio e vento), protetor solar forte, gorro e óculos. Respeite a distância dos flamingos e não saia das trilhas marcadas.
ℹ️ Distância: Coração da REA, sul de Potosí; visitada dentro do tour do Salar de Uyuni (3º dia) · Melhor época: Temporada seca (de maio a outubro); primeira hora da manhã para as cores · Entrada: Incluída no ingresso da REA: Bs 150 estrangeiros / Bs 30 bolivianos (SERNAP, verificado em julho de 2026; confirmar ao visitar) · Duração: 1 a 2 horas (parada dentro do circuito)
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Campo geotérmico a quase 5.000 metros com poças de lama fervente, fumarolas e colunas de vapor ao amanhecer.
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Sol de Mañana é um campo geotérmico situado a cerca de 4.850-4.900 metros de altitude, um dos pontos mais altos de todo o circuito. É um cenário quase infernal: o chão fumega, há poças de lama cinza que borbulham e fervem, crateras que cospem vapor e fumarolas que lançam colunas de gás com forte cheiro de enxofre. O nome vem de que a melhor hora para vê-lo é o amanhecer, quando o ar gelado faz o vapor parecer ainda mais espetacular contra a luz. É uma das paisagens mais impressionantes da reserva e um lembrete da intensa atividade vulcânica e geotérmica do altiplano sul. Os tours costumam passar bem cedo pela manhã, antes de seguir para as termas e a Laguna Verde. Melhor época e horário: o amanhecer, quando o contraste do vapor com o frio é máximo e a luz é mais bonita. Dicas de segurança: o chão é instável e as poças fervendo são perigosas: nunca chegue perto da borda nem saia das zonas seguras, pois já ocorreram acidentes graves. Você está a quase 5.000 m, então se mova bem devagar; leve muitíssima roupa de frio (ao amanhecer o frio é extremo) e cuidado com o cheiro de enxofre se você for sensível.
ℹ️ Distância: Sul da REA, a cerca de 4.850-4.900 m; parada do tour (3º dia) · Melhor época: Temporada seca; ao amanhecer (vapor mais espetacular) · Entrada: Incluído no ingresso da REA (Bs 150 estrangeiros / Bs 30 bolivianos, verificado em julho de 2026) · Duração: 30 a 45 minutos
3
Termas de Polques (águas termais)
Piscinas de águas termais a quase 4.400 metros para mergulhar na água quente com vista para a lagoa, em pleno deserto gelado.
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As águas termais de Polques (também chamadas de Termas de Polques ou Laguna Salada) são uma das paradas mais prazerosas de todo o circuito. São piscinas de águas geotermais que brotam quentes (cerca de 30 graus) junto a uma lagoa salgada, a cerca de 4.400 metros de altitude, no meio do deserto altoandino. Depois de noites glaciais e madrugadas no frio, entrar na água quente com vista para a lagoa e para os morros é uma experiência inesquecível. Os tours costumam parar aqui pela manhã, depois de Sol de Mañana, para que os viajantes tomem um banho e façam o café da manhã. Há vestiários básicos no local. Melhor época e horário: de manhã cedo, dentro da ordem habitual do tour; o contraste entre o ar gelado e a água quente faz parte da graça. Dicas: leve o traje de banho já vestido ou à mão e uma toalha, porque se trocar ao ar livre com frio extremo é duro; saia da água com cuidado para não esfriar de uma vez. Por causa da altitude, não fique tempo demais se estiver com tontura. Respeite as indicações do guia e o cuidado com o lugar.
ℹ️ Distância: Sul da REA, a cerca de 4.400 m; parada do tour (3º dia) · Melhor época: Temporada seca; pela manhã (depois de Sol de Mañana) · Entrada: O acesso às piscinas costuma ser cobrado à parte: Bs 6 por pessoa aprox. (fonte: agências de Uyuni, verificado em julho de 2026) · Duração: 30 a 60 minutos
4
A lagoa de tom esmeralda aos pés do vulcão Licancabur, ao lado da Laguna Blanca, no extremo sul da reserva.
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No extremo sul da reserva, quase na fronteira com o Chile, ficam duas lagoas vizinhas separadas por um istmo: a Laguna Blanca e a Laguna Verde, presididas pela silhueta perfeita do vulcão Licancabur (5.916 m). A Laguna Verde é famosa por sua intensa cor esmeralda a turquesa, produto da alta concentração de minerais (arsênico, magnésio, carbonatos) dissolvidos em suas águas; o tom mais vivo aparece quando o vento do meio-dia agita a água e remexe os sedimentos. É uma das paisagens mais fotografadas da Bolívia e costuma ser o último grande ponto do circuito antes de voltar a Uyuni ou cruzar para San Pedro de Atacama pela próxima passagem de Hito Cajón. A Laguna Blanca, ao lado, tem tom esbranquiçado pelo bórax e costuma estar mais calma. Melhor época e horário: perto do meio-dia, quando o vento intensifica o verde (logo cedo ela pode parecer mais quieta e opaca). Dicas: você está a cerca de 4.300-4.400 m e em plena fronteira, exposto a um vento muito forte e frio; leve muita roupa de frio, gorro e óculos. Se for cruzar para o Chile, tenha os documentos e carimbos em ordem e consulte os horários da passagem de fronteira com sua agência.
ℹ️ Distância: Extremo sul da REA, fronteira com o Chile (Hito Cajón); fim do circuito (3º dia) · Melhor época: Temporada seca; perto do meio-dia (o vento intensifica o verde) · Entrada: Incluído no ingresso da REA (Bs 150 estrangeiros / Bs 30 bolivianos, verificado em julho de 2026) · Duração: 30 a 45 minutos
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Um dos desertos mais áridos do mundo, com a famosa Árbol de Piedra esculpida pelo vento.
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O deserto de Siloli, considerado um prolongamento do deserto do Atacama e um dos mais áridos do planeta, é um dos trechos mais espetaculares do caminho até o coração da reserva. É uma paisagem imensa de areais, formações rochosas e dunas, com vulcões no horizonte, onde a sensação de solidão e vastidão é total. Seu ícone é a Árbol de Piedra (Árbol de Piedra de Siloli), uma rocha vulcânica de uns 5 a 7 metros esculpida pela erosão eólica até ganhar uma forma estreita na base e mais larga em cima, que lembra uma árvore retorcida. É uma parada clássica do circuito para fotos. Ao redor há outras rochas de formas caprichosas, também moldadas pelo vento carregado de areia. Melhor época e horário: no meio da manhã, dentro da ordem do tour; a luz lateral realça as texturas das rochas. Dicas: o vento pode ser muito forte e levantar areia, então proteja a câmera e os olhos; não suba na Árbol de Piedra para não danificá-la. Muita roupa de frio e protetor solar por causa da altitude e da secura extrema.
ℹ️ Distância: Deserto de Siloli, norte da REA; parada do tour (2º ou 3º dia) · Melhor época: Temporada seca; no meio da manhã · Entrada: Dentro do percurso da REA (ingresso Bs 150 estrangeiros / Bs 30 bolivianos, verificado em julho de 2026) · Duração: 20 a 40 minutos
6
Lagoas menores e fauna andina (vicunhas, flamingos, viscachas)
Um rosário de lagoas coloridas (Cañapa, Hedionda, Honda, Chiarkota) cheias de flamingos, e fauna de altitude por todo o caminho.
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Além das grandes estrelas, a reserva e seus arredores guardam uma sucessão de lagoas menores que vão se encadeando ao longo do percurso do segundo e do terceiro dia: a Laguna Cañapa, a Laguna Hedionda (de forte cheiro de enxofre, daí o nome), a Laguna Honda e a Laguna Chiarkota, entre outras. Quase todas são refúgio de flamingos, que se veem em grande quantidade se alimentando em suas águas salgadas com os vulcões ao fundo. A REA é, antes de tudo, uma reserva de fauna andina. É muito comum cruzar com vicunhas (o camelídeo silvestre mais fino, protegido), com viscachas (parecidas com coelhos de cauda longa, que tomam sol entre as rochas) e, com sorte e paciência, com emas andinas (o suri) ou o muito esquivo gato-andino. A combinação de três espécies de flamingos a torna um destino notável para os amantes de aves. Melhor época e horário: a temporada seca facilita o percurso; as primeiras horas costumam ser melhores para a observação. Dicas: leve binóculos se a fauna te interessa, mantenha distância e não alimente os animais. Dirija (ou peça ao guia) com cuidado para não assustar as vicunhas que cruzam as estradas. Muita roupa de frio e paciência: a fauna aparece quando menos se espera.
ℹ️ Distância: Lagoas da 'Ruta de las Joyas' e da REA; ao longo do circuito (2º e 3º dia) · Melhor época: Temporada seca; primeiras horas para a observação · Entrada: Dentro do percurso; ingresso da REA Bs 150 estrangeiros / Bs 30 bolivianos (fonte: SERNAP, verificado em julho de 2026) · Duração: Distribuído ao longo do percurso
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Ingreso a la Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa (SERNAP), extranjerosBs 150 por pessoa (aprox. US$ 22), tarifa SERNAP, verificado em julho de 2026; paga-se à parte do tour, em dinheiro (bolivianos). Confirmar ao visitar
Ingreso a la REA, visitantes bolivianos y residentesBs 30 por pessoa (estudantes nacionais também Bs 30), tarifa SERNAP, verificado em julho de 2026. Confirmar ao visitar
Acceso a las aguas termales de PolquesBs 6 por pessoa aprox. (cobrança local, verificado em julho de 2026); pode ser cobrado à parte do ingresso da REA. Confirmar ao visitar
Géiseres Sol de Mañana, Laguna Colorada, Laguna Verde, Árbol de PiedraIncluídos no ingresso da REA (Bs 150 estrangeiros / Bs 30 bolivianos, verificado em julho de 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

Tour clássico Salar de Uyuni + Reserva Eduardo Avaroa (3 dias / 2 noites) saindo de Uyuni, serviço compartilhado
Duração3 dias
OperadoraAgências de Uyuni (Andes Salt, Red Planet, Quechua Connection, etc.)
Preço
US$ 150–250 por pessoa conforme a agência e a temporada (inclui 4x4, guia-motorista, refeições e hospedagem básica; ingresso da REA à parte; fonte: Nomades.com e agências de Uyuni, verificado em julho de 2026)
Tour Sud Lípez saindo de Tupiza (entrada inversa, 4 dias / 3 noites)
Duração4 dias
OperadoraAgências de Tupiza (Tupiza Tours, La Torre Tours, etc.)
Preço
US$ 180–320 por pessoa em serviço compartilhado (refeições e refúgios incluídos, ingresso da REA à parte; fonte: Tupiza Tours, verificado em julho de 2026)
Tour do salar com travessia para San Pedro de Atacama (Chile), 3 dias
Duração3 dias
OperadoraAgências de Uyuni com conexão para o Chile
Preço
US$ 160–260 por pessoa em compartilhado (não inclui o traslado final até San Pedro, que costuma custar ~US$ 10–15; verificado em julho de 2026)
Tour privado / premium com hotel de sal (serviço exclusivo)
Duração3 a 4 dias
OperadoraAgências premium de Uyuni
Preço
US$ 350–700 por pessoa conforme o número de passageiros e o nível de hospedagem (verificado em julho de 2026)
Banho nas termas de Polques (dentro do tour)
Duração30-60 min
OperadoraParada do tour
Preço
Bs 6 por pessoa aprox. (acesso às piscinas, verificado em julho de 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

4x4 do tour (4x4 com motorista-guia)
DuraçãoTodo o circuito
Preço
Incluído no tour (US$ 150–250 o circuito de 3 dias em compartilhado, verificado em julho de 2026)
Observações
Único modo realista de percorrer a reserva: não há transporte público e as estradas são de terra e areia. O motorista também costuma atuar como guia e cozinheiro
Caminhada curta nos pontos de interesse
PreçoGrátis (acesso livre dentro do ingresso da REA)
DuraçãoTrechos curtos
Observações
Em cada parada (lagoas, gêiseres, Árbol de Piedra) se caminha um pouco; por causa da altitude, faça isso bem devagar
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

RotaCompanhias aéreas / empresasPreço médioDuração
Uyuni → Reserva Eduardo Avaroa (dentro do tour do salar)Agências de Uyuni (4x4)US$ 150–250 por pessoa o circuito de 3 dias em compartilhado (verificado em julho de 2026)Chega-se no 3º dia do circuito de 3 dias
Tupiza → Sud Lípez / REA (entrada pelo sul, sentido inverso)Agências de Tupiza (4x4)US$ 180–320 por pessoa o circuito de 4 dias (verificado em julho de 2026)Circuito de 4 dias
La Paz / Oruro / Potosí → Uyuni (para fazer o tour)Ônibus (Trans Omar, Todo Turismo) e trem (Ferroviaria Andina); voos para Joya Andina (UYU) com BoA/EcojetÔnibus La Paz–Uyuni Bs 60–250 (leito, verificado em julho de 2026); voo La Paz–Uyuni a partir de ~US$ 60–110; trem Oruro–Uyuni Bs 70–250 conforme a classeÔnibus 9–12 h desde La Paz; voo ~1 h; trem ~7 h desde Oruro
San Pedro de Atacama (Chile) → REA → Uyuni (entrada por Hito Cajón)Agências com travessia da fronteiraUS$ 160–260 por pessoa o circuito de 3 dias em grupo compartilhado (verificado em julho de 2026)Circuito de 3 dias no sentido Chile-Bolívia
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Hotel de sal ou lodge premium no circuito (San Juan / Tahua)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Alguns tours premium incluem uma noite em hotéis de sal perto do salar (Hotel de Sal Luna Salada, Tayka del Desierto em Ojo de Perdiz): aprox. US$ 100–250 a noite, quase sempre dentro do pacote privado. Dentro da REA a oferta de luxo é muito limitada
Refúgios e albergues do tour (San Juan, Villa Mar, Laguna Colorada)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
A hospedagem habitual do circuito são refúgios e albergues comunitários básicos nos povoados do percurso, com quartos compartilhados, banheiros coletivos e aquecimento limitado: aprox. US$ 8–20 por pessoa a noite, já incluído no preço do tour. A segunda noite costuma ser perto da Laguna Colorada, muito fria
Base em Uyuni antes e depois do tour
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Hotéis e hostels na cidade de Uyuni: hostels a partir de Bs 60–120 (US$ 9–17) a cama; hotéis intermediários Bs 200–450 (US$ 30–65) o quarto duplo; opção superior como Jardines de Uyuni ou Palacio de Sal a partir de US$ 80–150. Ideais para se aclimatar antes e depois do circuito
Acampar (somente com tours especializados)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Algumas expedições de aventura ou fotográficas acampam na reserva (custo dentro do pacote sob medida, aprox. US$ 70–120 por pessoa/dia), mas exige equipamento de alta montanha por causa do frio extremo (pode chegar a menos de 20 graus negativos). Não é a opção habitual

🍴 Onde comer

Comidas incluidas en el tour
Preço$$$$$
Opções / prato típico
As refeições do circuito (café da manhã, almoço e jantar) são preparadas pela equipe do tour nos refúgios ou durante o percurso, sem custo extra (já incluídas no pacote): sopas quentes, arroz, frango ou lhama, saladas, macarrão e chá de coca para a altitude
Provisiones propias (snacks y agua)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Vale levar água, castanhas, chocolate e balas de coca: nos armazéns de Uyuni uma garrafa de água custa Bs 5–10 e os lanches Bs 5–15. Dentro da reserva não há comércio
Restaurantes en Uyuni (antes y después)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Na cidade de Uyuni há pizzarias (Minuteman Pizza, Tika), churrascarias e restaurantes para turistas: prato principal Bs 35–80 (US$ 5–12); prato do dia econômico Bs 20–35; pizza grande Bs 80–140
Comida local boliviana en mercados
Preço$$$$$
Opções / prato típico
No mercado e nos comedores populares de Uyuni se come sopa, prato principal e refresco por Bs 15–30 (US$ 2–4,50): pique macho, sopa de amendoim, milanesas. Barato e farto

📖 História de Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Sud Lípez antes da reserva: pastores e caravanas de altitude

Muito antes de existir a reserva, o canto sudoeste do altiplano boliviano — a região de Sud Lípez, no que hoje é o departamento de Potosí — já era habitado e percorrido. É uma das zonas mais altas, frias e áridas do continente, um deserto de altitude acima dos 4.000 metros onde, mesmo assim, as comunidades andinas aprenderam a viver desde os tempos pré-hispânicos. Povos de língua aimará e quíchua, e antes deles os senhorios lípez, desenvolveram uma economia baseada no pastoreio de camelídeos (lhamas e alpacas) e no aproveitamento das vicunhas selvagens.

Essa região não era um lugar isolado, mas um nó de caminhos. As caravanas de lhamas conectavam o altiplano com os oásis do deserto do Atacama e com a costa do Pacífico, trocando produtos do altiplano (carne e lã de camelídeos, sal, minerais) por bens dos vales e da costa (milho, peixe seco, algodão). As lagoas salgadas, os bofedales (áreas úmidas de altitude onde os animais pastam) e as passagens entre vulcões faziam parte de rotas conhecidas e memorizadas ao longo de gerações.

Esse conhecimento profundo do território — onde há água, onde pastar, como atravessar o deserto — é a base sobre a qual, séculos mais tarde, se montaria o turismo da região. Muitos dos guias e motoristas que hoje percorrem a reserva descendem dessas comunidades de pastores e caravaneiros do altiplano sul.

Os senhorios lípez e a ocupação inicial
A região de Lípez aparece nas fontes históricas como território de senhorios andinos de pastores e caravaneiros, integrados depois ao Tawantinsuyu (Império Inca) e, mais tarde, ao domínio colonial espanhol. Os detalhes cronológicos da ocupação mais antiga são conhecidos sobretudo pela arqueologia e convém tomá-los como aproximações.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Provincia_Sud_L%C3%ADpez

Enxofre, bórax e camelídeos: a economia do altiplano sul

O altiplano sul da Bolívia é uma terra de recursos extremos. Sob seu aparente vazio, o solo guarda minerais que em diferentes épocas atraíram a atividade econômica: enxofre nas encostas dos vulcões, bórax e outros sais nas bordas das lagoas e, mais ao norte, o sal do próprio Salar de Uyuni. A região conheceu empreendimentos de mineração de enxofre e bórax, com acampamentos remotos e duras condições de trabalho, que deixaram marcas na forma de velhas instalações e caminhos.

Mas a atividade mais constante e enraizada sempre foi a pecuária de altitude: a criação de lhamas para carne, carga e lã, e o aproveitamento da vicunha, o camelídeo selvagem de fibra mais fina e valiosa do mundo. A vicunha foi historicamente caçada por sua lã, o que levou a uma forte queda de suas populações; sua proteção seria, justamente, um dos motivos que impulsionaram a criação da reserva.

A essa combinação de mineração extrema, pastoreio e caravanas somou-se, já no século XX, a dimensão geopolítica: esta é uma zona de tripla fronteira (Bolívia, Chile e, perto dali, Argentina), marcada pela perda do litoral boliviano para o Chile na Guerra do Pacífico. A paisagem desolada e fronteiriça do altiplano sul ficou assim carregada também de uma memória nacional.

A vicunha, motivo de proteção
As fontes concordam que a superexploração histórica da vicunha por sua lã fina reduziu drasticamente suas populações nos Andes, e que sua conservação foi um dos objetivos centrais ao criar áreas protegidas como a Reserva Eduardo Avaroa. Hoje a vicunha está protegida e suas populações se recuperaram em boa parte de sua área de distribuição.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Vicugna_vicugna

A criação da reserva (1973) e o nome de Eduardo Avaroa

A Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa foi criada por decreto em 1973, com o objetivo inicial de proteger as populações de flamingos altoandinos e de vicunhas, ameaçadas pela caça e pela pressão sobre seu habitat. Com o tempo, a área protegida foi ampliada até alcançar uma superfície próxima de 714.000 hectares, que incluem as lagoas coloridas, os gêiseres, os desertos de altitude e os vulcões que hoje são seu maior atrativo.

O nome da reserva é uma homenagem a Eduardo Avaroa (ou Abaroa), um dos grandes heróis da história boliviana. Avaroa morreu na batalha do Topáter, em 23 de março de 1879, durante a Guerra do Pacífico, o conflito em que a Bolívia perdeu para o Chile sua saída soberana para o mar (o atual norte chileno). A frase que a tradição lhe atribui — sua recusa em se render ao inimigo — é considerada um símbolo da resistência boliviana. O fato de a reserva mais visitada do país, situada bem na fronteira com o Chile, levar seu nome lhe dá uma carga simbólica que vai além do natural.

A gestão da reserva está a cargo do SERNAP (Servicio Nacional de Áreas Protegidas de Bolivia), que a administra junto com as comunidades locais. A REA faz parte, além disso, de uma rede de áreas úmidas de importância internacional por seu papel na conservação dos flamingos altoandinos.

Data de criação e superfície
As fontes situam a criação da reserva em 1973 (por decreto) e lhe atribuem uma superfície da ordem de 714.000 hectares após sucessivas ampliações. Os números exatos de superfície podem variar ligeiramente entre as fontes conforme os limites considerados, por isso convém tomá-los como referência.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Reserva_nacional_de_fauna_andina_Eduardo_Abaroa
Eduardo Avaroa e a Guerra do Pacífico
A historiografia boliviana reconhece Eduardo Avaroa como herói caído na defesa do Topáter (Calama) em 1879, durante a Guerra do Pacífico. A célebre frase de desafio ao ser intimado a se render faz parte da tradição patriótica; alguns historiadores discutem sua literalidade, mas seu valor simbólico é indiscutível.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Abaroa

Geologia extrema: vulcões, gêiseres e lagoas coloridas

A reserva é um laboratório natural de geologia vulcânica. Ela se assenta sobre a cordilheira Ocidental dos Andes, uma faixa de intensa atividade vulcânica que marca o limite entre Bolívia, Chile e Argentina, onde se erguem vulcões como o Licancabur (5.916 m), cone perfeito que vigia a Laguna Verde, e muitos outros que passam dos 5.000 e 6.000 metros. Essa atividade vulcânica explica boa parte das paisagens mais impactantes do lugar.

Os campos geotérmicos como Sol de Mañana — com suas poças de lama fervente, fumarolas e colunas de vapor a quase 5.000 metros — são a manifestação superficial do calor do subsolo. As águas termais, como as de Polques, brotam quentes graças a esse mesmo calor geotérmico. E as cores das lagoas também têm uma explicação química e biológica: o vermelho da Laguna Colorada vem de pigmentos de microalgas e de sedimentos; o verde-esmeralda da Laguna Verde, da alta concentração de minerais como arsênio, magnésio e carbonatos dissolvidos; as bordas brancas, do bórax e de outros sais.

A essa geologia extrema soma-se um dos climas mais severos do planeta habitado: ar rarefeito pela altitude, secura quase absoluta, radiação solar intensíssima de dia e temperaturas que despencam muito abaixo de zero à noite. É esse conjunto de fatores — vulcões, geotermia, química das águas e clima extremo — que esculpiu uma das paisagens mais singulares da América do Sul.

Por que a Laguna Colorada é vermelha e a Verde é verde
As fontes atribuem a cor avermelhada da Laguna Colorada a pigmentos de microalgas e a sedimentos em suspensão, e o tom verde-turquesa da Laguna Verde à alta concentração de minerais (arsênio, magnésio, carbonatos de cálcio). A cor da Laguna Verde se intensifica com o vento, que revolve os sedimentos do fundo. São explicações amplamente aceitas, embora a intensidade varie com a luz e as condições.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Laguna_Verde_(Bolivia)

O reino dos flamingos: fauna andina e conservação

Se há uma imagem que define a reserva, é a dos flamingos sobre as águas coloridas. A REA é um dos lugares mais importantes do continente para a conservação dos flamingos altoandinos e abriga as três espécies que habitam os Andes: o flamingo-andino (o mais raro e ameaçado), o flamingo-de-james ou parina pequena (redescoberto no século XX, quando era considerado extinto) e o flamingo-chileno. A Laguna Colorada, em particular, é um sítio-chave de alimentação e reprodução.

Mas a reserva protege muito mais do que flamingos. Por seus desertos e bofedales circulam vicunhas (o camelídeo selvagem cuja proteção impulsionou a criação da área), viscachas, emas-andinas (suri), raposas-andinas e o esquivo gato-andino, um dos felinos mais ameaçados e difíceis de ver do mundo. Essa diversidade de fauna de altitude é o que dá nome e razão de ser à reserva: «Reserva Nacional de Fauna Andina».

A conservação desse ecossistema enfrenta desafios: a pressão do turismo (que, bem administrado, financia sua proteção, mas, mal administrado, pode danificar as lagoas e perturbar a fauna), os projetos de exploração de recursos (geotermia, mineração, lítio na região do salar) e as mudanças climáticas, que afetam o delicado equilíbrio das áreas úmidas de altitude. Por isso a REA é tanto um destino turístico extraordinário quanto um território que precisa ser visitado com respeito e cuidado.

As três espécies de flamingos altoandinos
As fontes concordam que nas lagoas da reserva convivem as três espécies de flamingos sul-americanos de altitude: o flamingo-andino (Phoenicoparrus andinus), o flamingo-de-james ou parina pequena (Phoenicoparrus jamesi) e o flamingo-chileno (Phoenicopterus chilensis). A parina pequena foi considerada extinta e redescoberta no século XX, o que agrega valor à sua presença aqui.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Phoenicoparrus_jamesi

A reserva hoje: coração do circuito do salar e desafios para o futuro

Nas últimas décadas, a Reserva Eduardo Avaroa deixou de ser um canto remoto de fronteira para se tornar a área protegida mais visitada da Bolívia e um dos grandes ícones turísticos do país. A razão é sua integração ao famoso circuito de tours em 4x4 que parte do Salar de Uyuni: milhares de viajantes do mundo inteiro percorrem a cada ano o trecho de três dias que liga o maior salar do planeta às lagoas coloridas e aos gêiseres do altiplano sul.

Esse turismo trouxe renda e oportunidades para as comunidades de Sud Lípez — muitos dos motoristas, guias e donos de pousadas são da região — e deu um valor econômico à conservação da paisagem. Mas também traz desafios: a pressão dos veículos e dos visitantes sobre ecossistemas frágeis, a gestão dos resíduos, a qualidade e a segurança dos serviços e a necessidade de distribuir os benefícios de forma justa.

A esses desafios turísticos somam-se as pressões sobre os recursos da região: a exploração do lítio no vizinho Salar de Uyuni, os projetos geotérmicos e de mineração e os efeitos das mudanças climáticas sobre as lagoas e os bofedales. O futuro da reserva dependerá de equilibrar a conservação de uma das paisagens mais extraordinárias da América do Sul com o desenvolvimento das comunidades que vivem nela e a enorme afluência de visitantes que ela atrai. Para o viajante, isso se traduz em uma regra simples: percorrê-la com respeito, seguir as orientações dos guias e deixar o menor rastro possível.

Reserva mais visitada da Bolívia
Diversas fontes turísticas e oficiais descrevem a Reserva Eduardo Avaroa como a área protegida mais visitada da Bolívia, graças à sua integração ao circuito do Salar de Uyuni. Os números concretos de visitantes variam conforme a fonte e o ano, por isso convém tomá-los como referência.
Fonte: https://sernap.gob.bo/

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (ES) — «Reserva nacional de fauna andina Eduardo Abaroa»: https://es.wikipedia.org/wiki/Reserva_nacional_de_fauna_andina_Eduardo_Abaroa
  • Wikipedia (ES) — «Eduardo Abaroa»: https://es.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Abaroa
  • Wikipedia (ES) — «Laguna Colorada»: https://es.wikipedia.org/wiki/Laguna_Colorada
  • Wikipedia (ES) — «Laguna Verde (Bolivia)»: https://es.wikipedia.org/wiki/Laguna_Verde_(Bolivia)
  • Wikipedia (ES) — «Sol de Mañana»: https://es.wikipedia.org/wiki/Sol_de_Ma%C3%B1ana
  • Wikipedia (ES) — «Desierto de Siloli»: https://es.wikipedia.org/wiki/Desierto_de_Siloli
  • Wikipedia (ES) — «Licancabur»: https://es.wikipedia.org/wiki/Licancabur
  • Wikipedia (ES) — «Provincia Sud Lípez»: https://es.wikipedia.org/wiki/Provincia_Sud_L%C3%ADpez
  • Wikipedia (ES) — «Vicugna vicugna» (vicuña): https://es.wikipedia.org/wiki/Vicugna_vicugna
  • Wikipedia (ES) — «Phoenicoparrus jamesi» (flamenco de James): https://es.wikipedia.org/wiki/Phoenicoparrus_jamesi
  • SERNAP (Servicio Nacional de Áreas Protegidas de Bolivia): https://sernap.gob.bo/

❓ Perguntas frequentes

Como se visita a Reserva Eduardo Avaroa?+
Quase sempre dentro de um tour organizado em 4x4 de 3 dias e 2 noites que combina o Salar de Uyuni com o circuito de Sud Lípez. O terceiro dia é dedicado ao coração da reserva (Laguna Colorada, gêiseres de Sol de Mañana, termas de Polques, Laguna Verde). Também é possível entrar por Tupiza no sentido inverso, ou cruzar de/para San Pedro de Atacama (Chile).
Quanto custa a entrada na reserva?+
A entrada na REA cobrada pelo SERNAP é de Bs 150 por pessoa para estrangeiros (cerca de US$ 22) e Bs 30 para bolivianos e residentes (verificado em julho de 2026). É paga à parte do preço do tour, em dinheiro e em bolivianos, então convém levar notas pequenas. Confirme o valor com a sua agência antes de sair.
Quanto custa o tour de 3 dias saindo de Uyuni?+
O tour clássico de 3 dias e 2 noites em serviço compartilhado custa entre US$ 150 e 250 por pessoa conforme a agência, a temporada e o nível da hospedagem (faixa segundo Nomades.com e agências de Uyuni, verificado em julho de 2026). Costuma incluir o 4x4, o guia-motorista, as refeições e as noites em refúgios, mas NÃO a entrada na REA (Bs 150) nem, às vezes, as termas (Bs 6). As opções privadas ou premium com hotel de sal custam de US$ 350 a 700 por pessoa.
Faz muito frio?+
Sim, muitíssimo. Toda a reserva fica acima dos 4.000 metros e as noites são glaciais: no inverno (junho-julho) a temperatura pode cair abaixo de 20 graus negativos, principalmente perto da Laguna Colorada. É preciso levar agasalho de alta montanha, gorro, luvas, saco de dormir ou roupa térmica para a noite, e se preparar para acordar de madrugada no frio.
Como a altitude (mal da altitude) afeta?+
A altitude extrema (entre 4.000 e quase 5.000 m) pode provocar o soroche: dor de cabeça, tontura, falta de ar ou enjoo. Convém se aclimatar antes em Uyuni, Potosí ou La Paz, subir devagar, se hidratar, comer leve, evitar o álcool e se ajudar com chá ou balas de coca. Se os sintomas forem fortes, avise o guia.
É possível cruzar para o Chile a partir da reserva?+
Sim. Muitos tours terminam (ou começam) na passagem de fronteira de Hito Cajón, perto da Laguna Verde, conectando com San Pedro de Atacama, no Chile. O transfer final da fronteira até San Pedro costuma custar à parte (cerca de US$ 10–15). É preciso ter os documentos e carimbos migratórios em dia e combinar os horários com a agência.

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