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Santuário Nacional Lagunas de Mejía
🇵🇪 Peru · Costa

Santuário Nacional Lagunas de Mejía

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📌Localização
O Santuário Nacional Lagunas de Mejía fica na costa sul do Peru, no distrito de Deán Valdivia, província de Islay, região de Arequipa. Protege um cordão de áreas úmidas, lagoas, pântanos, totorais e praias na foz do rio Tambo, no oceano Pacífico. É a única área úmida protegida da costa sul peruana e um ponto-chave na rota das aves migratórias do Pacífico. Foi estabelecido como Santuário Nacional em 1984 e abrange cerca de 690 hectares. Fica a uns 140 km da cidade de Arequipa e a poucos quilômetros do balneário de Mejía e de Mollendo.
📌Cidade de apoio
As bases mais práticas são Mollendo (a uns 15-20 km, com hotéis, restaurantes, transporte e a maior oferta de serviços da região) e o próprio balneário de Mejía, menor e mais tranquilo. A cidade de Arequipa, a cerca de 2 a 2,5 horas por estrada (140 km), é o grande centro urbano da região, com aeroporto, rodoviária e todo tipo de serviços; de lá saem ônibus e vans (combis) para Mollendo e o vale do Tambo. O santuário conta com um centro de interpretação e mirantes instalados pelo Sernanp (Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas).
📌Melhor época
O santuário pode ser visitado o ano todo, mas os meses mais interessantes para a observação de aves são os do verão austral (de novembro a março), quando chegam as aves migratórias do hemisfério norte. A costa de Arequipa tem clima desértico e ameno, com pouca chuva; o inverno (de maio a setembro) pode trazer neblina costeira ('camanchaca') e céu cinzento. As primeiras horas da manhã são as melhores para observar aves, quando há mais atividade e melhor luz. Vale consultar as marés e o estado do rio Tambo.
📌Dias sugeridos
A visita ao santuário se faz tranquilamente em meio dia a um dia inteiro, combinando com uma caminhada pelas trilhas, os mirantes e o centro de interpretação. Quem vem de Arequipa costuma montar uma escapada de 2 dias à região de Mollendo-Mejía, somando as praias, o vale do Tambo e o santuário. Para os apaixonados por observação de aves, vale dedicar uma manhã inteira, com binóculos e calma.
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O Santuário Nacional Lagunas de Mejía é um desses lugares que surpreendem pelo contraste: em plena costa desértica do sul peruano, onde quase não chove e a paisagem é de areia e mar, surge de repente uma faixa de lagoas, totorais e pântanos verdes, repleta de aves. É a única área úmida protegida de toda a costa sul do Peru e uma parada vital para milhares de aves migratórias que percorrem o Pacífico, o que o torna um paraíso para quem gosta de natureza e de observação de fauna.

Localizado na foz do rio Tambo, junto ao balneário de Mejía e perto de Mollendo (Arequipa), o santuário reúne um mosaico de ambientes — lagoas de água doce e salobra, totorais, gramados naturais, praias e a própria foz do Tambo — que dão abrigo a uma notável variedade de aves residentes e migratórias. Já foram registradas 195 espécies de aves, das quais 75 são residentes que fazem ninho no santuário ou nos arredores durante o ano todo.

Este guia reúne o que é prático para visitá-lo: como chegar desde Mollendo ou Arequipa, o que esperar das trilhas e dos mirantes, qual é a melhor época para a observação e o que levar. É um destino tranquilo, ideal para combinar com as praias de Mejía e Mollendo e para entender por que essas áreas úmidas costeiras são tão importantes e, ao mesmo tempo, tão frágeis.

📖 História de Santuário Nacional Lagunas de Mejía

As áreas úmidas da foz do rio Tambo são um oásis de vida na costa desértica desde tempos remotos, aproveitadas por culturas pré-hispânicas assentadas no vale do Tambo e na faixa costeira da atual Arequipa. A importância ecológica dessas lagoas, como refúgio de aves residentes e migratórias em uma das costas mais áridas do planeta, levou à sua proteção formal: em 24 de fevereiro de 1984 foi estabelecido o Santuário Nacional Lagunas de Mejía, com o objetivo de conservar essa área úmida única na costa sul peruana. Hoje é administrado pelo Sernanp e faz parte da rede de áreas úmidas de importância internacional, além de ser um ponto de referência nas rotas migratórias do Pacífico americano. Seu valor está tanto na biodiversidade que abriga quanto no papel de 'estação de descanso' para aves que viajam milhares de quilômetros entre os hemisférios norte e sul. A história completa e o detalhe ecológico estão na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Santuário Nacional Lagunas de Mejía fica em Arequipa

The 'White City' of sillar stone, at the foot of the Misti volcano: a colonial capital built of volcanic rock, cradle of rebellions and of Vargas Llosa, gateway to the Colca and to the Cotahuasi, one of the deepest canyons in the world.

Ler a história de Arequipa →

🗺️ O que ver

Passeios por perto, em Arequipa

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As lagoas e os totorais
O coração do santuário: espelhos d'água rodeados de totora, onde se concentram patos, garças e mergulhões.
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As lagoas são a alma do santuário e o motivo de sua existência. Trata-se de um conjunto de corpos de água doce e salobra, alimentados por afloramentos do lençol freático e pelo rio Tambo, rodeados de densos totorais e gramados naturais. Esse mosaico de ambientes aquáticos em plena costa desértica é o que transforma o lugar em um ímã para as aves. Percorrendo as trilhas e os mirantes, é possível observar patos de diferentes espécies, galinhas-d'água, mergulhões, garças-brancas e outras aves aquáticas, especialmente ao amanhecer, quando a atividade é máxima. A totora, essa planta aquática que também cresce no Titicaca, forma cinturões verdes que dão abrigo e alimento à fauna. A paisagem, com as lagoas refletindo o céu e, ao fundo, o deserto e o mar, tem uma beleza serena e particular. Convém se mover em silêncio e sem movimentos bruscos para não assustar as aves. Leve binóculos: são a ferramenta que transforma a visita. As primeiras horas da manhã e o fim da tarde oferecem a melhor luz e a maior atividade.
ℹ️ Distância: Dentro do santuário, com acesso por trilhas e mirantes sinalizados · Melhor época: Verão (novembro a março) por causa das migratórias; primeiras horas da manhã · Entrada: S/ 30 estrangeiros / S/ 15-20 peruanos (2025-2026) · Duração: 1 a 3 horas de percurso
2
Os mirantes de observação de aves
Plataformas instaladas pelo Sernanp para observar a fauna sem perturbá-la, com vista para as lagoas e o mar.
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O santuário conta com mirantes e plataformas de observação distribuídos ao longo das trilhas, pensados para que os visitantes possam ver as aves de perto sem perturbá-las. Desses pontos elevados se enxerga o conjunto de lagoas, totorais e, em alguns casos, a linha da praia e o oceano. São o melhor lugar para se posicionar com binóculos ou uma teleobjetiva e dedicar um tempo à observação tranquila. A experiência de observação exige paciência: quanto mais tempo se permanece em silêncio, mais espécies aparecem. Os guarda-parques do Sernanp e os guias locais conhecem os melhores horários e pontos de acordo com a temporada e o nível da água. Para quem gosta de fotografia de natureza, a luz suave do amanhecer e do entardecer é ideal. É importante respeitar as trilhas sinalizadas e não sair das áreas liberadas, já que a área úmida é um ecossistema frágil.
ℹ️ Distância: Ao longo das trilhas do santuário · Melhor época: Amanhecer e entardecer, para melhor luz e atividade das aves · Entrada: Incluído na entrada do santuário (S/ 30 estrangeiros / S/ 15-20 peruanos) · Duração: O tempo que quiser dedicar à observação
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A foz do rio Tambo e a praia
O ponto onde o rio encontra o Pacífico, com praias longas e aves costeiras e marinhas.
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No extremo do santuário, o rio Tambo deságua no oceano Pacífico, formando uma zona de transição entre a água doce, a salobra e o mar aberto. Essa faixa costeira e a foz do Tambo concentram aves limícolas e marinhas — gaivotas, trinta-réis, maçaricos migratórios, batuíras — que aproveitam a riqueza do lugar. A praia, longa e pouco movimentada, oferece uma paisagem desértica e agreste muito diferente da das lagoas, com o som do mar ao fundo. É um bom ponto para entender a dinâmica da área úmida: o aporte de água doce do rio, a influência das marés e a produtividade do mar se combinam para sustentar tanta vida em uma costa tão árida. Convém consultar o estado do rio e das marés, e lembrar que o banho de mar não é o objetivo principal aqui (as correntes e o caráter protegido da área o desaconselham); o valor está na paisagem e na fauna. As praias mais indicadas para banho ficam em Mejía e Mollendo, bem pertinho.
ℹ️ Distância: Extremo costeiro do santuário, junto à foz do Tambo · Melhor época: Dias de céu aberto; consultar marés e nível do rio · Entrada: Incluída na área protegida (mesmo ingresso do santuário) · Duração: 1 a 2 horas
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Centro de interpretação do santuário
Espaço do Sernanp onde se explica a ecologia da área úmida e as espécies que a habitam.
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O santuário dispõe de um centro de interpretação administrado pelo Sernanp, onde o visitante pode se informar antes de percorrer as trilhas. Ali se explica a importância ecológica da área úmida, as espécies de aves residentes e migratórias que podem ser observadas, as rotas de migração do Pacífico e as ameaças que esses ecossistemas costeiros enfrentam. É uma parada recomendável para aproveitar mais a visita, sobretudo para quem não é especialista em aves. No centro costuma haver material informativo, painéis e, conforme a temporada e a equipe disponível, orientação dos guarda-parques sobre os melhores percursos do dia. Vale perguntar sobre os horários de atendimento, o estado das trilhas e as recomendações vigentes. É também o lugar para se registrar e pagar a entrada na área protegida. A presença do Sernanp garante que a visita seja feita de forma organizada e respeitosa com o entorno.
ℹ️ Distância: Na entrada do santuário · Melhor época: Visitar no início do percurso; consultar horários de atendimento · Entrada: Ponto de registro e pagamento da entrada (S/ 30 estrangeiros / S/ 15-20 peruanos) · Duração: 20 a 40 minutos
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Balneário de Mejía e praias próximas
Praia e vilarejo balneário junto ao santuário, com casas de veraneio e boa gastronomia marinha.
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A poucos minutos do santuário fica o balneário de Mejía, um povoado pequeno e tranquilo, com praias boas para banho na temporada de verão, casas de veraneio e alguns restaurantes de frutos do mar. É um bom complemento à visita ao santuário: enquanto as lagoas são dedicadas à observação de fauna, a praia de Mejía oferece o clássico programa de sol e mar da costa sul peruana, em um ambiente muito menos movimentado que outros balneários do país.
ℹ️ Distância: A poucos minutos de carro ou mototáxi do santuário · Melhor época: Verão (dezembro a março) para o banho; o ano todo para passear · Entrada: Grátis (praia pública) · Duração: 1 a 3 horas
6
Cidade e porto de Mollendo
O principal balneário e porto de Arequipa, com calçadão à beira-mar, arquitetura republicana e boa oferta gastronômica.
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Mollendo, a uns 15-20 km do santuário, é o centro urbano de referência da região: um antigo porto que foi fundamental para o comércio da região nos séculos XIX e XX, hoje transformado em balneário e cidade de serviços. Conserva um calçadão com vista para o Pacífico, casarões de arquitetura republicana e uma animada oferta de cevicherias e picanterías. É a base mais prática para se hospedar, comer bem e organizar a visita ao santuário e às praias próximas.
ℹ️ Distância: 15-20 km até o santuário; 130-140 km até Arequipa · Melhor época: O ano todo; verão para praia · Entrada: Grátis (passeio urbano) · Duração: 2 a 4 horas de passeio
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Entrada al Santuario Nacional Lagunas de Mejía (Sernanp)S/ 30 estrangeiros / S/ 15-20 peruanos / S/ 11 residentes de Arequipa / S/ 5 crianças (2025-2026; paga-se no centro de interpretação ou compra-se online em visitaareasnaturales.sernanp.gob.pe; conferir ao visitar)
Tour full day birdwatching desde Arequipa (con guía, transporte, desayuno y almuerzo)S/ 395 por pessoa (2026, base 2 pessoas; inclui entrada no santuário)
Tour full day económico desde Arequipa (solo transporte y entrada)S/ 180 por pessoa aprox. (2026, referencial)
Playas de Mejía y MollendoGrátis (praias públicas)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

Observação de aves (birdwatching) com binóculos e guia especializado
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
OperadoraAnderra Travel, Machu Picchu Durval e outras agências de Arequipa
Preço
S/ 395 por pessoa (2026, tour de dia inteiro desde Arequipa, base 2 pessoas) ou desde Mollendo com guia local, consultar preço direto
Caminhada interpretativa por trilhas e mirantes (autoguiada)
PreçoIncluída na entrada do santuário (S/ 15-30)
Duração1-3 h
OperadoraSernanp (trilhas sinalizadas)
Fotografia de natureza e de aves
PreçoIncluída na entrada; equipamento próprio
DuraçãoMeio dia
OperadoraAutoguiado ou com guia de birdwatching
Combinação com dia de praia em Mejía e Mollendo
PreçoGrátis (praias públicas) + gastos com comida e transporte local
DuraçãoDia inteiro
OperadoraPor conta própria
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

Combi ou van compartilhada Mollendo-Mejía / vale do Tambo
PreçoS/ 3-5 por pessoa (fonte: operadores locais; verificado julho 2026)
Duração20 a 40 min
Observações
O transporte mais econômico e usado pelos moradores para chegar à região do santuário desde Mollendo. Paga-se em dinheiro (soles) ao cobrador; não há cartão nem app de pagamento a bordo. Convém confirmar paradas e horários no terminal de Mollendo
App de transporte em Arequipa (para se mover na cidade-base)
DuraçãoVariável
Preço
Passagem urbana ~S/ 1-1,50 (fonte: SmartBus / Municipalidad de Arequipa; verificado julho 2026)
Observações
Na cidade de Arequipa, os apps que as pessoas usam para ver em tempo real onde está o ônibus e montar trajetos são o SmartBus (criado por formados da Universidad Nacional de San Agustín, UNSA) e o ArequipaBus (impulsionado pela Municipalidad de Arequipa). O pagamento da passagem urbana é feito em dinheiro ou com o cartão de transporte da cidade; nas combis do vale do Tambo rumo a Mejía continua sendo só dinheiro
Táxi ou carro particular
DuraçãoVariável
Preço
S/ 15-25 o trajeto Mollendo-santuário (referencial; verificado julho 2026)
Observações
A opção mais cômoda e flexível para chegar à entrada do santuário e se deslocar por Mejía e Mollendo, sobretudo com equipamento de observação. Em Arequipa e Mollendo funcionam apps como InDrive e Uber; na região do santuário convém combinar o táxi de ida e volta com espera
Tour organizado desde Arequipa
DuraçãoDia inteiro
Preço
S/ 180-395 por pessoa (fonte: Anderra Travel; verificado julho 2026, conforme o nível de serviço)
Observações
Agências de Arequipa oferecem excursões à região costeira de Mollendo-Mejía que incluem o santuário
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

RotaCompanhias aéreas / empresasPreço médioDuração
Arequipa → Mollendo (ônibus)Flores Hnos, Cromotex e outras empresas de transporte interprovincialS/ 15-25 aprox. (USD 5, 2026; conferir no Pinbus, redBus ou kupos.pe)Aprox. 2 a 2,5 h (cerca de 85-130 km)
Mollendo → Santuário Lagunas de Mejía (van ou táxi)Vans do vale de Tambo e táxis locaisS/ 3-5 de van; S/ 15-25 de táxi (2026)20 a 40 min (uns 15-20 km)
Chegada a Arequipa de avião (aeroporto Rodríguez Ballón)LATAM, Sky, JetSMARTUSD 35-90 aprox. só ida desde Lima (2026, conforme a antecedência)Desde Lima, aprox. 1h30 de voo
Chegada a Arequipa de ônibus de longa distânciaCruz del Sur, Oltursa, Civa e outras empresas nacionaisUSD 25-60 aprox. desde Lima (2026, conforme o serviço)Conforme a origem (desde Lima, aprox. 14-16 h)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Balneário em Mollendo (faixa intermediária)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 25-50 a diária; Mollendo, o principal balneário e porto de Arequipa, concentra a maior oferta de hotéis de faixa intermediária da região, com boa conexão a restaurantes, praias e transporte até o santuário. É a base mais prática
Hospedagens tranquilas em Mejía
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 20-45 a diária; o balneário de Mejía, menor e residencial, oferece pousadas e casas de veraneio a poucos minutos do santuário, ideal para quem prioriza a proximidade das lagoas e a tranquilidade. A oferta é sazonal (mais ativa no verão)
Econômico / pousadas e mochileiros
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 10-20 a diária; pousadas econômicas e opções para orçamentos apertados em Mollendo, escolhidas por viajantes que percorrem a costa sul
Base urbana em Arequipa
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 25-70 a diária; para quem prefere dormir em uma grande cidade com toda a infraestrutura e fazer o santuário como bate-volta, Arequipa oferece desde hostels até hotéis de categoria

🍴 Onde comer

Cevicherías y picanterías de la costa (Mollendo)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
S/ 25-45 por prato; Mollendo é famosa por sua gastronomia marinha: ceviches, chupes e peixes frescos do Pacífico, além de pratos da cozinha arequipenha. As cevicherias de frente para o mar são uma parada clássica depois de visitar o santuário
Comida marina de balneario en Mejía
Preço$$$$$
Opções / prato típico
S/ 20-40 por prato; restaurantes e cevicherias de temporada no balneário de Mejía, com peixes e frutos do mar frescos a poucos passos da praia e do santuário
Menús económicos y comida casera
Preço$$$$$
Opções / prato típico
S/ 10-18 o menu; menus do dia, frango na brasa e comida caseira econômica em Mollendo e no vale de Tambo, ideais para almoçar bem sem gastar muito
Cocina arequipeña tradicional
Preço$$$$$
Opções / prato típico
S/ 30-55 por prato; para quem passa por Arequipa, as picanterías tradicionais (rocoto relleno, adobo, chupe de camarones) são imperdíveis

📖 História de Santuário Nacional Lagunas de Mejía

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Um banhado no deserto: como se formaram as lagunas de Mejía

A existência de um conjunto de lagunas e pântanos em plena costa desértica do sul do Peru parece, à primeira vista, um paradoxo. A costa de Arequipa é uma das zonas mais áridas do planeta, parte do grande deserto que percorre o litoral peruano-chileno, onde as chuvas são raríssimas. E, no entanto, na foz do rio Tambo, junto ao balneário de Mejía, se estende uma faixa de áreas úmidas verdes e cheias de vida. A chave está na água que chega por duas vias: o aporte do próprio rio Tambo, que desce dos Andes arequipenhos, e os afloramentos do lençol freático (água subterrânea) que aparecem perto do litoral.

Esses aportes de água doce, combinados com a proximidade do mar e a influência das marés, criam um mosaico de ambientes: lagunas de água doce, lagunas salobras, totorais, gramadais (campos alagáveis) e a própria ria onde o rio se mistura com o oceano. Essa diversidade de habitats em um espaço reduzido é o que explica a enorme riqueza biológica do lugar. Em um entorno onde a água é o bem mais escasso, essas áreas úmidas funcionam como um oásis que concentra a vida.

As áreas úmidas costeiras como a de Mejía são ecossistemas dinâmicos e frágeis: dependem de um equilíbrio delicado entre a vazão do rio, o nível do lençol freático e a ação do mar. Mudanças no uso da água rio acima (irrigação agrícola no vale de Tambo), variações climáticas ou a pressão humana podem alterar esse equilíbrio. Por isso sua conservação é tão importante e tão delicada.

A origem da água das lagunas
As fontes coincidem em que as lagunas de Mejía são alimentadas pelos aportes do rio Tambo e por afloramentos de água subterrânea (lençol freático) perto do litoral, em um contexto de costa hiperárida. A combinação de água doce, salobra e marinha gera a diversidade de habitats da área úmida.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Santuario_Nacional_Lagunas_de_Mej%C3%ADa

O vale de Tambo e a costa: ocupação humana desde tempos pré-hispânicos

Muito antes de existirem balneários ou áreas protegidas, a costa e o vale do rio Tambo foram território habitado por populações pré-hispânicas que souberam aproveitar os recursos do mar, do rio e das áreas úmidas. A faixa costeira do sul peruano foi ocupada por culturas que pescavam, coletavam frutos do mar e caçavam aves nesses ambientes ricos, e que cultivavam nos vales férteis irrigados pelos rios que descem dos Andes.

O vale de Tambo, onde hoje se assenta uma próspera agricultura, foi desde tempos antigos um corredor de vida em meio ao deserto. As culturas costeiras do sul, vinculadas a tradições que se estendiam por toda a costa peruana, dependiam em parte de áreas úmidas como a de Mejía para obter água, totora (usada para construir embarcações e telhados) e fauna. Esses espaços eram, além disso, pontos de encontro entre os recursos do mar e os do interior.

Com a chegada dos europeus e, mais tarde, com a consolidação da República, a região foi se orientando cada vez mais para a agricultura intensiva do vale de Tambo e para o desenvolvimento do porto de Mollendo, que no século XIX e no começo do século XX foi um dos principais portos do sul peruano e a saída natural de Arequipa para o Pacífico. O balneário de Mejía surgiu como lugar de veraneio das famílias arequipenhas. Toda essa ocupação humana conviveu com as áreas úmidas, que mantiveram sua função ecológica até que, no século XX, seu valor levou a protegê-las formalmente.

O aproveitamento pré-hispânico das áreas úmidas costeiras
Embora Mejía não seja um sítio arqueológico monumental, as fontes sobre a costa sul peruana indicam que as populações pré-hispânicas aproveitaram de forma habitual os recursos das áreas úmidas costeiras (totora, aves, fauna aquática) e da pesca, integrando-os a uma economia que combinava mar, rio e vale. Convém tomar esses dados como parte do padrão geral de ocupação da costa, mais do que como uma história específica do santuário.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Valle_de_Tambo

A criação do Santuário Nacional (1984): proteger a última área úmida do sul

Ao longo do século XX, o avanço da agricultura, a urbanização dos balneários e a pressão sobre a água do vale de Tambo começaram a ameaçar as áreas úmidas de Mejía. Ao mesmo tempo, crescia a consciência, tanto no Peru quanto no mundo, sobre a importância das áreas úmidas como ecossistemas vitais para a biodiversidade e, em particular, para as aves migratórias. Mejía não era uma área úmida qualquer: era — e continua sendo — a única área úmida protegida de toda a costa sul peruana, um elo insubstituível na cadeia de locais de descanso que as aves utilizam ao longo do Pacífico.

Por essas razões, o Estado peruano decidiu lhe dar proteção legal. Em 24 de fevereiro de 1984 foi estabelecido o Santuário Nacional Lagunas de Mejía, uma categoria de área natural protegida destinada a conservar de forma intocável os habitats e a fauna do lugar. O santuário abrange cerca de 690 hectares que incluem as lagunas, os totorais, os gramadais, a praia e a foz do rio Tambo. Sua gestão está hoje a cargo do Sernanp (Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado).

A criação do santuário buscou conciliar a conservação com a presença das atividades humanas vizinhas: a agricultura do vale de Tambo, os balneários de Mejía e Mollendo e a pesca artesanal. É um equilíbrio sempre desafiador, porque as áreas úmidas dependem da água do rio e do lençol freático, recursos também demandados pela agricultura. A proteção formal, no entanto, foi um passo decisivo para garantir que esse oásis de vida no deserto continuasse cumprindo sua função ecológica.

Data e extensão do santuário
As fontes oficiais e enciclopédicas datam a criação do Santuário Nacional Lagunas de Mejía em 1984 e lhe atribuem uma extensão próxima de 690 hectares, geridos atualmente pelo Sernanp. Os números exatos de superfície podem variar levemente entre as fontes, por isso convém verificá-los com o Sernanp.
Fonte: https://www.gob.pe/sernanp

Uma parada na grande rota do Pacífico: as aves migratórias

O verdadeiro tesouro do Santuário Nacional Lagunas de Mejía são suas aves. Nessa pequena área úmida foram registradas mais de duzentas espécies, um número extraordinário que combina aves residentes — que vivem aqui o ano todo — com aves migratórias que chegam em determinadas temporadas de lugares muito distantes. Entre as residentes estão patos, galinholas, garças, mergulhões e diversas aves dos totorais; entre as visitantes, aves limícolas e aquáticas que percorrem milhares de quilômetros.

A explicação para tanta riqueza está na geografia continental. As aves migratórias do hemisfério norte que viajam para o sul no inverno boreal seguem rotas ao longo das costas americanas, conhecidas como corredores migratórios. Nessas longas viagens, elas precisam de 'postos de abastecimento': lugares onde descansar, se alimentar e repor as energias. Na costa hiperárida do sul peruano, onde a água doce e as áreas úmidas são raríssimas, Mejía cumpre esse papel vital. Sem lugares como este, muitas aves não conseguiriam completar suas migrações.

Isso faz do santuário um lugar de interesse não só nacional, mas internacional para a conservação. Por isso é um destino predileto de observadores de aves (birdwatchers) e de fotógrafos de natureza, e por isso sua proteção transcende as fronteiras do Peru: cuidar de Mejía é cuidar de um elo de uma rede de áreas úmidas que sustenta a vida de aves de todo o continente. O verão austral (novembro a março) é a melhor época para apreciar essa riqueza, quando chegam as migratórias.

O número de espécies e o papel migratório
As fontes atribuem ao santuário o registro de mais de 200 espécies de aves, entre residentes e migratórias, e destacam seu papel como ponto de descanso nas rotas migratórias do Pacífico. O número exato de espécies pode variar conforme o inventário e a fonte (bases de dados como o eBird costumam atualizá-lo), por isso convém tomá-lo como um número de referência.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Santuario_Nacional_Lagunas_de_Mej%C3%ADa

Conservação e ameaças: o desafio de manter vivo o oásis

Como toda área úmida costeira, a de Mejía vive sob pressão constante. Sua maior vulnerabilidade está na água: o santuário depende da vazão do rio Tambo e do lençol freático, recursos que também são demandados pela intensa agricultura do vale de Tambo, uma das zonas agrícolas mais produtivas do sul peruano. A competição pela água, o uso de agroquímicos que podem chegar às lagunas e as mudanças no regime do rio são ameaças reais para a saúde do ecossistema.

A isso se somam outras pressões: a expansão urbana dos balneários, a presença de visitantes que, sem os devidos cuidados, podem perturbar as aves ou degradar os habitats, e os efeitos da mudança climática sobre os regimes de água e as migrações. A gestão do Sernanp busca equilibrar a conservação estrita da área com seu uso ordenado para a educação ambiental, a pesquisa e o turismo de natureza, instalando trilhas, mirantes e um centro de interpretação que canalizam as visitas sem prejudicar a área úmida.

A conservação de Mejía é, no fundo, uma história sobre a convivência entre a natureza e a atividade humana em um ambiente extremo. Demonstrar que é possível manter uma área úmida cheia de vida ao lado de uma agricultura próspera e de balneários ativos é o grande desafio do santuário. Para o visitante, entender essa fragilidade é parte da experiência: percorrer Mejía com respeito, sem sair das trilhas e sem perturbar as aves, é contribuir para que esse oásis continue existindo para as futuras gerações e para as aves que, a cada ano, dependem dele para sobreviver.

As principais ameaças à área úmida
As fontes sobre áreas úmidas costeiras peruanas e sobre o vale de Tambo apontam como principais ameaças a competição pela água com a agricultura, a contaminação por agroquímicos, a pressão urbana e turística e os efeitos da mudança climática. A importância relativa de cada ameaça pode variar e é objeto de estudo e gestão contínua por parte do Sernanp.
Fonte: https://sinia.minam.gob.pe/

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (ES) — «Santuario Nacional Lagunas de Mejía»: https://es.wikipedia.org/wiki/Santuario_Nacional_Lagunas_de_Mej%C3%ADa
  • Sernanp (Servicio Nacional de Áreas Naturales Protegidas) — Áreas Naturales Protegidas del Perú: https://www.gob.pe/sernanp
  • SINIA / Ministerio del Ambiente del Perú: https://sinia.minam.gob.pe/
  • Wikipedia (ES) — «Valle de Tambo»: https://es.wikipedia.org/wiki/Valle_de_Tambo
  • Wikipedia (ES) — «Río Tambo (Arequipa)»: https://es.wikipedia.org/wiki/R%C3%ADo_Tambo_(Arequipa)
  • Wikipedia (ES) — «Mollendo»: https://es.wikipedia.org/wiki/Mollendo
  • eBird — Hotspot Lagunas de Mejía: https://ebird.org/
  • Sernanp — Ficha oficial del Santuario Nacional Lagunas de Mejía (creado el 24 de febrero de 1984, ~690 ha): https://visitaareasnaturales.sernanp.gob.pe/en/anps/lagunas-de-mejia-national-sanctuary/
  • Take Your Backpack — Guía del Santuario Nacional Lagunas de Mejía (195 especies de aves, 75 residentes): https://www.takeyourbackpack.com/backpacking-in-peru/visit-lagunas-de-mejia-national-sanctuary/
  • RPP — Áreas naturales protegidas con promoción 2x1 en Semana Santa 2026 (incluye Lagunas de Mejía; venta online del Sernanp): https://rpp.pe/economia/economia/semana-santa-2026-que-areas-naturales-protegidas-tendran-promociones-de-ingreso-en-feriados-cuales-y-donde-comprar-tickets-noticia-1681904

❓ Perguntas frequentes

O que é exatamente o Santuário Nacional Lagunas de Mejía?+
É uma área natural protegida do Estado peruano, administrada pelo Sernanp, que conserva o único banhado protegido da costa sul do Peru: um conjunto de lagoas, juncais, pântanos e praias na foz do rio Tambo, em Arequipa. É um refúgio fundamental para aves residentes e migratórias, com 195 espécies registradas, das quais 75 são residentes.
Qual é a melhor época para visitar?+
Dá para visitar o ano todo, mas o verão austral (novembro a março) é a melhor temporada para ver aves migratórias do hemisfério norte. As primeiras horas da manhã oferecem a maior atividade de aves e a melhor luz para observar e fotografar. No inverno pode haver neblina costeira e céu cinzento.
Como chego ao santuário?+
O mais prático é chegar primeiro a Mollendo (S/ 15-25 de ônibus desde Arequipa, cerca de 2 a 2h30) e de lá pegar uma van (S/ 3-5) ou um táxi (S/ 15-25) até o santuário, que fica a uns 15-20 km, perto do balneário de Mejía. Também há passeios saindo de Arequipa (S/ 180-395 por pessoa) que combinam a costa com o santuário.
Quanto custa a entrada?+
A entrada no santuário custa S/ 30 para estrangeiros, S/ 15-20 para peruanos, S/ 11 para residentes de Arequipa e S/ 5 para crianças (tarifas 2025-2026). Pode ser paga no centro de interpretação ou comprada online no portal do Sernanp (visitaareasnaturales.sernanp.gob.pe). Convém conferir a tarifa vigente na hora da visita.
Preciso de guia e o que devo levar?+
Guia não é obrigatório, mas para a observação de aves vale muito a pena contratar um (passeios de S/ 180 a S/ 395 com tudo incluído) ou, pelo menos, levar binóculos, que transformam a experiência. Convém levar também protetor solar, chapéu, água, calçado confortável e, se você gosta de fotografia, uma teleobjetiva. É preciso respeitar sempre as trilhas sinalizadas.
Dá para ir à praia ou tomar banho de mar?+
O santuário tem uma faixa de praia na foz do Tambo, mas seu valor é paisagístico e de fauna, não de banho (é área protegida e há correntes). Para aproveitar o mar, o melhor é ir às praias de Mejía e Mollendo, que ficam bem perto e são próprias para banho na temporada (verão, dezembro a março).
Quanto tempo devo dedicar?+
Uma visita típica leva de meio dia a um dia inteiro, percorrendo as trilhas, os mirantes e o centro de interpretação. Os aficionados por aves podem dedicar uma manhã inteira com calma. Muita gente combina com um dia de praia em Mejía-Mollendo ou com uma escapada de dois dias desde Arequipa.
Como funciona o transporte público e como se paga na região?+
Desde Arequipa, um ônibus intermunicipal leva você a Mollendo (S/ 15-25, cerca de 2 a 2h30); essas passagens são compradas online (redBus, Pinbus, Embarcar) e pagas com Yape, Plin ou cartão. Já em Mollendo, as vans para Mejía e o vale de Tambo custam S/ 3-5 e são pagas apenas em dinheiro (soles) ao cobrador. Para se deslocar dentro da cidade de Arequipa, os apps locais para ver o ônibus em tempo real são o SmartBus (criado na UNSA) e o ArequipaBus (municipal); na região do santuário não há app de transporte, então o melhor é van ou um táxi combinado de ida e volta com espera.

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