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Alausí e a Nariz del Diablo
🇪🇨 Equador · Serra (Andes)

Alausí e a Nariz del Diablo

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📌Província
Alausí é a sede do cantão de mesmo nome, na província de Chimborazo, na serra central do Equador, a cerca de 2.350 metros de altitude. É uma pitoresca cidadezinha ferroviária andina, famosa por ser o ponto de partida do trem da Nariz del Diablo, uma das grandes façanhas da engenharia ferroviária das Américas
📌Cidade-base
A própria cidade de Alausí tem hotéis, hostels, restaurantes e a estação de trem. A cidade-base maior mais próxima é Riobamba (a 1,5-2 h), capital de Chimborazo. Fica na Rodovia Pan-Americana, bem conectada por ônibus com Quito (4-5 h), Cuenca (3,5-4 h) e Guayaquil (4,5-5 h). Os aeroportos mais úteis são os de Quito (UIO) e Guayaquil (GYE)
📌Melhor época
O clima é temperado de altitude o ano todo. A temporada mais seca vai de junho a setembro, ideal para o trem e as caminhadas; no resto do ano há mais chance de chuva e neblina, sobretudo à tarde. Aos domingos tem feira indígena na cidade, um bom dia para ver a cor local
📌Dias sugeridos
Dá para visitar em um bate-volta, combinando com Riobamba ou como parada na rota serra-sul. Quem quiser fazer o trem (verificar operação) e percorrer a cidade com calma pode pernoitar uma noite para curtir o clima ferroviário e os mirantes
📌Moeda
Dólar americano (USD), moeda oficial do Equador desde 2000. Vale levar dinheiro em notas e moedas pequenas para o transporte, as refeições e as compras na feira; em cidades pequenas nem sempre aceitam cartão
💱 USD exchange rate
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🌤️ Weather in Alausí e a Nariz del Diablo
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Alausí é uma pitoresca cidadezinha ferroviária da província de Chimborazo, na serra central do Equador, a cerca de 2.350 metros de altitude. Suas ruas de casas coloridas com sacadas de madeira, sua igreja e a grande estátua de São Pedro que vigia do alto de um morro lhe dão um charme especial, mas sua fama mundial se deve a algo bem ali do lado: ser o ponto de partida do célebre trem da Nariz del Diablo, uma das obras de engenharia ferroviária mais audaciosas das Américas.

A Nariz del Diablo (Cóndor Puñuna) é um imponente paredão de rocha quase vertical pelo qual a ferrovia equatoriana conseguiu descer, por meio de um sistema de zigue-zagues, vencendo um desnível enorme em pouquíssima distância. O trem turístico que percorre esse trecho, descendo e subindo de marcha a ré pelos trilhos escavados na montanha, é uma das grandes atrações do país.

Este guia percorre o essencial de Alausí: o passeio no trem da Nariz del Diablo (reativado em 2025, embora seja bom verificar a operação, já que o serviço teve interrupções), o charme da própria cidade, os mirantes e caminhadas dos arredores e como chegar a este destino emblemático da rota ferroviária andina do Equador.

📖 História de Alausí e a Nariz del Diablo

Alausí cresceu no ritmo da ferrovia transandina do Equador, cuja construção no começo do século XX precisou resolver a descida pelo escarpado paredão da Nariz del Diablo com um engenhoso sistema de zigue-zagues, uma façanha de engenharia que custou muitas vidas. O trem transformou Alausí em um ponto-chave da linha Quito–Guayaquil e, mais tarde, em um destino turístico. A versão completa está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Alausí e a Nariz del Diablo fica em Chimborazo

The province of Ecuador's highest volcano and of the point farthest from the center of the Earth: Puruhá land around the ancient Liribamba, cradle of Riobamba —the 'Sultana of the Andes' and seat of the first Constituent Assembly of 1830—, of the Devil's Nose railway and of the vicuña páramo of Chimborazo.

Ler a história de Chimborazo →

🗺️ O que ver

Passeios por perto, em Riobamba

Saem de Riobamba, a 63 km daqui. Se você reservar por este link ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais.

1
Trem da Nariz del Diablo
Descida de trem pelo paredão da Nariz del Diablo por meio de um sistema de zigue-zagues até Sibambe.
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A grande atração de Alausí é o trem da Nariz del Diablo, que sai da estação da cidade e desce os 12 km até a estação de Sibambe, na base do imponente paredão. O extraordinário é como ele faz isso: diante da impossibilidade de descer de frente por uma encosta tão íngreme, os engenheiros projetaram um sistema de zigue-zagues, de modo que o trem avança, muda de via e volta de marcha a ré, descendo em trechos sucessivos pelos trilhos escavados na parede da montanha. É uma façanha da engenharia ferroviária. Em Sibambe costuma haver apresentações culturais, um pequeno museu e vistas do paredão antes de voltar para Alausí. As panorâmicas do cânion do rio Chanchán durante a descida são impressionantes. A rota foi reativada em julho de 2025, com tarifas de US$ 18 para equatorianos e US$ 30 para estrangeiros (50% de desconto para pessoas com deficiência, idosos e crianças), saídas de Alausí às 08:00, 11:00 e 14:00, de quarta a domingo e feriados. Muito importante: a operação do trem sofreu interrupções (incluindo uma suspensão por obras de segurança), então é indispensável verificar disponibilidade e horários antes de viajar e reservar pelo portal oficial (Ticket Éxito). Melhor época: estação seca; saída da manhã. Dicas: leve agasalho, protetor solar e câmera.
ℹ️ Percurso: 12 km Alausí–Sibambe em zigue-zague, ida e volta · Entrada: US$ 30 estrangeiros / US$ 18 equatorianos (adultos); crianças, idosos e pessoas com deficiência pagam metade (US$ 15 / US$ 9). O pagamento é feito pelo portal oficial (fonte: Ticket Éxito e Município de Alausí, verificado julho 2026) · Horários: Saídas 08:00, 11:00 e 14:00, de quarta a domingo e feriados (fonte: Município de Alausí, verificado julho 2026; confirmar operação antes de viajar) · Reserva: Pelo portal Ticket Éxito; confirmar se o serviço está operando
2
Mirante e estátua de São Pedro de Alausí
Grande estátua de São Pedro no morro Lluglli, com escadaria e vistas panorâmicas da cidade e do vale.
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No morro Lluglli, que domina a cidade, ergue-se uma grande estátua de São Pedro Apóstolo, padroeiro de Alausí, uma das mais altas do Equador (cerca de 21 metros). Sobe-se por uma escadaria a partir do centro, e da base da estátua se tem uma vista panorâmica espetacular dos telhados coloridos de Alausí, da estação de trem, do vale e das montanhas ao redor. É um passeio curto, mas muito recompensador, especialmente no fim de tarde, quando a luz dourada banha a cidade. A subida exige certo esforço por causa da altitude, então vale ir com calma. No topo o clima costuma ser tranquilo e às vezes há barraquinhas de artesanato e comida. Como chegar: a pé desde o centro de Alausí pela escadaria (uns 10-15 minutos de subida). Melhor época: o ano todo; o fim de tarde oferece a melhor luz. Dicas: suba com calma por causa da altitude, leve água e câmera; é um dos melhores pontos para fotos da cidade.
ℹ️ Distância: A pé desde o centro pela escadaria (10-15 min de subida) · Entrada: Grátis (acesso livre) · Melhor época: O ano todo; fim de tarde para a melhor luz · Dica: Suba com calma por causa da altitude; ideal para fotos panorâmicas
3
Centro ferroviário e estação de Alausí
O centro histórico de casas coloridas com sacadas de madeira e a estação de trem, coração da cidade.
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A própria cidade de Alausí merece ser percorrida a pé. Sua rua principal (avenida 5 de Junio) e seus bairros conservam casas tradicionais coloridas com sacadas de madeira, herança da época de auge ferroviário do começo do século XX, e um clima tranquilo de cidadezinha andina. Alausí foi declarada Patrimônio Cultural do Equador pela riqueza desse conjunto. A estação de trem, ponto central da cidade, já é parte da atração, com sua arquitetura ferroviária, suas plataformas e seu clima. A igreja de São Pedro preside o centro. Percorrer Alausí, sentar numa praça, bater papo com o pessoal e provar a gastronomia local completa muito bem a visita, com ou sem trem funcionando. Como chegar: a cidade se percorre a pé. Melhor época: o ano todo; aos domingos tem feira. Dicas: percorra a rua principal e a estação; combine com a subida a São Pedro; prove os pratos típicos da serra.
ℹ️ Distância: Percorre-se a pé; centro compacto · Entrada: Grátis (consumo e compras à parte) · Melhor época: O ano todo; domingos com feira · Dica: Patrimônio Cultural do Equador; arquitetura ferroviária
4
Feira indígena de domingo
O mercado de domingo, quando as comunidades indígenas dos arredores descem para vender e comprar.
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Aos domingos, Alausí ganha uma vida especial com sua feira indígena, quando descem à cidade as comunidades camponesas e indígenas dos arredores (puruháes e outros povos da serra de Chimborazo) para vender e comprar produtos agrícolas, animais, tecidos e artesanato. É uma excelente oportunidade para ver a cor e a cultura local, com as pessoas vestidas com seus ponchos e chapéus tradicionais. O mercado mistura barracas de frutas e verduras da região, comida típica, ervas, roupas e objetos do dia a dia, em um clima animado e autêntico, longe do circuito puramente turístico. É uma janela para a vida rural andina e um bom momento para provar comida de rua ou comprar produtos locais. Como chegar: no centro da cidade, aos domingos de manhã. Melhor época: domingos, cedo, quando a feira está mais animada. Dicas: vá de manhã; leve dinheiro trocado; respeite as pessoas ao fotografar e peça permissão.
ℹ️ Quando: Domingos de manhã (mais animado cedo) · Entrada: Grátis (compras à parte) · Distância: No centro da cidade (a pé) · Dica: Leve dinheiro trocado; peça permissão para fotografar
5
Sibambe e o cânion do rio Chanchán
A estação na base do paredão, com apresentações culturais, museu e trilhas junto ao rio.
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Sibambe é a estação na base da Nariz del Diablo, aonde o trem chega depois da descida em zigue-zague. Preparada como atração turística, oferece uma praça, um pequeno museu da ferrovia, uma cafeteria e, normalmente, apresentações de dança e música das comunidades locais (puruháes), que recebem os visitantes. Dali se aprecia de perto a imponente parede da Nariz del Diablo e o cânion do rio Chanchán. Embora o jeito clássico de chegar seja de trem, também é possível acessar a região por estrada ou fazer caminhadas pelas trilhas dos arredores, uma alternativa para quem visita Alausí quando o trem não está operando. A paisagem do cânion, com suas encostas escarpadas e a ferrovia subindo pela rocha, é das mais impressionantes dos Andes equatorianos. Como chegar: de trem desde Alausí (se estiver operando) ou por via terrestre/caminhada com guia local. Melhor época: estação seca, de manhã. Dicas: se o trem não estiver operando, pergunte por caminhadas guiadas ao mirante do cânion; leve água, agasalho e calçado confortável.
ℹ️ Distância: 12 km de Alausí, na base do paredão (trem ou via terrestre) · Entrada: Incluída na passagem do trem; apresentações culturais habituais · Melhor época: Estação seca, de manhã · Dica: Se o trem não estiver operando, pergunte por caminhadas ao cânion
6
Lagoas de Ozogoche e entorno andino
Passeio às lagoas altoandinas do Parque Nacional Sangay, conhecidas pelo fenômeno das aves.
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A uns 40-50 km de Alausí, nas alturas do Parque Nacional Sangay (Patrimônio Natural da Humanidade), ficam as lagoas de Ozogoche, um complexo de lagoas altoandinas cercadas de páramo a mais de 3.700 metros de altitude. O lugar é famoso por um fenômeno natural singular: todo ano, por volta de setembro, bandos de cuvivíes (uma ave migratória) mergulham em suas águas geladas e morrem, um acontecimento que as comunidades locais celebram com um festival. Além desse fenômeno, Ozogoche é um destino de natureza e paisagem de páramo impressionante, ideal para caminhadas, observação de aves e fotografia, em um ambiente isolado e de grande beleza. Chega-se por estradas de montanha, então vale ir com transporte adequado ou com um passeio guiado saindo de Alausí ou Riobamba. Como chegar: de caminhonete, 4x4 ou passeio desde Alausí/Riobamba (estradas de terra). Melhor época: estação seca; o festival dos cuvivíes é em setembro. Dicas: agasalhe-se bem (faz frio e venta por causa da altitude), leve água, protetor solar e aclimate-se à altitude.
ℹ️ Distância: A uns 40-50 km de Alausí, no PN Sangay (caminhonete ou passeio) · Entrada: Acesso ao parque livre; passeio guiado ~US$ 40-80 por pessoa/grupo (fonte: operadoras de Alausí e Riobamba, verificado julho 2026) · Melhor época: Estação seca; festival dos cuvivíes em setembro · Dica: Agasalhe-se bem; mais de 3.700 m, vale se aclimatar
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Tren de la Nariz del Diablo — extranjerosUS$ 30 por adulto (US$ 15 crianças, idosos e pessoas com deficiência). Verificar operação ao planejar (fonte: Ticket Éxito e Município de Alausí, verificado julho 2026)
Tren de la Nariz del Diablo — ecuatorianosUS$ 18 por adulto (US$ 9 crianças, idosos e pessoas com deficiência) (fonte: Ticket Éxito e Município de Alausí, verificado julho 2026)
Mirador y estatua de San PedroGrátis (acesso livre)
Estación de Sibambe (museo y presentaciones culturales)Incluído na passagem do trem
Feria indígena dominicalGrátis (compras à parte)
Tour a las lagunas de Ozogoche (PN Sangay)Aprox. US$ 40 a 80 por pessoa ou por grupo, conforme a operadora; entrada no parque livre (fonte: operadoras de Alausí e Riobamba, verificado julho 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
Passeio no trem da Nariz del Diablo (se estiver operando)US$ 30 estrangeiros / US$ 18 equatorianos por adulto (fonte: Ticket Éxito, verificado julho 2026)Aprox. 2,5 h (ida e volta a Sibambe)Administração municipal do trem; reserva pelo Ticket Éxito
Caminhada ao mirante e estátua de São PedroGrátis1-1,5 hPor conta própria
Caminhada pelo cânion do Chanchán / trilhas até SibambeGuia local ~US$ 20-40 por grupo (fonte: guias locais de Alausí, verificado julho 2026)Meio diaGuias locais de Alausí
Passeio às lagoas de Ozogoche (PN Sangay)US$ 40 a 80 por pessoa/grupo (fonte: operadoras de Alausí e Riobamba, verificado julho 2026)Dia inteiroOperadoras de Alausí e Riobamba
Visita à feira indígena de domingoGrátis (compras à parte)1-2 hPor conta própria (domingos)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

A pé
Grátis
DuraçãoVariável
Observações
A cidade é pequena e dá para percorrer a pé, incluindo a subida a São Pedro
Táxi / caminhonete local
DuraçãoVariável
Preço
Trajetos curtos ~US$ 1,50-5; passeios por hora/dia a combinar, em dinheiro (fonte: taxistas locais de Alausí, verificado julho 2026)
Observações
Para passeios pelos arredores, Sibambe por estrada ou as lagoas; combine o preço antes
Ônibus intermunicipal / cooperativas
DuraçãoVariável
Preço
~US$ 1,25 até Riobamba pela coop. Alausí; trechos curtos baratos, pagos em dinheiro ao motorista (fonte: Cooperativa de Transportes Alausí, verificado julho 2026)
Observações
Ônibus de cooperativas que passam pela Rodovia Pan-Americana e conectam com comunidades e cidades próximas. O ponto principal fica na avenida 5 de Junio
App de transporte e como pagar o ônibus em Alausí
Preço
Sem app de tempo real em Alausí; o ônibus é pago em dinheiro (USD) (fonte: ecuadorbus.com.ec, Moovit e guias de transporte, verificado julho 2026)
Observações
Alausí é uma cidadezinha pequena e NÃO tem app de transporte em tempo real: o Moovit até funciona no Equador, mas só cobre cidades grandes (Quito, Guayaquil, Cuenca, Loja, Manta, Milagro, Santa Rosa), não Alausí. Para planejar os ônibus intermunicipais, vale usar o ecuadorbus.com.ec, o site da Cooperativa Alausí ou o Rome2Rio (horários e rotas), e o Google Maps para andar pela cidade. Ônibus e táxi são pagos SEMPRE em dinheiro, em dólares (o Equador é dolarizado desde o ano 2000): não tem QR nem cartão recarregável; leve notas e moedas pequenas. O trem da Nariz del Diablo é a exceção: é pago online pela Ticket Éxito, com cartão
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

Riobamba → Alausí
Companhias aéreas / empresasCooperativas intermunicipais (Panamericana, coop. Alausí e outras)
DuraçãoAprox. 2 h (uns 97 km); saem a cada 30 min, das 05:00 às 20:00
Preço médio
~US$ 3 por pessoa na coop. Alausí; até ~US$ 7-11 em cooperativas de rotas longas que passam por Alausí, em dinheiro (fonte: ecuadorbus.com.ec e Cooperativa Alausí, verificado julho 2026)
Quito → Alausí
Companhias aéreas / empresasCooperativas intermunicipais (pela Panamericana)
DuraçãoAprox. 4 a 5 h
Preço médio
~US$ 7 a 10 por pessoa, em dinheiro (fonte: ecuadorbus.com.ec, verificado julho 2026)
Cuenca → Alausí
Companhias aéreas / empresasCooperativas intermunicipais
DuraçãoAprox. 3,5 a 4 h
Preço médio
~US$ 6 a 9 por pessoa, em dinheiro (fonte: ecuadorbus.com.ec, verificado julho 2026)
Guayaquil → Alausí
Companhias aéreas / empresasCooperativas intermunicipais
DuraçãoAprox. 4,5 a 5 h
Preço médio
~US$ 7 a 10 por pessoa, em dinheiro (fonte: ecuadorbus.com.ec, verificado julho 2026)
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Pousadas e hotéis charmosos / fazendas
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Com nome, endereço e categoria oficial do cadastro nacional: as duas hosterías 3 estrelas do cantão são La Quinta Hostería (Eloy Alfaro e Mariano Muñoz de Ayala, setor El Puente Negro, tel. 099 177 0081) e a Hostería La Eterna Primavera (av. Principal, bairro Turístico, via Durán - El Triunfo). Com 2 estrelas, o Hotel del Tren Boutique (Sucre e García Moreno, a uma quadra da estação) e o Hostal Gampala (av. 5 de Junio e Pedro de Loza 122, na diagonal do Banco del Pichincha). Fonte da lista: Ministerio de Turismo del Ecuador, Catastro Turístico Nacional, planilha Consolidado Nacional 2026 com 35.571 estabelecimentos, publicada pelo Ministerio de Turismo del Ecuador (seu portal de serviços saiu do ar; o órgão mantém o ecuador.travel) (consultado em 08/08/2026). Traz nome comercial, atividade, classificação, categoria em estrelas ou garfos, cantão, paróquia, endereço e telefone. Atenção: a planilha é legítima, mas a página do MINTUR está comprometida e exibe links de spam; use o arquivo, não os links da página.
Hotéis e hostels intermediários na cidade
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 30 a 55 a diária; hotéis confortáveis no centro de Alausí, perto da estação (ex. Hotel Europa, Hotel Gampala), práticos para madrugar e pegar o trem
Hostels econômicos
Preço$$$$$
Opções recomendadas
Os hostels 1 estrela registrados: Ventura Alausí (Antonio Mora e 9 de Octubre 111, na diagonal do IESS), Noris Hostal Alausí (9 de Octubre e av. 5 de Junio 2), Hostal San Pedro (av. 5 de Junio e 9 de Octubre) e La Ruka Hostal (5 de Junio e Esteban Orozco, em frente ao BanEcuador). Como aluguéis aparecem Cabañas Manuela Spa (Panamericana Norte e rua Colombia) e Mi Margarita Chalets (Simón Bolívar e Pedro de Loza). Dois alertas sobre os domínios que o próprio cadastro publica, conferidos em 08/08/2026: hoteleuropa.com.ec, o domínio de contato do Hostal Europa de Alausí, FOI SEQUESTRADO e hoje exibe um site indonésio de caça-níqueis; e gampala.com, o do Hostal Gampala, tem DNS ativo mas não respondeu em nenhum dos testes, então é melhor usar o telefone. NENHUMA HOSPEDAGEM DE ALAUSÍ PUBLICA TARIFA. Fonte da lista: Ministerio de Turismo del Ecuador, Catastro Turístico Nacional, planilha Consolidado Nacional 2026 com 35.571 estabelecimentos, publicada pelo Ministerio de Turismo del Ecuador (seu portal de serviços saiu do ar; o órgão mantém o ecuador.travel) (consultado em 08/08/2026). Traz nome comercial, atividade, classificação, categoria em estrelas ou garfos, cantão, paróquia, endereço e telefone. Atenção: a planilha é legítima, mas a página do MINTUR está comprometida e exibe links de spam; use o arquivo, não os links da página.

🍴 Onde comer

Cocina serrana de Chimborazo
Preço$$$$$
Opções / prato típico
O restaurante mais bem avaliado de Alausí no cadastro nacional é o El Mesón del Tren, de TRÊS GARFOS, na Ricaurte com Eloy Alfaro, na diagonal da estação ferroviária (tel. 099 528 6474): é o único dessa categoria no cantão. De um garfo: Zeaa Amelita, dentro da estação do trem (Eloy Alfaro e av. 5 de Junio), Resto Bar Trivento (5 de Junio e 9 de Octubre) e o Paradero Reina del Cisne, na Panamericana Sur E35. NÃO PUBLICAM CARDÁPIO ONLINE. Fonte da lista: Ministerio de Turismo del Ecuador, Catastro Turístico Nacional, planilha Consolidado Nacional 2026 com 35.571 estabelecimentos, publicada pelo Ministerio de Turismo del Ecuador (seu portal de serviços saiu do ar; o órgão mantém o ecuador.travel) (consultado em 08/08/2026). Traz nome comercial, atividade, classificação, categoria em estrelas ou garfos, cantão, paróquia, endereço e telefone. Atenção: a planilha é legítima, mas a página do MINTUR está comprometida e exibe links de spam; use o arquivo, não os links da página.
Comedores y sodas locales
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 3 a 6 por almoço; pratos do dia baratos (sopa, prato principal e suco) nos restaurantes simples da rua principal e perto da estação
Cafés y comida de feria
Preço$$$$$
Opções / prato típico
As cafeterias registradas, todas de uma xícara: Cafetería Estación del Tren (Ricaurte e Antonio Mora, em frente à pracinha) e Roger's Bakery Coffee Break (Eloy Alfaro e Sucre, em frente à estação ferroviária). sem tarifa publicada na fonte oficial: nenhuma publica preços, e o cadastro não registra barracas de feira.

📖 História de Alausí e a Nariz del Diablo

Origem, formação e o que dizem as fontes.

O sonho da ferrovia transandina

A história moderna de Alausí está intimamente ligada à da ferrovia do Equador. No fim do século XIX e começo do XX, o país começou uma obra colossal, sonhada havia muito tempo: construir uma linha férrea que ligasse a capital, Quito, em plena serra, ao principal porto, Guayaquil, no litoral. O projeto ganhou força durante o governo do presidente Eloy Alfaro e queria integrar um país profundamente dividido pela geografia, conectando a serra andina à planície costeira.

O grande desafio era o relevo. A ferrovia precisava subir a abrupta cordilheira dos Andes e vencer desníveis enormes em distâncias curtas, num terreno de cânions, encostas vertiginosas e áreas instáveis. A construção ficou a cargo de engenheiros (muitos deles estrangeiros) e de milhares de trabalhadores. Foi uma empreitada titânica, que enfrentou condições extremas: o clima, as doenças tropicais nas regiões baixas, os desmoronamentos e a dureza do relevo.

Nesse traçado heroico, um ponto virou o símbolo de toda a obra e seu maior desafio: a descida por um paredão de rocha escarpado conhecido como Nariz del Diablo. Descobrir como fazer os trilhos descerem por ali pôs à prova toda a engenhosidade dos construtores e se tornou a página mais famosa (e mais trágica) da história da ferrovia equatoriana.

A Nariz del Diablo: engenhosidade e tragédia

A Nariz del Diablo é um imponente promontório rochoso, quase vertical, que ficava no caminho da ferrovia. Descer uma parede dessas de trem parecia, em princípio, impossível: nenhuma locomotiva conseguia encarar de frente uma inclinação tão acentuada. A solução, ousada e brilhante, foi construir um sistema de ziguezagues (também chamado de 'switchbacks'): uma série de trechos de via em forma de Z. O trem avança até o fim de um trecho, os operários mudam os desvios e a locomotiva volta de ré pelo trecho seguinte, descendo assim em degraus pela face da montanha.

Escavar esses trilhos na rocha viva do paredão foi um trabalho extremamente perigoso. A construção desse trecho, feita nas primeiras décadas do século XX, custou a vida de muitos trabalhadores, entre eles vários diaristas trazidos para a dura tarefa. A lenda popular (e o nome assustador do lugar) guarda essa mistura de façanha e sacrifício: domar a 'Nariz del Diablo' teve um custo humano altíssimo.

Depois de pronto, o trecho da Nariz del Diablo virou uma maravilha da engenharia ferroviária, admirada no mundo todo, e um símbolo da determinação com que o Equador conseguiu unir sua serra e seu litoral pelos trilhos. Alausí, no alto dessa descida, ficou ligada para sempre a essa façanha.

O custo humano da obra
A construção do trecho da Nariz del Diablo é lembrada pela periculosidade altíssima e pelo grande número de trabalhadores mortos, o que alimentou seu nome sinistro. Os números exatos de vítimas variam conforme a fonte e fazem parte tanto do registro histórico quanto da tradição oral.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Nariz_del_Diablo

Alausí, do auge ferroviário ao turismo

A chegada da ferrovia transformou Alausí. De mais uma cidadezinha da serra, ela passou a ser uma parada importante da linha Quito–Guayaquil e um centro de atividade ligado ao trem. A estação, os ferroviários e o movimento de passageiros e mercadorias deram vida à cidade, cuja arquitetura de casas coloridas com sacadas de madeira reflete esse período de auge.

Com o passar das décadas, a ferrovia equatoriana entrou em decadência diante do transporte rodoviário, e muitas linhas deixaram de funcionar como meio de transporte regular. Mas o trecho da Nariz del Diablo ganhou uma segunda vida no turismo: o passeio de trem pelos ziguezagues do paredão virou uma das experiências turísticas mais procuradas do Equador e atraiu viajantes do mundo inteiro a Alausí. Em diferentes momentos, a linha foi reabilitada como trem turístico, com a estação de Sibambe adaptada na base.

A operação do trem turístico, porém, tem sido irregular, com períodos de suspensão por motivos econômicos e de gestão, então vale sempre confirmar se ele está funcionando. Além do trem, Alausí mantém o charme de cidade ferroviária, dominada pela estátua de São Pedro e cercada de paisagens andinas, como testemunho vivo da epopeia da ferrovia que um dia uniu a serra e o litoral do Equador.

Fechamentos e reativações: a vida acidentada do trem turístico

A fase mais recente da história de Alausí tem sido marcada pela sorte instável do seu trem. Depois da decadência da ferrovia como meio de transporte regular na segunda metade do século XX, o Estado equatoriano apostou, já no século XXI, em reabilitar trechos emblemáticos como atração turística. A empresa pública Ferrocarriles del Ecuador (FEEP) investiu na restauração de estações, locomotivas e vias, e o trecho da Nariz del Diablo virou o carro-chefe dessa rede turística, com a estação de Sibambe adaptada na base do paredão e apresentações culturais das comunidades puruhás.

Na década de 2010, o trem turístico da Nariz del Diablo viveu anos de esplendor, recebendo viajantes do mundo todo e movimentando a economia de Alausí. Em 2020, porém, a empresa Ferrocarriles del Ecuador entrou em liquidação por problemas financeiros, agravados pela pandemia de COVID-19, e o serviço foi suspenso. O fechamento atingiu Alausí em cheio, já que a economia da cidade dependia em boa parte do fluxo de turistas que chegava de trem.

A essa crise somou-se, em março de 2023, uma tragédia sem relação com a ferrovia: um grande deslizamento de terra (um dos maiores desastres recentes do país) atingiu parte do cantão e deixou muitas vítimas, marcando profundamente a comunidade. Nesse contexto difícil, as autoridades nacionais e locais trabalharam na reabilitação do trecho: em 2024, o Ministério de Infraestrutura e Transporte e a prefeitura de Alausí assinaram um convênio para reativar os 12 km de via, e em julho de 2025 o trem voltou a circular. Mesmo assim, a operação continua irregular, com novas suspensões para obras de segurança, o que mostra o desafio de manter um patrimônio tão valioso quanto frágil.

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (ES) — «Alausí»: https://es.wikipedia.org/wiki/Alaus%C3%AD
  • Wikipedia (ES) — «Nariz del Diablo»: https://es.wikipedia.org/wiki/Nariz_del_Diablo
  • Wikipedia (ES) — «Ferrocarril Transandino (Ecuador)»: https://es.wikipedia.org/wiki/Ferrocarril_Transandino_(Ecuador)
  • Wikipedia (ES) — «Eloy Alfaro»: https://es.wikipedia.org/wiki/Eloy_Alfaro
  • Wikipedia (ES) — «Deslizamiento de Alausí de 2023»: https://es.wikipedia.org/wiki/Deslizamiento_de_Alaus%C3%AD_de_2023
  • Ministerio de Infraestructura y Transporte (MIT) — Reactivación de la ruta Alausí–Nariz del Diablo: https://www.mit.gob.ec/vuelve-el-silbato-del-ferrocarril-a-chimborazo-rehabilitamos-la-ruta-nariz-del-diablo/
  • El Mercurio — «Vuelve el tren a la Nariz del Diablo» (2025): https://elmercurio.com.ec/actualidad/2025/07/02/tren-nariz-del-diablo-recorrido/
  • Ministerio de Turismo del Ecuador (Ecuador Travel): https://www.ecuador.travel/

❓ Perguntas frequentes

O trem da Nariz del Diablo está funcionando e quanto custa?+
A rota Alausí–Sibambe foi reativada em julho de 2025, com tarifas de US$ 30 para estrangeiros e US$ 18 para equatorianos (50% de desconto para idosos, crianças e pessoas com deficiência), com saídas às 08:00, 11:00 e 14:00, de quarta a domingo e feriados. Mas o serviço já teve interrupções (inclusive uma suspensão para obras de segurança), então é indispensável confirmar a operação e reservar pelo portal oficial (Ticket Éxito) antes de viajar.
O que é a Nariz del Diablo?+
É um paredão de rocha impressionante, quase vertical, na serra de Chimborazo, que a ferrovia equatoriana conseguiu descer com um sistema de zigue-zagues: o trem avança e volta de ré por trechos sucessivos de trilho escavados na montanha, vencendo um desnível enorme. É uma das façanhas de engenharia ferroviária mais famosas das Américas, construída no começo do século XX com um custo humano altíssimo.
O que mais tem para ver em Alausí se o trem não estiver operando?+
Muita coisa: o centro ferroviário de casas coloridas com sacadas de madeira (Patrimônio Cultural do Equador), a estação, a igreja de San Pedro e a grande estátua de San Pedro no alto do morro, com vista panorâmica. Aos domingos rola uma feira indígena bem colorida, e nos arredores dá para fazer caminhadas até o cânion do Chanchán ou passeios às lagoas de Ozogoche, no Parque Nacional Sangay.
Como chegar a Alausí e quanto custa?+
O mais comum é chegar de ônibus saindo de Riobamba (uns 97 km, cerca de 2 horas, ~US$ 3 na Cooperativa Alausí) pela Panamericana; saem a cada 30 minutos, das 05:00 às 20:00. Alausí fica na rota serra-sul, com ônibus para Quito (4-5 h, ~US$ 7-10), Cuenca (3,5-4 h, ~US$ 6-9) e Guayaquil (4,5-5 h, ~US$ 7-10). Todos os ônibus são pagos em dinheiro (o Equador usa o dólar). A cidade dá para conhecer a pé (verificado julho 2026).
Tem app de transporte em Alausí e como se paga o ônibus?+
Em Alausí não tem app de transporte em tempo real: o Moovit funciona no Equador, mas só em cidades grandes (Quito, Guayaquil, Cuenca, Loja, Manta, Milagro, Santa Rosa), não em cidadezinhas como Alausí. Para planejar os ônibus intermunicipais, vale usar o ecuadorbus.com.ec, o site da Cooperativa Alausí ou o Rome2Rio, e o Google Maps para se locomover a pé pela cidade. Ônibus e táxi são pagos sempre em dinheiro, em dólares (o Equador é dolarizado desde 2000); leve notas e moedas pequenas. A única compra online é a do trem da Nariz del Diablo, pelo portal Ticket Éxito, que aceita cartão (verificado julho 2026).
Quanto tempo reservar e onde se hospedar?+
Dá para visitar num bate-volta, combinando com Riobamba ou como parada no roteiro. Para fazer o trem com calma e conhecer a cidade, vale dormir uma noite. Tem pousadas charmosas (US$ 60-120), hotéis e hostels intermediários (US$ 30-55) e hostels econômicos (US$ 15-30) no centro, perto da estação.
Qual é a melhor época para visitar Alausí?+
O clima é ameno de altitude o ano todo, mas a temporada mais seca (junho a setembro) é a melhor para o trem e as caminhadas. Aos domingos tem feira indígena, um bom dia para ver o colorido local. Leve agasalho (as manhãs e noites são frias por causa da altitude, 2.350 m) e protetor solar para o sol andino.

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