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Laguna Churup
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Laguna Churup

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📍Província/Estado
Departamento de Áncash, província de Huaraz; dentro do Parque Nacional Huascarán, Cordilheira Branca
📌Melhor época
Estação seca, de maio a setembro; céu limpo e trilhas firmes
📌Dias sugeridos
Caminhada de um dia saindo de Huaraz
📌Moeda
Sol peruano (PEN); leve dinheiro em espécie
💱 USD exchange rate
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🌤️ Weather in Laguna Churup
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A Laguna Churup é uma das caminhadas de aclimatação clássicas de Huaraz: uma lagoa de águas turquesa encaixada aos pés do nevado Churup, a cerca de 4.450 metros de altitude, dentro do Parque Nacional Huascarán. A proximidade da cidade e o percurso relativamente curto, embora exigente pela altitude e por algum trecho de rocha, fazem dela a opção ideal para pôr o corpo à prova antes de encarar trekkings maiores como a Laguna 69 ou o circuito de Santa Cruz.

A trilha parte do povoado de Pitec, na periferia de Huaraz, e sobe pela quebrada Quillcayhuanca entre pastagens de puna, rocha e vegetação de altitude. A parte final inclui um trecho íngreme em que é preciso se ajudar com as mãos e com cordas fixas para superar algumas paredes de rocha, o que acrescenta um toque de aventura. A recompensa é uma lagoa de um turquesa profundo sob as paredes nevadas do Churup.

Este guia detalha como chegar ao início da trilha saindo de Huaraz, a dificuldade e a duração da caminhada, os cuidados com a altitude e por que o Churup é um dos passeios de um dia mais recomendados para se aclimatar e curtir a paisagem da Cordilheira Branca sem se afastar muito da cidade.

📖 História de Laguna Churup

A Laguna Churup é uma lagoa glacial formada pelo degelo do nevado de mesmo nome, dentro do Parque Nacional Huascarán, criado em 1975 e declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. O nevado e a lagoa fazem parte há séculos da paisagem sagrada dos povos do Callejón de Huaylas, que veneravam os apus, as montanhas protetoras da Cordilheira Branca.

Ler a história completa ↓

🏛️ Laguna Churup fica em Áncash

The region of the snow-capped summits: between the Cordillera Blanca —the highest in the tropics— and the Callejón de Huaylas, home to Huascarán, to the temple of Chavín, to the avalanche that buried Yungay and to turquoise lakes.

Ler a história de Áncash →

🗺️ O que ver

Passeios por perto, em Huaraz

Saem de Huaraz, a 19 km daqui. Se você reservar por este link ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais.

1
A Laguna Churup
Lagoa turquesa aos pés do nevado Churup, meta da caminhada.
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O objetivo da caminhada é a própria Laguna Churup, uma lagoa glacial de águas turquesa situada a cerca de 4.450 metros, aos pés das paredes e das geleiras suspensas do nevado Churup. A cor da água, alimentada pelo degelo, muda conforme a luz do dia, e o entorno de rocha e gelo tem uma beleza austera. Muitos caminhantes param na margem para comer algo, descansar e curtir o silêncio da alta montanha antes de iniciar a volta. É comum ver patos andinos e, com sorte, aves de altitude.
ℹ️ A cerca de 4.450 m. Ponto final da trilha. Leve agasalho, água, lanches e protetor solar.
2
Trilha pela quebrada (a partir de Pitec)
Caminhada de altitude entre pastagens de puna, rocha e vegetação andina.
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A trilha começa no setor de Pitec, na periferia de Huaraz, e sobe pela quebrada em direção à lagoa. O percurso atravessa pastagens de puna, áreas de rocha e vegetação de altitude, com vistas que se abrem para o Callejón de Huaylas conforme se ganha altitude. A caminhada, de ida e volta, costuma levar entre 4 e 6 horas dependendo do ritmo, e é exigente principalmente pela altitude. O trecho final inclui um setor íngreme de rocha com cordas fixas que ajudam na escalada; quem prefere evitá-lo pode pegar um desvio alternativo um pouco mais longo, porém menos exposto.
ℹ️ Início em Pitec. 4-6 h ida e volta. Trecho final de rocha com cordas; existe rota alternativa.
3
Vistas do nevado Churup e da Cordilheira Branca
Panorâmicas dos nevados e do Callejón de Huaylas ao longo da subida.
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Durante a subida e a partir da lagoa se têm excelentes vistas do nevado Churup e de outros picos da Cordilheira Branca, além do vale do Callejón de Huaylas que fica para trás. É uma caminhada muito valorizada por fotógrafos e amantes da montanha pela proximidade dos nevados e pela pureza da paisagem de altitude. Por ser um passeio de aclimatação, permite também avaliar como o corpo responde à altitude antes de se comprometer com trekkings mais longos.
ℹ️ Melhores vistas com céu limpo, de manhã. Recomenda-se sair cedo.
4
Quebrada Quillcayhuanca
O vale glacial por onde passa parte da trilha, porta de entrada para outros trekkings da região.
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A rota para o Churup percorre o trecho baixo da quebrada Quillcayhuanca, um vale glacial clássico da Cordilheira Branca, com paredes de rocha escarpadas, pastagens úmidas (bofedales) e uma presença notável de gado das comunidades locais. Essa mesma quebrada dá acesso, mais adiante, a outros circuitos de trekking de vários dias, por isso o Churup funciona também como uma amostra da paisagem típica dos vales altos de Huaraz.
ℹ️ Percorre-se no primeiro trecho da trilha, antes da subida final até a lagoa.
5
Comunidade de Pitec
Povoado de partida da trilha, com famílias que oferecem serviços básicos aos caminhantes.
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Pitec é um pequeno povoado na periferia de Huaraz onde começa a trilha e onde se paga a taxa de acesso comunitária. Algumas famílias locais oferecem aluguel de cavalos para o primeiro trecho, venda de água e lanches e, às vezes, guiamento informal. É um bom ponto para entender o cotidiano das comunidades camponesas do Callejón de Huaylas, que convivem diariamente com o Parque Nacional Huascarán.
ℹ️ Ponto de início e de controle; há banheiros simples e estacionamento.
6
Fauna e flora de altitude
Vizcachas, aves andinas e vegetação de puna ao longo do percurso.
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O entorno da caminhada abriga fauna típica da puna alta: vizcachas tomando sol entre as rochas, diversas aves andinas e, nos trechos baixos, gado bovino e ovino das comunidades. A vegetação combina pastagens de ichu, arbustos de altitude e, perto da água, plantas próprias de bofedal. É um bom exemplo do ecossistema de puna úmida que caracteriza boa parte do Parque Nacional Huascarán.
ℹ️ Observação mais provável de manhã cedo, com menos gente na trilha.
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Entrada al Parque Nacional Huascarán (boleto de un día)S/ 30 estrangeiros / S/ 12 peruanos / S/ 5 crianças (fonte: tarifas SERNANP 2026 via Huaraz.tours, verificado em julho de 2026; paga-se SOMENTE em dinheiro no posto de controle de Pitec ou no escritório do SERNANP no centro de Huaraz; leve o passaporte)
Cuota comunal de acceso en PitecS/ 5-10 aprox. (fonte: relatos de trekkers 2026, verificado em julho de 2026; cobrada em dinheiro pela comunidade local, à parte da entrada do parque)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
Caminhada de um dia à Laguna Churup (por conta própria)Somente entrada do parque + taxa comunitária4-6 h ida e voltaAutoguiado a partir de Pitec
Tour guiado de aclimatação ao Churup (grupo, com transporte)S/ 85 por pessoa aprox. (2026, tour em grupo) ou USD 28 por pessoa (operadoras privadas, mínimo 2 pessoas)Dia (saída ~7:30-8:00, volta ~15:00-16:00)Agências de Huaraz (Alpamayo Trek, 360 Explora, Nomades e outras)
Aluguel de cavalo para o primeiro trechoS/ 40-70 aprox. (2026, referencial; combinar com os arrieiros de Pitec)Trecho baixo da trilhaFamílias de Pitec
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

Van compartilhada (combi) Huaraz → Llupa → Pitec
DuraçãoAprox. 45-60 min
Preço
S/ 5-10 por trecho; as operadoras trabalham com tarifas de ~S/ 20 ida e volta a Pitec (fonte: guias de trekking e relatos de viajantes, verificado em julho de 2026)
Observações
Saem da Av. Agustín Gamarra (esquina com Las Américas), em Huaraz, a partir de ~7:00 e partem quando enchem. Paga-se em DINHEIRO ao motorista; muitos aceitam também Yape (QR). A última van de volta de Pitec costuma sair por volta das 16:00, então combine o retorno.
Táxi de Huaraz a Pitec
DuraçãoAprox. 45-60 min
Preço
S/ 30-50 a corrida (fonte: tarifas locais referenciais, verificado em julho de 2026; combine o preço antes de subir)
Observações
Convém combinar também a busca na volta, porque em Pitec nem sempre há táxis. Pagamento em dinheiro ou Yape.
App para se locomover e pagar
Grátis
Observações
Huaraz NÃO tem sistema de transporte urbano com cartão nem app em tempo real: as vans compartilhadas são informais e pegam-se na rua. Para se orientar, use o Google Maps (traça a rota Huaraz-Pitec). O pagamento digital habitual em toda a cidade — táxis, combis, lojas — é Yape ou Plin por QR; mesmo assim, leve dinheiro em soles, indispensável para o ingresso do parque e a taxa comunitária.
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

RotaCompanhias aéreas / empresasPreço médioDuração
Lima → Huaraz (ônibus)Movil Tours, Cruz del Sur, Oltursa (verificar horários)USD 16-55 aprox. (S/ 60-200, 2026, conforme a empresa e a classe de serviço)Aprox. 7-8 h de ônibus (principalmente noturno)
Huaraz → Pitec (início da trilha)Combis, vans compartilhadas, táxisS/ 5-10 de combi; S/ 30-50 de táxi (2026)Aprox. 40-60 min
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Hotéis de categoria média em Huaraz
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 30-60 a noite; Huaraz é a base para esta caminhada, com ampla oferta de hospedagem no centro, perto de agências e restaurantes
Albergues econômicos para trekkers em Huaraz
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 10-20 a noite; hostels e albergues voltados a mochileiros e montanhistas, com café da manhã cedo e guarda-volumes
Hotéis superiores em Huaraz
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 60-100 a noite; hotéis mais completos, com aquecimento e melhor infraestrutura para descansar depois da caminhada

🍴 Onde comer

TipoPreçoOpções / prato típico
Cocina andina en Huaraz$$$$$S/ 20-40 por prato; cuy, pachamanca, truta e caldos andinos em restaurantes do centro de Huaraz
Cafeterías y desayunos para trekkers$$$$$S/ 10-20 por café da manhã; cafeterias do centro de Huaraz, ideais antes de um passeio de saída cedo
Vianda para el sendero$$$$$Não há serviços no caminho; leve água, fruta, castanhas e um almoço leve (aprox. S/ 15-20 comprado em Huaraz)

📖 História de Laguna Churup

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Uma lagoa nascida do gelo

Imagine uma cuba de rocha a 4.450 metros de altitude, esculpida a golpes de gelo durante dezenas de milhares de anos, que um dia ficou cheia de água turquesa: isso é, em poucas palavras, a Laguna Churup. É uma lagoa de origem glacial, uma das muitas que pontilham as quebradas da Cordilheira Branca, a cadeia montanhosa tropical mais alta do mundo. Formou-se pela ação das geleiras que escavaram a quebrada aos pés do nevado Churup; quando o gelo recuou, a água do degelo ficou retida nessa cuba rochosa, dando origem à lagoa que hoje se vê sob as paredes e as geleiras suspensas da montanha.

A cor turquesa de suas águas se deve, como em outras lagoas da cordilheira, à farinha glacial: partículas finíssimas de rocha moída pelo gelo que ficam em suspensão e tingem a água de tons leitosos entre o verde e o azul. A lagoa é alimentada pelo degelo do nevado, de modo que seu nível e seu aspecto variam com as estações e, a longo prazo, com o recuo das geleiras provocado pelo aquecimento global. Não é um dado menor: a Cordilheira Branca perdeu uma parte importante de sua superfície glacial nas últimas décadas, e lagoas como esta são, ao mesmo tempo, um espetáculo e um termômetro da mudança climática nos Andes.

A quebrada de Churup faz parte da rede de vales glaciais que descem da Cordilheira Branca em direção ao Callejón de Huaylas, o vale que separa a Cordilheira Branca da Cordilheira Negra e onde fica a cidade de Huaraz, a cerca de 3.050 metros. Essas quebradas, com suas lagoas e nevados, são hoje o principal atrativo da região e um destino de montanha reconhecido no mundo todo. Por isso, a caminhada até Churup, curta mas de altitude, tornou-se uma das primeiras experiências em que o viajante testa suas forças ao chegar ao Callejón de Huaylas.

Os apus e a cosmovisão andina

Para os povos andinos do Callejón de Huaylas, os nevados nunca foram apenas acidentes geográficos: eram e são apus, montanhas tutelares consideradas seres vivos e protetores. Na cosmovisão andina, os apus zelam pelas comunidades, controlam o clima, a água e a fertilidade da terra, e recebem oferendas e respeito. O nevado Churup, como tantos outros cumes da Cordilheira Branca, fazia parte dessa paisagem sagrada.

Essa relação com as montanhas tem raízes em culturas muito anteriores aos incas. Na região de Áncash floresceu, há cerca de três mil anos, a cultura Chavín, cujo grande centro cerimonial de Chavín de Huántar foi erguido do outro lado da Cordilheira Branca. As lagoas de altitude, em particular, tinham um forte componente simbólico: eram associadas à água, à origem da vida e ao sagrado, e muitas vezes eram lugares de culto e oferenda.

Ainda hoje, nas comunidades do Callejón de Huaylas, sobrevivem práticas e crenças ligadas aos apus e à Pachamama, a Mãe Terra. Quem sobe até a Laguna Churup atravessa, portanto, não apenas um cenário natural espetacular, mas também um território carregado de significado para quem o habita há milênios, e que merece ser percorrido com respeito. O próprio nome 'Churup', de raiz quéchua, e o costume dos comuneiros de Pitec de pedir permissão à montanha antes da temporada de plantio lembram que, para a gente do lugar, a lagoa não é só um cartão-postal turístico, mas uma fonte de água viva e um lugar com dono espiritual.

O Parque Nacional Huascarán e o boom do trekking

A Laguna Churup fica dentro do Parque Nacional Huascarán, criado em 1975 para proteger a Cordilheira Branca e seu excepcional patrimônio natural: dezenas de nevados com mais de 5.000 e 6.000 metros, centenas de lagoas glaciais e ecossistemas de altitude como os bosques de queñua e os agrupamentos de puya Raimondi. Em 1977 a área foi declarada Reserva da Biosfera e, em 1985, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, o que consolidou seu prestígio internacional.

A partir da segunda metade do século XX, Huaraz e o Callejón de Huaylas se tornaram um dos grandes centros mundiais de montanhismo e trekking. Montanhistas do mundo inteiro chegam para escalar cumes como o Huascarán, o Alpamayo ou o Artesonraju, e para percorrer trekkings célebres como o de Santa Cruz. Nesse contexto, as caminhadas de um dia até lagoas próximas a Huaraz, como Churup, Wilcacocha ou a própria Laguna 69, ganharam um papel fundamental como rotas de aclimatação.

A Laguna Churup, por sua proximidade da cidade e sua altitude moderada, firmou-se como um dos passeios preferidos para que os visitantes adaptem o corpo à altitude antes de encarar desafios maiores. Hoje é uma das caminhadas mais populares da região, administrada pelo SERNANP, que cobra a entrada do parque e promove um turismo responsável que cuide dos frágeis ecossistemas da Cordilheira Branca.

O terremoto de 1970 e a comunidade de Pitec

Em 31 de maio de 1970, um terremoto de magnitude 7,9 com epicentro na costa de Áncash desencadeou um dos desastres naturais mais letais da história da América Latina: uma avalanche de gelo e rocha se desprendeu da face norte do Huascarán e sepultou a cidade de Yungay, a pouca distância do Callejón de Huaylas. Huaraz, hoje a base de quase todo o turismo da Cordilheira Branca, também ficou devastada e precisou ser reconstruída quase por completo nas décadas seguintes.

Esse episódio marcou profundamente a relação da região com suas geleiras e lagoas: reforçou-se o monitoramento de possíveis rompimentos de lagoas glaciais (os chamados GLOF) e cresceu a consciência sobre o poder, tanto vital quanto destrutivo, dessas montanhas sagradas. A reconstrução de Huaraz coincidiu, além disso, com a decolagem do turismo de montanha organizado, apoiado na consolidação do Parque Nacional Huascarán como área protegida.

A trilha até a Laguna Churup parte do pequeno povoado de Pitec, cujas famílias — tradicionalmente dedicadas ao pastoreio de gado nas punas altas — hoje convivem com o fluxo constante de caminhantes. A comunidade cobra uma pequena taxa de acesso adicional à entrada do parque, um mecanismo que reconhece que estas terras, muito antes de serem um atrativo turístico, pertencem a quem as habita e cuida delas há gerações.

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (ES) — «Parque nacional Huascarán»: https://es.wikipedia.org/wiki/Parque_nacional_Huascar%C3%A1n
  • Wikipedia (ES) — «Chavín de Huántar»: https://es.wikipedia.org/wiki/Chav%C3%ADn_de_Hu%C3%A1ntar
  • Wikipedia (ES) — «Apu (mitología)»: https://es.wikipedia.org/wiki/Apu_(mitolog%C3%ADa)
  • Wikipedia (ES) — «Terremoto de Áncash de 1970»: https://es.wikipedia.org/wiki/Terremoto_de_Ancash_de_1970
  • Wikipedia (ES) — «Huaraz»: https://es.wikipedia.org/wiki/Huaraz
  • SERNANP — Parque Nacional Huascarán: https://www.sernanp.gob.pe
  • UNESCO — Huascarán National Park: https://whc.unesco.org/en/list/333/
  • Montañeros Viajeros — La laguna Churup por libre: https://montanerosviajeros.com/la-laguna-churup-por-libre-cordillera-blanca-peru/
  • Nomades — Trekking Laguna Churup: tours, precios y horarios: https://www.nomades.com/en/huaraz/churup-lake-trek-id425
  • Huaraz.tours — Tarifas oficiales de ingreso al Parque Nacional Huascarán 2026: https://www.huaraz.tours/nuevas-tarifas-de-ingreso-al-parque-nacional-huascaran/

❓ Perguntas frequentes

A caminhada à Laguna Churup é difícil?+
É uma caminhada de dificuldade moderada a exigente, principalmente pela altitude (termina a cerca de 4.450 m) e por um trecho final íngreme de rocha em que é preciso escalar com ajuda de cordas. Existe uma rota alternativa que evita esse trecho. Leva entre 4 e 6 horas ida e volta, dependendo do ritmo.
Por que se recomenda para se aclimatar?+
Pela proximidade de Huaraz e pela altitude moderada (cerca de 4.450 m), é ideal como passeio de um dia para o corpo ir se adaptando à altitude antes de encarar trekkings maiores como a Laguna 69 ou o circuito de Santa Cruz.
Preciso de guia?+
A trilha é bastante demarcada e muita gente a faz por conta própria, mas um guia traz segurança, principalmente no trecho de rocha e por causa da altitude. Se for sozinho, avise seu plano, leve água e agasalho e comece cedo. Os tours guiados saindo de Huaraz custam entre S/ 85 e USD 28 por pessoa, aproximadamente.
Como chego ao início da trilha?+
O trekking parte de Pitec, na periferia de Huaraz. Dá para pegar uma combi (S/ 5-10) ou um táxi (S/ 30-50, convém combinar a volta). O trajeto dura entre 40 e 60 minutos.
Qual é a melhor época?+
A estação seca, de maio a setembro, com céu limpo e trilhas firmes. Na temporada de chuvas o caminho fica escorregadio e o trecho de rocha, mais perigoso.
Quanto custa a entrada?+
A entrada do Parque Nacional Huascarán com ingresso de um dia é de S/ 30 para estrangeiros, S/ 12 para peruanos e S/ 5 para crianças (tarifas SERNANP verificadas em julho de 2026). Além disso, a comunidade de Pitec costuma cobrar uma taxa de acesso adicional de cerca de S/ 5-10. Ambas são pagas somente em dinheiro, então leve soles e o passaporte.
Como se paga o transporte e a entrada?+
Em dinheiro. A van da Av. Agustín Gamarra até Pitec (cerca de S/ 20 ida e volta), a taxa comunitária e o ingresso do Parque Huascarán são pagos em soles na hora; no posto de controle do parque nem sempre aceitam cartão. Em Huaraz não há cartão de transporte nem app de ônibus urbano, mas o pagamento por QR com Yape ou Plin é muito difundido em táxis, combis e comércios. Convém sair com dinheiro suficiente para o dia todo, porque na trilha não há onde sacar.

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