Viajá con Gus
Início › Argentina › Colón
Colón
🇦🇷 Argentina · Litoral e Mesopotâmia

Colón

🪪 Que documentos eu preciso para entrar em Argentina?Escolha sua cidadania: a gente diz o visto, os dias e os trâmites, com a fonte oficial.

Ao deixar seu e-mail e sua cidadania você aceita receber a documentação que pediu e novidades de viagem toda semana. Você pode cancelar quando quiser. Como cuidamos dos seus dados.
Pule para o que você procura
📌Província
Entre Ríos (na margem do rio Uruguai, em frente a Paysandú, no Uruguai, à qual se liga pela ponte internacional)
📌Cidade de apoio
A própria Colón: cidade turística com termas, praias, hotelaria e serviços. Travessia internacional para Paysandú (Uruguai) pela ponte Artigas
📌Melhor época
Primavera e verão para praias e rio; outono e inverno para termas e descanso. É destino o ano todo, com muito movimento nas férias de verão e na Semana Santa
📌Dias sugeridos
2 a 4 dias: termas, praias do rio Uruguai, centro histórico e passeio ao Parque Nacional El Palmar; ideal como base para explorar a microrregião
💱 USD exchange rate
Loading rate…
🌤️ Weather in Colón
Loading weather…

Colón é uma das cidades turísticas mais queridas de Entre Ríos, na margem do rio Uruguai, na fronteira com a República Oriental do Uruguai. Ela reúne praias amplas de areia à beira do rio, um grande complexo termal, um centro histórico encantador e a proximidade do Parque Nacional El Palmar, o que a torna uma base ideal para descobrir toda a microrregião do rio Uruguai.

As termas são um dos seus grandes ímãs: um complexo com muitas piscinas (cobertas e ao ar livre), águas em diferentes temperaturas, toboáguas e brinquedos aquáticos, pensado tanto para relaxar quanto para a diversão em família. Somam-se a isso as praias e ilhas do rio, ideais para o verão, e uma forte tradição de pesca esportiva e esportes náuticos.

Colón também tem um lado histórico e patrimonial: nasceu por volta de 1863 com colonos suíços, franceses e italianos trazidos no âmbito da colonização promovida por Justo José de Urquiza, e conserva esse ar de cidadezinha de imigrantes na sua costanera e nas suas ruas. A ponte internacional General Artigas a liga a Paysandú, no Uruguai, a poucos minutos. Termas, praias, história e natureza, tudo junto: por isso muita gente a considera uma capital do turismo de Entre Ríos.

📖 História de Colón

Colón foi fundada em 12 de abril de 1863, quando o governador Justo José de Urquiza lançou a pedra fundamental do prédio da escola, como porto da zona de colonização agrícola que ele mesmo promovia. Os primeiros colonos — suíços, franceses e italianos — se estabeleceram com o seu apoio e deram origem, junto com a vizinha San José, a uma das primeiras colônias agrícolas organizadas do país. A história completa está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Colón fica em Entre Ríos

The Mesopotamian province between the Paraná and the Uruguay: land of Charrúas and Minuanes, stronghold of the federalism of Urquiza —the victor of Caseros—, cradle of Argentina's Jewish and Swiss colonies, of hot springs, palm groves and the carnival of Gualeguaychú.

Ler a história de Entre Ríos →

🗺️ O que ver

Passeios que dá para reservar

Se você reservar por aqui ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais. Preços e disponibilidade são da Civitatis.

1
Termas de Colón
O grande complexo termal da cidade, com muitas piscinas cobertas e ao ar livre, águas em diferentes temperaturas, toboáguas e brinquedos aquáticos. Pensado para relaxar e para a diversão em família.
Leer más ↓
As Termas de Colón são, para muita gente, o coração do turismo na cidade e um dos motivos pelos quais vale a pena vir o ano todo. O complexo é municipal e fica no setor norte de Colón, num terreno de vários hectares em frente ao rio Uruguai, o que lhe dá um cenário natural muito bonito: você relaxa na água termal com a vista do rio ao fundo. É um lugar pensado tanto para o descanso dos adultos quanto para a diversão das crianças e das famílias, então funciona igualmente bem para uma escapada a dois ou para férias com a família inteira. O que você vai encontrar é um bom número de piscinas (o complexo tem em torno de uma dúzia), entre cobertas e ao ar livre, com águas que vão aproximadamente de 32 a 40 graus conforme o setor. Há piscinas mais calmas e mornas para relaxar, setores com hidromassagem e jatos, espaços mais quentes para descansar e áreas mais rasas pensadas para os pequenos. Na primavera e no verão (e também em julho, por causa das férias de inverno) costuma abrir o parque aquático, com vários toboáguas distribuídos em diferentes níveis, que é o que as crianças mais curtem. Dentro do complexo há opções de comida, então dá para passar o dia sem sair. Chegar é muito simples: o complexo fica dentro da própria cidade de Colón, na zona norte, a poucos minutos do centro e da costanera. Dá para ir a pé, de bicicleta, de táxi ou de carro sem problema. Se você vem de Buenos Aires, são uns 320 km pela Ruta Nacional 14 (cerca de 5 horas de carro), e uma vez em Colón as termas estão bem sinalizadas e à mão. Algumas dicas: a água termal convida a ficar, mas é bom respeitar os tempos de imersão recomendados (costumam ser de uns 15 minutos por banho quente, alternando com descanso) e se hidratar bem, principalmente nas piscinas mais quentes. Na alta temporada (janeiro, fevereiro, Semana Santa e férias de inverno) o complexo lota, então chegue cedo para garantir um bom lugar. Sobre preços e horários: o complexo abre todos os dias e a tarifa é por dia. A entrada geral (maiores de 10 anos) custa AR$ 14.000 (fuente: Termas Colón, sitio oficial, verificado julio 2026); crianças de 3 a 10 anos pagam AR$ 4.200, aposentados AR$ 5.600 e menores de 2 anos entram grátis; o acesso de veículos custa AR$ 2.800. Não há reserva: paga-se na entrada. Como os valores mudam com a inflação, vale conferir o preço atualizado antes de ir.
ℹ️ Localização: Setor norte de Colón, em frente ao rio Uruguai · Temperatura da água: Aprox. 32 a 40 °C conforme o setor · Funcionamento: Todos os dias (consultar horários atualizados)
2
Praias do rio Uruguai
Amplas praias de areia no rio Uruguai (como a playa Norte e a Inferior), ideais para o verão, com balneários, sombra e esportes náuticos.
Leer más ↓
Uma das grandes surpresas para quem chega pela primeira vez a Colón é a qualidade das suas praias de rio. O rio Uruguai oferece extensas praias de areia fina e águas tranquilas, bem diferentes do que imagina quem associa 'praia' só ao mar. São amplas, com bom declive e áreas adequadas para crianças, o que as torna ideais para passar o dia em família no verão. Por isso, junto com as termas, são um dos principais motivos pelos quais a cidade lota na alta temporada. Ao longo da costanera e arredores se sucedem várias praias e balneários (a playa Norte é uma das mais conhecidas, além de setores como a zona inferior e outras faixas de areia), com serviços como guarda-sóis, quiosques, aluguel de sombra e espaços para esportes náuticos. É comum ver gente andando de caiaque, fazendo stand up paddle, passeando de lancha ou simplesmente caminhando pela margem ao entardecer. A combinação de areia, rio calmo e arvoredo faz disso um programa tranquilo e muito acessível. Chegar é facílimo: as praias ficam dentro da própria cidade, integradas à costanera, então dá para ir a pé, de bicicleta ou num trajeto curto de carro ou táxi a partir de quase qualquer hospedagem do centro. O acesso à faixa costeira costuma ser livre, embora alguns balneários ou serviços específicos possam cobrar (referencial, verificar). A melhor época, claro, é o verão: de dezembro a março a água está agradável e há todo o clima de temporada, com pico em janeiro, fevereiro e na Semana Santa. Um conselho prático: à tarde o sol do litoral é forte, então leve protetor, sombra e água, e aproveite as primeiras horas da manhã ou o fim da tarde, quando o rio fica espelhado e os pores do sol sobre a água são lindos de verdade.
3
Costanera e centro histórico
O passeio à beira-rio e as ruas do centro, com o ar de cidadezinha de imigrantes (suíços, franceses, italianos), casarões, praças e um clima tranquilo e turístico.
Leer más ↓
Além das termas e das praias, Colón tem um charme urbano que merece o seu tempo. A costanera é o grande passeio da cidade: um percurso à beira do rio Uruguai, com bancos, arvoredo, áreas verdes, bares e sorveterias, ideal para caminhar ao entardecer, pedalar ou simplesmente sentar e olhar o rio. É ali que pulsa a vida social da cidade, sobretudo quando o sol baixa e as pessoas saem para tomar alguma coisa ou ver o pôr do sol sobre a água. O centro histórico, por sua vez, conserva o ar de cidadezinha de imigrantes que deu origem a Colón. Caminhando pelas ruas do centro você vai ver casarões antigos, fachadas cheias de história, praças tranquilas e um ritmo calmo que convida a percorrê-lo sem pressa. Essa marca vem dos colonos suíços, franceses e italianos que se estabeleceram na região no âmbito da colonização promovida por Urquiza, e aparece na arquitetura e na identidade da cidade. É um bom programa para uma manhã ou tarde tranquila, combinando passeio, café e alguma compra de artesanato ou produtos regionais. Tudo isso fica bem concentrado e dá para fazer a pé: o centro, a costanera e a zona das praias ficam perto uns dos outros, então você não precisa de carro para se locomover. Se vier de carro, pode deixá-lo estacionado e andar a pé ou alugar uma bicicleta, que é um jeito muito gostoso de ligar a costanera ao centro e à zona termal. A melhor época para curtir esse passeio é o ano todo, embora a primavera e o verão tragam o bônus das tardes longas e do clima de temporada. Uma dica: reserve o fim do dia para a costanera, quando o sol se põe sobre o rio Uruguai e a orla se enche de gente; é um daqueles momentos que melhor resumem o espírito tranquilo e acolhedor de Colón.
4
Puente Internacional General Artigas
Ponte sobre o rio Uruguai que liga Colón a Paysandú (Uruguai), inaugurada em 1975. Uma das três travessias rodoviárias entre Entre Ríos e o Uruguai; permite uma escapada ao país vizinho.
Leer más ↓
A ponte internacional General Artigas é muito mais que uma travessia: é um símbolo da irmandade entre Colón e Paysandú, as duas cidades 'irmãs' separadas apenas pelo rio Uruguai. Inaugurada em 10 de dezembro de 1975, foi uma das primeiras ligações rodoviárias construídas entre a Argentina e o Uruguai sobre o rio Uruguai, e até hoje é uma das três travessias internacionais entre Entre Ríos e o país vizinho. Para o viajante, o seu grande valor é prático e ao mesmo tempo simbólico: permite passar de um país para o outro em poucos minutos e acrescenta à viagem um componente internacional muito atraente. É uma ponte rodoviária de grande porte, com vários quilômetros de extensão (as fontes mencionam números da ordem de 2,3 a 2,6 km, conforme a forma de medir) e uma altura considerável sobre a água, o que proporciona vistas amplas do rio e das duas margens durante a travessia. De carro ou de ônibus dá para perceber muito bem a grandeza do rio Uruguai e da paisagem ribeirinha. Atravessá-la já é, por si só, parte da experiência. A ponte começa praticamente em Colón, então o acesso a partir da cidade é imediato. A travessia até Paysandú leva poucos minutos de carro, aos quais é preciso somar o tempo dos trâmites de fronteira (em geral o total fica entre 15 e 30 minutos, dependendo da fila e dos controles). Dá para cruzar de carro particular, de ônibus internacional ou de táxi habilitado. Informações práticas: para atravessar você precisa de documento (RG em bom estado ou passaporte, no caso dos brasileiros) e é bom verificar antes os requisitos migratórios e, se for de carro próprio, a documentação do veículo e o seguro. A ponte tem pedágio, cuja tarifa está sujeita à inflação e ao câmbio, então vale consultar o valor atualizado (referencial, verificar). Qualquer época é boa para atravessar; se o seu plano inclui as termas uruguaias da região de Paysandú, lembre que algumas ficam bem longe da fronteira e reserve o dia com folga.
ℹ️ Inauguração: 10 de dezembro de 1975 · Liga: Colón (Argentina) a Paysandú (Uruguai) · Tempo de travessia: ~15 a 30 min com trâmites de fronteira
5
A uns 60 km pela RN14, a grande atração natural da região: extensos palmeirais de yatay à beira do rio Uruguai, com capivaras, aves e pores do sol únicos. Passeio clássico saindo de Colón.
Leer más ↓
Se existe um passeio natural imperdível na região, é o Parque Nacional El Palmar. Criado para preservar um dos últimos grandes palmeirais de yatay (Butia yatay) do país, protege mais de 8.000 hectares de uma paisagem única: extensas savanas salpicadas de palmeiras altíssimas e centenárias, que podem viver vários séculos. É um cenário quase de cartão-postal, principalmente ao entardecer, quando a luz baixa entre as palmeiras e tudo se enche de tons dourados. Por isso é o passeio clássico saindo de Colón e, para muita gente, o momento mais marcante da viagem. Dentro do parque há trilhas, mirantes e pontos de observação pensados para percorrer sem grande esforço. A fauna é uma das suas grandes atrações: é muito comum ver capivaras (os maiores roedores do mundo) perto dos cursos d'água, além de emas, viscachas, raposas, teiús e uma enorme variedade de aves, o que o torna um paraíso para quem curte observar a natureza e fotografar. Também há setores na margem do rio Uruguai e arroios com mata ciliar onde dá para se refrescar e descansar. Vale reservar um dia inteiro para aproveitar com calma. O parque fica na Ruta Nacional 14, a uns 50 a 60 km de Colón em direção a Concordia (as fontes mencionam cerca de 50 km até a entrada). Chega-se muito fácil de carro próprio ou com passeios de agências receptivas de Colón, que resolvem o transporte e costumam incluir guia. De Buenos Aires, se você vier direto, são uns 380 km pela RN14. Informações práticas e dicas: a entrada do parque é paga à parte, com tarifas diferenciadas que vale consultar na Parques Nacionales (referencial, verificar); o acesso fica na RN14 e é bem sinalizado. Leve água, protetor solar, repelente e, se puder, binóculos. A melhor luz para ver a fauna e fotografar é cedo de manhã ou no fim da tarde; no verão faz muito calor ao meio-dia, então organize o passeio aproveitando as horas mais frescas. Respeite a distância dos animais e as trilhas autorizadas: você está numa área protegida.
ℹ️ Distância de Colón: ~50 a 60 km pela RN14 (em direção a Concordia) · Área protegida: Mais de 8.000 hectares de palmeiral de yatay · Tempo sugerido: Dia inteiro
6
Colonia San José e Museo Regional
Cidade vizinha, uma das primeiras colônias agrícolas do país (fundada por Urquiza com imigrantes europeus), com um museu regional que conta a história da imigração.
Leer más ↓
A poucos quilômetros de Colón, a Colonia San José é uma visita ideal para entender de onde vem a identidade de toda esta microrregião. Fundada em 1857, foi uma das primeiras colônias agrícolas organizadas do país, criada sob a proteção do então presidente Justo José de Urquiza. Ali se estabeleceram grupos de imigrantes europeus — em sua maioria suíços do cantão do Valais, junto com saboianos e alguns alemães —, que com muito esforço transformaram o mato em chácaras e deram origem a uma comunidade que ainda conserva essa herança nos sobrenomes, na gastronomia e nas tradições. Visitá-la é um belo complemento histórico às termas e às praias. A grande atração é o Museo Histórico Regional de la Colonia San José, que reúne objetos, ferramentas, fotografias e depoimentos daqueles pioneiros e conta, de forma muito humana, como foi a vida dos primeiros colonos: a viagem, a chegada, o trabalho na terra e a construção de uma nova vida longe da Europa. É um percurso emocionante e muito bem montado para crianças e adultos. Ao redor, a cidadezinha conserva construções antigas e um clima tranquilo de vila agrícola, ideal para combinar com um passeio sem pressa. San José fica bem perto de Colón (a poucos quilômetros, praticamente colada), então chega-se em poucos minutos de carro, táxi ou com passeios locais; muita gente inclusive combina com a visita à vizinha Villa Elisa ou a outras cidadezinhas da colonização. É um passeio de meio período tranquilo de fazer. Melhor época e dicas: dá para visitar o ano todo e, por ser um programa coberto e de cidade pequena, é uma boa alternativa para um dia nublado ou de descanso das termas. Vale consultar antes os horários e dias de funcionamento do museu (referencial, verificar), que costumam variar. Se você se interessa pela história da imigração suíça e francesa na Argentina, este é um dos lugares mais autênticos para conhecê-la de perto.
ℹ️ Fundação: 1857, uma das primeiras colônias agrícolas do país · Colonos: Maioria suíços (Valais), saboianos e alemães · Distância de Colón: Poucos quilômetros (visita de meio período)
7
Pesca esportiva e esportes náuticos
O rio Uruguai é famoso pelo dourado e por outras espécies; há guias de pesca, passeios de lancha, caiaque e esportes de rio.
Leer más ↓
O rio Uruguai faz de Colón um destino muito querido pelos amantes da pesca e dos esportes de rio. Suas águas são famosas pelo dourado — o 'tigre do rio', cobiçado pela força e pela briga que dá — e também têm surubim, boga, patí e outras espécies da bacia. Para o pescador, sair no rio acompanhado de um guia local é uma experiência completa: junta a emoção da pesca com a paisagem ribeirinha, as ilhas e o silêncio da água. E para quem não pesca, o rio oferece do mesmo jeito um monte de atividades náuticas para todos os gostos. Na prática, há guias de pesca habilitados e prestadores de serviços náuticos na costanera que oferecem jornadas de pesca (de meio período ou dia inteiro), passeios de lancha pelo rio e pelas ilhas, saídas de caiaque e outras opções de esportes aquáticos como o stand up paddle. É um jeito diferente de conhecer Colón: a partir da água, com outra perspectiva das praias, dos arroios e da natureza da margem. A pesca do dourado, em particular, costuma ser praticada no sistema pesque e solte, uma modalidade cada vez mais difundida para preservar o recurso. As saídas partem da região da costanera e da orla de Colón, então são organizadas diretamente na cidade; os prestadores resolvem a logística e o equipamento. Se você se interessa por pesca a sério, vale contatar com antecedência um guia habilitado para combinar dia e horário. Informações práticas e melhor época: para pescar legalmente você precisa da licença correspondente e respeitar os períodos de defeso, os tamanhos e as normas vigentes, que podem variar conforme a temporada; vale consultar o guia ou as autoridades antes de sair (referencial, verificar). A temporada do dourado costuma ser mais favorável nos meses quentes, mas é bom confirmar as datas de defeso. Os preços das saídas dependem do prestador, da duração e do número de pessoas, então o melhor é consultar o valor atualizado. Leve protetor solar, boné e água: no rio o sol é forte o dia todo.
8
Fiesta Nacional de la Artesanía
Um dos grandes eventos de Colón (em fevereiro), que reúne artesãos e shows de música popular durante vários dias. Marca registrada da cidade.
Leer más ↓
A Fiesta Nacional de la Artesanía é, sem dúvida, o grande evento de Colón e uma verdadeira marca registrada da cidade. Acontece todo mês de fevereiro e reúne durante vários dias artesãos de todo o país — e também de países vizinhos — numa mostra que combina feira, cultura, música e tradição. O que começou como uma pequena feira regional no fim dos anos 70 se transformou, com o tempo, numa das celebrações artesanais mais importantes da Argentina, reconhecida como Festa Nacional. Para o visitante, é um pretexto imbatível para conhecer Colón em pleno verão. Na feira você vai encontrar artesãos das categorias 'autênticas' — fibra vegetal, cerâmica, madeira, metal, couro, têxteis, osso e chifre, instrumentos musicais, pedras, vidro, imaginária, papel e brinquedos —, o que faz dela um passeio riquíssimo para olhar, aprender e comprar peças feitas à mão. À mostra se soma uma programação de shows de música popular e folclore, com artistas de primeira linha, além de oficinas e atividades culturais. É um evento muito familiar, pensado para percorrer do fim da tarde à noite, quando o calor diminui. A festa acontece dentro da cidade (historicamente em torno do Parque Quirós), então é totalmente acessível para quem estiver hospedado em Colón. Se você vier especialmente para a festa, lembre que fevereiro é plena alta temporada. Informações práticas e dicas: como é um dos momentos de maior procura do ano, vale reservar a hospedagem com bastante antecedência e confirmar as datas exatas de cada edição, que podem mudar de um ano para outro (referencial, verificar). O acesso costuma ser pago, dependendo do dia e da programação; consulte os valores e a programação atualizada antes de viajar. O bom é que, vindo em fevereiro, você combina a festa com as praias, as termas e o rio no seu melhor momento.
ℹ️ Quando: Fevereiro (confirmar as datas de cada edição) · O que reúne: Centenas de artesãos do país + shows de música popular
9
Ilhas e arroios do rio Uruguai
Passeios de barco por ilhas e arroios próximos, para curtir a natureza ribeirinha, as praias selvagens e a observação de aves.
Leer más ↓
Em frente a Colón, o rio Uruguai se abre em um mundo de ilhas, arroios e cantinhos de natureza ribeirinha que se descobrem melhor a partir da água. Os passeios de barco por essas ilhas são um dos programas mais gostosos para quem busca tranquilidade e contato com o ambiente: praias selvagens quase sem ninguém, matas, juncais e um silêncio que contrasta com o agito da orla na alta temporada. É uma experiência diferente, ideal para uma tarde de descanso ou para quem ama fotografia e observação de aves. Nesses passeios você vai navegar entre ilhas e arroios do rio Uruguai, com paradas para caminhar por bancos de areia, se refrescar em águas tranquilas e observar a rica fauna da margem: garças, martins-pescadores, biguás e muitas outras aves, além da vegetação típica da mata ribeirinha. Alguns passeios combinam navegação com tempo de praia selvagem e são um bom complemento às praias urbanas da cidade, mais movimentadas. É um programa que agrada tanto famílias quanto casais e viajantes em busca de natureza. Os passeios saem da área náutica e da orla de Colón, organizados por operadores locais; costumam durar umas duas horas, mas há opções mais longas. O mais prático é combinar com os operadores náuticos da margem, que conhecem os melhores cantinhos de acordo com o nível do rio. Melhor época e dicas: a primavera e o verão são ideais pelo clima e pela vontade de entrar na água, mas vale lembrar que o nível do rio varia e pode afetar o roteiro, então é bom consultar as condições do dia com o operador. Leve protetor solar, chapéu, água e, se você gosta de observar aves, binóculo e câmera. Os preços dependem do passeio e da duração, então confira o valor atualizado antes de sair (referencial, verificar).
10
Bate-volta a Paysandú (Uruguai)
Atravessando a ponte Artigas, a cidade uruguaia de Paysandú, com seu próprio circuito de termas (Guaviyú, Almirón), praias e história, a poucos minutos de Colón.
Leer más ↓
Uma das grandes vantagens de Colón é ter outro país a poucos minutos. Atravessando a ponte internacional General Artigas, você chega a Paysandú, a cidade uruguaia irmã de Colón, na outra margem do rio Uruguai. É um passeio que dá um tempero internacional à viagem e que muitos visitantes aproveitam para conhecer, seja num bate-volta ou passando algumas noites do lado uruguaio. Paysandú tem personalidade própria: uma cidade histórica, com sua orla, suas praias, sua catedral e um forte peso patrimonial. O grande ímã do lado de Paysandú é o seu circuito termal. No departamento de Paysandú ficam as Termas de Guaviyú, com piscinas ao ar livre e cobertas e águas que giram em torno de 38 graus, e as Termas de Almirón, que têm a particularidade de estar entre as poucas de água salgada do Uruguai, com temperaturas ainda mais quentes. Há também a proposta de San Nicanor, num ambiente de estância. São complexos pensados para relaxar e, em muitos casos, para passar o dia ou se hospedar. Mas atenção: vários desses balneários termais ficam a uma boa distância da cidade de Paysandú e da ponte (alguns a 60 km ou mais pelas estradas uruguaias), então vale levar isso em conta na hora de organizar o tempo. Chegar é simples: a ponte Artigas começa em Colón e a travessia até Paysandú leva poucos minutos de carro, mais o tempo dos trâmites de fronteira (em geral, tudo junto fica em torno de 15 a 30 minutos). Dá para atravessar de carro próprio, de transporte internacional ou de táxi. Se o seu plano é ir às termas uruguaias, o mais cômodo é ir de carro, para encarar as distâncias com liberdade. Informações práticas e dicas: para entrar no Uruguai, leve documento (RG ou passaporte) e confira com antecedência os requisitos migratórios; se for de carro, leve também a documentação do veículo. Lembre que você está entrando em outro país, com moeda e preços próprios, então vale se informar sobre câmbio e meios de pagamento. A ponte tem pedágio sujeito à inflação e ao câmbio (referencial, verificar). Qualquer época é boa, mas se o objetivo são as termas, as distâncias mandam: reserve o dia com folga e saia cedo.
ℹ️ Como atravessar: Ponte General Artigas (~15 a 30 min com trâmites) · Termas uruguaias próximas: Guaviyú (~38 °C), Almirón (salgadas), San Nicanor · Documentação: RG ou passaporte; verificar requisitos migratórios
📶Em nenhuma viagem fiquei sem internet. Chego e meu celular se conecta à rede mais forte do país que estou visitando: já posso avisar que cheguei, organizar o transporte, reservar passeios e seguir publicando conteúdo por um preço muito conveniente (barato mesmo!). Sempre uso o eSIM da Maya Mobile, confira os planos clicando no banner.Ver planos →Maya Mobile eSIM — baixe, instale e vá
O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Termas de Colón — entrada general (+10 años)AR$ 14.000 por dia (fonte: Termas Colón, site oficial, verificado em julho de 2026). Crianças de 3 a 10 anos AR$ 4.200; aposentados AR$ 5.600; menores de 2 anos grátis; pessoas com deficiência (CUD e DNI) grátis. Acesso de veículo AR$ 2.800
Playas y costaneraAcesso livre e gratuito (fonte: Municipalidad de Colón, verificado em julho de 2026); alguns balneários ou serviços de sombra podem cobrar
Parque Nacional El Palmar (entrada)Argentinos AR$ 12.000; estrangeiros AR$ 25.000; estudantes AR$ 10.000 (fonte: Administración de Parques Nacionales, tarifas vigentes desde maio de 2026, verificado em julho de 2026). Desconto de 25-30% com o 'Pasaporte Entre Ríos'; 50% de desconto no segundo dia se o retorno for em até 72 h
Cruce internacional a Paysandú (peaje del puente Artigas)Pedágio de veículos sujeito à inflação e ao câmbio; consulte o valor vigente na travessia (não há tarifa oficial fixa publicada em pesos, verificado em julho de 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

Dia de termas em Colón
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
OperadoraTermas de Colón (complexo municipal)
Preço
Entrada geral AR$ 14.000 (fonte: Termas Colón, site oficial, verificado em julho de 2026); + acesso de veículo AR$ 2.800
Excursão ao Parque Nacional El Palmar
DuraçãoDia inteiro
OperadoraAgências receptivas de Colón
Preço
Traslado em excursão US$ 25–50 por pessoa (faixa segundo agências receptivas de Colón, verificado em julho de 2026) + entrada (argentinos AR$ 12.000, fonte: Parques Nacionales)
Passeio de barco pelo rio Uruguai e pelas ilhas
Duração~2 a 3 h
OperadoraOperadores náuticos da orla
Preço
US$ 20–45 por pessoa conforme a duração (faixa segundo operadores náuticos locais, verificado em julho de 2026)
Pesca esportiva (dourado e outras espécies)
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
OperadoraGuias de pesca credenciados
Preço
Saída com guia US$ 50–130 por embarcação, meio dia/dia inteiro (faixa segundo guias de pesca de Colón, verificado em julho de 2026); licença à parte
Travessia e city tour por Paysandú (Uruguai)
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
OperadoraAgências / transporte internacional
Preço
Excursão US$ 30–60 por pessoa (faixa segundo agências locais, verificado em julho de 2026); de carro próprio, pedágio + combustível
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

A pé pelo centro, pela orla e pelas termas
Grátis
Observações
O centro, a orla e a área de praias e termas são compactos e dá para percorrer a pé.
Táxi / remís
Preço
Corridas urbanas US$ 3–7 (faixa segundo empresas de remís locais, verificado em julho de 2026)
Observações
Úteis para circular entre o centro, as termas, as praias e a rodoviária.
Bicicleta
ObservaçõesColón é ideal para percorrer de bicicleta a orla e a área termal.
Preço
Aluguel US$ 5–10 por dia (faixa segundo comércios locais, verificado em julho de 2026)
Carro próprio ou alugado
Preço
Aluguel a partir de US$ 45–80 por dia; combustível à parte (faixa segundo locadoras, verificado em julho de 2026)
Observações
O mais cômodo para combinar a cidade com El Palmar, San José e a travessia a Paysandú.
Transporte internacional a Paysandú
Duração~15 a 30 min com trâmites
Preço
Passagem internacional US$ 5–12; carro/táxi com pedágio (faixa segundo transportes internacionais, verificado em julho de 2026)
Observações
Travessia da ponte Artigas; leve documento e confira os requisitos migratórios.
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

Buenos Aires → Colón pela RN14
Duração~4,5 a 5,5 h (cerca de 320 km)
Companhias aéreas / empresas
Nuevo Expreso, Crucero del Norte, Flecha Bus e outras saindo de Retiro; carro próprio
Preço médio
Ônibus US$ 20–30 conforme o serviço (faixa segundo Plataforma10 e Central de Pasajes, verificado em julho de 2026); de carro, combustível + pedágios
Concordia → Colón pela RN14
Companhias aéreas / empresasÔnibus de média distância; carro próprio
Duração~1,5 a 2 h
Preço médio
Ônibus US$ 4–9 (faixa segundo transportes regionais, verificado em julho de 2026)
Paraná → Colón
Companhias aéreas / empresasÔnibus de média/longa distância
Duração~3,5 a 4,5 h
Preço médio
Ônibus US$ 10–20 (faixa segundo Plataforma10, verificado em julho de 2026)
Paysandú (Uruguai) → Colón pela ponte Artigas
Companhias aéreas / empresasTransporte internacional, táxi, carro próprio
Duração~15 a 30 min com trâmites
Preço médio
Passagem internacional US$ 5–12; carro com pedágio (faixa segundo transportes internacionais, verificado em julho de 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Padrão médio-alto (hotéis e chalés com vista para o rio)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 80–160 a diária (faixa segundo Booking.com e Despegar, verificado em julho de 2026); chalés premium e hotéis na área das termas, da orla e das praias, muitos com piscina, ex. Altos de Artalaz
Padrão médio (hotéis e apart-hotéis)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 50–90 a diária (faixa segundo Booking.com, verificado em julho de 2026); hotéis e apart-hotéis no centro e perto das termas, práticos para conhecer a cidade e sair em passeios
Econômico (pousadas e apartamentos)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 25–50 a diária (faixa segundo Booking.com e Airbnb, verificado em julho de 2026); apartamentos e pousadas simples, muito procurados no verão
Campings e hostels
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Lote de camping US$ 8–18 por dia (faixa segundo campings da beira do rio, verificado em julho de 2026); campings à beira do rio e hostels, convenientes para mochileiros e famílias com orçamento apertado
Estabelecimentos específicos (nomes verificados)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
A Secretaría de Turismo de Colón publica um diretório com mais de 1.300 fichas em https://colonturismo.tur.ar/listados/?directory_type=alojamientos. Entre as hospedagens com ficha própria: Solares de Colón (https://solaresdecolon.com.ar), Bahía Apart, Los Ceibos, La Daimale, Posada La Maison d'Agustine, Verdes de Artalaz, Alicia Dos Hermanos, El Faro Apart, Bungalows Amancay e Cabaña Los Sauces. sem tarifa no registro: o diretório municipal publica nome, categoria e contato, não preços.

🍴 Onde comer

Pescados de río del Uruguay
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 14–26 por prato (faixa segundo Tripadvisor e avaliações locais, verificado em julho de 2026); restaurantes da orla e do centro com dourado, surubim, boga e outras espécies, na brasa ou na chapa
Cocina entrerriana y parrillas
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 12–22 por prato (faixa segundo Tripadvisor, verificado em julho de 2026); parrillas com assado e miúdos, e pratos regionais como o chajá (sobremesa típica) e as empanadas entrerrianas
Cocina argentina e internacional
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 8–16 por prato (faixa segundo Tripadvisor, verificado em julho de 2026); restaurantes com massas, pizzas, milanesas e cardápios variados, opção segura para famílias
Cafés y heladerías de costanera
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 3–7 por consumo (faixa segundo avaliações locais, verificado em julho de 2026); bares, cafés e sorveterias na orla e no centro, ideais para o pôr do sol de frente para o rio
Locales concretos (nombres verificados)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Do mesmo diretório, seção gastronomia (https://colonturismo.tur.ar/listados/?directory_type=gastronomia): Di Bella Ristorante Italiano, Los Árboles, El Trueno, Brew, La Pekeña, Café del Teatro, Los Gurises, Los Colonenses, Cheri Café, Café La Taba e El Zaguán. o estabelecimento não publica o cardápio na web: a ficha do registro não traz preços; para o peixe de rio — a especialidade da margem do Uruguai — vale confirmar cardápio e horário pelas redes sociais do local.

📖 História de Colón

Origem, formação e o que dizem as fontes.

A colonização de Urquiza e os primeiros colonos

Desça até a orla de Colón num entardecer de verão e você vai ouvir, em meio ao murmúrio do rio Uruguai, sobrenomes que não soam nada a pampa nem a planície: Bousquet, Chapuis, Roulet, Chappuis. São ecos diretos de um experimento migratório que, há mais de um século e meio, trouxe para este canto de Entre Ríos famílias inteiras vindas dos Alpes suíços e da Savoia para transformar o mato em chácaras. Essa mistura de rio, colonos e trabalho na terra explica por que Colón, hoje uma cidade de termas e praias, tem um ar de vilarejo europeu que não se encontra em outras cidades do litoral. A história de Colón está intimamente ligada à figura de Justo José de Urquiza, o caudilho entrerriano que foi o primeiro presidente constitucional da Confederação Argentina e depois governador de Entre Ríos. Em meados do século XIX, Urquiza impulsionou um ambicioso projeto de colonização agrícola: trazer imigrantes europeus para povoar e trabalhar as terras entrerrianas, num momento em que a Argentina mal começava a se organizar como país e precisava desesperadamente de mão de obra e de gente fixada no território.

Nesse contexto chegaram à região os primeiros colonos suíços, franceses e italianos, que se estabeleceram com a ajuda e sob a proteção de Urquiza. Esses pioneiros fundaram uma das primeiras colônias agrícolas organizadas do país, a Colonia San José, vizinha da atual Colón, e deram forma a uma zona de chácaras, vinhedos e trabalho na terra que mudou o perfil de Entre Ríos. A maioria dos colonos suíços vinha do cantão do Valais, uma região alpina de agricultores e pastores acostumados a trabalhar solos difíceis; a eles se juntaram saboianos franceses e alguns alemães, que chegaram depois de longas travessias de navio desde a Europa e, em seguida, de carroça do porto até o interior entrerriano. O começo foi duríssimo: foi preciso desmatar, abrir trilhas, construir moradias precárias e aprender a conviver com um clima e uma terra completamente diferentes dos de origem. Essa herança imigrante ainda se respira na região, nos sobrenomes, na gastronomia (os embutidos, os queijos, as receitas de confeitaria europeia) e nas tradições, que hoje convivem com a identidade crioula e entrerriana do resto da província.

weekend.perfil.com · 2018 05 24 63361 colon y paysandu hermanadas…lmdiario.com.ar · Colon y paysandu dos pueblos hermanados por…entreriosturismo.com.ar · Colon

1863: o nascimento de Villa Colón

Colón nasceu como o porto e o centro urbano daquela zona de colonização. Uma lei provincial de 9 de maio de 1862 autorizou a fundação de uma vila vizinha à Colonia San José e, em 12 de abril de 1863, com a presença do próprio governador Urquiza, de seus ministros e do pároco Lorenzo Cot, foi lançada a pedra fundamental do prédio da escola: esse dia é considerado a data de fundação da cidade. A tradição local guarda uma anedota saborosa sobre o nome: um dos homens de Urquiza teria comentado 'Temerária empreitada esta, meu general... é como descobrir terras feito Colombo', ao que Urquiza respondeu: 'O senhor disse tudo: esta vila vai se chamar Colón'. A cidade surgiu como saída natural pelo rio Uruguai para a produção das colônias agrícolas do interior, em especial da Colonia San José: os colonos precisavam de um porto próximo de onde embarcar suas colheitas rumo a Buenos Aires e Montevidéu, e a margem onde hoje fica Colón, com boa profundidade de água e um barranco natural, acabou sendo o lugar ideal.

O rio Uruguai foi, desde o início, o eixo da vida de Colón: por ali entravam os imigrantes e as mercadorias europeias, e saía a produção agrícola — trigo, linho, produtos de granja — rumo aos grandes portos do Rio da Prata. A cidade cresceu de forma ordenada, com um traçado quadriculado clássico do urbanismo do século XIX, sua orla e seu porto, mantendo aquele ar caprichado e tranquilo das cidades fundadas por imigrantes europeus, muito diferente do das cidades de fundação colonial espanhola. Com o passar das décadas, Villa Colón foi se firmando como sede departamental e centro de serviços de toda a microrregião, enquanto as colônias do interior seguiam produzindo. Com o tempo, ao seu papel portuário e agrícola se somaria uma nova vocação que acabaria definindo sua identidade atual: o turismo, primeiro ligado ao rio e às praias e, mais tarde, já no fim do século XX, às águas termais que mudariam para sempre sua economia.

entreriosturismo.com.ar · Colonweekend.perfil.com · 2018 05 24 63361 colon y paysandu hermanadas…airedesantafe.com.ar · Colon una escapada que mezcla historia…

A ponte Artigas e a irmandade com Paysandú

Em frente a Colón, do outro lado do rio Uruguai, fica a cidade uruguaia de Paysandú. Durante séculos, as duas margens se olharam através da água, unidas pela cultura, pelo comércio e pelos laços familiares, mas separadas pelo rio: antes da ponte, a travessia era feita de balsa ou lancha, um processo lento e sujeito aos caprichos do tempo e da correnteza. Essa distância encurtou de vez na segunda metade do século XX, dentro de um ambicioso plano binacional de integração física entre Argentina e Uruguai que incluiu também outras pontes sobre o rio Uruguai, como a de Fray Bentos-Puerto Unzué (Libertador General San Martín) e a de Salto-Concordia.

A ponte internacional General Artigas, depois de vários anos de obras, foi inaugurada em 10 de dezembro de 1975. Com mais de dois quilômetros de extensão, é uma das três ligações rodoviárias que conectam a província de Entre Ríos à República Oriental do Uruguai, e uniu diretamente Colón e Paysandú, separadas por apenas alguns quilômetros e poucos minutos de viagem. Na época, a obra foi um símbolo de modernização e da vontade dos dois países de estreitar laços econômicos e sociais na região do rio Uruguai. Desde então, as duas cidades funcionam quase como irmãs: muita gente atravessa todos os dias para trabalhar, estudar, fazer compras, visitar a família ou aproveitar as termas e praias da outra margem, num vínculo cotidiano que poucas fronteiras internacionais do mundo permitem. Feiras, festas e até times esportivos costumam ir de uma cidade à outra, reforçando esse senso de comunidade binacional que define Colón e Paysandú.

entrerios-colon.com.ar · Paysanduweekend.perfil.com · 2018 05 24 63361 colon y paysandu hermanadas…infonews.com · Colon y paysandu dos pueblos hermanados el…

Colón, capital do turismo do rio Uruguai

Com o passar das décadas, Colón foi deixando de ser apenas um porto agrícola para se transformar em um dos grandes destinos turísticos de Entre Ríos. Suas praias amplas no rio Uruguai, a proximidade do Parque Nacional El Palmar, sua tradição de pesca esportiva, suas ilhas, sua Fiesta Nacional de la Artesanía e, acima de tudo, a chegada das termas fizeram dela uma referência do turismo na província. O ponto de virada foi a perfuração e a exploração de águas termais, que se espalhou por toda a costa entrerriana do rio Uruguai a partir do fim do século XX, seguindo o modelo que outras cidades da região, como Federación e Concordia, já tinham testado com sucesso. Colón inaugurou seu próprio complexo termal municipal, hoje um dos mais visitados da província, com uma dúzia de piscinas de águas que ficam entre 32 e 40 graus e um parque aquático que lota de famílias a cada temporada.

Essa aposta deu a Colón um atrativo novo e poderoso, capaz de atrair visitantes o ano todo, e não só no verão de praia: do outono ao inverno, as termas funcionam como polo de descanso, e da primavera ao verão entram em cena o rio, as praias e a Fiesta Nacional de la Artesanía de fevereiro, que reúne artesãos de todo o país. A isso se soma o enorme atrativo natural do Parque Nacional El Palmar, criado em 1966 a poucos quilômetros da cidade para proteger um dos últimos grandes palmeirais de yatay do país, com milhares de palmeiras centenárias, capivaras e uma biodiversidade que atrai fotógrafos e amantes da natureza do mundo inteiro. Hoje a cidade combina esse lado moderno e termal com sua herança de vila de imigrantes: termas, praias, natureza, história, a proximidade do Uruguai pela ponte Artigas e o rio ao fundo, uma mistura que muitos resumem chamando-a, simplesmente, de capital do turismo do rio Uruguai.

entreriosturismo.com.ar · Colonairedesantafe.com.ar · Colon una escapada que mezcla historia…colonturismo.tur.ar · Elpalmar

El Palmar, a Fiesta de la Artesanía e a identidade atual

Dois marcos, um natural e outro cultural, acabaram de dar a Colón sua cara atual de destino turístico completo. O primeiro é o Parque Nacional El Palmar, criado pela Lei Nacional 16.802 — sancionada no fim de 1965 e publicada em janeiro de 1966 — às margens do rio Uruguai para proteger um dos últimos redutos importantes do palmeiral de yatay (Butia yatay), uma espécie de palmeira que há apenas dois séculos cobria enormes extensões do litoral de Entre Ríos e Corrientes e que a agricultura e a pecuária foram devastando quase por completo. Hoje o parque protege mais de 8.000 hectares de savana com palmeiras que podem passar dos 300 anos de vida, uma paisagem que impressionou naturalistas e viajantes desde o século XIX, entre eles Charles Darwin, que mencionou os palmeirais entrerrianos em seus escritos sobre a viagem do Beagle.

O segundo marco é cultural: a Fiesta Nacional de la Artesanía, que nasceu como uma pequena feira local no fim da década de 1970 e foi crescendo até se tornar um dos encontros de artesanato mais importantes do país, com reconhecimento nacional. Todo mês de fevereiro, no Parque Quirós, centenas de artesãos de fibra vegetal, cerâmica, madeira, couro, tecidos e metal expõem e vendem suas criações, acompanhados por uma programação recheada de música popular e folclore. A festa consolidou Colón como um polo cultural do verão entrerriano, somado à sua já consolidada fama de destino termal e de praia. Entre as termas, as praias, El Palmar, o artesanato e a travessia para Paysandú, Colón construiu em poucas décadas uma oferta turística completa e diversificada, que a destaca até mesmo dentro de uma província — Entre Ríos — que vive em grande parte do turismo termal e de rio.

argentina.gob.ar · Parque nacional el palmarcolonturismo.tur.ar · Elpalmarentreriosturismo.com.ar · Colon

📚 Bibliografia

  • Municipalidad de Colón — Historia de la ciudad: https://colon.gov.ar/la-ciudad/historia/
  • Wikipedia (ES) — «Colón (Entre Ríos)»: https://es.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B3n_(Entre_R%C3%ADos)
  • Revista La Ciudad — Fundación de Colón, 12 de abril de 1863: https://laciudadrevista.com/fundacion-de-colon-12-de-abril-de-1863/
  • SAIJ — Ley Nacional 16.802, creación del Parque Nacional El Palmar: https://www.saij.gob.ar/legislacion/ley-nacional-16802-creacion_parque_nacional_palmar.htm
  • Administración de Parques Nacionales — Parque Nacional El Palmar: https://www.argentina.gob.ar/parquesnacionales/centro/parque-nacional-el-palmar
  • Entre Ríos Turismo — «Colón»: https://www.entreriosturismo.com.ar/colon.html
  • Colón Turismo — «Parque Nacional El Palmar» y ciudad: https://www.colonturismo.tur.ar/elpalmar/
  • Weekend (Perfil) — «Colón y Paysandú hermanadas por el río Uruguay»: https://weekend.perfil.com/noticias/turismo/2018-05-24-63361-colon-y-paysandu-hermanadas-por-el-rio-uruguay.phtml
  • Entre Ríos Colón — «Paysandú, Uruguay»: http://entrerios-colon.com.ar/paysandu/
  • Aire de Santa Fe — «Colón: una escapada que mezcla historia, termas y aventura»: https://www.airedesantafe.com.ar/turismo/colon-una-escapada-que-mezcla-historia-termas-y-aventura-la-ribera-del-uruguay-n638816

❓ Perguntas frequentes

Por que visitar Colón?+
Colón reúne o melhor de Entre Ríos: um grande complexo de termas, praias amplas de areia às margens do rio Uruguai, um centro histórico com charme de cidadezinha de imigrantes, pesca e esportes náuticos, e a proximidade do Parque Nacional El Palmar. É uma base ideal para conhecer toda a microrregião do rio Uruguai e até atravessar para Paysandú, no Uruguai.
Como são as termas de Colón?+
O complexo termal de Colón conta com várias piscinas, cobertas e ao ar livre, com águas em diferentes temperaturas, além de tobogãs e brinquedos aquáticos pensados para toda a família. A entrada geral (+10 anos) custa AR$ 14.000, crianças de 3 a 10 anos AR$ 4.200, aposentados AR$ 5.600 (fonte: Termas Colón, site oficial, verificado em julho de 2026). Há serviços como restaurante, aluguel de toalhas e armários.
Como chego a Colón?+
O mais comum é chegar de carro ou de ônibus pela Ruta Nacional 14. De Buenos Aires são cerca de 4,5 a 5,5 horas (uns 320 km). Também dá para chegar de Concordia (a 1,5-2 h) e de Paraná. E de Paysandú, no Uruguai, a travessia leva poucos minutos pela ponte internacional General Artigas.
Dá para ir ao Parque Nacional El Palmar saindo de Colón?+
Sim, é a excursão de natureza clássica. El Palmar fica a uns 60 km pela RN14, em direção a Concordia, e é fácil de visitar num bate-volta, de carro ou com excursões de agências. Lá estão os famosos palmares de yatay, as capivaras e centenas de aves. A entrada custa AR$ 12.000 para argentinos e AR$ 25.000 para estrangeiros, com desconto de 25-30% com o Pasaporte Entre Ríos (fonte: Administración de Parques Nacionales, verificado em julho de 2026).
Dá para atravessar para o Uruguai saindo de Colón?+
Sim. A ponte internacional General Artigas liga Colón a Paysandú, no Uruguai, a poucos minutos. A travessia pode ser feita de transporte internacional, táxi ou carro, com trâmites de fronteira. Paysandú tem seu próprio circuito de termas (Guaviyú, Almirón), praias e história. Leve documento e confira os requisitos migratórios.
Qual é a melhor época para visitar?+
Colón é destino o ano todo. Na primavera e no verão dá para aproveitar as praias e o rio (com muita procura em janeiro, fevereiro e na Semana Santa). No outono e no inverno, as termas e o descanso ganham destaque. Reserve com antecedência se for na alta temporada.
O que é a Fiesta Nacional de la Artesanía?+
É um dos grandes eventos de Colón, realizado em fevereiro, que reúne durante vários dias artesãos de toda a Argentina junto com shows de música popular. É uma marca da identidade da cidade e um bom motivo para visitá-la no verão, mas vale confirmar as datas de cada edição.

Outros destinos de Argentina

Colonia Carlos Pellegrini (Esteros del Iberá)Comodoro RivadaviaConcepción del Uruguay (Palacio San José)Concepción (Tucumán)ConcordiaCórdoba capital
Ver todos os destinos de Argentina →A história de Argentina →
Fontes consultadas (15)
Continua planejando?
Explore mais destinos de Argentina
Ver todos os destinos →