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Esteros del Iberá
🇦🇷 Argentina · Litoral e Mesopotâmia

Esteros del Iberá

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📍Região / Província
Litoral e Mesopotâmia — Corrientes
📌Cidade de apoio
Mercedes (~120 km de Colonia Carlos Pellegrini pela RP40, quase toda de cascalho); também dá para chegar por Posadas ou por outros portais
📌Melhor época
Abril a outubro (outono-inverno e início da primavera): dias amenos, menos calor e menos mosquitos que no verão. Boa observação de fauna o ano todo
📌Dias sugeridos
2 a 3 dias (no mínimo uma noite em Carlos Pellegrini para fazer os passeios do amanhecer e do entardecer)
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Os Esteros del Iberá são uma das maiores áreas úmidas do mundo: um mar interior de água doce, lagoas, banhados, capinzais e embalsados (ilhas flutuantes de vegetação) que ocupa uma porção enorme do centro-norte da província de Corrientes. O nome vem do guarani e costuma ser traduzido como 'água que brilha' ou 'águas brilhantes', e basta ver o reflexo do céu sobre a lagoa ao amanhecer para entender por quê.

A grande atração é a fauna, abundante e muito tranquila diante do visitante. Num único passeio de lancha ou canoa é comum ver jacarés tomando sol, famílias de capivaras, cervos-do-pantanal no meio dos juncos, bugios nas árvores e dezenas de aves: garças, cegonhas, jaçanãs, martins-pescadores. O Iberá protege ainda espécies emblemáticas e, graças a um ambicioso projeto de rewilding, voltaram à região animais que tinham desaparecido, como o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro, a arara-vermelha e até a onça-pintada.

A principal porta de entrada turística é Colonia Carlos Pellegrini, às margens da Laguna Iberá. É um vilarejo tranquilo de ruas de areia, sem grandes comodidades urbanas, feito para desconectar: pousadas charmosas, guias locais e um ritmo lento marcado pelos passeios bem cedinho e pelo pôr do sol, quando a fauna está mais ativa. Chegar exige um bom trecho de estrada de cascalho a partir de Mercedes, o que faz parte do charme e da aventura de visitar um lugar que ainda não é massificado.

📖 História de Esteros del Iberá

Depois de séculos de pecuária e de uma caça ilegal intensa que quase esvaziou a área úmida de fauna, os Esteros del Iberá passaram por uma virada histórica: a compra de estâncias e a posterior doação de terras promovidas por Douglas e Kristine Tompkins (por meio do The Conservation Land Trust, hoje Fundación Rewilding Argentina) permitiram criar o Parque Nacional Iberá em 2018 e pôr em marcha um programa de reintrodução de espécies que trouxe a onça-pintada de volta a Corrientes. Essa história, com suas etapas e protagonistas, está contada na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Esteros del Iberá fica em Corrientes

Founded in 1588 as San Juan de Vera de las Siete Corrientes, it is the most Guaraní and most federalist province in Argentina: cradle of chamamé, declared Intangible Cultural Heritage of Humanity, setting of the outbreak of the War of the Triple Alliance and home of the Esteros del Iberá, where the jaguar roars again after seventy years.

Ler a história de Corrientes →

🗺️ O que ver

Passeios por perto, em Ituzaingo

Saem de Ituzaingo, a 115 km daqui. Se você reservar por este link ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais.

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Laguna Iberá
O principal espelho d'água, ao lado de Colonia Carlos Pellegrini. Daqui saem os passeios de lancha e canoa para ver jacarés, capivaras, cervos-do-pantanal e aves. O amanhecer e o entardecer são os momentos imperdíveis.
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A Laguna Iberá é o coração da área úmida e, quase com certeza, a imagem que vai ficar gravada da viagem: um espelho enorme de água doce que ao amanhecer se funde numa só cor com o céu e que dá sentido ao nome guarani do lugar, 'água que brilha'. É o cartão-postal clássico do Iberá e o cenário onde se concentra a maior parte da atividade turística, porque fica colada a Colonia Carlos Pellegrini, o vilarejo de onde sai praticamente tudo. O que se faz aqui é navegar. Do embarcadouro, a poucas quadras das pousadas, saem as lanchas e as canoas a vara com guia local para entrar pelos canais, contornar os embalsados (aquelas ilhas flutuantes de vegetação) e chegar perto da fauna. Num único passeio é normal ver jacarés tomando sol na margem, famílias inteiras de capivaras pastando sem se abalar, cervos-do-pantanal com água até a barriga no meio dos juncos e uma quantidade impressionante de aves: garças-brancas e garças-mouras, cegonhas, jaçanãs caminhando sobre os aguapés, martins-pescadores e, com sorte, o gavião-belo ou algum outro gavião. A fauna do Iberá é muito mansa, então as lanchas chegam bem perto sem espantar os animais. Para navegar a lagoa, a base é Colonia Carlos Pellegrini, que fica bem na beira dela. Chega-se ao vilarejo a partir de Mercedes pela RP40 (40 km de asfalto e uns 80 km de cascalho) e, uma vez lá, o embarcadouro fica a uma distância que dá para fazer a pé; os passeios são contratados com a pousada ou com guias credenciados. O horário faz toda a diferença. Os dois passeios que você não pode perder são o do amanhecer e o do entardecer: com as primeiras e as últimas luzes o calor diminui, a água fica parada como vidro e a fauna está muito mais ativa que ao meio-dia. É quando os animais saem para comer e quando a luz, dourada e rasante, rende as melhores fotos. Ao meio-dia, por outro lado, o sol castiga e muitos animais se escondem. Dica prática: leve sempre repelente, chapéu, protetor solar e água, mesmo que o passeio seja curto; o reflexo na água queima mais do que parece. Um binóculo faz muita diferença para as aves e os cervos mais distantes. E reserve o passeio do amanhecer na noite anterior, porque ele começa muito cedo e é bom deixar tudo combinado com o guia.
ℹ️ Como percorrer: De lancha a motor ou canoa a vara, sempre com guia local · Passeios imperdíveis: Amanhecer e entardecer (fauna mais ativa e luz melhor) · Duração típica: 1,5 a 2 horas por passeio · Base: Colonia Carlos Pellegrini, na margem da lagoa
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O vilarejo de acesso ao coração do Iberá: ruas de areia, pousadas, guias locais e um centro de visitantes. Base ideal para os passeios de observação de fauna e para viver o ritmo lento da área úmida.
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Colonia Carlos Pellegrini é o vilarejo que funciona como porta de entrada para o coração do Iberá, e vale entender que não é um destino turístico convencional: é um povoado tranquilo de ruas de areia, debruçado sobre a Laguna Iberá, onde você não vai encontrar grandes comodidades urbanas nem vida noturna, mas justamente o contrário. Essa é a graça. É um lugar pensado para desconectar, onde o dia é marcado pelos passeios bem cedinho e pelo pôr do sol, e onde o wi-fi funciona quando funciona. No vilarejo está quase toda a infraestrutura para visitar a área úmida: pousadas e lodges charmosos, guias locais credenciados, o embarcadouro de onde saem as lanchas e um centro de visitantes para se informar sobre a fauna e o projeto de conservação. É pequeno e dá para percorrer inteiro a pé, então numa tarde você já conhece. Perto do vilarejo costuma haver também uma trilha dos macacos onde é fácil ver bugios, e as capivaras e raposas passeiam tranquilas pelas ruas, principalmente no fim da tarde. Chegar faz parte da aventura. De Mercedes são uns 120 km pela RP40: 40 km de asfalto e uns 80 km de cascalho, que vale fazer devagar (no máximo 60 km/h). Importante: nesse trecho não há postos de combustível nem sinal de celular, então é preciso abastecer em Mercedes e, se chover forte, a estrada de terra pode ficar complicada. Se não quiser dirigir no cascalho, dá para deixar o carro num estacionamento em Mercedes e pegar um transfer 4x4 ou o Iberá Bus, que faz o trajeto em dias fixos. A melhor época para ficar é de abril a outubro, quando os dias são amenos e há menos calor e mosquitos que no verão. Quanto ao ritmo do dia, o vilarejo se organiza em torno dos dois passeios de fauna (amanhecer e entardecer), com a sesta correntina no meio: no meio da tarde o sol castiga e todo mundo descansa. Algumas dicas: a maioria das pousadas trabalha com pensão completa e costuma incluir ou organizar os passeios com guia próprio, o que é muito prático porque a oferta de restaurantes avulsos é limitada. Reserve com antecedência na alta temporada, leve dinheiro em espécie (nem sempre os cartões funcionam e não há caixas eletrônicos garantidos) e se arme de repelente para os fins de tarde.
ℹ️ Distância de Mercedes: ~120 km pela RP40 (40 km de asfalto + ~80 km de cascalho) · Como se locomover: Tudo a pé; o vilarejo é bem pequeno · Atenção: Sem postos de combustível nem sinal no trecho de cascalho; leve dinheiro em espécie · Melhor época: Abril a outubro (clima ameno, menos mosquitos)
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Fauna emblemática
Jacaré, capivara (o maior roedor do mundo), cervo-do-pantanal, lobo-guará, bugios e cerca de 350-400 espécies de aves. Muito acostumados à presença humana.
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Se existe um motivo para vir ao Iberá, é a fauna. Poucos lugares da Argentina oferecem uma concentração tão grande de animais silvestres e, acima de tudo, tão tranquilos diante do visitante: aqui os bichos não fogem assim que te veem, o que transforma cada passeio em algo parecido com um safári sul-americano. Para quem conhece o Pantanal, a sensação é familiar. É um dos melhores lugares do país para ver vida selvagem de perto e sem esforço. Os protagonistas que você quase com certeza vai ver são quatro. O jacaré, que aparece tomando sol nas margens com a boca aberta para regular a temperatura. A capivara, o maior roedor do mundo, que anda em família pastando tranquila e até entra no vilarejo. O cervo-do-pantanal, o maior cervídeo da América do Sul, que o Iberá protege como uma de suas populações mais importantes e que aparece no meio dos juncos. E os bugios, fáceis de ouvir e de ver entre as árvores perto do vilarejo. Somam-se a eles o lobo-guará, com suas pernas compridas e jeito inconfundível, mais arisco e de hábitos crepusculares. O Iberá é também um destino top para quem gosta de aves: são cerca de 350-400 espécies registradas. Garças-brancas e garças-mouras, cegonhas, o tachã com seu grito inconfundível, jaçanãs que caminham sobre a vegetação flutuante, martins-pescadores, gaviões e o yetapá-de-colar, uma ave de campo ameaçada que é justamente o símbolo do Parque Nacional Iberá. Para ver fauna, a base é Colonia Carlos Pellegrini e a ferramenta são os passeios guiados: lancha e canoa na lagoa, caminhadas pelas trilhas e a saída noturna. Cada modalidade mostra animais diferentes. O melhor momento, sem discussão, é o amanhecer e o entardecer, quando os animais estão ativos e o calor dá uma trégua; ao meio-dia muitos se escondem do sol. Dicas de campo: um binóculo muda completamente a experiência com as aves e os animais mais distantes. Mova-se e fale baixo, siga as orientações do guia e não alimente nem toque nos animais, por mais mansos que pareçam (uma capivara se deixar fotografar a dois metros não quer dizer que seja um bichinho de estimação). Use roupas de cores neutras e tenha a câmera sempre à mão: as melhores cenas aparecem de repente.
ℹ️ Quase com certeza você vai ver: Jacaré, capivara, cervo-do-pantanal, bugios · Aves: Cerca de 350-400 espécies registradas · Símbolo do parque: Yetapá-de-colar (ave de campo ameaçada) · Melhor momento: Amanhecer e entardecer
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Espécies reintroduzidas (rewilding)
O Gran Parque Iberá é palco do maior projeto de rewilding da Argentina: voltaram o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro, a arara-vermelha, o cateto, a anta, a ariranha e a onça-pintada.
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O Iberá não é só um lugar onde a fauna sobrevive: é um dos grandes laboratórios de restauração da natureza das Américas. Depois de séculos de pecuária e de uma caça ilegal que quase esvaziou a área úmida, um ambicioso projeto de rewilding (reintrodução de espécies) impulsionado pela Fundación Rewilding Argentina junto com o Estado conseguiu trazer de volta animais que tinham sido extintos localmente. Saber disso dá outra dimensão à viagem: muitos dos animais que você vai ver são protagonistas dessa história de recuperação. A lista de espécies devolvidas ao ecossistema é impressionante: o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro, o cateto, a anta, a ariranha, a arara-vermelha (com um voo e uma cor impossíveis de não notar) e, como grande símbolo, a onça-pintada, o maior felino das Américas, que voltou a Corrientes depois de décadas de ausência. Também foram reintroduzidas espécies como o mutum-de-penacho, e há trabalho com a jaguatirica. Onde ver cada coisa depende do portal. Os projetos de reintrodução estão distribuídos pelo Gran Parque: a arara-vermelha, o mutum e o cateto têm núcleos em Cambyretá; o tamanduá-bandeira e o cateto, em Carambola e San Nicolás. A onça-pintada foi solta num grande 'núcleo' dentro da área úmida e vê-la é raríssimo: o importante não é cruzar com ela, mas saber que o ecossistema voltou a ter um predador de topo. O que dá para ver e quando: o tamanduá-bandeira aparece melhor em caminhadas diurnas pelas trilhas e portais como Cambyretá ou San Nicolás; a arara-vermelha, voando ou pousada, sobretudo em Cambyretá; o veado-campeiro, nos campos. Como toda fauna, ela se mostra mais ao amanhecer e ao entardecer. Os guias locais conhecem os lugares com maior chance de avistamento e costumam contar em que etapa está cada reintrodução. Um dado para dimensionar: este é um dos projetos de restauração de fauna mais importantes do continente, e foi o que permitiu criar o Parque Nacional Iberá em 2018. Se o tema te interessa, vale passar no centro de visitantes e perguntar ao guia: a história de como os recintos foram montados, como trouxeram exemplares de outras regiões e como eles foram sendo soltos é fascinante e faz parte do que torna este destino único.
ℹ️ Quem impulsiona: Fundación Rewilding Argentina (antes Conservation Land Trust) + Estado · Espécies devolvidas: Tamanduá-bandeira, veado-campeiro, cateto, anta, ariranha, arara-vermelha, onça-pintada · Marco: Permitiu criar o Parque Nacional Iberá (2018) · Ver a onça-pintada: Raríssimo; o importante é que o predador de topo voltou
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Embalsados e capinzais
Ilhas flutuantes de vegetação que se deslocam pela água e formam a paisagem típica do estero. Sobre elas caminham animais e crescem plantas aquáticas; um fenômeno natural fascinante que os guias explicam em cada passeio.
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Os embalsados são uma das coisas mais curiosas do Iberá e, depois que você entende o que são, não consegue parar de olhar para eles. São verdadeiras ilhas flutuantes de vegetação: com o tempo, as raízes, os juncos e os restos de plantas se entrelaçam formando um colchão vegetal firme o bastante para sustentar arbustos, outras plantas e até o peso de animais grandes. Essas ilhas não são fixas: deslocam-se lentamente com o vento e as correntes, mudando o desenho da área úmida. São, literalmente, terra que flutua, e formam a paisagem típica do estero junto com os capinzais (os grandes mantos de capim alto e juncais que se estendem até o horizonte). O interessante não é só o fenômeno em si, mas o que acontece em cima dele. Os embalsados são um ecossistema por conta própria: sobre eles crescem plantas aquáticas como aguapés e vitórias-régias (as grandes ninfeias de folhas redondas), aves fazem ninho e caminham capivaras, cervos e até jacarés. Quando você navega pela lagoa, boa parte do que parece 'margem' na verdade são embalsados; o guia mostra como o barco consegue empurrá-los e como o chão 'treme' se alguém se arrisca a pisar num mais firme. Isso não se visita como um ponto separado: é algo que se vê e se entende durante os passeios de lancha e canoa pela Laguna Iberá, que saem de Colonia Carlos Pellegrini. O guia local é fundamental aqui, porque é ele quem explica o fenômeno, aponta as vitórias-régias em flor e conta como o estero muda conforme a época e o nível da água. A melhor luz para apreciar a paisagem de capinzais e embalsados é, de novo, o amanhecer e o entardecer, quando o sol rasante desenha o capim dourado refletido na água parada. As vitórias-régias, além disso, abrem a flor na estação quente, então na primavera-verão você ganha esse espetáculo de bônus. Dica: preste atenção à explicação do guia, mesmo que pareça um detalhe 'de paisagem', porque entender os embalsados é entender como funciona toda a área úmida: por que os animais conseguem caminhar sobre a água, por que o estero muda de forma e por que este lugar é tão especial. E atenção: não tente descer para caminhar num embalsado por conta própria, eles podem ser enganosos e perigosos.
ℹ️ O que são: Ilhas flutuantes de vegetação entrelaçada que se deslocam com o vento · Plantas típicas: Aguapés e vitórias-régias, capinzais e juncais · Onde ver: Durante os passeios de lancha e canoa pela lagoa
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Trilhas e passarelas interpretativas
Caminhos e passarelas sobre a água e a mata, para percorrer a pé em busca de macacos, aves e, com sorte, algum tamanduá-bandeira. Costuma haver uma trilha dos macacos perto do vilarejo.
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Além da água, o Iberá também se aproveita a pé. Ao redor de Colonia Carlos Pellegrini e em vários portais do parque há trilhas e passarelas interpretativas que entram na mata, nos campos e nas bordas do estero, muitas vezes elevadas sobre a água para você caminhar no meio da vegetação sem se molhar. É a melhor forma de complementar os passeios de lancha, porque a pé você vê outra fauna: a de terra firme e a das copas das árvores. Na prática, o que se faz nessas caminhadas é procurar animais e aves com a ajuda do guia. Perto do vilarejo costuma haver uma trilha dos macacos onde é muito fácil ver e ouvir os bugios se movendo entre os galhos. Pelos caminhos e passarelas também aparecem capivaras, uma enorme variedade de aves de mata e de campo e, com sorte e dependendo do portal, algum tamanduá-bandeira dos que voltaram graças ao rewilding. As placas interpretativas ao longo do percurso explicam a flora, a fauna e o funcionamento da área úmida. A base é, mais uma vez, Carlos Pellegrini para as trilhas próximas, enquanto os portais do norte e do oeste (como Cambyretá, Carambola ou San Nicolás) têm suas próprias trilhas a pé, ciclovias e mirantes. Em geral são percursos curtos e de dificuldade baixa, pensados para fazer em família e sem grande preparo físico. O horário ideal para caminhar é bem cedo de manhã ou no fim da tarde: além de ser quando a fauna está mais ativa, você evita o calor do meio-dia, que no Litoral pode ser sufocante. No verão isso é praticamente obrigatório. Dicas: use calçado fechado e confortável, leve repelente (os campos têm mosquitos, principalmente no fim da tarde), água e, se tiver, binóculos. Ande em silêncio e atento, porque muitos animais se denunciam pelo barulho antes de serem vistos. E respeite as placas e o traçado da trilha: não saia das passarelas, tanto pela sua segurança quanto para não danificar o ambiente.
ℹ️ O que se vê: Bugios, aves de mata, capivaras e, com sorte, tamanduá-bandeira · Dificuldade: Baixa; percursos curtos, adequados para famílias · Melhor horário: Bem cedo de manhã ou no fim da tarde
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Caminhada noturna / safári de fauna
Saída guiada ao anoitecer com lanterna para ver a fauna que aparece à noite: olhos de jacaré brilhando no escuro, viscachas, mamíferos e aves noturnas.
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O Iberá tem uma segunda vida que começa quando o sol se põe, e a caminhada noturna é a forma de descobri-la. É um passeio guiado feito depois do entardecer, com lanterna, para encontrar a fauna que só aparece à noite e que de dia não se vê. É uma experiência diferente de tudo: o pantanal muda de som, se enche de grilos, sapos e olhos que brilham, e caminhar no escuro pelo capinzal tem sua dose de adrenalina leve e de magia. O mais impressionante é o truque da lanterna: ao apontar para a água ou para o capim, os olhos dos animais refletem a luz e os denunciam. Os do jacaré brilham como brasas vermelhas sobre a lagoa, e é assim que o guia os detecta à distância. Também é um bom momento para ver mamíferos de hábitos noturnos ou crepusculares, aves noturnas como corujas, bacuraus e o urutau (com seu canto melancólico), insetos enormes e, dependendo da área, alguma raposa ou o lobo-guará. O guia vai explicando o que é cada coisa e como o pantanal vive à noite. O passeio sai de Colonia Carlos Pellegrini e é contratado com a pousada ou com um guia local credenciado; costuma durar entre uma hora e uma hora e meia, e é feito a pé por trilhas próximas ao povoado ou pela beira do esteiro. Não exige preparo físico: é tranquilo e indicado para quase todo mundo. O momento é, obviamente, depois do anoitecer, de preferência numa noite limpa e, se der, sem lua cheia: quanto mais escuro o céu, melhor se veem os olhos brilhando e mais se aprecia o céu estrelado, que no Iberá, sem poluição luminosa, é espetacular. Dicas: leve sua própria lanterna ou lanterna de cabeça (ficar com as mãos livres ajuda), bastante repelente, porque à noite os mosquitos atacam, e roupa de manga comprida. Pise com cuidado e siga sempre o guia: à noite é fácil se desorientar e não convém se afastar do grupo. E aproveite para olhar para cima: poucas vezes você vai ver tantas estrelas.
ℹ️ Quando: Depois do anoitecer, melhor em noite sem lua · Destaque do passeio: Olhos de jacaré brilhando com a lanterna; céu estrelado · Duração: 1 a 1,5 hora, a pé, dificuldade baixa · Levar: Lanterna/lanterna de cabeça, repelente, manga comprida
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Cavalgadas pelo esteiro
Passeio a cavalo no estilo do peão correntino, entre campos e beiras de banhados, uma forma tradicional e tranquila de percorrer o pantanal.
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A cavalgada é a forma mais tradicional e, para muitos, a mais bonita de percorrer as margens do Iberá. Aqui o cavalo não é um acessório turístico: é a ferramenta de trabalho do peão correntino, que circula diariamente entre campos e banhados, e montar em um é entrar nesse mundo. Vale a pena tanto pelo contato com a cultura local quanto pela paisagem: você vai percorrer áreas que não se veem nem do barco nem das trilhas a pé. O que se faz é justamente isso: montar e sair, a passo tranquilo, entre os capinzais altos, os palmeirais e a beira dos banhados, acompanhado por um guia-vaqueano que conhece o terreno e cuida dos cavalos. Do alto do cavalo dá para ver muito bem as capivaras, os cervos-do-pantanal e as aves de campo, e a experiência tem um ritmo lento e silencioso que combina perfeitamente com o espírito do lugar. É comum o passeio incluir alguma parada e, às vezes, um chimarrão ou uma conversa sobre a vida no campo correntino. As cavalgadas são contratadas em Colonia Carlos Pellegrini e em estâncias e pousadas da região, que têm seus próprios cavalos e guias. Costumam durar entre duas e três horas e há opções para diferentes níveis, inclusive para quem nunca montou, porque os cavalos são mansos e o passeio é sempre a passo. O melhor momento é, como quase tudo no Iberá, o começo da manhã ou o fim da tarde: faz menos calor, a luz é linda e a fauna aparece mais. Evite o horário do meio-dia, sobretudo no verão. Dicas: use calça comprida e calçado fechado (de preferência com um pouco de salto), leve boné, protetor solar e repelente, e avise o guia se você nunca montou para que ele te dê um cavalo tranquilo e as instruções básicas. É uma atividade de baixo impacto físico, mas no dia seguinte as pernas sentem, então não emende com outra coisa muito puxada.
ℹ️ Estilo: A cavalo, a passo, com guia-vaqueano correntino · Duração: 2 a 3 horas; indicada para iniciantes · Onde contratar: Pousadas e estâncias de Carlos Pellegrini e região · Melhor momento: Começo da manhã ou entardecer
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Portal Cambyretá
Acesso pelo norte da reserva (perto de Ituzaingó / Posadas), famoso pela quantidade de fauna que se vê: capivaras, cervos, araras-vermelhas, macacos e muitíssimas aves.
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O Portal Cambyretá é a grande porta de entrada do Iberá pelo norte e uma alternativa ou complemento ideal a Carlos Pellegrini, sobretudo se você chega de Posadas ou de Misiones. Tem fama merecida de ser um dos portais onde mais se vê fauna, e com mais facilidade: nos seus campos e banhados aparecem capivaras em quantidade, cervos-do-pantanal, macacos e uma enorme variedade de aves, além de ser um dos pontos do rewilding, com núcleos de reintrodução de arara-vermelha, mutum e cateto. Ver passar voando um bando de araras-vermelhas é um de seus cartões-postais. O que se faz em Cambyretá é percorrê-lo a pé e de carro: há trilhas de caminhada, ciclovias e trilhas para veículos pensadas para a observação de fauna, além de mirantes. É um portal de natureza pura, sem a estrutura de povoado que Pellegrini tem, mas com ótima observação de animais e um clima mais solitário e selvagem. A grande vantagem é o acesso pelo norte. Fica a uns 230 km da capital Corrientes, mas a apenas 15 km de Ituzaingó e 8 km de Villa Olivari pela Rodovia Nacional 12; dali se entra por uns 29 km de cascalho e terra compactada até o portal. Como Posadas fica relativamente perto, é comum visitá-lo em excursão ou de carro próprio a partir de Misiones ou de Ituzaingó, o que o torna muito mais prático do que o longo trecho de cascalho de Mercedes a Pellegrini. O melhor momento para visitá-lo é, de novo, de manhã cedo ou ao entardecer, quando a fauna está ativa e o calor dá uma trégua. Vale entrar com tempo para fazer as trilhas com calma. Dados práticos importantes: o portal tem área de camping, quiosques com churrasqueiras e banheiros com chuveiro, mas não há mercearia nem sinal de celular ou internet, então você precisa entrar com todos os mantimentos, combustível e o que precisar já resolvido antes. A estrada é vicinal e é preciso fechar as porteiras ao passar. Leve repelente, água e protetor solar, e se quiser guia há operadores na região (Ituzaingó e Villa Olivari) que oferecem o serviço.
ℹ️ Acesso: 15 km de Ituzaingó / 8 km de Villa Olivari pela RN12, + 29 km de cascalho · Saindo de Posadas: Dá para ir e voltar no dia; alternativa ao cascalho de Mercedes · Fauna em destaque: Capivaras, cervos, macacos, arara-vermelha (rewilding) · Estrutura: Camping, quiosques com churrasqueira, banheiros com chuveiro; SEM mercearia nem sinal
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Outros portais do Gran Parque Iberá
O Iberá tem vários portais de acesso além de Carlos Pellegrini: San Nicolás, Carambola, Galarza, Uguay, Río Corriente, San Antonio, cada um com seu jeito e sua fauna, alguns muito mais tranquilos e menos visitados.
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Embora Carlos Pellegrini e Cambyretá fiquem com quase toda a atenção, o Gran Parque Iberá tem vários portais de acesso, cada um com sua própria personalidade, sua fauna e sua forma de entrar no pantanal. Conhecê-los é a melhor maneira de sair do circuito mais movimentado e descobrir um Iberá mais selvagem e solitário. Ao todo funcionam portais como Laguna Iberá (o de Pellegrini), Cambyretá, San Nicolás, Carambola, Galarza, Uguay, Río Corriente e San Antonio, todos liberados e transitáveis. Cada portal tem seu jeito. San Nicolás e Carambola, no oeste do parque, são palco de reintroduções de tamanduá-bandeira e cateto, com trilhas e propostas de turismo de natureza ligadas às comunidades locais. Galarza e Uguay, ao norte e nordeste, são portais mais tranquilos e com fauna abundante em suas lagoas e esteiros. Río Corriente e San Antonio completam o leque, em geral bem menos visitados, o que significa natureza quase só para você em troca de menos estrutura. O segredo desses portais é que cada um é acessado de um ponto diferente do mapa de Corrientes (nem todos a partir de Pellegrini ou de Mercedes), por estradas que em sua maioria são de cascalho ou terra compactada. Por isso vale planejá-los com antecedência, de preferência com carro próprio (melhor se for alto ou 4x4) ou com um operador de turismo de natureza, e sempre consultar as condições das estradas antes de sair, porque com chuva algumas podem ficar intransitáveis. O que esperar: a maioria oferece trilhas a pé, mirantes, observação de fauna e, em vários casos, camping; mas compartilham uma característica com Cambyretá, que é a falta de mercearia e de sinal de celular. É preciso entrar abastecido de comida, água e combustível. Como em todo o Iberá, a fauna se vê melhor ao amanhecer e ao entardecer. Dicas para encará-los: esses portais são ideais para uma segunda visita ao Iberá ou para viajantes que já conhecem Pellegrini e querem mais natureza e menos gente. Acrescente dias ao roteiro, leve tudo resolvido (mantimentos, combustível, dinheiro em espécie, repelente), baixe os mapas offline porque você não vai ter sinal, e pergunte no centro de visitantes ou na câmara de turismo quais estão com melhores condições de acesso na data da sua viagem.
ℹ️ Portais liberados: Laguna Iberá, Cambyretá, San Nicolás, Carambola, Galarza, Uguay, Río Corriente, San Antonio · Rewilding no oeste: Tamanduá-bandeira e cateto em San Nicolás e Carambola · Para quem: Segundas visitas; viajantes que buscam mais natureza e menos gente · Importante: Estradas de cascalho, sem estrutura nem sinal; entrar abastecido
📶Em nenhuma viagem fiquei sem internet. Chego e meu celular se conecta à rede mais forte do país que estou visitando: já posso avisar que cheguei, organizar o transporte, reservar passeios e seguir publicando conteúdo por um preço muito conveniente (barato mesmo!). Sempre uso o eSIM da Maya Mobile, confira os planos clicando no banner.Ver planos →Maya Mobile eSIM — esqueça o roaming, dados ilimitados
O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Ingreso al Parque Nacional / Provincial Iberá (Portal Laguna Iberá y demás portales)Novidade 2026: a Resolução 132/2026 da APN fixou pela primeira vez tarifas de ingresso ao Parque Nacional Iberá a partir de 1° de junho de 2026: AR$ 25.000 tarifa geral/estrangeiros, AR$ 12.000 residentes nacionais, AR$ 10.000-15.000 estudantes argentinos conforme o destino, AR$ 8.000 residentes provinciais (fonte: Administración de Parques Nacionales e cobertura de Primera Edición e BAE Negocios, verificado em julho de 2026). Atenção: a cobrança efetiva em cada portal está sendo implementada de forma gradual, à medida que a estrutura de controle é instalada, então em alguns acessos pode ainda não estar funcionando. 50% de desconto no 2° dia dentro de 72 h; isentos aposentados, menores de 6 anos, pessoas com deficiência e veteranos da Guerra das Malvinas. O Parque Provincial (acesso por Colonia Carlos Pellegrini) tem entrada separada, válida por 5 dias; consulte o valor vigente em parqueibera.gob.ar.
Paseo en lancha por la Laguna Iberá (con guía)AR$ 30.000-50.000 por pessoa aprox. (faixa segundo o camping municipal de Carlos Pellegrini e corrientes.tur.ar, verificado em julho de 2026); operadores turísticos internacionais podem cobrar consideravelmente mais
Safari fotográfico / caminata guiada por senderosAR$ 20.000-40.000 por pessoa aprox. (faixa segundo guias locais, verificado em julho de 2026)
Cabalgata por el esteroAR$ 25.000-45.000 por pessoa aprox. o passeio de 2-3 h (faixa segundo pousadas e estâncias locais, verificado em julho de 2026)
Transfer 4x4 Mercedes ↔ Carlos PellegriniIberá Bus, serviço regular seg/qua/sex, AR$ 18.000-30.000 por trecho aprox.; transfer privado AR$ 90.000-140.000 por veículo aprox. (faixa segundo operadores locais, verificado em julho de 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

Passeio de barco pela Laguna Iberá (observação de fauna)
Duração~1,5 a 2 h
Preço
AR$ 30.000 por pessoa aprox.; percursos mais longos até AR$ 45.000-50.000 (faixa segundo o camping municipal de Carlos Pellegrini, verificado em julho de 2026)
Operadora
Guias locais e pousadas de Colonia Carlos Pellegrini (escritório no camping municipal)
Passeio de canoa a vara / caiaque
Duração~1,5 a 2 h
OperadoraGuias locais de Carlos Pellegrini
Preço
AR$ 25.000-40.000 por pessoa aprox. (faixa segundo guias locais, verificado em julho de 2026)
Safári fotográfico / caminhada diurna pelas trilhas
Duração~1,5 a 2 h
OperadoraGuias locais credenciados
Preço
AR$ 15.000-30.000 por pessoa aprox. (faixa segundo guias locais credenciados, verificado em julho de 2026)
Caminhada noturna com lanterna (fauna noturna)
Duração~1 a 1,5 h
OperadoraGuias locais de Carlos Pellegrini
Preço
AR$ 18.000-30.000 por pessoa aprox. (faixa segundo guias locais, verificado em julho de 2026)
Cavalgada pelo esteiro
Duração~2 a 3 h
OperadoraGuias e estâncias da região
Preço
AR$ 25.000-45.000 por pessoa aprox. (faixa segundo pousadas e estâncias da região, verificado em julho de 2026)
Passeio a outros portais (Cambyretá, San Nicolás, Carambola etc.)
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
OperadoraOperadores de turismo de natureza e pousadas
Preço
AR$ 40.000-90.000 por pessoa com traslado aprox. (faixa conforme o portal e o operador, verificado em julho de 2026)
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🚌 Como chegar e distâncias

No destino

A pé por Colonia Carlos Pellegrini
Grátis
Observações
O povoado é bem pequeno, de ruas de areia; pousadas, restaurantes e o embarcadouro ficam a uma distância que dá para fazer a pé.
Barco / canoa com guia
DuraçãoPor passeio
Preço
AR$ 25.000-45.000 por pessoa o passeio aprox. (faixa segundo guias locais, verificado em julho de 2026)
Observações
A principal forma de entrar na lagoa e ver a fauna. Sempre com guia local.
Cavalo (com guia)
DuraçãoPor passeio
ObservaçõesForma tradicional de percorrer as margens do esteiro e os campos.
Preço
AR$ 25.000-45.000 por pessoa o passeio aprox. (faixa segundo pousadas e estâncias, verificado em julho de 2026)
Carro próprio ou 4x4
PreçoSó combustível (abasteça tudo em Mercedes)
Observações
Útil para chegar e circular entre os portais. Atenção: o trecho Mercedes–Pellegrini é de cascalho, sem postos de gasolina nem sinal de celular; encha o tanque e dirija devagar.
Transfer / van 4x4 saindo de Mercedes
Duração~2,5 a 3 h o trecho
Preço
Iberá Bus AR$ 18.000-30.000 por trecho aprox.; transfer privado AR$ 90.000-140.000 por veículo aprox. (faixa segundo operadores locais, verificado em julho de 2026)
Observações
Alternativa confortável se você não quer dirigir no cascalho: deixa o carro em Mercedes e o transfer faz o trecho final.
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Como chegar

Mercedes (Corrientes) → Colonia Carlos Pellegrini pela RP40
Duração~2,5 a 3 h (120 km, devagar por causa do cascalho)
Companhias aéreas / empresas
Veículo próprio, 4x4 ou transfer/van local (Iberá Bus, seg/qua/sex); o trecho é principalmente de cascalho (~40 km de asfalto + ~80 km de cascalho)
Preço médio
Só combustível de carro; Iberá Bus AR$ 18.000-30.000 por trecho aprox. (faixa segundo operador local, verificado em julho de 2026)
Buenos Aires → Mercedes (Corrientes)
Duração~10 a 12 h de ônibus (normalmente noturno)
Companhias aéreas / empresas
Flecha Bus, Río Uruguay e outras até Mercedes; também voos para a capital Corrientes ou Posadas e depois estrada
Preço médio
Ônibus de longa distância AR$ 60.000-110.000 aprox. conforme o serviço (faixa segundo empresas de longa distância, verificado em julho de 2026)
Posadas / Ituzaingó → Portal Cambyretá (norte do Iberá)
DuraçãoVariável conforme o ponto de partida
Companhias aéreas / empresas
Carro próprio ou excursões saindo de Posadas; acesso pelo norte da reserva
Preço médio
Excursão AR$ 50.000-90.000 por pessoa aprox. (faixa segundo operadores de Posadas, verificado em julho de 2026); de carro, só combustível
Capital Corrientes → Mercedes → Iberá
Companhias aéreas / empresasÔnibus regionais até Mercedes e depois trecho de cascalho ou transfer
Duração~3,5 h até Mercedes + trecho de cascalho
Preço médio
Ônibus Corrientes–Mercedes AR$ 12.000-25.000 aprox. (faixa segundo empresas regionais, verificado em julho de 2026), mais o trecho final
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🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Lodge / pousada de alto padrão
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 150-350 por pessoa a diária com pensão completa aprox. (faixa segundo Booking.com e sites de lodges como Puerto Valle, verificado em julho de 2026). Lodges de natureza e pousadas premium em Colonia Carlos Pellegrini e estâncias dos arredores, com pensão completa e passeios guiados incluídos. Verifique a disponibilidade e reserve com antecedência.
Pousada de padrão médio
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 60-130 por pessoa a diária com pensão completa aprox. (faixa segundo Booking.com, verificado em julho de 2026). Pousadas e hospedarias familiares em Carlos Pellegrini, muitas com guia próprio, comida caseira e pacotes que incluem passeios. É o formato mais típico do povoado.
Econômico / mochileiro
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 15-40 por pessoa a diária aprox.; camping a partir de US$ 5-10 por pessoa (faixa segundo hostels e camping municipal, verificado em julho de 2026). Hospedagens simples, hostels e casas de família em Carlos Pellegrini, além de área de camping. Opções básicas para orçamentos apertados (verifique a disponibilidade na alta temporada).

🍴 Onde comer

Comedor de posada / pensión completa
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Incluído na tarifa da pousada, ou US$ 25-45 por pessoa o dia de refeições se pago à parte (faixa segundo pousadas locais, verificado em julho de 2026). Muitas pousadas trabalham com pensão completa: cozinha caseira correntina com produtos regionais, ideal porque a oferta de restaurantes avulsos no povoado é limitada.
Cocina regional correntina
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 8-18 por pessoa aprox. (faixa segundo restaurantes e churrascarias de Carlos Pellegrini, verificado em julho de 2026). Pratos típicos do Litoral argentino: chipá, mbeyú, sopa paraguaia, mandioca, surubi e pacu (peixes de rio), empanadas e ensopados.
Comedor sencillo / merienda
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 3-8 aprox. (faixa segundo bares e lanchonetes do povoado, verificado em julho de 2026). Bares e lanchonetes simples do povoado para café da manhã, lanche da tarde com chipá e refeições simples. Vale consultar os horários, que são reduzidos.

📖 História de Esteros del Iberá

Origem, formação e o que dizem as fontes.

O que são os Esteros del Iberá

Em janeiro de 2021, uma onça-pintada fêmea chamada Mariua saiu de um recinto numa ilha perdida de Corrientes com seus dois filhotes e pisou no capinzal: era a primeira onça-pintada livre na província em setenta anos. Esse instante, filmado pelas câmeras dos biólogos, coroou uma das histórias de conservação mais extraordinárias do planeta, e o cenário foi este mar de água doce que os guaranis chamaram de 'água que brilha'. Os Esteros del Iberá são uma das maiores áreas úmidas de água doce do mundo e a segunda mais extensa da América do Sul, depois do Pantanal. Ocupam uma porção enorme do centro-norte da província de Corrientes, no Litoral argentino: um mosaico gigantesco de lagoas, brejos, banhados, capinzais e embalsados — essas ilhas flutuantes de vegetação que se deslocam empurradas pelo vento e pela correnteza. É um sistema que se alimenta basicamente da água da chuva e que não é atravessado por grandes rios, o que o torna um ambiente muito particular e de águas limpas.

Este labirinto de água e juncos funciona como um refúgio extraordinário de biodiversidade. Ali convivem jacarés, capivaras, cervos-do-pantanal, bugios-pretos, o lobo-guará e centenas de espécies de aves. Durante muito tempo foi uma região isolada, de difícil acesso, habitada por moradores correntinos que viviam da pecuária extensiva, da pesca e, em épocas mais duras, da caça da fauna local. Esse isolamento, paradoxalmente, ajudou a conservar o lugar, mas também o deixou exposto à caça ilegal que, ao longo do século XX, dizimou muitas de suas espécies.

rewildingargentina.org · Proyecto iberaargentina.gob.ar · Ficha del area protegida

A origem do nome Iberá

O nome Iberá vem da língua guarani, o idioma dos povos originários que habitavam esta região do Litoral e que continua muito vivo na cultura correntina. A tradução mais difundida e aceita é 'água que brilha' ou 'águas brilhantes', às vezes também apresentada como 'água resplandecente'. A palavra costuma ser decomposta nas raízes guaranis associadas à água (y) e ao que brilha ou resplandece (berá).

É um nome profundamente descritivo: quem já viu a superfície da lagoa Iberá ao amanhecer ou ao entardecer, quando o sol se reflete no espelho d'água e nos embalsados, entende na hora por que os guaranis o batizaram assim. Diferentemente de outros topônimos polêmicos, no caso de Iberá há bastante consenso sobre o sentido ligado ao brilho da água, embora as grafias e traduções possam variar ligeiramente conforme a fonte.

parqueibera.gob.ar · Ibera Guia Turismo de Naturaleza 2025corrientes.tur.ar · Esteros del ibera

Da caça ilegal à ideia de conservar

Durante boa parte do século XX, os Esteros del Iberá sofreram uma pressão intensa sobre a fauna. A caça comercial e ilegal de jacarés pelo couro, de capivaras, cervos-do-pantanal e outras espécies, somada à transformação de terras para a pecuária, foi levando vários animais à beira do desaparecimento local. Algumas espécies emblemáticas, como o tamanduá-bandeira, o veado-campeiro, a arara-vermelha, a anta, o cateto e a própria onça-pintada, acabaram extintas dentro da área úmida.

O primeiro grande passo rumo à proteção veio em 1983, quando a província de Corrientes declarou a Reserva Natural del Iberá, uma enorme reserva provincial de centenas de milhares de hectares. Mais tarde, em 2002, os Esteros foram reconhecidos como Área Úmida de Importância Internacional pela Convenção de Ramsar. Esses reconhecimentos frearam algumas práticas, mas faltava algo mais ambicioso: não apenas proteger o que restava, mas recuperar o que tinha sido perdido e devolver aos esteros a fauna que havia desaparecido.

argentina.gob.ar · Ficha del area protegidarewildingargentina.org · Proyecto ibera

Os Tompkins, a compra de terras e a doação

A virada decisiva na história moderna do Iberá veio pelas mãos do empresário e conservacionista americano Douglas Tompkins — fundador de marcas como The North Face e Esprit — ao lado da esposa, Kristine McDivitt Tompkins. No fim da década de 1990, por volta de 1997, por meio de sua fundação The Conservation Land Trust (CLT), eles começaram a comprar antigas fazendas de gado dentro e ao redor dos esteros, começando por campos no coração da área úmida.

Ao longo dos anos seguintes, a fundação adquiriu cerca de 150.000 hectares de antigas fazendas. Nesses campos, retirou o gado e as cercas internas, deixou a vegetação nativa se recuperar e montou um programa de restauração ambiental. O objetivo final não era ficar com a terra, e sim doá-la ao Estado argentino para que virasse um parque nacional de conservação estrita, somando esses hectares à grande reserva provincial já existente. Douglas Tompkins morreu em 2015 num acidente na Patagônia chilena, mas a esposa, Kristine, e a equipe da fundação levaram o projeto adiante até concretizá-lo.

tompkinsconservation.org · Explore argentinaoneearth.org · Tompkins conservation donates an additional…en.wikipedia.org · Douglas Tompkins

O rewilding: a volta da fauna perdida

A alma do projeto Iberá é o rewilding, ou seja, a reintrodução de espécies que tinham sido extintas localmente para restaurar o ecossistema completo, incluindo seus grandes herbívoros e predadores. Em 2007, The Conservation Land Trust (mais tarde rebatizada como Fundación Rewilding Argentina) soltou o primeiro tamanduá-bandeira na reserva de Rincón del Socorro, perto de Colonia Carlos Pellegrini. Nos anos seguintes vieram o veado-campeiro, o cateto (por volta de 2015), a arara-vermelha (com exemplares soltos no núcleo Cambyretá), a anta e a ariranha.

A peça mais ambiciosa e simbólica foi a volta da onça-pintada, o maior felino das Américas, que tinha desaparecido de Corrientes havia quase sete décadas. Para isso, foi construído um Centro de Reintrodução da Onça-Pintada numa ilha no meio dos esteros, onde os exemplares foram criados e preparados até poderem ser soltos. Em 2021, as primeiras onças-pintadas foram libertadas no Gran Parque Iberá e, com o tempo, começaram a nascer filhotes em liberdade. Hoje estima-se uma população de várias dezenas de onças-pintadas selvagens no ecossistema correntino, e turistas e guarda-parques já conseguiram filmar exemplares nascidos na natureza perto de Carlos Pellegrini. O Iberá virou, assim, um dos grandes símbolos mundiais da restauração de fauna.

parqueibera.gob.ar · Rewilding iberainfobae.com · Un grupo de turistas logro filmar por…rewilding.org · Rewilding argentina and beyond park by park…

A criação do Parque Nacional Iberá e o presente

O processo de doação foi formalizado a partir de 2015-2016, quando a fundação entregou suas terras ao Estado, e terminou em 2018, ano em que o Congresso argentino aprovou a lei que criou o Parque Nacional Iberá. Assim, os hectares doados pela Tompkins Conservation e pela Rewilding Argentina (em torno de 150.000-195.000 hectares) se somaram às centenas de milhares de hectares da Reserva Provincial del Iberá para formar o chamado Gran Parque Iberá, uma das maiores áreas protegidas do país.

Além da conservação, o projeto apostou num modelo de desenvolvimento baseado no turismo de natureza como motor econômico para as cidadezinhas da região, conhecido como 'produção de natureza'. Pequenas localidades como Colonia Carlos Pellegrini, antes dependentes da pecuária, encontraram nos guias locais, nas pousadas e nos safáris fotográficos uma nova fonte de trabalho e um motivo para cuidar da fauna em vez de caçá-la. Hoje o Iberá é um destino emblemático do ecoturismo argentino e um exemplo citado no mundo inteiro de como recuperar um ecossistema e, ao mesmo tempo, dar futuro para a sua gente.

rewildingargentina.org · Proyecto iberaargentina.gob.ar · Ficha del area protegidatompkinsconservation.org · Our milestones

📚 Bibliografia

  • Fundación Rewilding Argentina — «Proyecto Iberá»: https://rewildingargentina.org/proyecto-ibera/
  • Parque Iberá (site oficial) — «Programa Recuperación de Fauna Amenazada / Rewilding Iberá»: https://parqueibera.gob.ar/rewilding-ibera/
  • Administración de Parques Nacionales / Argentina.gob.ar — Ficha do Parque Nacional Iberá: https://www.argentina.gob.ar/interior/ambiente/parquesnacionales/nea/parque-nacional-ibera/ficha-del-area-protegida
  • Guía de Turismo de Naturaleza Iberá 2025 (parqueibera.gob.ar): https://www.parqueibera.gob.ar/wp-content/uploads/2025/04/Ibera-Guia-Turismo-de-Naturaleza-2025.pdf
  • Tompkins Conservation — «Explore Argentina» e «Our Milestones»: https://www.tompkinsconservation.org/explore-argentina/
  • One Earth — «Tompkins Conservation donates land to Iberá Park»: https://www.oneearth.org/tompkins-conservation-donates-an-additional-103-000-acres-of-land-to-ibera-park-in-argentina/
  • Wikipedia em inglês — «Douglas Tompkins»: https://en.wikipedia.org/wiki/Douglas_Tompkins
  • Infobae — «Filmaron por primera vez a un yaguareté nacido en los Esteros del Iberá» (2026): https://www.infobae.com/sociedad/2026/05/13/un-grupo-de-turistas-logro-filmar-por-primera-vez-a-un-yaguarete-que-nacio-en-los-esteros-del-ibera/
  • Ministerio de Turismo de Corrientes — Esteros del Iberá: https://corrientes.tur.ar/esteros-del-ibera/

❓ Perguntas frequentes

Como chego aos Esteros del Iberá?+
O acesso turístico clássico é Colonia Carlos Pellegrini, a uns 120 km da cidade de Mercedes (Corrientes) pela Rodovia Provincial 40, em sua maior parte de cascalho (uns 70-80 km de terra compactada). O trecho leva entre 2,5 e 3 horas dirigindo devagar. Também dá para deixar o carro em Mercedes e pegar um transfer ou van 4x4. Pelo norte do pantanal se chega a portais como Cambyretá a partir de Posadas ou Ituzaingó.
Qual é a melhor época para visitar o Iberá?+
De abril a outubro (outono, inverno e começo da primavera) o clima é mais ameno, com menos calor sufocante e menos mosquitos do que em pleno verão. A fauna aparece bem o ano todo; no verão faz muito calor e umidade. Leve sempre repelente, boné e protetor solar.
Quais animais posso ver?+
É muito provável ver jacarés, capivaras, cervos-do-pantanal, bugios e uma enorme variedade de aves (garças, cegonhas, jaçanãs, martins-pescadores e muitas outras; são cerca de 350-400 espécies). Com sorte, e dependendo do portal, você pode ver tamanduá-bandeira, lobo-guará, veado-campeiro ou arara-vermelha, espécies favorecidas pelo projeto de rewilding. A onça-pintada foi reintroduzida, mas vê-la é raríssimo.
Quanto custam os passeios e excursões?+
O passeio clássico de lancha pela lagoa fica em torno de AR$ 30.000-50.000 por pessoa (percursos mais longos chegam a AR$ 45.000-50.000); as caminhadas guiadas, saídas noturnas e cavalgadas giram em torno de AR$ 15.000-45.000 por pessoa, dependendo da atividade (faixa segundo guias e pousadas locais, verificado em julho de 2026). Atenção: desde 1º de junho de 2026 passaram a valer, pela primeira vez, tarifas de entrada no Parque Nacional Iberá —AR$ 25.000 para estrangeiros, AR$ 12.000 para residentes na Argentina (fonte: Administración de Parques Nacionales, Resolución 132/2026, verificado em julho de 2026)—, embora a cobrança esteja sendo implementada de forma gradual, portal por portal; o Parque Provincial, com acesso por Carlos Pellegrini, mantém seu próprio esquema de entrada. Como os preços em pesos mudam com a inflação argentina, vale confirmar com a sua pousada ou no camping municipal e reservar, principalmente na alta temporada.
Preciso de 4x4 para chegar a Carlos Pellegrini?+
Nem sempre, mas ajuda. O trecho de estrada de cascalho a partir de Mercedes é transitável com carro comum se estiver seco e você for devagar; com chuvas fortes pode ficar complicado ou até fechar. Se chover ou você não quiser dirigir em estrada de terra, o mais seguro é contratar um transfer 4x4. Lembre-se de que nesse trecho não há postos de combustível nem sinal de celular: abasteça antes e avise sobre a sua chegada.
O que é o projeto de rewilding do Iberá?+
É um programa de reintrodução de fauna promovido pela Fundación Rewilding Argentina (antiga The Conservation Land Trust, de Douglas Tompkins) junto com o Estado, que devolveu ao pantanal espécies que haviam sido extintas localmente: tamanduá-bandeira, veado-campeiro, cateto, anta, arara-vermelha, ariranha e a onça-pintada. É um dos projetos de restauração de fauna mais importantes das Américas.
Quantos dias vale a pena ficar?+
Com 2 a 3 dias e pelo menos uma ou duas noites em Carlos Pellegrini, você fica tranquilo para fazer saídas ao amanhecer e ao entardecer, que são os melhores momentos para ver a fauna, além de uma caminhada, uma cavalgada e uma saída noturna. Se quiser conhecer outros portais do Gran Parque Iberá, acrescente mais dias.

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