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Salinas Grandes
🇦🇷 Argentina · Norte (NOA)

Salinas Grandes

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📍Região / Província
Norte (NOA) - grande salar de altitude na divisa entre Jujuy (departamento de Cochinoca) e Salta (departamento de La Poma), Argentina, a cerca de 3.350-3.450 m de altitude. Faz parte da bacia endorreica de Salinas Grandes e Laguna de Guayatayoc
📌Cidade-base
Purmamarca (Jujuy), a cerca de 65-66 km pela RN 52 (Cuesta de Lipán); como bases alternativas, San Salvador de Jujuy, Tilcara ou o povoado de Susques, a caminho do Paso de Jama. Aeroporto Gobernador Horacio Guzmán, em Jujuy
📌Melhor época
Estação seca, de abril a novembro, com céu limpo e o salar bem branco e firme para caminhar. No verão (janeiro a março), as chuvas formam o famoso 'espelho d'água', muito fotogênico, mas as estradas do salar podem ficar alagadas ou interditadas
📌Dias sugeridos
Meio dia a 1 dia: a maioria visita em um passeio que combina Purmamarca, a Cuesta de Lipán e o salar. Vale a pena dormir antes ou depois em Purmamarca para fazer tudo com calma e se aclimatar à altitude
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Salinas Grandes é uma das paisagens mais impressionantes do norte argentino: um imenso deserto de sal branco a mais de 3.400 metros de altitude, na divisa entre Jujuy e Salta. Ocupa cerca de 212 km² (mais de 12.000 hectares) e, quando você desce a Cuesta de Lipán e surge aquela planície infinita brilhando sob o sol da puna, a sensação é de estar caminhando sobre neve eterna em pleno altiplano. A crosta de sal, dividida pela natureza em polígonos perfeitos, parece não ter fim.

Para chegar, sobe-se a partir de Purmamarca pela RN 52, a lendária Cuesta de Lipán, uma estrada de serra totalmente asfaltada que vai subindo em curvas até o Abra de Potrerillos, a cerca de 4.170 m de altitude, antes de descer até o salar. É um dos trajetos de altitude mais espetaculares da Argentina, com vistas vertiginosas, vicunhas pastando e um mirante para tirar fotos. Por causa da altitude, é bom ir com calma: muitos viajantes sentem o soroche (mal de altitude) e o sol é fortíssimo.

O salar não pode ser percorrido por conta própria: para entrar na área de extração é preciso ir com guias da comunidade local, que são os próprios salineiros que extraem o sal de forma tradicional. Eles mostram as piscinas de cristalização, os 'olhos' d'água e explicam como o sal é 'cultivado'. Mas Salinas Grandes também é palco de um conflito profundo: fica no chamado 'triângulo do lítio', e as comunidades kollas e atacamas da bacia resistem à mineração de lítio em defesa da água. Conhecer o salar é também se aproximar desse debate, que tratamos com mais detalhes na página de história.

📖 História de Salinas Grandes

Salinas Grandes é o que resta de uma antiga bacia lacustre de altitude que, sem saída para o mar e sob um clima de forte evaporação, foi precipitando seus sais ao longo de milhões de anos até formar essa crosta branca. Durante séculos, os povos andinos extraíram sal em blocos e o transportaram pela puna em caravanas de lhamas; hoje, as comunidades kollas e atacamas continuam trabalhando nele em cooperativas, ao mesmo tempo em que defendem sua água diante da mineração de lítio. Tudo isso, com mais detalhes, está na página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Salinas Grandes fica em Jujuy

The northernmost province, the Andean roof of Argentina: land of the Quebrada de Humahuaca and the Inca road, of the Omaguaca pucarás, of the heroic Jujuy Exodus of 1812 and of the sugar mills, with a living Andean culture of carnival, coplas and seven-colored hills.

Ler a história de Jujuy →

🗺️ O que ver

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1
O manto branco do salar
A grande planície de sal que se perde no horizonte, com a superfície dividida em polígonos pela cristalização. Caminhar sobre ela, com o céu profundamente azul da puna e as montanhas ao fundo, é a imagem de cartão-postal e a razão de ser da visita.
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Salinas Grandes cobre cerca de 212 km² a mais de 3.400 m de altitude, o que a torna um dos maiores e mais acessíveis salares da Argentina. Sua superfície é dividida em polígonos quase perfeitos pelo processo natural de cristalização, um padrão hexagonal que se repete até o horizonte. Caminhar sobre essa crosta branca, dura e crocante, com o céu de um azul intenso por causa da altitude e as montanhas da puna recortadas ao longe, provoca uma sensação de imensidão difícil de igualar.
ℹ️ Óculos de sol indispensáveis: o reflexo do branco é muito intenso. Melhor luz no meio da manhã ou no meio da tarde.
2
Piscinas de cristalização
Retângulos escavados na crosta onde a salmoura (água salgada) fica até cristalizar e o sal ser colhido. É a primeira parada do circuito guiado: ali os salineiros explicam como extraem e trabalham o sal de forma tradicional.
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As piscinas de cristalização são retângulos perfeitos escavados na crosta, onde os salineiros deixam a salmoura descansar até a água evaporar e o sal cristalizar para ser colhido. É a primeira parada do circuito guiado e um dos pontos mais fotogênicos: a água parada reflete o céu como um espelho, emoldurada pelas bordas brancas de sal. Os guias — que são os próprios trabalhadores — explicam o ciclo de extração tradicional.
ℹ️ Só se visita com guia da comunidade. Não coloque os pés nas piscinas: são área de trabalho.
3
Os 'olhos' de sal (olhos d'água do salar)
Nascentes de água que afloram no meio do salar e formam pequenas lagoas turquesa de salmoura, de beleza singular e muito fotogênicas. Costumam ser a segunda parada do passeio com guia.
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Os 'olhos de sal' são nascentes naturais de salmoura que afloram no meio do salar, formando pequenas lagoas de um turquesa intenso, em contraste com o branco ao redor. São um dos cantos mais bonitos e misteriosos de Salinas Grandes e costumam ser a segunda parada do passeio guiado. A comunidade cobra uma contribuição à parte para o acesso, já que ficam em sua área de manejo.
ℹ️ O acesso aos olhos costuma ser um serviço extra da comunidade (não incluído nos passeios).
4
Montes e blocos de sal
As pilhas de sal colhido que ficam secando antes de serem ensacadas e vendidas, e os blocos que tradicionalmente eram cortados para construção e para o gado. Fazem parte da paisagem de trabalho do salar.
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Espalhados pelo salar, veem-se os montes de sal colhido que ficam secando antes de serem ensacados, e os blocos retangulares que tradicionalmente eram cortados à mão para construção, para as mesas e bancos do lugar e até para o gado. Fazem parte da paisagem de trabalho e lembram que Salinas Grandes não é só um cenário turístico, mas o sustento econômico de várias comunidades.
ℹ️ Na entrada costuma haver artesanato e figuras esculpidas em sal à venda.
5
Espelho d'água (na época de chuvas)
Entre janeiro e março, uma fina camada de água cobre o salar e o transforma em um espelho gigante que reflete o céu e as nuvens. É um fenômeno muito procurado para fotos, embora possa limitar o acesso a algumas áreas se houver muita água.
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Entre janeiro e março, durante a temporada de chuvas de verão da puna, uma fina lâmina de água cobre parte do salar e o transforma em um espelho gigante que reflete o céu, as nuvens e quem caminha sobre ele, parecido com o célebre efeito do Salar de Uyuni, na Bolívia. É um fenômeno muito procurado por fotógrafos, mas tem seu lado ruim: a água pode alagar estradas e limitar o acesso a algumas áreas, e até interditar a entrada se chover muito.
ℹ️ Leve calçados que possam molhar no verão. Confira as condições do salar antes de subir.
6
Fotos de perspectiva
A imensidão branca e plana é perfeita para as clássicas fotos de perspectiva forçada (brincar com tamanhos, objetos e poses). É quase um ritual da visita; muitos guias ajudam a montar as cenas.
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A planície branca, perfeitamente lisa e sem referências de tamanho, é o cenário ideal para as clássicas fotos de perspectiva forçada: fazer uma pessoa 'segurar' outra na palma da mão, sair de dentro de uma garrafa ou brincar com objetos. É quase um ritual da visita, e muitos guias e motoristas ajudam a montar as fotos com truques já testados. Vale levar algum objeto colorido para contrastar com o branco.
ℹ️ A melhor hora para as perspectivas é com o sol alto, que achata as sombras.
7
Cuesta de Lipán e Abra de Potrerillos
A estrada de subida pela RN 52 a partir de Purmamarca, com seu traçado em zigue-zague que chega ao Abra de Potrerillos (cerca de 4.170 m de altitude), ponto mais alto do trajeto. Uma atração por si só, pelas vistas de altitude.
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A Cuesta de Lipán é uma das estradas cênicas mais impressionantes do país: a RN 52 sobe em zigue-zague desde Purmamarca (cerca de 2.200 m) até o Abra de Potrerillos, a cerca de 4.170 m, o ponto mais alto do trajeto. Totalmente asfaltada, oferece vistas vertiginosas da Quebrada, vicunhas pastando e uma paisagem de altitude que muda a cada curva. A subida faz parte da atração, mas é preciso ir com calma por causa da altitude.
ℹ️ Suba devagar para se aclimatar; no abra faz frio e venta mesmo no verão.
8
Mirante da Cuesta de Lipán
Pouco antes do abra há um mirante de onde se vê quase toda a estrada serpenteando encosta abaixo e a imensidão da puna. Parada habitual para fotos e para dar uma pausa na subida.
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Pouco antes de chegar ao topo do Abra de Potrerillos, um mirante à beira da estrada permite ver quase toda a Cuesta de Lipán serpenteando encosta abaixo, com a Quebrada de Purmamarca ao fundo e a imensidão da puna pela frente. É a parada habitual dos passeios para tirar fotos, esticar as pernas e dar tempo para o corpo se acostumar à altitude antes de seguir para o salar.
ℹ️ Costuma haver barracas de artesãs e vendedoras de folha de coca para o mal de altitude.
9
Placa e monolito da divisa Jujuy-Salta
Na estrada, em pleno salar, fica o ponto que marca a divisa entre as províncias de Jujuy e Salta, um clássico para a foto de 'um pé em cada província'.
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Na RN 52, em pleno salar, uma placa e um monolito marcam a divisa entre as províncias de Jujuy e Salta. É um clássico para a foto de 'um pé em cada província' e um bom ponto de referência para entender a geografia do lugar: o salar é compartilhado pelas duas províncias dentro de uma mesma bacia endorreica. Fica na própria estrada, então não exige desvio.
ℹ️ Parada rápida na estrada; cuidado com o trânsito ao tirar fotos.
10
Fauna e paisagem da puna
No caminho e nos arredores é comum ver vicunhas, flamingos em lagoas próximas e a paisagem característica da puna de altitude: céu limpíssimo, ar seco e uma luz muito especial.
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O entorno de Salinas Grandes é a puna em estado puro: na subida e nos arredores é comum cruzar com vicunhas pastando, ver flamingos andinos em lagoas próximas, como a de Guayatayoc, e curtir uma paisagem de altiplano com céu limpíssimo, ar seco e uma luz muito particular. A fauna é protegida, e as vicunhas, antes ameaçadas, hoje são vistas com frequência à beira da estrada.
ℹ️ Não alimente nem persiga as vicunhas; observe-as da estrada.
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Visita guiada al salar con guía de la comunidad (piletas de cristalización)ARS 8.000 por pessoa a partir de 6 anos, mais ARS 12.000 aprox. de entrada por veículo (tarifa vigente; faixa segundo dejujuy.com e sites locais, verificado julho 2026). Serviço da comunidade, obrigatório para percorrer a área de trabalho
Acceso a los 'ojos de sal' (servicio extra de la comunidad)ARS 4.000–8.000 por pessoa aprox. (faixa segundo blogs de viajantes, verificado julho 2026), à parte da visita às piscinas
Cuesta de Lipán, mirador y abraGrátis (é a Ruta Nacional 52, pública; fonte: La Ruta Natural, Ministerio de Turismo, verificado julho 2026); paga-se apenas o transporte ou o passeio
Forma de pagoLeve dinheiro em espécie: o sinal de celular é muito limitado e a maioria dos guias da comunidade não aceita pagamentos digitais (verificado julho 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

Passeio de dia inteiro a Salinas Grandes + Purmamarca + Cuesta de Lipán saindo de Purmamarca, Tilcara ou Jujuy
DuraçãoMeio dia a dia inteiro (entre 4 e 12 h conforme o ponto de saída)
Preço
US$ 35–50 por pessoa em grupo aprox. (faixa segundo RunaTour e Tures, verificado julho 2026); não inclui a visita guiada dentro do salar nem os olhos de sal
Operadora
Agências de Purmamarca, Tilcara, Humahuaca e San Salvador de Jujuy (RunaTour, Tures, Tastil, Latitur)
Passeio a Salinas Grandes saindo de Salta capital
DuraçãoDia inteiro (~12 h ida e volta)
OperadoraAgências de turismo de Salta (Nomades, Dexotic, Destino Salta)
Preço
ARS 75.000–160.000 por pessoa aprox. (faixa ampla conforme a operadora: RunaTour, Nomades e Viator/Tangol, verificado julho 2026), full day combinado com Purmamarca; não inclui a visita comunitária ao salar
Visita guiada dentro do salar (piscinas e, opcionalmente, olhos de sal) com guias da comunidade
DuraçãoAproximadamente 1 a 1,5 h dentro do salar
Preço
ARS 8.000 por pessoa (piscinas) + ARS 4.000–8.000 pelos olhos de sal (faixa segundo blogs de viajantes, verificado julho 2026), à parte do passeio
Operadora
Cooperativas e guias locais da comunidade (obrigatório para percorrer a área de trabalho)
Sessão de fotos de perspectiva e, na temporada, espelho d'água
DuraçãoVariável
OperadoraGuias locais do salar
Preço
Incluído na visita guiada / a combinar com o guia (verificado julho 2026)
Passeios combinados (Salinas Grandes com Purmamarca, Paseo de los Colorados e/ou Quebrada de Humahuaca)
DuraçãoDia inteiro
OperadoraAgências da Quebrada e de Salta capital
Preço
US$ 40–110 por pessoa aprox. (faixa segundo operadoras da Quebrada e de Salta, verificado julho 2026) conforme roteiro e origem
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

Passeio organizado (van de agência)
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
Preço
US$ 35–50 por pessoa aprox. (faixa segundo RunaTour e Tures, verificado julho 2026) saindo da Quebrada; mais saindo de Salta
Observações
A opção mais simples para quem não tem carro: levam você pela Cuesta de Lipán e combinam o guia local no salar. Não há transporte público que chegue ao salar.
Carro / caminhonete alugada
Preço
Aluguel US$ 45–90/dia aprox. (faixa segundo agregadores como Rentcars, verificado julho 2026) em Jujuy ou Salta + combustível
Duração
Cerca de 65-66 km a partir de Purmamarca (1 a 1,5 h pela Cuesta de Lipán)
Observações
Permite controlar os horários, mas mesmo assim é preciso contratar um guia da comunidade para entrar na área de trabalho do salar. Abasteça em Purmamarca; a estrada é de serra e de altitude.
Guia local da comunidade (dentro do salar)
Duração1 a 1,5 h
Preço
ARS 8.000 por pessoa (piscinas; fonte: dejujuy.com, verificado julho 2026); olhos de sal à parte (ARS 4.000–8.000)
Observações
Obrigatório para percorrer as piscinas e os olhos de sal. Os guias são os próprios salineiros; leve dinheiro em espécie.
Remis / transfer privado saindo de Purmamarca ou Jujuy
DuraçãoVariável
Preço
US$ 40–80 ida e volta com espera aprox. (faixa segundo empresas de remis locais e fóruns de viajantes, verificado julho 2026) conforme a distância
Observações
Alternativa para grupos pequenos sem carro; combine com antecedência e confirme se inclui ou não o guia do salar.
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

Purmamarca → Salinas Grandes pela RN 52 (Cuesta de Lipán e Abra de Potrerillos)
Companhias aéreas / empresasCarro próprio ou passeios de agências da Quebrada
Preço médio
Combustível ou passeio US$ 35–50 por pessoa (faixa segundo RunaTour, verificado julho 2026)
Duração
Cerca de 65-66 km, entre 1 e 1,5 h, subindo até os 4.170 m de altitude do abra
San Salvador de Jujuy → Salinas Grandes (via Purmamarca e Cuesta de Lipán)
Companhias aéreas / empresasCarro próprio ou passeio de dia inteiro
Preço médio
Passeio US$ 35–55 por pessoa aprox. (faixa segundo agências de Jujuy, verificado julho 2026)
Duração
Aproximadamente 2,5 a 3 h por trecho (cerca de 165 km), mais o tempo no salar
Tilcara → Salinas Grandes (via Purmamarca)
Companhias aéreas / empresasPasseios de agências ou carro próprio
DuraçãoCerca de 1,5 a 2 h por trecho
Preço médio
Passeio US$ 35–55 por pessoa aprox. (faixa segundo agências da Quebrada, verificado julho 2026)
Salta capital → Salinas Grandes
Companhias aéreas / empresas
Passeios de agências de Salta ou carro próprio (via Jujuy / Purmamarca)
Preço médio
Full day combinado US$ 55–115 por pessoa aprox. (faixa segundo RunaTour, Nomades e Viator, verificado julho 2026)
Duração
Dia inteiro; fica a várias horas e costuma ser vendido como full day combinado
Susques → Salinas Grandes pela RN 52 (vindo do oeste, a caminho do Paso de Jama)
Companhias aéreas / empresasCarro próprio
Preço médioApenas combustível (verificado julho 2026)
Duração
Aproximadamente 1 h; Susques é uma base de passagem para quem vem do Chile ou vai para lá
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Econômico / mochileiro em Purmamarca ou Susques
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 25–45 a diária (faixa segundo Booking.com e Hostelworld, verificado julho 2026): hostels, chalés e casas de família em Purmamarca (perto da praça) e hospedagens simples em Susques. No salar não há hospedagem
Hosterias e pousadas de categoria intermediária em Purmamarca
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 55–100 a diária (faixa segundo Booking.com, verificado julho 2026): La Posada de la Calandria, Colores de Purmamarca, Casa de Adobe e pousadas do centro. Em Susques, hotéis simples na RN 52 para quem pernoita a caminho do Paso de Jama
Hotéis boutique em Purmamarca
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 110–200 a diária (faixa segundo Booking.com/Expedia, verificado julho 2026): La Comarca Hotel & Spa e hotéis boutique com piscina e vista para as montanhas nos arredores do povoado
Hotéis de luxo e spa em Purmamarca
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 220–450 a diária (faixa segundo o Booking.com, verificado em julho de 2026): El Manantial del Silencio e opções premium com spa, gastronomia andina autoral e paisagem de montanha

🍴 Onde comer

Económico / para el camino
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 3–8 por pessoa (faixa segundo fóruns de viajantes, verificado em julho de 2026): empanadas, sanduíches e lanches comprados em Purmamarca antes de subir; em Susques, restaurantes simples à beira da estrada. No salar não há restaurantes, só barraquinhas bem básicas
Cocina regional del norte en Purmamarca
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 6–14 por prato (faixa segundo o Tripadvisor, verificado em julho de 2026): restaurantes ao redor da praça com empanadas, locro, humita, tamales, carne de lhama e ensopados andinos
Cafés, peñas y casas de comida
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 9–19 por pessoa (faixa segundo o Tripadvisor, verificado em julho de 2026): cafés e peñas com música ao vivo em Purmamarca; boa opção para um jantar com folclore do norte argentino
Cocina andina de autor / de hotel
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 19–42 por pessoa (faixa segundo sites de hotéis e o Tripadvisor, verificado em julho de 2026): restaurantes de hotéis como El Manantial del Silencio e propostas de cozinha andina caprichada com produtos de altitude (com reserva)

📖 História de Salinas Grandes

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Geologia: de antigo lago a deserto de sal

Salinas Grandes é o que resta de um enorme corpo d'água que existiu há milhões de anos em plena puna. Sua origem costuma ser situada em um processo ocorrido entre 5 e 10 milhões de anos atrás, quando essa bacia de altitude esteve coberta por águas carregadas de sais, em boa parte trazidos pela intensa atividade vulcânica da região. Com o tempo, o clima úmido deu lugar a um ambiente cada vez mais árido e seco, típico do altiplano.

A chave da sua formação é que se trata de uma bacia endorreica, ou seja, uma bacia fechada, sem saída para o mar. Os rios e as nascentes que a alimentam chegam carregados de sais dissolvidos (vindos dos terrenos vulcânicos ao redor), mas a água não tem por onde escapar: a única saída é a evaporação. Sob o sol intenso, o vento seco e a enorme amplitude térmica da puna, a água evapora e os sais ficam, concentrando-se até saturar e precipitar. Camada sobre camada, ao longo de muitíssimo tempo, foi se formando essa grossa crosta branca, com cerca de 30 centímetros de espessura média.

Hoje o salar se estende por cerca de 212 km² (mais de 12.000 hectares) entre os departamentos de Cochinoca, em Jujuy, e La Poma, em Salta, a uns 3.350-3.450 metros de altitude. Funciona praticamente como o nível de base de um sistema endorreico maior, que continua para o norte na Laguna de Guayatayoc, fortemente salgada e alcalina. Essa mesma salmoura que se acumula sob a crosta é a que contém o lítio que hoje está no centro do debate.

es.wikipedia.org · Salinas Grandes (Jujuy y Salta)billiken.lat · Salinas grandes historia tamano y todo lo…geovirtual2.cl · Ggcap05g 2

O sal e os povos andinos: blocos e caravanas

Durante milênios, o sal foi um bem precioso nos Andes. Servia para conservar a carne e o peixe, para curtir couro, para o gado e para o consumo humano, e por isso movimentou um comércio que atravessava a cordilheira e a puna muito antes da chegada dos espanhóis. Os povos andinos da região -de raiz kolla e atacama, no cruzamento entre o mundo quíchua-aimará e o deserto do Atacama- extraíam o sal de salares como este e o transportavam em caravanas de lhamas por distâncias enormes, trocando-o por milho, produtos dos vales e bens de outras regiões.

A extração tradicional era feita 'criando o sal', uma expressão que os salineiros ainda usam e que diz muito sobre a forma como eles entendem o salar: não como uma mina que se esgota, mas como algo vivo que se regenera com as chuvas e o sol. Cortavam-se blocos ou 'pães' de sal diretamente da crosta para a construção e para o gado, e colhia-se o sal que voltava a se formar depois de cada temporada de chuvas. Esse ciclo -chuvas de verão que inundam o salar, evaporação que 'faz crescer' o sal de novo- é o que continua marcando, até hoje, o trabalho das comunidades.

scielo.cl · Scielouniverses.art · Salinas grandeslarutanatural.gob.ar · Salinas grandes📄 2026

A exploração salineira atual e as cooperativas

A extração de sal continua sendo uma atividade central para as comunidades do salar, hoje organizada em boa parte em cooperativas que reúnem homens e mulheres dos povoados vizinhos. Essas cooperativas, criadas pelos próprios moradores, se consolidaram sobretudo a partir do fim da década de 1970, e em alguns casos -como o do Santuario Tres Pozos- têm uma história muito ligada à própria comunidade.

O método mais visível para o visitante são as piletas ou piscinas de cristalização: retângulos escavados na crosta (com cerca de 4 metros de comprimento por 2,5 de largura e uns 40 centímetros de profundidade) onde a salmoura é depositada e deixada entre oito e doze meses, até que a água evapore e o sal cristalize. Cada piscina pode render umas duas toneladas de sal, que depois é ensacado e vendido para empresas embaladoras. Somam-se a isso o corte de blocos e a coleta superficial. Todo o ciclo acompanha as estações: as chuvas do verão (de dezembro a março) inundam o salar, e a evaporação posterior, com sol e vento, volta a 'criar' o sal.

Nas últimas décadas, ao sal somou-se o turismo: as mesmas pessoas que trabalham no salar atuam como guias, mostram as piscinas e os olhos d'água, ajudam com as fotos de perspectiva e explicam seu ofício. É uma forma de turismo comunitário que deixa uma renda direta nos povoados e que convive, não sem tensões, com a atividade salineira de sempre.

scielo.cl · Scielojujuyturismo.com.ar · Salinas grandeslarutanatural.gob.ar · Salinas grandes📄 2026

O debate do lítio: água, direitos e desenvolvimento

Salinas Grandes está no coração do chamado 'triângulo do lítio', a região compartilhada por Argentina, Chile e Bolívia onde se concentra uma parcela enorme dos recursos mundiais desse mineral. O lítio é fundamental para as baterias de celulares, notebooks e, sobretudo, carros elétricos, e sua demanda cresce com a transição energética global. Sob a crosta de salares como este há salmouras ricas em lítio, e há anos diferentes empresas mineradoras se interessam em explorá-las.

Do outro lado estão as comunidades indígenas kollas e atacamas que vivem na bacia e dependem da sua água para a criação de gado, o cultivo e a própria extração de sal. Reunidas na mesa das 33 comunidades da bacia de Salinas Grandes e Laguna de Guayatayoc, elas vêm resistindo à mineração de lítio com um lema que virou símbolo: 'A água vale mais que o lítio'. A principal preocupação é a água: a extração de lítio por evaporação de salmouras consome e altera grandes volumes de água em um ambiente desértico e de equilíbrio hídrico muito frágil, e elas temem um dano irreversível aos aquíferos. Também denunciam que não foi respeitado seu direito à consulta prévia, livre e informada, garantido pela Convenção 169 da OIT e pela Constituição argentina.

O conflito tem uma longa trajetória judicial. As comunidades, junto com a Fundación Ambiente y Recursos Naturales (FARN), levaram o caso à Justiça, e a Corte Suprema da Argentina assumiu a competência para intervir e pediu informações ao governo nacional, a Salta e a Jujuy sobre os contratos e os possíveis impactos ambientais. Em outubro de 2025, o tribunal máximo decidiu intervir de vez na disputa pela exploração de lítio e borato na região. É um debate aberto, com posições opostas que vale a pena olhar em toda a sua complexidade, sem reduzi-lo a mocinhos e vilões.

Posição das comunidades e ambiental: as comunidades kollas e atacamas, junto com organizações como a FARN, afirmam que a mineração de lítio ameaça a água de uma bacia endorreica frágil, coloca em risco a pecuária, a agricultura e a extração tradicional de sal, e foi impulsionada sem a consulta prévia, livre e informada exigida pela Convenção 169 da OIT e pela Constituição. Elas resumem sua reivindicação no lema 'A água e a vida valem mais que o lítio'.
Posição do desenvolvimento minerário e do emprego: o setor de mineração e parte dos governos provinciais defendem que o lítio é uma oportunidade histórica de desenvolvimento para uma região historicamente esquecida, que pode gerar empregos, royalties e investimentos, e que abastece a transição para energias limpas e carros elétricos. O argumento é que, com controles ambientais, estudos adequados da bacia e novas tecnologias de extração, a atividade pode ser compatível com a preservação da água.
Meio-termo em debate: diferentes vozes (acadêmicas, judiciais e da sociedade civil) apontam que a questão não é só 'sim ou não ao lítio', mas garantir primeiro estudos hídricos sérios e independentes de toda a bacia, transparência nas concessões e, sobretudo, o cumprimento efetivo do direito das comunidades de serem consultadas e de decidirem sobre seu território.
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Salinas Grandes hoje: turismo comunitário e um símbolo

Hoje Salinas Grandes é ao mesmo tempo um ícone turístico do norte argentino e um território em disputa. Chegam visitantes do mundo todo, que sobem pela Cuesta de Lipán para caminhar sobre o sal, percorrer as piscinas, espiar os olhos d'água e tirar as clássicas fotos de perspectiva naquela imensidão branca. Essa atividade turística, administrada em grande parte pelas próprias comunidades por meio de guias e cooperativas, virou uma fonte de renda importante, complementar ao sal e à pecuária.

Ao mesmo tempo, o salar se transformou em um símbolo nacional do debate sobre o lítio, a água e os direitos dos povos indígenas. Por isso, percorrê-lo com um guia da comunidade é muito mais que um passeio para ver a paisagem: é ouvir em primeira mão como se 'cria' o sal, como se vive na puna a mais de 3.400 metros e por que tantas famílias defendem sua água diante da mineração. Visitar Salinas Grandes com respeito -contratando guias locais, consumindo nos povoados e entendendo o contexto- é a melhor maneira de conhecer este lugar extraordinário.

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📚 Bibliografia

  • Salinas Grandes (Jujuy y Salta) - Wikipedia en español: https://es.wikipedia.org/wiki/Salinas_Grandes_(Jujuy_y_Salta)
  • Salinas Grandes - La Ruta Natural (Ministerio de Turismo de la Nación): https://web.archive.org/web/20260520065014/https://www.larutanatural.gob.ar/es/imperdible/82/salinas-grandes
  • Cuesta de Lipán (RN 52) - La Ruta Natural: https://web.archive.org/web/20260520065014/https://www.larutanatural.gob.ar/es/ruta-escenica/2/cuesta-de-lipan-rn-52
  • Salinas Grandes de Jujuy - Secretaría de Turismo de Jujuy: https://www.jujuyturismo.com.ar/salinas-grandes.html
  • Criar la sal: relaciones de intercambio vital en la extracción tradicional de panes de sal en Salinas Grandes - Estudios Atacameños / SciELO: https://www.scielo.cl/scielo.php?pid=S0718-10432022000100112&script=sci_arttext
  • Extracción de litio en Salinas Grandes y Laguna de Guayatayoc - FARN (Fundación Ambiente y Recursos Naturales): https://farn.org.ar/extraccion-de-litio-en-salinas-grandes-y-laguna-de-guayatayoc/
  • La Corte Suprema resolvió intervenir en un conflicto por la explotación de litio y borato en Salinas Grandes - Infobae (2025): https://www.infobae.com/judiciales/2025/10/16/la-corte-suprema-resolvio-intervenir-en-un-conflicto-por-la-explotacion-de-litio-y-borato-en-salinas-grandes/
  • La Corte Suprema requirió información para evaluar la actividad minera en Salinas Grandes - Página/12: https://www.pagina12.com.ar/536314-la-corte-suprema-requirio-informacion-para-evaluar-la-activi
  • Todo lo que tenés que saber sobre el litio en la Argentina - Chequeado: https://chequeado.com/el-explicador/todo-lo-que-tenes-que-saber-sobre-el-litio-en-la-argentina/
  • Triángulo del Litio - Wikipedia en español: https://es.wikipedia.org/wiki/Tri%C3%A1ngulo_del_Litio
  • Conflicto Minero: 33 comunidades de Salinas Grandes denuncian exploraciones mineras de litio inconsultas - OCMAL: https://mapa.conflictosmineros.net/ocmal_db-v2/conflicto/view/942

❓ Perguntas frequentes

Dá para percorrer o salar por conta própria ou é preciso ir com guia?+
A área explorada do salar (piscinas de cristalização e ojos de sal) só pode ser visitada com guias da comunidade local, que são os próprios trabalhadores do sal. Mesmo que você vá de carro próprio, na entrada designam um guia que acompanha você pelo circuito. É por segurança (o sal e a água podem enganar) e porque o salar é território das comunidades. A visita às piscinas custa uns ARS 8.000 por pessoa (mais uma taxa de entrada de ARS 12.000 aprox. por veículo) e os ojos de sal são pagos à parte, uns ARS 4.000–8.000 (verificado em julho de 2026). Vale levar dinheiro em espécie, já que o sinal de celular é muito limitado.
Quanto custa visitar as Salinas Grandes?+
Uma excursão de dia inteiro saindo da Quebrada (Purmamarca, Tilcara, Jujuy) fica entre US$ 35–50 por pessoa (verificado em julho de 2026), e saindo de Salta capital pode ir de US$ 55 a mais de US$ 100 conforme a agência, por ser um passeio de dia inteiro mais longo. Além disso, é preciso somar a visita guiada da comunidade dentro do salar, que é cobrada à parte: uns ARS 8.000 pelas piscinas e ARS 4.000–8.000 pelos ojos de sal. A Cuesta de Lipán e os mirantes são gratuitos. Os valores em pesos mudam com a inflação: confira antes de viajar.
Como chegar às Salinas Grandes saindo de Purmamarca?+
Sobe-se pela RN 52, a Cuesta de Lipán, uma estrada asfaltada de serra que sobe em ziguezague desde Purmamarca (uns 2.200 m de altitude) até o Abra de Potrerillos (uns 4.170 m de altitude) e depois desce até o salar. São uns 65-66 km e entre 1 e 1,5 horas. Dá para ir de carro, com excursão ou em transfer; não há transporte público que chegue até o salar.
Qual é a melhor época para visitar?+
Depende do que você quer ver. De abril a novembro (estação seca) o salar fica bem branco, firme e com céu limpo, ideal para caminhar e tirar fotos de perspectiva. Entre janeiro e março, as chuvas formam o 'espelho d'água' que reflete o céu, muito procurado para fotos, mas os caminhos do salar podem ficar alagados ou interditados e limitar o acesso a algumas áreas.
Como a altitude afeta? É preciso se aclimatar?+
O salar fica a mais de 3.400 m de altitude e passa-se pelo Abra de Potrerillos a uns 4.170 m, então é comum sentir o apunamiento (mal de altitude): dor de cabeça, falta de ar, cansaço. O ideal é subir descansado, ir devagar, se hidratar bastante, comer leve e evitar álcool. O sol da puna é muito forte e o branco do sal reflete: óculos de sol, protetor solar e chapéu são indispensáveis.
O que acontece com o lítio nas Salinas Grandes?+
As Salinas Grandes ficam dentro do 'triângulo do lítio' (Argentina, Chile e Bolívia), onde se concentra boa parte das reservas mundiais. As comunidades kollas e atacamas da bacia -reunidas na mesa das 33 comunidades de Salinas Grandes e Laguna de Guayatayoc- se opõem à mineração de lítio pelo impacto na água e afirmam que seu direito à consulta prévia não foi respeitado. O conflito chegou à Corte Suprema. Contamos tudo em detalhe, com as diferentes posições, na página de história.
Vale a pena combinar a visita com outros lugares?+
Sim. Como fica muito perto de Purmamarca, a maioria combina as Salinas Grandes com o Cerro de los Siete Colores e o Paseo de los Colorados, e às vezes com um roteiro pela Quebrada de Humahuaca. Também é parada de quem cruza para o Chile pelo Paso de Jama, via Susques. O ideal é dormir uma noite em Purmamarca para se aclimatar e aproveitar sem pressa.

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