Gravatal é um pequeno município do sul de Santa Catarina, conhecido sobretudo como destino de águas termais: suas fontes de água quente, ricas em minerais, fizeram da cidade uma estância termal e um lugar de descanso, saúde e bem-estar muito frequentado na região. Cercada por uma paisagem rural e de morros, é uma escapada tranquila para relaxar em piscinas termais, longe do agito do litoral.
O coração turístico de Gravatal são seus complexos e hotéis com piscinas de águas termais, que aproveitam as fontes naturais de água quente da região. A essas águas são atribuídas propriedades relaxantes e benéficas para a saúde, numa tradição de termalismo que define a identidade do município. A oferta vai de hotéis-resort com parques aquáticos termais a um parque aquático aberto ao público para day use e pousadas pensadas para o descanso.
Este guia percorre o essencial de Gravatal com um olhar prático: como chegar e se locomover, o que as termas e os complexos termais oferecem, que outras atrações existem no entorno rural e serrano do sul catarinense, onde dormir e comer, e como combinar a visita com a serra, o litoral e os cânions da região. Gravatal é termas, descanso e vida rural tranquila: uma escapada de relax no sul de Santa Catarina.
Gravatal se desenvolveu no sul de Santa Catarina, uma região de colonização ligada a imigrantes europeus e à agricultura, em torno da descoberta e do aproveitamento de suas fontes de águas termais. A descoberta de águas quentes minerais na região impulsionou, ao longo do século XX, o desenvolvimento do termalismo, com a instalação de balneários e hotéis que transformaram a cidade em uma estância termal. O município foi criado no século XX, desmembrando-se de cidades vizinhas, e consolidou sua vocação de destino de saúde, descanso e bem-estar. A história completa está na nossa página de história.
Ler a história completa ↓The southern state of beaches, islands and cool highlands: settled by Azoreans, Germans and Italians, stage of Garibaldi's short-lived Juliana Republic and of the bloody Guerra do Contestado. Land of Florianópolis and its dozens of beaches, of the Blumenau Oktoberfest and of the only corner of Brazil where it regularly snows.
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Origem, formação e o que dizem as fontes.
Em algum momento das décadas de 1930 e 1940, num canto rural do sul de Santa Catarina, a família Zappelini descobriu algo estranho em suas terras: da terra brotava água quente. Não era uma fonte qualquer, mas água mineral a cerca de 37 °C — quase a mesma temperatura do corpo humano —, alcalina e com propriedades que logo seriam associadas à saúde. Aquela descoberta, quase doméstica, mudaria para sempre o destino de um vilarejo agrícola então chamado Gravatá e hoje conhecido em todo o sul do Brasil como Gravatal, a capital termal catarinense.
Antes dessa água, Gravatal era pura vida no campo. A localidade fica no sul de Santa Catarina, uma região cujo povoamento esteve ligado à colonização europeia e à agricultura. Ao longo do século XIX e início do XX, o sul do estado recebeu imigrantes de diferentes origens — entre eles descendentes de portugueses açorianos do litoral (os mesmos que, a partir da colônia de Laguna, ergueram templos como a Igreja de São Sebastião em 1842), além de alemães e italianos — que se fixaram no campo e deram forma às comunidades rurais da região.
O nome diz tudo sobre esse passado: 'Gravatal' (antes 'Gravatá') faz referência à presença de gravatás, bromélias silvestres que eram abundantes na região, num topônimo de raiz vegetal muito comum no Brasil. Durante muito tempo, Gravatal foi uma pequena comunidade agrícola do interior do sul catarinense, integrada à rede de localidades da região de Tubarão, da qual dependia administrativamente. Nada indicava que aquela vila de lavradores acabaria se tornando uma das estâncias termais mais famosas do país.
O marco que definiu a identidade de Gravatal foi justamente essa descoberta de água quente nas terras da família Zappelini. O que no começo era uma curiosidade rural logo despertou o interesse de empreendedores que enxergaram o potencial do recurso. O passo decisivo veio em 19 de julho de 1956, quando quatro sócios — o doutor José Agostinelli, Ramiro Corrêa Ferreira da Silva e os irmãos Hercílio e Aldo Zappelini — fundaram a Sociedade Companhia de Águas Termais do Gravatal, encantados com a paisagem e a formação geológica singular do lugar. No mesmo ano começaram as obras para captar e armazenar a água termal e para construir banhos públicos e um hotel.
Em 1958 abriu as portas o primeiro Hotel Termas, com apenas 20 quartos: foi o nascimento oficial do turismo termal na região. A procura cresceu tão rápido que o hotel precisou ser ampliado em 1969 e de novo em 1976. O termalismo, uma prática de longa tradição na Europa e em muitas partes do mundo, encontrou em Gravatal um lugar propício, e a cidade começou a atrair visitantes de todo o sul do Brasil em busca de relaxamento, saúde e cuidados com o corpo. Às águas foram atribuídos benefícios para o reumatismo, a circulação, a pele e o estresse, e sua fama foi crescendo no boca a boca.
Esse desenvolvimento transformou a economia local, antes essencialmente agrícola, direcionando-a para o turismo de saúde e descanso. Balneários e hotéis foram surgindo ao redor das fontes, e Gravatal se consolidou como a estância termal por excelência do sul de Santa Catarina, uma identidade que mantém até hoje e que foi decisiva para que, em 1961, a localidade reivindicasse sua autonomia.
Impulsionada pela nova vocação termal, Gravatal reivindicou sua independência administrativa. Em 20 de dezembro de 1961, pela lei estadual nº 802, foi elevada à categoria de município com o nome de Gravatal — até então era conhecida como Gravatá —, separando-se de Tubarão, do qual havia dependido durante décadas; a instalação oficial do município aconteceu em 29 de dezembro do mesmo ano. A consolidação do termalismo como atividade econômica central acompanhou e, em boa medida, explicou esse processo, dando à cidade um perfil bem definido como destino de saúde, descanso e bem-estar.
Ao longo das décadas seguintes, a oferta turística foi se diversificando e se modernizando: aos antigos balneários e ao pioneiro Hotel Termas somaram-se novos hotéis-resort com parques aquáticos termais, spas, hidroterapia e serviços pensados para o turismo de relaxamento. A cidade, pequena e de entorno rural, manteve um clima tranquilo, bem diferente dos destinos lotados do litoral catarinense, e apostou num turismo de bem-estar em família, em regime de pensão completa.
Hoje Gravatal é conhecida em toda a região como a estância termal do sul de Santa Catarina, um refúgio de descanso ligado às suas águas quentes. Sua localização, entre a serra e o litoral sul do estado, também a torna uma boa base para explorar a natureza serrana, os cânions da Serra Geral e as praias da região.
O que diferencia Gravatal de outras estâncias termais é a reputação da sua água. A fonte termomineral da cidade, de caráter alcalino e sulfuroso e com temperatura média próxima de 37 °C — muito parecida com a do corpo humano —, ganhou fama pela qualidade e pelas propriedades tradicionalmente atribuídas a ela para o relaxamento, a circulação e diferentes tratamentos de bem-estar. Essa singularidade transformou 'as Termas do Gravatal' numa marca turística reconhecida no sul do Brasil.
Em vez de um único grande balneário, o complexo termal de Gravatal foi se formando como um conjunto de hotéis-resort independentes, cada um com suas próprias piscinas abastecidas pelas águas termais, além de um parque aquático aberto ao público para day use. Com o tempo, a oferta se modernizou: aos banhos somaram-se spas, hidroterapia, banheiras de imersão, gastronomia regional e atividades de lazer para toda a família, acompanhando a demanda crescente do turismo de saúde e bem-estar.
Em torno do termalismo também cresceu um comércio característico: o 'shopping a céu aberto' do município, com mais de uma centena de lojas, e uma importante indústria de travesseiros e edredons de pena e de lã de ovelha, que virou outro símbolo local. Hoje Gravatal combina sua tranquila vocação rural com a identidade de estância termal do sul catarinense, e sua localização entre a serra, os cânions e o litoral a coloca como uma base de descanso dentro de um roteiro turístico mais amplo pelo sul de Santa Catarina.