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Dolomitas
🇮🇹 Itália · Alpes orientais italianos

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📍País
Itália, Alpes orientais. O sítio Patrimônio Mundial se divide entre cinco províncias —Belluno, Bolzano, Pordenone, Trento e Udine— de três regiões, mas o coração turístico fica em três: a província autônoma de Bolzano (Alto Adige/Südtirol), a de Trento (Trentino) e a de Belluno (Vêneto). As coordenadas desta ficha são as da Marmolada, o cume mais alto do maciço (3.343 m).
📌Como chegar
Dá para chegar perfeitamente sem carro: de trem até Bolzano ou Bressanone (linha do Brennero) e de lá ônibus até os vales; ou pela ferrovia da Val Pusteria até Brunico, Dobbiaco ou San Candido, que é a porta de entrada para Braies e as Três Cimas. Do lado vêneto, o trem chega a Calalzo-Pieve di Cadore e segue de ônibus até Cortina, que não tem estação. Aeroportos: Veneza, Verona, Innsbruck e Munique.
📌Quanto tempo reservar
Uma semana é o mínimo razoável se você quer ver os dois lados: quatro noites no Alto Adige (Val Gardena ou Val Pusteria) e três em Cortina ou na Val di Fassa. Com dez dias dá para incluir os refúgios, um trecho de Alta Via e os passos sem dirigir correndo. Com três dias você vai ver cartões-postais, não as Dolomitas.
📌Melhor época
Duas temporadas e dois buracos. Verão: de meados de junho ao fim de setembro, com tudo aberto e os refúgios funcionando. Inverno: do começo de dezembro ao começo de abril, para esquiar. Abril-maio e novembro são os meses mortos: teleféricos fechados, refúgios fechados, passos com neve e cidadezinhas em modo repouso. É o erro que mais estraga viagens.
📌Moeda e preços
Euro. É uma das regiões mais caras da Itália. O que surpreende são os pedágios e os teleféricos: a estrada para as Três Cimas custa 40 € por carro (2026), o acesso combinado ao Lago di Braies na temporada regulada custa 44 € (2026) e subir a Seceda ida e volta custa 74 € por adulto (verão 2026). Tudo conferido nas fontes oficiais.
🗣️Idioma
Três, e mudam de vale para vale: italiano, alemão e ladino. Na província de Bolzano, o censo linguístico oficial do ASTAT (referência 30/09/2023) aponta 68,61 % de grupo alemão, 26,98 % italiano e 4,41 % ladino. Na província de Belluno se fala italiano; na Val di Fassa, italiano e ladino. A sinalização é bilíngue ou trilíngue e os nomes dos lugares mudam conforme o idioma.
📌Como se locomover
O carro dá liberdade, mas te joga nos pedágios e nas restrições de acesso, que aumentam a cada ano. O transporte público do Alto Adige é muito bom: o Mobilcard custa entre 22 e 52 €, conforme seja de 1, 3 ou 7 dias, e o AltoAdige Guest Pass é fornecido pela sua hospedagem. Do lado vêneto, Dolomitibus e os serviços sazonais de Cortina.
📌O que mais surpreende
Que o mapa não bate. Bolzano é Bozen, Ortisei é St. Ulrich e Urtijëi, o Lago di Braies é o Pragser Wildsee, as Três Cimas são as Drei Zinnen e o Alpe di Siusi é a Seiser Alm. O GPS diz um nome, a placa da estrada outro e a placa do refúgio um terceiro. Quem não sabe disso perde horas.
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Tem um momento, no fim da tarde, em que as paredes das Dolomitas ficam cor-de-rosa e depois vermelhas, como se a pedra se acendesse por dentro. Os ladinos chamam isso de enrosadira e os alemães de Alpenglühen, e não é efeito de cartão-postal: é a dolomita, a rocha de carbonato de cálcio e magnésio que forma estas montanhas, devolvendo a última luz. Por isso as Dolomitas não se parecem com nenhum outro trecho dos Alpes: não são maciços de granito, e sim agulhas, torres e muralhas verticais que brotam de prados verdes sem transição, restos de recifes de coral do Triássico erguidos três mil metros pelo choque da África contra a Europa.

O que se visita cabe numa lista curta e muito reconhecível: as Três Cimas de Lavaredo, três monólitos alinhados que são o símbolo do maciço; o Lago di Braies, de água verde-esmeralda ao pé da Croda del Becco; o Alpe di Siusi, o maior planalto de pastagens de altitude dos Alpes; Seceda, com sua crista cortada a faca; Ortisei e a Val Gardena, capital mundial da escultura em madeira; o Passo Sella e o circuito do Sellaronda; e Cortina d'Ampezzo, a rainha das Dolomitas, que em fevereiro de 2026 foi subsede dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Este guia trata das duas coisas que estragam viagens por aqui e que quase ninguém conta antes. Uma: os acessos de carro são regulados e custam caro —os pedágios e as reservas obrigatórias, com os valores oficiais de 2026—. A outra: que não se fala um idioma, e sim três, e que os nomes dos lugares mudam conforme o vale, então o mapa que você baixou pode não bater com a placa à sua frente. Você também vai ver o que está aberto em cada temporada e, principalmente, o que está fechado entre uma e outra.

📖 História de Dolomitas

Estas montanhas foram, há uns 250 milhões de anos, recifes de coral de um mar tropical. A rocha que ficou leva o nome do naturalista francês Déodat de Dolomieu, que no fim do século XVIII descreveu um carbonato duplo de cálcio e magnésio que não reagia ao ácido como o calcário: a dolomita deu nome à rocha, e a rocha às montanhas. Os vales altos foram povoados por povos romanizados que conservaram uma língua própria derivada do latim, o ladino, ainda viva na Val Gardena, na Val Badia, na Val di Fassa, em Livinallongo e em Ampezzo. Sobre essa base vieram a colonização bávara e séculos de domínio do Tirol e dos Habsburgo: daí vem o alemão. Entre 1915 e 1918, a frente da Primeira Guerra Mundial atravessou estes cumes: italianos e austro-húngaros lutaram a mais de 2.500 metros, escavaram galerias dentro da rocha e uma cidade de gelo sob a geleira da Marmolada, e explodiram cumes inteiros com minas, como no Lagazuoi. Muitas vias ferratas de hoje são aqueles caminhos de guerra. Em 1919 o Tirol do Sul passou para a Itália e o fascismo tentou italianizá-lo por decreto. O acordo De Gasperi-Gruber de 1946 e o estatuto de autonomia de 1972 devolveram o autogoverno e a proteção aos três grupos linguísticos. Em 26 de junho de 2009 as Dolomitas entraram para o Patrimônio Mundial da UNESCO, como nove sistemas que somam cerca de 142.000 hectares.

🗺️ O que ver

Passeios por perto, em Venecia

Um guia que mora no lugar conta em meia hora o que nenhuma placa explica. Nós buscamos na Civitatis: com guia em espanhol e reserva online sem complicação. Em Venecia eles têm mais de 20 passeios. E aqui tem free tours: você reserva sem pagar nada e no final dá ao guia o que achar justo, então experimentar não custa nada. Aqui embaixo deixo três para você ver do que se trata: toque em qualquer uma e abrem todas.

Saem de Venecia, a 115 km daqui. Se você reservar por este link ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais.

1
Três Cimas de Lavaredo (Drei Zinnen)
Três torres de rocha alinhadas, com a Cima Grande de 2.999 m no meio, que são o símbolo das Dolomitas. Dá para contorná-las numa caminhada circular de umas quatro horas a partir do Rifugio Auronzo.
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As Três Cimas são a imagem que todo mundo tem na cabeça quando fala de Dolomitas: três monólitos verticais alinhados —Cima Piccola, Cima Grande e Cima Ovest— que do norte parecem uma muralha e do sul, três dedos. Ficam exatamente na divisa entre a província de Belluno (Vêneto) e a de Bolzano (Alto Adige), e por isso têm dois nomes oficiais: Tre Cime di Lavaredo e Drei Zinnen. A visita clássica é a volta completa: sai-se do Rifugio Auronzo (2.333 m), contorna-se a face sul até o Rifugio Lavaredo, cruza-se a Forcella Lavaredo e aí aparece de repente a face norte, a das fotos, com o Rifugio Locatelli em frente; o retorno se fecha pelo outro lado. São uns 10 km, entre 3 e 4 horas em ritmo tranquilo, sem dificuldade técnica, mas com desníveis e a mais de 2.300 metros. O detalhe que é preciso saber antes: para chegar de carro ao Rifugio Auronzo, sobe-se por uma estrada com pedágio de uns 6 km que começa perto do Lago d'Antorno, no município de Auronzo di Cadore, e desde 2026 o acesso é exclusivamente com reserva online prévia vinculada à placa do veículo. Sem reserva, a cancela automática não abre. O pedágio custa 40 € por carro (tarifa oficial 2026). Como chegar: de carro pela estrada com pedágio a partir de Misurina, ou de ônibus sem pagar pedágio (Dolomitibus a partir de Cortina e de Auronzo, e shuttle 444 da SüdtirolMobil a partir de Dobbiaco, de meados de junho ao fim de setembro, com reserva obrigatória). Melhor época: do fim de junho ao fim de setembro; ao amanhecer ou nas últimas horas da tarde. Dicas: reserve o acesso com dias de antecedência no verão; leve agasalho e água, lá em cima o tempo muda rápido; a estrada fecha com neve ou gelo mesmo em plena temporada.
ℹ️ Distância: A partir de Misurina, uns 6 km de estrada com pedágio até o Rifugio Auronzo (2.333 m) · Melhor época: Fim de junho ao fim de setembro; amanhecer ou entardecer · Entrada: A trilha é livre. O acesso de carro custa 40,00 € por carro, 26,00 € por moto e 60,00 € por trailer ou motorhome, só com reserva online prévia (tarifas oficiais 2026 do Comune di Auronzo di Cadore, verificadas em 22/09/2026) · Duração: 3 a 4 horas o circuito completo
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Lago di Braies (Pragser Wildsee)
Um lago alpino de água verde-esmeralda ao pé da Croda del Becco, com seu píer de madeira e seus barcos a remo. É o lugar mais fotografado do Alto Adige e, por isso, o mais regulado.
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O Lago di Braies fica no coração do Parque Natural Fanes-Senes-Braies, no fundo de um vale lateral da Val Pusteria, e é provavelmente o cartão-postal mais reproduzido das Dolomitas: água de um verde-turquesa translúcido, floresta de abetos ao redor, a parede da Croda del Becco caindo a pique sobre a margem e um píer de madeira com barcos a remo coloridos. O passeio básico é a volta no lago: uns 3,5 km de trilha plana e fácil, pouco mais de uma hora, que muda completamente de luz conforme a hora do dia. Dali também partem caminhadas sérias: a subida à Croda del Becco e o início da Alta Via 1, que atravessa as Dolomitas até Belluno. A entrada no lago é gratuita, mas é proibido nadar: é área de parque natural e a regra é aplicada. O sucesso das fotos trouxe uma regulação rígida. Em 2026 o regulamento de trânsito vigorou de 1º de julho a 15 de setembro, todos os dias das 9h00 às 16h00: nesse horário só se entra no vale de transporte público, a pé, de bicicleta ou com reserva online / permissão de trânsito válida. O bilhete combinado custa 44 € e inclui permissão de trânsito para o dia todo, vaga de estacionamento garantida e um voucher de 22 € para gastar nos restaurantes e lojas do vale; o voucher só é dado se você reservar com antecedência, não no mesmo dia. Fora desse horário dá para entrar sem reserva, mas sem nenhuma garantia de encontrar vaga. Como chegar: de ônibus, linha 442 a partir de Dobbiaco ou Villabassa e linha 439 a partir da estação de Monguelfo na alta temporada; durante o regulamento de trânsito é preciso reservar online e pagar o assento, e nem o Mobilcard nem o Guest Pass valem. De carro, com a reserva feita. Melhor época: antes das 9 da manhã ou depois das 16, sempre. Dicas: o barco a remo é alugado por hora ou meia hora e cabem até cinco adultos; não são permitidos barcos próprios nem pranchas de SUP; os estacionamentos P2, P3 e P4 ficam a 800, 300 e 100 metros do lago.
ℹ️ Distância: Val di Braies, a uns 20 km de Dobbiaco; o lago fica a 1.496 m · Melhor época: Amanhecer, ou depois das 16; junho e setembro melhor que agosto · Entrada: O lago é gratuito. Acesso de carro durante o regulamento de trânsito: bilhete combinado de 44,00 € com permissão de trânsito, vaga garantida e voucher de 22,00 € (tarifa oficial 2026, verificada em 22/09/2026). Os estacionamentos avulsos são pagos e a tarifa não está publicada no site: dá para ver no local · Duração: 1 a 2 horas a volta no lago; meio dia com caminhada
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Alpe di Siusi (Seiser Alm)
O maior planalto de pastagens de altitude dos Alpes: cerca de 56 km² de prados ondulados a 1.800-2.000 m, com o Sciliar e o Sassolungo ao fundo. Sobe-se de gôndola.
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O Alpe di Siusi, Seiser Alm em alemão e Mont de Sëuc em ladino, é uma anomalia geográfica: um planalto enorme de prados suaves suspenso a uns 1.800-2.000 metros, cercado pelas paredes do Sciliar, do Sassolungo e do Sassopiatto. Onde todo o resto das Dolomitas é vertical, aqui é ondulado e verde, com fazendas espalhadas, trilhas fáceis e vista aberta para todos os lados. É o passeio perfeito para quem não quer fazer alpinismo, mas quer as montanhas bem em cima mesmo assim. No verão se percorre a pé ou de bicicleta por uma rede densa de trilhas e caminhos de fazenda; há refúgios e malghe onde parar para comer. No inverno vira área de esqui cross-country, caminhada com raquetes de neve e pistas suaves, dentro do carrossel do Dolomiti Superski. O acesso de carro é restrito, e esse é o dado que é preciso saber: enquanto a gôndola funciona, o trânsito particular rumo ao Alpe di Siusi é proibido das 9h00 às 17h00. Dá para subir até Compaccio antes das 9 ou depois das 17; descer é permitido a qualquer hora. O jeito normal de chegar é a gôndola a partir de Siusi allo Sciliar, que na temporada 2026 funciona de 22 de maio a 2 de novembro. Como chegar: Cabinovia Alpe di Siusi a partir de Siusi allo Sciliar, ou teleférico a partir de Ortisei. Os ônibus-shuttle da região também sobem. Melhor época: junho e setembro, quando os prados estão no auge e há menos gente. Dicas: tirar o Combi Card compensa se você vai usar gôndola e ônibus por vários dias; a bicicleta não é transportada nos ônibus-shuttle; a vista do Sassolungo ao entardecer a partir do planalto é das melhores do maciço.
ℹ️ Distância: A uns 25 km de Bolzano; sobe-se de gôndola a partir de Siusi allo Sciliar · Melhor época: Junho e setembro; no inverno, para esqui cross-country e raquetes de neve · Entrada: Cabinovia Alpe di Siusi, verão 2026: adulto 21,00 € um trecho e 30,00 € ida e volta; júnior (2008-2017) 13,00 e 18,00 €; sênior 18,00 e 26,00 €; crianças a partir de 2018 grátis; família 46,00 e 65,00 €. Cachorro 3,00/6,00 € e bicicleta 6,00/12,00 € (tarifas oficiais verificadas em 22/09/2026) · Duração: Meio dia a dia inteiro
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Seceda
A crista cortada a faca sobre a Val Gardena, a 2.500 m, com as Odle atrás. É a foto que hoje define as Dolomitas na internet, e a subida mais cara do maciço.
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Seceda é uma lâmina de rocha que se ergue sobre os prados da Val Gardena e cai na vertical do outro lado, com o grupo das Odle (Geisler) alinhado ao fundo. Desde que viralizou, é a imagem que mais gente associa a estas montanhas, e chegar lá em cima é simples: sobe-se em dois trechos, primeiro a gôndola de Ortisei a Furnes e depois o teleférico de Furnes a Seceda, e em vinte minutos você está a uns 2.500 metros com a vista servida. Lá em cima há trilhas de todos os níveis: desde uma caminhada de vinte minutos até o mirante da crista, até travessias longas rumo ao Rifugio Firenze, à Val di Funes ou ao Passo Gardena. Também é uma área clássica de mountain bike, com descidas até o fundo do vale. O que vale saber antes: os teleféricos de Seceda não são baratos e, além disso, ficam fora do passe Dolomiti Supersummer. Nem o cartão diário nem o de pontos valem em Ortisei-Furnes, Furnes-Seceda nem no teleférico de cadeira Fermeda. Se você vai usar muito os teleféricos da Val Gardena, a alternativa é o Gardena Card, que inclui esses trechos. Como chegar: do centro de Ortisei, a pé até a estação da gôndola. Melhor época: de junho ao começo de outubro; logo cedo, pela luz e para evitar a fila. Dicas: compre online para furar a fila; lá em cima venta e faz frio mesmo que embaixo esteja 28 °C; se o dia estiver encoberto, não gaste o ingresso, não se vê nada.
ℹ️ Distância: Acima de Ortisei, Val Gardena; a estação superior fica a uns 2.500 m · Melhor época: Junho ao começo de outubro; logo cedo · Entrada: Verão 2026: Ortisei-Furnes + Furnes-Seceda, adulto 74,00 € ida e volta e 49,00 € um só trecho; júnior 37,00 e 25,00 €; crianças de 0 a 7,99 anos grátis. Só o trecho Furnes-Seceda: 44,00 € ida e volta. Cachorro 7,00 € e bicicleta 7,00 € (tarifas oficiais da Seilbahnen Seceda AG, verificadas em 22/09/2026) · Duração: 2 horas a meio dia
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Ortisei (St. Ulrich / Urtijëi) e a Val Gardena
A principal cidadezinha da Val Gardena: com calçadão, casas com afrescos e sacadas, capital mundial da escultura em madeira e um dos corações da cultura ladina.
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Ortisei tem três nomes oficiais —Ortisei em italiano, St. Ulrich em alemão e Urtijëi em ladino— e isso resume bem do que se trata a Val Gardena. É uma cidadezinha de montanha a 1.236 m, com centro de pedestres, casas de fachadas pintadas, uma igreja barroca e um clima que mistura o tirolês com o italiano sem que nenhum dos dois vença. A Val Gardena é há séculos a capital mundial da escultura em madeira: nas oficinas do vale são entalhadas figuras religiosas, presépios e brinquedos vendidos no mundo todo, e o Museum Gherdëina de Ortisei conta essa história junto com a geologia do vale e a cultura ladina. O ladino é ensinado na escola e falado na rua, e é língua cooficial junto com o italiano e o alemão. De Ortisei saem dois teleféricos em direções opostas: o teleférico para o Alpe di Siusi de um lado e a gôndola rumo a Furnes e Seceda do outro, então é uma base excelente sem carro. Selva di Val Gardena (Wolkenstein) e Santa Cristina (St. Christina) completam o vale e são o ponto de partida do Sellaronda. Como chegar: de ônibus a partir de Bolzano ou da estação de Chiusa/Klausen e Bressanone/Brixen; de carro pela SS242 a partir da rodovia do Brennero. Melhor época: o ano todo, mas com os teleféricos abertos: verão de junho a outubro, inverno de dezembro a abril. Dicas: se for ficar vários dias, o Gardena Card cobre todos os teleféricos do vale; o AltoAdige Guest Pass que as hospedagens fornecem permite usar o transporte público do vale.
ℹ️ Distância: Val Gardena, a uns 35 km de Bolzano; a cidadezinha fica a 1.236 m · Melhor época: Junho a outubro e dezembro a abril · Entrada: A cidadezinha é livre. Gardena Card (uso ilimitado dos teleféricos do vale), válido de 6/06 a 11/10/2026: 160,00 € seis dias consecutivos e 124,00 € três dias, adulto; júnior 112,00 e 87,00 €; crianças 5,00 € (tarifas oficiais verificadas em 22/09/2026) · Duração: Base de 3 a 5 noites
6
Passo Sella e o Sellaronda
O passo a 2.244 m entre o maciço do Sella e o Sassolungo, e o circuito que contorna o Sella passando por quatro passos e quatro vales de três províncias e três idiomas.
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O Passo Sella é um dos passos de montanha mais impressionantes dos Alpes: fica a 2.244 metros, encaixado entre o maciço quadrado do grupo do Sella e as agulhas do Sassolungo, e a vista do mirante abrange meio maciço. É uma parada obrigatória e, na alta temporada, um formigueiro de carros, motos e ciclistas. O Sella é um planalto rochoso circular, e ao redor dele dá para fazer o Sellaronda: um anel que liga quatro passos (Sella, Gardena/Grödner Joch, Campolongo e Pordoi) e quatro vales: Val Gardena, Val Badia, Val di Fassa e Livinallongo. São uns 50 km de carro ou moto, um clássico do ciclismo de estrada, e no inverno vira um circuito de esqui que se faz em um dia inteiro, passando de um vale a outro pelos teleféricos. O detalhe cultural chama a atenção: nessa volta de cinquenta quilômetros você cruza três províncias (Bolzano, Trento e Belluno) e três áreas linguísticas. As placas passam do alemão para o italiano e para o ladino, os nomes dos povoados mudam e até o estilo das casas muda. Em alguns dias de verão os passos são fechados ao tráfego motorizado e ficam só para as bicicletas, nas jornadas do Sellaronda Bike Day. Como chegar: de carro ou moto pela SS242 a partir da Val Gardena ou pela SS48 a partir de Canazei; de ônibus, pelas linhas sazonais que ligam os vales. Melhor época: de junho a outubro, quando os passos estão abertos e sem neve. Dicas: os passos fecham ou ficam perigosos com neve, e isso pode acontecer já em outubro; saia cedo, porque no meio da manhã há engarrafamentos nas curvas; se for de bike, confira as datas do Bike Day.
ℹ️ Distância: Passo Sella a 2.244 m, entre a Val Gardena e a Val di Fassa; o circuito completo tem uns 50 km · Melhor época: Junho a outubro · Entrada: Grátis (estradas públicas sem pedágio). Em alguns dias de verão são fechadas ao tráfego motorizado · Duração: Meio dia a dia inteiro
7
Cortina d'Ampezzo
A rainha das Dolomitas: cidadezinha de montanha elegante no Vêneto, cercada pelas Tofane, o Cristallo e o Sorapiss. Sede olímpica em 1956 e subsede dos Jogos de Milão-Cortina 2026.
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Cortina d'Ampezzo fica a 1.224 metros, em um anfiteatro de montanhas impressionante: as Tofane a oeste, o Cristallo ao norte, o Sorapiss e o Antelao ao sul. A cidade tem o campanário que aparece em todas as fotos, uma rua principal só para pedestres com vitrines caras e uma tradição de turismo de montanha de mais de um século, desde que a aristocracia austro-húngara começou a veranear por aqui. Foi sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1956 e voltou a ser, como subsede de Milão, nos Jogos de fevereiro de 2026. Os arredores também são terreno de história de guerra: o Lagazuoi, acessível de teleférico a partir do Passo Falzarego, conserva galerias e túneis escavados na rocha durante a Primeira Guerra Mundial e é um dos museus a céu aberto mais impressionantes dos Alpes. Diferente do Alto Adige, aqui se fala italiano (e o ladino ampezzano, minoritário), então as placas são em um idioma só e os nomes não mudam. É uma mudança de mundo que se percebe assim que você cruza o Passo Falzarego ou o Cimabanche. Como chegar: não tem trem. De ônibus a partir de Calalzo-Pieve di Cadore (estação de trem com ligação de Veneza e Belluno), de Dobbiaco pela Val Pusteria e com serviços diretos de Veneza e do aeroporto. Melhor época: verão, de junho a setembro, para caminhar, e de dezembro a abril para esquiar. Dicas: é cara, tanto em hospedagem quanto em comida; de Cortina saem os ônibus para as Tre Cime sem pagar pedágio; o teleférico ao Lagazuoi e a ferrata das galerias valem um dia inteiro.
ℹ️ Distância: Província de Belluno, Vêneto, a 1.224 m; uns 160 km de Veneza · Melhor época: Junho a setembro e dezembro a abril · Entrada: A cidade é livre. Teleféricos e museus são pagos à parte; não conseguimos verificar as tarifas de 2026 na fonte oficial: consulte antes de ir · Duração: Base de 2 a 4 noites
8
Marmolada
O pico mais alto das Dolomitas, 3.343 m, com a única geleira que resta no maciço e um museu da Grande Guerra dentro da montanha.
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A Marmolada é o teto das Dolomitas: 3.343 metros na Punta Penia, na divisa entre Trentino e Vêneto. Tem duas faces opostas: a sul é uma parede de rocha de quase mil metros, um dos grandes cenários da escalada alpina; a norte é a única geleira que sobrevive no maciço, e há décadas está recuando em grande velocidade. É um dos nove sistemas que a UNESCO reconheceu em 2009. A subida é feita em três trechos de teleférico, de Malga Ciapela até Punta Rocca, a uns 3.265 metros, e a vista lá de cima abrange quase todas as Dolomitas e boa parte dos Alpes centrais. Na estação intermediária funciona o Museu da Grande Guerra mais alto da Europa, dentro da montanha: a Marmolada foi frente de combate entre 1915 e 1917, e sob a geleira os austro-húngaros escavaram a Città di Ghiaccio, uma rede de galerias e alojamentos no gelo. Como chegar: de carro ou ônibus até Malga Ciapela, em Rocca Pietore (Belluno), ou a partir de Canazei pelo Passo Fedaia. Melhor época: verão, de junho a setembro; o teleférico também funciona no inverno para esquiadores. Dicas: confira se o teleférico está aberto antes de subir, porque fecha para manutenção e por causa do vento; lá em cima faz frio de verdade o ano todo; na geleira não se pisa sem guia.
ℹ️ Distância: Entre Trentino e Belluno; sobe-se a partir de Malga Ciapela ou do Passo Fedaia · Melhor época: Junho a setembro · Entrada: O teleférico até Punta Rocca é pago; não conseguimos verificar a tarifa de 2026 na fonte oficial. Costuma ficar em torno de 30-40 € ida e volta: confirme antes de ir · Duração: Meio dia
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Carretera de peaje a las Tres Cimas de Lavaredo — automóvil40,00 € por carro, só com reserva online antecipada
Carretera de peaje a las Tres Cimas — otros vehículosMoto 26,00 €; trailer ou motorhome 60,00 €; ônibus de até 30 lugares 80,00 €; ônibus de mais de 30 lugares 160,00 €
Lago di Braies — billete combinado en periodo de tráfico regulado44,00 €
Lago di Braies — estacionamiento fuera del periodo reguladoEstacionamentos P2, P3 e P4 pagos; tarifa não publicada no site oficial
Lago di Braies — entrada al lagoGrátis
Carretera de peaje a Prato Piazza (Plätzwiese)Carro de até 9 lugares 10,00 €; moto 8,00 €; veículo de 10 a 20 lugares 30,00 €. A partir das 15:00 caem para 7,00 €, 6,00 € e 20,00 €
Cabinovia Alpe di Siusi (verano)Adulto 21,00 € um trecho e 30,00 € ida e volta; junior (2008-2017) 13,00 e 18,00 €; sênior (1960 e anteriores) 18,00 e 26,00 €; família 46,00 e 65,00 €; crianças a partir de 2018, grátis
Remontes de Seceda (verano)Ortisei-Furnes + Furnes-Seceda: adulto 74,00 € ida e volta e 49,00 € um trecho; junior 37,00 e 25,00 €. Só Furnes-Seceda: 44,00 € ida e volta. Só Ortisei-Furnes: 33,00 €. Teleférico de cadeira Fermeda: 41,00 €
Gardena Card (remontes de la Val Gardena, verano)6 dias consecutivos: adulto 160,00 €, junior 112,00 €, crianças 5,00 €. 3 dias consecutivos: adulto 124,00 €, junior 87,00 €, crianças 5,00 €
Dolomiti Supersummer (140 remontes en 12 valles)1 dia: adulto 67,00 €, junior 47,00 €. 3 dias à escolha em 4: 145,00 € e 102,00 €. 5 dias em 7: 185,00 € e 130,00 €. Temporada completa: 415,00 € adulto, 290,00 € junior e 210,00 € baby. Cartão de pontos: 1.000 unidades por 100,00 €
Dolomiti Superski (skipass de invierno, 12 zonas)Cerca de 80-90 € o dia de adulto na temporada 2026/27 — PREÇO NÃO CONFIRMADO
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

Volta às Tre Cime di Lavaredo
Duração3 a 4 horas
Preço
Trilha grátis; 40,00 € o pedágio do carro (2026) ou a passagem de ônibus
Volta ao Lago di Braies
PreçoGrátis; o acesso de carro no período regulado, 44,00 € (2026)
Duração1 a 1,5 hora
Aluguel de barco a remo no Lago di Braies
Duração30 a 60 minutos
Preço
Tarifa por hora ou meia hora; não publicada no site oficial do vale (2026)
Vias ferratas
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
Preço
Aluguel de equipamento (cadeirinha, dissipador, capacete) a partir de uns 20-30 € por dia; guia alpino a partir de uns 250-400 € por dia para grupo pequeno (2026; referencial, não verificado)
Travessia de refúgio em refúgio (Alta Via)
DuraçãoDe 3 a 10 dias
Preço
Meia pensão em refúgio, aprox. 60-90 € por pessoa por noite (2026; referencial). Com desconto para sócios de clubes alpinos
Sellaronda de bike de estrada ou de moto
DuraçãoDia inteiro
Preço
Grátis; aluguel de bike de estrada ou e-bike a partir de uns 40-60 € por dia (2026; referencial)
Esqui no circuito Sellaronda
DuraçãoDia inteiro
Preço
Incluído no skipass Dolomiti Superski (preço a confirmar no site oficial)
Museu da Grande Guerra da Marmolada
Duração1 a 2 horas
Preço
Costuma estar incluído no teleférico ou ter entrada à parte; não verificado para 2026
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

Transporte público do Alto Adige (ônibus e trem) — Mobilcard
Duração1, 3 ou 7 dias
Preço
Entre 22,00 e 52,00 € conforme seja de 1, 3 ou 7 dias (tarifa oficial da südtirolmobil, verificada em 22/09/2026)
AltoAdige Guest Pass
PreçoSem custo: é entregue pela hospedagem
DuraçãoOs dias da sua estadia
Combi Card (Alpe di Siusi, Castelrotto, Siusi e Fiè)
Duração7 ou 14 dias
Preço
Combi Card 3 em 7: 73,00 € (71,00 € com Guest Pass). Combi Card 7: 94,00 € (92,00 €). Combi Card 14: 143,00 € (139,00 €). Junior, 50 % de desconto (tarifas oficiais verão 2026, verificadas em 22/09/2026)
Dolomitibus (província de Belluno)
DuraçãoDe 30 min a 2 h
Preço
Tarifas por trecho; não publicadas de forma unificada. O ônibus para as Tre Cime sai de Cortina e de Auronzo
Shuttle 444 Tre Cime (SüdtirolMobil)
PreçoTarifa de transporte público; reserva obrigatória
DuraçãoAprox. 1 hora a partir de Dobbiaco
Carro próprio ou alugado
DuraçãoPor dia
Preço
Aluguel a partir de uns 45-80 € por dia no verão (2026; referencial). Some os pedágios de acesso
Teleféricos e cabinovias
Duração5 a 25 minutos por trecho
Preço
De 18,00 a 74,00 € ida e volta, conforme o teleférico (tarifas oficiais verão 2026)
A pé
Grátis
DuraçãoVariável
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

Veneza (aeroporto Marco Polo ou estação de Mestre) → Cortina d'Ampezzo
Companhias aéreas / empresasCortina Express, ATVO, Flixbus
Duração2 h 30 a 3 h
Preço médio
Aprox. 25-35 € por trecho (2026; referencial, não verificado nas tarifas oficiais)
Veneza ou Belluno → Calalzo-Pieve di Cadore de trem, e de lá ônibus
Companhias aéreas / empresasTrenitalia + Dolomitibus
Preço médioTrem aprox. 10-15 € desde Veneza; ônibus à parte (2026; estimativa)
Duração3 a 4 h no total
Verona, Munique ou Innsbruck → Bolzano (Bozen) de trem
Companhias aéreas / empresasTrenitalia, ÖBB, DB
Duração1 h 30 desde Verona; 3 h 30 desde Munique
Preço médio
Aprox. 15-60 € conforme a antecedência e o tipo de trem (2026; estimativa)
Bolzano ou Bressanone → Val Gardena (Ortisei, Santa Cristina, Selva)
Companhias aéreas / empresassüdtirolmobil (ônibus 350 e conexões)
Duração1 h a 1 h 20
Preço médio
Coberto pelo Mobilcard (22,00 a 52,00 € conforme a duração) ou pelo AltoAdige Guest Pass
Fortezza/Franzensfeste → Val Pusteria (Brunico, Monguelfo, Villabassa, Dobbiaco, San Candido) de trem
Companhias aéreas / empresasTrenitalia / SAD, linha da Val Pusteria
Preço médioCoberto pelo Mobilcard ou pelo Guest Pass
Duração1 h a 1 h 30
Dobbiaco ou Villabassa → Lago di Braies
Companhias aéreas / empresassüdtirolmobil, linha 442 (e 439 desde Monguelfo na alta temporada)
Duração30 a 40 min
Preço médio
Tarifa de transporte público; durante o regulamento de trânsito é preciso fazer reserva online paga, e o Mobilcard e o Guest Pass não valem
Misurina → Rifugio Auronzo (Três Cimas) pela estrada com pedágio
Companhias aéreas / empresasAcesso com veículo próprio e reserva online, ou ônibus da Dolomitibus
Preço médio40,00 € por carro (tarifa oficial 2026)
Duração20 min de subida, uns 6 km
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Refúgios de montanha (rifugi)
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Meia pensão aprox. 60-90 € por pessoa por noite em quarto compartilhado (2026, estimativa). Abrem de meados de junho ao fim de setembro. São a forma mais barata e mais autêntica de dormir nas alturas, e a única de fazer as Alte Vie. É preciso reservar com meses de antecedência no verão.
Garni, pensões e agriturismo
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Aprox. 80-150 € o quarto duplo com café da manhã (2026, estimativa). No Alto Adige, a rede Roter Hahn (agriturismos em fazendas) é excelente e costuma incluir o Guest Pass de transporte. Os vales laterais saem bem mais em conta que Cortina ou Selva.
Hotéis de vale de categoria média
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Aprox. 150-280 € o duplo com meia pensão na temporada (2026, estimativa). É o formato padrão em Ortisei, Selva, Canazei, Corvara e Dobbiaco: meia pensão, spa e acesso fácil aos teleféricos. Em julho-agosto e em fevereiro, muitos exigem estadia mínima de uma semana.
Hotéis de luxo e wellness
Preço$$$$$
Opções recomendadas
A partir de uns 350 € a noite, e bem mais no Natal, em fevereiro e em agosto (2026, estimativa). Cortina d'Ampezzo, Alta Badia e Val Gardena concentram a oferta de cinco estrelas com spa e cozinha autoral. Cortina é o destino mais caro do maciço.

🍴 Onde comer

Refugios y malghe de montaña
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Prato entre 12 e 20 € (2026, estimativa). É onde melhor se come sem gastar muito: canederli (knödel) em caldo, gulasch, speck, polenta com queijo, strudel. Quase sempre se paga em dinheiro, e fecham no meio da tarde.
Cocina tirolesa de valle (Alto Adige)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Entre 25 e 40 € por pessoa (2026, estimativa). Speck, canederli, schlutzkrapfen (raviolões de espinafre e ricota), gulasch, Kaiserschmarrn. Acompanhados de vinhos da região: Lagrein, Schiava, Gewürztraminer.
Cocina ladina
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Entre 25 e 40 € por pessoa (2026, estimativa). Na Val Badia, na Val Gardena e na Val di Fassa se mantém uma cozinha própria: turtres (pastéis fritos de espinafre ou chucrute), cajincí, sopa de cevada, puina. Vale a pena procurar.
Cocina italiana del lado véneto y trentino
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Entre 30 e 55 € por pessoa (2026, estimativa). Em Cortina e na Val di Fassa o estilo é mais italiano: massa fresca, casunziei ampezzanos recheados de beterraba, carne de caça, polenta.
Alta cocina de montaña
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Menu degustação a partir de uns 120-200 € (2026, estimativa). As Dolomitas têm uma concentração incomum de restaurantes com estrela Michelin, vários deles em hotéis da Alta Badia e da Val Gardena, e algum a mais de 2.000 metros.

❓ Perguntas frequentes

Quanto custa subir de carro às Três Cimas de Lavaredo e é preciso reservar?+
Custa 40,00 € por automóvel em 2026, e sim: é preciso reservar online antes, com a placa do veículo cadastrada. O acesso ao estacionamento do Rifugio Auronzo é automatizado, e a cancela não abre sem uma reserva válida que inclua a placa; dá para cadastrá-la até as 23:59 do dia anterior e alterá-la uma única vez. As outras tarifas oficiais são 26,00 € a moto, 60,00 € trailer ou motorhome, 80,00 € ônibus de até 30 lugares e 160,00 € acima de 30. Os moradores de Auronzo pagam 5,00 €. Se não quiser pagar, suba de ônibus: a Dolomitibus chega desde Cortina e desde Auronzo, e o shuttle 444 desde Dobbiaco (dados oficiais do Comune di Auronzo di Cadore, verificados em 22/09/2026).
O que é a restrição do Lago di Braies e em quais meses ela vale?+
Em 2026 o regulamento de trânsito do vale de Braies vigorou de 1º de julho a 15 de setembro, todos os dias das 9:00 às 16:00. Nesse horário só se entra no vale de transporte público, a pé, de bicicleta ou com uma reserva online ou autorização de trânsito válida. O bilhete combinado custa 44,00 € e inclui autorização de trânsito para o dia inteiro, vaga garantida e um voucher de 22,00 € para gastar no vale — o voucher só se você reservar com antecedência, não no mesmo dia. Antes das 9:00 e depois das 16:00 dá para entrar sem reserva, mas sem nenhuma garantia de encontrar lugar: os estacionamentos costumam estar lotados. Para 2027 o vale já anunciou que voltará a haver regulamento nos meses de verão, com detalhes na primavera (dados oficiais do vale de Braies, verificados em 22/09/2026).
Por que os lugares têm dois ou três nomes diferentes?+
Porque as Dolomitas estão divididas entre três províncias e três línguas. Na província autônoma de Bolzano (Alto Adige/Südtirol), o alemão e o italiano são cooficiais, e o ladino também é nos vales ladinos: segundo o censo linguístico oficial do ASTAT com referência a 30 de setembro de 2023, 68,61 % da população da província se declara de língua alemã, 26,98 % italiana e 4,41 % ladina. No Trentino (Val di Fassa) se fala italiano e ladino; na província de Belluno (Cortina, Auronzo), italiano. Então Bolzano é Bozen, Ortisei é St. Ulrich e Urtijëi, o Lago di Braies é o Pragser Wildsee, as Três Cimas são as Drei Zinnen, o Alpe di Siusi é a Seiser Alm e Selva é Wolkenstein. Coloque os dois nomes no GPS e leia as placas com paciência: a trilha que você procura pode estar sinalizada em outro idioma.
Quando está tudo aberto e o que fecha entre as temporadas?+
Há duas temporadas e dois buracos, e são os buracos que arruínam viagens. Verão: os teleféricos do circuito Dolomiti Supersummer funcionaram de 14 de maio a 8 de novembro de 2026, a cabinovia do Alpe di Siusi de 22 de maio a 2 de novembro, e o Gardena Card valia de 6 de junho a 11 de outubro; a estrada das Três Cimas abre aproximadamente do fim de maio ao fim de outubro. Os refúgios de altitude abrem mais tarde e fecham antes: aproximadamente de meados de junho ao fim de setembro. Inverno: a temporada de esqui vai normalmente do início de dezembro ao início ou meados de abril, dependendo da neve. No meio-tempo — todo abril e maio, e novembro — a maioria dos teleféricos, refúgios e até muitos hotéis fecha, os passos podem estar com neve e não há nem esqui nem trilhas de altitude. Se você só pode viajar nesses meses, planeje vales baixos e cidades, não montanha.
Dá para conhecer as Dolomitas sem carro?+
Sim, e melhor do que as pessoas imaginam, principalmente do lado do Alto Adige. De trem você chega a Bolzano ou Bressanone e a toda a Val Pusteria (Brunico, Monguelfo, Villabassa, Dobbiaco, San Candido), e de lá os ônibus cobrem os vales com boa frequência. O Mobilcard custa entre 22,00 e 52,00 € conforme seja de 1, 3 ou 7 dias, e muitas hospedagens dão o AltoAdige Guest Pass de graça. Do lado vêneto é mais apertado: Cortina não tem trem — a linha fechou em 1964 — e se chega de ônibus desde Veneza ou desde a estação de Calalzo-Pieve di Cadore. A exceção a ter em mente: durante o regulamento de trânsito do Lago di Braies, os ônibus 439 e 442 exigem reserva online paga, e o Mobilcard e o Guest Pass não valem.
Vale mais a pena comprar o passe Dolomiti Supersummer ou os tickets avulsos?+
Depende de quantos teleféricos você vai usar por dia. O Supersummer 2026 custou 67,00 € o dia para adulto e 47,00 € júnior, 145,00 € três dias dentro de quatro, 185,00 € cinco dias dentro de sete e 415,00 € a temporada completa, e dá acesso a 140 teleféricos em 12 vales; também existe um cartão de pontos de 1.000 unidades por 100,00 €. Crianças de até 8 anos viajam grátis acompanhadas de um adulto com o mesmo tipo de passe. Mas há uma pegadinha importante: os teleféricos de Seceda — Ortisei-Furnes, Furnes-Seceda e a cadeirinha Fermeda — ficam fora do Supersummer, e o cartão de pontos também não vale em toda a Val Gardena. Se o seu plano é a Val Gardena, o que serve é o Gardena Card: 160,00 € seis dias e 124,00 € três dias para adulto, válido de 6 de junho a 11 de outubro de 2026 (tarifas oficiais verificadas em 22/09/2026).
Qual é o outro pedágio que ninguém espera?+
O de Prato Piazza (Plätzwiese), o planalto que fica bem ao lado do vale de Braies e que muita gente inclui no mesmo dia sem saber que se paga à parte. Em 2026 custou 10,00 € o carro de até 9 lugares, 8,00 € a moto e 30,00 € os veículos de 10 a 20 lugares; a partir das 15:00 caem para 7,00 €, 6,00 € e 20,00 €. O pedágio é por veículo, não por pessoa. Além disso, há só 100 vagas, o acesso é limitado a janelas de horário que mudam conforme a data, e ônibus e motorhomes são proibidos o ano todo (tarifas oficiais 2026, verificadas em 22/09/2026).

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