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Ilha de Páscoa
🇨🇱 Chile · Patagônia e ilhas

Ilha de Páscoa

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📍Região
A Ilha de Páscoa (Rapa Nui, na língua rapanui) é um território insular do Chile em pleno oceano Pacífico, pertencente à Região de Valparaíso, mas culturalmente única no mundo. É um dos lugares habitados mais remotos do planeta: fica a cerca de 3.500 km do continente chileno e a mais de 2.000 km da ilha habitada mais próxima. Famosa no mundo inteiro por seus moais — as colossais estátuas de pedra da cultura rapanui —, grande parte da ilha forma o Parque Nacional Rapa Nui, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1995. Sua única localidade é Hanga Roa
📌Cidade de apoio
A única cidade e centro de serviços da ilha é Hanga Roa, onde vive praticamente toda a população (alguns poucos milhares de habitantes) e onde se concentram o aeroporto Mataveri (IPC) — que recebe os voos vindos de Santiago, o único acesso regular —, os hotéis, restaurantes, agências, lojas, o hospital, os bancos e o escritório do parque (administrado pela Comunidade Indígena Ma'u Henua junto com a CONAF). Quase tudo na ilha se organiza a partir de Hanga Roa: os passeios aos sítios arqueológicos, o aluguel de veículos e bicicletas e a vida cotidiana. Não há outra localidade nem transporte público propriamente dito
📌Melhor época
A Ilha de Páscoa tem clima subtropical temperado, que permite visitá-la o ano todo, com temperaturas amenas e chuvas possíveis em qualquer mês. O verão austral (dezembro a março) é o mais quente e ensolarado, ideal para praia e mergulho, mas também o de mais visitantes e preços mais altos; inclui a grande festa cultural Tapati Rapa Nui (em fevereiro), uma celebração imperdível da cultura local. Os meses de outono e primavera oferecem bom clima com menos gente. O inverno (junho-agosto) é mais fresco e úmido, mas tranquilo. Vale reservar voos e hospedagem com antecedência, sobretudo no verão e durante a Tapati
📌Dias sugeridos
Pela distância e pelo preço da passagem, não vale a pena ficar pouco: o mínimo razoável são 3 dias inteiros, que permitem ver os sítios essenciais (Rano Raraku, Ahu Tongariki, Anakena, Rano Kau e Orongo, Hanga Roa e algum pôr do sol em Tahai). Com 4 a 5 dias dá para percorrer a ilha com calma, repetir nasceres e pores do sol mágicos, incluir trilhas, mergulho ou snorkel e curtir sem pressa a cultura rapanui. Como se chega depois de um voo longo desde Santiago, muitos viajantes calculam pelo menos 4 noites na ilha para que a viagem valha a pena
🗣️Idioma / Moeda
Espanhol e rapanui (língua polinésia própria da ilha) / Peso chileno (CLP). O rapanui convive com o espanhol na vida cotidiana, nos topônimos e na cultura local; no turismo também se usa o inglês. Há caixas eletrônicos e cartões são aceitos em Hanga Roa, mas é bom levar dinheiro em espécie, já que alguns comércios e serviços podem não aceitar pagamento eletrônico e a conectividade é limitada
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🌤️ Weather in Ilha de Páscoa
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Poucos lugares no mundo despertam tanto fascínio quanto a Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui, seu nome na língua polinésia. No meio da imensidão do oceano Pacífico, a milhares de quilômetros de qualquer outra terra habitada, esta pequena ilha vulcânica guarda um dos maiores mistérios e feitos da humanidade: os moais, as colossais estátuas de pedra esculpidas pela cultura rapanui, que durante séculos vigiaram a costa com seus rostos enigmáticos. Estar diante deles, no silêncio do Pacífico, é uma experiência arrepiante.

Mas Rapa Nui é muito mais do que seus moais. É uma ilha de paisagens vulcânicas, crateras com lagoas, falésias batidas pelo mar, praias de areia rosada como Anakena e um céu noturno espetacular. É a pedreira de Rano Raraku, onde centenas de moais ficaram esculpidos pela metade, como congelados no tempo; é o imponente Ahu Tongariki, com seus quinze gigantes alinhados diante do nascer do sol; é a cratera Rano Kau e a aldeia cerimonial de Orongo, berço do culto ao homem-pássaro (tangata manu). E é, sobretudo, um povo vivo: os rapanui, herdeiros daqueles navegadores polinésios, que mantêm sua língua, sua música, suas danças e suas tradições.

Este guia percorre a Ilha de Páscoa com um olhar prático e caloroso: como chegar (só de avião desde Santiago), como funciona a entrada no Parque Nacional Rapa Nui, quais sítios arqueológicos não perder, como se locomover pela ilha, onde dormir e comer, e como visitá-la com o respeito que merece um lugar que é, ao mesmo tempo, Patrimônio da Humanidade e o lar de um povo ancestral. Chegar até aqui é uma viagem longa e especial, mas a recompensa é um dos destinos mais únicos e inesquecíveis do planeta.

📖 História de Ilha de Páscoa

A Ilha de Páscoa foi colonizada há séculos por navegadores polinésios que chegaram em canoas depois de uma das maiores façanhas de navegação da história, atravessando milhares de quilômetros de oceano aberto. A tradição atribui a chegada ao lendário rei Hotu Matu'a. Isolados do resto do mundo, os rapanui desenvolveram uma cultura extraordinária e única, cujo símbolo máximo são os moais: enormes estátuas de pedra que representavam antepassados divinizados e que eram erguidas sobre plataformas cerimoniais chamadas ahu. Com o tempo, por causas ainda debatidas — pressão sobre os recursos, desmatamento, conflitos entre clãs e, mais tarde, fatores externos —, a sociedade rapanui entrou em crise e muitos moais foram derrubados. Surgiu então um novo culto, o do homem-pássaro (tangata manu), centrado na aldeia de Orongo. O nome europeu 'Ilha de Páscoa' foi dado pelo navegador holandês Jacob Roggeveen, que chegou no domingo de Páscoa de 1722. O século XIX foi trágico: as incursões escravagistas peruanas e as epidemias reduziram drasticamente a população rapanui. Em 1888, o Chile anexou a ilha. Hoje Rapa Nui é Patrimônio da Humanidade (Unesco, 1995) e um povo que luta para preservar sua língua e sua identidade. A história completa está na nossa página de história.

Ler a história completa ↓

🏛️ Ilha de Páscoa fica em Valparaíso Region

Chile's great port and its coastal playground: the hills and funiculars of Valparaíso, a World Heritage Site; Viña del Mar, the 'Garden City'; Neruda's houses; the vineyards of Casablanca; and the remote islands of Juan Fernández and Rapa Nui.

Ler a história de Valparaíso Region →

🗺️ O que ver

Passeios que dá para reservar

Se você reservar por aqui ganhamos uma comissão e você não paga nada a mais. Preços e disponibilidade são da Civitatis.

1
Rano Raraku (a pedreira dos moais)
O vulcão-pedreira onde foram esculpidos quase todos os moais, com centenas de estátuas, muitas inacabadas.
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Rano Raraku é, provavelmente, o lugar mais fascinante de toda a Ilha de Páscoa: a pedreira onde foi esculpida a imensa maioria dos moais. É um vulcão cujas encostas de tufo vulcânico (um material relativamente macio) serviram de pedreira aos antigos rapanui, que esculpiam ali as estátuas antes de transportá-las até as plataformas cerimoniais espalhadas pela ilha. Caminhar por suas trilhas é como entrar numa oficina parada no tempo. O mais impressionante é que nas encostas ficaram centenas de moais em diferentes fases: alguns prontos, mas nunca transportados, outros esculpidos pela metade e ainda presos à rocha-mãe, e muitos parcialmente enterrados, com só a cabeça e os ombros saindo do chão — as imagens mais icônicas da ilha. Calcula-se que aqui existam várias centenas de estátuas, o que faz de Rano Raraku a maior concentração de moais do mundo. Dá para ver até o maior moai já esculpido, que ficou inacabado na rocha. Dentro da cratera do vulcão há uma lagoa cercada de totora e mais moais nas bordas, num cenário de grande beleza. Rano Raraku permite entender como nenhum outro lugar o processo de criação dos moais e a organização daquela sociedade. Como chegar: no leste da ilha, de carro ou em passeio saindo de Hanga Roa. Melhor época e horário: a manhã costuma ter luz melhor e menos gente; combina muito bem com o vizinho Ahu Tongariki. Dicas: respeite rigorosamente as trilhas demarcadas (não é permitido sair delas nem tocar nos moais), leve água, protetor e chapéu; o acesso é um dos dois sítios de visita única por ingresso (junto com Orongo), então guarde o ticket e planeje bem.
ℹ️ Localização: Leste da ilha, Parque Nacional Rapa Nui (de carro ou em passeio saindo de Hanga Roa) · Melhor época: Manhã, pela luz; dá para combinar com Ahu Tongariki · Entrada: Incluída no ingresso do Parque Nacional Rapa Nui (estrangeiro adulto US$ 95 / CLP 95.000; chileno adulto CLP 40.000; válido por 10 dias, verificado julho 2026). Rano Raraku permite uma única visita por passe. Verificar ao visitar · Duração: 1,5 a 2 horas
2
Ahu Tongariki
A plataforma mais imponente da ilha, com quinze moais alinhados diante do oceano, espetacular ao nascer do sol.
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Ahu Tongariki é a plataforma cerimonial (ahu) maior e mais espetacular de toda a Ilha de Páscoa, e uma das imagens mais célebres de Rapa Nui: quinze moais alinhados de pé sobre uma longa plataforma de pedra, de costas para o mar e olhando para o interior da ilha, como se protegessem seus descendentes. A escala do conjunto, com os gigantes recortados contra o céu e o oceano, é impressionante. Os moais de Tongariki foram derrubados durante os conflitos internos da sociedade rapanui e, mais tarde, um tsunami (provocado por um grande terremoto no Chile em 1960) arrasou a plataforma e espalhou as estátuas terra adentro. Nas décadas seguintes, Ahu Tongariki foi restaurado num notável trabalho de recuperação — com apoio internacional, incluindo a colaboração do Japão —, que voltou a erguer os quinze moais no seu lugar. Hoje é o resultado desse paciente esforço de conservação. O momento mágico é o nascer do sol: quando o sol surge por trás da plataforma, os moais ficam em contraluz sobre um céu em chamas, num dos espetáculos mais impressionantes que uma viagem pode oferecer. Por isso muitos visitantes madrugam para ver. Perto dali, um moai isolado conhecido como o 'moai viajante' lembra os transportes de estátuas. Como chegar: no leste da ilha, ao lado de Rano Raraku, de carro ou em passeio saindo de Hanga Roa. Melhor época e horário: o nascer do sol é o momento estrela (confira o horário); de dia também é magnífico. Dicas: para o nascer do sol, saia ainda de noite com lanterna e agasalho; respeite as trilhas, não toque nem suba nos moais nem na plataforma, e leve o ingresso do parque.
ℹ️ Localização: Leste da ilha, ao lado de Rano Raraku, Parque Nacional Rapa Nui · Melhor época: Nascer do sol (espetacular); também de dia · Entrada: Incluída no ingresso do Parque Nacional Rapa Nui (estrangeiro adulto US$ 95 / CLP 95.000, válido por 10 dias, verificado julho 2026). Verificar ao visitar · Duração: 1 a 1,5 hora (mais se for ao nascer do sol)
3
Praia de Anakena
A principal praia da ilha, de areia coralina e palmeiras, com moais e a lenda do primeiro rei Hotu Matu'a.
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Anakena é a praia mais famosa e bonita da Ilha de Páscoa, e um lugar carregado de história e lenda. É uma das poucas praias de areia da ilha (que em sua maior parte tem costas rochosas e falésias): um cartão-postal de areia clara coralina, águas turquesa e um coqueiral, numa baía protegida na costa norte. O contraste com o resto da ilha, mais agreste, a torna especialmente atraente. Mas Anakena não é só uma praia paradisíaca: segundo a tradição rapanui, foi aqui que desembarcou Hotu Matu'a, o lendário primeiro rei e colonizador da ilha, o que faz deste lugar o ponto de origem mítico do povo rapanui. Junto à praia erguem-se duas plataformas com moais — Ahu Nau Nau, com estátuas notavelmente bem conservadas (algumas com seus 'pukao', os coques ou adornos de pedra vermelha sobre a cabeça), e Ahu Ature Huki —, o que permite combinar o banho de mar com a visita arqueológica. É o lugar ideal para curtir o mar, descansar à sombra das palmeiras e dar uma pausa entre as visitas aos sítios arqueológicos, além de ver um pôr do sol tranquilo. Costuma haver alguns serviços básicos (barracas de comida, banheiros) na temporada. Como chegar: na costa norte, de carro ou em passeio saindo de Hanga Roa. Melhor época e horário: dias ensolarados para o banho; o verão, pelo clima. Dicas: leve protetor solar, água e guarda-sol (a sombra é limitada fora do coqueiral); respeite as áreas arqueológicas e não toque nos moais. O acesso a Ahu Nau Nau exige o ingresso do parque.
ℹ️ Localização: Costa norte da ilha (de carro ou em passeio saindo de Hanga Roa) · Melhor época: Dias ensolarados; verão para o banho de mar · Entrada: Praia de acesso livre; os moais (Ahu Nau Nau) ficam dentro do parque, incluídos no ingresso (estrangeiro adulto US$ 95 / CLP 95.000, verificado julho 2026). Verificar ao visitar · Duração: Meio dia (praia + moais)
4
Rano Kau e aldeia cerimonial de Orongo
Uma cratera vulcânica espetacular com lagoa e a aldeia do culto ao homem-pássaro (tangata manu).
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O vulcão Rano Kau é uma das paisagens naturais mais impressionantes da ilha: uma enorme cratera com centenas de metros de diâmetro, em cujo fundo fica uma lagoa coberta de totora que forma um mosaico de água e vegetação, com a borda aberta para o oceano. Debruçar-se sobre essa cratera, com o Pacífico ao fundo, é uma das vistas mais bonitas de Rapa Nui. Na borda da cratera, sobre uma crista entre a cratera e a falésia que despenca no mar, fica Orongo, uma aldeia cerimonial de casas de pedra baixas e alongadas, um dos sítios arqueológicos mais importantes da ilha. Orongo foi o centro do culto ao homem-pássaro (tangata manu), uma prática que surgiu depois da crise da cultura dos moais. Todo ano acontecia ali uma competição ritual: representantes dos clãs tinham que descer a falésia, nadar até a ilhota Motu Nui, conseguir o primeiro ovo do manutara (uma ave marinha) e voltar com ele; o clã do vencedor obtinha um status privilegiado durante aquele ano. Nas rochas da região conservam-se petróglifos com figuras do homem-pássaro. O sítio combina, assim, natureza espetacular e um capítulo fundamental da história rapanui, mostrando como a sociedade da ilha se transformou com o tempo. Como chegar: perto de Hanga Roa, de carro, em passeio ou a pé (dá para subir caminhando). Melhor época e horário: dias limpos para aproveitar as vistas da cratera e da costa. Dicas: respeite rigorosamente as trilhas e as casas de pedra (é um sítio muito frágil e protegido), não toque nos petróglifos; Orongo é, junto com Rano Raraku, um dos dois sítios de visita única por passe.
ℹ️ Localização: Sudoeste da ilha, perto de Hanga Roa (de carro, em passeio ou a pé) · Melhor época: Dias limpos, pelas vistas · Entrada: Incluída no ingresso do Parque Nacional Rapa Nui (estrangeiro adulto US$ 95 / CLP 95.000, verificado julho 2026). Orongo permite uma única visita por passe. Verificar ao visitar · Duração: 2 a 3 horas (com caminhada)
5
Hanga Roa e Ahu Tahai
O único povoado da ilha, com sua enseada, sua igreja, museus e o conjunto de Tahai, ideal para o pôr do sol.
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Hanga Roa é o coração humano da Ilha de Páscoa: o único povoado, onde vive quase toda a população e onde se concentram os hotéis, restaurantes, lojas, agências e serviços. Percorrê-lo a pé permite mergulhar na vida cotidiana rapanui, visitar a enseada dos pescadores (Hanga Roa Otai e Hanga Piko), o pequeno mercado de artesanato, a igreja (onde o catolicismo se mistura com a iconografia rapanui em esculturas bem particulares) e os museus que contam a história e a cultura da ilha. A poucos passos do povoado, na beira do mar, fica o complexo cerimonial de Ahu Tahai, um dos conjuntos de moais mais acessíveis e queridos. Reúne várias plataformas com moais — entre elas um moai com os olhos restituídos (originalmente os moais tinham olhos de coral e obsidiana, que lhes davam 'vida') — num gramado de frente para o mar. Pela proximidade e pela orientação, Tahai é o lugar favorito para ver o pôr do sol: quando o sol se põe atrás do oceano, os moais ficam em silhueta contra o céu em chamas, numa das cenas mais emocionantes de Rapa Nui. O Museu Antropológico Padre Sebastián Englert (MAPSE), perto de Tahai, é muito recomendado e tem entrada gratuita, ótimo para entender a cultura rapanui antes ou depois de percorrer os sítios arqueológicos. Como chegar: é o povoado onde você se hospeda; tudo se percorre a pé ou de bicicleta. Melhor época e horário: o pôr do sol em Tahai é imperdível; qualquer horário para o povoado. Dicas: aproveite Hanga Roa para organizar passeios, alugar carro, trocar dinheiro e comer; respeite os moais de Tahai (não tocar, não subir) e chegue cedo para o pôr do sol na alta temporada.
ℹ️ Localização: Costa sudoeste; único povoado da ilha (a pé ou de bicicleta) · Melhor época: Pôr do sol em Ahu Tahai; qualquer horário para o povoado · Entrada: Povoado e Ahu Tahai de acesso livre. Museu MAPSE: entrada gratuita (ter-sex 9:30-17:30; sáb-dom-feriados 9:30-12:30). Verificar ao visitar · Duração: Meio dia (povoado, museu e pôr do sol)
6
Ahu Akivi (os sete moais que olham para o mar)
O singular conjunto de sete moais que, ao contrário dos demais, olham para o oceano, ligado a uma lenda.
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Ahu Akivi é um dos sítios mais singulares e enigmáticos da Ilha de Páscoa, famoso por uma particularidade que o diferencia de quase todos os outros: seus sete moais olham para o oceano. A imensa maioria dos moais da ilha está voltada para o interior, de costas para o mar, para 'velar' pelas aldeias de seus descendentes; os de Ahu Akivi, ao contrário, contemplam o Pacífico, o que deu origem a inúmeras interpretações e lendas. Uma tradição liga esses sete moais à lenda dos sete exploradores que, segundo o relato, o rei Hotu Matu'a teria enviado para reconhecer a ilha antes da colonização. Outra explicação aponta que, na verdade, os moais olham sim para a aldeia que um dia existiu diante deles, e que a orientação para o mar é uma coincidência decorrente da geografia do lugar. Seja como for, o conjunto tem um magnetismo especial. Ahu Akivi fica, além disso, terra adentro, e não na costa como a maioria dos ahu, o que reforça seu caráter excepcional. O sítio foi cuidadosamente restaurado e se relaciona com observações astronômicas: os moais estariam alinhados com os equinócios. Como chegar: no interior da ilha, de carro ou em passeio saindo de Hanga Roa. Melhor época e horário: dias limpos; a luz da tarde pode ser muito bonita. Dicas: respeite as trilhas e a plataforma (não tocar nem subir nos moais), leve água e protetor. O acesso faz parte do circuito do parque.
ℹ️ Localização: Interior da ilha (de carro ou em passeio saindo de Hanga Roa) · Melhor época: Dias limpos; luz da tarde · Entrada: Dentro do Parque Nacional Rapa Nui, incluído no ingresso (estrangeiro adulto US$ 95 / CLP 95.000, verificado julho 2026). Verificar ao visitar · Duração: 45 minutos a 1 hora
7
Petróglifos e sítios rupestres (Papa Vaka, Ana Kai Tangata)
A arte rupestre rapanui, com figuras do homem-pássaro, máscaras e motivos marinhos gravados na rocha.
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Além dos moais, a Ilha de Páscoa guarda um extraordinário patrimônio de arte rupestre: milhares de petróglifos (gravuras na rocha) espalhados por diferentes pontos da ilha, que formam uma das maiores concentrações de arte rupestre de toda a Polinésia. Essas gravuras são uma janela fascinante para a cosmovisão, as crenças e a vida cotidiana dos antigos rapanui. Um dos sítios mais destacados é Papa Vaka, na costa norte, onde grandes lajes de rocha exibem gravuras ligadas ao mar: canoas, anzóis, peixes, tartarugas e atuns, reflexo da importância da pesca e da navegação para os habitantes da ilha. Outro ponto-chave é a área de Orongo e arredores, associada ao culto do homem-pássaro, onde abundam os petróglifos do tangata manu (a figura metade homem, metade ave) e do deus Make-Make, além de máscaras e outros símbolos. Também há petróglifos em lugares como Ana Kai Tangata, uma caverna costeira com pinturas rupestres de aves. Percorrer esses sítios, de preferência com um guia rapanui que explique seu significado, acrescenta uma camada profunda de compreensão à visita, mostrando que a cultura da ilha foi muito mais rica e complexa do que apenas as estátuas. Como chegar: em diferentes pontos da ilha (Papa Vaka na costa norte, Orongo no sudoeste, Ana Kai Tangata perto de Hanga Roa), de carro ou em passeio. Melhor época e horário: a luz rasante da manhã ou do fim da tarde realça as gravuras. Dicas: nunca toque nem pise nos petróglifos (são frágeis e insubstituíveis), siga as trilhas e, se puder, visite-os com guia local para entender seu simbolismo.
ℹ️ Localização: Vários sítios (Papa Vaka, Orongo, Ana Kai Tangata etc.), pela ilha · Melhor época: Luz rasante da manhã ou do fim da tarde para ver as gravuras · Entrada: Dentro do Parque Nacional Rapa Nui, incluído no ingresso (estrangeiro adulto US$ 95 / CLP 95.000, verificado julho 2026). Verificar ao visitar · Duração: 30 minutos a 1 hora por sítio
8
Tapati Rapa Nui (festival cultural)
A grande festa da cultura rapanui, em fevereiro, com competições ancestrais, música, dança e body painting.
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A Tapati Rapa Nui é a celebração cultural mais importante da Ilha de Páscoa e uma das festas tradicionais mais fascinantes do Pacífico. Acontece todo ano, geralmente durante cerca de duas semanas no mês de fevereiro (verão austral), e transforma a ilha em um palco vibrante de música, dança, esporte ancestral e orgulho da identidade rapanui. Para quem tem a sorte de coincidir com ela, é uma experiência única e inesquecível. Durante a Tapati, dois clãs ou candidaturas — encabeçadas por jovens mulheres que aspiram a ser a rainha do festival — competem em uma longa série de provas que resgatam as tradições da ilha: competições de natação, corridas, escultura em madeira e pedra, tecelagem, canto, dança, culinária tradicional e body painting (pintura corporal com motivos ancestrais). Uma das provas mais espetaculares é o Haka Pei, em que os participantes descem a encosta de um morro em alta velocidade sobre troncos de bananeira, mostrando coragem e habilidade. Mais do que um espetáculo para turistas, a Tapati é uma afirmação viva da identidade e da cultura rapanui, com a participação de toda a comunidade. Assistir é uma oportunidade excepcional de ver a cultura local em plena celebração. Como chegar: acontece em Hanga Roa e em diferentes pontos da ilha. Melhor época e horário: em fevereiro (confira as datas exatas do ano). Dicas: se você quer coincidir com a Tapati, reserve voos e hospedagem com muita antecedência (é a temporada de maior procura); informe-se sobre a programação na ilha e aproveite as diferentes provas com respeito, já que é uma celebração profundamente comunitária.
ℹ️ Localização: Hanga Roa e diferentes pontos da ilha · Melhor época: Fevereiro (conferir as datas do ano); reservar com muita antecedência · Entrada: A maioria das provas tem acesso livre e gratuito para o público; ainda assim, é preciso o ingresso do parque para os sítios arqueológicos. Conferir a programação de cada edição · Duração: Vários dias (festival de cerca de duas semanas)
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O que ninguém te conta

💵 Preços

Ingressos

TipoPreço
Entrada al Parque Nacional Rapa Nui — extranjeros adultos (mayores de 13 años)US$ 95 (ou CLP 95.000) por pessoa (fonte: site oficial Ma'u Henua / imaginarapanui, verificado em julho de 2026). Passe válido por 10 dias. Conferir ao visitar
Entrada al Parque Nacional Rapa Nui — extranjeros niños (7 a 12 años)US$ 38 (ou CLP 38.000) por pessoa (verificado em julho de 2026). Menores de 7 anos não pagam. Conferir ao visitar
Entrada al Parque Nacional Rapa Nui — chilenos y residentes adultosCLP 40.000 por pessoa (adultos); CLP 20.000 crianças (2025). Conferir ao visitar
Rano Raraku y Orongo (sitios de visita única)Incluídos no ingresso do parque, mas permitem uma única visita por passe. Planeje o roteiro e guarde o ingresso
Museo Antropológico Padre Sebastián Englert (MAPSE)Entrada gratuita (acesso livre). Horário ter-sex 9:30-17:30; sáb-dom-feriados 9:30-12:30. Conferir ao visitar
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Atividades e passeios

Tour arqueológico de dia inteiro (Rano Raraku, Tongariki, Anakena e mais)
DuraçãoDia inteiro (6 a 8 h)
OperadoraAgências e guias rapanui de Hanga Roa
Preço
CLP 40.000 por pessoa sem traslado (com carro próprio) a CLP 70.000 por pessoa com traslado incluído (2025)
Tour de meio dia a Rano Kau e Orongo
DuraçãoMeio dia
OperadoraAgências locais de Hanga Roa
Preço
CLP 25.000–40.000 por pessoa aprox. (2025); alguns combinam com Vinapu ou Vaihu
Nascer do sol guiado em Ahu Tongariki
DuraçãoMadrugada / meio dia
OperadoraAgências locais ou por conta própria
Preço
CLP 25.000–45.000 por pessoa aprox. (2025); por conta própria, só o deslocamento e o ingresso do parque
Snorkel e mergulho (águas cristalinas e moai submerso)
DuraçãoMeio dia
OperadoraCentros de mergulho de Hanga Roa (Mike Rapu, Orca etc.)
Preço
Mergulho a partir de uns CLP 45.000–70.000 por imersão; snorkel a partir de CLP 20.000–35.000 aprox. (2025)
Caminhadas e trekking (costa norte Te Ara o Te Ao, vulcão Terevaka)
DuraçãoMeio dia a dia inteiro
OperadoraGuias rapanui
Preço
Guiadas a partir de uns CLP 30.000–55.000 por pessoa aprox. (2025); por conta própria, só o ingresso do parque
Show de música e dança tradicional rapanui (com jantar de curanto)
DuraçãoUma noite
OperadoraGrupos culturais locais (Kari Kari, Vai Te Mihi etc.)
Preço
Só o show CLP 25.000–40.000; com jantar/curanto CLP 40.000–70.000 por pessoa aprox. (2025)
Cavalgadas pela ilha
PreçoCLP 35.000–60.000 por pessoa conforme a duração (2025)
DuraçãoMeio dia
OperadoraOperadores locais de Hanga Roa
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🚌 Como chegar e distâncias

No destino

Veículo alugado (carro, jipe ou quadriciclo)
DuraçãoPor dia
Preço
Carro a partir de uns CLP 45.000–60.000 por dia (jipes e quadriciclos um pouco mais); costuma haver mínimo de 3 dias e caução/depósito de até CLP 300.000 (2025)
Observações
A forma mais prática de percorrer os sítios por conta própria. A ilha é pequena, mas os pontos ficam espalhados; atenção, porque os seguros e as estradas têm suas particularidades. Normalmente não inclui seguro como no continente
Bicicleta
PreçoAluguel a partir de uns CLP 12.000–20.000 por dia (2025)
DuraçãoPor dia
Observações
Boa opção para circular por Hanga Roa e pelos sítios próximos; para os pontos mais distantes é preciso estar em boa forma física por causa do relevo e do vento
Excursões organizadas com guia
PreçoCLP 25.000–70.000 por pessoa, conforme meio dia ou dia inteiro (2025)
DuraçãoMeio dia ou dia inteiro
Observações
A melhor maneira de entender os sítios, com guias rapanui que explicam a história e a cultura. Confortável e enriquecedor, sem se preocupar com a direção
Táxis
DuraçãoVariável
Preço
Trajetos dentro de Hanga Roa a partir de uns CLP 3.000–5.000; até o aeroporto, valor parecido; passeios pela ilha por hora/diária, negociar o preço (2025)
Observações
Disponíveis em Hanga Roa para trajetos pontuais ou até o aeroporto; não há transporte público regular na ilha
A pé por Hanga Roa
Grátis
DuraçãoVariável
Observações
A cidade e sítios próximos como Ahu Tahai podem ser percorridos a pé; ideal para curtir a vida local, a enseada, o museu e o pôr do sol
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

Como chegar

Santiago → Ilha de Páscoa (aeroporto Mataveri, IPC)
Companhias aéreas / empresasLATAM (único voo regular)
DuraçãoVoo de cerca de 5 a 5,5 h
Preço médio
Ida e volta a partir de uns US$ 300–500 na baixa temporada/com antecedência; na alta temporada e em cima da hora pode passar de US$ 700–960 (2025). Conferir as tarifas vigentes
Papeete (Taiti) → Ilha de Páscoa (conexão sazonal)
Companhias aéreas / empresasLATAM (serviço sazonal/limitado, conferir)
Preço médioVariável e geralmente alto; disponibilidade limitada (2025)
DuraçãoVoo de cerca de 5 a 6 h
Aeroporto Mataveri → Hanga Roa (traslado)
Companhias aéreas / empresasTransfers dos hotéis e táxis
DuraçãoPoucos minutos (o aeroporto fica ao lado de Hanga Roa)
Preço médio
Muitos hotéis incluem traslado grátis; de táxi CLP 3.000–5.000 aprox. (2025)
Cruzeiros e expedições (escala ocasional)
Companhias aéreas / empresasCompanhias de cruzeiro (conferir)
DuraçãoEscala de algumas horas; desembarque conforme as condições do mar
Preço médio
Conforme o pacote do cruzeiro; o desembarque em tender depende das condições do mar
🔄 atualizado mensalmenteValores oficiais / de referência · confira na hora de comprar

🏨 Onde dormir

Sem preços exatos: escala de $ (econômico) a $$$$$ (luxo), com 2 ou 3 opções por categoria.

Lodges e hotéis de luxo
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 600–1.500 a diária (às vezes com pensão completa e excursões incluídas); ex.: Explora Rapa Nui (all-inclusive), Hangaroa Eco Village & Spa, Nayara Hangaroa. Na alta temporada e na Tapati, reserve com muita antecedência
Hotéis boutique e de categoria média-alta
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 180–350 a diária; ex.: Hotel Altiplanico Rapa Nui, Hotel Hare Uta, Iorana Hotel com vista para o mar. Confortáveis e bem localizados em Hanga Roa ou arredores
Hotéis e chalés intermediários
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 90–170 a diária (CLP 80.000–150.000 aprox.); ex.: chalés e hotéis familiares em Hanga Roa, bem localizados para organizar as excursões, com boa relação custo-localização
Pousadas familiares rapanui e opções econômicas
Preço$$$$$
Opções recomendadas
US$ 45–90 a diária (CLP 40.000–80.000 aprox.) em pousadas e hospedagens administradas por famílias; campings autorizados a partir de uns CLP 12.000–20.000 por pessoa. Jeito acolhedor e autêntico de se hospedar; vale reservar, pois a oferta é limitada

🍴 Onde comer

Pescados y mariscos del Pacífico
Preço$$$$$
Opções / prato típico
CLP 14.000–28.000 por prato principal (atum, mahi-mahi/dourado, kana kana, lagosta e frutos do mar frescos); ex.: Te Moana, La Kaleta, Te Moai Sunset de frente para o mar. É o grande protagonista da culinária local
Cocina tradicional rapanui (umu / curanto, con show)
Preço$$$$$
Opções / prato típico
Jantares com curanto e show de dança CLP 40.000–70.000 por pessoa; experiência gastronômica e cultural única (carnes, peixe e batata-doce cozidos sob a terra). Ex.: propostas de grupos culturais e restaurantes de Hanga Roa
Restaurantes frente a la caleta de Hanga Roa
Preço$$$$$
Opções / prato típico
CLP 9.000–18.000 por prato (ceviche, peixe do dia, cozinha internacional) olhando o mar e o pôr do sol; ex.: lugares perto de Hanga Roa Otai. Bom ambiente e boas vistas
Cafeterías, food trucks y comida económica
Preço$$$$$
Opções / prato típico
CLP 4.000–9.000 por empanada, sanduíche ou prato simples; cafés e food trucks para café da manhã e refeições informais. Lembre que os preços na ilha são altos por causa da distância

📖 História de Ilha de Páscoa

Origem, formação e o que dizem as fontes.

A colonização polinésia e o lendário rei Hotu Matu'a

A história de Rapa Nui começa com uma das maiores façanhas de navegação da humanidade. Há séculos, navegadores polinésios partiram de algum ponto do vasto Pacífico — provavelmente das ilhas da Polinésia oriental — e, guiando-se pelas estrelas, pelas correntes, pelo voo das aves e pelas ondas, atravessaram milhares de quilômetros de oceano aberto em canoas duplas até alcançar esta minúscula ilha vulcânica perdida na imensidão, um dos lugares habitados mais remotos do planeta. Chegar até aqui, sem instrumentos modernos, foi uma proeza extraordinária.

A tradição oral rapanui atribui a colonização ao rei Hotu Matu'a, considerado o primeiro ariki (rei ou chefe supremo) e o fundador do povo. Segundo o relato, Hotu Matu'a chegou com sua gente vindo de uma terra de origem chamada Hiva e desembarcou na praia de Anakena, na costa norte, que por isso é um lugar mítico para os rapanui. Ali teriam se estabelecido os primeiros habitantes, que com o tempo se multiplicaram e se organizaram em clãs (mata) espalhados pela ilha.

Isolados do resto do mundo durante séculos, os rapanui desenvolveram uma cultura própria, riquíssima e singular, com sua língua, sua organização social, sua religião baseada no culto aos antepassados e conhecimentos notáveis. Daquele povo de navegadores surgiria uma das expressões artísticas e rituais mais impressionantes e enigmáticas da história: os moais.

Origem e data da colonização
Existe debate acadêmico sobre a data exata da primeira colonização de Rapa Nui, com estimativas que variam (frequentemente situadas por volta dos séculos IV-XII d.C., segundo diferentes estudos). Há consenso, por outro lado, sobre sua origem polinésia (Polinésia oriental). A figura de Hotu Matu'a pertence à tradição oral rapanui e se entrelaça com a evidência arqueológica.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Isla_de_Pascua
A proeza da navegação polinésia
As fontes destacam a extraordinária capacidade de navegação dos polinésios, que colonizaram ilhas espalhadas por todo o Pacífico usando técnicas de orientação sem instrumentos. A rota exata e o ponto de partida de quem chegou a Rapa Nui são objeto de pesquisa (linguística, genética e arqueológica).
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Easter_Island

Os moais e a cultura rapanui: estátuas, ahu e antepassados

Os moais são o símbolo de Rapa Nui e uma das criações mais impressionantes e enigmáticas de qualquer cultura do mundo. São enormes estátuas monolíticas esculpidas em pedra vulcânica, que representam antepassados importantes — chefes, sacerdotes ou personagens divinizados — e que eram erguidas sobre plataformas cerimoniais chamadas ahu, geralmente situadas no litoral. A maioria dos moais olha para o interior da ilha, 'velando' pelas aldeias e transmitindo o mana (poder espiritual) dos antepassados a seus descendentes.

A escala do empreendimento foi colossal. Quase todos os moais foram esculpidos na pedreira do vulcão Rano Raraku, cujo tufo vulcânico era relativamente fácil de trabalhar. Depois de esculpidos, era preciso transportá-los — alguns pesam dezenas de toneladas — por quilômetros até os ahu e, em seguida, erguê-los. Como conseguiram mover esses colossos sem rodas nem animais de tração é uma das grandes perguntas: a tradição diz que os moais 'caminhavam', e estudos modernos demonstraram que eles podiam ser deslocados balançando-os de um lado para o outro com cordas, na posição vertical. Muitos eram coroados com um pukao, um grande 'coque' ou adorno de escória vermelha, e recebiam olhos de coral branco e obsidiana, que lhes davam 'vida' e olhar.

A construção de moais, cada vez maiores e mais numerosos, reflete uma sociedade complexa, organizada em clãs que competiam por prestígio. Essa fase de esplendor do culto aos moais se estendeu por vários séculos e deixou centenas de estátuas espalhadas pela ilha, em um dos conjuntos arqueológicos mais extraordinários do planeta.

Como os moais eram movidos?
A pergunta sobre o transporte dos moais gerou várias hipóteses. A tradição oral rapanui diz que eles 'caminhavam'. Experimentos modernos mostraram que estátuas na posição vertical podem 'caminhar' balançando-se com cordas puxadas por grupos de pessoas; outras hipóteses propõem o uso de troncos e trenós de madeira. O debate continua aberto e combina arqueologia, etnografia e experimentação.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Mo%C3%A1i
O significado dos moais
Há amplo consenso de que os moais representavam antepassados divinizados e eram erguidos sobre ahu como recipientes do mana (poder espiritual) que protegia os clãs. Os detalhes do simbolismo, dos pukao e dos olhos de coral vêm da arqueologia e da tradição, com nuances de interpretação conforme as fontes.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Moai

A crise, a queda dos moais e o debate sobre o 'colapso'

Em algum momento de sua história, a sociedade rapanui entrou em uma crise profunda. Os moais deixaram de ser esculpidos e erguidos, muitos foram derrubados de suas plataformas, e a cultura da ilha mudou radicalmente. Durante muito tempo, a explicação dominante foi a de um 'ecocídio' ou autodestruição ecológica: segundo essa interpretação, popularizada em livros de grande divulgação, o crescimento da população e a escultura e o transporte de moais teriam provocado um desmatamento maciço (a ilha, que originalmente tinha florestas, ficou quase sem árvores), o que teria arruinado os recursos, desencadeado fome e guerras entre clãs e levado ao colapso da sociedade, incluindo a derrubada dos moais durante os conflitos.

No entanto, essa visão tem sido cada vez mais relativizada e questionada por pesquisas recentes. Diversos estudos sustentam que a queda da população e a transformação da sociedade foram mais graduais e complexas do que sugere a ideia de um 'colapso' repentino, e que os rapanui desenvolveram estratégias para se adaptar a um ambiente difícil. Hoje muitos especialistas ressaltam que o fator decisivo na catástrofe demográfica não foi tanto um suicídio ecológico, e sim o impacto externo posterior: o contato com os europeus, as doenças introduzidas e, sobretudo, as incursões escravagistas do século XIX.

Em meio a essa transformação surgiu uma nova ordem religiosa e política: o culto ao homem-pássaro (tangata manu), que substituiu o culto aos moais e levou o centro do poder ritual para a aldeia de Orongo, na borda da cratera do Rano Kau. A derrubada dos moais, de todo modo, foi o sinal visível de que um mundo — o das grandes estátuas — havia chegado ao fim.

A hipótese do 'ecocídio'
Uma interpretação influente sustenta que os rapanui provocaram um colapso ecológico por desmatamento (ligado à população e à construção de moais), com fome e guerras internas. Essa tese, muito difundida, foi criticada por simplificar um processo complexo e por minimizar fatores externos.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Easter_Island
As revisões recentes
Pesquisas arqueológicas mais recentes propõem um declínio mais gradual e adaptativo, questionando o 'colapso' repentino e atribuindo grande parte da catástrofe demográfica ao contato europeu, às doenças e às incursões escravagistas do século XIX, mais do que a uma autodestruição ecológica. O debate continua aberto e é objeto de estudo ativo.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Isla_de_Pascua

O contato europeu (1722), as incursões escravagistas e as epidemias

O primeiro contato documentado com europeus aconteceu em 5 de abril de 1722, quando o navegador holandês Jacob Roggeveen avistou a ilha. Como aquele dia era domingo de Páscoa, ele a batizou de 'Paasch-Eyland', ou seja, 'Ilha de Páscoa', nome pelo qual ela é conhecida em boa parte do mundo. Depois de Roggeveen vieram, ao longo do século XVIII, outros visitantes europeus, como o espanhol Felipe González de Ahedo (que tomou posse da ilha para a Espanha em 1770) e o britânico James Cook (1774), cujos relatos descrevem o estado dos moais e da sociedade rapanui.

O século XIX trouxe a maior tragédia da história de Rapa Nui. Na década de 1860, a ilha sofreu devastadoras incursões escravagistas peruanas: expedições que sequestraram grande parte da população — incluindo chefes, sábios e guardiões do conhecimento tradicional — para levá-los a trabalhar em condições desumanas no Peru (por exemplo, nas ilhas de guano). Embora a pressão internacional tenha forçado a repatriação de alguns, muitos morreram, e os poucos que voltaram trouxeram consigo epidemias, sobretudo de varíola, que devastaram os habitantes que restavam na ilha.

O resultado foi catastrófico: a população rapanui caiu drasticamente, até ficar reduzida a algumas centenas de pessoas, em um dos desastres demográficos mais graves causados pelo contato colonial. Com essa perda maciça de vidas, foi-se também boa parte da memória, da língua e do conhecimento ancestral. A introdução posterior da criação de ovelhas e a conversão ao cristianismo, pelas mãos de missionários, acabaram de transformar profundamente a vida dos sobreviventes.

A origem do nome 'Ilha de Páscoa'
Há consenso de que o nome 'Ilha de Páscoa' vem do navegador holandês Jacob Roggeveen, que chegou no dia de Páscoa (domingo) de 1722. O nome nativo, 'Rapa Nui', é de uso polinésio e se difundiu no âmbito cultural e oficial.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Isla_de_Pascua
O impacto da escravidão e das epidemias
As fontes concordam que as incursões escravagistas peruanas da década de 1860 e as epidemias que se seguiram (especialmente de varíola) provocaram um colapso demográfico que deixou a população rapanui reduzida a algumas centenas. Os números exatos variam entre os estudos, mas o caráter catastrófico do processo está bem estabelecido.
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Easter_Island

A anexação ao Chile (1888), o Patrimônio da Humanidade e a Rapa Nui atual

Em 1888, a Ilha de Páscoa foi anexada ao Chile por meio de um acordo entre o Estado chileno, representado pelo capitão Policarpo Toro, e os chefes rapanui. A partir de então, a ilha passou a fazer parte do território chileno, embora durante muitas décadas a situação de seus habitantes tenha sido muito difícil: grande parte da ilha foi arrendada a uma companhia de criação de ovelhas, os rapanui viveram submetidos a fortes restrições — confinados em boa medida à área de Hanga Roa — e demoraram muito para obter plenos direitos como cidadãos chilenos, algo que só foi se consolidando ao longo do século XX.

Com o tempo, a situação foi mudando. Os rapanui conquistaram a cidadania e os direitos civis, a administração e os serviços se desenvolveram, e a ilha se abriu para o mundo, especialmente depois da construção do aeroporto e do início dos voos regulares, que impulsionaram o turismo. O reconhecimento do valor universal de seu patrimônio veio em 1995, quando a Unesco declarou o Parque Nacional Rapa Nui Patrimônio da Humanidade, consagrando a ilha e seus moais como um tesouro de toda a humanidade.

Hoje Rapa Nui é, ao mesmo tempo, um destino turístico mundialmente famoso e o lar de um povo vivo que luta para preservar e revitalizar sua identidade: sua língua (o rapanui, de raiz polinésia), sua música, suas danças, suas tradições e sua grande festa cultural, a Tapati Rapa Nui. Nas últimas décadas, a comunidade ganhou maior protagonismo na gestão de seu patrimônio — incluindo a coadministração do parque nacional — e foram adotadas medidas para proteger o frágil ambiente da ilha e regular o turismo. A história de Rapa Nui é, assim, a de um povo que sobreviveu à catástrofe e que mantém acesa a memória de seus extraordinários antepassados.

O acordo de anexação de 1888
Em 1888 foi assinado o acordo pelo qual a Ilha de Páscoa foi incorporada ao Chile, negociado pelo capitão Policarpo Toro com os chefes rapanui. A interpretação daquele documento (cessão de soberania e direitos sobre a terra) tem sido objeto de discussão histórica e de reivindicações posteriores por parte do povo rapanui.
Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Isla_de_Pascua
Patrimônio da Humanidade e autogestão
O Parque Nacional Rapa Nui foi inscrito pela Unesco como Patrimônio da Humanidade em 1995 por seu valor cultural excepcional. Nos últimos anos, a comunidade rapanui assumiu um papel central na administração do parque e na proteção de seu patrimônio e do meio ambiente, em um processo de revitalização cultural em andamento.
Fonte: https://whc.unesco.org/en/list/715/

📚 Bibliografia

  • Wikipedia (ES) — «Isla de Pascua»: https://es.wikipedia.org/wiki/Isla_de_Pascua
  • Wikipedia (EN) — «Easter Island»: https://en.wikipedia.org/wiki/Easter_Island
  • Wikipedia (ES) — «Moái»: https://es.wikipedia.org/wiki/Mo%C3%A1i
  • Wikipedia (ES) — «Rano Raraku»: https://es.wikipedia.org/wiki/Rano_Raraku
  • Wikipedia (ES) — «Ahu Tongariki»: https://es.wikipedia.org/wiki/Ahu_Tongariki
  • Wikipedia (ES) — «Orongo»: https://es.wikipedia.org/wiki/Orongo
  • Wikipedia (ES) — «Tangata manu»: https://es.wikipedia.org/wiki/Tangata_manu
  • Wikipedia (ES) — «Hotu Matu'a»: https://es.wikipedia.org/wiki/Hotu_Matu%27a
  • Wikipedia (ES) — «Idioma rapanui»: https://es.wikipedia.org/wiki/Idioma_rapanui
  • UNESCO — «Rapa Nui National Park» (1995): https://whc.unesco.org/en/list/715/
  • CONAF — Parque Nacional Rapa Nui: https://www.conaf.cl/parques/parque-nacional-rapa-nui/

❓ Perguntas frequentes

Quanto custa o ingresso do Parque Nacional Rapa Nui?+
Em 2026 a tarifa para estrangeiros adultos (maiores de 13 anos) é de US$ 95 (ou CLP 95.000), e de US$ 38 (CLP 38.000) para crianças de 7 a 12 anos; menores de 7 anos não pagam. Para chilenos e residentes é CLP 40.000 adultos e CLP 20.000 crianças. Quem administra é a Comunidade Indígena Ma'u Henua; o passe vale 10 dias e é comprado online (rapanuinationalpark.com) ou no escritório da feira de artesanato de Hanga Roa. Sítios como Rano Raraku e Orongo permitem só uma visita por passe. Confira a tarifa ao visitar (verificado em julho de 2026).
Como se chega à Ilha de Páscoa e quanto custa a passagem?+
A única forma regular de chegar é de avião saindo de Santiago com a LATAM, única operadora, em um voo de cerca de 5-5,5 horas até o aeroporto Mataveri (IPC), ao lado de Hanga Roa. Do Brasil, o normal é fazer conexão em Santiago. A passagem de ida e volta Santiago–ilha começa em torno de US$ 300–500 reservando com antecedência e na baixa temporada, mas pode passar de US$ 700–960 na alta ou em cima da hora. Há também uma conexão sazonal e limitada a partir de Papeete (Taiti). Vale reservar com tempo.
Quantos dias vale a pena ficar?+
Como a viagem é longa e cara, o razoável é um mínimo de 3 dias inteiros para ver o essencial (Rano Raraku, Ahu Tongariki, Anakena, Rano Kau e Orongo, Hanga Roa e Tahai). Com 4 a 5 dias dá para percorrer a ilha com calma, repetir nasceres e pores do sol e incluir caminhadas, mergulho ou cultura. Muitos viajantes calculam pelo menos 4 noites na ilha.
Como circular pela ilha e quanto custa?+
Não há transporte público regular. As opções são alugar um veículo (carro a partir de uns CLP 45.000–60.000 por dia, com mínimo habitual de 3 dias), contratar excursões com guias rapanui (meio dia ou dia inteiro, CLP 25.000–70.000 por pessoa), andar de bicicleta (CLP 12.000–20.000 por dia) para o que fica mais perto ou usar táxis para trajetos pontuais. Hanga Roa e sítios como Tahai podem ser percorridos a pé.
O museu e a praia de Anakena cobram entrada?+
O Museu Antropológico Padre Sebastián Englert (MAPSE), ao lado de Tahai, tem entrada gratuita. A praia de Anakena tem acesso livre, mas os moais que ficam ao lado dela (Ahu Nau Nau) estão dentro do parque e exigem o passe. A cidade de Hanga Roa e o conjunto de Ahu Tahai também têm acesso livre.
Quais regras é preciso respeitar com os moais?+
Regras de conservação muito rígidas: nunca se pode tocar, escalar nem subir nos moais nem nas plataformas (ahu), é preciso ficar sempre nas trilhas demarcadas, não mover pedras nem recolher objetos, e respeitar as orientações dos guarda-parques. São lugares sagrados para o povo rapanui e um patrimônio frágil e insubstituível; o respeito é fundamental.
Qual é a melhor época para visitar?+
O clima é ameno o ano todo, com chuva possível em qualquer mês. O verão austral (dezembro a março) é o período mais quente e ensolarado, ideal para praia e mergulho, mas com mais gente e preços altos; em fevereiro acontece a Tapati Rapa Nui, a grande festa cultural. Outono e primavera oferecem bom clima com menos visitantes. Vale reservar com antecedência na alta temporada.
Por que a ilha tem dois nomes, Ilha de Páscoa e Rapa Nui?+
'Ilha de Páscoa' é o nome dado pelo navegador holandês Jacob Roggeveen, que chegou no domingo de Páscoa de 1722. 'Rapa Nui' é o nome na língua polinésia, usado pelo povo originário da ilha e cada vez mais no âmbito cultural e oficial. Os dois convivem; o espanhol e o rapanui são as línguas da ilha, e muitos topônimos e termos são em rapanui.

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