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Passo a passo

A Austrália tem TRÊS caminhos conforme a sua cidadania: eVisitor 651 grátis, ETA 601 pelo app por 20 dólares e Visitor 600 por 250. Qual é o seu

A Austrália não tem uma única autorização de turismo, e sim três vistos diferentes, e qual deles vale para você não é uma escolha sua: quem decide é a sua cidadania. (1) eVISITOR, subclass 651: é GRÁTIS, é pedido online pelo ImmiAccount e está reservado a 36 passaportes europeus. (2) ELECTRONIC TRAVEL AUTHORITY (ETA), subclass 601: não tem taxa de visto, mas cobra uma taxa de serviço de AUD 20 e, há anos, é solicitada ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE pelo app «Australian ETA» do celular, não pelo site. (3) VISITOR VISA, subclass 600, Tourist stream: é o visto de turismo comum, custa AUD 250, é pedido pelo ImmiAccount com documentação completa e é o que vale para quase toda a América Latina, Brasil incluído. Os três são vistos temporários, nenhum permite trabalhar e nenhum pode ser prorrogado de dentro do país. E nenhum deles coloca uma etiqueta no passaporte: «We will digitally link your visa to your passport. You will not get a label in your passport». Quem os emite é o Department of Home Affairs, e o único site oficial é immi.homeaffairs.gov.au.

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💵 Quanto custa
Dados lidos em 23/09/2026 na tabela oficial «Visa Prices» do Department of Home Affairs, cuja página foi atualizada em 1/07/2026. eVISITOR (subclass 651): AUD 0,00. A página do visto diz isso em poucas palavras: «The eVisitor is free». ELECTRONIC TRAVEL AUTHORITY (subclass 601): a taxa de visto é AUD 0,00, mas há uma taxa de serviço: «There is no Visa Application Charge (VAC) however there is an application service fee of AUD20 to use the Australian ETA app». Vinte dólares australianos, e não há outra forma de obtê-la: «There is a service charge of AUD20 to use the Australian ETA app. There is no other charge payable for an ETA». VISITOR VISA (subclass 600), tabela completa por modalidade: Tourist stream de fora da Austrália AUD 250,00; Tourist stream de dentro da Austrália AUD 630,00 (e AUD 700,00 para solicitações sucessivas); Business Visitor stream AUD 250,00; Sponsored Family stream AUD 250,00; Approved Destination Status stream AUD 250,00; Frequent traveller stream AUD 1.845,00. E há custos que NÃO estão nesse valor e que o próprio departamento enumera: «You might also have to pay other costs for: health checks, police certificates, biometrics». Exames médicos, certidões de antecedentes e biometria são pagos à parte e não têm preço publicado nessa tabela: NÃO PUBLICADO. Concessões publicadas: desde 1º de julho de 2026 há uma tarifa reduzida para cidadãos de países das Ilhas do Pacífico e Timor-Leste (Micronésia, Fiji, Kiribati, Nauru, Palau, Papua-Nova Guiné, Ilhas Marshall, Samoa, Ilhas Salomão, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu e Vanuatu), e há isenção total de taxa para quem viaja «as a representative of a foreign government», com um Laissez-Passer das Nações Unidas para fins oficiais, ou como membro de um grupo isento. Nenhum dos três vistos permite incluir familiares na solicitação: «Each family member, including those listed on your passport, must submit a separate application». Uma solicitação e uma taxa por pessoa, bebês incluídos.
⏳ Quanto demora
A Austrália NÃO publica um prazo fixo para o eVisitor nem para o Visitor 600. Para os dois, remete à mesma ferramenta: «For an indication of processing times for this visa, use the visa processing time guide tool. This will show the processing times for recently decided applications. It is a guide only and not specific to your application». Ou seja, publica estatísticas do que as solicitações já decididas levaram —percentis 25, 50, 75 e 90—, não um compromisso. Prazo oficial em dias: NÃO PUBLICADO. Para a ETA 601 há uma resposta: «In most cases we will tell you of the result of your ETA application immediately. Your application may take longer if you do not complete the application process correctly or we require further information». Imediato na maioria dos casos, com três motivos publicados de demora: «you don't answer the questions in the ETA app correctly», «we need more information from you», «your information is hard to verify». E nos três vistos se repete o mesmo aviso, o mais importante deste trecho: «We suggest you do not make travel arrangements until we grant your ETA» e, para o eVisitor, «Do not arrange to travel to Australia until we let you know, in writing, that we have granted you the subclass 651 visa». Para o eVisitor, o departamento acrescenta um prazo concreto de confirmação de recebimento: «We will let you know when we have received your application. If you don't receive an email from us within 12 hours of applying, check your application status in ImmiAccount».
📅 Quanto dura
De novo é preciso separar quanto dura o visto de quantos dias você pode ficar, porque não é a mesma coisa. eVISITOR 651: «The eVisitor visa is valid for travel to Australia for 12 months, starting from the date it is granted. The visa has multiple entry. You can leave and re-enter Australia as many times as you want while it is valid. You can stay in Australia for 3 months after each entry». Doze meses de visto, entradas ilimitadas, TRÊS MESES de permanência por entrada. ETA 601: «It is valid for travel to Australia for either 12 months, or for the period your passport is valid, whichever is shorter». Doze meses OU até o passaporte vencer, o que acontecer primeiro, com entradas múltiplas e três meses por entrada. E um detalhe importante: «The 12 month visa period starts on the date it is granted unless you hold another substantive visa that is already in effect». VISITOR 600 Tourist stream: aqui não há número fixo, quem decide é o oficial caso a caso. «You can stay for the period or dates specified on the visa grant letter. We determine the length of your visa on a case by case basis. Things we might consider when determining your stay period include: how long you want to stay, why you want to stay in Australia. We might not grant the length of stay you want». O que publicam é a prática habitual: «Generally, we grant a stay period of 3 months. We might grant a stay of up to 12 months in certain circumstances». E pode vir com uma única entrada ou com entradas múltiplas: «We can grant this visa with a single entry or multiple entry». Pais e padrastos/madrastas de cidadãos ou residentes permanentes australianos podem receber um visto de mais de 12 meses, com um teto: «You can't stay in Australia for more than 12 months in total in any 18 month period». NENHUM DOS TRÊS É PRORROGÁVEL: «You can't stay in Australia longer by extending this visa. You must apply for another visa». E ficar depois do vencimento tem nome e consequência: «If you stay in Australia after your eVisitor visa ceases, and do not hold another visa to stay, you will become an unlawful non-citizen. We may remove you from Australia».

👤 Para quem é?

Lemos as listas de passaportes elegíveis dos três vistos no site do Department of Home Affairs em 23/09/2026, e é assim que se dividem as nossas nacionalidades. CAMINHO 1 — eVISITOR 651, GRÁTIS. A lista oficial de 36 passaportes é: Andorra, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Mônaco, Países Baixos, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, República de San Marino, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido (British Citizen) e Cidade do Vaticano. Das nossas vinte e oito nacionalidades, entram CINCO: ANDORRA, ALEMANHA, DINAMARCA, ESPANHA e ITÁLIA. CAMINHO 2 — ETA 601, AUD 20 pelo app. A lista oficial inclui Andorra, Áustria, Bélgica, Brunei, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hong Kong, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Liechtenstein, Luxemburgo, Malásia, Malta, Mônaco, Noruega, Portugal, San Marino, Singapura, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan, Países Baixos, Reino Unido (British Citizen e British National Overseas), ESTADOS UNIDOS e Cidade do Vaticano. Entre as nossas nacionalidades, a única que tem ETA e NÃO tem eVisitor é ESTADOS UNIDOS. Andorra, Alemanha, Dinamarca, Espanha e Itália estão nas DUAS listas: para eles a escolha é óbvia, porque uma é grátis e a outra custa 20 dólares australianos. CAMINHO 3 — VISITOR 600, AUD 250. Vale para todos os demais, e são VINTE E UMA das nossas vinte e oito: ARGENTINA, BOLÍVIA, BRASIL, CHILE, COLÔMBIA, COSTA RICA, CUBA, EQUADOR, EL SALVADOR, GUATEMALA, GUIANA, HONDURAS, MÉXICO, NICARÁGUA, PANAMÁ, PARAGUAI, PERU, REPÚBLICA DOMINICANA, SURINAME, URUGUAI e VENEZUELA. Esse é o dado mais confundido e o que mais estraga viagens: na América Latina NÃO existe ETA nem eVisitor, é preciso pedir um visto de verdade, com documentação, dinheiro e tempo. Mais dois avisos sobre os documentos: não se pode solicitar eVisitor nem ETA «with a non-citizen passport, certificate of identity or other travel document including a Titre de Voyage», e os passaportes britânicos das categorias British Dependent Territories Citizen, British Overseas Citizen, British Protected Person ou British Subject não servem para o eVisitor.

🧭 O passo a passo

1
Passo 0: descubra qual dos três vistos vale para você. É a única coisa que importa no começo
Não é você quem escolhe: quem decide é a sua cidadania. Procure o seu país na lista do eVisitor 651; se estiver, esse é o seu e é grátis. Se não estiver, procure na lista da ETA 601; se estiver, o seu é a ETA e custa AUD 20 pelo app. Se não estiver em nenhuma das duas, o seu é o Visitor 600 e custa AUD 250. Para os nossos leitores o resultado é: Andorra, Alemanha, Dinamarca, Espanha e Itália → eVisitor 651 grátis. Estados Unidos → ETA 601. Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Uruguai e Venezuela → Visitor 600.
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Ojo: Esse é O erro da Austrália, o que se repete mil vezes: pesquisar «ETA Austrália» no Google, descobrir que é online e barata e supor que vale para você. Na América Latina não existe nem a ETA nem o eVisitor. Um brasileiro, um argentino ou um mexicano precisa pedir o Visitor 600, que custa doze vezes mais, exige documentação completa e não se resolve em um instante. Se você tem passaporte europeu além do latino-americano, aí sim tudo muda: veja o passo seguinte.
2
Se você tem dois passaportes, este é o momento de usar o europeu
Cinco das nossas nacionalidades —Andorra, Alemanha, Dinamarca, Espanha e Itália— estão nas DUAS listas: a do eVisitor e a da ETA. Para eles a escolha é simples, porque o eVisitor não custa nada e a ETA custa AUD 20. A própria página da ETA reconhece isso: «European passport holders may be eligible for an eVisitor (subclass 651) visa. There is no charge to make an eVisitor visa application». Se você tem cidadania italiana ou espanhola além da brasileira ou de outro país latino-americano, a diferença entre um caminho e o outro são AUD 250, toda a documentação de fundos e vínculos e várias semanas de espera.
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Ojo: Há uma obrigação concreta se você tem mais de um passaporte: «If you hold more than one passport, you must declare this in your ETA application and provide details of your other passports». Declarar não é opcional. E se você também é cidadão australiano, nenhum dos três serve: «If you hold an ETA eligible passport, but you are also an Australian citizen, you cannot apply for an ETA. Australian citizens have an automatic right of entry and do not need a visa».
3
Antes de escolher o caminho: se você tem antecedentes criminais, a resposta é sempre o 600
Os dois vistos eletrônicos tiram você do seu trilho se houver uma condenação. eVisitor, textual: «If you have a criminal conviction in any country, apply for a Visitor visa (subclass 600) instead. If you arrive in Australia on an eVisitor with a criminal conviction, you might be refused entry». ETA, textual: «If you have a criminal conviction in any country, we will need more information from you. You should apply for a Visitor visa (subclass 600) and provide evidence about your criminal convictions». Se mesmo assim você decidir solicitar o eVisitor, o departamento impõe três obrigações: «declare all criminal conduct you have engaged in», «truthfully answer all questions», «provide all requested information including details of the offence/s and any fines or sentence/s imposed». E pode pedir uma certidão de antecedentes.
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Ojo: Na ETA é preciso declarar mais do que uma condenação: «you must truthfully answer all questions. This includes declaring: if you hold any other passports, if you have been known by any other name, any criminal conviction or domestic violence history». Antecedentes de violência doméstica e nomes anteriores também. Ocultar tem uma consequência por escrito: «If you do not provide accurate information, we may cancel your ETA».
4
E se a sua viagem toca o sistema de saúde, também é o 600
É uma exceção específica e pouco conhecida, e aparece igual nos dois vistos eletrônicos: «Applicants who are seeking to train at a childcare centre, study to be a doctor, dentist, nurse or paramedic or enter health care or hospital environments should apply for the Visitor (subclass 600) visa and complete the relevant health checks». Fazer formação em uma creche, estudar para ser médico, dentista, enfermeiro ou paramédico, ou entrar em ambientes de saúde ou hospitalares: em todos esses casos é preciso pedir o 600 e fazer os exames médicos correspondentes. O mesmo vale se você já deixou de cumprir o requisito de saúde: «Where a visa applicant has previously failed to meet the health requirement, the most appropriate visa for these applicants is a Visitor (subclass 600) visa».
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Ojo: «Enter health care or hospital environments» é mais amplo do que parece: inclui visitar hospitais com regularidade, fazer um estágio, acompanhar um paciente ou participar de atividades em centros de saúde. Se a sua viagem tem algo disso, não esconda num eVisitor: o 600 é mais caro, mas é o que corresponde, e chegar com o visto errado pode terminar em recusa de entrada.
5
CAMINHO eVISITOR 651: solicite online, de graça, e de fora da Austrália
O eVisitor é pedido pelo ImmiAccount, o sistema online do Department of Home Affairs, em dois movimentos: «Create your application. Attach your documents and submit». Não custa nada. A condição geográfica é dupla e absoluta: «You must be outside Australia when you apply» e «You must be outside Australia when we decide on your application». Os requisitos de fundo são seis: passaporte elegível, cumprir o requisito de saúde, cumprir o requisito de caráter, não dever dinheiro ao governo australiano nem você nem a sua família, ser um visitante genuíno e ter dinheiro suficiente «to support yourself while you are in Australia» e «leave Australia at the end of your stay».
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Ojo: O departamento publica uma lista de quatro coisas para conferir antes de enviar, e são justamente as que as pessoas mandam errado: «making sure your name is spelt as it appears in your passport, including your middle name, and that it has not been auto-corrected by your device», «checking you hold a valid passport from one of the countries eligible for the eVisitor», «checking you have entered your date of birth in dd/mm/yy format», «checking your email address has been entered correctly». Atenção à primeira: o corretor automático do celular trocando um nome. E à terceira: a data vai no formato dia/mês/ano, não ao contrário. «If your visa is granted with incorrect information, you may experience delays or be refused entry to Australia».
6
CAMINHO ETA 601: só pelo app, e o seu celular precisa cumprir requisitos
A ETA não se tira pelo site: tira-se com o app «Australian ETA», gratuito na App Store e no Google Play. A lista oficial do que você precisa é técnica e vale ler antes de baixar o app: «A mobile device with a camera which can take your photo and an image of the Passport data page», «Near-field communication (NFC) enabled on your mobile device», «Location services enabled on your mobile device», «A valid email address», «A valid payment method ready to pay the service fee». Os passos dentro do app são cinco: «scan your passport to pre-fill your name, date of birth, passport number and other details», «take a photo of yourself», «answer some questions, including whether you have any criminal convictions, any prior names and contact details in Australia», «pay the service fee», «submit the application».
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Ojo: O requisito de NFC é o que deixa gente de fora: o app lê o chip do passaporte por proximidade, então você precisa de um celular com NFC e de um passaporte eletrônico com chip. Se o seu telefone não tem NFC, não há plano B dentro da ETA — o departamento manda você para outro visto: «If you are ineligible or unable to apply for an ETA using the Australian ETA app, you can apply online for another visa that suits your needs through ImmiAccount». E o app não aceita famílias em um único trâmite: cada pessoa faz a sua solicitação, embora «If all family members apply using the same mobile device, you can submit and pay for the applications at the same time».
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Se alguém ajudar você com a ETA, você precisa estar lá fisicamente
É uma condição operacional que surpreende e que convém saber antes de delegar o trâmite: «You can get help from a friend or family member to apply through the app but you must be physically with them when you apply. Authorised travel agents and industry representatives can also make an ETA application on your behalf using the app. (...) If an agent applies on your behalf, you must still be physically present when they make the application. You will need to take your photo and have your passport available to scan». E para os agentes de viagem há uma regra adicional: «Travel industry representatives can use the Australian ETA app to help you apply. They must take a live facial image of you when they lodge the application. We will not grant you a visa if you do not take a live image».
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Ojo: Isso acaba de vez com o negócio do «eu tiro a sua ETA à distância». Não dá: o app exige uma foto ao vivo sua e o escaneamento do seu passaporte, no mesmo momento e no mesmo lugar. Se uma agência oferecer tirar a ETA sem que você esteja presente, ou está mentindo ou vai carregar dados que você não vai conseguir sustentar. Além disso, a taxa oficial é de AUD 20: qualquer valor acima disso é da agência.
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CAMINHO VISITOR 600: abra o ImmiAccount e prepare-se para documentar tudo
É o visto que vale para a maioria dos nossos leitores e é o mais exigente dos três. É pedido pelo ImmiAccount, de fora da Austrália: «To be eligible for this visa, you must be outside Australia when you apply and when we decide your application». O processo tem quatro movimentos: «Log in or create an ImmiAccount», «Attach documents», «Submit family applications together», «Pay the application fee. We will not process your application until you pay the fee». O aviso-chave sobre a documentação é que pode não haver segunda chance: «Include as much information as possible to support your application. This includes English translations of your documents. We may decide your application without requesting further information from you». Podem decidir com o que você mandou e nada mais.
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Ojo: Leia essa frase de novo: «We may decide your application without requesting further information from you». Não é um trâmite de conversa: se você mandar pouco, podem recusar sem pedir mais nada. A taxa de AUD 250 não volta. Por isso, no 600 a regra é mandar a mais, não a menos.
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VISITOR 600: os documentos de identidade, um por um
Lista textual: «Provide the pages of your current passport showing your photo, personal details and passport issue and expiry dates. Also provide: a national identity card, if you have one; proof of change of name, if applicable, such as: a marriage or divorce certificate, change of name documents from an Australian Registry of Births, Deaths and Marriages, or the relevant overseas authority, documents that show other names you have been known by». Repare que pedem as páginas de emissão e de validade do passaporte, não só a da foto. E se você mudou de sobrenome por casamento ou divórcio, é preciso documentar.
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Ojo: O documento nacional de identidade (no Brasil, o RG ou a CNH) entra em «if you have one», e na nossa região todos temos um: inclua. A mudança de nome é o ponto mais esquecido entre mulheres casadas, quando o sobrenome de casada aparece em documentos antigos: se em algum papel você consta com outro sobrenome, anexe a certidão que explique.
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VISITOR 600: provar que você é um visitante genuíno. É aqui que o visto se decide
Este é o coração do processo e o departamento publica a lista completa do que serve. DINHEIRO: «itemised personal bank statements for a 3 month period, pay slips, audited accounts, tax records, term deposits, credit card statements» — extratos bancários detalhados de TRÊS meses, holerites, balanços auditados, declarações de imposto de renda, aplicações a prazo fixo e faturas de cartão. CONVITE, se você vai visitar alguém: «a letter from your relative or friend in Australia, inviting you to visit. The letter could state: their relationship to you, the purpose of your visit and length of stay, if you will be staying with them. If this person will be paying for your stay, provide proof of their funds». ROTEIRO DE VIAGEM: «your plans while in Australia». E a parte mais importante, MOTIVOS PARA VOLTAR: «a letter from your employer stating you plan to return to your job, proof that you study at a school, college or university in your home country, proof that you have immediate family members in your home country, proof that you can return home, proof that you own a house or other major assets in your home country».
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Ojo: O bloco de «reasons to return home» é o que define o resultado e o que as pessoas montam pior. Não basta dizer que você vai de férias: é preciso MOSTRAR que você tem a vida estruturada no seu país. Carta do empregador dizendo que você volta ao seu cargo, comprovante de que você estuda, escritura de um imóvel, certidões que mostrem família direta que fica. Um jovem sem trabalho formal, sem estudos em andamento e sem bens é, na linguagem do departamento, alguém que não demonstrou que vai voltar. Se esse é o seu caso, compense com todo o resto: fundos amplos, roteiro fechado, passagens de ida e volta pagas e uma carta de convite sólida.
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VISITOR 600: traduza para o inglês e escaneie em cores
Dois requisitos formais que fazem rejeitar processos bons. TRADUÇÃO: «Have all non-English documents translated into English. Provide original and translated documents in your application. Translators in Australia must be accredited by the National Accreditation Authority for Translators and Interpreters. Translators outside Australia do not have to be accredited. But on each translation, they must include their: full name, address and telephone number, qualifications and experience in the language they are translating. These details must be in English». Repare no lado bom disso: se você traduz fora da Austrália, o tradutor NÃO precisa ser credenciado — só tem que colocar seus dados e sua qualificação, em inglês, em cada tradução. DIGITALIZAÇÃO: «Scan or photograph all documents (English and non-English) in colour. The scans and photos must be clear and legible. If a document is more than one page, save it all as one file». Em CORES, e cada documento em UM só arquivo.
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Ojo: É preciso enviar SEMPRE os dois: o original em português e a tradução para o inglês. Enviar só a tradução é um erro comum. E uma boa notícia para o bolso: «You do not need to have any documents certified unless we ask you to» — não é preciso reconhecer firma nem autenticar nada, a não ser que peçam expressamente. Não pague cartório adiantado.
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VISITOR 600: se viaja um menor de 18, há formulários obrigatórios
É o bloco mais específico e o que mais gente descobre tarde. Textual: «If you are under the age of 18, you should provide a copy of your birth certificate showing the names of both parents». Se não houver certidão de nascimento, aceita-se caderneta de família, documento de identidade oficial, documento judicial que comprove a identidade ou registro censitário familiar. Se houver tutor legal que não é o pai ou a mãe biológicos, é preciso provar a tutela. E o crucial: «Anyone with a legal right to decide where you live, and who is not travelling in Australia with you, must complete either: Form 1229 - Consent form to grant an Australian visa to a child under the age of 18 years, or a statutory declaration giving their consent for the child to visit Australia on this visa». A isso se soma «a document with the signature and photo of the person who completed [the form], or declaration, such as a: passport, driver's licence». E se a criança não vai ficar com um familiar ou tutor: «provide Form 1257 - Undertaking declaration. The person you're staying with must sign the form».
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Ojo: O Form 1229 tem que ser assinado por CADA pessoa com direito legal de decidir onde a criança mora e que não viaja com ela. Num divórcio com guarda compartilhada, isso significa a assinatura do pai ou da mãe que fica, com cópia do passaporte ou da carteira de motorista. Conseguir essa assinatura pode levar semanas se o relacionamento não for bom: comece por aí, não pelo visto.
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VISITOR 600: biometria e exames médicos, se pedirem
Não são automáticos, mas é preciso ter isso previsto. Biometria: «We will let you know if you need to provide biometrics». Exames médicos, e aqui você tem margem para escolher o momento: «You can complete your health examinations before you apply or you can wait until we tell you to have them», e depois «If you didn't have health examinations before you applied for the visa, have them if we tell you to». Os dois são custos à parte dos AUD 250: «You might also have to pay other costs for: health checks, police certificates, biometrics».
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Ojo: A Austrália não publica o preço dos exames médicos, da biometria nem dos certificados de antecedentes na tabela de tarifas: NÃO PUBLICADO. Dependem do painel médico credenciado da sua cidade e do órgão que emite os antecedentes. Se pedirem no meio do processo e você já tem data de viagem, essa é a etapa que mais dias soma: em cidades com um só painel médico credenciado, a consulta pode demorar semanas.
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Cuidado com quem te ajuda: só há três figuras autorizadas
O departamento publica isso na própria página do visto: «Only some people can help you with your application. If you appoint someone to give you immigration assistance they must be: a registered migration agent, a legal practitioner, or an exempt person». Três figuras, nenhuma a mais. E há formulários para formalizar: «To nominate someone to: receive your correspondence, use Form 956A Appointment or withdrawal of an authorised recipient; provide immigration assistance, use Form 956 Appointment of a registered migration agent, legal practitioner or exempt person». Ele também avisa antes de você pagar: «If you are getting help with your visa, before you pay someone, read information on Who can help with your visa application».
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Ojo: O registro de agentes de migração australianos é público e pode ser consultado. Qualquer «despachante» que não seja agente registrado, advogado ou pessoa isenta não pode legalmente prestar assistência migratória, mesmo que cobre por isso. Você pode, sim, nomear qualquer pessoa para receber sua correspondência com o Form 956A: isso é outra coisa e não exige registro.
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NÃO compre as passagens até ter o visto por escrito
É o aviso que se repete nos três vistos e o que mais dinheiro economiza. eVisitor: «Do not arrange to travel to Australia until we let you know, in writing, that we have granted you the subclass 651 visa». ETA: «Don't arrange to travel to Australia until we let you know, in writing, that we have granted you the visa» e «We suggest you do not make travel arrangements until your ETA has been granted». Quando o visto é concedido, o departamento envia por escrito três dados: «your visa grant number, the date your visa starts, your visa conditions». E acrescenta uma instrução prática: «You should keep a copy of our decision with you while in Australia».
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Ojo: Se recusarem, explicam o motivo: «If we refuse your visa we will let you know in writing. We will tell you why we refused your visa and whether you have a right to a review of the decision». E se a ETA ficar travada pedindo mais informações, NÃO envie de novo pelo app: «Do not submit further ETA applications through the Australian ETA app. You will receive the same results». O caminho é o que a carta indica: enviar um formulário online pelo ImmiAccount anexando o «Form 1554: ETA Request for further processing».
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Se você renovar o passaporte, a ETA cai. O eVisitor não diz o mesmo
Regra da ETA, publicada duas vezes na página: «Your ETA is attached to your current passport. If your current passport expires or you get a new passport: your ETA will cease, you must apply for a new ETA». E na seção de chegada repete: «Your ETA is electronically linked to the passport you used to apply for your ETA. You must enter Australia using the same passport». Além disso, a ETA não pode ser corrigida depois de emitida: «We cannot change the details on an ETA once it has been issued». Nenhum dos três vistos deixa uma etiqueta no passaporte: o vínculo é digital e é verificado no VEVO, o sistema de verificação online de vistos.
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Ojo: Se o seu passaporte vence nos próximos 12 meses e você tem ETA, faça a conta: «It is valid for travel to Australia for either 12 months, or for the period your passport is valid, whichever is shorter». Renove o passaporte PRIMEIRO e tire a ETA depois, ou você vai pagar os AUD 20 duas vezes. E se seus dados não coincidirem exatamente com os do passaporte, a consequência é concreta: «If your ETA details do not exactly match your passport details, you might experience delays when boarding your aircraft or be refused entry in Australia».
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Se a sua viagem inclui um cruzeiro, leia isto antes de reservar
É uma armadilha com nome próprio e aparece nos três vistos com o mesmo texto: «You will need a visa if you enter Australia during a cruise. If your cruise is a round trip cruise, the time you spend on the cruise counts as time spent in Australia - that is, we do not consider you have left Australia. A round trip cruise will not reset your stay period on your visa. Ask your cruise operator or travel agent if we consider your cruise to be a round trip cruise». Traduzindo: se você sai da Austrália de cruzeiro e volta à Austrália, para o departamento você nunca saiu, e os dias do cruzeiro são descontados dos seus três meses.
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Ojo: O truque de «saio dez dias para a Nova Zelândia e volto para zerar os três meses» não funciona se esses dez dias forem um cruzeiro de ida e volta saindo da Austrália. E quem decide se o seu cruzeiro é «round trip» não é óbvio: o próprio departamento manda você perguntar à operadora. Pergunte POR ESCRITO antes de pagar, porque disso depende quantos dias sobram para você.
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Nenhum dos três deixa você trabalhar. Nem um dia, nem de graça
eVisitor: «The eVisitor visa is not a work visa. You cannot perform paid work for an Australian employer. If you work or intend to work in Australia on an eVisitor visa, we may cancel it. We may remove you or refuse you entry to Australia». ETA: idêntico. Visitor 600 Tourist stream: «You can't work». O que você PODE fazer como visitante de negócios está listado: «make general business or employment enquiries», «investigate, negotiate, enter into or review a business contract», «conduct activities as part of an official government visit», «take part in a conference, trade fair or seminar. The organisers can't pay you to take part». E o que não pode: «work for or provide services to a business or organisation based in Australia», «sell goods or services directly to the public». Estudar pode, mas pouco: «You can study or train for up to 3 months in total on this visa».
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Ojo: Repare no detalhe do congresso: você pode participar, mas «The organisers can't pay you to take part». Se pagarem para você dar uma palestra, deixa de ser visita de negócios. E cuidado com ficar muito tempo ou voltar com frequência: «If you stay in Australia for long periods or make regular visits, we may ask you about your travel purpose next time you enter Australia. If we find you are not a genuine visitor, we may cancel your eVisitor visa». A Austrália olha o padrão, não só a viagem.
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Contrate um seguro-saúde: não é conselho de manual, é o seu bolso
Os três vistos publicam o mesmo aviso: «We recommend you take out health insurance to cover any unforeseen medical treatment you might need in Australia. You are personally liable for all your healthcare costs while you are in Australia. Insurance can help limit your financial liability». No Visitor 600 o tom sobe: «You are liable for all your healthcare costs while you are in Australia. (...) we strongly recommended you take out adequate health insurance». E pode deixar de ser voluntário: «In some circumstances, we might grant your visa with Condition 8501 – Maintain adequate health insurance». Existem convênios recíprocos de saúde com alguns países, que se consultam no Services Australia.
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Ojo: Nenhum país da América Latina tem convênio recíproco de saúde com a Austrália: os convênios publicados são com países europeus e da Oceania. Se o seu visto vier com a condição 8501, manter o seguro deixa de ser uma recomendação e passa a ser uma obrigação que, se não for cumprida, pode levar ao cancelamento do visto. Guarde a apólice no celular.
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Na chegada: cartão de passageiro e SmartGate
Duas coisas concretas no aeroporto. Primeira, um papel que não perdoa ninguém: «Everyone who arrives in Australia must complete an Incoming Passenger Card». Todos, sem exceção. Segunda, o atalho: «A SmartGate is an automated process that uses facial recognition technology and your ePassport. You might be able to leave the airport faster if you use SmartGate». E antes de embarcar, a lista mínima: «You must have: a valid visa to enter Australia, a valid passport or other travel document». Você pode verificar o seu próprio visto e as condições dele no VEVO a qualquer momento, e no caso da ETA também pelo app, com a função «Visa check».
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Ojo: O Incoming Passenger Card inclui a declaração de biossegurança, e a Austrália é o país mais rigoroso do mundo nisso: comida, sementes, produtos de madeira, barro nas botas de trilha. Declarar a mais não custa nada; não declarar pode custar uma multa na hora. Se você vem de uma trilha na Patagônia ou nos Andes, lave as solas antes de viajar e declare-as mesmo assim.
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Department of Home Affairs — Immigration and citizenship, Governo da Austrália

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