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Las Tunas
🇨🇺 Cuba · Oriente

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📌Província
Las Tunas é a capital da província homônima, situada na entrada do oriente cubano, entre as províncias de Camagüey (a oeste) e Holguín/Granma (a leste). É conhecida como a 'Capital da escultura cubana' pela grande quantidade de obras escultóricas ao ar livre, e também como a 'Cidade das esculturas' ou 'a Sacada do Oriente cubano', por ser porta de entrada para a região oriental. Tem ainda forte tradição na décima e no repentismo (poesia improvisada camponesa). É uma cidade provinciana, tranquila e pouco turística
📌Cidade de serviços
A própria Las Tunas é a cidade de serviços da província: tem o Aeroporto Hermanos Ameijeiras (VTU), com voos limitados (verificar), terminal de ônibus interprovinciais (Víazul e nacionais), hotéis, casas particulares, bancos e serviços básicos. Fica na Carretera Central, o que a torna um cruzamento natural de rotas do oriente: conecta com Camagüey, Holguín, Bayamo e, rumo à costa norte, com as praias da província (como Playa Covarrubias) na zona de Puerto Padre
📌Melhor época
A melhor época para visitar Las Tunas é a estação seca, de novembro a abril, com dias ensolarados, menos chuva e temperaturas mais agradáveis. A região é quente e, em parte, uma das mais secas do oriente. O verão (maio a outubro) é mais quente e úmido, com chuvas à tarde e a temporada de furacões do Caribe (mais provável de agosto a outubro). Um momento especial é o fim de junho, quando se celebra a Jornada Cucalambeana, a grande festa da décima e da cultura camponesa cubana, que enche a cidade de música e poesia
📌Dias sugeridos
Com um ou dois dias dá para conhecer o essencial de Las Tunas: seu parque central (Parque Vicente García), o passeio por suas esculturas ao ar livre espalhadas pela cidade, seus museus, o clima tranquilo e a vida local. Las Tunas funciona muito bem como parada de rota entre Camagüey e o oriente profundo, ou como base para uma escapada às praias da costa norte (Playa Covarrubias e a zona de Puerto Padre), que podem somar um ou dois dias a mais
💱 Câmbio: USD
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Las Tunas é uma dessas cidades cubanas que raramente aparecem nos grandes circuitos turísticos, mas que guardam um encanto especial para quem se anima a descobri-las. Situada na entrada do oriente cubano, na Carretera Central, é conhecida como a 'Capital da escultura cubana': suas ruas, praças e cantos são salpicados de obras escultóricas ao ar livre, que transformam a cidade numa espécie de museu aberto.

É também terra de poesia. Las Tunas é berço e bastião da décima e do repentismo, aquela tradição de poesia improvisada e cantada do campo cubano, que tem aqui sua grande celebração anual na Jornada Cucalambeana. Provinciana, tranquila e de gente calorosa, a cidade oferece uma experiência da Cuba mais autêntica e pausada, longe da agitação, e serve também de porta de entrada para as praias pouco conhecidas da costa norte da província.

Este guia percorre o lado prático de Las Tunas com um olhar realista e caloroso: o que ver na cidade das esculturas, sua tradição poética e musical, como chegar e se locomover, onde se hospedar e comer, e como usá-la de parada ou base para explorar o oriente cubano e suas praias escondidas. Uma visita para viajantes curiosos que querem sair das rotas mais batidas.

📖 História de Las Tunas

A região de Las Tunas foi habitada por povos originários antes da conquista. A cidade cresceu em torno de um povoado colonial cujo nome, 'Las Tunas', está associado à planta do nopal ou tuna (cacto), abundante na região; durante um tempo levou o nome de Victoria de Las Tunas, em alusão a feitos de armas. A cidade e sua região tiveram um papel de destaque nas guerras de independência do século XIX: o general Vicente García, um dos grandes líderes mambises da região, protagonizou episódios célebres, entre eles incêndios da cidade para impedir que caísse intacta nas mãos espanholas, num feito que lembra o de outras cidades patrióticas do oriente. Por isso o parque central e boa parte da memória local giram em torno dessa figura e da luta pela independência. No século XX e, especialmente, nas últimas décadas, Las Tunas se consolidou como capital provincial e desenvolveu uma forte identidade cultural: a da escultura (com um movimento que encheu a cidade de obras ao ar livre) e a da décima camponesa, encarnada na figura do poeta decimista Juan Cristóbal Nápoles Fajardo, 'El Cucalambé', do século XIX, em cuja homenagem se celebra a Jornada Cucalambeana. A história completa —as origens, o feito mambise de Vicente García e as tradições culturais— está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🗺️ O que ver

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1
Parque Vicente García e o centro histórico
A praça central dedicada ao herói mambi da cidade, coração da vida tunera e ponto de partida do passeio.
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O Parque Vicente García é o coração de Las Tunas e o melhor lugar para começar a conhecer a cidade. É a praça central, arborizada e animada, dedicada ao general Vicente García González, o grande líder mambi (independentista) da região durante as guerras do século XIX, considerado o herói local por excelência. Sua figura está muito presente na memória da cidade, ligada aos feitos patrióticos tuneros. Em volta do parque se concentram edifícios representativos, museus, comércios e o pulso da vida local: gente passeando, conversando nos bancos, o clima tranquilo e simpático típico das cidades provincianas do oriente. É um ponto ideal para sentar e observar a vida tunera, se orientar e começar a percorrer o centro a pé. Daqui se chega facilmente às ruas centrais, a vários dos museus da cidade e ao circuito de esculturas que distingue Las Tunas. A praça é, além disso, palco de eventos e celebrações ao longo do ano. Como chegar: fica em pleno centro, a pouca distância da maioria das hospedagens e do terminal. Melhor época: no fim da tarde e à noite, quando o parque ganha vida. Dicas: use-o como referência para seus passeios, aproveite para conversar com as pessoas e pergunte onde ver esculturas, museus e música ao vivo. Leve dinheiro em espécie, já que a cidade é pouco turística.
ℹ️ Distância: Pleno centro de Las Tunas (a pé desde as hospedagens) · Melhor época: Fim da tarde e noite, quando a vida no parque ganha vida · Entrada: Grátis (espaço público) · Duração: 30 minutos a 1 hora
2
A cidade das esculturas (museu a céu aberto)
Dezenas de obras escultóricas espalhadas por ruas e praças fazem de Las Tunas a 'Capital da escultura cubana'.
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O grande selo distintivo de Las Tunas é sua condição de 'Capital da escultura cubana'. A cidade é povoada de obras escultóricas ao ar livre —monumentos, conjuntos, peças em praças, parques e avenidas— que a transformam numa espécie de museu aberto que se percorre simplesmente caminhando por suas ruas. Esse patrimônio é fruto de um forte movimento escultórico local e de eventos que, ao longo dos anos, foram somando obras à paisagem urbana. Percorrer a cidade de olho atento nas esculturas é uma forma original e agradável de conhecê-la: cada bairro e cada praça esconde peças de diferentes estilos e temas, do patriótico e histórico ao abstrato e simbólico. Há esculturas emblemáticas muito conhecidas pelos tuneros, que se tornaram marcos da cidade e pontos de referência. É uma atração gratuita, ideal para combinar com a visita ao centro e aos museus, e uma desculpa perfeita para caminhar por Las Tunas sem pressa. Como chegar: as esculturas estão espalhadas por toda a cidade; descobrem-se caminhando a partir do centro. Melhor época: de dia, para apreciá-las com boa luz; ao entardecer, pelo clima. Dicas: pergunte na sua hospedagem ou num posto de turismo se há um mapa ou roteiro de esculturas; use calçado confortável para caminhar; aproveite para tirar fotos e descobrir peças em cantos inesperados.
ℹ️ Distância: Espalhadas por toda a cidade (passeio a pé a partir do centro) · Melhor época: De dia, pela luz; entardecer, pelo clima · Entrada: Grátis (obras em espaço público) · Duração: Meio dia (passeio)
3
A Jornada Cucalambeana e a cultura da décima
A grande festa da poesia improvisada e da cultura camponesa cubana, em homenagem ao poeta decimista El Cucalambé.
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Las Tunas é um dos grandes centros da décima e do repentismo, a tradição de poesia improvisada e cantada do campo cubano, em que os repentistas se desafiam a compor versos na hora, com violão e alaúde. Essa cultura tem sua máxima expressão na Jornada Cucalambeana, a festa mais importante da cidade, dedicada à décima, à música camponesa (o ponto cubano) e às tradições rurais. A Jornada é celebrada todos os anos, por volta do fim de junho, e presta homenagem a Juan Cristóbal Nápoles Fajardo, 'El Cucalambé', o célebre poeta decimista cubano do século XIX, símbolo dessa tradição e figura tutelar da região. Durante a festa, a cidade e especialmente o complexo de El Cucalambé (nos arredores) se enchem de repentistas, músicos, artesãos, comida crioula e público vindo de toda Cuba. É uma das melhores oportunidades para mergulhar na cultura camponesa cubana mais genuína. Fora das datas da Jornada, a décima e o ponto cubano seguem presentes em rodas de música, casas de cultura e eventos ao longo do ano. Como chegar: a Jornada acontece na cidade e no complexo de El Cucalambé, nos arredores (translado de táxi/excursão). Melhor época: fim de junho para a Jornada Cucalambeana (verificar datas); rodas de música e eventos no resto do ano. Dicas: se for viajar em junho, não perca a festa; consulte a programação no local. Leve dinheiro em espécie para comida, bebida e artesanato.
ℹ️ Distância: Cidade de Las Tunas e complexo de El Cucalambé (arredores) · Melhor época: Fim de junho (Jornada Cucalambeana); rodas de música o ano todo (verificar) · Entrada: Muitos eventos ao ar livre são grátis; shows e rodas de música aprox. 25–100 CUP por pessoa (verificado julho 2026) · Duração: De um dia a vários dias (durante a festa)
4
Museus de Las Tunas (Memorial e museu provincial)
Espaços que contam a história patriótica da cidade, o feito mambise e a memória local tunera.
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Para entender a história e a identidade de Las Tunas vale visitar seus museus, concentrados no centro e com entrada barata. O Museu Provincial (frequentemente instalado num edifício histórico do centro) percorre a história da cidade e da região: as origens, a época colonial, a luta pela independência e a vida local, com peças, documentos e exposições. A cidade conta também com espaços memoriais dedicados à sua história patriótica e a episódios e figuras de relevância local e nacional, ligados à luta mambisa do século XIX (com o general Vicente García como figura central) e à história mais recente. Esses museus permitem entender por que Las Tunas é uma cidade de forte memória patriótica, marcada pelos incêndios da cidade durante as guerras de independência e por seu papel no oriente. São visitas curtas, mas enriquecedoras, ideais para combinar com o passeio pelo centro e pelas esculturas, e para dar contexto ao que se vê na cidade. Como chegar: os principais museus ficam no centro, a pé a partir do Parque Vicente García. Melhor época: no horário dos museus (verificar dias de funcionamento). Dicas: confirme os horários antes de ir (podem fechar em algum dia); a entrada costuma ser barata; combine-os com o passeio pelas esculturas e pelo centro histórico.
ℹ️ Distância: Centro da cidade (a pé desde o Parque Vicente García) · Melhor época: No horário dos museus (verificar dias de funcionamento) · Entrada: Aprox. 25–100 CUP por pessoa (museus provinciais; costuma ser bem barata) (verificado julho 2026) · Duração: 1 a 2 horas (vários museus)
5
Praias da costa norte (Playa Covarrubias e Puerto Padre)
Praias pouco conhecidas de areia branca no norte da província, com resort, recifes e tranquilidade.
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Embora Las Tunas seja conhecida sobretudo pelo lado cultural, a província também tem uma costa norte com praias pouco conhecidas e muito tranquilas, ideais para quem quer combinar a cidade com um pouco de mar longe das multidões. A de maior destaque é Playa Covarrubias, uma praia de areia branca e águas turquesa na zona de Puerto Padre, ao norte da província, com recifes de coral próximos para snorkel e mergulho, e algum complexo hoteleiro (all inclusive) num entorno afastado. Diferentemente dos grandes polos turísticos como Varadero ou os cayos, a costa norte tunera é muito mais tranquila e preservada, o que a torna uma opção atraente para quem busca praia sem aglomeração. A zona de Puerto Padre, cidade portuária do norte, é a porta de entrada dessa faixa costeira. É um complemento perfeito para uma visita à cidade: depois de percorrer as esculturas e a cultura tunera, uma escapada à praia fecha muito bem a experiência. Como chegar: a costa norte (Playa Covarrubias, Puerto Padre) fica a uma distância considerável da cidade de Las Tunas; chega-se de táxi, carro ou excursão (verificar distâncias e transporte). Melhor época: estação seca, com mar calmo e céu limpo. Dicas: confirme a distância e o transporte (não há serviços frequentes); leve água, protetor solar e o necessário para a praia; consulte se há sargaço e o estado dos serviços do hotel/região.
ℹ️ Distância: Costa norte da província (Playa Covarrubias, zona de Puerto Padre), a boa distância da cidade · Melhor época: Estação seca, com mar calmo · Entrada: Praias públicas grátis; day use no resort aprox. US$ 25–50; snorkel/mergulho US$ 10–40 · Duração: Um dia ou mais (com pernoite na região)
6
Complexo Cultural Motel El Cucalambé e Casa-Museu
O recinto nos arredores da cidade, sede da Jornada Cucalambeana e centro da cultura camponesa cubana.
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A poucos quilômetros da cidade, na Carretera Central rumo a Holguín, fica o Complexo Cultural El Cucalambé, o lugar emblemático da cultura camponesa e da décima em Cuba. É dedicado à memória de Juan Cristóbal Nápoles Fajardo, 'El Cucalambé', o grande poeta decimista do século XIX, símbolo da poesia improvisada e da identidade rural cubana. O recinto, junto a uma lagoa e cercado de vegetação, conta com um motel, áreas para espetáculos e espaços dedicados à tradição camponesa. É a sede principal da Jornada Cucalambeana, a grande festa anual da décima e do ponto cubano que, todo fim de junho, enche o lugar de repentistas, músicos, artesãos e público de toda a ilha. Fora dessas datas, é um lugar tranquilo onde se respira o clima do campo cubano. Visitá-lo permite entender por que Las Tunas é um bastião da décima e conhecer um aspecto da cultura cubana que vai além do son e da rumba. Chega-se de táxi ou carro desde a cidade em poucos minutos.
ℹ️ Distância: A poucos km da cidade, na Carretera Central (táxi ou carro) · Melhor época: Fim de junho (Jornada Cucalambeana); no resto do ano, clima tranquilo · Entrada: Acesso ao recinto geralmente livre; eventos aprox. 25–100 CUP por pessoa (verificado julho 2026) · Duração: 1 a 2 horas (mais durante a festa)

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💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Parque Vicente García e centro da cidadeGrátis (espaço público)
Percurso de esculturas ao ar livreGrátis (obras em espaço público)
Museu Provincial e memoriais da cidadeAprox. 25–100 CUP por pessoa (verificado julho 2026; costuma ser bem barata)
Jornada Cucalambeana (eventos)Muitos eventos ao ar livre grátis; shows aprox. 25–150 CUP por pessoa (verificado julho 2026)
Casas de cultura / rodas de décimaAprox. 25–100 CUP por pessoa ou entrada livre (verificado julho 2026)
Praias da costa norte (públicas)Grátis (praias públicas); day use no resort aprox. US$ 25–50
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Atividades e passeios

AtividadePreçoDuraçãoOperadora
Passeio a pé pelo centro e pelas esculturasGrátis (por conta própria)Meio diaPor conta própria ou guias locais
Visita aos museus da cidadeAprox. 25–100 CUP por pessoa1-2 hMuseus locais
Roda de décima / ponto cubano (poesia improvisada)Aprox. 25–100 CUP por pessoa ou entrada livreUma noiteCasas de cultura / eventos
Jornada Cucalambeana (fim de junho)Eventos grátis e shows a partir de 25–150 CUP (verificado julho 2026)Vários diasEvento cultural provincial (verificar datas)
Escapada à praia (Covarrubias / costa norte)Táxi ida e volta aprox. US$ 50–90; day use no resort US$ 25–50Um dia ou maisTáxis, excursões, carro
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🚌 Como chegar e distâncias

No destino

A pé pelo centro
Grátis
DuraçãoVariável
Observações
O centro de Las Tunas é compacto e se percorre facilmente a pé: o parque, os museus e muitas esculturas ficam a curta distância uns dos outros
Bicitáxi e charrete
PreçoAprox. 25–100 CUP por trajeto na cidade (dinheiro em CUP)
DuraçãoVariável
Observações
Meios típicos e baratos para se locomover pela cidade; combina-se o preço antes de subir e paga-se em dinheiro em pesos cubanos
Táxi
DuraçãoVariável
Preço
Trajetos na cidade US$ 2–6; até El Cucalambé ou a costa norte, US$ 15–60 conforme a distância
Observações
Útil para o aeroporto, o terminal, El Cucalambé e, sobretudo, para as praias da costa norte. Combine o preço e, se for o caso, ida e volta ou espera. Paga-se em dinheiro (USD/EUR ou CUP), sem taxímetro
Ônibus urbano (guagua) + app 'La Guagua'
PreçoAprox. 5 CUP por viagem (dinheiro em CUP)
DuraçãoVariável
Observações
Las Tunas é, na verdade, o berço do aplicativo oficial cubano 'La Guagua': nasceu aqui, do projeto de governo eletrônico local, e hoje também é usado em Holguín e Guantánamo. Mostra em tempo real a localização dos ônibus urbanos, os pontos e as rotas. A passagem é paga em dinheiro, em pesos cubanos (cerca de 5 CUP), e não pelo aplicativo; o pagamento digital (Transfermóvil/EnZona com QR) exige cartão cubano, pouco prático para o turista de passagem (fonte: Granma / imprensa cubana, verificado em julho de 2026)
Ônibus interprovincial (Víazul / Viajando)
PreçoAprox. US$ 6–9 até Holguín ou Camagüey; mais para destinos distantes
DuraçãoVariável
Observações
Las Tunas fica na Carretera Central, então tem boas conexões com Camagüey, Holguín, Bayamo e o resto do país. É cômodo e econômico. A passagem é reservada pelo aplicativo oficial 'Viajando' (pagamento por Transfermóvil) ou no terminal; a Víazul (turística) é paga em euros/USD ou com cartão internacional
Aluguel de carro
PreçoAprox. US$ 60–90 por dia (conforme categoria e temporada)
DuraçãoVariável
Observações
Dá liberdade para explorar a província e chegar às praias da costa norte. O aluguel em Cuba pode ser caro e limitado; reserve com antecedência. O combustível é pago à parte e pode haver filas para abastecer
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Como chegar

Camagüey → Las Tunas (ônibus ou táxi, Carretera Central)
Companhias aéreas / empresasVíazul, táxis coletivos
Preço médioAprox. US$ 7 (Víazul); táxi coletivo a partir de US$ 10
DuraçãoAprox. 1,5 a 2 h
Holguín → Las Tunas (ônibus ou táxi)
Companhias aéreas / empresasVíazul, táxis coletivos
Preço médioAprox. US$ 6 (Víazul); táxi coletivo a partir de US$ 8
DuraçãoAprox. 1 a 1,5 h
Bayamo → Las Tunas (ônibus ou táxi)
Aprox. US$ 6–8 por pessoa
Companhias aéreas / empresasVíazul, táxis coletivos
DuraçãoAprox. 1 a 1,5 h
Havana → Las Tunas (Víazul)
Companhias aéreas / empresasVíazul e empresas nacionais
DuraçãoAprox. 11 a 12 h (trajeto longo)
Preço médio
44,00 € por trecho em SOMENTE IDA para adulto (crianças 22,00 €). O tarifário oficial tem TRÊS faixas e é preciso olhá-las: IDA E VOLTA 43,00 € adulto / 21,00 € criança por trecho, e MULTIDESTINO 42,00 € adulto / 20,00 € criança. Inclui 2 malas grátis. A Víazul cobra somente em euros com cartão internacional Visa/Mastercard/Amex, sem dinheiro em espécie, e a reserva é feita em viazul.wetransp.com. Trecho Havana–Las Tunas. (fonte: tarifário oficial da Víazul em PDF, «TARIFAS SERVICIO VIAZUL», baixado de viazul.wetransp.com/assets/public/tarifas-descargables.pdf e lido página por página em 10/08/2026)
Voo para o Aeroporto Hermanos Ameijeiras (VTU)
Companhias aéreas / empresasCompanhias aéreas com voos limitados (verificar disponibilidade)
Preço médioVariável conforme origem e temporada
DuraçãoConforme origem e disponibilidade
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🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Hotéis no centro de Las Tunas
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 35–70 a noite: hotéis de gestão estatal no centro ou perto dele (como o Hotel Las Tunas ou o Cadillac), cômodos para percorrer a cidade a pé. Categoria média, com serviços básicos
Casas particulares no centro
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 15–30 a noite: a opção mais recomendável e autêntica, casas de família no centro com trato próximo, café da manhã caseiro (US$ 3–5) e dicas dos anfitriões. Excelente custo-benefício em uma cidade pouco turística
Casas econômicas e hostels
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 12–20 a noite: casas particulares mais simples e baratas para viajantes com orçamento apertado ou de passagem pela Carretera Central. Convém escolher as bem localizadas no centro
Resort / hospedagem na costa norte
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 70–150 por pessoa a noite no all inclusive: algum complexo hoteleiro na costa norte da província (zona de Playa Covarrubias / Puerto Padre), como o Brisas Covarrubias, em um ambiente afastado e tranquilo. Disponibilidade variável; reserve com antecedência

🍴 Onde comer

Paladares (restaurantes particulares) do centro
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 5–12 por prato: os paladares de Las Tunas oferecem culinária crioula caseira — porco, frango, congrí, viandas — em um ambiente próximo e a bom preço. A melhor opção para comer bem e de forma autêntica em uma cidade pouco turística
Comida crioula em casas particulares
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Jantar caseiro aprox. US$ 5–10; café da manhã US$ 3–5: muitas casas particulares servem refeições fartas com pratos crioulos. Prático e delicioso para se hospedar e comer no mesmo lugar
Cafeterias e comida simples do centro
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Aprox. 100–400 CUP por prato (US$ 1–4): em volta do parque há lanchonetes, barraquinhas e locais de comida simples, sorvetes e lanches. Convém levar dinheiro em espécie
Comida crioula e camponesa (ambiente cucalambeano)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
US$ 6–14 por prato: na zona de El Cucalambé e durante a Jornada oferece-se comida crioula e camponesa típica (porco assado, viandas, casabe), muito ligada à cultura rural cubana

📖 História de Las Tunas

Origem, formação e o que dizem as fontes.

Origens e o nome de Las Tunas

Na noite de 26 de setembro de 1876, um homem ateou fogo à própria casa para que ela ardesse junto com toda a cidade. Era o general Vicente García, e ele preferia ver Las Tunas reduzida a cinzas a deixá-la intacta nas mãos do exército espanhol. Dessa decisão nasceu o lema que a cidade ainda repete com orgulho: 'Queimada sim, escrava nunca'. Poucas cidades cubanas têm uma origem de identidade tão dramática, e para entendê-la é preciso voltar muito mais atrás, à paisagem seca onde cresceu o povoado.

A região de Las Tunas, na entrada do oriente cubano, foi habitada por povos originários antes da chegada dos espanhóis. A zona foi povoada de maneira mais tardia e dispersa que outras partes de Cuba, em um território de planícies, savanas e uma das áreas mais secas do oriente, historicamente dedicada à pecuária e à agricultura. O nome 'Las Tunas' está associado à abundância da planta conhecida como tuna ou nopal (um tipo de cacto de fruto comestível), muito presente nessa paisagem. Com o tempo, o povoado cresceu e se consolidou como um ponto-chave no caminho do oriente, na rota que mais tarde seria a Carretera Central.

A cidade levou durante muito tempo o nome de Victoria de Las Tunas. Essa raiz — entre a paisagem do cacto e a memória bélica — acompanha a identidade de um lugar que, com o passar do tempo, ficaria célebre por motivos muito diferentes e luminosos: a arte da escultura e a poesia camponesa da décima.

A origem do nome 'Las Tunas'
As fontes associam o nome da cidade à abundância da planta 'tuna' (nopal/cacto) na região. A cidade também levou o nome de Victoria de Las Tunas. Os detalhes da origem e das mudanças de nome são relatados com variações segundo as fontes.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Las_Tunas_(Cuba)

As guerras de independência e o general Vicente García

O grande capítulo histórico de Las Tunas foi escrito durante as guerras de independência de Cuba contra a Espanha, na segunda metade do século XIX. A região teve um papel de destaque na luta mambisa e produziu um dos grandes líderes independentistas do oriente: o general Vicente García González, filho da cidade e figura tutelar de sua memória patriótica.

Sua ação mais lembrada foi a tomada e o incêndio de Las Tunas em setembro de 1876, durante a Guerra dos Dez Anos (1868-1878). Ao amanhecer de 23 de setembro, com o apoio da população local, as tropas mambisas surpreenderam a guarnição espanhola e, após cerca de oito horas de combate a facão, tomaram a cidade (então Victoria de Las Tunas). Sem meios para mantê-la diante do inevitável contra-ataque, na noite de 26 de setembro Vicente García ordenou reduzi-la a cinzas, começando pela própria casa. Aquela frase dele — preferir a cidade queimada a escrava — deu origem ao lema tunero 'Queimada sim, escrava nunca', e aproxima a façanha da de outras cidades patrióticas do oriente, como Bayamo.

Por tudo isso, a figura de Vicente García e a luta mambisa ocupam um lugar central na identidade de Las Tunas. O parque principal da cidade leva seu nome, o Museu Provincial presta homenagem à sua figura, e boa parte dos monumentos locais gira em torno dessa história de resistência. A cidade foi reconstruída após as guerras, mantendo viva a memória daquela época heroica.

Vicente García e os incêndios da cidade
As fontes coincidem em que o general tunero Vicente García foi uma figura-chave da luta independentista no oriente, e que Las Tunas viveu episódios de combate e incêndios durante as guerras do século XIX. Os detalhes concretos de cada fato variam segundo as fontes históricas.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Vicente_Garc%C3%ADa_Gonz%C3%A1lez

El Cucalambé e a tradição da décima cubana

Junto com a memória patriótica, há outra tradição que define profundamente Las Tunas: a da décima e do repentismo, a poesia improvisada e cantada do campo cubano. E no centro dessa tradição está a figura de Juan Cristóbal Nápoles Fajardo, conhecido como 'El Cucalambé', poeta decimista cubano do século XIX, natural da região, considerado um dos grandes representantes da poesia popular camponesa da ilha.

El Cucalambé encarna a alma da cultura rural cubana: a décima (estrofe de dez versos), o punto cubano (o gênero musical camponês), o alaúde e o violão, e a arte de improvisar versos. Sua obra e sua figura se tornaram símbolo dessa tradição, e a região o adotou como um de seus maiores referenciais culturais.

Em sua homenagem, celebra-se todos os anos a Jornada Cucalambeana, a grande festa da décima e da cultura camponesa cubana, que reúne repentistas, músicos e público de todo o país em torno do complexo de El Cucalambé, nos arredores da cidade. Essa festa, junto com a tradição viva da décima em rodas de viola e casas de cultura, fez de Las Tunas um bastião da poesia improvisada cubana, um patrimônio imaterial profundamente enraizado na identidade local e nacional.

El Cucalambé, símbolo da décima
As fontes apresentam Juan Cristóbal Nápoles Fajardo, 'El Cucalambé', como um destacado poeta decimista cubano do século XIX, vinculado à região de Las Tunas e símbolo da poesia camponesa, em cuja homenagem se celebra a Jornada Cucalambeana. Detalhes biográficos e de sua obra variam segundo as fontes.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Juan_Crist%C3%B3bal_N%C3%A1poles_Fajardo

Las Tunas, 'Capital da escultura cubana'

Já no século XX, e especialmente em suas últimas décadas, Las Tunas desenvolveu a faceta que hoje mais a distingue para o visitante: a de cidade da escultura. Um forte movimento escultórico local, impulsionado por artistas da região e por eventos e bienais dedicados à escultura, foi povoando a cidade de obras ao ar livre, até ganhar o título de 'Capital da escultura cubana'.

Monumentos, conjuntos escultóricos e peças de diversos estilos e temáticas — patrióticas, simbólicas, abstratas — foram distribuídos por praças, parques, avenidas e recantos, transformando o espaço urbano numa espécie de museu a céu aberto. Algumas dessas obras se transformaram em marcos e símbolos da cidade, reconhecidos pelos tuneros e pelos visitantes.

Assim, a Las Tunas contemporânea combina suas diferentes camadas de identidade: a paisagem seca e o nome do cacto, a memória heroica da façanha mambisa e do general Vicente García, a tradição viva da décima e da Jornada Cucalambeana, e a vocação escultórica que enche suas ruas de arte. Capital provincial, cruzamento de caminhos do oriente na Carretera Central e porta de entrada para as tranquilas praias da costa norte, a cidade oferece uma experiência da Cuba mais autêntica e cultural, longe dos grandes circuitos turísticos.

O movimento escultórico tunero
As fontes coincidem em que Las Tunas é reconhecida como 'Capital da escultura cubana' pela grande quantidade de obras escultóricas ao ar livre espalhadas pela cidade, fruto de um movimento artístico local e de eventos dedicados à escultura. As datas e a quantidade exata de obras variam segundo as fontes.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Las_Tunas_(Cuba)

📚 Bibliografia

❓ Perguntas frequentes

Por que Las Tunas é chamada de 'Capital da escultura cubana'?+
Porque a cidade está repleta de obras escultóricas ao ar livre, espalhadas por ruas, praças e avenidas, fruto de um forte movimento escultórico local e de eventos que foram somando peças à paisagem urbana ao longo dos anos. Isso a transforma numa espécie de museu a céu aberto que se percorre a pé. Descobrir suas esculturas é um dos principais atrativos (e é grátis), ideal para combinar com o centro histórico e os museus.
O que é a Jornada Cucalambeana?+
É a grande festa cultural de Las Tunas, dedicada à décima, ao repentismo e à música camponesa cubana (o punto cubano). Acontece todos os anos por volta do fim de junho, em homenagem ao poeta decimista do século XIX Juan Cristóbal Nápoles Fajardo, 'El Cucalambé'. Durante a Jornada, a cidade e o complexo de El Cucalambé se enchem de repentistas, músicos, artesãos e público de toda Cuba. É uma imersão única na cultura camponesa cubana.
Vale a pena parar em Las Tunas?+
Sim, principalmente se você gosta da Cuba autêntica e pouco turística. Las Tunas oferece seu circuito de esculturas, uma forte tradição poética e musical (a décima), museus de história patriótica e um ambiente interiorano e caloroso. Fica na Carretera Central, então é uma parada cômoda entre Camagüey e o extremo oriente, e pode servir de base para uma escapada às tranquilas praias da costa norte.
Há praias perto de Las Tunas?+
Sim, na costa norte da província, embora a uma distância considerável da cidade. A mais destacada é Playa Covarrubias, de areia branca e águas turquesa, na zona de Puerto Padre, com recifes para snorkel e algum resort all inclusive. São praias tranquilas e pouco lotadas. Convém confirmar a distância e o transporte (de táxi, carro ou excursão), já que não há serviços frequentes até a costa.
Qual é a melhor época para visitar Las Tunas?+
A estação seca, de novembro a abril, com dias ensolarados, menos chuva e temperaturas mais agradáveis (a região é quente e bastante seca). O verão (de maio a outubro) é mais quente e úmido, com chuvas e a temporada de furacões (mais provável de agosto a outubro). Um momento muito especial é o fim de junho, durante a Jornada Cucalambeana, quando a cidade se enche de poesia e música camponesa.
Como me desloco pela cidade e como se paga o transporte?+
O centro de Las Tunas é compacto e se percorre a pé, ideal para ver as esculturas e os museus. Para distâncias curtas há bicitáxis e charretes (25–100 CUP); para o aeroporto, o terminal, El Cucalambé ou as praias, convém pegar táxi (combinando o preço). Todo o transporte local é pago em dinheiro, em pesos cubanos (ou dólares/euros com o taxista): não há cartão nem QR para o turista de passagem. Uma curiosidade: Las Tunas é o berço do aplicativo oficial cubano 'La Guagua', que mostra em tempo real onde está o ônibus urbano e seus pontos. Entre cidades, os ônibus (Víazul turístico, ou os de Viajero, que se reservam pelo aplicativo 'Viajando') são cômodos e econômicos, já que Las Tunas fica na Carretera Central.

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