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Passo a passo

E-visto de Brasil para estadunidenses, canadenses e australianos: desde 10 de abril de 2025, US$ 80,90, e as duas coisas que os consulados brasileiros dizem de forma diferente

É o e-Visa de visita (VIVIS, Visto de Visita) que o Brasil voltou a exigir dos cidadãos dos Estados Unidos, do Canadá e da Austrália. Todo o trâmite é digital: você preenche o formulário e envia os documentos, paga com cartão, e o visto chega por e-mail. Explicação oficial do Itamaraty: «O e-Visa dispensa comparecimento do interessado a consulados brasileiros, apresentando elevado grau de praticidade e conveniência para o requerente, que fará por via digital e remota toda a tramitação do pedido e a apresentação da documentação pertinente, e receberá o visto também eletronicamente». A Embaixada do Brasil em Canberra resume: «Applications are 100% online; no physical documents are required». Não é uma medida contra ninguém: é reciprocidade. Vem do Decreto n.º 11.515, de 2 de maio de 2023, «que restabeleceu o princípio da reciprocidade e da igualdade de tratamento, tendo em conta a exigência de vistos para cidadãos brasileiros entrarem nesses países». O trâmite é recebido, gerenciado e processado pela VFS Global, empresa autorizada pelo Governo brasileiro, e o único portal é brazil.vfsevisa.com. O que NÃO é: não é uma autorização de trabalho, não serve para residir, e não se pede no consulado — os consulados brasileiros NÃO processam e-Visas e nem sequer conseguem ver o status da sua solicitação.

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💵 Quanto custa
US$ 80,90 por pessoa, e a Embaixada do Brasil em Canberra publica o detalhamento exato: «The e-visa fee is US$80.90 (US$80.00 for the consular fee + US$0.90 for the service fee for the platform)». Oitenta dólares de taxa consular brasileira mais noventa centavos de tarifa da plataforma. O mesmo valor consta nas páginas dos consulados de São Francisco e Miami —«E-visa fee payment (US$ 80.90)»— e no comunicado do Itamaraty: «O custo será de US$ 80,90». O pagamento é feito dentro do portal: «The fee must be paid inside the e-visa platform with credit/debit card». Verificado em 23/09/2026. NÃO EXISTE TRÂMITE URGENTE, e isso é textual e taxativo: «There are no expedited processing options or fees available for the E-Visa». Se alguém te vende um e-Visa brasileiro expresso, está vendendo algo que não existe. Se você fizer o trâmite a partir da Europa, o valor pode ser expresso em euros —o Consulado em Liubliana menciona «a final cost of EUR 80.00 per visa»—, mas o trâmite e a plataforma são os mesmos. O Brasil não publica se a taxa é devolvida em caso de recusa: NÃO PUBLICADO.
⏳ Quanto demora
O Brasil NÃO publica um prazo em dias úteis: NÃO PUBLICADO. O que dizem as páginas consulares é uma fórmula, repetida palavra por palavra em São Francisco e em Miami: «The process is easy and quick and, if the below-listed requirements are met, in a few days the applicant will receive the e-Visa on his/her e-mail». «Em poucos dias» não é um prazo. E há dois dados que obrigam você a planejar com margem. Um: não há opção de urgência, «There are no expedited processing options or fees available for the E-Visa». Dois: a embaixada não pode ajudar a acelerar nem saber como está o andamento, «Please note that the Embassy can not access or provide updates on the status of your E-Visa application through the VFS GLOBAL system». O único canal de consulta é a VFS Global, por e-mail em brazilevisa@vfsglobal.com, e é preciso escrever com quatro dados: «your E-Visa application number (which begins with "BRA"); your full name as it appears in your passport; a description of the issue; and screenshots showing any delays or lack of response from VFS Global». Na prática: peça com várias semanas de antecedência e não compre passagens contando que saia em 48 horas. Aliás, a instrução oficial vai justamente nesse sentido e está no próximo passo.
📅 Quanto dura
Aqui é preciso separar TRÊS coisas que o Brasil define de forma diferente de quase todos os países, e uma contradição entre fontes oficiais que declaramos. (1) O QUE SIGNIFICA «VALIDADE» EM UM VISTO BRASILEIRO. Não é quanto tempo você pode ficar: é até quando você tem para entrar pela primeira vez. Definição textual do Consulado do Brasil em Liubliana: «Validity period: limit date/deadline for the first entry in Brazil to take place – counted from the date of issue of the visa. Up to 1 year. For some countries, by reciprocity, it can be of 3, 5 or 10 years». (2) QUANTOS ANOS DURA O e-VISA: CONTRADIÇÃO OFICIAL DECLARADA. A Embaixada do Brasil em Canberra, em sua página atualizada em 3 de setembro de 2026, diz: «The e-visa allows for stays up to 90 days and is valid for up to 5 years with multiple entries». O Consulado do Brasil em Barcelona, em sua página atualizada em 30 de abril de 2026, diz: «The e-visa will have a validity period up to ten years and a fee of USD 80.90». Cinco anos em uma, dez na outra, as duas em gov.br. A página de Canberra é a mais recente e a que corresponde a uma das três nacionalidades afetadas, então é a que adotamos; mas a diferença existe e deixamos anotada. O que diz o Itamaraty sem dar número: «O visto eletrônico terá o mesmo prazo de validade dos vistos convencionais para as nacionalidades em questão e permitirá múltiplas entradas». CONFIRA O SEU PRÓPRIO VISTO QUANDO CHEGAR: a data de vencimento que consta no documento é a que vale. (3) QUANTOS DIAS VOCÊ PODE FICAR: até 90 dias, e aparece como título em todas as páginas consulares, «Stays Up to 90 Days». A definição: «Duration of stay: the period during which the individual is allowed to remain in Brazil – counted from the date of first entry in the country». E há um teto anual que quase ninguém menciona, dos Terms and Conditions da Embaixada em Canberra: «The duration of stay on an e-Visa is limited to 90 days maximum, unless otherwise stated. Foreigners holding an e-Visa may not stay more than 180 days per year in Brazil». Cento e oitenta dias por ano no máximo. (4) PODE SER PRORROGADO, MAS NÃO É AUTOMÁTICO: «Extensions may be issued once the applicant is in Brazil, at the discretion of Brazilian immigration authorities», e o procedimento, segundo o Consulado em Liubliana, é «the stay may be extended for up to the same amount of time granted upon first entry (...). Extensions are not automatic and must be requested at the Federal Police before the end of the first granted period». O pedido é feito na Polícia Federal, ANTES de o prazo original vencer.

👤 Para quem é?

SÓ para três nacionalidades. Aviso textual do Consulado-Geral do Brasil em São Francisco: «Attention: Electronic visas (e-Visa) are only for citizens of Australia, Canada, and the United States». E o alcance e a data: «Since April 10th, 2025, persons utilizing their passports from Australia, Canada and the United States to visit Brazil for tourism and business have been once again subject to visa requirements for entry into Brazilian territory». O Consulado do Brasil em Toronto confirma com as mesmas palavras: «Since April 10th, 2025, nationals of AUSTRALIA, CANADA, and THE UNITED STATES require a visa to travel to Brazil as visitor». Verificamos também na fonte que manda, o Quadro Geral de Regime de Vistos do Ministério das Relações Exteriores atualizado em 26 de agosto de 2026: Austrália, Canadá e Estados Unidos aparecem com VIVIS = 1, e o código 1 significa «Visa required». AS OUTRAS VINTE E CINCO NACIONALIDADES QUE COBRIMOS NÃO PRECISAM DE VISTO para entrar no Brasil como turistas: nesse mesmo quadro, Argentina e Uruguai aparecem com 4# (isenção de até 90 dias, e além disso «Entrance allowed by presenting Civil Identity Card» — você entra com o documento de identidade, sem passaporte); México e Espanha com 4 (isenção de até 90 dias); Itália com 4* (isenção de até 90 dias, com a ressalva «Maximum stay of 90 days every 180 days»). DOIS CASOS PARTICULARES QUE CONVÉM SABER. Primeiro, os DUPLOS CIDADÃOS BRASILEIROS: a Embaixada em Canberra publicou que «Under new guidelines issued by the Brazilian Ministry of Foreign Affairs on 20 August 2026, dual Brazilian nationals may apply for a Visit Visa (VIVIS) and travel to Brazil using their foreign passport. This exception applies only to the VIVIS category. No other type of Brazilian visa may be issued to a Brazilian citizen, regardless of any other nationality they may hold». Segundo, os DOCUMENTOS DE VIAGEM CANADENSES: «If you hold a CANADIAN TRAVEL DOCUMENT (not a passport), regardless your nationality, a VIVIS (Visitor Visa) is required» — e essa é a visa presencial, não o e-Visa. E se você tem dupla cidadania e pode viajar com um passaporte argentino, uruguaio, mexicano, espanhol ou italiano, não precisa de nada disso.

🧭 O passo a passo

1
Passo 0: confirme que a regra vale para você, com a fonte que manda
A data que organiza tudo é 10 DE ABRIL DE 2025: desde esse dia os passaportes da Austrália, do Canadá e dos Estados Unidos precisam de visto para entrar no Brasil a turismo ou a negócios. Mas não fique só com uma página de consulado: verifique no «Quadro Geral de Regime de Vistos para entrada de estrangeiros no Brasil», que o Ministério das Relações Exteriores publica em PDF e atualiza periodicamente (a versão que lemos em 23/09/2026 está datada de 26 de agosto de 2026). Procure o seu país na coluna VIVIS: o código 1 significa «Visa required», o 4 significa «Visa exemption, for a period not exceeding ninety (90) days». Austrália, Canadá e Estados Unidos estão com 1. Argentina e Uruguai com 4#, México e Espanha com 4, Itália com 4*.
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Ojo: CONTRADIÇÃO OFICIAL DECLARADA sobre a data: a página do Consulado do Brasil em Montevidéu, atualizada em 24/01/2024, ainda diz «Nacionais australianos, canadenses e norte-americanos necessitarão de vistos para ingresso no Brasil a partir de 10/04/2024» — 2024, não 2025. Os consulados de São Francisco (atualizado em 12/12/2025) e Toronto (atualizado em 20/08/2026) dizem 10 de abril de 2025. A exigência foi adiada duas vezes e a data em vigor é 2025; se você encontrar uma página que diz 2024, está desatualizada.
2
Tire o visto ANTES de comprar as passagens. É uma instrução, não um conselho
A Embaixada do Brasil em Canberra deixa isso bem claro, e é um dos poucos países que diz isso com tanta clareza: «You must obtain the E-Visa before purchasing airline tickets or making any travel arrangements. You do not need to have an airline ticket to apply for an e-Visa». Primeiro o visto, depois as passagens. E não é preciso ter o voo comprado para solicitá-lo. Isso faz todo o sentido se você somar os outros dois dados: não existe trâmite urgente e não há prazo publicado.
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Ojo: CONTRADIÇÃO OFICIAL DECLARADA sobre este ponto: o Consulado do Brasil em SÃO FRANCISCO pede sim o voo entre os requisitos —«Confirmation of flight reservation (showing entrance into, and exit from, Brazil)»— enquanto a Embaixada em CANBERRA diz expressamente que não é necessário. As duas são páginas do gov.br. A solução prática que não tem como dar errado: faça uma reserva de voo com cancelamento gratuito ou sem pagar (booking reservation), envie se o formulário pedir, e NÃO compre a passagem definitiva até ter o visto no e-mail.
3
Entre SÓ por brazil.vfsevisa.com. Não há outro canal, e o consulado não ajuda
Os consulados brasileiros repetem em cada página: «These citizens MUST request e-Visas through the portal https://brazil.vfsevisa.com/» e «All requests for e-Visas must be made through the portal https://brazil.vfsevisa.com/». O Consulado em Toronto detalha: «ALL e-Visa applications are received, managed and processed by VFS Global. The e-Visa application MUST be submitted through their website: brazil.vfsevisa.com». A VFS Global é «the company authorized by the Brazilian Government to handle E-Visa applications». Esse é o único portal, e é o único que conhece o status do seu trâmite.
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Ojo: Saiba de antemão que o consulado NÃO vai poder ajudar se algo travar: «Please note that the Embassy can not access or provide updates on the status of your E-Visa application through the VFS GLOBAL system». O canal é brazilevisa@vfsglobal.com, e ao escrever envie os quatro dados que pedem: número de solicitação que começa com «BRA», seu nome completo como consta no passaporte, a descrição do problema e capturas de tela dos atrasos. E cuidado com os intermediários: há sites que cobram 150 ou 200 dólares por um trâmite de 80,90 que é 100% online.
4
Confira o passaporte: assinado, em bom estado e com DUAS páginas livres para visto
Requisito textual, com três condições que são verificadas separadamente: «Valid Passport (signed, valid throughout the entire length of the trip to Brazil, with 2 free visa pages)». Assinado —sim, passaportes são assinados e muita gente não assina—; válido durante toda a viagem ao Brasil; e com DUAS páginas de visto livres. A Embaixada em Canberra acrescenta a condição de estado: «Your passport must be in good condition in order to be accepted as a valid document».
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Ojo: Detalhe fino que o Consulado em Liubliana publica e que vale para todos os vistos brasileiros: «Please note that pages reserved for amendments cannot be used for visa purposes». As últimas páginas do passaporte, as de «emendas» ou «observações», NÃO contam como páginas de visto. Conte apenas as páginas de visto propriamente ditas. E repare que o Brasil pede validade «até o fim da viagem», não os seis meses habituais: é mais flexível que a maioria, mas se o passaporte vencer durante a viagem, não serve.
5
Tire a foto 2x2 polegadas com fundo branco, e que seja recente
O requisito básico se repete nos três consulados: «Passport-style photo (2" x 2", white background)». A Embaixada em Canberra acrescenta a condição de antiguidade, que é a que mais gente deixa passar: «Photograph 2x2 or equivalent — Must have been issued within the past 12 months». Doze meses. Como fazer na prática: 2 x 2 polegadas são 51 x 51 milímetros, ou seja, uma foto QUADRADA, não o retângulo europeu de 3,5 x 4,5 cm. De frente, rosto inteiro, fundo branco liso, sem sombras, com luz uniforme. O portal da VFS tem um guia específico de fotografia («Photograph guidelines»).
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Ojo: A foto quadrada de 2x2 polegadas é o padrão americano, não o europeu nem o brasileiro. Se você pedir uma «foto 3x4» a um fotógrafo em Buenos Aires, em Madri ou em Sydney, ele vai te dar um retângulo que NÃO serve. Peça explicitamente como «2 x 2 inches, US passport style». E se a que você tem é de dois anos atrás, tire outra: o requisito de 12 meses é explícito.
6
Se você viaja a turismo: prepare-se para comprovar renda
O Consulado do Brasil em São Francisco é o que publica o valor concreto: «Printed bank statement showing transactions for the last 30 days and showing at least US$ 2,000.00 for travel». Extrato bancário IMPRESSO, com as movimentações dos últimos 30 dias e um saldo de pelo menos dois mil dólares. A regra geral de todos os vistos de visita brasileiros, segundo o Consulado em Liubliana, é «Proof of sufficient financial means, compatible with the entire stay in Brazil», e ali acrescenta um aviso de formato que vale para qualquer documento: «documents in digital format must be printed (including bank statements downloaded from Internet Banking platforms). Documents shown on mobile device screens will not be accepted».
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Ojo: OUTRA DIFERENÇA ENTRE PÁGINAS OFICIAIS: o extrato bancário de US$ 2.000 aparece na lista de São Francisco e NÃO aparece na de Miami nem na de Canberra, que além disso remete a «check the applicable requirements on the VFS Global portal» conforme a categoria. A lista que manda é a que o portal mostrar quando você escolher sua categoria. Mas ter o extrato de 30 dias pronto não custa nada e evita que você fique travado no meio do formulário.
7
Escolha bem a sua categoria, porque cada uma pede documentos diferentes
A Embaixada em Canberra lista as categorias que têm requisitos próprios no portal: «Tourism», «Travelling on a cruise ship», «Minors (below 18 years of age)», «Business», «Travelling as crew (airline or cruise ship)». E o e-Visa cobre um leque mais amplo do que as pessoas supõem: «E-Visa/Visit Visa (VIVIS) is required for citizens from Australia, Canada, and the United States who plan to visit Brazil for tourism, business, transit, sport or artistic activities, for stays of up to 90 days». Turismo, negócios, TRÂNSITO e atividades esportivas ou artísticas.
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Ojo: Sobre o trânsito há uma regra que pode poupar você do trâmite inteiro, do Consulado em Liubliana: «a VIVIS will not be required in case of a stopover or flight connection in Brazil, as long as the visitor does not leave the international transit zone and holds a single ticket (under a single booking reference, stating both the origin and the final destination, regardless of multiple stops or multiple carriers). If the traveler does not benefit from visa waiver and holds separate tickets, having to go through border/passport control when disembarking, s/he must obtain a VIVIS». Com uma única passagem e sem sair da zona de trânsito, você não precisa de visto. Com duas passagens compradas separadamente, precisa.
8
Se a viagem for de negócios, a carta da empresa tem oito pontos obrigatórios
O Consulado em São Francisco publica a lista completa do que a carta tem que dizer, em papel timbrado e assinada por um gerente, diretor ou supervisor: «Nature of company's/organization's business or activities in Brazil»; «Applicant's title, job description and monthly salary»; «Nature of business and activities to be conducted by applicant in Brazil»; «Name(s) and address(es) of Brazilian company(ies) with which applicant will conduct business»; «Contact(s) in Brazil: name(s), phone number(s) and corresponding position(s)»; «Expected travel dates»; «Affirmation of company's financial support of applicant while in Brazil»; e «Affirmation that applicant will not provide any technical assistance or perform any salaried work while in Brazil (such activities require a VITEM V temporary work visa)». Consideram-se negócios: reuniões, consultoria, auditoria, visitas a fábricas, assinatura de contratos, atividade jornalística e tripulação de cruzeiro ou companhia aérea.
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Ojo: O ponto que mais gera recusas é o último: a carta tem que declarar EXPRESSAMENTE que você não vai prestar assistência técnica nem fazer trabalho remunerado no Brasil. Se a sua viagem inclui instalar, consertar ou treinar sobre um equipamento, isso já não é visita de negócios: é assistência técnica e precisa de um VITEM V. O limite é fixado pelo Consulado em Toronto ao listar as atividades permitidas: participação NÃO REMUNERADA em competições esportivas, eventos artísticos, seminários ou conferências acadêmicas.
9
Se viaja um menor de 18: mais cinco documentos e assinaturas dos dois pais
Lista textual do Consulado em São Francisco: «Original birth certificate, along with one copy of it»; «Authorization for Issuance of Brazilian Visa for a Minor, signed by both parents»; «For children of Brazilian parent(s): Declaração de Não-Cidadania declaring that the applicant is not a Brazilian citizen (does not hold a Brazilian Birth Certificate), signed by Brazilian parent(s)»; «Copy of passports or other form of photo ID for both parents». E três exceções publicadas: «If only one parent is listed on birth certificate, only that parent's signature is required»; «If one parent has sole custody of applicant, a notarized copy of the court order awarding sole custody and exclusive parental rights must be presented»; «If one parent is deceased, a death certificate must be presented».
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Ojo: O detalhe que mais trava processos de menores é o do nome: «The name on the parent's photo ID must match parent's name on the child's birth certificate. If said parent has changed his or her name since the issuance of the birth certificate, the parent must present documentation showing proof of the name change (e.g. marriage certificate or court order)». Se a mãe mudou de sobrenome ao se casar depois que a criança nasceu, é preciso anexar a certidão de casamento. Confira ANTES de começar o formulário.
10
Se você é brasileiro com outra cidadania, leia a regra nova de agosto de 2026
Era um beco sem saída clássico e mudou há pouco. Texto da Embaixada em Canberra: «Under new guidelines issued by the Brazilian Ministry of Foreign Affairs on 20 August 2026, dual Brazilian nationals may apply for a Visit Visa (VIVIS) and travel to Brazil using their foreign passport. This exception applies only to the VIVIS category. No other type of Brazilian visa may be issued to a Brazilian citizen, regardless of any other nationality they may hold». Ou seja: um brasileiro com passaporte americano, canadense ou australiano agora PODE solicitar o VIVIS e viajar com o passaporte estrangeiro.
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Ojo: A exceção vale SÓ para a categoria VIVIS. Nenhum outro tipo de visto brasileiro é emitido para um cidadão brasileiro, qualquer que seja a nacionalidade dele. E atenção ao outro lado do balcão: se você é brasileiro, o Brasil continua te considerando brasileiro. Se seu filho nasceu no exterior de pai ou mãe brasileiros, veja o ponto da «Declaração de Não-Cidadania» no passo de menores: o consulado vai querer saber se essa criança é ou não cidadã brasileira.
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Preencha o formulário online e pague com cartão dentro do portal
Todo o trâmite acontece dentro de brazil.vfsevisa.com. O pagamento também: «The fee must be paid inside the e-visa platform with credit/debit card». São US$ 80,90, divididos em «US$80.00 for the consular fee + US$0.90 for the service fee for the platform». E o trâmite é totalmente digital: «Applications are 100% online; no physical documents are required». Quando você envia, o sistema te dá um número de solicitação que começa com «BRA»: guarde, porque é a única coisa com a qual depois é possível fazer uma reclamação.
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Ojo: Não perca o número «BRA». É o primeiro dos quatro dados que a VFS Global pede para atender uma reclamação, e sem ele não há reclamação possível. Anote separado do e-mail, caso o e-mail se perca. E não se deixe vender um «processamento prioritário»: «There are no expedited processing options or fees available for the E-Visa».
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Espere o e-mail, que é por onde chega o visto
O processo termina na sua caixa de entrada: «Upon approval, applicants will receive the E-Visa by email from VFS Global», e as páginas consulares repetem isso, «in a few days the applicant will receive the e-Visa on his/her e-mail». Não há carimbo no passaporte nem retirada presencial: o visto é o PDF que chega para você. Imprima e guarde também no celular.
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Ojo: Confira o spam e as promoções, e use um e-mail que não filtre de forma agressiva. Se não chegar, NÃO faça uma nova solicitação: consulte o status pelo canal da VFS. E avise sua companhia aérea ou anexe o visto à sua reserva, se o sistema permitir: o PDF é o que vão olhar no balcão de check-in.
13
Quando chegar, leia DUAS datas diferentes no documento
É o passo que ninguém faz e o que evita o pior erro. Em um visto brasileiro, a data de vencimento NÃO é até quando você pode ficar: é até quando você tem para ENTRAR pela primeira vez. Definição oficial do Consulado em Liubliana: «Validity period: limit date/deadline for the first entry in Brazil to take place – counted from the date of issue of the visa» e «Duration of stay: the period during which the individual is allowed to remain in Brazil – counted from the date of first entry in the country. Up to 90 days». Dois relógios: um para entrar, outro para ficar, e o segundo começa a contar no dia em que você pisa no Brasil.
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Ojo: Aqui também se resolve a contradição dos anos: não procure a resposta na internet, procure no SEU documento. A Embaixada em Canberra diz que o e-Visa «is valid for up to 5 years with multiple entries»; o Consulado em Barcelona diz «up to ten years». O que vale é a data impressa no visto que mandaram para você. Confira no dia em que ele chegar, não no dia em que você viajar.
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Conte os dias: 90 por viagem, 180 por ano
O limite por visita está no título de todas as páginas consulares: «Stays Up to 90 Days». Mas há um segundo limite, anual, que só aparece nos Terms and Conditions da Embaixada em Canberra e que quase ninguém conhece: «The duration of stay on an e-Visa is limited to 90 days maximum, unless otherwise stated. Foreigners holding an e-Visa may not stay more than 180 days per year in Brazil». Noventa dias por entrada e CENTO E OITENTA DIAS POR ANO no máximo, mesmo que seu visto seja de múltiplas entradas e dure cinco anos.
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Ojo: A armadilha é o visto de múltiplas entradas de vários anos: dá a sensação de que você pode ir e vir sem limite, e o limite existe e são 180 dias por ano. Se seu plano é passar o verão brasileiro inteiro e voltar no carnaval, faça as contas antes. A base legal de tudo isso é o Decreto n.º 9.199/2017, que o próprio site cita como fundamento de seus termos e condições.
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Se quiser ficar mais tempo: peça na Polícia Federal e ANTES de vencer
Dá para fazer, mas não é automático e não se pede de fora do país. Texto da Embaixada em Canberra: «Extensions may be issued once the applicant is in Brazil, at the discretion of Brazilian immigration authorities». E o procedimento, do Consulado em Liubliana: «Extension of stay: the stay may be extended for up to the same amount of time granted upon first entry (i.e. up to 90, 60 or 30 days). Extensions are not automatic and must be requested at the Federal Police before the end of the first granted period». Dá para prorrogar pelo mesmo prazo que te deram na entrada, pede-se na Polícia Federal, e é preciso pedir ANTES de acabar o prazo original.
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Ojo: «Antes do final do primeiro período concedido» significa antes, não no dia do vencimento nem depois. E a prorrogação é discricionária: podem negar. Somada ao limite de 180 dias por ano, a conta máxima é 90 dias de entrada mais 90 de prorrogação, e aí o seu ano acabou.
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Saiba o que você NÃO pode fazer com este visto
O limite é o trabalho remunerado, e está definido com precisão pelo Consulado em Liubliana: «VIVIS holders are strictly forbidden to practice any paid work in Brazil, but are allowed to receive payments from the government, a Brazilian employer or a private entity for the purposes of daily allowances, artistic paychecks, compensation or travel expenses, as well as to receive cash prizes in sports, artistic or cultural competitions». Ou seja: você não pode trabalhar por um salário, mas PODE receber diárias, cachê artístico, reembolso de despesas e prêmios em dinheiro de competições esportivas, artísticas ou culturais. O Consulado em Toronto enumera o que é permitido: turismo e visita a familiares ou amigos; participação NÃO remunerada em competições esportivas ou eventos artísticos; participação não remunerada em seminários ou conferências científicas ou acadêmicas; viagens de negócios, incluindo feiras; trânsito; pedido de refúgio; e adoção de uma criança brasileira.
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Ojo: A distinção entre «cachê artístico» e «trabalho remunerado» é mais sutil do que parece e quem decide é a autoridade migratória. Se você vai tocar em um festival e te pagam, entra; se vai trabalhar três meses em uma produtora, não. E para assistência técnica existe um visto específico que o próprio consulado menciona, o VITEM V: se te mandam instalar ou consertar equipamento, esse é o seu.
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Prepare-se para que te peçam algo a mais, e para que não haja explicação
Quatro advertências que a Embaixada em Canberra publica sob o título «Remarks», e que convém ler antes de se irritar: «Please note that issuing or denying a visa is a sovereign act of Governments. It is a prerogative applied by every country and strengthened by international practice»; «The requirements are not all-inclusive. When processing a visa submission, the Embassy may request additional information/documentation»; «A visa shall be denied to any foreign citizen who, when submitting his/her application, behaves in an aggressive, insulting or disrespectful way»; «General conditions are subject to change without prior notice».
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Ojo: A terceira não é uma fórmula de cortesia: está escrita porque acontece. Tratar mal a equipe consular ou o suporte da VFS é causa publicada de negação. E a segunda é a que mais importa para planejar: a lista de requisitos NÃO é fechada, podem pedir mais documentação a qualquer momento do trâmite. Outra razão para não comprar as passagens antes.
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Se você não é desses três países: veja o que cabe a você
Se você chegou até aqui com passaporte argentino, uruguaio, chileno, mexicano, espanhol, italiano ou de qualquer uma das outras nacionalidades que cobrimos, este visto NÃO é para você: você não precisa de nada para entrar no Brasil como turista. O Quadro Geral de Regime de Vistos do Itamaraty confirma isso país por país, e há um detalhe regional que vale ouro: Argentina e Uruguai aparecem com o símbolo #, que o próprio quadro define como «Entrance allowed by presenting Civil Identity Card». Com o documento de identidade basta; não precisa de passaporte. A Itália aparece com asterisco, «Maximum stay of 90 days every 180 days».
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Ojo: Esse quadro é atualizado com frequência e muda: a versão que lemos é de 26 de agosto de 2026 e já incorpora, por exemplo, que «As of May 7, 2026, Chinese citizens holding ordinary passports will be exempt from visa requirements for stays of up to 30 days». Se você vai viajar daqui a vários meses, confira o PDF de novo antes de sair: é o mesmo link e sempre traz a versão vigente com a data na primeira página.
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Portal oficial do e-Visa do Brasil, operado pela VFS Global sob autorização do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty)

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