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Passo a passo

eTA do Quênia: os 30 dólares que substituíram o visto, por que ela não te dá dias de estadia e como não pagar a mais

A eTA (Electronic Travel Authorisation) é a autorização eletrônica que o Quênia exige de quase todo viajante estrangeiro antes do embarque. Ela substituiu o visto de turismo: o próprio portal diz isso, «It replaces traditional visa requirements for most travelers, simplifying the entry process». Quem a define é o órgão que a emite: «Kenya eTA is a semi-automated system that determines the eligibility of visitors to travel to Kenya. An eTA offers permission to travel and is authorised by the Government of the Republic of Kenya». E aqui vai a parte que quase ninguém entende: a eTA é permissão para VIAJAR, não permissão para FICAR. Os dias de estadia são escritos pelo oficial na chegada, no visitor's pass. O regulamento migratório queniano resume isso em uma linha: «Possession of an Electronic Travel Authorization shall not constitute final authority to enter the country», e o portal repete: «Admissibility will be determined at the point of entry». Ela é emitida pelo Directorate of Immigration Services do Ministry of Interior and National Administration e é tramitada em um único lugar: etakenya.go.ke, ou o app oficial «Kenya Travel Authorisation».

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💵 Quanto custa
Tabela oficial publicada em etakenya.go.ke/eligibility, lida em 23/09/2026: eTA PADRÃO (uma única entrada): US$ 30. eTA DE TRÂNSITO (para quem passa pelo Quênia em voo de conexão): US$ 20. eTA MULTIENTRADA DE UM ANO: US$ 300. eTA MULTIENTRADA DE CINCO ANOS, somente para nacionais dos Estados Unidos: US$ 185. EAST AFRICAN TOURIST eTA: consta na tabela com a legenda COMING SOON e sem preço. À parte existe o processamento urgente, que não é uma categoria e sim um adicional: as FAQ oficiais dizem «normal (processing may take up to 72 hours) starting at $30 and expedited (immediate processing) at an addition $100». Cem dólares a mais, e o processamento é imediato. A TAXA NUNCA É REEMBOLSADA. Os Termos e Condições são a frase mais importante de todo este trâmite: «Your eTA application fee is non-refundable. Once you submit your eTA application, the fee is non-refundable, and you cannot transfer it to another person. This is also true if your eTA is denied or if for any reason, including a force majeure, there are deviations to your planned journey». E se você digitou algum dado errado depois de enviar, paga de novo: «If an applicant applied with mistakes, he or she might need to submit a new application. The associated fee will be charged for each new application submitted». DISCREPÂNCIA OFICIAL QUE DECLARAMOS: o Nono Anexo do regulamento consolidado em 30/05/2025 publicado pelo Kenya Law ainda traz outros números —«(i) Transit Electronic Travel Authorisation fee US $ 20. (ii) Referral Electronic Travel Authorisation fee US $ 10 non-refundable. (iii) Ordinary/Single Journey Electronic Travel Authorisation fee US $ 50. (iv) Multiple Journey Electronic Travel Authorisation fee US $ 100. (v) East Africa Single Tourist Electronic Travel Authorisation US$ 100»—. O que você vai pagar é o valor do portal, que é o sistema que emite e cobra. Anotamos isso para você não se surpreender se vir outros valores em um texto legal.
⏳ Quanto demora
Três números oficiais, todos do órgão emissor. O primeiro, das FAQ: «Applications are generally processed within three (3) business days/72 hours but may take longer depending on the verification processes. For urgent applications, expedited option is available and is processed immediately». O segundo, do rodapé da página How to Apply: «Processing time is typically three (3) working days, but it may take longer in some cases». E o terceiro, que é a recomendação do próprio órgão e a que convém seguir, de General Information: «eTA applications for Kenya are usually processed in 3 days and there is an urgent processing service, however, it is recommended applications be submitted at least 2 weeks prior to travel to ensure adequate time for processing». Duas semanas antes. Se não der tempo, existe a opção urgente de 100 dólares extras com processamento imediato, mas preferimos que você não precise dela.
📅 Quanto dura
Aqui é preciso separar três coisas que não são a mesma, e o Quênia só publica uma das três. (1) DIAS DE ESTADIA: a eTA NÃO os dá. Nem o portal nem o regulamento dizem quantos dias de estadia ela concede, porque ela não concede nenhum: você recebe um visitor's pass na fronteira e os dias são escritos pelo oficial. O artigo 30(3) do Kenya Citizenship and Immigration Regulations fixa o teto legal: o passe «shall permit the holder to enter Kenya within the period specified therein and to remain in Kenya for such period, not exceeding six months from the date of his entry into Kenya, as may be specified in that behalf». O 30(4) permite prorrogá-lo, mas mantém o limite: «the aggregate period of validity of a visitor's pass shall not exceed six months from the date of the holder's entry into Kenya». E o 30(8) esclarece que não pode ser solicitado antecipadamente: «a visitor's pass shall not be issued in advance to persons intending to come to Kenya». Resumo honesto: o máximo legal são seis meses a partir da entrada, o número concreto é decidido pelo oficial no balcão, e não há como saber antes de chegar. (2) JANELA PARA USAR A eTA APROVADA: NÃO PUBLICADO. O portal não diz quantos dias você tem para viajar depois de aprovada. (3) ENTRADAS: a padrão «allows entry into Kenya once», uma só. Se você sair para a Tanzânia ou para Uganda e quiser voltar a entrar no Quênia, precisa de outra eTA ou da multientrada de um ano.

👤 Para quem é?

Todo mundo precisa dela, inclusive os bebês. O portal começa com esta frase: «All visitors including infants and children who intend to travel to the Republic of Kenya must have an approved Electronic Travel Authorisation (eTA) before the start of their journey». O Quênia não publica a lista de quem precisa de eTA, e sim a de quem está ISENTO, que sai do Décimo Sétimo Anexo do Kenya Citizenship and Immigration Regulations, incorporado pelo Legal Notice 93/2025. Lemos essa lista item por item em 23/09/2026, no portal oficial e no texto legal consolidado do Kenya Law, e o resultado é contundente: das nossas vinte e oito nacionalidades, UMA SÓ está isenta —GUIANA, por até 90 dias— e as outras VINTE E SETE precisam de eTA. Repetimos: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Itália, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Uruguai, Venezuela, Alemanha, Andorra, Austrália e Dinamarca: todas precisam de eTA. Duas armadilhas dentro da lista de isentos. Primeira: o BRASIL aparece, mas somente para «Holders of Diplomatic, Official or Service Passports from the Federal Republic of Brazil for a period not exceeding ninety (90) days». Com passaporte brasileiro comum é preciso tirar a eTA do mesmo jeito, e essa confusão deixa gente no balcão. Segunda: ANDORRA não está na lista, embora San Marino esteja. Também estão isentos os cidadãos dos Estados parceiros da Comunidade da África Oriental (Burundi, República Democrática do Congo, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia e Uganda, por até 180 dias), os titulares de residência permanente ou permissão de trabalho queniana e os passageiros em trânsito que não saem da área do aeroporto nem do navio. Os diplomatas acreditados SIM precisam preencher a eTA, embora não paguem a padrão.

🧭 O passo a passo

1
Passo 0: confirme que você não está isento, com a lista oficial aberta
Entre em How to Apply ou em General Information e leia a lista de isentos do Décimo Sétimo Anexo. Das nossas vinte e oito nacionalidades, a única isenta é a Guiana (por até 90 dias). Se o seu passaporte é guianense, você não precisa de eTA nem paga nada. Se é brasileiro, olhe com lupa: o Brasil consta na lista, mas SOMENTE para passaportes diplomáticos, oficiais ou de serviço; com passaporte comum é preciso tirar a eTA. Andorra não está na lista, embora San Marino esteja.
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Ojo: Os bebês e as crianças precisam da sua. Não existe eTA familiar: «All visitors including infants and children who intend to travel to the Republic of Kenya must have an approved Electronic Travel Authorisation (eTA) before the start of their journey». Uma eTA e uma taxa por pessoa.
2
Entre SOMENTE em etakenya.go.ke ou no app oficial. No Quênia isso é um problema sério
O portal é explícito e repete isso em duas páginas diferentes: «The Government of Kenya has made this website available as a secure platform for the purpose of allowing visitors to submit information and apply for an eTA. eTA applications must be completed only through this official website or the "Kenya Travel Authorisation" official mobile application and must be done for each individual who intends to travel to Kenya». Dois canais, nenhum a mais. O app se chama exatamente «Kenya Travel Authorisation».
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Ojo: O Quênia é, junto com a Tanzânia, o destino onde o negócio dos intermediários está mais bem armado: há sites que imitam o design do portal, que compram anúncios para aparecer acima do oficial e que cobram entre 80 e 250 dólares por uma eTA de 30. Como a taxa oficial não é reembolsada, se você pagou em um desses e depois precisa refazer o trâmite, perdeu as duas. Confira se a barra de endereço diz etakenya.go.ke e termina em .go.ke. O suporte oficial é etakenya@ecitizen.go.ke, WhatsApp +254 110 922 064 e telefone +254 717 436 070: qualquer outro contato é de um particular.
3
Escolha a categoria correta antes de mexer no preço
A página Eligibility mostra as categorias com a respectiva tarifa. Se você vai a turismo e entra uma vez, a sua é a Standard eTA de US$ 30, que «allows entry into Kenya once». Se você só faz conexão em Nairóbi e vai sair da área de trânsito, a sua é a Transit eTA de US$ 20. Se vai entrar e sair várias vezes no ano, há a One Year Multi-Entry eTA de US$ 300. Se o seu passaporte é americano e você viaja com frequência, existe a Five Year Multi-Entry eTA de US$ 185, exclusiva para nacionais dos Estados Unidos.
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Ojo: Faça a conta antes de escolher a multientrada de um ano: a 300 dólares, só vale a pena se você for entrar no Quênia mais de nove vezes em doze meses. Para o circuito clássico Quênia–Tanzânia–Quênia, saem mais baratas duas eTA padrão de 30 do que uma multientrada de 300.
4
Sobre o Visto Único da África Oriental: hoje ele não é emitido pelo Quênia
A East Africa Tourist Visa é a permissão conjunta que vale para Quênia, Uganda e Ruanda com um único trâmite. Do lado queniano, na tabela oficial de etakenya.go.ke/eligibility, a categoria «East African Tourist eTA» aparece listada, mas com a legenda COMING SOON e sem preço, enquanto as outras quatro categorias têm tarifa. Uganda, por outro lado, continua emitindo: o seu Directorate of Citizenship and Immigration Control a publica a «USD 100», válida por 90 dias, multiuso para Uganda, Quênia e Ruanda, com uma condição-chave: «The issuing country should be your first entry point». Ou seja, se você a tirar por Uganda, precisa entrar primeiro por Uganda.
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Ojo: Se o seu plano é um circuito por vários países da África Oriental, verifique o status da EATV nos dois portais ANTES de comprar os trechos: hoje ela só é emitida do lado ugandense e obriga que Uganda seja a sua primeira entrada. Se o seu primeiro voo pousa em Nairóbi, a EATV de Uganda não te serve e você precisa tirar a eTA queniana.
5
Reúna os documentos antes de abrir o formulário
A lista oficial de «Required Documents» é curta, mas específica: «Valid passport (minimum 6 months validity with at least one blank page)», «Selfie or passport-type photo», «Contact details (email & phone number)», «Travel itinerary (arrival & departure)», «Accommodation booking confirmation» e «Payment method (credit/debit card, etc.)». Se a viagem não for de turismo, somam-se outros papéis: carta de encaminhamento do hospital para viagem médica, carta-convite ou de participação para congressos, contrato para emprego, carta-convite da empresa e cópia do registro societário para negócios, e carta do anfitrião mais cópia do documento dele para visita familiar.
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Ojo: A reserva de hospedagem e o roteiro com data de entrada e de saída são obrigatórios, não opcionais. Se você ainda não sabe onde vai dormir durante toda a viagem, reserve pelo menos as primeiras noites em uma hospedagem com cancelamento gratuito e use essa confirmação.
6
Confira o passaporte: 6 meses e uma página em branco
É o primeiro ponto da lista de documentos exigidos: «Valid passport (minimum 6 months validity with at least one blank page)». Essa validade é contada para a frente, a partir da viagem. O regulamento migratório confirma isso em geral para a entrada no Quênia: o documento de viagem precisa ser válido «for a period of at least six months».
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Ojo: Olhe a data de vencimento ANTES de pagar. A taxa não é reembolsada e o passaporte que você cadastrar é o que depois terá que mostrar em Nairóbi ou Mombaça. Se você renová-lo entre a eTA e a viagem, o número deixa de coincidir e não há procedimento publicado para transferi-la: paga-se de novo.
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Tire a foto ou a selfie como o sistema pede
O requisito publicado é «Selfie or passport-type photo». É um dos poucos trâmites que aceitam uma selfie feita com o celular, mas ela precisa funcionar como foto de documento: rosto inteiro, de frente, olhos abertos, sem óculos escuros nem boné, com luz uniforme e fundo liso. Tire de pé diante de uma parede clara, com luz natural de frente e sem sombra atrás da cabeça.
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Ojo: O Quênia não publica especificações de tamanho nem de peso de arquivo para a foto: NÃO PUBLICADO. Por isso convém pecar pelo excesso de capricho, não pela criatividade. Uma foto recortada de uma foto em grupo, com metade do rosto na sombra ou com outra pessoa ao fundo é justamente o tipo de coisa que dispara uma verificação manual e estica os três dias úteis.
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Preencha o formulário e revise antes de enviar, porque depois não se corrige
Os passos que o próprio portal publica são: entrar em etakenya.go.ke, clicar em «Apply Now» e seguir as instruções, «Make sure that all the data has been entered correctly», e enviar. Os Termos e Condições esclarecem até onde vai a sua margem: «Your eTA application can be modified prior to submission. Prior to submitting an application with the required payment information, you can correct all application data fields». Antes de enviar, tudo; depois, nada. Se viajam várias pessoas, use a opção «Apply as a Group», que carrega várias solicitações juntas, mas continua sendo uma eTA e uma taxa por pessoa.
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Ojo: A frase que precisa ficar gravada: «If an applicant applied with mistakes, he or she might need to submit a new application. The associated fee will be charged for each new application submitted». Um número de passaporte digitado errado são 30 dólares jogados fora e um trâmite que começa do zero.
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Pague sabendo que esse dinheiro não volta em nenhuma circunstância
Paga-se com cartão de crédito ou débito dentro do portal. Guarde o número de referência que chega por e-mail: é ele que serve para consultar o status. Os diplomatas acreditados não pagam a eTA padrão, embora precisem tramitá-la: «If you are a diplomat, you are not required to pay for your standard eTA, but you may wish to pay for a faster service».
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Ojo: Leia esta frase duas vezes antes de apertar o botão: «your eTA application fee is non-refundable... This is also true if your eTA is denied or if for any reason, including a force majeure, there are deviations to your planned journey». Não é reembolsada se você for recusado, não é reembolsada se você cancelar, não é reembolsada se o voo cair, e não pode ser transferida para outra pessoa.
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Acompanhe os e-mails: recebimento, pagamento e decisão
O fluxo oficial envia três avisos: «An email confirming receipt of your application will be sent to you», «An email confirming receipt of payment, if applicable, will be sent to you» e «Upon decision by Immigration officer, an email confirming Approval / Refusal will be sent to you». Se não chegarem, você pode consultar a qualquer momento: «You can check the status of your application at any time» com o botão «Check Status» da página inicial e o número de referência.
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Ojo: Confira o spam e as promoções. E não faça um novo pedido porque «o e-mail não chegou»: cada solicitação nova é cobrada à parte. Primeiro consulte o status com o número de referência.
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Se for aprovada: imprima o PDF ou salve no app
Instrução textual do portal: «If your application has been approved, please either print the PDF document that has been attached to the email, or download the document to your mobile device or save it in the "Kenya Travel Authorisation" mobile app. This is your electronic travel authorisation that needs to be shown at all departure and arrival points». Ela é apresentada duas vezes: no embarque e na chegada.
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Ojo: A companhia aérea tem obrigação legal de verificá-la: o artigo 15C do regulamento diz que «The captain in charge of a carrier shall be responsible for ensuring that each passenger on board the aircraft holds a valid Electronic Travel Authorization», e o 15D obriga a companhia a devolver ao seu último porto de origem quem chegar sem ela. Sem a eTA você não embarca, ponto.
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Se for recusada: você não viaja, e o dinheiro não volta
Textual: «If your application has been denied, you will not be able to travel to Kenya for the moment. Please contact etakenya@ecitizen.go.ke to report your situation and obtain further details». Esse é o canal para pedir explicações. Também há o WhatsApp +254 110 922 064 e o telefone +254 717 436 070.
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Ojo: A recusa não devolve a taxa. Está escrito nos Termos e Condições com estas palavras: «This is also true if your eTA is denied». É a razão número um pela qual convém revisar o formulário três vezes antes de enviá-lo.
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Prepare-se para demonstrar que você pode bancar a viagem
Não é folclore de fronteira: está na lei. O artigo 43 do Kenya Citizenship and Immigration Regulations, intitulado «Proof of financial support», diz: «A person seeking to enter Kenya shall provide proof to the satisfaction of an immigration officer that he is capable of supporting himself and his dependants in Kenya for the full duration of the intended stay and financing the exit from Kenya of himself and his dependants». São duas coisas distintas: o dinheiro para viver os dias em que você fica E o dinheiro para ir embora.
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Ojo: Não há valor diário publicado, nem no regulamento nem no portal: NÃO PUBLICADO. Na prática, o roteiro com data de saída e a reserva de hospedagem que você já cadastrou na eTA são o primeiro trecho dessa prova. Leve também cartão internacional e algum extrato.
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Febre amarela: se você vem de um país endêmico, leve o certificado
O Ministério da Saúde do Quênia publica assim: «All travelers arriving in Kenya from countries where yellow fever is endemic should present a valid yellow fever certificate». As isenções publicadas da vacina são: menores de 9 meses (exceto em epidemia, quando se vacina de 6 a 9 meses em zonas de alto risco), gestantes, exceto em surto com risco alto, pessoas com alergia grave à proteína do ovo e pessoas com imunodeficiência grave por HIV/aids sintomático, outras causas ou transtorno do timo. Sobre a COVID-19 não pedem mais nada: «all travelers arriving into the country through any point of entry shall no longer be required to show proof of either COVID-19 vaccination; or a pre-departure COVID-19 test».
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Ojo: LACUNA DECLARADA: o Quênia NÃO publica quais são esses países endêmicos, nem nessa página nem no portal da eTA. Como não podemos dizer isso com fonte queniana, a regra prática é: se você sai da América do Sul ou faz escala na África, leve o cartão amarelo (o Certificado Internacional de Vacinação). A única coisa da COVID que continua vigente é o formulário 'jitenge', mas somente para «travellers arriving at any point of entry into Kenya with flu-like symptoms», que além disso devem fazer um teste de antígeno por conta própria.
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No balcão de Nairóbi ou Mombaça: a eTA não é a entrada
Na chegada você preenche a entry declaration form, que legalmente não é um trâmite de rotina: o artigo 30(1) do regulamento diz que «where an application for a visitor's pass is to be made at the point of entry, the completion of an entry declaration form shall be deemed to be an application for a visitor's pass». Essa ficha É o seu pedido do passe de visitante, e com esse passe é que lhe dão os dias. Tenha à mão a eTA impressa ou no app, o passaporte, o roteiro e a reserva de hospedagem.
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Ojo: O artigo 15F do regulamento tem uma linha só e não deixa margem para interpretação: «Possession of an Electronic Travel Authorization shall not constitute final authority to enter the country». A página oficial repete: «Admissibility will be determined at the point of entry». Pagar os 30 dólares não te compra o direito de entrar; compra o direito de se apresentar.
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Se precisar ficar mais tempo: dá para prorrogar no Quênia, com um teto de 6 meses
O artigo 30(4) do regulamento permite prorrogar o visitor's pass: «An immigration officer may, from time to time, extend the validity of a visitor's pass for such further period or periods as he may determine or vary its terms and conditions». O limite é absoluto: «the aggregate period of validity of a visitor's pass shall not exceed six months from the date of the holder's entry into Kenya». Seis meses contados a partir do dia em que você entrou, somando todas as prorrogações.
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Ojo: O visitor's pass não autoriza você a trabalhar, nem de graça: o 30(5) proíbe «any form of employment, whether paid or unpaid, or engage in any other income generating activity in Kenya, without the permission of an immigration officer, in writing», e o 30(6) diz que, se você fizer isso, o pass «shall be deemed to have expired and shall cease to be valid» a partir desse mesmo dia. O voluntariado sem permissão por escrito se enquadra nessa definição.
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Kenya Electronic Travel Authorisation (eTA) — Directorate of Immigration Services, State Department for Immigration and Citizen Services, Ministry of Interior and National Administration

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