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Zell am See
🇦🇹 Áustria · Salzburgo e os lagos (Salzkammergut)

Zell am See

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📍Região
Zell am See é uma pequena cidade turística do estado de Salzburgo, na região do Pinzgau, às margens do lago Zeller See e ao pé da montanha Schmittenhöhe. Junto com a vizinha Kaprun, forma a região de férias de Zell am See-Kaprun, uma das mais famosas dos Alpes austríacos: combina um lago de montanha, esqui no glaciar Kitzsteinhorn durante quase o ano todo e o acesso a dois dos grandes destaques da Áustria: a estrada alpina do Grossglockner e as cachoeiras de Krimml. Fica dentro da área de influência do Parque Nacional Hohe Tauern, o maior dos Alpes
📌Melhor época
Zell am See é um destino de duas temporadas. No verão (junho a setembro), o lago convida a nadar e navegar, os teleféricos de montanha funcionam e ficam abertas a estrada do Grossglockner e as cachoeiras de Krimml. No inverno (dezembro a março), é uma estação de esqui de primeira linha, com o glaciar Kitzsteinhorn garantindo neve. A primavera e o outono são mais tranquilos: lembre que a estrada do Grossglockner só abre de maio a outubro/novembro e que, no início da temporada, alguns serviços de montanha ficam fechados
📌Dias sugeridos
Com 2 ou 3 dias dá para aproveitar bem a região: um dia para o lago e o centro histórico de Zell am See, mais a subida à Schmittenhöhe; outro para o glaciar Kitzsteinhorn e Kaprun; e um terceiro, na temporada, para o grande passeio pela estrada do Grossglockner ou para as cachoeiras de Krimml. Com mais dias, dá para somar trilhas no Parque Nacional Hohe Tauern e atividades no lago ou na montanha
📌Como chegar
Zell am See tem estação de trem própria na linha da ÖBB que liga Salzburgo a Innsbruck (a linha do vale do Salzach e do Pinzgau). De Salzburgo, o trem leva cerca de 1h45; de Innsbruck, umas 2 horas. De carro, de Salzburgo são aproximadamente 1h20. Para o Grossglockner e Krimml, vale ter carro ou entrar em um passeio organizado
📌Como se locomover
É uma região de montanha: combina-se carro, ônibus regionais (Postbus) e teleféricos. Zell am See e Kaprun são ligadas por ônibus e pelo 'zellamseeXpress'. Não há metrô nem bonde. O centro histórico de Zell am See se percorre a pé; para o Kitzsteinhorn, a Schmittenhöhe, o Grossglockner e Krimml, usa-se carro, ônibus ou os teleféricos de cada montanha. Existe um cartão de hóspede regional com vantagens no transporte
🗣️Idioma e moeda
Alemão (dialeto do Pinzgau). Moeda: euro (€). Paga-se com cartão em quase todo lugar; vale levar um pouco de dinheiro vivo para ônibus e cidades pequenas
💱 USD exchange rate
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🌤️ Weather in Zell am See
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Zell am See é um daqueles cartões-postais que resumem os Alpes austríacos: um lago de águas turquesa encaixado entre montanhas, com um centro histórico de ruazinhas e uma igreja medieval à beira d'água e, atrás, os picos nevados refletidos no lago. É uma pequena cidade turística do estado de Salzburgo, na região do Pinzgau, que junto com a vizinha Kaprun forma uma das regiões de férias mais completas do país, boa tanto para o verão quanto para o inverno.

O que torna Zell am See única é a combinação de água e alta montanha. De um lado, o Zeller See, ideal para nadar, navegar ou passear pela orla; acima da cidade, a montanha panorâmica da Schmittenhöhe, com vista de 360 graus sobre dezenas de picos; e a poucos quilômetros, o glaciar Kitzsteinhorn, que a mais de 3.000 metros permite esquiar boa parte do ano e espiar o gelo eterno. É também a porta de entrada para dois dos grandes destaques da Áustria: a espetacular estrada alpina do Grossglockner e as cachoeiras de Krimml, as mais altas do país.

Este guia percorre Zell am See e seus arredores com olhar prático: como subir ao glaciar e à Schmittenhöhe, como organizar a grande rota panorâmica do Grossglockner (aberta só de maio a outubro ou novembro), quando visitar as cachoeiras de Krimml e como aproveitar o lago e o Parque Nacional Hohe Tauern. Uma região de natureza grandiosa, com o conforto de uma cidade turística bem organizada como base.

📖 História de Zell am See

Zell am See nasceu por volta do ano 740, quando monges enviados pelo arcebispo de Salzburgo fundaram às margens do lago uma 'cella' (cela monástica), a 'cella in bisonzio', que deu nome ao lugar e aparece documentada em 743. Durante séculos, o Pinzgau e seu lago estiveram sob o domínio dos arcebispos de Salzburgo, e a vida da região girou em torno da agricultura de montanha e da mineração (cobre, prata, zinco) nos vales vizinhos. A grande mudança veio em 1875, quando a ferrovia do vale do Salzach chegou a Zell am See: a chegada do trem, em 30 de julho daquele ano, marcou o nascimento do turismo, e o lago passou de canto pobre a 'a pérola da região de Salzburgo'. No século XX se desenvolveram o esqui e o alpinismo; nos anos 30 foi construída, como obra contra o desemprego, a estrada alpina do Grossglockner, e a partir dos anos 60 o glaciar Kitzsteinhorn transformou Kaprun em um centro de esqui para o ano todo. A região também viveu uma tragédia: o incêndio do funicular do Kitzsteinhorn, em novembro de 2000, em que morreram 155 pessoas. A história completa está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Zell am See fica em Salzburg and the Lakes (Salzkammergut)

The land of salt: Hallstatt, which gave its name to Europe's first Iron Age; Salzburg, ruled for centuries by prince-archbishops who grew rich on salt, expelled their Protestants and saw Mozart born; and the imperial Salzkammergut of lakes and mountains, where Franz Joseph declared war in 1914 and where the Nazis hid the art stolen from Europe.

Ler a história de Salzburg and the Lakes (Salzkammergut) →

🗺️ O que ver

Passeios por perto, em Salzburgo

Saem de Salzburgo, a 58 km daqui. Se você reservar por este link ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais.

1
O lago Zeller See e o centro histórico de Zell am See
O lago de montanha que dá nome à cidade e seu charmoso centro histórico à beira d'água.
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O Zeller See é o coração da cidade: um lago de montanha de águas limpas, com uma cor que vai do turquesa ao verde intenso, cercado de picos que se refletem na superfície. No verão é um paraíso para nadar (a água esquenta bastante), passear de barco ou de pedalinho, pedalar pela orla ou simplesmente sentar em um terraço para olhar as montanhas. No inverno, quando congela, às vezes dá para patinar sobre ele. À beira do lago, o centro histórico de Zell am See conserva seu charme: ruazinhas de pedestres, casas de séculos passados, lojas e cafés, e a igreja paroquial de Santo Hipólito, um templo românico-gótico com origens na fundação monástica do lugar e uma notável torre medieval. O calçadão do lago (Seepromenade) é o lugar perfeito para o pôr do sol. Há barcos que percorrem o lago em um circuito turístico, com paradas em diferentes pontos da orla, uma forma tranquila de ver a paisagem a partir da água. A cidade é compacta e se percorre a pé com facilidade. Como chegar: o centro histórico e o lago ficam ao lado da estação de trem de Zell am See. Melhor época: verão para banho e barcos; o outono traz cores e calma. Dicas: o calçadão do lago e as praias públicas têm acesso livre; os barcos e o aluguel de embarcações são pagos à parte.
ℹ️ Distância: Centro de Zell am See, ao lado da estação de trem · Melhor época: Verão para nadar e navegar; outono pelas cores · Entrada: Calçadão do lago e praias públicas grátis; passeio de barco conforme tarifa do operador do lago; verificado em julho de 2026 · Duração: Meio dia entre o lago e o centro histórico
2
A Schmittenhöhe, a montanha panorâmica de Zell am See
A montanha sobre a cidade, com teleféricos e uma vista de 360 graus sobre dezenas de picos.
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A Schmittenhöhe é a montanha que se ergue logo acima de Zell am See, a que dá à cidade seu caráter alpino. No verão, sobe-se confortavelmente de teleférico até perto do topo, a cerca de 2.000 metros, para curtir uma vista panorâmica de 360 graus que abrange dezenas de picos de três mil metros, entre eles o Grossglockner e o glaciar Kitzsteinhorn, além do lago lá embaixo. É um dos mirantes mais completos dos Alpes de Salzburgo. No alto há uma capela, restaurantes de montanha, trilhas temáticas e caminhos de todos os níveis: de passeios fáceis pela crista a rotas mais longas. No inverno, a Schmitten é a estação de esqui da própria Zell am See, com pistas descendo em direção à cidade. Os teleféricos modernos (alguns com design Porsche) tornam a subida rápida e confortável. É um programa ideal para meio dia: subir, caminhar um pouco pelo topo com a vista, comer algo em um refúgio e descer. Com crianças é bem acessível. Como chegar: as estações de base dos teleféricos ficam em Zell am See e arredores, conectadas à cidade; o 'zellamseeXpress' sobe a partir de Viehhofen. Melhor época: verão e outono com dias limpos para a vista. Dicas: confira a previsão do tempo, porque com neblina se perde o panorama; há descontos combinando a passagem de trem da ÖBB com o teleférico.
ℹ️ Distância: Sobre Zell am See; teleféricos a partir da cidade e arredores · Melhor época: Verão e outono com céu limpo; inverno para esquiar · Entrada: Ingresso de verão ida e volta (Summit Charger) € 45 adulto (schmitten.at, verificado em julho de 2026) · Duração: Meio dia
3
O glaciar Kitzsteinhorn e Kaprun (TOP OF SALZBURG)
O glaciar a mais de 3.000 metros, com esqui quase o ano todo e uma plataforma panorâmica sobre o gelo eterno.
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O Kitzsteinhorn, acima da cidadezinha de Kaprun, é a grande montanha glaciar da região: um pico de mais de 3.200 metros cujo glaciar permite esquiar durante boa parte do ano, algo pouco comum na Áustria. Nos anos 60, foi um dos primeiros glaciares adaptados para o esqui no país, e continua sendo um ímã tanto no inverno quanto no verão. No verão, a grande experiência é a visita panorâmica TOP OF SALZBURG / Gipfelwelt 3000: uma série de teleféricos sobe até a estação do cume, a 3.029 metros, onde há duas plataformas panorâmicas com vista para o Grossglockner e para um mar de picos, uma galeria do Parque Nacional escavada na rocha, um 'cinema' de montanha e, em pleno verão, uma arena de gelo. É espiar o mundo da alta montanha sem precisar ser alpinista. A região também lembra, com sobriedade, a tragédia de 11 de novembro de 2000, quando um incêndio no funicular que subia ao glaciar causou a morte de 155 pessoas, a maior catástrofe da Áustria do pós-guerra. Aquele funicular não foi reconstruído; hoje o acesso é feito por teleféricos. Há um memorial dedicado às vítimas. Como chegar: a partir de Kaprun, ligada a Zell am See por ônibus. Melhor época: a temporada de visita ao cume vai aproximadamente de abril a novembro de 2026; leve agasalho, lá em cima faz frio mesmo no verão. Dicas: compre o ingresso online; confira o tempo, porque com clima ruim o cume pode fechar.
ℹ️ Distância: Sobre Kaprun, a cerca de 10 km de Zell am See; ônibus regional · Melhor época: Visita ao cume aprox. de abril a novembro de 2026; esqui no glaciar grande parte do ano · Entrada: TOP OF SALZBURG / Gipfelwelt 3000 ida e volta € 61 adulto (kitzsteinhorn.at, verificado em julho de 2026) · Duração: Meio dia a dia inteiro
4
A estrada alpina do Grossglockner (Grossglockner Hochalpenstrasse)
Uma das estradas panorâmicas mais espetaculares dos Alpes, até o pé da montanha mais alta da Áustria.
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A Grossglockner Hochalpenstrasse é uma das grandes rotas panorâmicas da Europa: 48 quilômetros de curvas que sobem a mais de 2.500 metros de altitude, com 36 curvas fechadas, mirantes sobre glaciares e uma fauna alpina (marmotas, íbex) que às vezes aparece. Construída nos anos 30 como obra pública contra o desemprego e inaugurada em 1935, leva até o pé do Grossglockner, a montanha mais alta da Áustria (3.798 m), e até o mirante Kaiser-Franz-Josefs-Höhe, de frente para o grande glaciar Pasterze. É um passeio de dia inteiro a partir de Zell am See. A estrada é pedagiada e, muito importante, só fica aberta na temporada quente: de 25 de abril até o início de novembro de 2026, e só de dia (fecha à noite). No inverno, permanece fechada por causa da neve. Ao longo do percurso há centros de visitantes, museus, restaurantes e trilhas, além do desvio que sobe ao mirante do Edelweissspitze. O glaciar Pasterze, visto do mirante principal, é um testemunho impressionante do recuo do gelo: onde nos anos 30 o glaciar chegava quase até o estacionamento, hoje é preciso descer um bom trecho para tocar o gelo. Como chegar: de carro a partir de Zell am See, via Bruck e Fusch (ou com passeios organizados). Melhor época: de junho a setembro, com dias limpos. Dicas: confira o horário de abertura do dia e o tempo antes de sair; leve agasalho, lá em cima faz frio; o pedágio dá direito a voltar no mesmo dia sem custo extra.
ℹ️ Distância: Acesso a partir de Zell am See via Bruck/Fusch; passeio de dia inteiro · Melhor época: Só de maio a outubro/novembro (aprox. 25 de abril – início de novembro de 2026); de dia · Entrada: Pedágio diário por veículo: carro € 46,50 (carro elétrico € 40); moto € 36,50 (moto elétrica € 32,50); depois das 18h, carro € 36,50 e moto € 30. Não se cobra por passageiro (grossglockner.at, preços 2026, verificado em 08/08/2026) · Duração: Dia inteiro
5
As cachoeiras de Krimml (Krimmler Wasserfälle)
As cachoeiras mais altas da Áustria, com 385 metros de queda em três saltos, no Parque Nacional Hohe Tauern.
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As cachoeiras de Krimml são as mais altas da Áustria e estão entre as mais altas da Europa: a água do riacho Krimmler Ache despenca em três grandes saltos, com uma queda total de 385 metros, em pleno Parque Nacional Hohe Tauern. O espetáculo é imponente, sobretudo na primavera e no começo do verão, quando o degelo multiplica o volume de água e o rugido se ouve de longe. Uma trilha bem estruturada (o Wasserfallweg) sobe em zigue-zague ao lado das cachoeiras, com vários mirantes que permitem chegar perto dos saltos e sentir a névoa de água no rosto. Chegar ao mirante mais alto e voltar leva umas 2-3 horas de caminhada moderada, mas cada um pode subir até onde quiser. Na base fica o centro 'Krimmler WasserWelten', dedicado ao mundo da água, e um ar de pureza reconhecida (atribuem-se a ele efeitos benéficos para as vias respiratórias). Ficam a pouco mais de uma hora de Zell am See, subindo o vale do Salzach rumo ao oeste, e podem ser combinadas com a rota panorâmica do Gerlospass. É um dos passeios de natureza mais gratificantes da região. Como chegar: de carro pelo vale do Pinzgau até Krimml, ou de trem de bitola estreita (Pinzgauer Lokalbahn) mais ônibus. Melhor época: a trilha paga fica aberta de 1º de maio ao fim de outubro; maio e junho para o maior volume de água. Dicas: leve calçado confortável e algo impermeável por causa da névoa de água; o ingresso combinado inclui a trilha, as WasserWelten e o estacionamento.
ℹ️ Distância: A pouco mais de 1h de Zell am See, subindo o vale rumo a Krimml · Melhor época: Trilha aberta de 1º de maio ao fim de outubro; maio-junho pelo volume de água · Entrada: Ingresso combinado (trilha + WasserWelten + estacionamento) € 15,90 adulto; crianças de 6-15 € 7,90; só a trilha (Wegbenützungsgebühr) € 9,00 adulto e € 4,50 crianças de 6-15 (wasserfaelle-krimml.at, verificado em 08/08/2026) · Duração: Meio dia a dia inteiro com o deslocamento
6
Kaprun e as represas de alta montanha (Hochgebirgsstauseen)
Os grandes lagos artificiais das usinas hidrelétricas de Kaprun, entre montanhas e glaciares.
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Acima da cidadezinha de Kaprun, em um vale cercado de picos e glaciares, ficam as represas de alta montanha (Hochgebirgsstauseen Kaprun): dois grandes lagos artificiais, o Wasserfallboden e o Mooserboden, criados por enormes barragens para uma das usinas hidrelétricas mais emblemáticas da Áustria. A construção dessas barragens, iniciada em tempos difíceis e concluída nos anos 50, foi uma obra colossal que virou símbolo da reconstrução do país depois da Segunda Guerra Mundial. Hoje a subida às represas é um passeio espetacular: combina-se um ônibus de montanha com um impressionante elevador inclinado e outro trecho de ônibus para chegar ao Mooserboden, a mais de 2.000 metros, com as barragens gigantes, a água de um turquesa leitoso e os glaciares do maciço do Grossglockner ao fundo. Há trilhas, um centro de informação sobre energia e clima, e vistas de altíssima montanha sem precisar escalar. É um programa de meio dia ou dia inteiro, e uma forma diferente de entender a relação entre estas montanhas e a história moderna da Áustria. Como chegar: a partir de Kaprun, com o sistema de ônibus e elevador das represas (só na temporada de verão). Melhor época: verão, quando o acesso está aberto (aproximadamente do fim de maio a outubro). Dicas: é um passeio sujeito ao clima; confira antes de subir. Leve agasalho, lá em cima faz frio.
ℹ️ Distância: Sobre Kaprun, a cerca de 10 km de Zell am See · Melhor época: Verão (acesso aprox. do fim de maio a outubro) · Entrada: Passeio às represas (ônibus + elevador) conforme tarifa da Verbund/Kaprun; consultar na visita; verificado em julho de 2026 · Duração: Meio dia a dia inteiro
7
O Parque Nacional Hohe Tauern
O maior parque nacional dos Alpes, com glaciares, picos de três mil metros e uma natureza selvagem.
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Zell am See-Kaprun é uma das portas de entrada do Parque Nacional Hohe Tauern, o maior dos Alpes e um dos maiores da Europa central, que protege um vasto território de alta montanha entre Salzburgo, Tirol e Caríntia. Dentro dos seus limites estão o Grossglockner, o glaciar Pasterze, as cachoeiras de Krimml e dezenas de picos acima de três mil metros, além de uma fauna alpina notável: marmotas, íbex, camurças e o majestoso abutre-barbudo, reintroduzido com sucesso. O parque oferece infinitas possibilidades de trekking, de passeios leves pelos vales a rotas exigentes de alta montanha, com refúgios, centros de visitantes e guias. É o cenário natural que dá sentido a toda a região: cada grande atração de Zell am See — o Grossglockner, Krimml, o Kitzsteinhorn — faz parte, na verdade, deste espaço protegido. Para quem busca natureza grandiosa, ar puro e a sensação de estar no coração dos Alpes, dedicar um dia a caminhar pelo parque é super recomendável. Como chegar: os acessos partem de Zell am See, Kaprun, Fusch, Krimml e outras cidadezinhas da região. Melhor época: verão e início do outono para as trilhas. Dicas: informe-se nos centros de visitantes sobre rotas de acordo com o seu nível; respeite as regras do parque (é um espaço protegido).
ℹ️ Distância: Acessos a partir de Zell am See, Kaprun e cidadezinhas vizinhas · Melhor época: Verão e início do outono para caminhar · Entrada: Acesso ao parque grátis; teleféricos, centros e guias conforme tarifa; verificado em julho de 2026 · Duração: De meio dia a vários dias
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Kitzsteinhorn TOP OF SALZBURG / Gipfelwelt 3000 (ida y vuelta, verano)€ 61 adulto (kitzsteinhorn.at, verificado em julho de 2026)
Schmittenhöhe (ticket de verano ida y vuelta, Summit Charger)€ 45 adulto (schmitten.at, verificado em julho de 2026)
Carretera del Grossglockner (peaje de día)Carro € 46,50 (carro elétrico € 40); moto € 36,50 (moto elétrica € 32,50); tarifa reduzida depois das 18h; cobrado por veículo, não por passageiro (grossglockner.at, preços 2026, verificado em 08/08/2026)
Cataratas de Krimml (ticket combinado sendero + WasserWelten + parking)€ 15,90 adulto; € 7,90 crianças de 6-15; só a trilha € 9,00 adulto e € 4,50 crianças (wasserfaelle-krimml.at, verificado em 08/08/2026)
Paseo en barco por el Zeller SeeConforme tarifa do operador do lago; consultar na visita; verificado em julho de 2026
Embalses de alta montaña de Kaprun (bus + ascensor)Conforme tarifa da Verbund/Kaprun; consultar na visita; verificado em julho de 2026
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
Passeio de dia inteiro pela estrada do GrossglocknerPedágio carro € 46,50 (2026); passeios organizados conforme operadorDia inteiroGrossglockner Hochalpenstrasse (oficial) / agências
Visita panorâmica ao glaciar Kitzsteinhorn (TOP OF SALZBURG)€ 61 adulto ida e volta (2026)Meio dia a dia inteiroGletscherbahnen Kaprun / Kitzsteinhorn
Subida à Schmittenhöhe e trilha pelo topo€ 45 adulto ida e volta (2026)Meio diaSchmittenhöhebahn AG
Caminhada até as cachoeiras de Krimml (Wasserfallweg)Ingresso combinado € 15,90 adulto; só a trilha € 9,00 (2026)2-3h de caminhada; meio dia com o deslocamentoKrimmler Wasserfälle / WasserWelten
Banho, vela ou passeio de barco pelo Zeller SeePraias públicas grátis; aluguel e barco conforme prestador (2026)Meio diaPrestadores locais do lago
Trilhas no Parque Nacional Hohe TauernAcesso gratuito; teleféricos e guias conforme a tarifa (2026)De meio dia a dia inteiroNationalpark Hohe Tauern
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

Trem ÖBB (linha Salzburgo–Innsbruck pelo Pinzgau)
PreçoDe Salzburgo aprox. € 14-30 conforme a tarifa (ÖBB, 2026)
Duração~1 h 45 de Salzburgo
Observações
Zell am See tem estação própria na linha principal da ÖBB. É o jeito mais cômodo de chegar sem carro. Dá para combinar com ingressos de teleférico com desconto (ÖBB Plus)
Ônibus regional Postbus e 'zellamseeXpress'
DuraçãoVariável
Preço
Passagem conforme a distância; trechos curtos a partir de ~ € 3 (2026)
Observações
Liga Zell am See a Kaprun, Bruck, Fusch, Krimml e aos vales vizinhos. É a opção sem carro para circular pela região; horários sazonais
Carro alugado
PreçoAluguel a partir de ~ € 40-70/dia conforme a categoria (2026)
DuraçãoVariável
Observações
Muito recomendável para o Grossglockner e Krimml, que ficam longe e têm transporte público limitado. Lembre que a estrada do Grossglockner é pedagiada e só abre na temporada quente
Teleféricos de montanha (Kitzsteinhorn, Schmittenhöhe)
PreçoKitzsteinhorn ida e volta € 61; Schmittenhöhe € 45 (verão 2026)
DuraçãoVariável
Observações
Mais do que transporte, são o acesso às grandes atrações de altitude. Confira a previsão do tempo antes de subir, porque com neblina não se vê nada e às vezes eles fecham
Trem de bitola estreita Pinzgauer Lokalbahn
Conforme o trecho (2026)
DuraçãoVariável
Observações
Ferrovia local que liga Zell am See a Krimml ao longo do vale do Pinzgau; uma opção pitoresca e prática para chegar perto das cachoeiras
A pé pelo centro histórico e pelo calçadão do lago
Grátis
DuraçãoVariável
Observações
O centro de Zell am See é compacto e para pedestres: o centro histórico, a igreja e o calçadão do lago dão para percorrer a pé com tranquilidade
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

RotaCompanhias aéreas / empresasPreço médioDuração
Salzburgo → Zell am See (trem)ÖBB (trens REX/regionais pelo vale do Salzach)A partir de aprox. € 14-30 conforme a tarifa (2026)Aprox. 1 h 45
Innsbruck → Zell am See (trem)ÖBBConforme a tarifa (2026)Aprox. 2 h
Viena → Zell am See (trem)ÖBB (Railjet via Salzburgo, com conexão)A partir de € 20-40 com Sparschiene conforme a antecedência (2026)Aprox. 5 h com baldeação
Salzburgo → Zell am See (carro)Carro próprio ou alugadoCombustível + vinheta de rodoviaAprox. 1 h 20 (cerca de 90 km)
Munique (Alemanha) → Zell am See (carro ou trem)Carro pela rodovia ou trem com baldeaçãoConforme o meio de transporte (2026)Aprox. 2 h 30 - 3 h
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Hotéis de luxo e resorts à beira do lago ou com spa
Preço$$$$$
Opções recomendadas
€ 200-450 a diária. Hotéis de alto padrão às margens do Zeller See ou com grandes spas (Grand Hotel Zell am See, numa península do lago; Tauern Spa, em Kaprun), pensados para relaxar na montanha com vista para a água e para os picos
Hotéis alpinos de categoria intermediária
Preço$$$$$
Opções recomendadas
€ 100-180 a diária. Ampla oferta de hotéis 3 e 4 estrelas em Zell am See e Kaprun, muitos em estilo alpino, com wellness e boa localização em relação ao lago e aos teleféricos. A opção mais comum
Pousadas, apartamentos e turismo rural
Preço$$$$$
Opções recomendadas
€ 55-100 a diária. Pousadas familiares (Frühstückspension), apartamentos e casas de temporada nas duas cidades e nos vales, muito procurados por famílias e para estadias longas no verão ou na temporada de esqui. Bom custo-benefício

🍴 Onde comer

Gasthof alpino y cocina de Salzburgo
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Prato principal € 14-26. Restaurantes tradicionais para provar os Kasnocken (nhoque de queijo), o Kaiserschmarrn, carnes assadas e pratos de caça, além dos peixes do lago. A cozinha de montanha do Pinzgau, farta e saborosa
Restaurantes y terrazas junto al lago
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Refeição € 12-24. Terraços sobre o Zeller See para comer com vista para a água e as montanhas: peixe, saladas, pratos leves e uma cerveja ou um vinho. Ideal no fim de tarde no verão
Refugios y restaurantes de montaña
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Prato € 10-18. Na Schmittenhöhe, no Kitzsteinhorn e nas trilhas, refúgios (Hütte) servem comida simples e farta com vistas espetaculares. Perfeito para recuperar as energias depois de uma caminhada
Cafés y confiterías del centro
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Café + doce € 6-12. No centro histórico, cafés para tomar um Melange com Apfelstrudel ou Sachertorte, e confeitarias para provar os doces austríacos. Bom programa para uma pausa ou um dia de chuva

📖 História de Zell am See

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Uma cela de monges à beira do lago: o nascimento de Zell am See

O nome já diz tudo: 'Zell' vem de 'cella', a cela ou pequeno mosteiro com que começou a história desta cidade. Por volta do ano 740, por ordem do arcebispo João de Salzburgo, alguns monges fundaram às margens do lago um povoado religioso que as fontes latinas chamam de 'cella in bisonzio' —a cela no Pinzgau—, documentado pela primeira vez no ano 743. Daquele núcleo monástico, num vale isolado entre montanhas, nasceu o povoado que conhecemos hoje.

O lugar fazia sentido: o lago oferecia peixe e água, os vales davam pastagens, e a passagem para o sul se conectava com os caminhos alpinos. Durante toda a Idade Média, a vida girou em torno da agricultura de montanha, da pecuária e de uma igreja que foi crescendo. A atual paróquia de Santo Hipólito, de origem românica e com uma robusta torre medieval, tem suas raízes naquela fundação monástica e continua sendo o edifício histórico mais notável do centro antigo.

A partir dos séculos XII e XIII, o poder dos arcebispos de Salzburgo, que eram ao mesmo tempo príncipes da Igreja e senhores territoriais, foi aumentando em toda a região do Pinzgau. Por meio de heranças e compras, os arcebispos consolidaram seu domínio, e por volta de 1228 o Pinzgau ficou firmemente em suas mãos; em 1480 os diferentes condados da região passaram definitivamente para o governo de Salzburgo. Assim, durante séculos, Zell am See e seu lago foram um cantinho do extenso principado eclesiástico dos arcebispos de Salzburgo, longe das grandes rotas do poder, com uma vida modesta marcada pelo ritmo das montanhas.

sn.at · Geschichte von Zell am Seeen.wikipedia.org · Zell am Seeregion-pinzgau.at · Zell am see

Séculos de mineração e de pobreza na montanha

Durante boa parte da sua história, o Pinzgau foi uma terra dura e pobre. A vida nos vales altos era exigente: invernos longos, terras difíceis de cultivar e uma economia de subsistência. A esse quadro somou-se, durante séculos, a mineração, que deu à região uma de suas poucas fontes de riqueza e de trabalho.

Nas montanhas ao redor de Zell am See —em áreas como Bruckberg e Thumersbach, e nos vales vizinhos— foram exploradas durante séculos jazidas de cobre, enxofre, chumbo argentífero e zinco. Inúmeras galerias perfuraram a rocha em busca desses metais, que eram comercializados e transformados na região. A mineração alpina foi uma atividade importante em todo o mundo germânico, e o Pinzgau teve sua parte, embora nunca tenha alcançado a fama nem a escala das grandes minas de sal do Salzkammergut ou de prata do Tirol.

Com o tempo, muitas dessas explorações se esgotaram ou deixaram de ser rentáveis, e a região voltou a depender sobretudo da agricultura e da pecuária de montanha. Ainda no século XIX, Zell am See era descrita como um lugar modesto, quase um 'asilo de pobres' segundo algum cronista da época, um povoado pequeno que vivia com o mínimo num ambiente magnífico, mas difícil. Nada fazia prever que esse mesmo ambiente —o lago e as montanhas que hoje nos parecem um luxo— se tornaria, em poucas décadas, a maior riqueza do lugar.

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1875: o trem chega ao lago e nasce o turismo

O ponto de virada na história de Zell am See tem data exata: 30 de julho de 1875, quando um trem da ferrovia do vale do Salzach —a linha que ligava Salzburgo ao Tirol— chegou pela primeira vez à estação de Zell am See. Com a locomotiva chegou também o mundo moderno, e com ele, o turismo. O que durante séculos tinha sido um povoado isolado e pobre ficou de repente conectado às grandes cidades do império.

O efeito foi transformador. Na segunda metade do século XIX, os Alpes entraram na moda: a burguesia europeia descobriu o prazer da montanha, do ar puro, dos banhos em lagos limpos e das excursões aos cumes. Zell am See, com seu lago espelhado cercado de picos, tinha tudo para fazer sucesso. Já na década de 1870 começou a ser descrita como 'a pérola da região de Salzburgo'. Foram construídos hotéis, pensões e casarões; chegaram os primeiros veranistas e, mais tarde, os pioneiros do alpinismo e do esqui.

O século XX consolidou essa vocação turística. O esqui, que se popularizou nos Alpes no começo do século, encontrou nas encostas da Schmittenhöhe um cenário ideal, e Zell am See foi se tornando uma estação de esportes de inverno, além de destino de verão. Os teleféricos e meios de elevação substituíram aos poucos a longa caminhada dos pioneiros, e o povoado cresceu no ritmo dos hóspedes. Daquele 'asilo de pobres' do século XIX sobrou pouco: em poucas gerações, Zell am See passou a ser um destino de férias de renome internacional, e o lago e as montanhas se transformaram em seu tesouro.

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A estrada do Grossglockner: uma obra contra o desemprego

Nos anos 1930, enquanto a Europa vivia a Grande Depressão e a Áustria sofria com o desemprego em massa, foi iniciada perto de Zell am See uma obra colossal que mudaria o mapa turístico da região: a estrada alpina do Grossglockner. A ideia era dupla: criar uma grande rota panorâmica que abrisse ao público o coração dos Altos Tauern e, ao mesmo tempo, dar trabalho a milhares de desempregados em tempos de crise.

A construção começou em 30 de agosto de 1930, com a primeira detonação. Durante cinco anos, mais de 4.000 operários —em sua maioria trabalhadores vindos de toda a Áustria para escapar do desemprego— esculpiram a montanha em condições duríssimas, em grande altitude, com invernos brutais e recursos técnicos limitados. O projeto foi impulsionado pelo governador de Salzburgo, Franz Rehrl, e desenhado pelo jovem e brilhante engenheiro Franz Wallack, cujo traçado de curvas e cotovelos continua sendo admirado como uma obra-prima da engenharia alpina.

Em 3 de agosto de 1935, o presidente austríaco Wilhelm Miklas inaugurou a estrada. Seus 48 quilômetros e 36 curvas fechadas subiam até mais de 2.500 metros, levando pela primeira vez milhares de visitantes até o pé do Grossglockner, a montanha mais alta da Áustria, e diante da grande geleira Pasterze. Desde então, a Hochalpenstrasse se tornou uma das grandes atrações do país e um motor econômico para toda a região, incluindo Zell am See, sua porta de entrada natural.

Hoje, essa mesma estrada é também um observatório da mudança climática. A geleira Pasterze, que na época da construção chegava quase até onde hoje fica o estacionamento do mirante, recuou de forma dramática: os visitantes precisam descer um bom trecho para tocar o gelo, e as medições documentam ano após ano como a maior geleira dos Alpes orientais encolhe. O mesmo acontece com a geleira do Kitzsteinhorn e com os demais gelos dos Hohe Tauern, testemunhas silenciosas do aquecimento do planeta.

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Kaprun: a água da reconstrução e a tragédia do ano 2000

A poucos quilômetros de Zell am See, o povoado de Kaprun escreveu dois capítulos muito diferentes da história austríaca do século XX. O primeiro foi uma grande obra de esperança. Nas montanhas acima de Kaprun foram construídas, entre os anos 1930 e 1950, enormes barragens e usinas hidrelétricas: os reservatórios de alta montanha de Wasserfallboden e Mooserboden, alimentados pelo degelo das geleiras. A obra, retomada após a Segunda Guerra Mundial em boa parte com a ajuda do Plano Marshall, tornou-se um símbolo da reconstrução e do renascimento da Áustria: 'Kaprun' foi durante décadas sinônimo de esforço coletivo e de futuro, e sua energia impulsionou o país. Hoje os reservatórios são também um passeio espetacular de alta montanha.

O segundo capítulo é uma tragédia que a região lembra com dor e respeito. Em 11 de novembro de 2000, um funicular subterrâneo que levava esquiadores e excursionistas à geleira do Kitzsteinhorn pegou fogo dentro do túnel. O trem, lotado, parou no terço inferior do túnel pouco depois de partir. Um aquecedor defeituoso, instalado sem autorização na cabine, havia incendiado o óleo hidráulico dos freios, e o fogo se espalhou com uma velocidade devastadora. A fumaça tóxica subiu pelo túnel como por uma chaminé. Das pessoas a bordo, a maioria tentou fugir para cima, na direção da fumaça, e morreu intoxicada; apenas doze, que escaparam para baixo passando ao lado do foco do incêndio, sobreviveram. No total, morreram 155 pessoas: foi a maior catástrofe da Áustria do pós-guerra.

O julgamento posterior terminou em 2004 com a absolvição de todos os acusados, uma decisão que deixou muitas famílias com a sensação de que ninguém assumiu a responsabilidade; em 2008 foi fechado um acordo extrajudicial de indenização para os sobreviventes e familiares. O funicular não foi reconstruído, e o acesso à geleira é feito hoje por teleféricos. Em Kaprun há um memorial dedicado às vítimas, muitas delas estrangeiras, que a cada aniversário reúne familiares vindos de vários países. É uma história real e sombria desta região de montanha, que vale a pena conhecer com a seriedade que merece.

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Zell am See hoje: lago, geleira e o desafio do clima

A Zell am See do século XXI é uma das regiões de férias mais completas dos Alpes austríacos. Junto com Kaprun, forma um destino de duas temporadas: no inverno, esqui garantido graças à geleira Kitzsteinhorn e às pistas da Schmittenhöhe; no verão, banho e vela no lago, trilhas no Parque Nacional Hohe Tauern, a rota panorâmica do Grossglockner e as cachoeiras de Krimml. A antiga cela de monges se transformou num pequeno centro turístico internacional que recebe visitantes de toda a Europa e do mundo, com presença especial, nas últimas décadas, de turistas do Oriente Médio atraídos pelo verde e pela água da montanha.

Esse sucesso também traz suas tensões. O turismo de massa pressiona um ambiente frágil, e a região debate como crescer sem prejudicar a paisagem que a sustenta. Mas o maior desafio vem do céu: a mudança climática. As geleiras que tornaram a região famosa —a Pasterze, aos pés do Grossglockner, e o gelo do Kitzsteinhorn— recuam a olhos vistos, documentadas por cientistas ano após ano. O esqui na geleira, que foi durante décadas uma das marcas registradas de Kaprun, enfrenta um futuro incerto à medida que as temperaturas sobem.

Ao mesmo tempo, o Parque Nacional Hohe Tauern, o maior dos Alpes, protege um tesouro natural extraordinário: geleiras, cumes de três mil metros, vales selvagens e uma fauna que inclui marmotas, íbex e o abutre-barbudo reintroduzido. Zell am See vive hoje nesse equilíbrio entre aproveitar uma natureza grandiosa e a responsabilidade de cuidar dela. Sua história —da humilde cela monástica à pérola do turismo alpino— é a de um lugar que aprendeu a fazer de suas montanhas e de seu lago a sua maior riqueza, e que agora tem o desafio de conservá-los para quem vier depois.

zellamsee-kaprun.com · Zell am seeen.wikipedia.org · Zell am Seenationalpark.at

📚 Bibliografia

  • Geschichte von Zell am See — Salzburgwiki: https://www.sn.at/wiki/Geschichte_von_Zell_am_See
  • Zell am See — Wikipedia (EN): https://en.wikipedia.org/wiki/Zell_am_See
  • Region Pinzgau — Zell am See: https://www.region-pinzgau.at/region-pinzgau/gemeinden/detail/zell-am-see/
  • Zell am See, vom Armenhaus zum Ferienort mit Weltruf — Salzburger Nachrichten: https://www.sn.at/salzburg/chronik/zell-am-see-vom-armenhaus-zum-ferienort-mit-weltruf-art-462084
  • História da Grossglockner Hochalpenstrasse (oficial): https://www.grossglockner.at/en/the-high-alpine-road/history-high-alpine-road
  • Großglockner-Hochalpenstraße — Wikipedia (DE): https://de.wikipedia.org/wiki/Gro%C3%9Fglockner-Hochalpenstra%C3%9Fe
  • 1935: Eröffnung der Großglockner Hochalpenstraße — hdgö: https://hdgoe.at/grossglockner-hochalpenstrasse
  • Brandkatastrophe der Gletscherbahn Kaprun 2 — Wikipedia (DE): https://de.wikipedia.org/wiki/Brandkatastrophe_der_Gletscherbahn_Kaprun_2
  • 2000: Seilbahnbrand von Kaprun — hdgö: https://hdgoe.at/seilbahnbrand-kaprun
  • 155 Tote in Kaprun (25 anos depois) — NZZ: https://www.nzz.ch/panorama/vor-25-jahren-kommen-in-oesterreich-beim-brand-einer-standseilbahn-155-menschen-ums-leben-bis-heute-will-niemand-verantwortlich-sein-ld.1911061
  • Zell am See-Kaprun — Turismo oficial: https://www.zellamsee-kaprun.com/en/experience/zell-am-see
  • Nationalpark Hohe Tauern (oficial): https://www.nationalpark.at/

❓ Perguntas frequentes

Quando a estrada do Grossglockner está aberta e quanto custa?+
A Grossglockner Hochalpenstrasse só abre na temporada quente: de 25 de abril até o início de novembro de 2026, e apenas durante o dia (fecha à noite). No inverno fica fechada por causa da neve. O pedágio em 2026 é de € 46,50 por carro e € 36,50 por moto para um dia (cobrado por veículo, não por passageiro; € 40 para carros elétricos e tarifa reduzida para entradas depois das 18 h); a volta no mesmo dia não tem custo extra. Confira as datas e o horário do dia em grossglockner.at antes de sair.
Dá para esquiar no verão em Zell am See-Kaprun?+
Sim: a geleira do Kitzsteinhorn, acima de Kaprun, permite esquiar durante boa parte do ano, um dos poucos lugares da Áustria com esqui em geleira. No verão também funciona a visita panorâmica TOP OF SALZBURG (Gipfelwelt 3000), a 3.029 metros, com plataformas, galeria do Parque Nacional e vista para o Grossglockner, por € 61 o adulto ida e volta em 2026. A temporada exata depende da neve; consulte kitzsteinhorn.at.
Quanto custam as cachoeiras de Krimml e quando vale a pena ir?+
O ingresso combinado (trilha das cachoeiras + centro WasserWelten + estacionamento) custa € 15,90 o adulto e € 7,90 as crianças de 6 a 15 anos em 2026; se você quiser só a trilha das cachoeiras, a taxa de uso do caminho é de € 9,00 o adulto e € 4,50 as crianças de 6 a 15. A trilha fica aberta direto de 1º de maio ao fim de outubro. A melhor época é maio e junho, quando o degelo dá o maior volume de água aos 385 metros de queda, que fazem delas as cachoeiras mais altas da Áustria. Confira em wasserfaelle-krimml.at.
Como chego a Zell am See sem carro?+
Zell am See tem estação de trem própria na linha da ÖBB que liga Salzburgo a Innsbruck. De Salzburgo o trem leva cerca de 1 h 45; de Innsbruck, umas 2 horas. De Viena se chega em umas 5 horas, com baldeação em Salzburgo. Já na região, para circular você tem ônibus regionais (Postbus, zellamseeXpress) e os teleféricos; para o Grossglockner e Krimml, o melhor é ir de carro ou num passeio organizado.
Quantos dias preciso para Zell am See e arredores?+
Com 2 ou 3 dias dá para aproveitar bem: um dia para o lago, o centro histórico e a Schmittenhöhe; outro para a geleira do Kitzsteinhorn e Kaprun; e um terceiro, na temporada, para o Grossglockner ou as cachoeiras de Krimml. Se quiser incluir caminhadas no Parque Nacional Hohe Tauern ou dias de esqui no inverno, calcule uma semana.
O que aconteceu com o funicular do Kitzsteinhorn em 2000?+
Em 11 de novembro de 2000, um incêndio no funicular que subia até a geleira do Kitzsteinhorn, dentro de um túnel, matou 155 pessoas: foi a maior catástrofe da Áustria no pós-guerra. A causa foi um aquecedor defeituoso que incendiou óleo hidráulico. Aquele funicular não foi reconstruído, e hoje o acesso à geleira é feito por teleféricos. Há um memorial dedicado às vítimas. É uma história real da região, lembrada com respeito.

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