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Presidente Figueiredo
🇧🇷 Brasil · Norte (Amazônia)

Presidente Figueiredo

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📍Estado
Amazonas (Região Metropolitana de Manaus). Município conhecido como a 'Terra das Cachoeiras', com mais de 100 quedas d'água, grutas e balneários
📌Cidade de apoio
A própria Presidente Figueiredo (sede municipal, às margens da BR-174) e/ou Manaus como base habitual, a cerca de 107 km ao sul pela mesma rodovia
📌Melhor época
Estação mais seca (junho a novembro): cachoeiras com bom volume de água, mas seguras para banho, águas mais cristalinas e trilhas firmes. Na época de chuvas (dezembro a maio), algumas quedas ficam muito cheias e certos acessos podem ser fechados por segurança
📌Dias sugeridos
A partir de 1 dia (o clássico bate-volta saindo de Manaus) até 2-3 dias para conhecer várias cachoeiras, grutas e balneários com calma
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Presidente Figueiredo é o grande passeio de natureza por terra saindo de Manaus, conhecido em todo o Brasil como a 'Terra das Cachoeiras'. É um município da Região Metropolitana da capital amazonense, plantado no meio da floresta às margens da rodovia federal BR-174 (a que liga Manaus a Boa Vista, em Roraima). No seu enorme território há mais de cem quedas d'água espalhadas pela mata (as fontes falam de 100 a 150 cachoeiras, com várias dezenas catalogadas e abertas à visitação), além de grutas, cavernas, balneários de águas escuras e lagoas cristalinas. Aqui a Amazônia se vive de um jeito diferente do rio: entre o barulho das cachoeiras, os paredões de arenito e as trilhas de terra firme.

A paisagem tem uma explicação geológica linda. As rochas da região (arenitos antiquíssimos do flanco norte da Amazônia brasileira) foram esculpidas pela água durante milhões de anos, formando quedas, paredões esculpidos, grutas com galerias e aquelas 'hidromassagens' naturais que aparecem em algumas cachoeiras quando o volume de água baixa. Boa parte desse conjunto está protegida dentro da APA Caverna do Maroaga, uma Área de Proteção Ambiental estadual criada em 1990 que abrange centenas de milhares de hectares de cavernas, grutas e cachoeiras. É também território histórico do povo indígena Waimiri-Atroari e região com sítios de inscrições rupestres.

Para você, viajante, o mais prático é usar Manaus como base: quase todo mundo vai num bate-volta ou fica uma ou duas noites na própria cidade. A viagem pela BR-174 é toda asfaltada e leva cerca de 2 horas. Um dado-chave: muitas cachoeiras ficam dentro de propriedades particulares ou reservas que cobram ingresso ou 'taxa de conservação', e várias atrações (sobretudo grutas e cachoeiras mais afastadas) só podem ser visitadas com guia credenciado, contratado no Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Não é frescura: as trilhas são isoladas e às vezes difíceis, e o guia é obrigatório por segurança. Leve calçado que possa molhar, roupa extra, repelente e disposição para caminhar.

📖 História de Presidente Figueiredo

O território onde hoje fica Presidente Figueiredo foi, durante milênios, lar de povos indígenas, em especial os Waimiri-Atroari, que deixaram inscrições rupestres e cuja memória sobrevive até no nome da Caverna do Maroaga (por causa de um guerreiro que, segundo os guias, se refugiou ali). A região começou a se transformar com a abertura da BR-174 entre Manaus e Boa Vista, iniciada em 1968 durante a ditadura militar, uma obra que teve consequências trágicas para os Waimiri-Atroari. O município foi criado em 10 de dezembro de 1981, desmembrado de Novo Airão e Itapiranga (com áreas de Silves e Urucará), e foi instalado efetivamente entre 1982 e 1983. O nome não homenageia o presidente militar João Batista Figueiredo (que governava na época e que, segundo as crônicas, ficou incomodado com a ideia), e sim João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha, o primeiro presidente da província do Amazonas, no século XIX. Com o tempo, a abundância de cachoeiras, grutas e floresta transformou o município em um dos grandes destinos de ecoturismo do Norte do Brasil, a 'Terra das Cachoeiras'. A história completa está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Presidente Figueiredo fica em Amazonas

Brazil's largest state, the heart of the Amazon rainforest: land of dozens of Indigenous peoples, of the rubber boom that raised the Manaus opera house, of the Meeting of the Waters and of a Free Trade Zone that turned the capital into an industrial hub in the middle of the jungle.

Ler a história de Amazonas →

🗺️ O que ver

Passeios por perto, em Manaos

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Cachoeira da Iracema (Parque Ecológico Iracema Falls)
Uma das cachoeiras-cartão-postal de Figueiredo, dentro de um parque ecológico com grutas e floresta.
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A Cachoeira da Iracema é uma das quedas mais famosas e fotografadas de Presidente Figueiredo, e a imagem que muita gente associa à 'Terra das Cachoeiras'. É uma cachoeira de uns 8 metros de altura encravada num cenário paradisíaco de floresta e paredões de arenito, dentro do Parque Ecológico Iracema Falls. O conjunto é um complexo turístico particular que, além da cachoeira, tem trilhas, grutas, pousada e restaurante, o que o torna bem confortável para passar o dia. O legal da Iracema é que ela não vem sozinha. No mesmo parque, rio abaixo, fica a Cachoeira das Araras, aonde se chega caminhando por uma trilha natural ao longo do rio; e ao redor da queda da Iracema aparecem grutas com nomes sugestivos como Palácio Galo da Serra, Gruta da Onça e Gruta da Catedral, com belíssimos paredões de arenito esculpidos pela água. É um combo de cachoeira, banho e caminhada curta pela floresta, ideal para um primeiro contato com o destino. O que ver e fazer: tomar banho na cachoeira e nas piscinas naturais, percorrer a trilha até as Araras, conhecer as grutas e tirar fotos nos paredões. O parque costuma abrir todos os dias durante o dia (referências de 8h às 17h, confirme). Como chegar: o parque fica às margens da BR-174, sentido Roraima, a poucos quilômetros da sede de Presidente Figueiredo (referências de uns 13 km da cidade, com um trecho final de estrada de terra). De Manaus se chega pela própria BR-174. O mais prático é ir com passeio contratado ou de carro próprio; também dá para combinar com guia local. Melhor época e dicas: a estação seca (junho a novembro) oferece águas mais cristalinas para banho; nas chuvas o volume aumenta. Leve roupa de banho, calçado que possa molhar e repelente. Por ser um complexo particular, cobra um ingresso barato de aproximadamente R$ 10 por pessoa para quem não está hospedado no hotel (verificado julho 2026).
ℹ️ Distância: Às margens da BR-174 sentido Roraima, a ~8-13 km da sede de Presidente Figueiredo (~120 km de Manaus) · Melhor época: Estação seca (jun-nov) para banho e águas cristalinas · Entrada: R$ 10 por pessoa (não hóspedes); horário 8h às 17h (fonte: guias locais, verificado julho 2026) · Duração: Meio dia (combinada com a Cachoeira das Araras)
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Cachoeira das Araras
Cachoeira irmã da Iracema, a uma trilha curta rio abaixo dentro do mesmo parque.
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A Cachoeira das Araras é a companheira natural da Iracema: fica a uns 500 metros rio abaixo, dentro do mesmo Parque Ecológico Iracema Falls, e se chega caminhando por uma trilha natural que acompanha o curso do rio. Por isso quase sempre as duas são visitadas juntas, no mesmo passeio. É uma queda larga e muito cênica, com piscinas naturais para dar um mergulho no meio da floresta. O que ver e fazer: a graça está na caminhada curta pela mata que liga a Iracema às Araras, ver como a paisagem muda ao longo do rio e tomar banho nas duas quedas no mesmo passeio. É um percurso acessível e muito recompensador, perfeito para somar à visita da Iracema sem esforço extra. Como chegar: o acesso é a pé a partir da Cachoeira da Iracema, dentro do parque, às margens da BR-174 sentido Roraima. A entrada do complexo é a mesma da Iracema. Melhor época e dicas: assim como na Iracema, a estação seca (junho a novembro) é a melhor para banho. Vá com calçado que tenha boa aderência (a trilha pode estar úmida ou escorregadia) e com repelente. O ingresso/taxa do parque (aprox. R$ 20–40 por pessoa em 2025) costuma cobrir as duas cachoeiras.
ℹ️ Distância: ~500 m rio abaixo da Iracema, por trilha (mesmo parque) · Melhor época: Estação seca (jun-nov) · Entrada: Incluída no ingresso do Parque Iracema Falls (aprox. R$ 10 por pessoa, verificado julho 2026) · Duração: Combinada com a Iracema; 1-2 h extras de caminhada e banho
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Cachoeira do Santuário
Uma das mais bonitas do município: três quedas e uma piscina natural cercada de floresta.
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A Cachoeira do Santuário é, para muita gente, a cachoeira mais bonita e completa de Presidente Figueiredo, e uma visita quase obrigatória. Faz parte de uma reserva ecológica de mesmo nome e é formada por três quedas d'água, a maior com cerca de 15 metros de altura, que deságua numa piscina natural perfeita para nadar, tudo emoldurado pela floresta amazônica. O nome 'Santuário' combina com ela: é um cantinho sereno e muito fotogênico. O que ver e fazer: tomar banho na piscina ao pé da queda principal, percorrer as três quedas e curtir a caminhada pela mata. Para chegar à cachoeira se faz uma trilha curta e de nível fácil dentro da floresta (referências de uns 10 minutos), acessível para pessoas de todas as idades, o que a torna ideal também para famílias. O complexo tem infraestrutura (chalés, piscinas, restaurante) que atende tanto hóspedes quanto visitantes de um dia. Como chegar: fica na rodovia AM-240 (caminho para Balbina), com referências do Km 12 da AM-240, a uns 120 km de Manaus. De Manaus se vem pela BR-174 até a região do Km 103 / rotatória de acesso a Balbina, e de lá se pega a AM-240. O mais prático é ir com passeio contratado ou de carro próprio. Melhor época e dicas: a estação seca (junho a novembro) deixa a água mais cristalina; nas chuvas o volume aumenta. Leve roupa de banho e calçado para a trilha. É uma reserva particular com ingresso barato de aproximadamente R$ 10 por pessoa (acima de 8 anos; idosos 60+ pagam meia e menores de 5 não pagam), atualizado em janeiro de 2026 segundo as avaliações.
ℹ️ Distância: Rodovia AM-240 (Km 12), caminho para Balbina; ~120 km de Manaus · Melhor época: Estação seca (jun-nov) para águas cristalinas · Entrada: R$ 10 por pessoa (acima de 8 anos); 60+ pagam meia, menores de 5 grátis; abre das 8h às 17h (fonte: avaliações atualizadas janeiro 2026, verificado julho 2026) · Duração: Meio dia (trilha curta + banho)
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Cachoeira do Urubuí / Balneário do Urubuí
O balneário mais popular e acessível, no centro da cidade, no rio Urubuí.
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A Cachoeira do Urubuí, junto ao Balneário do Urubuí, é o ponto de banho mais acessível e popular de Presidente Figueiredo, porque fica praticamente dentro da cidade. O rio Urubuí, de águas escuras (típicas da Amazônia), forma corredeiras, piscinas naturais e um balneário que funciona como área de banho municipal. É o lugar ideal para se refrescar sem precisar encarar trilhas longas nem se afastar. O que ver e fazer: tomar banho nas corredeiras e piscinas do rio, descer pelos escorregadores de água onde houver, descansar nas áreas verdes e aproveitar a boa infraestrutura do lugar, que costuma ter restaurantes, bares, barracas de artesanato e pousadas por perto. É muito procurado por famílias e por quem quer um programa tranquilo e de fácil acesso. Algumas fontes chegam a descrevê-lo como um pequeno parque aquático, com várias piscinas e áreas de lazer. Como chegar: fica na própria cidade de Presidente Figueiredo (região do Parque do Urubuí, com referências junto à BR-174, na altura do Km 107). De Manaus se chega pela BR-174; uma vez na cidade, é bem pertinho. É um dos pontos mais fáceis de visitar por conta própria. Melhor época e dicas: a estação seca (junho a novembro) deixa a água mais clara e as piscinas mais definidas. Como costuma ficar cheio, vá cedo se quiser tranquilidade. O acesso ao balneário público costuma ser gratuito; a entrada no Ramal do Urubuí cobra cerca de R$ 20 por veículo (verificado julho 2026). Leve roupa de banho, toalha e um trocado em dinheiro para o consumo.
ℹ️ Distância: Na própria cidade de Presidente Figueiredo (região do Parque do Urubuí, BR-174 Km 107) · Melhor época: Estação seca (jun-nov); cedo para evitar lotação · Entrada: Balneário público em geral gratuito; Ramal do Urubuí ~R$ 20 por veículo (fonte: guias locais, verificado julho 2026) · Duração: Meio dia (programa relaxante na água)
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Caverna do Maroaga (Refúgio do Maroaga) e APA Caverna do Maroaga
A grande caverna da região, dentro de uma Área de Proteção Ambiental com dezenas de atrativos.
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A Caverna do Maroaga, também chamada de Caverna Refúgio do Maroaga, é a joia espeleológica de Presidente Figueiredo e o coração da APA Caverna do Maroaga, a Área de Proteção Ambiental estadual criada por decreto em 1990 que abrange cerca de 374.700 hectares de cavernas, grutas e cachoeiras. As rochas do Maroaga estão entre as formações geológicas mais antigas do flanco norte da Amazônia brasileira, e o conjunto da APA chega a reunir dezenas de atrativos turísticos (grutas, cavernas e rochas expostas). A caverna tem cerca de 420 metros de extensão, com túneis e galerias que formam um verdadeiro labirinto; por segurança, com guia se percorre só um trecho (referências de uns 15 metros). O nome tem uma história que vale a pena conhecer: segundo os guias locais, 'Maroaga' (ou 'Maruaga') remete a um guerreiro indígena do povo Waimiri-Atroari que teria se refugiado ali nas décadas de 1960 e 1970, durante a construção da BR-174; na língua indígena seria, além disso, um título dado aos chefes das tribos. O que ver e fazer: a visita combina caminhada pela floresta (referências de uns 600 metros de trilha) e a entrada na caverna com guia. Costuma ser feita no mesmo passeio que a vizinha Gruta da Judéia. É uma experiência de espeleologia leve, ideal para conhecer o mundo subterrâneo da Amazônia. Como chegar: fica dentro da APA, com referências do Km 06 da estrada para Balbina (AM-240), à direita. De Manaus se chega pela BR-174 e depois pela AM-240. A visita exige guia credenciado, contratado no Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Melhor época e dicas: dá para visitar o ano todo, mas a estação seca facilita as trilhas. É obrigatório o guia credenciado do CAT, que cobra cerca de R$ 100 por grupo de até 5 pessoas (ou R$ 20 por pessoa em grupos maiores). A visita é limitada a 60 pessoas por dia e o percurso completo dura umas 3 horas. Leve calçado fechado, lanterna e roupa que possa sujar.
ℹ️ Distância: APA Caverna do Maroaga, Km 06 da AM-240 (caminho para Balbina); ~107-117 km de Manaus · Melhor época: O ano todo; a estação seca facilita as trilhas · Entrada: Só com guia do CAT: ~R$ 100 por grupo de até 5 pessoas (ou R$ 20 por pessoa em grupos grandes); limite de 60/dia (fonte: Portal Amazônia/guias locais, verificado julho 2026) · Duração: Meio dia (combinada com a Gruta da Judéia)
6
Gruta da Judéia
Gruta com uma lagoa cristalina no interior, no mesmo circuito da Caverna do Maroaga.
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A Gruta da Judéia é uma das atrações mais mágicas de Presidente Figueiredo e é visitada no mesmo passeio que a Caverna do Maroaga, já que as duas ficam dentro da APA Caverna do Maroaga. Sua grande surpresa é uma lagoa de água cristalina no interior/ao pé da gruta, de uma cor de deixar sem palavras, cercada de paredões de rocha e vegetação. É um daqueles cantos que parecem de outro mundo. O que ver e fazer: contemplar e, onde for permitido, tomar banho na lagoa cristalina; percorrer a gruta e suas formações rochosas; e curtir o contraste entre a floresta exuberante do lado de fora e o ambiente fresco e recolhido da gruta. É o fecho perfeito para o dia de grutas junto com o Maroaga. Como chegar: fica dentro da APA Caverna do Maroaga, no mesmo setor da caverna (referências do Km 06 da AM-240, caminho para Balbina). De Manaus, pela BR-174 e depois pela AM-240. Como toda a área protegida, só pode ser visitada com a presença de um guia contratado no Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Melhor época e dicas: a estação seca deixa a água ainda mais clara. O guia credenciado do CAT é obrigatório (cerca de R$ 100 por grupo de até 5 pessoas em 2025, em geral no mesmo passeio da Caverna do Maroaga). Respeite as regras da área protegida sobre banho, protetor solar e comportamento, para preservar a lagoa. Leve roupa de banho caso o banho esteja liberado, calçado fechado e repelente.
ℹ️ Distância: APA Caverna do Maroaga, Km 06 da AM-240 (junto à Caverna do Maroaga) · Melhor época: Estação seca para água mais cristalina · Entrada: Só com guia do CAT: ~R$ 100 por grupo de até 5 pessoas (costuma ser compartilhado com a Caverna do Maroaga); verificado julho 2026 · Duração: Meio dia (combinada com a Caverna do Maroaga)
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Cachoeira da Pedra Furada
Cachoeira singular com três buracos na laje superior que formam duchas naturais.
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A Cachoeira da Pedra Furada é uma das cachoeiras mais curiosas e reconhecíveis de Presidente Figueiredo, justamente pelo formato. Na laje de rocha superior há três grandes buracos (daí o nome 'Pedra Furada') por onde passa parte da água, formando uma espécie de duchas naturais que caem sobre a piscina lá embaixo. Essa piscina, de águas calmas, desenha uma meia-lua cercada por um paredão rochoso: um cartão-postal lindo e bem diferente dos demais. O que ver e fazer: tomar banho embaixo das 'duchas' que se formam quando a água passa pelos buracos da pedra, nadar na piscina em meia-lua e fotografar o jogo de rocha e água. É uma parada muito cênica para incluir num roteiro de cachoeiras pela região. Como chegar: fica no município de Presidente Figueiredo, dentro do circuito de cachoeiras da região; o mais prático é ir com passeio contratado ou de carro próprio e, dependendo do acesso, com guia local. Vale confirmar o ponto exato e as condições do acesso antes de ir, porque algumas trilhas podem exigir guia. Melhor época e dicas: a estação seca (junho a novembro) deixa a água mais clara e a piscina mais gostosa; nas chuvas o volume aumenta e muda o aspecto das 'duchas'. Leve roupa de banho, calçado que possa molhar e repelente. Por estar em propriedade particular, cobra uma taxa de conservação de aproximadamente R$ 10–30 por pessoa (verificado julho 2026; confirme no local).
ℹ️ Distância: Município de Presidente Figueiredo (confirmar ponto e acesso exatos) · Melhor época: Estação seca (jun-nov) · Entrada: Propriedade particular: taxa de conservação aprox. R$ 10–30 por pessoa (fonte: guias locais, verificado julho 2026); confirmar na visita · Duração: 1-2 h (parada dentro de um circuito de cachoeiras)
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Cachoeira do Mutum e Cachoeira do Sossego
Cachoeiras com piscinas e 'jacuzzis' naturais, parte das rotas de cachoeiras da região.
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A Cachoeira do Mutum e a Cachoeira do Sossego são duas quedas muito queridas nas rotas de cachoeiras de Presidente Figueiredo, ideais para quem quer ir além das atrações mais conhecidas. No Mutum, durante a estação seca, aparecem 'jacuzzis' naturais: buracos esculpidos na rocha pela água ao longo de milhares de anos, que viram pequenas banheiras naturais. Já o Sossego, como o nome sugere, é um cantinho sereno para banho e descanso. O que ver e fazer: tomar banho nas piscinas e jacuzzis naturais, caminhar pelas trilhas na floresta que levam às quedas e aproveitar um ambiente mais tranquilo e menos lotado. Essas cachoeiras costumam fazer parte da 'Rota das Cachoeiras', um circuito turístico que liga várias quedas da região e permite montar um dia sob medida. Como chegar: ficam no município de Presidente Figueiredo; o acesso é pela BR-174 / estradas locais e, dependendo da cachoeira, pode exigir guia e caminhada. O mais prático é contratar um passeio ou ir de carro próprio, somando um guia local para as mais afastadas. Vale confirmar os acessos e as condições das trilhas antes de ir. Melhor época e dicas: os jacuzzis do Mutum aparecem melhor na estação seca, quando o volume de água baixa e os buracos na rocha ficam definidos. Leve roupa de banho, calçado com boa aderência e repelente. Várias dessas quedas ficam em propriedades particulares com taxa de conservação de aproximadamente R$ 10–30 por pessoa (verificado julho 2026; confirme no local).
ℹ️ Distância: Município de Presidente Figueiredo (Rota das Cachoeiras; confirmar acessos) · Melhor época: Estação seca (jun-nov), ideal para os jacuzzis naturais do Mutum · Entrada: Propriedades particulares: taxa de conservação aprox. R$ 10–30 por pessoa (fonte: guias locais, verificado julho 2026); confirmar na visita · Duração: Meio dia (dependendo de quantas cachoeiras entram no roteiro)
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Inscrições rupestres e sítios arqueológicos (petróglifos)
Vestígios dos povos originários: gravuras e pinturas rupestres na floresta.
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Além da água e da rocha, Presidente Figueiredo guarda uma camada profunda de história humana: a região conserva inscrições rupestres (gravuras e pinturas em pedra) deixadas pelos povos originários que habitaram a Amazônia muito antes da chegada dos europeus. Esses sítios arqueológicos são um testemunho silencioso dos Waimiri-Atroari e de populações anteriores, e fazem parte do valor cultural do município, não só do natural. O que ver e fazer: visitar, quando possível e sempre com guia e autorização, paredões e grutas com gravuras rupestres, e entender com a ajuda dos guias o significado e a antiguidade dessas marcas. É uma experiência mais contemplativa e respeitosa, que combina muito bem com a visita a grutas e cachoeiras. Vale saber que alguns sítios são frágeis e já sofreram danos ou fechamentos por motivos de preservação (por exemplo, sítios sob cuidado do IPHAN), então a disponibilidade de visita pode variar. Como chegar: os sítios estão espalhados pelo município, muitos dentro de áreas protegidas ou propriedades; o acesso quase sempre exige guia credenciado e, em alguns casos, autorização especial. A visita é contratada com guia do CAT (em torno de R$ 100 por grupo de até 5 pessoas, 2025); consulte no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) quais sítios estão abertos à visitação, porque isso muda com o tempo. Melhor época e dicas: a estação seca facilita as trilhas. É fundamental respeitar as regras de preservação: não tocar nem marcar as inscrições, não usar nada que possa danificá-las e seguir as orientações do guia. Leve calçado fechado, água e repelente. Lembre que a própria toponímia local (como Maroaga) já remete a essa herança indígena.
ℹ️ Distância: Diferentes sítios dentro do município (confirmar no CAT quais estão abertos) · Melhor época: Estação seca para as trilhas; sujeito à disponibilidade do sítio · Entrada: Visita com guia credenciado do CAT (aprox. R$ 100 por grupo de até 5 pessoas, 2025) e, em alguns casos, autorização; verificar a disponibilidade ao visitar · Duração: Variável (costuma ser combinada com grutas e cachoeiras)
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Lago de Balbina e arredores (UHE Balbina)
O grande lago artificial da usina hidrelétrica, passeios de barco e floresta alagada.
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No extremo do município, pela AM-240, fica o Lago de Balbina, o enorme lago artificial formado pela barragem da Usina Hidrelétrica de Balbina no rio Uatumã. É uma paisagem bem diferente da das cachoeiras: um espelho d'água imenso salpicado de milhares de ilhas (o topo de antigas colinas que ficaram acima do nível da água quando o reservatório encheu), com floresta e muita fauna ao redor. A construção de Balbina, nos anos 1980, é também um capítulo conhecido e polêmico da história ambiental da Amazônia. O que ver e fazer: passeios de barco pelo lago entre as ilhas, observação de aves e fauna, visita à área da barragem e à vila de Balbina, e contato com um ambiente de floresta amazônica mais selvagem. É um complemento interessante para quem tem tempo e quer ir além do circuito clássico de cachoeiras. Na região de Balbina também há iniciativas de conservação (por exemplo, ligadas a quelônios amazônicos). Como chegar: o acesso é pela BR-174 e depois pela AM-240 (a estrada de acesso a Balbina), bem mais para dentro do que as cachoeiras mais próximas da cidade; vale calcular o trajeto e, conforme o plano, contratar um passeio de barco local. Os passeios de barco custam em torno de R$ 80–200 por pessoa, dependendo da duração (verificado julho 2026); confirme distâncias, horários e disponibilidade. Melhor época e dicas: por ser um lago, dá para visitar o ano todo; a estação seca facilita os acessos. Leve protetor solar, chapéu, água e repelente para os passeios de barco. Como fica longe, inclua no roteiro só se você for ficar vários dias ou montar um passeio específico.
ℹ️ Distância: Rodovia AM-240 (acesso a Balbina), no interior do município; mais longe do que as cachoeiras próximas da cidade · Melhor época: O ano todo; a estação seca facilita os acessos · Entrada: Passeios de barco aprox. R$ 80–200 por pessoa conforme a duração (verificado julho 2026); verificar ao contratar · Duração: Meio dia a dia inteiro (conforme o passeio)
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Cachoeira da Iracema / Parque Ecológico Iracema Falls (incluye Cachoeira das Araras)R$ 10 por pessoa para quem não está hospedado no hotel (fonte: avaliações e guias locais, Amazonas em Mais / Ana Cassiano, verificado julho 2026); horário das 8h às 17h
Cachoeira do Santuário (reserva ecológica)R$ 10 por pessoa (maiores de 8 anos); idosos 60+ pagam meia e menores de 5 não pagam (fonte: TripAdvisor/avaliações atualizadas janeiro 2026, verificado julho 2026); abre das 8h às 17h
Balneário do Urubuí / Cachoeira do UrubuíAcesso ao balneário público em geral gratuito; a entrada do Ramal do Urubuí cobra aprox. R$ 20 por veículo (fonte: guias de viagem locais, Malas de Aventuras / Veredicto Manauara, verificado julho 2026)
Caverna do Maroaga + Gruta da Judéia (APA Caverna do Maroaga, con guía obligatorio)Guia obrigatório aprox. R$ 100 por grupo de até 5 pessoas (ou R$ 20 por pessoa em grupos maiores); limite de 60 visitantes/dia (fonte: Portal Amazônia / guias locais, verificado julho 2026)
Cachoeira da Pedra Furada / Mutum / Sossego (propiedades privadas)Entrada/taxa de conservação aprox. R$ 10–30 por pessoa em cada uma (fonte: guias de viagem locais sobre as cachoeiras de Figueiredo, verificado julho 2026); confirmar no local
Sitios con inscripciones rupestresVisita com guia do CAT (aprox. R$ 100 por grupo de até 5 pessoas) e, em alguns casos, autorização; sujeita à disponibilidade (fonte: Centro de Atendimento ao Turista, verificado julho 2026)
Lago de Balbina (paseos en barco)Passeios de barco aprox. R$ 80–200 por pessoa conforme a duração (fonte: receptivos locais da região de Balbina, verificado julho 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

Bate-volta saindo de Manaus pelas cachoeiras de Presidente Figueiredo
DuraçãoDia inteiro
Preço
Em grupo a partir de aprox. R$ 150–410 por pessoa (com traslado, guia e, conforme o pacote, almoço); privativo a partir de aprox. R$ 800 para até 4 pessoas (verificado julho 2026)
Operadora
Agências receptivas de Manaus (Iguana Tour, Nature Amazon, Figueiredo Turismo etc.)
Tour de cachoeiras (Iracema, Araras, Santuário e outras) com guia local
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
OperadoraOperadores e guias locais credenciados (CAT)
Preço
Aprox. R$ 150–410 por pessoa em grupo conforme o pacote (verificado julho 2026), mais as entradas das reservas
Visita guiada à Caverna do Maroaga e à Gruta da Judéia (espeleologia leve)
DuraçãoMeio dia (percurso completo ~3 h)
OperadoraGuias credenciados do Centro de Atendimento ao Turista (CAT)
Preço
Guia obrigatório aprox. R$ 100 por grupo de até 5 pessoas (ou R$ 20 p/p em grupos maiores); limite de 60/dia (verificado julho 2026)
Dia de balneário no Urubuí (banho de rio, piscinas naturais e toboáguas)
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
OperadoraBalneário do Urubuí / Parque do Urubuí (municipal)
Preço
Balneário público em geral gratuito; Ramal do Urubuí ~R$ 20 por veículo; consumo à parte (verificado julho 2026)
Esportes de aventura: rapel, tirolesa, boia cross, rafting/caiaque, trilhas na floresta, espeleologia
DuraçãoVariável conforme a atividade
OperadoraOperadores de turismo de aventura locais (com guia credenciado)
Preço
Aprox. R$ 80–250 por pessoa conforme a atividade e o operador (verificado julho 2026)
Visita a sítios com inscrições rupestres (arqueologia)
DuraçãoVariável
OperadoraGuias locais credenciados (CAT)
Preço
Com guia do CAT aprox. R$ 100 por grupo de até 5 pessoas; sujeito à disponibilidade (verificado julho 2026)
Passeio de barco pelo Lago de Balbina
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
OperadoraBarqueiros / receptivos locais da região de Balbina
Preço
Aprox. R$ 80–200 por pessoa conforme a duração (verificado julho 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

Carro próprio / alugado (saindo de Manaus pela BR-174)
Duração~2 h saindo de Manaus pela BR-174 asfaltada
Preço
Aluguel aprox. R$ 130–280 por dia (verificado julho 2026), mais combustível; a BR-174 é asfaltada e sem pedágios
Observações
A opção mais flexível para percorrer cachoeiras espalhadas; o ideal é combinar com guia local nas atrações que exigem
Tour com traslado e guia saindo de Manaus
DuraçãoDia inteiro (com traslados incluídos)
Preço
A partir de aprox. R$ 150–410 por pessoa em grupo (verificado julho 2026)
Observações
O mais cômodo para quem não dirige: levam, trazem e resolvem entradas e guia. Recomendado para o bate-volta
Táxi / mototáxi locais na sede do município
PreçoTrajetos curtos aprox. R$ 10–30 (verificado julho 2026)
DuraçãoTrajetos curtos dentro da cidade e arredores
Observações
Útil para se deslocar na cidade de Presidente Figueiredo (por ex. até o Balneário do Urubuí) se você estiver sem carro
Guia credenciado do CAT (para grutas, cachoeiras afastadas e sítios arqueológicos)
PreçoAprox. R$ 100 por grupo de até 5 pessoas (verificado julho 2026)
DuraçãoConforme a atração
Observações
Obrigatório na APA Caverna do Maroaga e recomendado/obrigatório para muitas cachoeiras em trilhas isoladas, por segurança
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

Manaus → Presidente Figueiredo pela rodovia BR-174 (de ônibus)
Duração~2 horas (várias saídas diárias)
Companhias aéreas / empresas
Eucatur, da Terminal Rodoviária de Manaus até a Terminal Rodoviária de Presidente Figueiredo
Preço médio
Convencional a partir de aprox. R$ 44 por trecho; semi-leito ~R$ 117 e leito ~R$ 172 (fonte: Eucatur / deonibus.com, verificado julho 2026)
Manaus → Presidente Figueiredo pela BR-174 (de carro próprio / alugado ou tour)
Companhias aéreas / empresasCarro próprio ou agências receptivas de Manaus com traslado
Duração~2 horas (estrada asfaltada de uns 107-130 km, dependendo do ponto)
Preço médio
Carro alugado aprox. R$ 130–280 por dia; tour em grupo a partir de aprox. R$ 150 por pessoa (fonte: agências receptivas de Manaus, verificado julho 2026)
Voo para Manaus (MAO – Eduardo Gomes) e de lá por terra até Presidente Figueiredo
Companhias aéreas / empresasLATAM, GOL, Azul (para Manaus) + ônibus/tour/carro pela BR-174
DuraçãoVoo variável conforme a origem + ~2 h por terra
Preço médio
Voo para Manaus variável conforme a origem (a partir de aprox. R$ 400–900 ida e volta nacional) + a partir de R$ 44 de ônibus ou tour (verificado julho 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Resorts / pousadas de natureza (categoria superior, com piscinas e entorno de floresta)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Pousadas e pequenos resorts de natureza com piscinas, áreas verdes e, em alguns casos, acesso próprio a trilhas ou áreas de banho (várias cachoeiras têm sua própria pousada, como Iracema ou Santuário): aprox. R$ 300–700 a diária (verificado julho 2026).
Pousadas e hotéis do centro / à beira da BR-174 (faixa intermediária)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Hospedagem na região central de Presidente Figueiredo e ao longo da BR-174, prática para chegar a restaurantes, mercados e serviços: aprox. R$ 150–300 a diária (verificado julho 2026).
Pousadas simples e opções econômicas
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Pousadas simples e hospedagens econômicas na cidade e arredores, pensadas para mochileiros e para fazer base rápida: aprox. R$ 90–160 a diária (verificado julho 2026).

🍴 Onde comer

Cocina regional amazónica (pescado de río y frutas nativas)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Restaurantes de comida regional com peixes de rio e acompanhamentos amazônicos, e frutas nativas como tucumã, pupunha e açaí, à beira da BR-174 e perto do Parque do Urubuí: aprox. R$ 35–90 por prato (verificado julho 2026).
Churrascaria y peixaria (carnes y pescados)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Churrascarias e peixarias à beira da BR-174 (ex. Sabor na Brasa, região do Parque do Urubuí, BR-174 Km 107), com cardápio variado de carnes e peixes: aprox. R$ 40–100 por pessoa; rodízio/buffet livre a partir de aprox. R$ 45 (verificado julho 2026).
Restaurantes con vista a la cascada / en complejos turísticos
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Restaurantes dentro dos complexos de cachoeiras (por ex. em Iracema ou Santuário), alguns com vista para a queda d'água: aprox. R$ 40–110 por pessoa (verificado julho 2026).

📖 História de Presidente Figueiredo

Origem, formação e o que dizem as fontes.

O território amazônico, os Waimiri-Atroari e as inscrições rupestres

Muito antes de o município existir, este canto da Amazônia, ao norte de Manaus, era a casa de povos indígenas. O mais importante da região é o povo Waimiri-Atroari, que habitava (e ainda habita, em seu território demarcado) as terras entre os atuais estados do Amazonas e de Roraima. Para eles, como para tantos povos amazônicos, os rios, as grutas e a floresta não eram um cenário turístico, mas o mundo inteiro: lugar de vida, de refúgio e de memória.

Dessa presença milenar ficaram marcas concretas. A região conserva inscrições rupestres (gravuras e pinturas em pedra), testemunhos de populações originárias que viveram aqui muito antes da chegada dos europeus. Esses sítios arqueológicos são frágeis: alguns sofreram danos ou precisaram ser fechados para preservação, e vários estão sob os cuidados de órgãos como o IPHAN. As pesquisas arqueológicas na área (incluindo as realizadas na região da represa de Balbina nos anos 1980) localizaram dezenas de sítios e recuperaram peças com registros rupestres, além de vestígios ligados aos Waimiri-Atroari.

Essa herança indígena continua viva até nos nomes da paisagem. A famosa Caverna do Maroaga leva, segundo os guias locais, o nome de um guerreiro Waimiri-Atroari que teria se refugiado ali; 'Maroaga' ou 'Maruaga' seria, além disso, um título dado aos chefes das tribos. Visitar hoje as grutas, os paredões rupestres e as cachoeiras é também caminhar sobre uma história humana profunda, que vale a pena percorrer com respeito e, sempre que possível, com guias que saibam contá-la.

A origem do nome 'Maroaga'
Segundo os guias locais, o nome da Caverna do Maroaga (ou Refúgio do Maroaga) faz referência a um guerreiro indígena do povo Waimiri-Atroari que teria se refugiado ali nas décadas de 1960 e 1970, durante a construção da BR-174. Na língua indígena, 'Maruaga' seria um título dado aos chefes das tribos. É uma tradição transmitida oralmente, associada ao valor cultural da área protegida.
Fonte: https://web.archive.org/web/20260417061345/https://web.archive.org/web/20260417061345/https://www.sema.am.gov.br/ferias-apa-caverna-do-maroaga-em-presidente-figueiredo-e-paraiso-das-grutas-e-cachoeiras-no-am/
sema.am.gov.br · Apa caverna do maroagaweb.archive.org · Ferias apa caverna do maroaga em presidente…📄 2026apublica.org · Gravuras rupestres somem de sitios…cimi.org.br · Decisao da justica reconhece violacoes…

A BR-174, a colonização e o conflito com os Waimiri-Atroari

O grande fator que abriu a região ao povoamento moderno foi a rodovia BR-174, que liga Manaus (Amazonas) a Boa Vista (Roraima). Sua construção começou em 1968, em plena ditadura militar, dentro de uma agenda de 'integração' e 'progresso' que buscava abrir a Amazônia com grandes obras de infraestrutura. Por onde hoje se passa em um par de horas para chegar às cachoeiras, antes só havia floresta fechada.

Essa abertura teve um lado trágico que a história recente reconheceu. A construção da BR-174 atravessou o território dos Waimiri-Atroari e resultou em um conflito e em violações gravíssimas contra esse povo. Os relatos e os relatórios (incluindo o da Comissão Nacional da Verdade) documentam uma queda demográfica brutal: de alguns milhares de indígenas nos anos 1970 a poucas centenas nos anos 1980, o período de maior atividade da obra. Em 2018, a Justiça Federal do Amazonas reconheceu oficialmente as violações cometidas contra os Waimiri-Atroari durante a abertura da rodovia. É uma memória dolorosa que não convém apagar ao falar do 'desenvolvimento' da região.

A rodovia, no entanto, também foi o eixo ao longo do qual foi se formando o povoamento que daria origem ao município. As primeiras ocupações se estabeleceram às margens da BR-174 e nas áreas ligadas a Novo Airão e Itapiranga, de cujos territórios se desmembraria boa parte do futuro Presidente Figueiredo. A história do município nasce, assim, entrelaçada com a desta estrada: a mesma que hoje te leva às cachoeiras é a que, décadas atrás, transformou para sempre a vida da região.

A BR-174 e o reconhecimento judicial das violações
A construção da BR-174, iniciada em 1968, atravessou o território Waimiri-Atroari e resultou em um conflito com consequências demográficas catastróficas para esse povo. Em 2018, a Justiça Federal do Amazonas reconheceu as violações praticadas contra os Waimiri-Atroari durante a abertura da rodovia, no âmbito da análise dos impactos sobre terras indígenas.
Fonte: https://cimi.org.br/2018/02/decisao-da-justica-reconhece-violacoes-contra-povo-waimiri-atroari-na-abertura-da-br-174/
cimi.org.br · Decisao da justica reconhece violacoes…amazoniareal.com.br · Waimiri atroari sobreviventes de genocidio…acervo.socioambiental.org · Breve historico sobre br 174 e os indios…

A criação do município (1981) e a origem do nome

O município de Presidente Figueiredo foi criado em 10 de dezembro de 1981, pela Emenda Constitucional nº 12, com territórios desmembrados principalmente de Novo Airão e de Itapiranga (a vila e os arredores de Balbina), além de áreas adjacentes de Silves e Urucará. A instalação efetiva do município se concretizou com as eleições gerais de 1982 e, consequentemente, com a posse do prefeito e dos vereadores em janeiro de 1983. A proximidade com Manaus, em pleno crescimento por causa da Zona Franca, foi decisiva para o desenvolvimento da região.

A origem do nome é um dos dados mais curiosos do município, e vale a pena esclarecê-la bem. O topônimo NÃO homenageia o presidente militar João Batista de Oliveira Figueiredo, que governava o Brasil justamente em 1981; ao contrário, as crônicas locais contam que ele teria se incomodado com a ideia de um município levar seu nome. A homenagem é, na verdade, a João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha, o primeiro presidente da província do Amazonas no período imperial do século XIX. Assim, o 'Figueiredo' do nome olha para o século XIX, e não para o governo militar contemporâneo à fundação.

Esse detalhe costuma surpreender os visitantes e vale a pena tê-lo claro, porque a coincidência de sobrenome e de época (um presidente Figueiredo governando quando é criado um município chamado 'Presidente Figueiredo') faz muita gente supor o contrário. Conhecer a verdadeira homenagem ajuda a entender que o nome celebra uma figura histórica da província, e não um governante da ditadura.

Quem o nome homenageia de verdade
O nome do município homenageia João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha, primeiro presidente da província do Amazonas (século XIX), e não o presidente militar João Batista de Oliveira Figueiredo, no cargo quando o município foi criado, em 1981. Segundo as crônicas, o presidente militar teria até se incomodado com a ideia da homenagem.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_Figueiredo
Data de criação e emancipação
O município foi criado em 10 de dezembro de 1981 pela Emenda Constitucional nº 12, com territórios desmembrados de Novo Airão e Itapiranga (e áreas de Silves e Urucará). Sua instalação efetiva ocorreu com as eleições de 1982 e a posse das autoridades em janeiro de 1983.
Fonte: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/am/presidente-figueiredo/historico
pt.wikipedia.org · Presidente Figueiredocidades.ibge.gov.br · Historicopresidentefigueiredo.am.gov.br · Conheca figueiredo

O nascimento do ecoturismo e a 'Terra das Cachoeiras'

Com o passar das décadas, o que tinha sido um território aberto por uma estrada se revelou um tesouro natural. A combinação de arenitos antiquíssimos, rios de águas escuras e floresta deu origem a uma paisagem extraordinária: mais de cem cachoeiras (as fontes falam de 100 a 150 quedas, com várias dezenas catalogadas e aptas para visitação), além de grutas, cavernas, balneários e lagoas cristalinas. Daí nasceu o apelido que hoje define o município: a 'Terra das Cachoeiras'.

Um marco fundamental para a conservação foi a criação da APA Caverna do Maroaga, a Área de Proteção Ambiental estadual estabelecida por decreto em 1990, que abrange centenas de milhares de hectares (referências de cerca de 374.700 ha) de cavernas, grutas e cachoeiras e reúne dezenas de atrativos turísticos. As rochas do Maroaga estão entre as formações geológicas mais antigas do flanco norte da Amazônia brasileira, o que acrescenta um enorme valor geológico e espeleológico ao destino.

Apoiado na proximidade com Manaus e na BR-174 asfaltada, Presidente Figueiredo se consolidou como um dos grandes polos de ecoturismo e turismo de aventura do Norte do Brasil. Cachoeiras como Iracema, Santuário ou Urubuí, grutas como Maroaga e a Judéia, e atividades como rapel, tirolesa, rafting e espeleologia atraem viajantes de todo o país, muitos deles no clássico 'bate-volta' de um dia a partir da capital. Hoje o município busca crescer cuidando desse patrimônio: boa parte das atrações fica em propriedades particulares ou reservas que cobram taxas de conservação, e muitas exigem guia credenciado, num equilíbrio entre abrir a natureza ao visitante e protegê-la para que continue sendo a Terra das Cachoeiras.

A APA Caverna do Maroaga como pilar da conservação
A APA Caverna do Maroaga, Área de Proteção Ambiental estadual criada por decreto em 1990, protege um vasto conjunto de cavernas, grutas e cachoeiras no município (referências de cerca de 374.700 ha). Suas formações rochosas estão entre as mais antigas do flanco norte da Amazônia brasileira, o que lhe dá um valor geológico e espeleológico central para o ecoturismo de Presidente Figueiredo.
Fonte: https://www.sema.am.gov.br/apa-caverna-do-maroaga/
sema.am.gov.br · Apa caverna do maroagauc.socioambiental.orgweb.archive.org · Terra das cachoeiras descubra os tesouros…📄 2026gov.br · Presidente figueiredo o paraiso das…

📚 Bibliografia

  • Wikipédia (PT) — «Presidente Figueiredo»: https://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_Figueiredo
  • IBGE Cidades — «Presidente Figueiredo | Histórico»: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/am/presidente-figueiredo/historico
  • Câmara Municipal de Presidente Figueiredo (Blog) — «História de Presidente Figueiredo» (o site não está mais no ar)
  • Prefeitura de Presidente Figueiredo — «Conheça Figueiredo»: https://www.presidentefigueiredo.am.gov.br/prefeitura/conheca-figueiredo/
  • SEMA Amazonas — «APA Caverna do Maroaga»: https://www.sema.am.gov.br/apa-caverna-do-maroaga/
  • SEMA Amazonas — «Férias: APA Caverna do Maroaga é paraíso das grutas e cachoeiras»: https://web.archive.org/web/20260417061345/https://web.archive.org/web/20260417061345/https://www.sema.am.gov.br/ferias-apa-caverna-do-maroaga-em-presidente-figueiredo-e-paraiso-das-grutas-e-cachoeiras-no-am/
  • Unidades de Conservação no Brasil (ISA/socioambiental) — «APA Caverna do Maroaga»: https://uc.socioambiental.org/arp/790
  • CIMI — «Decisão da Justiça reconhece violações contra povo Waimiri-Atroari na abertura da BR-174»: https://cimi.org.br/2018/02/decisao-da-justica-reconhece-violacoes-contra-povo-waimiri-atroari-na-abertura-da-br-174/
  • Amazônia Real — «Waimiri-Atroari sobreviventes de genocídio relatam ataques durante obra da BR-174»: https://amazoniareal.com.br/waimiri-atroari-sobreviventes-de-genocidio-relatam-ataques-durante-obra-da-br-174/
  • Amazonastur — «Terra das cachoeiras: descubra os tesouros de Presidente Figueiredo»: https://web.archive.org/web/20260516024335/https://web.archive.org/web/20260516024335/https://www.amazonastur.am.gov.br/terra-das-cachoeiras-descubra-os-tesouros-inexplorados-de-presidente-figueiredo/
  • Ministério do Turismo — «Presidente Figueiredo: o paraíso das cachoeiras do Amazonas»: https://www.gov.br/turismo/pt-br/assuntos/ultimas-noticia/presidente-figueiredo-o-paraiso-das-cachoeiras-do-amazonas

❓ Perguntas frequentes

Como chego a Presidente Figueiredo saindo de Manaus?+
Pela rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista), asfaltada, numa viagem de cerca de 2 horas (uns 107-130 km, dependendo do ponto). Você pode ir de ônibus a partir da Terminal Rodoviária de Manaus (Eucatur, convencional a partir de aprox. R$ 44 por trecho, várias saídas diárias), de carro próprio/alugado (aprox. R$ 130–280 por dia) ou, o mais cômodo, contratando um tour com traslado e guia a partir de aprox. R$ 150 por pessoa em grupo (verificado julho 2026).
Dá para visitar em um dia (bate-volta) ou vale mais a pena se hospedar?+
As duas coisas funcionam. O bate-volta saindo de Manaus é um clássico e dá para ver algumas cachoeiras ou grutas selecionadas. Mas como as atrações são espalhadas, se você quiser conhecer várias cachoeiras, grutas e balneários com calma, vale ficar 1 ou 2 noites no próprio Presidente Figueiredo.
Qual é a melhor época para ir?+
A estação mais seca, de junho a novembro, costuma ser a melhor: as cachoeiras mantêm bom volume, mas seguro para banho, a água fica mais cristalina e as trilhas ficam mais firmes. Na época de chuvas (dezembro a maio), algumas quedas aumentam muito e certos acessos podem ser fechados por segurança. De qualquer forma, as cachoeiras não "fecham" e dá para visitar o ano todo.
Precisa contratar guia?+
Para muitas atrações, sim. Na APA Caverna do Maroaga (Caverna do Maroaga e Gruta da Judéia) o guia credenciado é obrigatório e é contratado no Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Além disso, muitas cachoeiras ficam em trilhas isoladas e com certa dificuldade, por isso é recomendado (ou exigido) ir com guia ou empresa credenciada, por segurança. Os balneários e parques mais acessíveis (como o Urubuí ou o complexo de Iracema) podem ser aproveitados por conta própria.
As cachoeiras de Presidente Figueiredo são gratuitas ou cobram entrada?+
A maioria cobra, mas é barato. As cachoeiras mais famosas (Iracema, Santuário) ficam em reservas particulares e cobram cerca de R$ 10 por pessoa (verificado julho 2026); outras cachoeiras em propriedades particulares ficam na faixa de R$ 10–30. As grutas da APA Caverna do Maroaga (Maroaga e Judéia) são visitadas com guia obrigatório, aprox. R$ 100 por grupo de até 5 pessoas (ou R$ 20 por pessoa em grupos grandes). O Balneário do Urubuí, na cidade, tem acesso público em geral gratuito (o Ramal do Urubuí cobra ~R$ 20 por veículo). Vale levar dinheiro trocado, porque muitas reservas não aceitam cartão.
O que levar para um dia de cachoeiras?+
Roupa de banho e uma muda de roupa, calçado que possa molhar e que tenha boa aderência (as trilhas podem estar úmidas ou escorregadias), repelente, protetor solar, água, algo para comer ou dinheiro trocado para consumo, e uma sacola para a roupa molhada. Para as grutas, acrescente calçado fechado e lanterna. E muito respeito pelo ambiente: não deixe lixo nem danifique as formações ou as inscrições rupestres.
O que o nome tem a ver com o presidente militar Figueiredo?+
Nada, embora soe parecido. O município, criado em 1981, homenageia João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha, o primeiro presidente da província do Amazonas no século XIX, e não o presidente militar João Batista Figueiredo, que governava na época e que, segundo as crônicas, chegou a se incomodar com a ideia do nome.

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